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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Indígenas bolivianas chibateiam abortistas que atacaram catedral

Mulher guarayo mostra o latego que ela usou nas aboristas sacrílegas
Mulher guarayo mostra o látego artesanal que ela usou nas abortistas sacrílegas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Agitadoras abortistas bolivianas do “coletivo Mujeres Creando” invadiram a catedral de Santa Cruz enquanto o arcebispo celebrava a missa.

Elas protestavam contra a Igreja Católica que impediu uma menina de 11 anos de interromper a gravidez. A mãe foi vítima de um estupro e sua família foi pressionada para aprovar o crime.

Porém, após a intervenção da igreja, mudaram de ideia, noticiou o jornal da cidade “El Deber”.

Os ativistas picharam sacrilegamente a fachada da Basílica Menor de San Lorenzo e criticaram a Igreja Católica em faixas e arengas. “Igreja hipócrita e mesquinha, você força uma menina a dar à luz”, insultava uma das faixas.

O arcebispo Dom Sergio Gualberti estava pregando que “a defesa da vida, a rejeição da pena de morte e a eutanásia são um mandato de Deus para a Igreja e para cada crente em Cristo”.

A pintura jogada na catedral foi removida e as funções religiosas continuaram normalmente nos dias seguintes.

A demagogia abortista costuma apresentar do “direito” à matança dos inocentes como uma necessidade das mulheres pobres e das minorias étnicas menos favorecidas.

Inicio da provocação sacrílega abortista contra a catedral
Inicio da provocação sacrílega abortista contra a catedral


Esse embuste ideológico foi desmentido por mulheres de Santa Cruz que armadas com chicotes de couro feito à mão usado nas áreas rurais da Bolívia para repreender crianças.

Um grupo de indígenas bolivianas do povo Guarayo, deu umas boas às feministas que perturbaram a missa. Não houve queixas de ferimentos nem de contusões, sendo o efeito sobretudo moral.

Elas vendiam artesanatos entre os quais um 'látego' usado levemente para corrigir crianças mal comportadas

O exemplo mostra que o feminismo é um movimento violento que não defende as mulheres pobres como diz, comentou PanamPost.

A realidade é o oposto: as mulheres latino-americanas defendem amorosamente seus filhos e sua família. As mulheres indígenas na necessidade de trabalhar, amarram os filhos nas costas e dão continuidade ao trabalho.

Eles são o exemplo fiel de que os filhos não são um obstáculo, mas sua maior força.

O feminismo, criado em centros intelectuais esquerdista em geral ricos, levanta a bandeira do aborto, para acabar com vidas inocentes antes do nascimento para poder se entregar imoralmente aos prazeres ilícitos.

As feministas de Santa Cruz demonstraram não advogar pelas mulheres, mas por uma causa política: o socialismo.

Na ocasião, elas se manifestaram publicamente a favor da libertação do ex-presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, líder do Fórum de São Paulo.

Momento do incidente em que abortista recebe um 'latigazo' usado levemente para as crianças mal comportadas.
Momento do incidente em que abortista recebe um 'latigazo'
usado levemente para as crianças mal comportadas.
O socialismo que retomou o poder na Bolívia, atacou particularmente o povo Guarayo, cujas mulheres enfrentaram as feministas que atentam contra o patrimônio religioso.

Na província de Guarayos de Santa Cruz existem grupos armados apoiados pelas esquerdas que tentam se instalar em terras comunitárias que têm legítimos proprietários indígenas.

Diante da resistência dos indígenas Guarayos, os grupos irregulares já fizeram vários feridos a balas e facões.

Diante da tentativa de profanação da catedral de Santa Cruz, as mulheres que enfrentaram as feministas também se manifestaram contra o governo pela irrupção de seus aliados esquerdistas em seu território ancestral.

Evo Morales, protetor das abortistas e de todas as formas de esquerda e narcotráfico diz ser vítima de racismo por ser indígena.

Mas nunca demonstrou falar qualquer língua indígena e permitiu a destruição de terras ancestrais de povos indígenas por grupos armados que visam rouba-los.

Guadalupe Cárdenas, uma indígena perseguida politicamente, embaixadora dos Direitos Humanos, representante da federação das esposas de polícias, destacou em entrevista ao PanamPost, a hipocrisia de Evo Morales.

Cárdenas garantiu que Morales “é o pior racista, como nunca na história”. Ele mandou queimar terras dos índios do leste, da Chiquitanía, e ameaçou os indígenas.

As mulheres Guarayo de Santa Cruz desmontaram esses mitos ao mesmo tempo defendendo a Igreja dos ataques das feministas pagas pelo líder lulobolivariano.


segunda-feira, 26 de abril de 2021

Vitória conservadora no Equador
frustra esquerdas na América Latina

Conservadores triplicam eleitorado e derrotam candidato bolivariano
Conservadores triplicam eleitorado e derrotam candidato bolivariano
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A eleição presidencial equatoriana surpreendeu as esquerdas latino-americanas.

O candidato conservador Guillermo Lasso, de longe em segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos, venceu com folga no segundo turno, quase triplicando seu eleitorado em relação ao primeiro turno com a adesão de jovens e indígenas, observou "La Nación".

