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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Cuba: não há nem farinha para hóstias

Motoqueiro circula por rua lixão queimando em Havana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Na Cuba comunista nem há farinha para produzir hóstias noticiou “Infocatólica”. 

Esse é mais um tenebroso sintoma do colapso do socialismo. Acresce que o turismo estrangeiro – ultima fonte de recursos para a ditadura – entrou em agonia, observou “Clarín”. 

Os voos estão suspensos, os hotéis fechados e os turistas não aportam os dólares que eram o último oxigênio para uma economia terminal.

Eventual invasão dos EUA é só uma esperança para os sofridos cubanos se o presidente Trump levar a sério suas próprias palavras.

segunda-feira, 30 de março de 2026

“Genocídio silencioso” em Cuba

Apagão quase permanente
Apagão quase permanente
Luis Dufaur
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O Observatório Cubano de Conflitos (OCC) registrou um recorde de protestos contra a ditadura socialista.

Segundo essa ONG, desde agosto 2025 há mais de mil por mês.

As motivações mais comuns foram contestações ao Estado policial, contra a falência do sistema de luz, água e serviços essenciais e falhas na saúde pública diante de as epidemias generalizadas de dengue, chikungunya e outras arboviroses.

O OCC conclui que “a forma como a elite do poder fomenta essa catástrofe configura um genocídio silencioso, com um número ainda indeterminado de mortes”, noticiou a “Gazeta do Povo”. 

'Genocidio moral' do povo cubano
'Genocídio moral' do povo cubano
De acordo com o documento da ONG, em outubro houve 1.249 protestos, denúncias e ações cívicas em toda a ilha, contra 1.121 registrados em setembro e 1.023 em agosto, que também haviam atingido patamares recordes.

Entre esses atos o OCC inclui postagens e vídeos com críticas ao regime cubano nas redes sociais.

A ONG citou o exemplo da técnica em prótese dentária Anna Sofía Benítez Silvente, de 20 anos, que “apareceu em vídeos que viralizaram sobre a vida em Cuba” e como consequência “seu serviço de internet foi cortado”.

As motivações mais comuns em outubro foram contestações ao Estado policial (261), manifestações contra a crise contínua no fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais (254) e falhas no atendimento de saúde pública (248) diante de epidemias nacionais de dengue, chikungunya e outras arboviroses.

Cuba ao límite de recursos e no colapso energético e a crise política
Cuba ao limite de recursos e no colapso energético e a crise política
“O Observatório Cubano de Conflitos considera que a forma como a elite do poder fomentou essa catástrofe configura um genocídio silencioso, com nove vírus [em circulação] e um número ainda indeterminado de mortes, certamente muito superior às reconhecidas pelos altos funcionários da Saúde Pública”, destacou.

O OCC disse que enchentes e o furacão Melissa intensificaram cortes de energia e destruição de habitações.

“As chuvas torrenciais e o furacão Melissa no final deixaram um rastro de morte e desespero, tanto pelos desabamentos quanto pelas inundações em toda a ilha”, concluiu.


segunda-feira, 23 de março de 2026

Cuba em queda libre no precipício socialista

Cuba colapsa
Cuba colapsa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Da usina elétrica que fornecia energia aos bairros pobres de Havana só fica uma carcaça enferrujada e o os apagões duram 14 ou 15 horas por dia.

As fábricas pararam.

“A comida — quando há —estraga”. Os vizinhos cozinham na rua queimando lenha ou lixo, cota “Clarín”. 

“Os cartões de racionamento são inúteis, pois não há comida e a importada tem preços exorbitantes.

A pensão mensal é de menos de R$ 35, mas uma caixa de 30 ovos custa R$ 40.

Para comprar gasolina, é preciso agendar três semanas antes e fazer intérminas filas para conseguir uma quantidade mínima.

Sem coleta de lixo, multiplicam-se as doenças. Remédios só se vindos do exterior.

O turismo se esfumou e 2,75 milhões de cubanos deixaram o país desde 2020.



segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Cuba afunda nas trevas do nada

Cubanos fazem uma sopa na rua em Havana
Cubanos fazem uma sopa na rua em Havana
Luis Dufaur
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Milhões de cubanos iniciaram uma escura fase sem eletricidade nas suas casas de vários dias sendo imprevisível quando ela acabará definitivamente, registrou reportagem do “La Nación”.

O “camarada socialista” responsável pela eletricidade do país, Lázaro Guerra, confirmou que o sistema elétrico nacional colapsou, acrescentando que o desastre só era parcial.

