segunda-feira, 9 de março de 2020

Cristandade: a verdadeira resposta aos desafios da Amazônia

Al Gore finge não querer pobreza na Amaônia, mas faz tudo para piorá-la
Al Gore finge não querer pobreza na Amaônia, mas faz tudo para piorá-la
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Al Gore, guru do alarmismo ambiental, tentou responder o comentário de Paulo Guedes, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, quando o Ministro da Economia afirmou ser a pobreza o maior inimigo do ambiente, segundo publicou a "Folha de S.Paulo".

Qualquer que seja a preferência político partidária, não é possível negar a procedência do pronunciamento do ministro brasileiro.

As descrições feitas do meio ambiente da Gália, hoje França, pelos primeiros civilizados que penetraram em seu território são apavorantes.

Para ficar curado de um possível espanto, basta conferir o relato “De Bello Gallico”, descrição da conquista do território feita pelo famosíssimo general romano Júlio César.

Pântanos, bosques, bárbaros com a cabeleira que lhes cobria os rostos e, supremo sinal de terra agricolamente desprezível para os romanos, não crescia nem o trigo nem a uva, escreve Júlio César.

A obra da civilização cristã, porém, em cuja testa se colocaram decididamente os mosteiros, sobretudo os beneditinos e seu ramo de Cluny, transformou aquela terra maldita num oásis de beleza, produção e requinte que é a França atual.

Mas Al Gore não quer saber de nada disso.

Ele dá as costas às boas lições do passado, engajando-se furiosamente contra uma causa simpática.

Boa Vista, exemplo do esforçado avanço dos verdadeiros brasileiros longe dos embustes ecológicos.
Boa Vista, exemplo do esforçado avanço dos verdadeiros brasileiros
longe dos embustes ecológicos.
“Hoje é amplamente entendido que o solo na Amazônia é pobre. Dizer às pessoas no Brasil que elas vão chegar à Amazônia, cortar tudo e começar a plantar, e que terão colheitas por muitos anos, isso é dar falsa esperança a elas”, afirmou.

Ele tem uma parcela de verdade, mas ignora as grandes lições do passado e conclui uma suprema estupidez, pois é certo que há terras de grandes florestas que não são de grande qualidade. Cfr. Os mosteiros levaram a agricultura a patamar nunca visto

Basta ter estado nelas, aliás onde os ecologistas de salão frequentam pouco.

É verdade, contudo, que a ação benéfica dos homens pode transformar um território assustador num vergel admirável como se deu com a França.

O Fórum de Davos se concentrou em 2020 na preservação ambiental, com ênfase na Amazônia.

A reunião transcorreu em pleno inverno nos Alpes suíços, mais uma região que pode ser incluída na maravilhosa ação transformadora do homem e da civilização cristã.

“Os brasileiros, desde sempre, falam que não querem que outras pessoas se metam na questão amazônica. E isso deve ser respeitado”, teve de reconhecer o ex-vice-presidente americano para se proteger das críticas.

Mas logo depois retomou a sua falação fazendo o contrário do que acabava de dizer para se imiscuir nas questões brasileiras e criticando o ministro Paulo Guedes que havia apontado a pobreza como inimiga do ambiente afirmando a maior das obviedades que possa haver, ou seja, que o País primeiro precisava resolver outros problemas.

O bem do homem passa por cima do bem da mata, e se o combate à pobreza postula diminuir a mata, diminua-se a mata! Desmate-se!

No desmatamento hoje podem entrar interesses diferentes, como de fato entram com multinacionais estrangeiras de países ricos.

Mas se deve analisar os casos sem demagogia visando o bem comum.

Agronegócio leva prosperidade à Amazônia.
Agronegócio leva prosperidade à Amazônia.
Aliás, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sempre dizia que se fosse verdade que a floresta amazônica salva o clima da Terra, os países beneficiados deveriam recompensar financeiramente, e, de modo proporcional, o Brasil por esse bem prestado.

Mas Al Gore não procura uma solução equilibrada para os problemas que apresenta, e trabalha por uma ideologia de fundo comuno-tribalista que vai miserabilizar essa região que promete tanto.

No final de sua arenga, Gore também alfinetou o presidente americano, Donald Trump, que pedira que as pessoas rejeitassem o alarmismo ambiental.

A militância política de esquerda é sempre dominante nesse bonzo dos exageros ecologistas.

“Sabemos o que precisa ser feito, para frear o aquecimento global. O que falta é vontade política”, disse Gore, confessando a verdadeira preocupação que o anima: a política, de esquerda ou extrema esquerda de preferência...


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Encolhimento da população do Brasil vai atrás do Japão corroido física e psíquicamente

Casas abandonadas aumentam em número.
Casas abandonadas aumentam em número.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Brasil, infelizmente, vem percorrendo a mesma estrada rumo ao abismo populacional que empreendeu o Japão, embora ainda esteja mais distante do desastre nipônico.

O número de nascimentos registrados no estado de São Paulo vem caindo há anos, informou “OESP”.

Em 2018, ocorreram 605.630 nascimentos no Estado, quase 166 mil menos do que em 1982, de acordo com a mais recente estatística da Fundação Seade, malgrado o enorme aumento da população paulistana.

A queda em pouco menos de quatro décadas foi de 21,5%.

O número médio de filhos por mulher passou de 2,08 em 2000 para 1,70 em 2018.

Shinobu Ogura auxilia no fabrico dos 'habitantes' da cidade que morre
Shinobu Ogura auxilia no fabrico dos 'habitantes' da cidade que morre
As mudanças têm também grandes consequências sociais, econômicas e fiscais.