Só restou ao bolivariano e lulo-petista Andrés Arauz, candidato do ex-ditador Rarael Correa hoje fugitivo da Justiça, reconhecer a humilhante derrota.

Ele era o candidato das esquerdas bolivarianas, preferido dos petistas brasileiros e pau mandado do ex-presidente Rafael Correa, hoje foragido e procurado pela Justiça por corrupção.

O cocaleiro Evo Morales havia profetizado com euforia a vitória da esquerda: “Voltaremos ao projeto integracionista da Pátria Grande de Chávez, Néstor Kirchner, Lula e Correa; renascerá a Unasur, integrar-se-á aos povos, surgirá a América Plurinacional” [em referencia a futuras “nações indígenas”].

Eis aí uma ‘profecia’ (melhor diríamos ‘pretensão’) muito de acordo com o desejo de altos eclesiásticos no Sínodo da Amazônia, ‘companheiros’ que também cultuam a Pachamama.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Nova onda de esquerdismo com pitadas de Satanás

Manifestantes da nova onda de esquerda incendeiam  igreja de São Francisco de Borja, no centro de Santiago do Chile
Manifestantes da nova onda de esquerda incendeiam
igreja de São Francisco de Borja,
no centro de Santiago do Chile
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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A Bolívia no rumo chavista


Evo Morales era procurado pelo Ministério Público boliviano por sedição, terrorismo, crimes contra a saúde e genocídio (“Le Monde”, 18-12-19 e 11-8-20).

Acabou foragido na Argentina, onde recebeu de Fernández recursos para eleger presidente da Bolívia “seu” economista Luis Arce.

Tendo sido eleito, Arce passará a servir Morales na presidência, da mesma forma como Fernández serve a Cristina Kirchner.

Bloqueios de estradas promovidos pelo MAS (partido de Evo Morales) são responsabilizados pela morte, em apenas uma semana, de 31 doentes de covid-19, por falta de oxigênio.

A presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, denunciou na ONU o governo de Buenos Aires por amparar uma conspiração “violenta” e exercer “um assédio sistemático e abusivo contra as instituições e valores” de seu país (“La Nación”, 24-9-20).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Amor pela música barroca no Chaco e Amazônia exorciza tribalismo comunista

Rumo ao ensaio de música barroca na Amazônia.
Rumo ao ensaio de música barroca na Amazônia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Nas ruas e igrejas de San Ignacio, na região boliviana de Chiquitania na transição entre o Chaco e a Amazônia, a 200 kms do Brasil, soa um rumoroso desmentido à demagogia comuno-tribalista que eclodiu no Sínodo Pan-amazônico de 2018.

A população toda ela é descendente dos “povos originários” guaranis.

O comuno-tribalismo de missionários adeptos à “teologia da libertação” e ONGs herdeiras do utopismo comunista quereriam jogá-los de volta ao primitivismo precolombino.

Mas o que a população gosta é de Bach, Vivaldi e da música barroca. E a executa com tanta habilidade, bom gosto e paixão que deixou pasmo ao jornalista do “Le Figaro Magazine” de Paris que foi até essa região chaco-amazônica para fazer ampla reportagem. (dezembro de 2019, págs. 67 e ss.)

Félix, de 17 anos, apaixonado pela música barroca, mostrou à jornalista Manon Quérouil-Bruneel, o Stradivarius que ganhou como melhor aluno de orquestra municipal.

E com os olhos brilhando de emoção começou a executar uma fuga de Beethoven que os prédios coloniais da antiga missão jesuítica ecoavam naquela selvática região.

“Na Europa, os jovens acham isto cacete”, explicou o descendente de indígena à europeia. “É engraçado constatar que hoje são descendentes de índios que perpetuam esta herança longínqua”.

Nas restauradas capelas missionárias, descendentes dos 'povos originários', no caso guaranis, ensinam admiração pela música barroca.
Nas restauradas capelas missionárias, descendentes dos 'povos originários',
no caso guaranis, ensinam admiração pela música barroca.
Tudo começou em 1691 quando os missionários jesuítas fundaram a primeira “reducción” segundo o famoso – e injustamente denegrido – regime disciplinar dos missionários de Santo Inácio que converteu e civilizou imensas áreas de América.

Vários chefes tribais guaranis decidiram se tornar suseranos obedientes aos jesuítas que lhes ensinavam a doutrina do Evangelho.

E muito especialmente a música barroca. Era algo que eles não conheciam, mas logo admiraram, fizeram sua e passaram a executar com uma maestria surpreendente, nos instrumentos e no canto.

Essa passou a ser a “língua comum” de tribos e evangelizadores que se aprendia junto com a leitura, a escritura e o catecismo.

E não foi só Vivaldi e Rameau, entre outros, que passaram a ser ouvidos nas florestas. Eles próprios, guaranis, começaram a compor partituras de um talento inegável, com o selo europeu, mas com o charme do novo que nasce para a civilização.