Porém nada prometeu sobre quando voltaria a energia inclusive na capital de Havana com quase dois milhões de cidadãos mais do que favelizados.

As falhas em série na rede elétrica mostrou o evidente: o governo não pode restaurar a energia aos residentes exaustos debilitados por grave escassez de alimentos, medicamentos e combustível.

O furacão Oscar serviu de para-ventos acenando para uma “situação extremamente perigosa” no leste de Cuba que já estava sem eletricidade nem comunicações antes da tempestade que trouxe ventos de até 160 quilômetros por hora.

A rede elétrica nacional de Cuba iniciou sua série de colapsos na semana passada. Logo as autoridades falaram de restauração parcial do serviço logo antes de anunciar outro colapso.

Vários vídeos de protestos na capital apareceram nas redes sociais sem se verificar a autenticidade.

Não houve telefones nem Internet cujo tráfego caiu drasticamente no país todo.

Apagão em Havana, não é execional num universo de carências
Apagão em Havana, não é excepcional num universo de carências
O fato é que a rede nacional está decrépita e os apagões cada vez piores são indissimuláveis.

O governo culpa o embargo comercial dos EUA, a Donald Trump, e faltas peças para operar as destilarias de petróleo.

A nomenklatura comunista cubana culpa os “gusanos” anticastristas refugiado em Miami, publicou “Clarín”.

O povo está acostumado a essas mentiradas aduzidas há 65 anos. Ele sabe que em Cuba tudo cai de podre.

Aqueles que alertaram para a putrefação da infraestrutura e pediram a modernização, nunca foram ouvidos. E o antigo sistema de usinas continuou caindo aos pedaços.

Os radicais do socialismo acham que esse é o preço a pagar para manter seu poder a salvo das “deformações anti-revolucionárias”.

Hugo Chávez injetou petróleo para não ver um McDonald's em Havana, segundo disse mais de uma vez.

Castro ganhou auxílios da presidência de Barack Obama que trouxe alívio para o culpabilizado bloqueio e com a abertura de rotas turísticas para aposentados norte-americanos expandindo Lula pagou um bilionário porto em Mariel. Mas não era o embargo, o Covid-19 parou o turismo e não há o que exportar em Mariel.

Central elétrica flotante no porto de Havana
Central elétrica flotante no porto de Havana
Chávez morreu e a Venezuela continuou caindo numa ruína que disputa em horror da cubana.

A abertura de inversões que sucedeu, a inflação atingiu três cifras, os protestos de 2021 foram castigava com penas extraordinárias, o turismo de burgueses aposentados americanos não voltou e tudo indica que sem energia não voltará mais.

Pelas cifras oficiais a população caiu de 11.181.595 em dezembro de 2021 a 10.055.968 no mesmo mês de 2023. Em 2024, estaria abaixo dos 10 milhões.

Especialistas como Juan Carlos Albizu-Campos, do Centro Cristiano de Reflexão e Diálogo em Cuba, afirmam que só ficam 8,62 milhões. Assim, um quarto da população escapou nos últimos anos.

Precede à Venezuela que caminha para perder dez milhões de habitantes.


segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Cuba diminui a ração de pão e troca a farinha por gesso

Filas por todo lado para conseguiir o pão racionado e 'engessado'.
Filas em toda padaria para conseguir o pão racionado e 'engessado'.
Luis Dufaur
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A miséria em que o comunismo jogou o povo cubano cada dia bate um recorde in-imaginado. Agora, o governo cubano ordenou a redução do peso do pão incluído na cesta básica alegando a falta de farinha de trigo no país, noticiou “Poder 360”.

A medida, corta 1/4 do peso do pão que era de 80 gramas para 60 gramas. A disponibilidade desse pãozinho à população também deve ser afetada.

Acresce que a mesma ditadura ordenou a substituição do trigo por gesso deixando a proporção à discrição das padarias do Estado que o fabricam. Os pãozinhos assim chegam a ser quase tão duros como uma pedra.

A decisão da ditadura de Havana acontece num contexto crônico de escassez de ingredientes essenciais no país, mais especialmente daqueles que tem uma produção doméstica insuficiente, o que quer dizer quase todos.

O governo cubano, fez soar como sempre o ritornelo do embargo comercial dos EUA, culpando-o da falta de farinha e de dificultar as transações financeiras internacionais de Cuba.

Pão racionado é misturado com qualquer coisa para fazer volume
Pão racionado é misturado com qualquer coisa para fazer volume
A situação veio a se somar à falta de inúmeros produtos, notadamente dos combustíveis e dos medicamentos.

