segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Chile: “mapuches” disparam fuzis em proclama revolucionária

Mapuches disparam armas na leitura de um manifesto (Twitter)
Mapuches disparam armas na leitura de um manifesto (Twitter)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Violentos conflitos têm epicentro na Araucânia chilena e na Patagônia argentina provocados por “indígenas” mapuches.

Num vídeo viralizado no Chile, a organização mapuche Weichan Auka Mapu exibe armas e ameaça usá-las caso o exército seja enviado a restaurar a ordem e cessar com os ataques predatórios desses “indígenas”, segundo documentou “La Nación”.

O vídeo parece uma mera repetição de exibição de forca dos guerrilheiros das FARCs.

O líder fala com o rosto coberto e ameaça ao presidente Piñera que está entregando o cargo. E numa outra mensagem recrudesce as ameaças de violência caso seja eleito presidente o candidato das direitas.

O porta-voz guerrilheiro afirma: “diante do fortalecimento de uma direita golpista, (...) nossos ancestrais apoiaram a guerra contra os invasores espanhóis e do Estado chileno, instamos estes cães de guarda dos ricos a abandonar nosso território, porque serão derrotados pela força dos Mapuches gente em armas”, ameaçou.

E justifica o uso de armas, mas ali sem o folclore forjado, mas em termos de luta de classe marxista-leninista com pinceladas ecologistas:

Atentado mapuche descarrila e incendeia trem no sul do Chile
Atentado mapuche descarrila e incendeia trem no sul do Chile
“Reafirmamos nosso compromisso revolucionário em ações de sabotagem dos interesses capitalistas que destroem e assolam a Mãe Terra, bem como em ações armadas contra nossas comunidades, verdadeiras proprietárias da legitimidade territorial”.


No final da gravação, várias dezenas de membros da organização, com os rostos cobertos, erguem as armas, gritam “vamos vencer” disparam para o céu seus fuzis automáticos.

Numa suposta retomada de “terras ancestrais” baderneiros encapuzados invadiram a turística cidade de El Bolsón, perto de Bariloche, na Argentina e iniciaram a depredação de moradias e lojas.

Seus porta-vozes diziam pertencer a uma Comissão de Direitos Humanos da periferia de Buenos Aires, afiliada ao movimento de Cristina Kirchner e, reforçados por “mapuches” chilenos destruíam com total omissão das autoridades e da polícia local.

Ignaros das realidades agrícolas atacaram e feriram um cavalo de um gaucho argentino que estava celebrando o rodeio do Dia da Tradição com um bom churrasco popular regado a vinho.

Os gauchos presentes não suportaram

Montaram seus cavalos e puseram em fuga às chicotadas o grupo de manifestantes encapuzados que destruíam o centro da cidade.

Gauchos correram depredadores 'mapuches' na Argentina
Gauchos correram depredadores 'mapuches' na Argentina
“É preciso dar uma boa surra nessas pessoas”, explicou Victor, um dos gauchos que participou do rodeio em entrevista a uma rádio local citada por “La Nación”.

Víctor vive em El Bolsón há mais de 15 anos e explicou a briga:

“Estávamos em uma festa depois de muito tempo trancados [pelo coronavírus], e essas pessoas vêm se apropriar de tudo. Você cansa porque as pessoas não sabem o que fazer, ninguém nos defende”, disse.

“Não são gente daqui, também não são mapuches. Eles quebram a praça, os negócios. Saímos do nada porque estamos cansados deles cortando a estrada e muitas outras coisas”, acrescentou.

Quando o jornalista lhe perguntou se a luta contra os manifestantes pró-mapuche se faz com “os rebencazos”, Víctor respondeu: “Sim, sim, venha o que vier, porque você tem que dar uma boa surra nessa gente, eles não merecem reclamar de quebrando tudo. Se quiser reivindicar, mas reivindique bem, sem quebrar nada ”.

O jornalista perguntou se assim não “piorava as coisas”, o entrevistado respondeu que “essas pessoas andam carregando facas. Ninguém faz nada, e quem nos ouve? As crianças não podem sair à rua, quem eles pensam que são?

“Clarín”, os gauchos enquanto dispersavam os desordeiros gritavam “Viva la Patria”. O rodeio continuou numa área contigua.

A porta-voz Soraya Maicoño, de um grupo mapuche que promove um conflito territorial que já resultou em mortes, disse que ante o acontecido levantaram o assentamento e foram embora.

Mas acusou os gauchos de “gente a cavalo muito bêbada batendo em todo mundo”.

“Vocês estavam bêbados?”, perguntou o jornalista ao gaucho Victor. “Estávamos em uma festa, não vamos contar que estávamos bebendo refrigerante, mas eles também não estavam lúcidos. Nós estávamos com a família”, respondeu.

“Saímos para defender o que é nosso. Estamos cansados deles cortando a estrada e ninguém fazer nada”.

No final do diálogo, Víctor encerrou: “quando eles voltarem, nós também iremos dar-lhes umas ‘correadas’”.

