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segunda-feira, 15 de março de 2021

‘Movimentos sociais’ fazem
guerrilha anti-agronegócio na Argentina

Atentado incendiário em Agustina, provincia de Buenos Aires
Atentado incendiário em Agustina, provincia de Buenos Aires
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O “movimento social” Resistência Ancestral Mapuche (RAM) provocou o incêndio de 60 hectares de restolho de trigo, plantações de soja e uma floresta de eucalipto na província de Buenos Aires, informou o jornal portenho “La Nación”.

Excetuadas incursões devastadoras em séculos passados, na região os únicos e remotos descendentes de índios mapuches vivem pacificamente assimilados e miscigenados com descendentes de povos latinos ou germânicos europeus.

Mas os crimes contra o agronegócio estão se multiplicando no pontificado do Papa Francisco. Esse pontificado estimula a agitação de grupos que se dizem populares ou indígenas, articulados em “movimentos sociais” ou afins que já foram acolhidos no Vaticano.

O governo esquerdista de Fernández reforçou o apoio às invasões e depredações de propriedades privadas no país em sintonia com o sopro que vem do pontífice argentino.

O grupo que reivindicou o atentado se identificou como um desconhecido Resistência Ancestral Mapuche (RAM). Sem nunca mostrar a cara, fato que poderia denunciar a montagem, transmitiu mensagens pela Internet e pelo site Indymedia Argentina que até o presente pontificado se diria desaparecido.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

“O diabo joga de local no Vaticano” diz jornal portenho

Representante e filho do líder esquerdista Hugo Moyano recebido pelo Papa Francisco
Representante e filho do líder esquerdista Hugo Moyano
recebido pelo Papa Francisco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O líder esquerdista Hugo Moyano, é apontado como um dos maiores “laranjas” do esquema de desvios de dinheiro e múltiplas ilegalidades econômicas durante os governos kirchneristas.

Seu filho Pablo, porém, foi convidado mais uma vez ao Vaticano, onde voltou a proferir um incendiário discurso contra o governo e a Justiça argentina.

Pablo Moyano foi pela terceira vez ao Vaticano neste pontificado, visitas essas documentadas com fotos, sorrisos e beijos, noticiou o jornal “Clarín” de Buenos Aires.

O primeiro aconteceu só dois meses após a eleição do arcebispo Bergoglio como Papa, em 29 de maio de 2013. Na ocasião, após um diálogo fugaz com o Papa na audiência pública na praça São Pedro, Pablo Moyano em tom de desafio garantiu que o novo Papa é “peronista e caminhoneiro”.

Em 8 de novembro de 2017, a segunda viagem teve um objetivo inequívoco: difundir uma mensagem crítica contra o governo.

O agitador dirigente sindical garantiu que o Papa quis saber da sorte de seu pai em mãos lençóis com a Justiça.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Papa Francisco salvando esquerdas marxistas sem oxigênio


José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.















continuação do post anterior: Cinco anos de pontificado: Promoção da agenda neomarxista e altermundialista dos “movimentos sociais”



Aliança com os “Movimentos sociais” de inspiração marxista



Pondo na prática os postulados da Teologia da Libertação, o Papa Francisco tem usado o prestígio de seu cargo a serviço dos chamados “movimentos sociais”, que não escondem sua clara orientação marxista. 

Esse apoio vai notadamente para o Encontro Mundial de Movimentos Populares, “uma plataforma construída por diversos movimentos populares em torno ao convite de Francisco a que os pobres e os povos organizados não se resignem e sejam protagonistas do (processo) de mudança”[1].

Na realidade, dita plataforma foi o resultado prático de um seminário que a Academia Pontifícia de Ciências chefiada pelo arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo organizou em Roma no dia 5 de dezembro de 2013 sobre a “A emergência das pessoas socialmente excluídas”, a cujo respeito nós trataremos mais amplamente nos capítulos seguintes. 