Moradores de Cuba declararam sua insatisfação à agência Reuters, queixosos pela “nova” política, que na realidade é aplicada há décadas em toda espécie de gêneros.

Mas a população ficou forçada a se resignar. Um protesto mais sonoro pode lhes custar a repressão e a prisão. “Temos que aceitar, o que mais podemos fazer? Não há escolha”, declarou uma moradora do país.

Foi mais uma restrição de um produto essencial acontecida em 2024.

Resignação fatalista à carência de tudo
Resignação fatalista à carência de tudo
Em março, o governo de Havana anunciou o racionamento de energia para evitar um colapso na ilha por conta da falta de combustível e da apodrecida rede de transmissão.

Cuba é o modelo de anti-consumismo aplaudido pelo comuno-progressismo católico que tende para uma miséria de tipo tribal, aplaudido pelas esquerdas latino-americanas.


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Diabólica maldição caiu na Venezuela

Maracaibo, ontem capital da riqueza petrolífera, hoje é cidade colapsada
Maracaibo, ontem capital da riqueza petrolífera, hoje é cidade colapsada
Luis Dufaur
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Todas as manhãs, José Aguilera renova a velha e sábia prática de inspecionar as suas bananeiras e pés de café em sua fazenda no leste da Venezuela e chega à mesma deprimente constatação: desses não poderá colher quase nada.

A tragédia o supera: os poços de petróleo próximos expelem um resíduo oleoso e inflamável sobre as plantas. As folhas queimam, secam e murcham.

“Quando ele cai, tudo seca”, disse ele.

É que o socialismo bolivariano fez que a indústria petrolífera da Venezuela, outrora manancial de riqueza, transformar seu destino como num conto povoado de bruxarias.

A própria indústria foi deformada pela vareta diabólica da má administração socialista e um governo autoritário que deixa uma economia e um meio ambiente devastados.

A produção para exportação e consumo interno é mínima para subsistir. Mas, para isso a maldição socialista impõe sacrificar a manutenção básica e usa equipamentos cada vez mais precários, com crescente impacto ambiental.

O exemplo de Aguilera foi escolhido pelo “New York Times” para abrir um estarrecedor retrato da realidade venezuelana.

Aguilera mora em El Tejero, 480 km a leste de Caracas, a capital, numa região nunca vê a escuridão da noite, pois as explosões de gás dos poços de petróleo acontecem a qualquer hora com um ruído estrondoso, suas vibrações rachando as paredes das casas frágeis.

Muitos moradores sofrem de doenças respiratórias que podem ser agravadas pelas emissões dessas explosões. 

Não é uma descrição do inferno da Divina Comedia, mas a chuva faz cair uma película oleosa que corrói o motor dos carros, escurece as roupas brancas e mancha os cadernos que as crianças usam na escola.

Há escassez generalizada de combustível e praticamente ninguém na região tem gás de cozinha em casa.

Maracaibo de lago da riqueza ao atual lago da imundice
Maracaibo de lago da riqueza ao atual lago da imundice
O falecido ditador Hugo Chávez prometeu que a riqueza do petróleo iria para os pobres. Então demitiu milhares de engenheiros e geólogos, e os substituiu por agitadores, apoiadores políticos, confiscando a propriedade privada.

O atual presidente Nicolás Maduro, que se mantém de uma fraude eleitoral em outra, completou o colapso do país. Milhões de venezuelanos que não podiam se alimentar partiram num êxodo em massa enquanto Maduro era abençoado pelo Papa Francisco.

A corrupção do governo Maduro faz desaparecer o pouco dinheiro do petróleo que restou nas orgias dos bajuladores do presidente.

Enquanto isso as refinarias enferrujadas não param de queimar gás e a Venezuela produz cada vez menos petróleo e ocupa o terceiro lugar no mundo em emissões de metano por barril, segundo a Agência Internacional de Energia.

Em Cabimas, a 640 km a noroeste de Caracas, às margens do lago Maracaíbo, o petróleo vaza de dutos subaquáticos deteriorados, cobrindo as margens e transformando a água num verde-neon que pode ser visto do espaço.

Canos quebrados flutuam na superfície e brocas de petróleo enferrujam e afundam na água. Pássaros cobertos de óleo lutam para voar.

Cabimas foi uma das comunidades mais ricas da Venezuela e hoje mal sobrevive na extrema pobreza.

