Mostrando postagens com marcador Ostpolitik vaticana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ostpolitik vaticana. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Colômbia: “processo de paz” rumo ao precipício

O balanço da 'paz' está se revelando catastrófico para a genuína paz.
O balanço da 'paz' está se revelando catastrófico para a genuína paz.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Acordo de Paz com as FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia) propiciado pelo Papa Francisco, o então presidente Obama e a Cuba castrista se encontrava à beira do abismo.

Se é que não se precipitou já nele.

E apesar dos ingentes esforços do governo do presidente Juan Manuel Santos que não ousa se recandidatar com chances para a presidência.

Os esforços para ressuscitar um moribundo atingido por sucessivas desgraças — muitas delas previstas, e outras imprevisíveis —prometem um desfecho de grandes e infelizes proporções para as esquerdas colombianas e internacionais, leigas e eclesiásticas.

Zeuxis Pausias Hernández Solarte (vulgo Jesús Santrich), um dos principais dirigentes-guerrilheiros das FARC e protagonista das negociações realizadas em Cuba, foi preso recentemente em sua casa de Bogotá, acusado de estar negociando o envio de dez toneladas de cocaína para os EUA.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Partido das FARC interrompeu campanha diante da rejeição popular

Os apoios vaticanos aos "acordos de paz" não adiantaram de nada porque o povo colombiano não engoliu o iníquo embuste
Os apoios vaticanos aos "acordos de paz" não adiantaram de nada
porque o povo colombiano não engoliu o iníquo embuste
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A velha guerrilha marxista colombiana FARC conservou a sua sigla, mas mudou o nome para Força Alternativa Revolucionária do Comum.

Este partido recolhe as vantagens desproporcionadas que lhe concederam arbitrariamente os “acordos de paz” assinados pelo governo do presidente Santos com o apoio das diplomacias cubana e vaticana.

Porém, o novo e espúrio partido anunciou suspendeu a campanha eleitoral, iniciada em função das próximas eleições legislativas colombianas de 11 de março e presidenciais de 27 de maio.

Os ex-guerrilheiros pré-candidatos ao Congresso e o pré-candidato à Presidência, Rodrigo “Timochenko” Londoño, haviam lançado sua campanha em 27 de janeiro de 2018.

Mas os resultados foram decepcionantes: nos comícios compareceu um público muito mais reduzido do que o esperado.

Eles também tentaram fazer uma caravana pelo interior do país. Mas foram acolhidos com gritos de “assassinos”, acusações muito verdadeiras e muito preocupantes para lobos disfarçados de ovelhas, informou a “Folha de S.Paulo”. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Acordo EUA-Castro-Vaticano multiplica as desgraças dos médicos cubanos em fuga

Medicina cubana: sala de emergências num posto de saúde em Cuba
Medicina cubana: sala de emergências num posto de saúde em Cuba



Os cubanos estão abandonando em massa as “missões médicas” da Venezuela, combinadas por Fidel Castro e o defunto Hugo Chávez e reeditadas no Brasil com o plano “Mais Médicos”.

A Colômbia é o primeiro país de destino desses sofridos cubanos, após fugirem da Venezuela.

Assim que conseguem sair do pesadelo do socialismo do século XXI, os cubanos apelam para o programa de vistos dos EUA, que concede facilidades aos fugitivos do comunismo castrista.

Por essa via, eles podem chegar até o final de seu longo e sofrido calvário.

Porém, o restabelecimento de relações entre a ditadura castrista e o presidente Obama, patrocinado pelo Papa Francisco, está fechando essa janela para a liberdade e reforçando o esquema de controle opressor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Comunicado do IPCO: Papa Francisco em Cuba





Reflexões que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira deseja compartilhar com o público brasileiro, nas vésperas da chegada do Papa Francisco em Cuba, pedindo à Santíssima Virgem que conceda ao povo cubano a tão esperada liberdade.


Liberdade para a ilha-cárcere ou (oxigênio para a) consolidação de uma cruel ditadura?


A próxima viagem do Papa Francisco a Cuba constituirá a terceira visita pontifícia à ilha-cárcere.

De maneira similar às duas visitas anteriores, a de João Paulo II em 1998 e a de Bento XVI em 2012, se multiplicam as hipóteses do que poderá acontecer durante e após a visita papal numa ilha que continua desde há incríveis seis décadas dominada por uma cruel ditadura comunista.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

“Profecia” de Fidel: um presidente EUA negro e um Papa latino-americano dialogarão com Cuba comunista

Fidel Castro no Vietnã do Norte, 1973. De retorno dessa viagem ele teria feito a intrigante "profecia".
Fidel Castro no Vietnã do Norte, 1973. De retorno dessa viagem
ele teria feito a intrigante "profecia".