Intrigas anticristãs nas cortes da Europa provocaram a expulsão dos jesuítas dos vice-reinados espanhóis em 1767 e o fechamento da Ordem nos países católicos (foi restaurada em 1814).

E aquela obra providencial nascente caiu em ruínas.

Até que o missionário franciscano alemão Walter Neuwirth, hoje muito idoso e doente, chegou à aldeia de Urubichá em plena Chiquitania.

Ele conta emocionado: “descobri uma dezena de músicos autodidatas que abateram uma árvore da aldeia para fabricar violinos com suas próprias mãos.

O Festival Internacional de Barroco Boliviano atrai a participação de artistas europeus.
O Festival Internacional de Barroco Boliviano
atrai a participação de artistas europeus.
“Eles tocavam maravilhosamente bem. Percebi logo que este povo tinha a música no sangue”.

Veio depois a restauração das igrejas barrocas das antigas missões, aliás admiráveis pela sua beleza na rusticidade.

Simultaneamente foi feito o incrível achado: milhares de partituras dos tempos jesuíticos, de composições europeias ou de ignotos autores locais, zelosamente custodiadas durante séculos pelas autoridades indígenas locais.

A chegada de Ruben Dario Suárez Arana, o primeiro mestre formado em Córdoba, Argentina, foi anunciada pelos sinos da igreja.

O missionário explicou aos fiéis convocados que tinha chegado um professor de música.

E os habitantes “embora – conta frei Walter – mal tinham para comer, decidiram todos participar financeiramente na criação de uma pequena orquestra”.

Uma corrente de transmissão de saber musical passou logo a se espraiar para outras cidades.

O que ensinava o jovem professor vindo de fora, era replicado em dezenas de orquestras municipais que se organizaram logo.

O conservatório começou com todas as carências, mas hoje todo ano acolhe mais vinte novos candidatos.

Aula no conservatório. Os recursos faltam, bispos não ajudam, autoridades chavistas tampouco, mas entusiasmo pela música barroca atrai novos candidatos.
Aula no conservatório. Os recursos faltam, bispos não ajudam, autoridades chavistas tampouco,
mas entusiasmo pela música barroca atrai novos candidatos.
Os primeiros jesuítas não teriam imaginado ouvir As Quatro Estações de Vivaldi ressonando na Chiquitania, mas a orquestra municipal de San Ignacio já fez giras pela Europa e pela América Latina. Seus vídeos estão em Youtube.

Organiza também cada dois anos um Festival Internacional de Música Barroca na cidade que atrai especialistas europeus.

Mauro Sorubi, 42 anos, preferiu se dedicar à confecção de violinos e violoncelos, os instrumentos preferidos dos jovens.

A seu ateliê a toda hora chegam rapazes e moças de bicicleta ou velhas motos para encomendar consertos em seus violinos, que querem ver os mais semelhantes possíveis ao mítico Stradivarius de Félix.

De quase toda choupana de San Ignacio saem notas: são os meninos ensaiando.

Os irmãos Jesus, 18 anos, e Luis, 14, ensaiam um concerto de Beethoven. A fim de contas eles já tem dois anos na orquestra municipal! “Nós temos a música nas veias. Mas não temos outra coisa”, diz seu pai.

A Fé e a Cultura Cristã progrediram de mãos dadas conduzidas pelos missionários tradicionais.
A Fé e a Cultura Cristã progrediram de mãos dadas
conduzidas pelos missionários tradicionais.
A população beira o nível de pobreza, e os jovens aprendizes devem trabalhar a terra, mas isso não é obstáculo para seus nobres anseios artísticos.

Dana Cristina, 12, vive com sua mãe e seus cinco irmãos na sede de um partido político habitualmente deserta quando não há eleição. “Não posso pagar um aluguel” diz a mãe, que é padeira.

Mas Dana Cristina exibe um talento extraordinário e lhe pressagiam um belo futuro.

Ela não tem violino e pede emprestado um durante a noite. Então ensaia a ponto de criar bolhas nos dedos.

A música barroca abre os horizontes mentais das crianças. As notas de Dana na escola subiram como uma flecha com a música.

Outras crianças no contato com as escalas e melodias aspiram ser arquitetos ou astrónomos, profissões que não existem na pobre cidade agrícola de 30.000 almas incluídas as redondezas.

O prefeito, porém, deplora a falta de colaboração da Conferência Episcopal influenciada pela pregação indigenista contrária à verdadeira cultura e que destrói o futuro dos índios.

E tampouco o faz o governo que escolheu a demolição chavista-populista de Evo Morales, aliás felizmente posto para fora pelos próprios bolivianos.

Uns e outros em pouco ou nada ajudam esse promissor progresso civilizatório de essência católica.

E não conseguem impedir o admirável crescimento cultural cristão e a propensão para a Cristandade daqueles que “Le Figaro Magazine” denomina “Os virtuosos da Amazônia”.


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

A anarquia sinodal que incendeia América do Sul

Igreja da Veracruz incendiada no centro de Santiago de Chile
Igreja da Veracruz incendiada no centro de Santiago de Chile
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
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Explosão anárquica em Santiago do Chile.
Foto: Susana Hidalgo
A América do Sul parece chegar ao ponto final de uma deprimente evolução.