Três irmãos Méndez —Miguel, 16, Diego, 14, e Manuel, 13—remam por essas águas poluídas na esperança de pescar camarões e peixes suficientes para alimentar a si mesmos, seus pais e sua irmã mais nova.

Instalações petrolíferas cairam enferrujadas
Instalações petrolíferas caíram enferrujadas
Eles usam gasolina para lavar o óleo de sua pele.

As crianças brincam e se banham na água, que cheira a vida marinha podre.

O pai dos meninos, Nelson Méndez, 58, diz: “tudo pelo que trabalhei na vida, perdi por causa do petróleo”.

No lago Maracaíbo as chamas de gás empestam a atmosfera porque não há equipamentos para convertê-lo em combustível.

O ministro Josué Alejandro Lorca, disse que o governo não tem recursos para resolver o problema.

Em Cabimas, o pescador David Colina, 46, vestido com um macacão laranja manchado de óleo com o emblema da petrolífera estatal, há trinta anos conseguia pescar mais de cem quilos de peixe.

Agora num dia com sorte puxa dez quilos na rede, que trocará por farinha ou arroz com seus vizinhos.

“Não há mais governo aqui”, se lamenta. É um “triunfo” do socialismo para onde Maduro e seus colegas nos governos latino-americanos estão empurrando o nosso continente.


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Agonia nos prédios cubanos prestes a desabar

Moradores vão dormir sem saber se amanhã vão acordar
Moradores vão dormir sem saber se amanhã vão acordar
Luis Dufaur
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O maior medo de Bacyán é morrer com sua filha Lesyanis sob os escombros do prédio onde moram em Havana Velha, se o prédio desabar.

Porque esses desastres costumam acontecer na cidade protótipo do socialismo do século XXI, e ela é um dos 300 inquilinos do arruinado Edifício Cuba, localizado no coração da cidade, segundo descreve reportagem do “La Nación”.

Elisa, 51, vive num dos 700 prédios em Havana catalogados em estado crítico. No final de 2020, 37% das 3,9 milhões de casas do país estavam em condições técnicas razoáveis ou ruins, segundo estatísticas oficiais. O governo nada faz pois, no fim, estão no maravilhoso mundo novo...

Nós vamos para a cama com medo de não amanhecer. Perdi um filho (de uma doença terminal) e não gostaria de perder minha filha também”, diz Bacyán.

O edifício tem seis andares, foi construído em 1940, e foi subdividido em 114 quadrículos para 92 famílias, que não pagam aluguel ao Estado socialista.

Em troca o socialismo o deixou apodrecer: telhados, colunas e muros exibem vértebras metálicas corroídas, pisos afundados, escadas quebradas, rachaduras e vazamentos por toda parte.

Nos tempos da propriedade privada foi um prédio elegante, segundo lembram velhos vizinhos, mas hoje restam apenas ruínas do que foi.

Em Havana, o igualitarismo faz milagres até o prédio cair
Em Havana, o igualitarismo faz milagres até o prédio cair
As crianças não podem nem brincar, porque de vez em quando um pedaço do prédio cai”, explica Bacyán, com lágrimas.

Os desabamentos são comuns nos municípios de Havana, e pasma ver que alguns edifícios em estado deplorável ainda resistem.

Ocasionalmente alguns elementos desses edifícios desmoronam, como aconteceu em janeiro de 2020 com a varanda de um prédio no bairro Jesús María de Havana Velha, causando a morte de três meninas.

O Edifício Cuba “tem danos estruturais desde as fundações até o telhado” e “não é recomendável que as pessoas vivam lá”, porque “desmoronamentos parciais continuarão a ocorrer”, diz o especialista, mas não têm onde ir pois o governo decide tudo e não lhes dá nada.

A deterioração deste edifício e de outros em Havana é afetada pela construção de “mezaninos”, novos banheiros e tanques de serviço, que aumentam substancialmente as cargas do edifício.

Em 2021, houve 146 desabamentos na temporada de furacões, de junho a novembro. As primeiras chuvas provocaram esboroamentos parciais e dois totais em Havana e a morte de um homem, segundo a mídia oficial sempre elogiosa do regime

Cary Suárez, 57, chegou ao Edifício Cuba em 1997, depois que o prédio onde morava desabou, quando levava os filhos para a escola. Sua mãe morreu no desastre.

Por cinco anos, Francisca Peña, 54, liderou os esforços para que as autoridades “tomassem medidas sobre o assunto”, mas isso não faz parte do plano quinquenal marxista.

