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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Argentina não quer esquerda nem com pretexto de Covid

O brado pela Propriedade Privada nunca se ouviu tão forte
O brado pela Propriedade Privada nunca se ouviu tão forte
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A paralisação econômica induzida pelo isolamento para cortar o contágio de coronavírus criou graves complicações para as empresas privadas argentinas.

Vítima delas figura um gigante do agronegócio nacional: a empresa Vicentín, quarto maior exportador de produtos agropecuários do país que comercializa a produção de milhares de produtores agrícolas.

A empresa solicitou uma concordata que ficou nas mãos da Justiça. O momento foi explorado pelo presidente Alberto Fernández, de mal disfarçadas tendências bolivarianas, para expropriá-la com um brusco golpe de caneta.

Seus representantes ingressaram a viva força na diretoria da Vicentin, expulsando os donos, desrespeitando as negociações presididas pela Justiça, os legítimos interesses dos credores e das inúmeras cooperativas agropecuárias atingidas pelo caso.

O brutal procedimento confiscatório lembrou imediatamente as violências socialistas do regime da Venezuela.

E a Argentina toda entrou em ebulição com manifestações populares de grande importância nas cidades que giravam em volta da atividade da Vicentin, narrou “La Nación”.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Monumentos de Kirchner execrados na Argentina e no Equador

Em Rosario, segunda maior cidade, o busto de Kirchner amanheceu de presidiário.
Em Rosario, segunda maior cidade, o busto de Kirchner amanheceu de presidiário.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






As fátuas glórias dos ditadores esquerdistas acabam mal. Foi o caso das milhares de estátuas de Lenine, Staline e outros déspotas comunistas na Ucrânia, entre outros exemplos.

No Equador, a prefeitura da capital Quito tirou um busto do ex presidente socialista-bolivariano Néstor Kirchner de uma praça pública no norte da capital, alegando a fama de corrupção do arauto do esquerdismo peronista.

“Fiel aos princípios e valores que sempre defendem os quitenhos e para preservar a integridade do espaço público, a Prefeitura de Quito retirou dito monumento do ex governante argentino”, disse em comunicado noticiado pelo jornal “Clarín” de Buenos Aires.

O busto foi inaugurado em 2014 pelo então prefeito “chavista” Augusto Barrera, do governo do não menos esquerdista Rafael Correa. A ministra argentina de Desenvolvimento Social, Alicia Kirchner, viajou para a inauguração.

O execrado monumento foi mandado para as adegas municipais de onde poderá retira-lo a Embaixada argentina em Quito “para lhe dar um destino”, se quiser.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Maduro sai em defesa de Dilma após pedir às venezuelanas se pentearem com os dedos

Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, se apressou a manifestar solidariedade à sua colega Dilma Rousseff, que desde domingo 17 de abril está em processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados com maioria de dois terços como prescreve a Constituição.

Segundo “La Nación” de Buenos Aires, enquanto o povo brasileiro comemorava o “impeachment” nas ruas, Maduro garantia que a “direita” na América latina está tentando desconhecer a soberania da região.

O tweet circulou logo após os deputados brasileiros votarem livre e soberanamente o processo de destituição da companheira ideológica do regime chavista.

domingo, 30 de agosto de 2015

Socialismo venezuelano: onde se geme de fome
e onde a inflação come o que resta

Aguardando no supermercado Bicentenario: onze horas de fila!
Aguardando no supermercado Bicentenario:
onze horas de fila!




O calvário de Carla Aguirre começa às 6:00 da manhã.

Ele é bem conhecido dos cidadãos venezuelanos, mas também dos cubanos e outrora dos homens escravizados detrás da Cortina de Ferro soviética.

Filas, filas, filas... para obter o básico e às vezes voltar para casa com as mãos vazias. Carla procura carne na rede de alimentos do governo chamada Mercal, em La Trinidad, Caracas.

Ela não pode pegar sua filha na escola, pois fica esperando sob o sol, obedecendo às ordens dos militares.

Ela ganha pouco mais de um mínimo, equivalente a R$ 4.248,30 pela cotação oficial, mas que no paralelo só representa R$ 39,60, contou o jornal El Mundo de Madri.

“Eu moro com duas pessoas que não trabalham: minha filha e minha mãe. Compramos perto de três quilos de carne cada quinze dias”.

Se ela comprasse num supermercado particular os seis quilos de carne que sua família consome por mês, gastaria todo o seu ordenado.