Com o aumento auspicioso da longevidade – de 54,2 para 76,4 anos em relação a 1950 – começam a tomar corpo os desequilíbrios ora registrados no Japão, de insuficiência de trabalhadores ativos para sustentar os aposentados.

No Japão, em 2005 a população japonesa diminuiu pela primeira vez desde 1899, superando as piores expectativas.

Naquele ano, a redução foi de 10 mil habitantes, segundo cômputo governamental, com uma taxa de natalidade 1,29 filho por mulher, quase a metade do mínimo para repor as mortes, noticiou a “Folha de S. Paulo”.

As projeções anteriores previam que o Japão tivesse 27 milhões a menos em 2050, em parte pelo envelhecimento da população, e o governo previa que 25% dos japoneses teriam 65 anos ou mais em 2014.

Mas os índices pioraram para além do previsto e o governo vem lutando para manter a população acima de 100 milhões recorrendo à imigração, informou a Deutsche Welle, rádio oficial alemã.

O último censo apontou uma perda de quase 1(um) milhão de habitantes em apenas cinco anos.

A capital, Tóquio cresceu 2,7%, para 13,5 milhões ou 10,6% da população do país, sofrendo os males de uma cidade superpovoada.

A estimativa do Instituto Nacional de Pesquisa Populacional é de que o percentual de aposentados com 65 anos ou mais constitua 40% da população japonesa até 2060, ameaçando a força de trabalho necessária para garantir à expansão econômica do país, outrora famosa.

Sem um aumento significativo de nascimentos, a população do país cairá para 108 milhões até 2050 e para 87 milhões até 2060, acrescentaram as fontes citadas pela Deutsche Welle.

Em 2019, o Ministério do Bem-Estar estimou que o Japão tenha ficado com 512 mil pessoas a menos.

A natalidade caiu ao nível mais baixo desde 1874, quando, paradoxalmente a população era cerca de 70% menor que a atual, noticiou “O Estado de S.Paulo”.

As mortes, majoritariamente por idade, superaram as baixas do fim da Segunda Guerra Mundial, quando o país fora derrotado pelos EUA com bombardeios atômicos.

Boneca 'camponesa' dá 'vida' à paisagem rural de Nagoro.
Boneca 'camponesa' dá 'vida' à paisagem rural de Nagoro.
Portanto, menos jovens passam a trabalhar, e os aposentados deixam vagas não preenchidas, pondo em xeque a vitalidade econômica e a estabilidade social daquele país.

O Japão não é exceção, o recorde da perda de natalidade é da Coreia do Sul.

E muitos outros países, incluindo vários da União Europeia, China e Estados Unidos já pensam em problemas de despovoamento e migrações de grandes massas de estrangeiros no futuro.

Vilas japonesas inteiras estão desaparecendo.

Os incentivos aos nascimentos se mostram insuficientes e o casamento está em declínio.

O Japão tenta multiplicar os robôs no trabalho e aumentar os imigrantes.

Exemplo patético foi narrado pelo “The New York Times” no vilarejo de Nagoro.

Lá, as últimas crianças nasceram há 18 anos e a escola primária foi fechada em 2012, por falta de alunos. Não há mais lojas.

No desespero do vazio, Tsukimi Ayano fez 350 bonecas – suas “amigas” – e as instalou em locais públicos para fingir animação.

Bonecos de alunos brincando na escola para preencher o vazio.
Bonecos de alunos brincando na escola para preencher o vazio.
Bonecas do tamanho de crianças disputam uma corrida, brincam no balanço e arremessam bolas. Uma “senhora” cuida de um túmulo na beira da estrada. “Operários da construção” fumam cigarros. Na escola, há “alunos” sentados em carteiras, “camponeses” cuidam do campo, e muitos outros à beira da estrada ficam olhando...

Quando Tsukimi era criança, moravam 300 pessoas em Nagoro. Mesmo com subsídios agora o local não atrai novos moradores.

O mais incrível é que viajantes param para pedir informações às bonecas. “Se fossem humanos de verdade”, disse Kayoko Motokawa, 67, “esse seria um lugar verdadeiramente feliz”.



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Amor pela música barroca no Chaco e Amazônia exorciza tribalismo comunista

Rumo ao ensaio de música barroca na Amazônia.
Rumo ao ensaio de música barroca na Amazônia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Nas ruas e igrejas de San Ignacio, na região boliviana de Chiquitania na transição entre o Chaco e a Amazônia, a 200 kms do Brasil, soa um rumoroso desmentido à demagogia comuno-tribalista que eclodiu no Sínodo Pan-amazônico de 2018.

A população toda ela é descendente dos “povos originários” guaranis.

O comuno-tribalismo de missionários adeptos à “teologia da libertação” e ONGs herdeiras do utopismo comunista quereriam jogá-los de volta ao primitivismo precolombino.

Mas o que a população gosta é de Bach, Vivaldi e da música barroca. E a executa com tanta habilidade, bom gosto e paixão que deixou pasmo ao jornalista do “Le Figaro Magazine” de Paris que foi até essa região chaco-amazônica para fazer ampla reportagem. (dezembro de 2019, págs. 67 e ss.)

Félix, de 17 anos, apaixonado pela música barroca, mostrou à jornalista Manon Quérouil-Bruneel, o Stradivarius que ganhou como melhor aluno de orquestra municipal.

E com os olhos brilhando de emoção começou a executar uma fuga de Beethoven que os prédios coloniais da antiga missão jesuítica ecoavam naquela selvática região.