Um como que sopro infernal só encontra fraquíssimos obstáculos para realizar a desordem mais enlouquecedora.

Os homens que conduzem esse processo se assemelham à figura cogitada pelo Beato Palau do maquinista luciferino que acelera a locomotiva rumo ao precipício enquanto os passageiros desesperados clamam parar.

Mas, os condutores do mundo hodierno, de momento, aceleram o comboio para o abismo da contraordem.

Exemplos característicos dessa contraordem são a explosão de anarquia que incendeia as ruas do Chile.

Ou a anti-ordem que vigora na Venezuela e em Cuba e que o lulopetismo gostaria implantar no Brasil.

Os países que caíam no comunismo de tipo soviético padeciam uma ditadura política, social e econômica, essencialmente acatada pelo medo.

Sob a foice e o martelo ainda tinham cultura, arte, restos do que foi sua civilização.

Bastava ver nos museus as maravilhas artísticas de porcelanas e marfins da China, ou as fascinantes basílicas de séculos passados de Moscou.

Mas o novo comunismo que está ateando fogo nas ruas é uma contraordem feita para criar uma decomposição contrária à ordem natural das coisas, e chocar a própria ordem natural.

Ele espandonga toda organização religiosa ou socioeconômica e faz uma contraordem pondo todas as coisas onde não devem estar.

Desde o Vaticano até o Chile, passando pelo Brasil, a ofensiva é única
Desde o Vaticano até o Chile, passando pelo Brasil, a ofensiva é única
Considere-se os estarrecedores vídeos dos venezuelanos comendo restos diretamente do caminhão de lixo ou bebendo e se lavando com água do esgoto de um prédio do governo.

Veja-se os manifestantes chilenos saqueando e incendiando as igrejas, e os agentes ‘cocaleiros’ da droga agredindo a polícia para trazer de volta ao “Dr.Coca” premiado em Moscou com título Honoris Causa.

Em lugar da cultura se instala uma contra-cultura. O ponto de chegada auge da Revolução Cultural gramsciana.

Chefe da Rosatom, Alexey Likhachev, prometeu usina atômica a Bolívia e Rússia foi dominando a Evo Morales
Chefe da Rosatom, Alexey Likhachev, prometeu usina atômica a Bolívia
e Rússia foi dominando a Evo Morales
Onde tinha uma civilização, como a brasileira por exemplo, se promove uma contra-civilização de tipo indigenista planetária.

Nessa marcha à destruição da ordem poderão se formar sistemas que serão por natureza instáveis e transitórios.

Não podemos nos iludir. Os doutrinadores do neocomunismo são unânimes num ponto: a contra-ordem é provisória.

Haverá determinado momento em que, amalgamados e amassados pela decomposição anarco-tribalista, os povos estarão em condições de se desagregarem, e o Estado, a sociedade organizada, poderá desaparecer da terra e afundar na mata.

Na basílica no local onde São Pedro deu a vida enfrentando o paganismo, eclesiásticos executam pantomima de culto pagão
Na basílica no local onde São Pedro deu a vida enfrentando o paganismo,
eclesiásticos executam pantomima de culto pagão
Será a utopia de um mundo onde desapareceu a lei e se generalizou o despotismo do capricho anárquico ou do sonho acariciado no Sínodo Pan-Amazônico ou num radicalizado Pacto das Catacumbas.

Uma anarquia que eles não concebem como explosão instantânea de um prédio dinamitado, mas como um desfazimento rumo a uma situação cheia de enigmas: a anarquia ecolo-tribalista.

O Estado, as leis e as autoridades se desfazem.

Só ficam pequenos núcleos populacionais, tribos que cá e lá formam agrupamentos unidos por superstições ou cultos comuns.

Não há nem mesmo alianças ou federações, porque nada formaria nada e a terra afundaria num regime tribal o mais parecido com o dos índios apresentado como quase divino, do deus ou deusa Pachamama.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

O verdadeiro potencial cultural dos povos amazônicos

Missão jesuítica, Concepción, Moxos, região amazônica boliviana.
Os indígenas mostraram excecionais capacidades artísticas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Os povos indígenas amazônicos possuem capacidades artísticas excepcionais.

O trabalho dos missionários dos bons tempos, como nesta Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia - mostra que uma civilização amazônica inteiramente original poderia surgir bafejada pelo espírito vivificador e civilizador da Igreja Católica.

Um falso missionarismo de fundo comunista quer, entretanto, impedir que esses povos saiam da antiga decadência e, até, quer empurrá-los de volta ao paganismo e à selvageria.

Veja vídeo
Festival de música barroca local
no coração da Amazônia.
Missão de Santo Inácio - Concepción, Bolívia.
Veja um povo musical.


Vídeo: Bolivian Baroque - Florilegium, Bolivian Soloists



segunda-feira, 9 de julho de 2018

Cinco anos de pontificado: Promoção da agenda neomarxista e altermundialista dos “movimentos sociais”

Na Bolívia, o ditador Evo Morales presenteia o Papa  uma foice e martelo sobre a qual o Santíssimo Redentor está crucificado
Na Bolívia, o ditador Evo Morales presenteia o Papa
uma foice e martelo sobre a qual o Santíssimo Redentor está crucificado
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.










