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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Paróquia de Fátima acolhe culto a Exu e fiéis clamam: “Por isso, o RS está sendo castigado!”

Culto a Exu em salao paroquial de Na Sra de Fátima, Vacaria, RS
Culto a Exu em salão paroquial de Na. Sra de Fátima, Vacaria, RS
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O salão paroquial da Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Vacaria (RS), foi aberto no dia 11 de janeiro, a um ato de culto do terreiro de umbanda Ogum Megê e Oxum, segundo a UOL. 

O pretexto do aluguel foi comemorar o terceiro aniversário do terreiro, mas imagens divulgadas nas redes sociais mostraram verdadeiros rituais religiosos que indignaram aos católicos da cidade.

As críticas dos fiéis levaram o pároco, frei Protásio Ferronato, a tentar uma desculpa que não convenceu a ninguém.

O frei disse por Instagram que o evento seria apenas social, sem cerimônias religiosas, mas que o combinado não foi respeitado. O documento, foi assinado também pelo bispo da Diocese de Vacaria. O bispo também tentou rebater as críticas.

Nisso concordaram com o Pai Rodrigo de Ogum Megê e sua esposa, Marcele, que alegaram sempre agir com transparência. O casal também atacou a um youtuber que, segundo eles, distorceu informações, usou imagens e vídeos e incitou o ódio nos comentários.

O vídeo foi removido, mas recortes dele viralizaram no Instagram e TikTok e os comentários dos fiéis não entraram na confusão dos religiosos. Pello contrário, exprimiram seu sentimento falando com clareza.

“O espaço da Igreja precisa ser exorcizado”, comentou um homem.

Uma mulher escreveu: “Não só a fumaça de Satanás entrou na Igreja, agora entrou o próprio.”

Outra afirmou: “Dói na alma essa falta de respeito com a Santa Igreja”.

Outros relacionaram as enchentes no Rio Grande do Sul com um castigo à atividade diabólica de religiões de matriz africana.

“É por isso que eles sofrem. Não aprenderam ainda com aquela tragédia”, escreveu um comentarista.

Outro ainda disse: “Tinha que ser daqui do Rio Grande do Sul, e é por isso que está acontecendo tanta desgraça aqui”.

E ainda outra mulher: “Tá explicado porque o RS sofreu aquela calamidade.”

Também houve quem escreveu em tom apocalíptico: “O Brasil será castigado. Teremos um terrível castigo de Deus. Se preparem!

Tiago Bruno de Almeida Prado disse que o vídeo é de um canal jornalístico católico, que quer cobrar o bispo e o padre por uma postura diferente do indicado no código de direito canônico e do catecismo da Igreja.

Tiago ainda questiona o Frei “será que o padre foi tolerante ou intolerante com a doutrina da Igreja?”.

O pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, frei Protásio Ferronato, declarou à UOL que a decisão de alugar o salão paroquial foi tomada com base no princípio da fraternidade e do diálogo inter-religioso. Precisamente o que lhe vem sendo criticado.

“Reafirmamos o caminho da amizade social, da fraternidade universal, caminho do ecumenismo e do diálogo inter-religioso, no respeito à diversidade”, afirmou o frei.

Frei Protásio não usou esses critérios de ‘amizade social’ para verberar aos fiéis que segundo ele, ignoraram qualquer possibilidade de diálogo.

“O que é lamentável é o fato de que essas pessoas, de forma sumária, sem chance alguma de esclarecer o fato e como que num único ato, julgam, condenam, expõem ao ódio e abominam as pessoas e a paróquia como instituição”, invectivou furiosamente.

Culto a Exu em salao paroquial de Na Sra de Fátima, Vacaria
Culto a Exu em salão paroquial de Na. Sra de Fátima, Vacaria
Ele deplorou o amplo fenômeno social do conservadorismo radical: “Grupos, no melhor estilo farisaico, estão sempre prontos, com pedras nas mãos, desejando eliminar e sentindo prazer em atacar todos aqueles que não pensam como eles”. Não podia se auto-definir mais claramente.