“Na Europa, os jovens acham isto cacete”, explicou o descendente de indígena à europeia. “É engraçado constatar que hoje são descendentes de índios que perpetuam esta herança longínqua”.

Nas restauradas capelas missionárias, descendentes dos 'povos originários', no caso guaranis, ensinam admiração pela música barroca.
Nas restauradas capelas missionárias, descendentes dos 'povos originários',
no caso guaranis, ensinam admiração pela música barroca.
Tudo começou em 1691 quando os missionários jesuítas fundaram a primeira “reducción” segundo o famoso – e injustamente denegrido – regime disciplinar dos missionários de Santo Inácio que converteu e civilizou imensas áreas de América.

Vários chefes tribais guaranis decidiram se tornar suseranos obedientes aos jesuítas que lhes ensinavam a doutrina do Evangelho.

E muito especialmente a música barroca. Era algo que eles não conheciam, mas logo admiraram, fizeram sua e passaram a executar com uma maestria surpreendente, nos instrumentos e no canto.

Essa passou a ser a “língua comum” de tribos e evangelizadores que se aprendia junto com a leitura, a escritura e o catecismo.

E não foi só Vivaldi e Rameau, entre outros, que passaram a ser ouvidos nas florestas. Eles próprios, guaranis, começaram a compor partituras de um talento inegável, com o selo europeu, mas com o charme do novo que nasce para a civilização.

Intrigas anticristãs nas cortes da Europa provocaram a expulsão dos jesuítas dos vice-reinados espanhóis em 1767 e o fechamento da Ordem nos países católicos (foi restaurada em 1814).

E aquela obra providencial nascente caiu em ruínas.

Até que o missionário franciscano alemão Walter Neuwirth, hoje muito idoso e doente, chegou à aldeia de Urubichá em plena Chiquitania.

Ele conta emocionado: “descobri uma dezena de músicos autodidatas que abateram uma árvore da aldeia para fabricar violinos com suas próprias mãos.

O Festival Internacional de Barroco Boliviano atrai a participação de artistas europeus.
O Festival Internacional de Barroco Boliviano
atrai a participação de artistas europeus.
“Eles tocavam maravilhosamente bem. Percebi logo que este povo tinha a música no sangue”.

Veio depois a restauração das igrejas barrocas das antigas missões, aliás admiráveis pela sua beleza na rusticidade.

Simultaneamente foi feito o incrível achado: milhares de partituras dos tempos jesuíticos, de composições europeias ou de ignotos autores locais, zelosamente custodiadas durante séculos pelas autoridades indígenas locais.

A chegada de Ruben Dario Suárez Arana, o primeiro mestre formado em Córdoba, Argentina, foi anunciada pelos sinos da igreja.

O missionário explicou aos fiéis convocados que tinha chegado um professor de música.

E os habitantes “embora – conta frei Walter – mal tinham para comer, decidiram todos participar financeiramente na criação de uma pequena orquestra”.

Uma corrente de transmissão de saber musical passou logo a se espraiar para outras cidades.

O que ensinava o jovem professor vindo de fora, era replicado em dezenas de orquestras municipais que se organizaram logo.

O conservatório começou com todas as carências, mas hoje todo ano acolhe mais vinte novos candidatos.

Aula no conservatório. Os recursos faltam, bispos não ajudam, autoridades chavistas tampouco, mas entusiasmo pela música barroca atrai novos candidatos.
Aula no conservatório. Os recursos faltam, bispos não ajudam, autoridades chavistas tampouco,
mas entusiasmo pela música barroca atrai novos candidatos.
Os primeiros jesuítas não teriam imaginado ouvir As Quatro Estações de Vivaldi ressonando na Chiquitania, mas a orquestra municipal de San Ignacio já fez giras pela Europa e pela América Latina. Seus vídeos estão em Youtube.

Organiza também cada dois anos um Festival Internacional de Música Barroca na cidade que atrai especialistas europeus.

Mauro Sorubi, 42 anos, preferiu se dedicar à confecção de violinos e violoncelos, os instrumentos preferidos dos jovens.

A seu ateliê a toda hora chegam rapazes e moças de bicicleta ou velhas motos para encomendar consertos em seus violinos, que querem ver os mais semelhantes possíveis ao mítico Stradivarius de Félix.

De quase toda choupana de San Ignacio saem notas: são os meninos ensaiando.

Os irmãos Jesus, 18 anos, e Luis, 14, ensaiam um concerto de Beethoven. A fim de contas eles já tem dois anos na orquestra municipal! “Nós temos a música nas veias. Mas não temos outra coisa”, diz seu pai.

A Fé e a Cultura Cristã progrediram de mãos dadas conduzidas pelos missionários tradicionais.
A Fé e a Cultura Cristã progrediram de mãos dadas
conduzidas pelos missionários tradicionais.
A população beira o nível de pobreza, e os jovens aprendizes devem trabalhar a terra, mas isso não é obstáculo para seus nobres anseios artísticos.

Dana Cristina, 12, vive com sua mãe e seus cinco irmãos na sede de um partido político habitualmente deserta quando não há eleição. “Não posso pagar um aluguel” diz a mãe, que é padeira.

Mas Dana Cristina exibe um talento extraordinário e lhe pressagiam um belo futuro.

Ela não tem violino e pede emprestado um durante a noite. Então ensaia a ponto de criar bolhas nos dedos.

A música barroca abre os horizontes mentais das crianças. As notas de Dana na escola subiram como uma flecha com a música.