Excerto do livro: “A mudança de paradigma do Papa Francisco: continuidade ou ruptura na missão da Igreja? Relatório de cinco anos do seu pontificado” Veja o texto completo no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira



Para a doutrina católica, o comunismo é “intrinsecamente perverso”[1]. Porém, movimentos marxistas e regimes de esquerda do mundo inteiro veem no Papa Francisco um ponto de referência. 

O atual pontífice tem-se de fato mostrado muito próximo das reivindicações desses grupos ou governos. 

A despeito dos resultados desastrosos do “socialismo real” por exemplo, o martírio de muitos cristãos e a difusão da miséria e de seu caráter antinatural, Francisco tem afirmado várias vezes que o comunismo roubou a bandeira do Cristianismo na luta a favor dos pobres, dando a impressão de que se trata de uma ideia que, afinal de contas, é bem intencionada. 

E a geopolítica vaticana parece hoje cultivar um relacionamento privilegiado com regimes que da Venezuela até a China se inspiram mais ou menos diretamente no socialismo real, qualificado no pontificado de João Paulo II de “vergonha de nosso tempo” pelo então cardeal Joseph Ratzinger no célebre documento “Libertatis Nuntius”, o qual condenava a Teologia da Libertação. 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Francisco, a foice e o martelo

Na Bolívia, o ditador Evo Morales presenteia o Papa  uma foice e martelo sobre a qual o Santíssimo Redentor está crucificado
Na Bolívia, o ditador Evo Morales presenteia o Papa
uma foice e martelo sobre a qual o Santíssimo Redentor está crucificado



Não se entende como o Papa Francisco rodeia-se de líderes revolucionários, assume as suas ideias como sendo boas e dá-lhes apoio praticamente incondicional.

E isso, sem sequer ouvir especialistas conceituados que defendem com dados concretos que a propriedade privada e a livre iniciativa têm sido fonte de progresso social e de redução da pobreza no mundo inteiro; e que, pelo contrário, o socialismo tem sido — como na Cuba comunista e na Venezuela bolivariana — um sistema econômico intrinsecamente multiplicador de miséria.

1. No último dia 9 de julho, na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, durante o 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares, o Papa Francisco fez um discurso longo e apaixonado contra o capitalismo e a propriedade privada.

Tal discurso foi pronunciado frente a líderes revolucionários de inspiração marxista e de seguidores da “Teologia da Libertação”, que ovacionaram o Papa.

2. Entre esses líderes, além do presidente da Bolívia, Evo Morales — que estava vestindo uma jaqueta com um desenho do sanguinário “Che” Guevara [foto ao lado] — encontrava-se João Pedro Stédile, dirigente do MST (Movimento dos Sem-Terra), que há décadas promove a violência revolucionária nas zonas rurais do Brasil, e o trotskista argentino Juan Grabois, especialista em agitação urbana nas periferias de Buenos Aires, líder daConfederação da Economia Popular e membro da comissão organizadora do 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares.

3. Eles, e outros chefes de delegações presentes, são considerados os piores líderes revolucionários latino-americanos, remanescentes do comunismo.

Entretanto, Francisco os tratou como se fossem os melhores entre os melhores, garantindo que suas ações seriam“motivadas pelo amor fraterno”, que seriam promotores de “uma mudança positiva” na sociedade, e que estariam realizando um autêntico trabalho de “poetas sociais”.  

“Nossa fé é revolucionária”, os incentivou o Papa, e disse-lhes: “Eu os carrego em meu coração”.

Papa Francisco e Evo Morales vestindo uma jaqueta
com desenho do sanguinário 'Che' Guevara.
Santa Cruz de la Sierra, 09-07-2015
Como se observa, o apoio de Francisco para essa tropa de choque revolucionária não poderia ter sido maior.

4. Em discurso inflamado, Francisco colocou as metas de sua revolução socioeconômica juntamente com a sua revolução ecológica, dando a esta última a primazia: “Talvez a mais importante que hoje devemos assumir”.

Não obstante, esse discurso papal, assim como a recente Encíclica “Laudato Si”,padecem de uma importante e preocupante lacuna científica que, com o devido respeito, afeta uma premissa fundamental.

Trata-se da tese dos ambientalistas mais radicais, que Francisco assume inteiramente, de que seria a atividade humana, e não os ciclos da natureza, a principal responsável pelas atuais mudanças climáticas.

Tese esta que não conta com a unanimidade dos meios científicos mais conceituados e tem sido impugnada por trabalhos acadêmicos de alto nível.


Não se sabe em que estudos científicos concretos e em que especialistas ecológicos o Pontífice se fundamenta, porque a bibliografia de ambos os textos não cita nenhum documento a esse respeito.

Nesse sentido, é importante lembrar que em 27 de abril pp., 100 cientistas ambientalistas enviaram uma carta a Francisco implorando-lhe que não se deixasse enganar pelos argumentos dos ambientalistas radicais, com conclusões que não foram demonstradas pela ciência ambiental.