A reação popular na Argentina toda foi de entusiasmado aplauso aos genuínos homens do campo.



Manifesto terrorista mapuche




segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

94,5% dos venezuelanos na mais crua pobreza

Populares comem lixo na rua
Populares comem lixo na rua
Luis Dufaur
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Nova Pesquisa das Condições de Vida, apresentada em Caracas pela Universidade Católica Andrés Bello revelou que 94,5% dos venezuelanos caíram abaixo do nível de pobreza, sendo que 76,6% deles estão abaixo da linha de pobreza extrema, informou “El País”, edição para o Brasil.

Nem os envios de petróleo de Teerã (Irã) para Caracas impediram a paralisação quase total do país provocada pela escassez de combustível se agravando a recessão.

As medidas do Governo contra a Covid-19 catapultaram a crise. As crianças ficaram um ano e meio sem aulas, e ficou paralisado o setor produtivo.

O desemprego afeta 8,1 milhões de venezuelanos. Os que ainda têm trabalham são 7,6 milhões, mas grande parte com uma jornada de quatro horas.

Entre os inativos há 3,6 milhões que deixaram de procurar emprego.

1,5 milhão de mulheres com filhos está sem recursos. Apenas um terço das venezuelanas tem ocupação regular.

Entre 2014 e 2021, o emprego formal perdeu 4,4 milhões de postos de trabalho, 70% dos quais no setor público, e o restante na iniciativa privada.

Temos fome diz cartaz
Temos fome diz cartaz
No setor privado, 58% estão em condição de pobreza extrema, enquanto no setor público são 75%.

A precariedade do emprego no setor público foi mencionada até pela Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos dirigida pela esquerdista Michelle Bachelet em seu último relatório sobre a Venezuela.

Um funcionário pode ganhar apenas 12 dólares por mês, ao passo que um empregado do setor privado recebe em média 38 dólares por mês, e os autônomos têm renda média de 32 dólares.

Segundo um dos autores do relatório, o sociólogo Luis Pedro España, o maior problema é a abissal redução na entrada de divisas, de 90 bilhões de dólares em 2012 para 5 bilhões em 2020, a maior parte procedente das exportações não petroleiras privadas.

“Se distribuíssemos toda a renda equitativamente entre as famílias, a média per capita seria de 30 dólares por venezuelano por mês, ou seja, um dólar por pessoa por dia, um cenário em que todos estaríamos na pobreza extrema”, acrescentou.

O “socialismo do século XXI” de Nicolás Maduro multiplicou as “Bolsas” e “Auxílios” para as famílias miseráveis que chegam no máximo a 36 dólares por mês, e torna esse contingente miserável totalmente depende totalmente do Estado.

Migrantes venezuelanos na Rodoviária de Anápolis
Migrantes venezuelanos na Rodoviária de Anápolis
A pesquisa foi feita com mais de 17.000 entrevistas domiciliares de mais de 800 perguntas durante os últimos sete anos.

Ainda segundo ela, pelo menos 340.000 crianças deixaram de nascer em cinco anos e o aumento da mortalidade infantil, chegou a 25,7 por cada 1.000 nascidos vivos alterando a pirâmide populacional do país.

As gerações nascidas entre 2015 e 2020 terão três anos menos de vida que as que precederam à crise, apontou Anitza Freites, coordenadora do estudo.

A população diminuiu 1,1% na última meia década, caindo para 28,7 milhões.

Mais de quatro milhões, sendo 90% deles na faixa dos 15 a 49 anos, emigraram nos últimos cinco anos ganhando as dimensões de um êxodo.

O comissário da Organização dos Estados Americanos (OEA) para a crise migratória venezuelana, David Smolansky, considera que logo haverá mais migrantes e refugiados venezuelanos que de qualquer outro país, incluídos países em guerra como a Síria, reportou “Clarin”.

Em 2022 poderá ser a maior do mundo por causa da crise econômica e da repressão. 

A oposição venezuelana fala de por volta de sete milhões, enquanto fontes da ONU e outras organizações especulam em volta de seis milhões, segundo a mesma fonte.

A educação remota ficou quase inviável e em 78% dos lares as mães assumiram as tarefas educacionais.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Feliz Natal 2021 e Bom Ano Novo!




Vídeo Natal 2021. Comentários de Plinio Corrêa de Oliveira:
Jesus se faz pequenino para nós podermos adorá-lo

Clique na foto para ver:


Luis Dufaur
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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Indígenas bolivianas chibateiam abortistas que atacaram catedral

Mulher guarayo mostra o latego que ela usou nas aboristas sacrílegas
Mulher guarayo mostra o látego artesanal que ela usou nas abortistas sacrílegas
Luis Dufaur
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Agitadoras abortistas bolivianas do “coletivo Mujeres Creando” invadiram a catedral de Santa Cruz enquanto o arcebispo celebrava a missa.

Elas protestavam contra a Igreja Católica que impediu uma menina de 11 anos de interromper a gravidez. A mãe foi vítima de um estupro e sua família foi pressionada para aprovar o crime.