“Os EUA virão dialogar conosco quando tiverem um presidente negro e haja no mundo um Papa latino-americano”, teria “profetizado” Fidel Castro em 1973 voltando de uma visita ao Vietnã, então em guerra.

A declaração teria sido feita ao jornalista Brian Davis, de uma agência inglesa, que lhe perguntou: “Quando o Sr. acha que se poderão restabelecer as relações entre Cuba e os EUA?"

Ouvindo a resposta do ditador, alguns jornalistas riram, pois estavam habituados às suas palhaçadas histriônicas. Mas alguns espíritos mais reflexivos guardaram a então enigmática predição.

Agora, o jornalista e escritor Pedro Jorge Solans, diretor de El Diário de Carlos Paz, jornal de uma pequena cidade serrana de Córdoba, Argentina, encontrou em Havana um dos presentes na ocasião.

Trata-se de Eduardo de la Torre, que em 1973 era estudante universitário e que agora sobrevive como taxista.

O jornalista argentino escreveu em abril uma crônica com a “profecia”, a qual foi reproduzida pela imprensa cubana, inclusive pelo jornal do Partido Comunista, sem que ninguém apresentasse reparos.

“Os EUA virão dialogar conosco quando tiverem um presidente negro e haja no mundo um Papa latino-americano”, teria “profetizado” Fidel Castro em 1973
“Os EUA virão dialogar conosco quando tiverem um presidente negro
e haja no mundo um Papa latino-americano”, teria “profetizado” Fidel Castro em 1973
Após a reabertura mútua das embaixadas dos EUA e de Cuba, no processo patrocinado pelo Papa Francisco, a crônica foi reproduzida em grandes jornais do mundo, como “La Vanguardia” da Espanha e Clarín da Argentina, bem como em sites e blogs, inclusive castristas e maoístas.

Sobre a autenticidade histórica das palavras atribuídas a Fidel, paira certa dúvida, segundo o site Slate.

O jornalista argentino autor da crônica acrescenta que a testemunha, Eduardo de la Torre, teria acrescentado em tom irônico: “Olha, rapaz, ninguém acreditava no comandante, mas como não acreditar num comandante que ressuscitou mais vezes que Jesus Cristo?”

Costuma-se dizer que o demônio comunica seus planos a seus seguidores com frases confusas ou debochadas, onde mistura o verdadeiro com o falso.

Cabe aos mais perspicazes reconhecer o que pai da mentira está realmente tramando.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Havana sente as costas quentes para reprimir

Damas de Blanco pedem em Havana a libertação
de seus maridos prisioneiros políticos, 16.3.2015



“Nas últimas semanas, e especialmente nos últimos dias, estamos padecendo o enrijecimento da repressão em Cuba”, disse Orlando Gutierrez Boronat, do Directorio Democratico Cubano, uma organização de cubanos exilados que denuncia a multiplicação de modo “dramático” da repressão comunista na ilha, informou o site 20minutes.fr.

Num só dia domingo, as organizações livres de cubanos em Miami receberam o aviso de mais de cem encarceramentos de dissidentes e um recrudescimento das violências contra as casas dos opositores.

“Há uma relação direta entre a política de normalização das relações do regime castrista com os EUA e o reforço da repressão. Por quê? Porque o regime se sente impune”, explicou Gutiérrez.

Em Havana, o dissidente Elizardo Sánchez confirmou a captura “de uma centena de pessoas” simpatizantes da marcha das Damas de Blanco, um grupo de esposas de prisioneiros políticos formado em 2003. Como é costumeiro, os presos foram liberados algumas horas mais tarde, não sem antes receberem uma explícita ameaça.

As cenas da repressão se repetem, mas o regime sente as costas quentes.
As cenas da repressão se repetem, mas o regime sente as costas quentes.
O degelo entre o EUA e Cuba sob a égide do Papa Francisco não existe para quem não afina com o regime comunista.

A normalização passa pelos sinistros cárceres, mas foi reforçada pela visita do impopular presidente socialista francês François Hollande. Esses gestos diplomáticos foram interpretados pela ditadura como uma “luz verde para esmagar a oposição e receber investimentos estrangeiros”, explicou Orlando Gutierrez Boronat.