“Esgotamos todos os caminhos possíveis e não temos resposta”, explica Francisca. Ela admite que a miséria em que vive o país complica tudo.

Ela dorme vestida caso “ter que fugir”, e conta as vezes que todos saíram aterrorizados várias vezes pelos corredores diante do barulho que fazia o prédio.

Prédios afundados no outrora prestigioso Malecón deixaram buracos como dentes que cairam de uma dentadura sem dentista
Prédios afundados no outrora prestigioso Malecón deixaram buracos
como dentes que caíram de uma dentadura não tratada por dentista
“Tenho olheiras, não durmo, vivo aguardando um pedaço cair”, diz Luvia Díaz, assistente social de 50 anos, que vive lotada no último andar com seu companheiro, três filhas e um neto.

As chuvas fizeram um bloco do teto de seu quarto desabar sobre uma cama. “Se minha filha estivesse dormindo, uma tragédia teria acontecido”, observa.

No prédio todos contam suas histórias, mas a de “Pumpa”, 31, que se recusou a revelar sua identidade, é de arrepiar.

Aos dois anos, ela aguardava a mamadeira sentada no corredor do primeiro andar, quando um pedaço do teto lhe esmagou a cabeça e teve que passar por uma cirurgia de reconstrução craniana.

“Tenho medo de morar aqui (...) porque na segunda vez não vou me salvar”, diz enquanto tenta limpar a casa in-consertável.

E é para esse “paraíso comunitário” que estão nos levando as esquerdas comuno-progressistas na América do Sul toda!


segunda-feira, 21 de março de 2022

Cuba produz açúcar como em 1905

Usinas de açúcar cubanas caem aos pedazos
Usinas de açúcar cubanas caem aos pedazos
Luis Dufaur
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No Granma, jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o diretor da estatal AZCUBA, Tomas Aquino, afirmou que a safra de açúcar não cumpriu 30% previsto para janeiro.

Ele culpabilizou às “más condições de infraestrutura e organização” do país socialista. A nota oficial pretende dissimular os fatos reais.

O país sofre há décadas de carência de insumos e peças de reposição, e desconhece ou desrespeita a boa organização e o planejamento. Os trabalhos se fazem com maquinarias escassas e vetustas de muitas décadas, quando não é no trabalho manual e a tração animal, escreveu em Miami o “Diário de las Américas”.

As autoridades deploram que não há baterias, pneus, partes e peças das máquinas e culpam os responsáveis das empresas agrícolas por não conseguir “emprestadas” essas peças.

A verdade é que nos últimos anos, segundo informa a BBC News desde 2010 pelo menos, a produção de açúcar, a maior de Cuba antes do socialismo, atingiu os níveis de 1905.

Informa o “Diário de Cuba” que seis entidades canavieiras estão fora de serviço em Ciego de Ávila e três não têm baterias para seus periclitantes veículos.

O vice-primeiro-ministro, Jorge Luis Tapia Fonseca, acha que se poderia resolver o caso solicitando as peças “em empréstimo aos ministério dos Recursos Hidráulicos, da Construção, ou até mesmo da Agricultura”. Do contrário a colheita não será colhida nos volumes desejados pelo Partido Comunista.

Estatal do açúcar chora para conseguir 'emprestada' peças para sua maquinária
Estatal do açúcar chora para conseguir 'emprestada' peças para sua maquinaria
O ministro acrescentou que sem essas máquinas não haverá açúcar nem para os moradores e produtores da província”.

Dos antiquados caminhões que deveriam estar disponíveis, 28 estão parados, e sete com problemas nas baterias.

O corte da cana naufraga na dispersão pela área e não há sistema que agilize a colheita. Falta água e os trens não funcionam.

O corte manual tem baixos rendimentos pela invasão do capim e nem a tração animal supre a falta de maquinaria.

Há muito há mau preparo do solo, e só pouco mais da metade da terra foi preparado.

A precariedade que sofrem os camponeses é tamanha que reclamam ao vice-primeiro-ministro cubano Jorge Luis Tapia Fonseca calçados e roupas para o trabalho agrícola.

A maior usina de açúcar do país, em Ciego de Ávila, iniciou a safra com uma dívida equivalente a mais de três milhões de dólares ao câmbio oficial, uma fortuna no país.

O governo marxista excerce um monopólio radical batizado com o sintomático nome de “Acopio”. Os agricultores devem vender-lhe grande parte de suas colheitas a preços impostos pelo Estado.