Por fim, o pároco destacou a necessidade de estabelecer critérios mais claros para o uso do salão paroquial, considerando que sua construção foi financiada por diversas pessoas da comunidade.

“Mais do que definir quem pode ou não pode usar o salão, é necessário estabelecer critérios sobre o caráter do evento, o que condiz e o que não condiz com um salão paroquial”, disse para excusar o inexcusável.

O frei tem o apoio do bispo diocesano Dom Silvio Guterres Dutra e do secretariado pastoral da Província dos Frades Menores Capuchinhos do Rio Grande do Sul.

Rodrigo Dallagnol, 33, ou Pai Rodrigo, sacerdote de umbanda há 11 anos e líder do terreiro Ogum Megê e Oxum, reforçou que o terreiro alugou o salão com autorização da paróquia para a festa de Exu que está no centro da polêmica.

Ele informou que na festa de umbanda na paróquia haveria Exus e Pombagiras, e uso de tambores. A autorização teria sido recebida com alegria pelos membros do terreiro.

O Pai nega que a expressão “noite de magia” no convite se refira a um rito religioso. E reafirma que o terreiro continuará com os princípios da umbanda: “levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá!”

Imagens da festa divulgadas nas redes sociais mostram a realização de ritos dentro do salão. O pároco de Nossa Senhora de Fátima, frei Protásio Ferronato, OFMCap, disse à ACI Digital que a entidade que alugou o salão paroquial descumpriu o que foi combinado, registrou ACIDigital. 

O pároco frei Protásio confirmou que consultado pelo tesoureiro da paróquia “ponderei que no caso de uma resposta negativa em razão da religião poderíamos ser acusados pelo crime de intolerância”.

O evento seria apenas social pela comemoração de 11 anos do terreiro. “Neste sentido, o terreiro descumpriu o acordo”.

Com a repercussão negativa do fato, frei Protásio, de 69 anos, divulgou uma carta aberta à comunidade. “Podemos afirmar que o salão paroquial não se transformou num terreiro de umbanda, como alguns insinuaram”.

Ele acrescentou que “nem quando o mesmo salão foi alugado para a maçonaria, não se transformou em loja maçônica”. Tudo dito.

“Aliás, o perdão e misericórdia é o que faz acontecer a unidade e comunhão e dá credibilidade aos que professam a mesma fé. Mas causa grande tristeza e sofrimento questionar a sinceridade das intenções de quem está na administração espiritual e temporal da paróquia”.

O pároco, entretanto, não exibiu as alegadas virtudes do “perdão e misericórdia” para com seus críticos.


segunda-feira, 22 de junho de 2015

Cuba: o Pastor dá a vida pelos Lobos


escritor, pintor e poeta,
passou 22 anos nos
cárceres políticos de Cuba.
Ex-embaixador EUA na Comissão
de Direitos Humanos da ONU.
Medalha Presidencial do Cidadão
Superior Award do Departamento
de Estado, EUA.




O cardeal Jaime Lucas Ortega y Alamino [foto], ao longo de seus 34 anos à frente da arquidiocese de Havana, transformou-se em um dos maiores e mais indispensáveis defensores do regime comunista.

Em 5 de junho pp., o cardeal Ortega, em entrevista à emissora espanhola Cadena Ser, afirmou que “em Cuba não restam presos políticos” e que os indultados por ocasião da visita de Bento XIV à ilha-cárcere, em 2012, já eram simples “presos comuns” (“Diario de Cuba”, 07 de junho 2015).

As declarações cardinalícias causaram consternação nos opositores cubanos. O ex-preso político Ciro Alexis Casanova Pérez, que foi considerado “prisioneiro de consciência” pela Anistia Internacional, declarou com indignação que essa afirmação do cardeal Ortega sobre a suposta inexistência de presos políticos em Cuba “é uma total mentira”, e o incriminou por se dedicar a“apoiar a ditadura dos irmãos Castro” (“Diario de Cuba”, 11 de junho de 2015).