Porém, após a intervenção da igreja, mudaram de ideia, noticiou o jornal da cidade “El Deber”.

Os ativistas picharam sacrilegamente a fachada da Basílica Menor de San Lorenzo e criticaram a Igreja Católica em faixas e arengas. “Igreja hipócrita e mesquinha, você força uma menina a dar à luz”, insultava uma das faixas.

O arcebispo Dom Sergio Gualberti estava pregando que “a defesa da vida, a rejeição da pena de morte e a eutanásia são um mandato de Deus para a Igreja e para cada crente em Cristo”.

A pintura jogada na catedral foi removida e as funções religiosas continuaram normalmente nos dias seguintes.

A demagogia abortista costuma apresentar do “direito” à matança dos inocentes como uma necessidade das mulheres pobres e das minorias étnicas menos favorecidas.

Inicio da provocação sacrílega abortista contra a catedral
Inicio da provocação sacrílega abortista contra a catedral


Esse embuste ideológico foi desmentido por mulheres de Santa Cruz que armadas com chicotes de couro feito à mão usado nas áreas rurais da Bolívia para repreender crianças.

Um grupo de indígenas bolivianas do povo Guarayo, deu umas boas às feministas que perturbaram a missa. Não houve queixas de ferimentos nem de contusões, sendo o efeito sobretudo moral.

Elas vendiam artesanatos entre os quais um 'látego' usado levemente para corrigir crianças mal comportadas

O exemplo mostra que o feminismo é um movimento violento que não defende as mulheres pobres como diz, comentou PanamPost.

A realidade é o oposto: as mulheres latino-americanas defendem amorosamente seus filhos e sua família. As mulheres indígenas na necessidade de trabalhar, amarram os filhos nas costas e dão continuidade ao trabalho.

Eles são o exemplo fiel de que os filhos não são um obstáculo, mas sua maior força.

O feminismo, criado em centros intelectuais esquerdista em geral ricos, levanta a bandeira do aborto, para acabar com vidas inocentes antes do nascimento para poder se entregar imoralmente aos prazeres ilícitos.

As feministas de Santa Cruz demonstraram não advogar pelas mulheres, mas por uma causa política: o socialismo.

Na ocasião, elas se manifestaram publicamente a favor da libertação do ex-presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, líder do Fórum de São Paulo.

Momento do incidente em que abortista recebe um 'latigazo' usado levemente para as crianças mal comportadas.
Momento do incidente em que abortista recebe um 'latigazo'
usado levemente para as crianças mal comportadas.
O socialismo que retomou o poder na Bolívia, atacou particularmente o povo Guarayo, cujas mulheres enfrentaram as feministas que atentam contra o patrimônio religioso.

Na província de Guarayos de Santa Cruz existem grupos armados apoiados pelas esquerdas que tentam se instalar em terras comunitárias que têm legítimos proprietários indígenas.

Diante da resistência dos indígenas Guarayos, os grupos irregulares já fizeram vários feridos a balas e facões.

Diante da tentativa de profanação da catedral de Santa Cruz, as mulheres que enfrentaram as feministas também se manifestaram contra o governo pela irrupção de seus aliados esquerdistas em seu território ancestral.

Evo Morales, protetor das abortistas e de todas as formas de esquerda e narcotráfico diz ser vítima de racismo por ser indígena.

Mas nunca demonstrou falar qualquer língua indígena e permitiu a destruição de terras ancestrais de povos indígenas por grupos armados que visam rouba-los.

Guadalupe Cárdenas, uma indígena perseguida politicamente, embaixadora dos Direitos Humanos, representante da federação das esposas de polícias, destacou em entrevista ao PanamPost, a hipocrisia de Evo Morales.

Cárdenas garantiu que Morales “é o pior racista, como nunca na história”. Ele mandou queimar terras dos índios do leste, da Chiquitanía, e ameaçou os indígenas.

As mulheres Guarayo de Santa Cruz desmontaram esses mitos ao mesmo tempo defendendo a Igreja dos ataques das feministas pagas pelo líder lulobolivariano.


terça-feira, 16 de novembro de 2021

Catástrofe eleitoral da esquerda na Argentina

Oposição argentina comemora vitória arrasadora
Oposição argentina comemora vitória arrasadora
Luis Dufaur
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As eleições legislativas parciais nacionais e estaduais acabaram num desastre eleitoral para a esquerda no poder no mais pleno senso do termo.

O governo peronista, em tudo afim com o lulochavismo continental, perdeu quase tudo o que disputou com uma proporção global de 70% a 30% a nível nacional.

Perdeu a maioria das duas Câmaras legislativas – Deputados e Senado – e muitos legislativos estaduais que se renovavam em quase todo o país.

Antevendo a deprimente derrota, a líder socialista-nacionalista Cristina Kirchner anunciou que não compareceria ao bunker eleitoral da aliança peronista onde seus seguidores mais ardidos aguardavam festejar a vitória partidária.