Até as próprias autoridades criticam com frequência a ineficiência de “Acopio”, que é uma das entidades mais impopulares da ilha. E tal vez das mais corruptas, se isso for possível

Não só falta açúcar, mas o país sofre a pior crise alimentar até agora vista em um século, com grave escassez de bens de primeira necessidade, especialmente alimentos e remédios.

Um dos 47 novos agromercados onde não há nada à venda, La Habana
Um dos 47 novos agromercados onde não há nada à venda, La Habana
Para acalmar os protestos o Governo anunciou a abertura de novos agro-mercados em Havana, informou o “Diário de Cuba”.

A reação popular ficou sintetizada na expressão: “é coisa de ficção científica”, pois os tais “agromercados” não passam de banquinhas com grandes cartazes, totalmente vazias e sem atendentes.

Para explicar o desastre crônico, já em 2010 o jornal comunista Granma reconhecia que “desde 1905 o país não tem uma campanha açucareira tão pobre”, segundo cita a BBC News.

Cuba foi capaz de produzir mais de 8 milhões de toneladas, com 150 engenhos de açúcar que eram a principal fonte de trabalho e renda do país. Porém, o produto ia sobre tudo para a União Soviética.

A meta de 2022 foi estabelecida pelo PC em 10 milhões, cifra que dificilmente será atingida.

Quando essa caiu, Fidel Castro fechou mais da metade das usinas e os canaviais foram substituídos pelo cultivo premente de alimentos e dezenas de milhares de trabalhadores foram “reeducados”.

A indústria estatal cubana de açúcar ficou semi-destruída e os canaviais invadidos pelo capim.

Com essa miserabilização, certamente nunca veremos por Cuba progressistas de igreja, ecologistas ou esquerdistas que entre nós são acérrimos críticos do agronegócio dos produtores privados e que dão de comer à humanidade


segunda-feira, 8 de março de 2021

Venezuela: notas de um milhão que valem menos de três reais

Um milhão vale menos de R$ 3
Um milhão vale menos de R$ 3
Luis Dufaur
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O Banco Central da Venezuela (BCV) emitiu três novas cédulas, a maior delas com um valor de face de um milhão de bolívares, em meio a uma inflação anual de quatro dígitos, informou “La Nación” de Buenos Aires.

O Banco Central do “socialismo do século XXI” anunciou o início da circulação das novas peças de 200.000, 500.000 e 1.000.000 bolívares “para atender às necessidades da economia nacional”.

Mas acontece que a maior das novas cédulas – a de um milhão de bolívares – equivale a 0,529 centavos de dólar de acordo com a taxa de câmbio média publicada pelo Banco Central nos mesmos dias.

Essas cédulas nem chegaram às agências porque o Banco Central não cumpriu a promessa e a atrasou em uma semana ou até o final da quarentena que é imprevisível.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Covid reforçou mercado negro do PC cubano


Luis Dufaur
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Em tempo normal, o Estado cubano promete carne bovina às crianças de até 7 ou até 13 anos, dependendo da região. O drama é que a carne não chega e as famílias precisam procurá-la fora da lei. Tudo piorou com o coronavírus.

A médica Dra. Yasmín [os nomes foram alterados para proteger a identidade] só recebeu a entrega subsidiada de março, pouco antes da pandemia. Tampouco conseguiu no mercado negro ou nos camelôs que oferecem meio quilo por dois dólares, preço alto para a miséria geral, conta longa reportagem do “Clarin”.

E a Dra vive em Camagüey, a maior província de Cuba com melhores rendimentos de gado. Nem perto do Matadouro de Nueva Paz se consegue: vai tudo para o mercado negro.

Todos os dias, alguns casais de bolsa e mochila montam em um caminhão. Eles giram o dia todo descendo em cada povoamento para ver se há algo à venda.

A corrupção do governo está ligada à venda de alimentos básicos no mercado negro. Procurar “carne vermelha” é punido por lei com pesadas multas e perda da carteira de motorista. Mas ali entra a máquina da corrupção do Partido comunista.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Malefício socialista jogou São Tomé e Príncipe na miséria extrema
Brasil: abre os olhos!

Aqui houve uma majestosa avenida, explica Willy guia de turistas
Aqui houve uma majestosa avenida, explica Willy guia de turistas
Luis Dufaur
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As pequenas ilhas de São Tomé e Príncipe, no Atlântico mais perto da África, constituíram no século XX sob bandeira portuguesa um oásis da riqueza, simpatia e vida distendida, segundo reportagem da agência AFP.