Outras crianças no contato com as escalas e melodias aspiram ser arquitetos ou astrónomos, profissões que não existem na pobre cidade agrícola de 30.000 almas incluídas as redondezas.

O prefeito, porém, deplora a falta de colaboração da Conferência Episcopal influenciada pela pregação indigenista contrária à verdadeira cultura e que destrói o futuro dos índios.

E tampouco o faz o governo que escolheu a demolição chavista-populista de Evo Morales, aliás felizmente posto para fora pelos próprios bolivianos.

Uns e outros em pouco ou nada ajudam esse promissor progresso civilizatório de essência católica.

E não conseguem impedir o admirável crescimento cultural cristão e a propensão para a Cristandade daqueles que “Le Figaro Magazine” denomina “Os virtuosos da Amazônia”.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Cultos originários indígenas sacrificavam crianças
a deuses da Terra, confirmando a Bíblia: “são demônios”

Sacrifício Chimú de crianças. Reconstituição por Gabriel Prieto da Universidade Nacional de Trujillo; John W. Verano, Universidade de Tulane; Nicolas Goepfert, CNRS; Anne Pollard Rowe
Sacrifício Chimú de crianças. Reconstituição
pelos arqueólogos Gabriel Prieto da Universidade Nacional de Trujillo;
John W. Verano, Universidade de Tulane; Nicolas Goepfert, CNRS; Anne Pollard Rowe.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Uma equipe de arqueólogos do Peru descobriu o que se acredita ser local do maior sacrifício em massa de crianças da História, segundo informou entre outros “The Guardian” de Londres.

Sem ser esse o objetivo dos cientistas, acabaram puxando o fulcro das atenções para uma das frases mais polêmicas das Sagradas Escrituras, confirmando-a.

Com efeito, quando elas se referem aos pagãos e a seus deuses, fazem-no com horror e execração. O Salmo 95 reza “todos os deuses dos gentios são demônios” (“Omnes dii gentium, daemonia”) (Salmo 95, 5).

Em numerosas passagens bíblicas, vemos os profetas e os representantes de Deus destruindo dos ídolos e os condenando ardendo de zelo pelo único Criador merecedor da única adoração.

Os crimes e os costumes depravados associados ao culto dos ídolos são também condenados com horror. Mas não faltou quem julgasse exageradas essas atitudes dos profetas e dos autores sagrados.

As ciências que investigam a Antiguidade, estudam particularmente as civilizações pagãs idolátricas que interferem na História do povo eleito, e tentam desviá-lo de sua vocação.

Elas fornecem em continuidade provas da perversão dos ídolos, tidos como deuses, que cultuavam os gentios e patenteiam seu demonismo.

Alguns dos corpos das crianças chacinadas pelo culto Chimú em Huanchaco.
Alguns dos corpos das crianças chacinadas pelo culto Chimú em Huanchaco.
O mesmo acontece no que se refere às civilizações indígenas ou originárias das Américas, especialmente antes da chegada abençoada dos missionários católicos e o nascimento dos nossos país.

Exemplo recente disso foi a macabra descoberta dos corpos de 227 vítimas de entre 5 e 14 anos perto da cidade costeira de Huanchaco, 570 km ao norte de Lima.

Como disseram os arqueólogos à agência de notícias AFP, alguns dos corpos ainda tinham cabelos e pele no momento em que foram desenterrados.

Embora não esteja claro em que ano eles foram objeto do holocausto, os especialistas acreditam que as crianças foram sacrificadas há mais de 500 anos.

A descoberta ocorre apenas um ano depois que os restos de 200 crianças vítimas de sacrifício humano foram achados em outros dois locais no Peru.

Segundo a investigação, os corpos das crianças mostram sinais de terem sido executadas durante o clima úmido e enterradas olhando para o mar.

Isso significa que provavelmente elas foram sacrificadas para apaziguar as forças da natureza, cultuadas torpemente como divinas pela “cultura” Chimú.

Faca sacrifical Chimú, Metropolitan Museum of Art, NYC
Faca sacrifical Chimú,
Metropolitan Museum of Art, NYC
Essa “cultura” animou uma das organizações mais poderosas da região da costa norte do Peru, onde residiam.

Eles alcançaram destaque entre os anos 1200 e 1400, antes de serem subjugados pelos incas.

Estes, por sua vez, foram apaziguados e evangelizados pelos espanhóis católicos, conversão que acabou com esses cruéis rituais.

A civilização Chimú adorava um deus da lua chamado Shi, que ao contrário dos incas, acreditavam que fosse mais poderoso que o sol.

Os devotos ofereciam regularmente sacrifícios humanos e outras ofertas perversas durante rituais espirituais.

Essa mística religiosa “originária”, com múltiplas variantes mais ou menos lendárias, aparece no cerne de muitas superstições indígenas na América e está no âmago da crença na Pachamama, cultuada nos jardins do Vaticano em concomitância com o Sínodo Pan-amazônico.

Na medula dessa crença demoníaca houve um deus primigênio – que recebe vários nomes: “deus vermelho”, “Shi” e outros –, que foi enxotado para as profundidades da terra por um deus branco, o sol.

Esse “deus vermelho” tem momentos em que está próximo de sair de sua prisão infernal. Seus adoradores então devem praticar cultos perversos para ajudá-lo a se libertar.

Esse é o poder que está no centro da terra, e a energia que palpita na Pachamama (“Mãe Terra”). Uma espécie de teologia da libertação demoníaca que evoca certas doutrinas invocadas no Sínodo Pan-amazônico.

O trabalho de escavação dos arqueólogos continua no local do enterro em massa, porque, como eles apontaram, mais corpos ainda podem ser descobertos.