No grande feudo eleitoral do esquerdismo peronista da periferia operária do Grande Buenos Aires, simbolizado pelo bairro La Matanza, o povo marchou multitudinariamente, pouco se importando com a veda eleitoral, contra o governo que havia votado na anterior eleição .

Protestos nas ruas contra o peronismo afim com o lulochavismo na véspera da votação
Protestos nas ruas contra o peronismo afim com o lulochavismo na véspera da votação
A polícia tentou fazer muros para segurar a multidão que avançava contra as delegacias e sedes de governo local, indignada pelos assassinatos e insegurança que o peronismo, coirmão do lulismo, causou pela libertação dos presos com o pretexto do Covid-19 e pela cumplicidade das autoridades com organizações criminosas.

O governo chegou a convocar o festejo da “vitória” de não ter sido tão esmagado como se esperava na província (estado) de Buenos Aires, de longe o maior eleitorado do país onde perdeu.

Em Córdoba, segundo eleitorado, o governo não chegou a tirar 11%. No terceiro, Santa Fé, conseguiu o 31%. Em Santa Cruz, província de onde saíram os Kirchner e favoreceram até com imensas falcatruas, o kirchnerismo amargou outra deblace.

Para desviar as atenções o presidente Alberto Fernánndez convocou uma manifestação para comemorar a derrota que ele qualificou de “triunfo”.

Em bairro operário, massiva protesta contra a moleza da polícia e do governo
Em bairro operário, massiva protesta contra a moleza da polícia e do governo
O conselheiro eleitoral equatoriano Jaime Durán Barba ficou pasmo: “é a primeira vez que alguém comemora um triunfo porque perdeu”.

Em verdade, comentou, as esquerdas deliram porque deixaram de “contactar com a realidade.

O fato real é que a ampla maioria rechaçou o que está fazendo este governo”, e o presidente parece “ausente da realidade”.

De fato, as maiores preocupações do governo, previas ao pleito eleitoral, fizeram lembrar os momentos finais das piores ditaduras.

Os principais personagens de esquerda esqueciam da realidade porque estavam engajados em ferozes intrigas para remover os juízes que devem se pronunciar nos múltiplos processos de corrupção e atentados islâmicos que pendem sobre suas cabeças e que podem vir a condená-los.

Uma imagem lamentável reveladora da crise que corrói as esquerdas latino-americanas.


terça-feira, 26 de outubro de 2021

Ecossocialismo causa catástrofe ambiental na Venezuela

Maravilhas do ecosocialismo o maior lago da América do Sul perece por abandono das instalações petrolíferas
Maravilhas do ecossocialismo o maior lago da América do Sul
perece por abandono das instalações petrolíferas
Luis Dufaur
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O regime venezuelano bem engajado com todas as causas das esquerdas é o responsável pela tragédia ecológica no Lago de Maracaibo no noroeste do país com partes na Colômbia, explicou Sharon Gómez, especialista em comercio marítimo internacional.

O lago é o maior de água doce da América do Sul e repousa sobre uma das maiores jazidas de petróleo do mundo, mas se está contaminando espantosamente pela dissidia dos regimes de Chávez e Maduro.

Está em curso a eliminação da flora e da fauna silvestres, a deterioração do ecossistema subaquático e o crescimento excessivo de fatores epidêmicos que causam graves prejuízos aos habitantes da área.

Os regimes socialistas do século XXI anunciaram com espalhafato planos e políticas públicas ambientais que ao mesmo tempo manteriam a infraestrutura petrolífera que extrai petróleo do lago.

De fato, o Socialismo do Século XXI, de Chávez e depois de Maduro não só levou à falência o aparelho produtivo do país, notadamente da companhia nacional de petróleo (PDVSA), mas colapsou a infraestrutura física do petróleo no Lago Maracaibo.

O estado de abandono em que foi jogada dita infraestrutura produtora de petróleo não só derrubou a Venezuela do topo dos exportadores aos mais baixos níveis históricos.

Estado da água no Lago Maracaibo
Estado da água no Lago Maracaibo
Mas, deixou as costas do Lago Maracaibo totalmente cobertas de óleo pela ausência de manutenção de dutos, destilarias e portos.

Sharon Gómez foi até o Lago de Maracaibo e ficou espantada pela viscosidade das águas contaminadas, o cheiro penetrante que empesta o ar.

Os pescadores da região lhe me contaram que o lago está devastado por um vazamento constante de óleo alimentado por dutos e poços sem manutenção.

A contaminação das águas é mais do que visível em todos os lugares. A água apresenta uma cor verde neon com grande número de estrias de óleo multicolorido e a orla está estragada com poças pretas e pastosas típicas do petróleo.

A entidade oficial de cuidar do desastre é o Instituto de Controle e Conservação da Bacia Hidrográfica do Lago de Maracaibo (ICLAM).

É um órgão autônomo, vinculado ao Ministério do Poder Popular para o Ecossocialismo para a gestão sustentável e racional dos recursos naturais da Bacia do Lago.