Cardeal Ortega
Desde Cuba, o jornalista independente Mario Félix Lleonart assinalou:

“Beira o enigmático como alguém na posição deste homem se preste a asseverar algo que ninguém acredita absolutamente, e que não lhe fez nenhum favor, nem à Igreja que representa, nem a si mesmo. É óbvio que tão desatinada declaração lança por terra toda a doutrina social da Igreja que é chamado a respaldar e a praticar” (14 y Medio, 12 de junho de 2015).

O ex-preso político Daniel Ferrer, que foi declarado prisioneiro de consciência pela Anistia Internacional, lamentou desde a ilha:  

“Negar que em Cuba haja presos políticos é mentir cinicamente e um seguidor Daquele que morreu crucificado para salvar a humanidade e defender os humildes, discriminados e perseguidos, não deveria se comportar de tal forma.

“O cardeal Ortega não resulta ser um ‘Bom Samaritano’ (S. Lucas 10, 25) quando nega a existência de presos políticos, quando não condena abertamente as flagrantes violações aos direitos fundamentais dos cubanos, inclusive os direitos dos católicos, e quando minimiza conscientemente a importância do trabalho dos que lutam com amor pela liberdade, a justiça e o bem-estar da nação” (“Religión en Revolución”, junho de 2015).

Uma integrante do movimento “Damas de Branco”, Ada María López Canino [foto], que no domingo 7 de junho pp. foi agredida e ferida em Havana por turbas castristas, declarou:

“Eu pergunto ao cardeal, por que (para citar dois exemplos) Ángel Santiesteban está cumprindo uma longa condenação, e por que Danilo Maldonado está encarcerado como preso político?

“Eu quero saber, se eles não são presos-políticos são o que? As Damas de Branco marchamos pedindo a libertação dos presos-políticos em Cuba. E essas fotos que nós apresentamos, de onde as tiramos se não são as fotos dos presos-políticos que estão nas masmorras castristas? O que pretende dizer, que nós mentimos? Que me perdoe, mas é um mentiroso, deveria se chamar Raúl Castro, não cardeal Ortega” (Cubanet, 10 de junho de 2015).

Por sua parte, a Comissão Cubana de Direitos Humanos disse que as declarações do Cardeal não têm a ver com a realidade do país. “Agora mesmo, há mais de 50 presos-políticos” (“Radio Martí”, 08 de junho de 2015).

Na realidade, é difícil saber o número de presos-políticos em Cuba, porque o regime constantemente detém e condena opositores muitas vezes incriminando-os por delitos comuns, para ocultar que se trata de perseguições políticas.

Antes de comunismo Cuba tinha o maior PIB per capita da América Latina.  Com o comunismo caiu na mais tirânica miséria.
Antes de comunismo Cuba tinha o maior PIB per capita da América Latina.
Com o comunismo caiu na mais tirânica miséria.
Segundo a filosofia totalitária do regime e de acordo com as disposições da Constituição e do Código Penal sobre as liberdades de religião e expressão, elas somente se toleram na medida em que não se oponham à ideologia comunista.

Trata-se então de uma ilha-prisão cujos 12 milhões de habitantes poderiam ser considerados como “prisioneiros de consciência”, subjugados por um implacável torniquete jurídico-político-policial.

Recentes “solturas” de presos-políticos da ilha estão sendo amplificadas por grandes meios de comunicação, e por altos líderes políticos e religiosos como atos de liberalização do regime.

Entretanto, os opositores já fizeram notar que na linguagem “jurídica” cubana termos eufemísticos como “soltura” e “licença extra-penal” significam “liberdades condicionais”, cosméticas, que na atual conjuntura servem para facilitar as negociações com o presidente Obama e para não desacreditar o mentor dessas negociações, o Papa Francisco.

Alguns recentes “libertados” estão sendo ameaçados pelos órgãos de segurança de que a qualquer momento podem voltar à prisão para continuar pagando por seus “crimes” contra o Estado comunista. A outros “libertados” se lhes reteve toda a documentação, e ficam em uma espécie de limbo jurídico, como párias dentro da sociedade comunista (La Vanguardia–Europa Press, 09 de janeiro de 2015).

Transporte público em Havana
Transporte público em Havana
Na realidade, todas essas fraudes e farsas castristas são conhecidas pelas embaixadas em Havana e pelas chancelarias do mundo inteiro, especialmente pela secretaria de Estado dos Estados Unidos e pela secretaria de Estado do Vaticano.