Os habitantes, em grande parte descendentes de migrantes do continente que vieram procurar o bom nível de vida, evocam uma época faustosa que durou meio século desde o fim do XIX até metade do XX.

A bonança tinha seu cerne uma trintena de fazendas portuguesas repartidas nas duas ilhas principais do minúsculo estado: São Tomé e Príncipe. Elas produziam o cacau melhor cotado do mundo e também bom café.

Agida Lucia, 89 anos, sentada sobre uma outrora majestosa estrada empedrada de uma antiga fazenda colonial abandonada, conta: “havia pessoas e atividade. Lá tinha uma cantina, acima o escritório do capataz, mais para cima uma casa grande. Havia costureiras, hospital, cinema, tudo estava bom”.

Em 1913, o arquipélago era o maior exportador mundial de cacau do mundo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Naufrágio da Venezuela evoca a Rússia de Lenine

Venezuela PBI cai 48% e inflação atinge 1.000.000%. Fome causa fugas em massa.
Venezuela: PBI cai 48% e inflação atinge 1.000.000%.
Fome causa fugas em massa.
Luis Dufaur
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Milhares de trabalhadores estão fugindo da principal empresa da Venezuela, a petroleira nacional PDVSA, outrora uma das mais ricas do mundo.

Eles abandonam empregos que já foram cobiçados, mas que não pagam mais nada por causa da pior inflação do mundo, segundo longa reportagem do jornal “The New York Times”.

Muitos fogem para a Patagônia, onde a exploração crescente de gás e de petróleo não convencional requer mão-de-obra especializada. Em Buenos Aires, um bairro recebeu o apelativo de “Palermo Caracas”, escreveu “Clarín”.

Mas os petroleiros sem especialização caem no desespero. Repete-se a patética situação das fábricas na Rússia logo após a revolução leninista: os funcionários roubam equipamentos para revendê-los fora e garantir a sobrevivência da família. É o caso especialmente de veículos, bombas e cabos de cobre.

Dezenas de gerentes foram presos, inclusive o ex-presidente da empresa. Maduro instalou na direção da PDVSA o general da Guardia Nacional, Manuel Quevedo, que não tem experiência no setor.

A poderosa empresa está parando por causa da sangria de pessoal e de equipamento. E ela é a fonte quase única (mais de 90%) dos recursos do país!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Volta o embargo numa Cuba que cai de podre

O panorama de Havana desde o Manzana é de um imenso cortiço sem esgotos.
O panorama de Havana desde o Manzana: um imenso cortiço sem esgotos.
Luis Dufaur
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Na praça central de Havana há belos bancos de pedra e elegantes palmeiras. Não são da era comunista, mas da anterior. Não se sabe por que desleixo comunista eles não foram demolidos ou derrubados.

No local, reúnem-se carruagens puxadas por cavalos e longas fileiras de vetustos carros coloridos, modelos dos anos 50, um dos poucos atrativos resgatáveis no infortúnio geral.

Equipes de operários dirigidos por engenheiros estrangeiros procuram recuperar hotéis de luxo pomposos, mas abandonados, que o socialismo reduziu a cortiços.

Cuba precisa de dinheiro para não agonizar de vez e quer os dólares dos turistas americanos.

A contração de sua economia, reconhecida pela primeira vez em 2016, acentuou a pressa.

Mas há obstáculos em demasia, observou reportagem do “The New York Times”. Não basta restaurar os imensos hotéis. É que não há redes públicas que funcionem, ou que tenham um mínimo de confiabilidade.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Cuba volta a depender do petróleo russo como no tempo da URSS

A Unión Cuba-Petróleo (CUPET) é a estatal única que fornece petróleo mas cai de decrepitude.
A Unión Cuba-Petróleo (CUPET) é a estatal que fornece petróleo mas cai de decrepitude.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Raúl Castro, presidente marxista de Cuba, se voltou para o ex-coronel da KGB que preside a Rússia, Vladimir Putin, para lhe implorar petróleo e derivados, noticiou a UOL. E de modo estável como nos velhos tempos de seu irmão Fidel e da URSS.

Venezuela detentora das maiores reservas mundiais de petróleo, sob a batuta de Hugo Chávez e do atual presidente Nicolás Maduro conseguiu a façanha de arruinar a produção. Milagres do populismo socialista!

Durante alguns anos, a Venezuela forneceu quase de graça os combustíveis que a ilha igualitária nunca conseguiu produzir ou substituir. Mas agora não dá mais.