Essa tarefa do ICLAM não aparece. Há 20 anos age sob os preceitos do “Ecossocialismo”. Socialismo sim existe entre os burocratas pagos pelo regime.

Peixes morrem, algas desaparecem, pescadores tentam sobreviver
Peixes morrem, algas desaparecem, pescadores tentam sobreviver
Mas a alusão à ecologia é uma palhaçada. Sem manutenção a imensa malha de dutos e poços tem anos sem conserto e apodrece enferrujada nos fundos da água. O petróleo emerge e alimenta uma imensa vegetação superficial que impede a passagem do sol.

O resultado é que os peixes não têm como respirar e as algas que são seu alimento natural no fundo do lago, sem sol desaparecem.

A tóxica massa verde superficial encheu o Lago, no estado de Zulia, e deságua no Mar do Caribe para intoxicar as águas e as praias e se tornar uma emergência internacional, conclui a especialista Sharon Gómez.

Socialismo vermelho e ecologismo “verde” mais uma vez convergem na destruição da civilização e da própria natureza.


segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Carreata na Patagônia contra vandalismo indigenista

Justiça investiga incêndios mas moradores denunciam cumplicidades no governo
Justiça investiga incêndios, mas moradores denunciam cumplicidades no governo
Luis Dufaur
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Uma carreata de mais de 300 veículos de moradores da região do Parque Nacional Los Alerces, na província de Chubut, Patagônia, protestou contra os atos vandálicos e invasões de terras.

Esses são praticados em série por auto-declarados “indígenas” agressivamente anticristãos e inimigos das propriedades públicas e privadas.

Os agitadores, apoiados aliás por organismos do Estado, reforçados por militantes mapuches vindos do Chile.

Eles alegam até que os princípios defendidos pelo Papa Francisco no sínodo do Amazonia os fundamentam na região patagônica argentina e chilena.

O último ataque foi contra “uma cruz de madeira de um cemitério histórico, que eles arrancaram e queimaram na estrada”.

Carreata de moradores protestando contra vandalismo indigenista
Carreata de moradores protestando contra vandalismo indigenista

No local deixaram a pichação ‘Santiago Maldonado en Lucha’, em menção a um suspeito que morreu afogado enquanto era perseguido pela polícia acompanhado de cúmplices após um ato delitivo.

O guarda florestal Carlos Optiz descreveu o atentado à rádio Del Lago FM: “a cruz que queimaram está por volta de três quilômetros das terras ilegalmente invadidas. 

Os invasores são muito claros em seu ressentimento contra os sinais cristãos, do Estado e da Igreja Católica”. Cfr. “La Nación”.

O Diário de Río Negro informou que depois de 3 anos e 8 meses, um juiz substituto da Justiça Federal de Bariloche, Gustavo Zapata, enviou a julgamento 7 membros da comunidade Mapuche Lof Lafken Winkul Mapu.

Mapuches invasores e violentos ocupam Parque Nacional e residências particulares
Mapuches invasores e violentos ocupam Parque Nacional e residências particulares
Eles foram indiciados como co-autores do crime de invasão de duas propriedades de Villa Mascardi, bela região próxima de Bariloche.

Os participantes da carreata detalharam seus motivos pelas redes sociais: o vandalismo e a invasão.

Também solicitaram uma resposta do Estado que, em seu esquerdismo, é suspeitado de colaboração com os grupos subversivos.

Acrescentaram o temor pelos incêndios que esses estão provocando e até dificultando a tarefa de extingui-los.

Invocaram a lei que manda as autoridades expulsar os intrusos das propriedades.

Também deploraram a inutilidade da “mesa de diálogo” proposta pelo governo e que não dá em nada, a exceção de conversas infindas que garantem a impunidade dos malfeitores.

Alegaram também a legislação ambientalista para proteger os bosques incendiados.

Mas essas leis estão sendo completamente ignoradas até pelos que se dizem defensores do meio ambiente.


terça-feira, 14 de setembro de 2021

Jovens pedem tirar a ‘cidadania ilustre’ ao Che Guevara

Na cidade do Che, jovens pedem 'Fora Che Guevara'
Na cidade do Che, jovens pedem 'Fora Che Guevara' e apoiam manifestações em Cuba
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na cidade de Rosario onde viu a luz o guerrilheiro comunista Che Guevara, um grupo de estudantes da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Nacional de Rosário (UNR) começou a recolher assinaturas para revogar o título de “ilustre cidadão” dado outrora ao criminoso marxista, segundo noticiou “La Nación”.

A iniciativa já conta com o apoio de mais de 15 mil pessoas articuladas na hashtag #FueraCheGuevara. “Pedimos honestidade e coerência à classe política. O povo de Rosario não quer o nome de um assassino em nossa cidade”, expressam.

“Exigimos, acrescentam, que o prefeito renomeie a Plaza del Che (Bv. 27 de fevereiro) com um nome votado pelos cidadãos de Rosario.