Por sua vez, a secretária de Estado americana para a América Latina, Roberta Jacobson, reconheceu diante da Comissão de Relações Exteriores do Senado que a questão dos direitos humanos e da democracia continuavam sendo o principal escolho para restabelecer relações sinceras e justas dos EUA com Cuba.

A perseguição anticatólica em Cuba se sente apoiada pela escalada da Teologia da Libertação no Vaticano, a qual vem inspirando a política de aproximação da Santa Sé com países comunistas ou ditaduras socialistas.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Francisco, o núncio e o tirano


escritor, pintor e poeta,
passou 22 anos nos
cárceres políticos de Cuba.
Ex-embaixador EUA na Comissão
de Direitos Humanos da ONU.
Medalha Presidencial do Cidadão
Superior Award do Departamento
de Estado, EUA.
















Fidel Castro: "Nós faremos apóstatas"...


Em um dos mais significativos lances simbólicos da “ostpolitik” vaticana em favor do comunismo cubano, o pontífice Francisco recebeu o tirano Raúl Castro e, em meio a sorrisos e amabilidades mútuas, estreitou largamente suas mãos ensanguentadas, chegando a pedir ao líder comunista que rezasse por ele.

É uma cena arrepiante e estarrecedora, diante de Deus e da História, marcará de maneira indelével o atual pontificado.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Obama, Castros e Francisco I:
resgate do povo cubano ou da ditadura?

Obama e Raúl Castro no funeral de Mandela
Obama e Raúl Castro no funeral de Mandela


Apresentamos a seguir uma tradução livre de interessante matéria publicada por CubDest.org, site que acompanha há décadas os fatos que se dão em Cuba.

A pergunta é se a mediação papal para o cachimbo da paz que pode vir a ser fumado entre Obama e os irmãos Castro – mistura sui generis de incenso vaticano e charuto castrista – servirá para resgatar o povo cubano ou, pelo contrário, para dar uma sobrevida à ditadura marxista.

1. Na quarta-feira 17 dezembro, 2014, a mídia mundial anunciou que, como resultado de uma mediação do Papa Francisco, o governo dos Estados Unidos e o regime cubano concordaram em restaurar relações diplomáticas e iniciar negociações para restabelecer as relações comerciais.

O Presidente Obama e o ditador Raúl Castro fizeram os respectivos anúncios simultaneamente.

2. Alguns precedentes, embora evocados de maneira esquemática e simplificada, podem ajudar a entender como se chegou a essa ocorrência.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Francisco I e o teste cubano

Havana - No centro da capital cubana reina a pobreza comunista, os prédios estão caindo aos pedaços, os automóveis mais modernos são da década de 50. 

§  Armando Valladares (*)

Francisco, o primeiro pontífice latino-americano, em seu recente discurso ao corpo diplomático destacou a pobreza física e a pobreza espiritual como dois grandes males do século XXI, e se compadeceu do “sofrimento” que suas vítimas enfrentam.

Ao ler esse discurso papal sobre o flagelo da pobreza, não pude deixar de lembrar dos meus irmãos cubanos, pobres entre os mais pobres latino-americanos e caribenhos, vítimas de mais de 50 anos de comunismo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Cuba 2012: o Pastor, o Lobo-Relíquia e Encíclica Divini Redemptoris

Armando Valladares, dissidente cubano
Armando Valladares, dissidente cubano
Armando Valladares

Cordial recepção ao ex-ditador


Em 28 de março de 2012, as cenas que mostram Bento XVI e seu séquito recebendo cordialmente o sanguinário ex-ditador Fidel Castro, na Nunciatura Apostólica de Havana, foram as mais dramáticas da visita papal à ilha-cárcere desde os pontos de vista religioso, pastoral, político, simbólico e da própria teologia da História, as quais deixaram o sabor mais amargo nos cubanos da ilha-cárcere, sedentos de autêntica fé católica e de plena liberdade, e as que mais dilaceraram os corações do rebanho cubano, dentro e fora de Cuba.

Uma espécie de “santo” comunista


domingo, 25 de março de 2012

Professor de Yale implora a Bento XVI um gesto pelo povo da ilha prisão cubana

Carlos Eire é professor de História e Estudos Religiosos na Universidade de Yale, e autor de “Esperando pela neve em Havana – Confissões de um menino cubano” que ganhou o Prêmio Nacional do Livro nos EUA em 2003.

Ele implorou em nobre e franca carta aberta que S.S. Bento XVI tenha um gesto pelos milhões de cubanos prisioneiros na imensa prisão cubana.