“Este é o maior local onde foram encontrados restos de crianças sacrificadas. Não há outro igual em nenhum outro lugar do mundo.

“É incontrolável, onde quer que você cave, há outro (corpo)”, disse o arqueólogo-chefe Feren Castillo da Universidade Nacional de Trujillo ao jornal inglês.

Igreja de São Pedro, em Andahuaylillas, Peru, com forte contributo de indígenaa cristianizados, patenteia o resgate moral feito pela civilização católica.
Igreja de São Pedro, em Andahuaylillas, Peru, com forte contributo
de indígenaa cristianizados, patenteia o resgate moral feito pela civilização católica.
As equipes estão escavando desde o ano passado o local de sacrifício de Huanchaco, cidade turística à beira-mar perto de Trujillo, terceira maior cidade do Peru.

Segundo “The Guardian”, o arqueólogo Feren Castillo explicou que as crianças sacrificadas para apaziguar a natureza, ou Pachamama, em verdade visavam o fenômeno El Niño que esses índios supersticiosos e sádicos desconheciam.

Por isso os sinais da morte sacrifical apontam tempo chuvoso, e as vítimas estão enterradas voltadas para o mar.

Algumas exibiam brincos de prata, afastando a ideia de serem cativas e sugerindo que foram mortas com anuência de pais ricos.

Os arqueólogos encontraram os primeiros corpos de crianças a curta distância no bairro de Pampa la Cruz, em junho de 2018, desenterrando 56 esqueletos.

Em Huanchaquito, no mês de abril de 2018, apareceram os restos de 140 crianças sacrificadas e 200 lhamas, animais oferecidos aos Andes.

Os esqueletos continham lesões no osso esterno, provavelmente feitas por uma faca cerimonial. As costelas deslocadas sugerem que o sacerdote tentou extrair o coração palpitante das crianças.

Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio) e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas). Igreja da Compania, Cuzco, século XVII.
Casamento de Martín García de Loyola (descendente indireto de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas). A evangelização uniu os povos.
Igreja da Compania, Cuzco, século XVII.
Pegadas que sobreviveram à chuva e à erosão indicam que as crianças foram levadas para a morte em Chan Chan, uma cidade antiga a 1,5 km de Las Llamas, disse Gabriel Prieto, professor de arqueologia da Universidade Nacional de Trujillo, no Peru, que liderou a escavação juntamente com John Verano, da Universidade de Tulane, EUA.

Os resultados foram publicados pela National Geographic, apontou “The Guardian”.

A civilização Chimú desapareceu em 1475, conquistada pelo império Inca, que por sua vez foi felizmente suprimido com suas arrepiantes práticas pela difusão do Evangelho e da doce lei de Cristo trazida pelos conquistadores espanhóis.

Jeffrey Quilter, diretor do Museu Peabody de Arqueologia e Etnologia da Universidade de Harvard, constatou que o site fornece “evidências concretas” de que sacrifícios em larga escala de crianças ocorriam no Peru e faziam parte das “culturas originárias”.

“Relatos de grandes sacrifícios são conhecidos em outras partes do mundo, mas é difícil saber se os números são exagerados ou não”, disse Quilter, que lidera a equipe de cientistas que analisará amostras de DNA dos restos das crianças.

Várias culturas antigas nas Américas, incluindo os maias, astecas e incas, praticavam sacrifícios humanos, mas o sacrifício em massa de crianças até o presente raramente havia sido tão bem documentado.

Execução ritual registrada no Códice Magliabechiano
É um dos aspectos mais horríveis do paganismo embebido de satanismo.

Uma perversa “lenda negra” ainda procura dar a impressão contrária: a de maravilhosas culturas esmagadas por europeus católicos ávidos de ouro e escravos.

Na América do Norte são ainda mais numerosas as descobertas que vem sendo feitas há décadas, como por exemplo documentou em 2006 a The History News Network, e nos mesmos termos mais recentemente The Daily Mail.

Arqueólogos desenterraram perto da cidade do México os restos de aproximadamente 550 pessoas sacrificadas ritualmente.

Com esse massacre oferecido pelos sacerdotes astecas, os adoradores pagãos das forças da Terra achavam que deteriam a chegada dos evangelizadores e espanhóis em 1519.

As vítimas foram guardadas em gaiolas durante meses, tiveram os corações arrancados, os ossos foram fervidos e os crânios escalpelados.

Nossa Senhora de Guadalupe apareceu a São Juan Diego e conquistou o coração dos americanos. Assim, a Mãe de Deus exorcizou esses corações, malgrado as insistências diabólicas sempre ativas.
Nossa Senhora de Guadalupe apareceu a São Juan Diego e conquistou o coração dos americanos.
Assim, a Mãe de Deus exorcizou esses corações, malgrado as insistências diabólicas sempre ativas.
Com frequência os restos mortais ainda palpitantes eram devorados por bruxos e demais indígenas. A satânica chacina durou seis meses.

Esses sacrifícios coletivos eram comuns entre índios antes da evangelização das Américas.

Apesar disso, a neomissiologia comuno-progressista pretende que a cultura indígena é a boa, e que os males começaram com a ação evangelizadora dos missionários católicos, após a descoberta do continente americano.

A descoberta reforça a convicção no acerto da Igreja enviando os missionários que tiraram América do paganismo, da barbárie, ignorância e cruel selvageria em que jaziam seus habitantes indígenas.

Agradeçamos sempre a Nossa Senhora e à Santa Igreja Católica que nos trouxeram Jesus Cristo e a civilização cristã.