A carta acrescenta que ecologistas revolucionários, sob o pretexto de ajudar os pobres, estão, com suas propostas, contribuindo para aumentar perigosamente a miséria no mundo (cfr. “Destaque Internacional”, “Francisco, aventura ecológica e lacuna científica”, 22-7-15).

5. No Vaticano, em outubro de 2014, realizou-se o 1º Encontro Mundial de Movimentos Populares. Nesse evento, os dirigentes receberam do Papa Francisco palavras laudatórias.

O crucifixo marxista blasfemo, símbolo da aliança do comunismo bolivariano e o pontificado de Papa Francisco
O crucifixo marxista blasfemo, símbolo da aliança
do comunismo bolivariano e o pontificado de Papa Francisco
Foi uma espécie de “beatificação” publicitária, e em vida, de atuantes figuras revolucionárias de inspiração marxista — sui generis “beatos” de uma espécie de “igreja ao revés”, contrária à doutrina social da Igreja defendida por antecessores ​​de Francisco (cfr. “Destaque Internacional”: “Francisco, ‘beatificação’ publicitária de revolucionários e ‘tempestade social’”, 2-11-13.
A respeito, veja também: Nelson Ramos Barreto, “Encontro Mundial de Movimentos Populares no Vaticano”, 12-11-14)



6. Em seu discurso em Santa Cruz de la Sierra, Francisco reconhece que “nem o Papa nem a Igreja têm o monopólio da interpretação da realidade social.”

Assim sendo, não se entende como o Papa Francisco rodeia-se de líderes revolucionários, assume as suas ideias como sendo boas e dá-lhes apoio praticamente incondicional, sem sequer ouvir especialistas conceituados que defendem com dados concretos que a propriedade privada e a livre iniciativa têm sido fonte de progresso social e de redução da pobreza no mundo inteiro; e que, pelo contrário, o socialismo tem sido — como na Cuba comunista [foto acima] e na Venezuela bolivariana [foto abaixo] — um sistema econômico intrinsecamente produtor de miséria. Desse modo, no 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares, Francisco agiu como companheiro de viagem de atuais líderes comuno-católicos e do comunismo.



7. Nesse sentido, horas antes do referido discurso, em La Paz, o presidente Evo Morales havia ofertado a Francisco, juntamente com o Condor Andino, a condecoração Luis Espinal — em memória de um padre revolucionário assassinado na década de 1970, cuja medalha contém uma representação blasfema de Jesus Cristo sobre a foice e o martelo, símbolos do comunismo.

Trata-se de uma medalha que reproduz uma escultura em madeira feita pelo Pe. Espinal. Uma réplica em tamanho natural de tal escultura também foi ofertada a Francisco.

8. Essa condecoração com a medalha blasfema parece ser um símbolo tragicamente premonitório dos rumos que vai tomando no plano político-social o pontificado de Francisco.

Segundo informou a agência de notícias católica ACI, o Papa decidiu deixar as condecorações recebidas aos pés da Imagem de Nossa Senhora de Copacabana, Patrona da Bolívia.

Tais condecorações para ele representariam “símbolos de carinho e proximidade” recebidos com “afeto cordial e generoso” do presidente Evo Morales (cfr. ACI, 10-7-15.

9. “Destaque Internacional” difundiu vários editoriais e artigos com análises críticas de atitudes semelhantes e populistas de Francisco, que causaram perplexidades nos defensores da liberdade de expressão em todo o mundo.

Disponibiliza para os leitores interessados alguns links para o livre acesso a esses textos respeitosamente críticos.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O Tribunal Constitucional da Bolívia recusou a despenalização do aborto pedida por um coletivo de grupos feministas, segundo noticiou o jornal parisiense “Le Monde”.

“O aborto é um crime” e “esta decisão do Tribunal Constitucional é um reconhecimento do direito à vida”, declarou o ministro Gualberto Cusi, no dia 13 de fevereiro.

O magistrado acrescentou que o acórdão “respeita o interesse da sociedade” e fundamenta-se “no argumento segundo o qual a vida deve ser respeitada desde a concepção”.

domingo, 1 de setembro de 2013

Médicos escravos hoje, e amanhã o que mais virá?

O finado Hugo Chávez com Raul Castro, Evo Morales e Lula da Silva:
medicina cubana não salvou o venezuelano e quase matou Fidel
Helio Dias Viana (*)
Os médicos cubanos favorecidos pelo programa “Maus Médicos” do governo federal — como já vem sendo chamado — ocuparão lugares de médicos brasileiros.

Estes últimos serão dispensados por algumas prefeituras para as quais os cubanos ficarão mais baratos, pois além de se dispensarem de pagar salários mais elevados a profissionais brasileiros, a bolsa de 10 mil [cuja quase totalidade irá para o regime comunista de Cuba!] será totalmente custeada pela União.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

“Justiça indígena = Justiça islâmica”: fórmula do populismo esquerdista

Cenas da humilhação e suplício de Orlando Quishpe
no Equador. Fonte: "El Comercio", Quito

Enquanto o presidente Lula tentava tirar o corpo de dissuadir o apedrejamento de Sakineh Mohammadi (mais dez pessoas estão na sinistra lista) a imprensa noticiava fatos que ajudam a compreender por que o presidente petista relutava em fazer uma démarche decisiva junto a seu par iraniano.