O mesmo botox publicitário que agora o regime aplica novamente por ocasião das negociações com os Estados Unidos, e em função da próxima visita do pontífice Francisco, já havia sido aplicada nas vésperas das visitas papais de João Paulo II e Bento XVI.

Não obstante, mantém-se um misterioso silêncio sobre essas farsas do regime cubano. E o cardeal Ortega continuou e continua, como se não ocorresse nada, como Pastor do desditoso rebanho católico cubano.

Talvez nunca antes na História tantos dirigentes mundiais convergiram para salvar uma ditadura do naufrágio, como é o caso do regime castrista.

Os cubanos dentro e fora da ilha que dedicamos nossas vidas a lutar, no plano das idéias, pela liberdade e dignidade de Cuba, estamos dispostos a continuar desmascarando as manobras da ditadura castrista e analisando publicamente as atitudes de seus altos protetores, esperando contra toda esperança (Epístola aos Romanos, 4-18 e 19).

Repressão às Damas de Branco
Repressão às Damas de Branco
No caso do cardeal Ortega, por sua longa trajetória de décadas de atitudes pró-castristas, estamos ante um Pastor disposto a dar sua vida pelos Lobos, e não pelo rebanho a ele encomendado, que encontra-se indefeso, órfão e desamparado.

É preciso dizer: todo este drama cubano, de quase seis inimagináveis décadas de injustiça, miséria comunista e sangue, desenvolve-se ante a Indiferença, com I maiúsculo, de boa parte da opinião pública mundial, assim como ante a pertinaz e enigmática Colaboração, com C maiúsculo, de considerável número de dirigentes e elites do mundo inteiro.

Que o bom Deus, ao qual neste momento recorro clamando por Justiça, ajude o indefeso, órfão, desamparado, maltratado e dizimado rebanho cubano e remova a Indiferença mundial sobre esse drama inimaginável.


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Quem foi realmente Dom Helder Câmara?

Agencia Boa Imprensa

Autor: Julio Loredo, Itália. TFP Newsletter


Muito se tem falado nestes dias sobre Dom Helder Câmara, cujo processo de beatificação foi recentemente aprovado pelo Vaticano.

Para o italiano médio, a figura de Mons. Helder Pessoa Câmara (1909-1999), bispo auxiliar do Rio de Janeiro e, em seguida, arcebispo metropolitano de Olinda-Recife, é quase desconhecida.
Quem foi Dom Helder?

Propaganda que beira o ridículo

As únicas notícias sobre Dom Hélder Câmara que passam pelos filtros da nossa imprensa são aquelas provenientes das fábricas de propaganda local, de modo tão desequilibrado que eu não tenho medo de defini-las como beirando o limite do ridículo.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A pressão popular acaba com “Ciclo Rosa” em Universidade Católica

Agressividade anticristã da agenda homossexual atinge paroxismos
"A única igreja que ilumina é a que queima".
Agressividade anticristã atinge paroxismos
O Cardeal arcebispo de Bogotá, Dom Rubén Salazar, o Núncio Apostólico na Colômbia, Mons. Ettore Balestrero, o Pe. Adolfo Nicolás, Preposto Geral dos Jesuítas, e o Pe. Francisco De Roux, Provincial dos Jesuítas na Colômbia decidiam vetar o escandaloso “Ciclo Rosa Acadêmico” na Pontifícia Universidade Javeriana de Bogotá, noticiou a agência “Infocatólica”.

Esse “Ciclo” foi recebido como um acinte contra a catolicidade dos colombianos e dos estudantes que frequentam essa Universidade para receber formação de acordo com a doutrina católica.

Entre as conferencias anunciadas sobre temas perversos figuravam: “Reivindicações LGBTI: entre o maximalismo penal e a consciência jurídica”, “Carne de prisão: géneros e sexualidades não normativas sob o castigo penal neoliberal”, “O processo equatoriano LGBTI” e “Nem histéricas, nem manhosas, nem renegadas, nem paranoicas: Transgeneristas” (sic!).