Na fronteira, a Venezuela iniciou deportações massivas de colombianos.
Na fronteira, a Venezuela iniciou
deportações massivas de colombianos.
Quando chegou seu turno, por volta das 16 horas, as prateleiras estavam desertas. O pessoal tinha levado tudo o que podia.

Só ficava carne moída de segunda qualidade e o cheiro no local era nauseabundo. As prateleiras congeladas estavam cheias de sangue.

Por cima delas, numa parede também manchada de sangue, reinava uma foto do presidente Nicolás Maduro e outra de “seu pai espiritual”, Hugo Chávez.

Carla é uma cidadã do socialismo do século XXI no ano da misericórdia do Senhor de 2015, quando a Teologia da Libertação lança sua derradeira ofensiva contra os ricos capitalistas.

Na semana anterior, um jovem morreu durante o saque de um mercadinho na cidade de San Félix, estado de Bolívar, sudeste do país.

O presidente Maduro, mais uma vez, não teve vergonha e pôs a culpa na “direita que recebe ordens dos EUA”.

Segundo o Centro de Documentación y Análisis Social, pelo fim do ano a inflação terá atingido 200%. Outras fontes falam de até 500%.

Em qualquer caso, a disparada da inflação tornou irrisório o valor das notas, mesmo as que têm maior de face. Isso obriga os cidadãos a carregar muitas para a vida diária.

100 bolívares é a nota máxima. Com seis destas dá para comprar um shampoo no mercado paralelo.
100 bolívares é a nota máxima.
Com seis destas dá para comprar
um shampoo no mercado paralelo.
No Brasil, a UOL economia estima que o valor de uma nota de 100 reais em 21 anos encolheu para efetivos R$19,90.

Mas na Venezuela, a pulverização do valor do dinheiro aconteceu em breves anos bolivarianos. O governo aduz que falta papel no país.

A maior parte dos alimentos é importada, pois o socialismo arruinou a agropecuária e fecha as fábricas dos particulares “capitalistas” e “inimigos do povo”.

Sabrina – não declinou seu sobrenome – foi fazer compras numa terça-feira. É quando está autorizada pelo último número de sua carteira de identidade para comprar artigos básicos, como farinha, leite, shampoo, papel higiênico e outros itens, todos racionados.

Em alguns postos é preciso deixar a impressão digital.

A especulação grassa sob os olhares cúmplices dos agentes bolivarianos.

O mesmo shampoo controlado pelo governo, que quando existe na prateleira é vendido por 100 bolívares, custa 600 no mercado paralelo.

No supermercado Bicentenario de Las Mercedes, em Caracas, o jornalista de El Mundo de Madri não pôde usar a câmera.

“Se tirares fotos, cairemos encima na pedrada. Nós somos chavistas. Maduro é quem nos traz a comida”, advertiu uma militante idosa que fazia fila desde as 6 da manhã (e já era por volta das 17 horas).

Na rua, a poucos metros do supermercado, as pessoas tinham coragem de falar. Três mulheres viajaram duas horas para comprar uma sacola de frango, leite, arroz, massa, atum e farinha.

Em San Antonio de los Altos, contavam elas, “não há nada. Às vezes a gente viaja desde as 4 da manhã, chega e não tem frango, a gente perde o dia”, explicou Rosario Martínez.

O equivalente a 300 reais (agosto 2015) não cabe no bolso.
O equivalente a 300 reais (agosto 2015) não cabe no bolso.
Jacqueline Acosta, cabeleireira do centro comercial onde está o supermercado Bicentenario, contou que quando as pessoas perdem a paciência, “começam a quebrar as vidraças. Hoje eu deveria atender mais de 20 senhoras, mas só atendi duas. Elas têm medo de vir”.

Naief Al Kuntar tem um filho, Gael, de apenas 3 meses, hospitalizado na terapia intensiva do hospital Miguel Pérez Carreño, em Caracas.

Todos os dias Naief percorre as farmácias da capital para procurar coisas básicas como um antibiótico, porque não há no hospital.

Seu ordenado não é suficiente para pagar os remédios do filho. Nos hospitais não há material para exames.

“Desde que o bebê ficou doente, tivemos que deixar de ir ao cinema. O dinheiro agora dá apenas para alimentar a família, mas a inflação cresce a cada semana”, explica.