É que os presidentes amigos sul-americanos do petismo estão instalando em seus países sistemas análogos de cruel execução, em nome das “culturas indígenas”.

Em Uncia, Bolívia, por exemplo, quatro policiais foram apedrejados, rematados a pauladas e enterrados de bruços, aplicando a “justiça comunitária” indígena reconhecida pela Constituição do presidente Evo Morales.

No Equador, onde a “justiça indígena” foi aprovada pela Carta de 2008, Orlando Quishpe, 21 anos, recebeu chibatadas de urtiga amarrado a um pelourinho. Só não foi enforcado por causa dos apelos do presidente Correa.

Cenas da 'justiça indígena'
na Bolívia. Fonte: imprensa boliviana
Em julho, duas pessoas foram queimadas vivas em Orellana, segundo a mesma “justiça” que agora é constitucional.

Se amanhã, execuções semelhantes reviverem oficialmente no Brasil, não será de espantar, pois o indigenismo comuno-missionário da Funai e do Cimi, braço indigenista da CNBB, promove nova queda em cruel primitivismo sob pretexto de “cultura”.

A final de contas também é um “direito humano” dos indígenas e de suas culturas!!!


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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rússia vai instalar base na Amazônia que será “maior aeroporto da Bolívia”

Aeroporto de Chimboré, fonte: Google Maps

O presidente socialista boliviano Evo Morales anunciou com euforia que a Rússia vai instalar na Bolívia uma base que será “centro para a manutenção dos aviões russos que voam na América do Sul”, informou a imprensa nacional , com base em despacho da France Press.

Oficialmente não se tinha notícia desse trânsito de aviões russos no continente. Mas, a perspectiva é que venha a ser intensa, se é que não está havendo já em surdina ou na ilegalidade.

A base será construída em Chimboré, província de Cochabamba, ao pé dos Andes e já em região amazônica. A Rússia aproveitará as instalações deixadas no local pela agência antidrogas americana (DEA), expulsa do país pelo líder bolivariano.

Chimoré fica no centro geográfico da Bolívia, e portanto do continente sul-americano. Desde ali, os russos poderão atingir quase qualquer ponto do território brasileiro.

Há dois meses, o presidente Lula visitou essa recôndita localidade cujas atividades são em geral pouco conhecidas. Ali foi recebido festivamente pelo líder socialista boliviano.

O presidente Lula em Chimboré, foto Ricardo Stuckert - PR

“Esta pista pertencia aos gringos, e é agora dos bolivianos”, festejou Morales. Em fevereiro, segundo o “Correio Braziliense”, o presidente boliviano assinou “importantes acordos de cooperação militar e energética com Moscou”.

Desconhece-se o que é que a Bolívia ofereceu à Rússia, exceção feita de seu território e matérias primas estratégicas, das quais precisa o Kremlin para reconstruir o potencial militar nuclear dos tempos da falida URSS.

Segundo Morales, em Chimoré será construído o “maior aeroporto da Bolívia”, e a cidade transformar-se-á em “pólo de desenvolvimento regional”. Descontando eventuais euforias verbais, fica a pergunta: o que é que os russos vão montar lá para fazer da pequena localidade um centro de intenso tráfego aéreo? Quantos russos serão transportados para Chimoré?

A “cooperação energética” com a Rússia e com o Irã não é segredo para ninguém: esses países querem urânio e materiais nucleares para construir ou reconstituir seu arsenal de armas atômicas.

Se o plano se desenvolver, a segurança do continente vai ficar abalada, pois obviamente, outras potências mundiais, inimigas ou amigas da Rússia e do Irã, quererão se aproveitar das instalações ou quererão se opor a elas.

Morales acrescentou que assim que o aeroporto de Chimboré for ampliado, constituirá “uma alternativa aos demais aeroportos da Bolívia para a importação de produtos”. Sugeriu assim que o interesse de expansão russo é premente.

Morales estranhamente não quis especificar se os aviões russos serão civis ou militares. O esclarecimento era indispensável, aumentando as suspeitas de um uso com forte dose militar.

Obviamente a UNASUL nem se interessou por saber o que lá vai ser feito. A única indignação é com a Colômbia porque tem acordos de uso de bases com os EUA.

Dois pesos e duas medidas que podem trazer funestas conseqüências para o Brasil e o continente todo.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Fantasmagórica Unasul e a Rússia de Putin coonestam repressão ditatorial de Evo Morales

Exército da Bolivia tomou Cobija, reduto oposicionista
A Unasul – entidade sem existência legal, e que não foi além de uma carta de intenção ‒ reuniu-se em Santiago do Chile.

A presença do presidente Lula era indispensável para que os líderes de esquerdismo espalhafatoso ‒ Chávez, Morales e Kirchner ‒ não impusessem seu tom e assim revelassem o verdadeiro e radical objetivo da reunião.