Veja também: Pirâmides macabras no México e o juízo bíblico dos deuses pagãos: “são demônios”


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A anarquia sinodal que incendeia América do Sul

Igreja da Veracruz incendiada no centro de Santiago de Chile
Igreja da Veracruz incendiada no centro de Santiago de Chile
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Explosão anárquica em Santiago do Chile.
Foto: Susana Hidalgo
A América do Sul parece chegar ao ponto final de uma deprimente evolução.

Um como que sopro infernal só encontra fraquíssimos obstáculos para realizar a desordem mais enlouquecedora.

Os homens que conduzem esse processo se assemelham à figura cogitada pelo Beato Palau do maquinista luciferino que acelera a locomotiva rumo ao precipício enquanto os passageiros desesperados clamam parar.

Mas, os condutores do mundo hodierno, de momento, aceleram o comboio para o abismo da contraordem.

Exemplos característicos dessa contraordem são a explosão de anarquia que incendeia as ruas do Chile.

Ou a anti-ordem que vigora na Venezuela e em Cuba e que o lulopetismo gostaria implantar no Brasil.

Os países que caíam no comunismo de tipo soviético padeciam uma ditadura política, social e econômica, essencialmente acatada pelo medo.

Sob a foice e o martelo ainda tinham cultura, arte, restos do que foi sua civilização.

Bastava ver nos museus as maravilhas artísticas de porcelanas e marfins da China, ou as fascinantes basílicas de séculos passados de Moscou.

Mas o novo comunismo que está ateando fogo nas ruas é uma contraordem feita para criar uma decomposição contrária à ordem natural das coisas, e chocar a própria ordem natural.

Ele espandonga toda organização religiosa ou socioeconômica e faz uma contraordem pondo todas as coisas onde não devem estar.

Desde o Vaticano até o Chile, passando pelo Brasil, a ofensiva é única
Desde o Vaticano até o Chile, passando pelo Brasil, a ofensiva é única
Considere-se os estarrecedores vídeos dos venezuelanos comendo restos diretamente do caminhão de lixo ou bebendo e se lavando com água do esgoto de um prédio do governo.

Veja-se os manifestantes chilenos saqueando e incendiando as igrejas, e os agentes ‘cocaleiros’ da droga agredindo a polícia para trazer de volta ao “Dr.Coca” premiado em Moscou com título Honoris Causa.

Em lugar da cultura se instala uma contra-cultura. O ponto de chegada auge da Revolução Cultural gramsciana.

Chefe da Rosatom, Alexey Likhachev, prometeu usina atômica a Bolívia e Rússia foi dominando a Evo Morales
Chefe da Rosatom, Alexey Likhachev, prometeu usina atômica a Bolívia
e Rússia foi dominando a Evo Morales
Onde tinha uma civilização, como a brasileira por exemplo, se promove uma contra-civilização de tipo indigenista planetária.

Nessa marcha à destruição da ordem poderão se formar sistemas que serão por natureza instáveis e transitórios.

Não podemos nos iludir. Os doutrinadores do neocomunismo são unânimes num ponto: a contra-ordem é provisória.

Haverá determinado momento em que, amalgamados e amassados pela decomposição anarco-tribalista, os povos estarão em condições de se desagregarem, e o Estado, a sociedade organizada, poderá desaparecer da terra e afundar na mata.

Na basílica no local onde São Pedro deu a vida enfrentando o paganismo, eclesiásticos executam pantomima de culto pagão
Na basílica no local onde São Pedro deu a vida enfrentando o paganismo,
eclesiásticos executam pantomima de culto pagão
Será a utopia de um mundo onde desapareceu a lei e se generalizou o despotismo do capricho anárquico ou do sonho acariciado no Sínodo Pan-Amazônico ou num radicalizado Pacto das Catacumbas.

Uma anarquia que eles não concebem como explosão instantânea de um prédio dinamitado, mas como um desfazimento rumo a uma situação cheia de enigmas: a anarquia ecolo-tribalista.

O Estado, as leis e as autoridades se desfazem.

Só ficam pequenos núcleos populacionais, tribos que cá e lá formam agrupamentos unidos por superstições ou cultos comuns.

Não há nem mesmo alianças ou federações, porque nada formaria nada e a terra afundaria num regime tribal o mais parecido com o dos índios apresentado como quase divino, do deus ou deusa Pachamama.


terça-feira, 22 de outubro de 2019

Sopro bolivariano subverte América do Sul concomitante com o Sínodo

Comunismo venezuelano comemora 'brisita bolivariana' na América do Sul.
Comunismo venezuelano comemora 'brisita bolivariana' na América do Sul.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Mais uma angustiante carência de combustível flagela os cubanos com quatro, cinco, seis ou mais horas de espera, para ver se encontra combustível no posto, noticiou “O Globo”.

A gasolina que outrora vinha da falida União Soviética passou a ser fornecida pela Venezuela que também faliu e onde seus cidadãos sofrem da mesma miséria.

O transporte público — ônibus, táxis coletivos, carros antigos alugados — está drasticamente desaparecido para multidões nas ruas com nervosismo e raiva. As fábricas estatais cortaram dias e horários de trabalho.

As aulas em escolas e universidades foram suspensas. O paupérrimo sistema de geração de eletricidade beira o colapso.

Fila por gasolina em Havana miséria cubana não impressiona a bolivarianos.
Fila por gasolina em Havana, mas miséria cubana não impressiona a bolivarianos.

Não se pode ligar o ar-condicionado nem nas lojas e escritórios destinados aos oficiais do governo onde o calor é sufocante. No campo, as autoridades impuseram o retorno à tração animal.