Para esse seminário foram convidados líderes confessadamente marxistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil-MST (João Pedro Stédile), do Movimento dos Trabalhadores Excluídos da Argentina (Juan Grabois) e da organização internacional Via Campesina, os quais tiveram todas as despesas de viagem pagas pelo Vaticano.

Convém lembrar que se trata de movimentos para os quais “a estrada das mudanças pela via institucional parece decisivamente bloqueada” e que não hesitam em recorrer “à prática das ocupações de massa” — ou seja, à invasão sistemática de propriedades — a fim de abrir “outro espaço” de confrontação e fazer com que “a curva da luta de classes [seja] mundial” e entre numa nova “fase de ascensão” que faça a terra tremer[2]. 

Para tais movimentos, só quando a economia for “socializada e planificada”[3] é que se poderá realizar a “sociedade sem explorados nem exploradores”, o que implica “uma intervenção fortíssima do Estado”[4]. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Francisco, a foice e o martelo

Na Bolívia, o ditador Evo Morales presenteia o Papa  uma foice e martelo sobre a qual o Santíssimo Redentor está crucificado
Na Bolívia, o ditador Evo Morales presenteia o Papa
uma foice e martelo sobre a qual o Santíssimo Redentor está crucificado



Não se entende como o Papa Francisco rodeia-se de líderes revolucionários, assume as suas ideias como sendo boas e dá-lhes apoio praticamente incondicional.

E isso, sem sequer ouvir especialistas conceituados que defendem com dados concretos que a propriedade privada e a livre iniciativa têm sido fonte de progresso social e de redução da pobreza no mundo inteiro; e que, pelo contrário, o socialismo tem sido — como na Cuba comunista e na Venezuela bolivariana — um sistema econômico intrinsecamente multiplicador de miséria.

1. No último dia 9 de julho, na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, durante o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, o Papa Francisco fez um discurso longo e apaixonado contra o capitalismo e a propriedade privada.

Tal discurso foi pronunciado frente a líderes revolucionários de inspiração marxista e de seguidores da “Teologia da Libertação”, que ovacionaram o Papa.

2. Entre esses líderes, além do presidente da Bolívia, Evo Morales — que estava vestindo uma jaqueta com um desenho do sanguinário “Che” Guevara [foto ao lado] — encontrava-se João Pedro Stédile, dirigente do MST (Movimento dos Sem-Terra), que há décadas promove a violência revolucionária nas zonas rurais do Brasil, e o trotskista argentino Juan Grabois, especialista em agitação urbana nas periferias de Buenos Aires, líder daConfederação da Economia Popular e membro da comissão organizadora do 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares.

3. Eles, e outros chefes de delegações presentes, são considerados os piores líderes revolucionários latino-americanos, remanescentes do comunismo.

Entretanto, Francisco os tratou como se fossem os melhores entre os melhores, garantindo que suas ações seriam“motivadas pelo amor fraterno”, que seriam promotores de “uma mudança positiva” na sociedade, e que estariam realizando um autêntico trabalho de “poetas sociais”.  

“Nossa fé é revolucionária”, os incentivou o Papa, e disse-lhes: “Eu os carrego em meu coração”.

Papa Francisco e Evo Morales vestindo uma jaqueta
com desenho do sanguinário 'Che' Guevara.
Santa Cruz de la Sierra, 09-07-2015
Como se observa, o apoio de Francisco para essa tropa de choque revolucionária não poderia ter sido maior.

4. Em discurso inflamado, Francisco colocou as metas de sua revolução socioeconômica juntamente com a sua revolução ecológica, dando a esta última a primazia: “Talvez a mais importante que hoje devemos assumir”.

Não obstante, esse discurso papal, assim como a recente Encíclica “Laudato Si”,padecem de uma importante e preocupante lacuna científica que, com o devido respeito, afeta uma premissa fundamental.

Trata-se da tese dos ambientalistas mais radicais, que Francisco assume inteiramente, de que seria a atividade humana, e não os ciclos da natureza, a principal responsável pelas atuais mudanças climáticas.

Tese esta que não conta com a unanimidade dos meios científicos mais conceituados e tem sido impugnada por trabalhos acadêmicos de alto nível.