Cuba cerceou ainda mais o uso de combustíveis derivados do petróleo e não tendo criado outras fontes relevantes de energia passa pior que a Venezuela.

A Rússia está com petróleo sobrando pela queda dos mercados internacionais, mas também tem urgência de dinheiro, pois está vendo o “volume morto” de suas reservas monetárias.

Mas Havana tampouco pode pagar. A Agência de Informação do Petróleo de Cuba apelou ao Kremlin pedindo preços favoráveis e financiamento.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mordaça e repressão ideológica
até no futebol venezuelano

"Não há papel e não sabemos quando"
A degradação quotidiana: "Não há papel e não sabemos quando"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A equipe da seleção argentina que foi participar dos jogos eliminatórios na Venezuela foi avisada para levar o essencial: papel de toilette e alimentos, embora tivesse reservado um hotel cinco estrelas, registrou o jornal “La Nación” de Buenos Aires.

Os jornalistas verificaram que a corrida de táxi de 10 minutos até o centro da cidade de Mérida, local do jogo, podia custar 600 bolívares (93 centavos de dólar), ou 1100, ou 900. Refrigerantes, cerveja, um prato de comida, todos os preços navegavam na incerteza.

Os habitantes explicavam que “tudo é relativo, os preços mudam todos os dias”. Único ponto de referência era o salário. A metade da população recebe o ordenado oficial de 22.576 bolívares (cerca de 100 reais) e mais 42 mil em bônus de alimentação.

O quilo de farinha de milho, alimento nacional por excelência, custa 190 bolívares, de acordo com os preços do governo, mas não se encontra: é preciso pagar entre 1.600 e 2.000 bolívares.

Um quilo de queijo no mercado negro custa entre 3.500 e 4.000 bolívares, o quilo de carne entre 3.800 e 4.500, o quilo de leite em pó, 5.000. Quatro rolos de papel higiênico custam na rua 1.800.

O FMI teme uma inflação de 700% neste ano.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ditadura chavista: vergonha do gênero humano
é triunfo da Teologia da Libertação - 2

Forças Armadas intervêm para reprimir famintos ou necessitados de remédios.
Forças Armadas intervêm para reprimir famintos ou necessitados de remédios.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) da Venezuela reconheceu – e seus números devem ser revistos para pior – que no primeiro semestre de 2015, 33,1% da população ou 2.434.035 famílias estão em situação de pobreza. E que 9,3% dessas – 83.370 famílias – estão na pobreza extrema.

O salário mínimo integral oficial, que inclui bolsas e bônus para a alimentação, é de 65.056 bolívares (203 reais, pela cotação do mercado paralelo, o único que funciona). Então muitos não conseguem comer durante todo o mês.

Não espanta, pois, que uma multidão enfurecida tenha perseguido o presidente venezuelano Nicolás Maduro, na pequena localidade de Villa Rosa, na turística ilha Margarita, como documentou “Público”, entre outros.

A ilha é um paraíso turístico, mas os hotéis não têm mais papel de toalete, sabonetes e insumos básicos, porque nem os proprietários têm. A frequência dos clientes caiu pela metade.

Ele foi inaugurar à noite um complexo de residências sociais, quando foi rodeado por populares, que ele de início julgou tratar-se de simpatizantes.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Ditadura chavista: vergonha do gênero humano
e triunfo da Teologia da Libertação - 1

Hospitais em estado miserável.
Hospitais em estado miserável.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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O precipício da miséria induzida parece não ter atingido o fundo. Quando se diria que mais baixo não se pode cair, os ditadores socialistas inventam uma degradação maior.

Agora na Venezuela haverá um general-em-chefe encarregado do arroz, outro do frango, outro do óleo, até completar os 18 produtos alimentares e farmacêuticos básicos, segundo ordenou, no programa televisado “En contacto con Maduro”, o superministro da Defesa, Abastecimento e Produção, Vladimir Padrino López, informou “Clarin”.

O superministro está executando um programa desenhado pelo presidente Nicolás Maduro para fiscalizar as empresas privadas.

Na prática, a aplicação já está se vendo: a tropa confisca os produtos e os distribui entre os simpatizantes chavistas.

O ministro anunciou com ufania oca que “os objetivos de visita às empresas [de alimentos] e acompanhamento foram cumpridos a 100%”.

Agora a ofensiva ditatorial vai se concentrar na distribuição de remédios. “Não podemos permitir que a distribuição de medicamentos continue nas mãos dos privados tendo nós os meios que nos deixou o comandante Hugo Chávez”.