Os contêineres não saem do porto porque não há diesel para os caminhões.

Os alimentos não só escasseiam mais do normal: estão em clamorosa falta. Falta manteiga, sabão, farinha, água mineral ... a história não tem fim.

E os responsáveis cubanos onde estão? O que estão fazendo?

Testemunhas presenciais relataram horrorizados a onda violência que paralisou a capital, com pretexto tirado do aumento abrupto da gasolina, mas dirigida por militares cubanos e venezuelanos.

O Equador prendeu 350 agitadores que protestavam contra acordo de preços feito com o FMI e se envolveram em violências “graves” como atentados incendiários, vandalismos, saques e ferimentos à polícia, citou o “Diário de Pernambuco”.

Em Quito, os quartéis dos agitadores funcionavam em muitas paróquias, segundo relatos presenciais.

Ali recebiam os recursos necessários até do novo arcebispo alinhado com as instruções anticapitalistas do Papa Francisco para sustentar os desmandos.

Igrejas depredadas em Santiago do Chile, mas progressismo católico coopera com subversivos.
Igrejas depredadas em Santiago do Chile,
mas progressismo católico coopera com subversivos.
E como não podiam faltar em tempos de Sínodo-Pan-amazônico magotes de índios revoltados sequestraram pelo menos 47 soldados que foram feitos reféns de guerra na província de Chimborazo, relatou “O Globo”.

O bloqueio rodoviário, a falta de transporte público e os confrontos com as autoridades pararam após a suspensão dos aumentos combinados com o FMI.

O presidente Lenine Moreno atendeu as reclamações dos agitadores. O mandatário é discípulo político do ex-presidente bolivariano Correa que se encontra comodamente exilado na Bélgica para não ser preso por corrupção em seu país.

Na Bolívia, o presidente bolivariano Evo Morales se está reelegendo por enésima vez de modo mais que suspeito e que pressagia atritos internos e externos.

Simultaneamente, o nº2 da nomenklatura venezuelana Diosdado Cabello saudou a “brisita bolivariana que se está registrando em alguns países, como Equador, Peru, Argentina, Colômbia, Honduras e Brasil”, noticiou INFOBAE de Buenos Aires.

O líder da ditadura sublinhou que por agora é apenas “uma pequena brisa”, dando a entender que em Moscou, Havana e Caracas está se aprontando mais.

Brisita bolivariana devastou Quito.
Brisita bolivariana devastou Quito.
Em discurso a militantes do partido da ditadura, o Partido Socialista Unido de Venezuela (Psuv), Cabello ameaçou a todos os que ajam contra os venezuelanos – seus agentes – que andam pelo mundo.

Os venezuelanos emigrantes já somam 4,6 milhões segundo a OEA.

Nesse imenso fluxo se haveriam infiltrado agitadores ideológicos que agora subvertem o Equador, mas que amanhã poderão fazer algo parecido em outros países.

A abrupta explosão de violência no Equador não teria sido por acaso.

Segundo narram equatorianos, o ex-presidente Correa deixou montada uma rede clandestina subversiva em aparente dormência aguardando a instrução para entrar em ação.

Além dos habituais agitadores bolivarianos, a rede no Equador recrutou ex-guerrilheiros das FARC; recebeu treinadores e estrategistas cubanos e venezuelanos que comandam os desmandos; estocou armamentos de tipo novo no país e que foram capturados pelas Forças Armadas; reuniu e adestrou militantes e alguns indígenas inconformados, aguardando o momento da rebelião.

Também muitos agitadores de segundo escalão conservaram seus postos no governo de Lenine Moreno, ou se acobertaram nas sacristias ligadas à Teologia da Libertação.

Agora se sentem mais livres para agir seguindo os ventos do Sínodo Pan-amazônico e explorando o aumento busco da gasolina.

Papa Francisco vê em Alberto Fernandez uma esperança para o sopro bolivariano.
As revelações dos escândalos econômicos do governo bolivariano de Correa polarizaram as atenções e ajudaram a desviar as atenções da rede clandestina.

Também em outros países, políticos e empresários foram presos e até condenados.

Mas a rede de movimentos sociais do lulopetismo continental, de invasores de propriedades rurais e urbanas, piqueteiros e congêneres ficou virtualmente intocado.

Agora em Caracas ou Havana, os líderes bolivarianos comemoram a “brisita”, o sopro subversivo que recomeça por instruções deles com o apoio do clero progressista e indigenista.

O Sínodo Pan-amazônico parece lhes ter comunicado novas energias. E não só no Equador, mas no Peru e no Chile, enquanto que o PT torce pela liberação de Lula e o Papa Francisco pela vitória peronista na eleição presidencial argentina.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

O verdadeiro potencial cultural dos povos amazônicos

Missão jesuítica, Concepción, Moxos, região amazônica boliviana.
Os indígenas mostraram excecionais capacidades artísticas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Os povos indígenas amazônicos possuem capacidades artísticas excepcionais.

O trabalho dos missionários dos bons tempos, como nesta Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia - mostra que uma civilização amazônica inteiramente original poderia surgir bafejada pelo espírito vivificador e civilizador da Igreja Católica.

Um falso missionarismo de fundo comunista quer, entretanto, impedir que esses povos saiam da antiga decadência e, até, quer empurrá-los de volta ao paganismo e à selvageria.

Veja vídeo
Festival de música barroca local
no coração da Amazônia.
Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia.
Veja um povo musical.