Em especial, ele apelou à sensibilidade do Pontífice pelas “Damas de Branco” espancadas e até impedidas de comparecer à Missa.

Eis o texto integral publicado na National Review online:

Proclamar a liberdade aos cativos

Santíssimo Padre:

quinta-feira, 22 de março de 2012

A viagem de Bento XVI a Cuba: esperanças e preocupações

Valladares: testemunha dos mártires cubanos que morreram
bradando “Viva Cristo Rei! Abaixo o comunismo”
Por Armando F. Valladares

No dia 26 de março, Bento XVI chegará à Cuba para uma visita de três dias.

O ditador Raúl Castro prometeu que o pontífice será recebido com “carinho” e “respeito” e foi rápido em anunciar a libertação de 2.900 presos, dos quais apenas sete presos políticos.

Por seu turno, o porta-voz do Vaticano, P. Federico Lombardi, disse que Bento XVI “quer muito” conhecer Cuba e que a viagem será “certamente” um dos principais eventos de 2012.

É compreensível que o anúncio da visita papal a um país dominado por um regime comunista, especialmente cruel e repressivo, que acaba de completar 53 anos de existência, desperte esperanças de que possa contribuir para a liberação de 11 milhões de cubanos.

No entanto, expectativas semelhantes foram abertas em 1998, por ocasião da visita à Cuba de João Paulo II, mas o regime foi capaz de capitalizar politicamente a visita, usando de publicidade, o que contribuiu para a hierarquia comunista continuar no poder.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O inferno cubano e o silêncio vaticano

Armando F. Valladares

No dia 19 de janeiro p.p. — a dois meses da viagem de S.S. Bento XVI à ilha-prisão de Cuba e 24 horas antes da chegada de uma delegação vaticana de alto nível para ultimar detalhes da visita papal — o regime cubano, à maneira de uma gargalhada macabra, deixava morrer o jovem preso político Wilman Villar Mendoza [foto ao lado]. Ele era pai das meninas Geormaris e Wilmari, de 7 e 5 anos. Uma morte cruel que sua esposa, Maritza Pelegrino, não duvidou em qualificar de “assassinato”.

Tendo sido condenado a prisão em 24 de novembro de 2011, Wilman decidiu, num ato de desespero, protestar diante do mundo contra a sua condenação — e, sobretudo, contra a situação de escravidão em que jaz seu querido povo cubano — com a única coisa que julgou ter em mãos: uma greve de fome, cujo objetivo não era o de atentar contra a sua própria vida, mas de usá-la, em seu extremo abandono e aflição no fundo das masmorras castristas, como um modo muito arriscado de protesto.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cuba-Brasil: Yoani, compaixão e Pilatos

Valladares: testemunha dos mártires cubanos que morreram
bradando “Viva Cristo Rei! Abaixo o comunismo”
Armando Valladares

Do ponto de vista dos direitos humanos, a viagem a Cuba da presidente brasileira , Sra. Dilma Rousseff, representou um desastre inimaginável para o povo cubano e para suas esperanças de liberdade.

Nesse sentido, a referida viagem poderá inscrever-se no livro negro das vergonhas do nosso tempo e do nosso continente.

Com seu silêncio absoluto sobre a violação sistemática dos direitos de Deus e dos homens na ilha-prisão, há mais de 50 anos, a presidente da maior potência de América Latina e uma das maiores do mundo deu, implicitamente, luz verde para que o regime continue perseguindo impunemente os opositores, matando-os de sede nas prisões, reprimindo as Damas de Branco e mantendo prisioneiros, sem poder entrar e sair do país livremente, 11 milhões de cubanos.

Tambiém nesse sentido, a Sra. Rousseff, uma ex-guerrilheira que nunca se arrependeu publicamente de seu passado, se transformou, a partir de sua recente viagem a Havana, em corresponsável pelos crimes que o regime comunista venha a cometer à frente, estimulado em suas selvagerias por tão gigantesco aval recebido.

Poucos dias antes da chegada da presidente à ilha-prisão, o regime comunista havia deixado morrer de sede e falta de cuidados médicos o jovem opositor Wilman Villar Mendoza, de 31 anos, pai das meninas Geormaris e Wilmari, de 7 e 5 anos. Foi uma morte cruel, que sua esposa, Maritza Pelegrino, membro das Damas de Branco – que está sendo covardemente perseguida e hostilizada pela policía política cubana – qualificou claramente como um “assassinato”.