Não se sabe em que estudos científicos concretos e em que especialistas ecológicos o Pontífice se fundamenta, porque a bibliografia de ambos os textos não cita nenhum documento a esse respeito.

Nesse sentido, é importante lembrar que em 27 de abril pp., 100 cientistas ambientalistas enviaram uma carta a Francisco implorando-lhe que não se deixasse enganar pelos argumentos dos ambientalistas radicais, com conclusões que não foram demonstradas pela ciência ambiental.

A carta acrescenta que ecologistas revolucionários, sob o pretexto de ajudar os pobres, estão, com suas propostas, contribuindo para aumentar perigosamente a miséria no mundo (cfr. “Destaque Internacional”, “Francisco, aventura ecológica e lacuna científica”, 22-7-15).

5. No Vaticano, em outubro de 2014, realizou-se o 1º Encontro Mundial de Movimentos Populares. Nesse evento, os dirigentes receberam do Papa Francisco palavras laudatórias.

O crucifixo marxista blasfemo, símbolo da aliança do comunismo bolivariano e o pontificado de Papa Francisco
O crucifixo marxista blasfemo, símbolo da aliança
do comunismo bolivariano e o pontificado de Papa Francisco
Foi uma espécie de “beatificação” publicitária, e em vida, de atuantes figuras revolucionárias de inspiração marxista — sui generis “beatos” de uma espécie de “igreja ao revés”, contrária à doutrina social da Igreja defendida por antecessores ​​de Francisco (cfr. “Destaque Internacional”: “Francisco, ‘beatificação’ publicitária de revolucionários e ‘tempestade social’”, 2-11-13.
A respeito, veja também: Nelson Ramos Barreto, “Encontro Mundial de Movimentos Populares no Vaticano”, 12-11-14)



6. Em seu discurso em Santa Cruz de la Sierra, Francisco reconhece que “nem o Papa nem a Igreja têm o monopólio da interpretação da realidade social.”

Assim sendo, não se entende como o Papa Francisco rodeia-se de líderes revolucionários, assume as suas ideias como sendo boas e dá-lhes apoio praticamente incondicional, sem sequer ouvir especialistas conceituados que defendem com dados concretos que a propriedade privada e a livre iniciativa têm sido fonte de progresso social e de redução da pobreza no mundo inteiro; e que, pelo contrário, o socialismo tem sido — como na Cuba comunista [foto acima] e na Venezuela bolivariana [foto abaixo] — um sistema econômico intrinsecamente produtor de miséria. Desse modo, no 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares, Francisco agiu como companheiro de viagem de atuais líderes comuno-católicos e do comunismo.



7. Nesse sentido, horas antes do referido discurso, em La Paz, o presidente Evo Morales havia ofertado a Francisco, juntamente com o Condor Andino, a condecoração Luis Espinal — em memória de um padre revolucionário assassinado na década de 1970, cuja medalha contém uma representação blasfema de Jesus Cristo sobre a foice e o martelo, símbolos do comunismo.

Trata-se de uma medalha que reproduz uma escultura em madeira feita pelo Pe. Espinal. Uma réplica em tamanho natural de tal escultura também foi ofertada a Francisco.

8. Essa condecoração com a medalha blasfema parece ser um símbolo tragicamente premonitório dos rumos que vai tomando no plano político-social o pontificado de Francisco.

Segundo informou a agência de notícias católica ACI, o Papa decidiu deixar as condecorações recebidas aos pés da Imagem de Nossa Senhora de Copacabana, Patrona da Bolívia.

Tais condecorações para ele representariam “símbolos de carinho e proximidade” recebidos com “afeto cordial e generoso” do presidente Evo Morales (cfr. ACI, 10-7-15.

9. “Destaque Internacional” difundiu vários editoriais e artigos com análises críticas de atitudes semelhantes e populistas de Francisco, que causaram perplexidades nos defensores da liberdade de expressão em todo o mundo.

Disponibiliza para os leitores interessados alguns links para o livre acesso a esses textos respeitosamente críticos.