“Da mesma forma, solicitamos a retirada do mural guevarista da Plaza de la Cooperación”, conforme o pedido do grupo universitário “Alternativa”.

E acrescentam: “Exigimos que a presidente do Conselho Deliberativo de Rosario revogue o título de ‘ilustre cidadão’ de quem facilitou a subida ao poder dos Castros”.

Mural d0 Che na Plaza de la Cooperación que os jovens querem remover
Mural do Che na Plaza de la Cooperación que os jovens pedem remover
Camila Corina, 21, aluna do quarto ano de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Políticas da UNR, disse que o grupo “Alternativa” surgiu em junho de 2018 num “ambiente hostil para se expressar livremente”.

Grafites e pôsteres de revolucionários como Che Guevara, Fidel Castro e Mao Zedong dentro da universidade provoca um “rebaixamento da linha” que afeta a educação e a liberdade de expressão, disse ela.

“Somos inimigos de todos os mais de 10 grupos políticos, todos ligados à esquerda mas nenhum de centro ou centro-direita” grupos, que agem na Universidade. “Nós somos o alvo”, disse a aluna de Rosario.

Os estudantes de “Alternativa” decidiram realizar a petição contra a figura de Che Guevara, em sua própria cidade natal, e em meio à escalada de protestos contra o governo marxista de Miguel-Díaz Canel em Cuba.

Apartamento em que nasceu o Che não encontra comprador e vizinhos não querem 'espaço cultural'
Apartamento em que nasceu o Che não encontra comprador
e vizinhos não querem 'espaço cultural'
“Não pode ser que os cidadãos cubanos estejam sofrendo com coisas que o comunismo fez e que essas personagens sejam tratadas como se fossem heróis”, destacou Corina, apontando a figura de Che como um símbolo da ditadura marxista.

A jovem ficou surpresa com o apoio que teve a petição. Até candidatos a vereadores incluíram a iniciativa em seus discursos, em tempo de iminentes eleições.

“Muitas pessoas falaram a favor, estão levantando a voz.

“Nunca pensamos que iríamos receber esse apoio: mais de 15 mil assinaturas que mostram que a última coisa que se quer é reivindicar ditaduras”, frisou.


terça-feira, 31 de agosto de 2021

Município elimina 109 taxas e enche as arcas

Capitán Sarmiento: o município que encheu o erário eliminando 109 taxas
Capitán Sarmiento: o município argentino que encheu o erário eliminando 109 taxas
Luis Dufaur
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O pequeno município de Capitán Sarmiento, na Argentina, com quase 20.000 habitantes a 145 quilômetros de Buenos Aires, gemia sob o peso do dirigismo estatista que flagela até países inteiros.

A Prefeitura colhia 48 “direitos de escritório” que deviam ser pagos, pelo menos em tese, até pelos falidos e mais de 25 tributos vinculados a “serviços sanitários” mal conhecidos.

Havia taxas para toda espécie de habilitações incluso “licenças não especificadas”.

Os moradores tinham que pagar o Diário Oficial, que não liam, para conhecer a legislação municipal. Outro “serviço municipal” cobrava para remover galhos podados de árvores, mas o lixo acabava em terrenos baldios.

Soa ridículo, mas a mesma Prefeitura cobrava um imposto criado há 200 anos para a defesa contra bandidos, índios e quatreiros.

Por outro imposto, se uma dona de casa oferecia à venda aos vizinhos um macarrão que estava preparando, tinha que ir até a janela da Prefeitura e depositar uma quantia em dinheiro, segundo reportagem de “La Nación”.

Os cidadãos inadimplentes deviam US $ 80 milhões à Prefeitura que estava falida.

O novo prefeito eleito, Javier Iguacel, encontrou 130 impostos obrigatórios gerando diversos problemas para a população e que a Prefeitura não cumpria com o serviço a que se destinavam, às vezes porque impossível de cumprir como a de perseguir índios ladrões de séculos passados.

Decidiu então eliminar 109 impostos municipais de uma canetada só. Em dois anos o vermelho fiscal da Prefeitura foi revertido.

A arrecadação aumentou quase 75% “e foram viabilizados 100 novos empreendimentos, o que é muito”, para a cidadinha. Descontada a inflação o aumento real da arrecadação foi de 40%.

O novo prefeito também exonerou o pagamento das contas da luz, varrido e limpeza até o fim do ano como estímulo.

Como foi isso possível e em tempo de pandemia?

Abolindo pirâmide de tributos o município interiorano adquiriu um dinamismo inesperado em plena pandêmia
Abolindo pirâmide de tributos o município interiorano
adquiriu dinamismo inesperado em plena pandemia
Suprimido o enforcamento tributário, 300 famílias se estabeleceram no município durante a quarentena. Muitos jovens vieram das cidades grandes para montar suas iniciativas, rejuvenescendo a cidade, trabalhando por via virtual.

Novas lojas e pequenas indústrias surgiram em 2020 tão novas que ainda não tiveram tempo de fixar seus cartazes em portas e vitrines.