Vídeo: Bolivian Baroque - Florilegium, Bolivian Soloists



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Bispo alerta: Venezuela virou comunista imitando Cuba. Que prelado alerta o Brasil?

Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.
Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O arcebispo de Coro, Venezuela, Mons. Roberto Lückert, denunciou que sua nação foi convertida “num país comunista”.

Porque seus governantes, primeiro Hugo Chávez e depois Nicolás Maduro, copiaram o modelo cubano, precipitando-a numa degradante crise econômica.

“Este é um país comunista, disse o prelado.

“O presidente Chávez disse que ia nos ancorar no mar da felicidade cubana. Agora estamos ancorados, e com âncoras de grande profundidade.

“Eles querem copiar ‘a beleza socialista comunista’ do regime cubano”, alertou o arcebispo, citado pela agência ACI Prensa.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, calculadas em 300 bilhões de barris. Porém, seguindo as pegadas de Fidel Castro, o socialismo destruiu a ordem econômica do país. A inflação atinge patamares que ninguém consegue calcular com certeza.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Rússia montando trens na América do Sul?

Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada
Boa parte da rede ferroviária russa está abandonada. Mas há ainda trens para turistas.
Luis Dufaur
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A Russian Railways (RZD) é um macroempresa estatal da Federação Russa herdada da União Soviética. Ela arregimenta um milhão de empregados e fatura mais de US$32.000 milhões anuais, ou 1,5% do PIB russo.

88% da carga econômica e industrial é feita por esse monopólio de estado gerado em tempos soviéticos.

É completada pela Transmashholding (TMH) que fornece o material rodante para todas as vias férreas e sistemas de transporte urbanos do país.

A estatal russa aplicou 70 milhões de dólares na Argentina para reparar 24 locomotivas e 160 vagões em oficinas por ela restauradas em Bragado, província de Buenos Aires.

Aleksandr Sergeevich Misharin, subchefe geral da RZD declarou a “La Nación” que a Rússia mira muito mais longe do que melhorar os envelhecidos sistemas ferroviários latino-americanos.

Ela quer “integrá-los” nos planos futuros da estatal impregnada de espírito soviético mas hoje ‘atualizada’ para servir aos planos expansionistas da “nova Rússia” de Vladimir Putin. A expansão já inclui a Armênia e a Coreia do Norte.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Malefício socialista jogou São Tomé e Príncipe na miséria extrema
Brasil: abre os olhos!

Aqui houve uma majestosa avenida, explica Willy guia de turistas
Aqui houve uma majestosa avenida, explica Willy guia de turistas
Luis Dufaur
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As pequenas ilhas de São Tomé e Príncipe, no Atlântico mais perto da África, constituíram no século XX sob bandeira portuguesa um oásis da riqueza, simpatia e vida distendida, segundo reportagem da agência AFP.

Os habitantes, em grande parte descendentes de migrantes do continente que vieram procurar o bom nível de vida, evocam uma época faustosa que durou meio século desde o fim do XIX até metade do XX.

A bonança tinha seu cerne uma trintena de fazendas portuguesas repartidas nas duas ilhas principais do minúsculo estado: São Tomé e Príncipe. Elas produziam o cacau melhor cotado do mundo e também bom café.

Agida Lucia, 89 anos, sentada sobre uma outrora majestosa estrada empedrada de uma antiga fazenda colonial abandonada, conta: “havia pessoas e atividade. Lá tinha uma cantina, acima o escritório do capataz, mais para cima uma casa grande. Havia costureiras, hospital, cinema, tudo estava bom”.

Em 1913, o arquipélago era o maior exportador mundial de cacau do mundo.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Xavantes querem trator e agronegócio para sair da miséria e da fome

Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) capacitou 15 índios da etnia Xavante para operar tratores.

Buscar conhecimento para trabalhar na agricultura foi o primeiro passo dos indígenas para mudar o cenário de miséria e fome, que tem castigado aldeias no sudeste de Mato Grosso, noticiou o Canal Rural da UOL. https://canalrural.uol.com.br/programas/informacao/rural-noticias/indios-curso-senar-mt/

O jovem Mauro Jacinto, de 19 anos, gostou da experiência.

Ele concluiu o ensino médio e sonha em fazer agronomia, para ajudar toda a reserva Sangradouro.

“Para mim, é um grande caminho esse em que estou entrando. Vai agregar renda a minha comunidade”, disse ao Canal Rural.

Clever Cunico, instrutor de Operação de Máquinas do Senar-MT, está trabalhando pela primeira vez com o povo indígena e está bastante surpreso.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Kirchnerismo tenta colar a imagen do Papa na chapa partidária

Papa Francisco e Cristina Kirchner com quadro de Eva Perón de fundo
Papa Francisco e Cristina Kirchner com quadro de Eva Perón de fundo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O presidente da Conferência Episcopal Argentina saiu a defender Papa Francisco das críticas que o apontam como apoiador da chapa presidencial esquerdista que postula Alberto Fernandez para presidente e Cristina Kirchner para vice, nas eleições de outubro de 2019 na Argentina.

“Eles quere apresentar o Papa como um torcedor de uma facção” disse monsenhor Oscar Ojea à agência Telam, citado por “Clarín”.

O bispo Ojea interveio após o programa “Jornalismo para Todos” da TV Canal 13. Nele foi reproduzido o grampo de uma conversa entre Eduardo Valdes, ex-embaixador kirchnerista no Vaticano e Juan Pablo Schiavi, preso pela Tragédia de Once, acidente ferroviário que causou a morte de 52 pessoas pela incúria kirchnerista na infraestrutura estatal.