Numa farmácia foi possível encontrar um vidro importado de Ômega 3 pelo preço de meio salário mínimo.

Nas altas esferas do lulopetismo, a Venezuela vai pelo bom caminho: o da vetusta e fracassada URSS.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Miséria na terra e no ar, no presente e no futuro da Venezuela

A jovem estudante Génesis Carmona morreu de um tiro em Valencia, Venezuela,
quando protestava contra falta de alimentos
Os aviões suspendem seus voos na Venezuela pela situação limite a que chegaram companhias aéreas nacionais e internacionais, com seus fundos bloqueados pelo governo chavista inadimplente.

Para sair da Venezuela é preciso pagar uma fortuna por causa dos controles de câmbio.

Em terra, enquanto os jornais têm que reduzir suas páginas por falta de papel, nos supermercados os cidadãos ficam constrangidos a achincalhes e intérminas filas para obter papel higiênico.

Não espanta pois que, segundo informou “Clarin” de Buenos Aires, o número de emigrados do país atinja patamares assustadores.

Estudo da Universidade Católica Andrés Bello calculou que entre 2005 e 2010 pelo menos 143.000 venezuelanos emigraram, sobretudo para EUA e Espanha.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Técnicos, mestres e intelectuais
abandonam Venezuela em massa

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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A Venezuela está perdendo seus cérebros: intelectuais, técnicos e especialistas nos mais diversos campos abandonam o país sufocados pela prepotência chavista ou pauperizados pela falta de empregos e projetos.

Artistas, advogados, médicos, gerentes de empresas, engenheiros migram de sua terra natal que afunda nas trevas e na miséria socialista.

Muitos vão para a Cidade do Panamá ou Miami. Engenheiros de petróleo trabalham em plataformas no Mar do Norte ou em areias betuminosas do Canadá.

Calcula-se que meio milhão de venezuelanos qualificados fazem parte desta diáspora.

O êxodo racha famílias, estanca carreiras individuais, esvazia as cátedras universitárias, institutos de pesquisa e indústrias.

O porvir da nação está gravemente comprometido. Sem mestres, administradores e técnicos a economia se desorganiza e teme-se um “Black-out” geral da atividade produtiva num país que já foi um dos mais ricos do hemisfério.

Nos anos 80 e 90, médicos, físicos, químicos, biólogos e engenheiros venezuelanos faziam estudos de alta tecnologia e registravam 25 patentes por ano.

“Publicamos o mesmo número de estudos científicos que México, Chile e Colômbia”, disse o biólogo Jaime Requena, da Academia de Ciências da Venezuela ao O Estado de S.Paulo.

Mas, desde 2002, o escritório de patentes dos EUA já não registra mais nenhuma invenção venezuelana.

O policiamento do “socialismo do século XXI” bloqueia as pesquisas científicas que não passam pelo crivo ideológico chavista. Nesse caso, seus trabalhos são declarados sem “relevância social”.

Mas, há métodos mais brutais. O biólogo Requena, formado na Universidade de Cambridge, publicou um trabalho sobre a decadência da produção cientifica venezuelana sob o chavismo.

Por esse “crime”, perdeu o cargo no Instituto de Estudos Avançados, sem direito a aposentadoria. Os trabalhos científicos patrocinados pela iniciativa privada praticamente inexistem: a aberta hostilidade e confiscos socialistas contras as empresas capitalistas.

“Não há uma única empresa que tenha um laboratório respeitável de investigação tecnológica”, disse Requena se referindo às consequências do socialismo chavista.

Venezuela tem 25 mil pesquisadores no exílio. Um deles, é Pedro Pereira Almao, engenheiro químico, agora diretor de um centro de pesquisas energéticas na Universidade de Calgary, Canadá, que emprega 1.500 funcionários

Não longe da Venezuela, está uma nação que já passou por revolução análoga e agora se debate na fome e a miséria extrema sob ditadura dos Castros. Os socialismos do século XX e XXI parecem um calco um do outro.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Esquerdas argentinas acéfalas, e latinoamericanas na corda bamba, após a morte de Nestor Kirchner

A inesperada morte do ex-presidente e deputado argentino Nestor Kirchner criou um vazio no cerne da máquina política que conduzia o país vizinho pelas sendas do populismo esquerdista.

“Até o último momento ele se encarregou de tornar evidente que era ele que exercia realmente o poder e não sua esposa, a presidente Cristina Kirchner.