Com preços acessíveis, o turismo explodiu em Capitán Sarmiento como o caso da canoagem que obrigou a Raúl Sosa Silva a comprar uma frota própria de 25 caiaques, sem ter que aluga-los em cidades vizinhas.

Natalia Ferrara abriu uma casa de chá, bolo, pudim e muffin em uma das principais avenidas e montou cinco ou seis mesas na calçada aliviada por não ter que pagar taxas múltiplas.

Os inspetores não acham infrações e tributos de difícil cumprimento para multar, em troca dos quais recebiam subornos. Tudo dependia da assinatura do prefeito que era o centro da corrupção, e isso acabou.

Iguacel eliminou cabides de emprego: das 28 secretarias e diretorias ficaram 16, com diminuição da massa salarial. Rescindiu contratos com serviços terceirizados. Os antigos beneficiários foram montar lojas ou fontes de sustento e apareceram iniciativas de toda espécie.

O pagamento dos impostos restantes foi simplificado embora deixando zangados aos contadores que resolviam a Babel de declarações e papelada de impostos, taxas e contribuições para seus clientes.

Vendo a prefeitura cumprir suas obrigações os munícipes passaram a pagar bem as taxas e diretamente!

Os cofres municipais encheram, a população cresce a ritmo veloz, lojas e empresas abrem todo dia.


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Escalada do comunismo no mundo e na Igreja:
o grande alerta não ouvido

Retorno do comunismo Putin na Rússia, Pedro Castillo no Peru
Retorno do comunismo: Putin na Rússia, Pedro Castillo no Peru
Luis Dufaur
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O Peru apresenta um novo governo composto de marxistas de diversas tonalidades que desafiam a estabilidade da América do Sul.

O novo presidente extremista se apoia nos regimes de esquerda que retornaram na Argentina e na Bolívia, que perduram na Venezuela e na Nicarágua, nas arruaças que incendeiam o Chile e a Colômbia.

Anos antes, o Papa Francisco I aceitando de presente uma grande foice e martelo com um Crucificado das mãos de Evo Morales que cairia em pouco tempo mas acabaria retornando, pareceu realizar um gesto simbólico "profético" dessa ida e volta.

Notícias surpreendentes como as do Peru caem como raio em céu sereno com crescente frequência, e não só em nosso continente. Dir-se-ia que múmias ressuscitam dos mausoléus do comunismo e se instalam nos centros de poder que ditam o rumo da civilização do III Milênio.

“As lições não ouvidas da História”.


O retorno do comunismo que se julgava morto, espanta a muitos. Mas não a todos, observou no início do processo, o influente e perspicaz jornal milanês “Il Corriere della Sera” em editorial intitulado “As lições não ouvidas da História”.

Segundo ele, tal espanto testemunha o fato de que muitíssimas pessoas, talvez a grande maioria, preferem não prestar ouvidos às lições da História.

Nesse fechamento voluntário, pesa muito o anseio de conservar a qualquer preço vida gostosa de todos os dias. E, sobretudo, de não fazer previsões lógicas para o futuro que soem "pessimistas" e peçam alguma iniciativa cauta. 

Atitudes preconcebidas como essa fez Albert Einstein dizer que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito, lembra o jornal italiano.

Quando em novembro de 1989 caiu o Muro de Berlim, e dois anos depois a União Soviética implodiu, parecia ter-se fechado a sinistra era inaugurada pela Revolução bolchevista de 1917.

Com uniformes históricos soviéticos, soldados russos encenam a tomada do Reichstad em 1945 enquanto Putin promete restaurar as 'glórias da URSS'
Com uniformes soviéticos, soldados russos encenam a tomada do Reichstad em 1945
enquanto Putin promete restaurar as 'glórias da URSS'

Milhões de pessoas comemoraram, e com justas razões. Porém, segundo o jornal milanês, quase ninguém, excetuados pouquíssimos, que ele qualifica de os “melhores”, quiseram refletir seriamente sobre o acontecido em mais de sete décadas de regime soviético.

Muitos poucos eclesiásticos ou leigos contagiados pela perversa utopia igualitária marxista decidiram tratar abertamente do problema e corrigir os erros do passado. Eles ficaram entocados, declarando arbitrariamente que tudo tinha acabado e entrávamos num "mundo de Alice e das mil maravilhas conservadoras" .

Havia ficado evidente a ideia sumamente falsa de que a fonte de todos os males era a propriedade privada e seus corolários, a livre iniciativa e a liberdade de mercado, que produzem naturalmente o capital. 

A propriedade privada, segundo o conceito marxista, é uma espécie de “mal supremo” gerador das odiadas desigualdades entre os homens.

Na queda da URSS também ficou evidente que a invasão do Estado e o dirigismo burocrático nivelador estavam na base de seu estrondoso fracasso.

Não foram tiradas as lições dos erros


Porém, quase ninguém quis refletir seriamente sobre isso, e até mesmo os atos criminosos de massa como os praticados por Stalin e seus comparsas da Internacional Comunista foram declarados esquecidos. 

