segunda-feira, 30 de março de 2026

“Genocídio silencioso” em Cuba

Apagão quase permanente
Apagão quase permanente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Observatório Cubano de Conflitos (OCC) registrou um recorde de protestos contra a ditadura socialista.

Segundo essa ONG, desde agosto 2025 há mais de mil por mês.

As motivações mais comuns foram contestações ao Estado policial, contra a falência do sistema de luz, água e serviços essenciais e falhas na saúde pública diante de as epidemias generalizadas de dengue, chikungunya e outras arboviroses.

O OCC conclui que “a forma como a elite do poder fomenta essa catástrofe configura um genocídio silencioso, com um número ainda indeterminado de mortes”, noticiou a “Gazeta do Povo”. 

'Genocidio moral' do povo cubano
'Genocídio moral' do povo cubano
De acordo com o documento da ONG, em outubro houve 1.249 protestos, denúncias e ações cívicas em toda a ilha, contra 1.121 registrados em setembro e 1.023 em agosto, que também haviam atingido patamares recordes.

Entre esses atos o OCC inclui postagens e vídeos com críticas ao regime cubano nas redes sociais.

A ONG citou o exemplo da técnica em prótese dentária Anna Sofía Benítez Silvente, de 20 anos, que “apareceu em vídeos que viralizaram sobre a vida em Cuba” e como consequência “seu serviço de internet foi cortado”.

As motivações mais comuns em outubro foram contestações ao Estado policial (261), manifestações contra a crise contínua no fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais (254) e falhas no atendimento de saúde pública (248) diante de epidemias nacionais de dengue, chikungunya e outras arboviroses.

Cuba ao límite de recursos e no colapso energético e a crise política
Cuba ao limite de recursos e no colapso energético e a crise política
“O Observatório Cubano de Conflitos considera que a forma como a elite do poder fomentou essa catástrofe configura um genocídio silencioso, com nove vírus [em circulação] e um número ainda indeterminado de mortes, certamente muito superior às reconhecidas pelos altos funcionários da Saúde Pública”, destacou.

O OCC disse que enchentes e o furacão Melissa intensificaram cortes de energia e destruição de habitações.

“As chuvas torrenciais e o furacão Melissa no final deixaram um rastro de morte e desespero, tanto pelos desabamentos quanto pelas inundações em toda a ilha”, concluiu.


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