Não foi feita a indispensável reflexão, o balanço, não foram tiradas as lições dos erros cometidos para nunca mais cair neles.

A falsa premissa contra a propriedade privada continuou latejando. Na América Latina, por exemplo, continuaram crepitando nos 'movimentos sociais' neocomunistas, tribalistas e ecologistas. O coletivismo continuou sendo pregado em cenáculos ativistas, contradizendo os resultados catastróficos dos fatos.

Um dia, quando muitíssimos achavam que o comunismo e seus erros tinham desaparecido, eles voltaram. E a reação foi em muitos o do avestruz diante do perigo.

A foice e o martelo aliadas à Teologia da Libertação ficaram entocadas e hoje voltam para surpresa geral dos que foram mantidos no engano.
A foice e o martelo aliadas à Teologia da Libertação ficaram entocadas
e hoje voltam para surpresa geral dos que foram mantidos no engano.
A foice e o martelo do “crucifixo” presenteado a Francisco I na Bolívia – prossegue o jornal italiano – não são símbolos de justiça, mas de opressão, o sinal distintivo de uma utopia que gerou monstros e que agora volta.

O gesto do pontífice argentino foi um insulto à memória dos milhões de homens que viveram como escravos durante décadas sob bandeiras com a foice e o martelo. E centenas de milhões ainda vivem assim em vastas regiões da Terra como na China cada vez mais agressiva.

Quando a URSS caiu, numa passeata em Moscou os manifestantes levavam faixas com os dizeres: “Proletários de todo o mundo, perdoai-nos”.

E no Ocidente? Os que propagaram e executaram essas mesmas ideias criminosas pediram análogas e proporcionadas escusas?

Nos ambientes católicos, teólogos, bispos, e até conferências episcopais inteiras favoreceram esses erros disfarçados sob enganosas teologias. Eles corrigiram o rumo, repararam o mal feito e trabalharam para construir o bem oposto?

Não. Espantosamente, não.

Agora esses erros aí estão, empurrando o mundo para os velhos e satânicos abismos do crime e da impiedade.

A exceção que lava a honra

Uma exceção não pode ser omitida. Foi a de um grande brasileiro.

Plinio Corrêa de Oliveira advertiu a necessidade de uma correção para os erros comunistas não voltarem. Não foi ouvido, e o comunismo voltou.
Plinio Corrêa de Oliveira advertiu a necessidade de uma correção
para os erros comunistas não voltarem.
Não foi ouvido, e o comunismo voltou.
Em fevereiro de 1990, aplicando um esforço excepcional, Plinio Corrêa de Oliveira publicou na “Folha de S. Paulo” (14-2-1990), no “Wall Street Journal” (27-2-1990), no “Corriere della Sera” (7-3-1990), bem como em 50 outros jornais e revistas do Ocidente, o manifesto intitulado “Comunismo e anticomunismo na orla da última década deste milênio – A TFP apresenta uma análise da situação no mundo - no Brasil”.

No documento, ele denunciava a parte que incontáveis “inocentes úteis” de Ocidente tiveram na desgraça comunista, e os exortava a uma emenda.

Ao mesmo tempo, apontava a assustadora colaboração de largos e categorizados setores eclesiásticos do Brasil, do Vaticano e do mundo com o Leviatã de horrores morais, filosóficos e humanos do regime comunista.

Plinio Corrêa de Oliveira exortou fraterna e filialmente esses eclesiásticos a se emendarem, a repararem o mal feito e recomeçarem a levar o rebanho de Cristo pela senda gloriosa da Igreja e da Civilização Cristã.

Mas não foi ouvido. Seu nome foi até denegrido em cochichos nos meios políticos, nas sacristias ou nos bispados.

Agora, a Humanidade contempla com espanto o ressurgimento daquele mal satânico do qual Plinio Corrêa de Oliveira quis poupar os homens.


segunda-feira, 26 de julho de 2021

Na Argentina, a Sputnik V evoca era de Stalin

Mais de um milhão de idosos está sem a 2ª dose da Sputnik V que a Rússia não manda
Mais de um milhão de idosos está sem a 2ª dose da Sputnik V e a Rússia não manda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O governo argentino que se prestou à guerra da informação russa deveria estar aplicando a segunda dose da vacina Sputnik V. Mas Moscou não a envia.

Buenos Aires enviou uma carta ao Fundo Russo de Inversão Direta (RDIF, em inglês), expressando seu grave desgosto e reprochando a Moscou pelo acentuado desrespeito dos prazos, denunciou “La Nación”.

Buenos Aires também protagonizou cenas de ríspida tensão quando Xi Jinping atrasou as entregas.

A Casa Rosada está pressionada pela “angustia” da população, especialmente o mais do milhão de idosos que ficaram com os prazos vencidos para a segunda dose.

O governo esquerdista não queria vacinas “estrangeiras”, leia-se americanas, e correu para a oferta russa.