A declaração final da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) ratificou a censura dos presentes a toda ingerência externa nos assuntos bolivianos e confirmou o apoio a Evo Morales que chegou em avião venezuelano. A declaração foi assinada pelo presidente-ditador Hugo Chávez que prometera intervir militarmente na Bolívia se Evo caia.

Os milhões de dólares distribuídos sem dissimulo pela embaixada venezuelana aos partidários de Evo seguiam correndo largamente. “A intromissão venezuelana em nosso país é uma vergonha que estamos denunciando há muito tempo”, afirmou o presidente do Parlamento Crucenho, Carlos Pablo Klinsky, em Santa Cruz. “Chávez é o chefe de Evo porque é ele quem dá ao nosso presidente montanhas de dinheiro de Caracas.” (OESP, 16/9/08)

As Forças Armadas da Bolívia tinham manifestado sua “indignacão” pelas reiteradas e “desafortunadas” críticas de Chávez (“El Univeersal”, Caracas, 18/9/08). Mas Chávez na Unasul bancou o democrata e todos fingiram acreditar.

Exército da Bolivia tomou Cobija, reduto oposicionistaCom as costas quentes, Evo (ou o seu mandante) agiu rapidamente. Mandou o Exercito prender um governador e pelo menos mais 10 líderes da oposição em flagrante violação dos procedimentos legais, como nos tempos das famigeradas ditaduras militares.

A seguir armou os “movimentos sociais” (os oposicionistas não são “movimento social” mas “golpe civil” na jerga singular do Unasul) e os mandou cercar Santa Cruz de La Sierra, principal reduto da oposiçao democrática (“golpe civil” em “Unasulês”).

Em coro com os dirigentes da Unasul, também a “democrática” Rússia fez saber que “está observando detalhadamente o desenvolvimento dos eventos na Bolívia. Preocupa-nos o brusco agravamento da situação nos últimos dias” (EFE, 17/9/08). Puro amor à "democracia", é claro.

O presidente Lula muito zeloso por não intervir nos assuntos da soberana Bolívia se disse disposto a enviar ajudas de tipo militar para sustentar Evo. E mencionou “caminhões”, “ônibus” e uma não especificada ação da PF na área de fronteira.

Repressão militar ordenada por Evo, La Estrella de OrienteNesse clima de intimidação, Evo começou um “diálogo” com os oposicionistas, respondendo ao desejo do presidente Lula.

Muito menos ativo foi o presidente argentino. O incêndio em casa vai longe. As revelações da mala de dólares enviados por Chávez para a eleição “soberana” e “democrática” da presidente argentina estão pondo a nu uma manobra internacional do mais baixo nível.

Muito “democrático” anda também o coronel golpista Hugo Chávez. A organização Human Rights Watch elaborou um trabalho de centenas de páginas documentando que na Venezuela esses direitos humanos já não tem quem os garanta.

O Judiciário perdeu toda independência, estando ocupado por simples partidários do onipotente e vulcânico chefe de Estado.

Em poucas horas, muito democraticamente o diretor para as Américas do Human Rights Watch (HRW), José Miguel Vivanco foi expulso do país.

Estripulias esquerdistas quase caricatas como estas de Hugo Chávez e colegas causariam espanto e provocariam reações internacionais muito fortes.

061113, Lula e Hugo Chávez, inauguração ponte sobre Rio Orinoco, Wilson Dias-ABrMas no bailado político sul-americano Chávez se exibe à esquerda e tendo à sua direita (à direita, é preciso sublinhar à direita, sobre tudo para americano ver) o presidente Lula.

Aquela mídia sempre perspicaz para favorecer à esquerda faz notar então o efeito “moderador” do fato do presidente brasileiro se posicionar à direita do ardido presidente-ditador e companheiro venezuelano.

O efeito anestesiante deste bailado, de momento tem funcionado. Mas, até quando?


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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Oposição quer o socialismo e o comunismo fora da Bolívia. Agentes cubanos e venezuelanos devem sair, diz

Grafitti contra Evo, centro Santa Cruz
Numa data que reaviva “Traumas de um outro 11/9” [queda de Salvador Allende em 1973] segundo “O Globo” (11/9/08) fontes de Itamaraty habitualmente bem informadas do que se passa no miolo do governo boliviano julgam que “a situação está preta” para Evo. (O Estado de S. Paulo, 11/9/08).

Para as mesmas fontes as forças armadas bolivianas “não obedecem a Evo”, como ficou patente na desproteção do gasoduto que exporta gás para o Brasil.

O fornecimento de gás está interrompido em proporções incertas. Cada fonte avança a percentagem que mais lhe serve. Para o Itamaraty “as Forças Armadas estão, na prática, insubordinadas”.

Protestos anti-socialismo, Santa CruzSegundo a “Folha de S. Paulo” (11/9/08) o presidente Lula está muito preocupado com a sorte do seu colega boliviano. O governo oficialmente manifestou que se solidariza com o presidente boliviano

Para o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que muitas vezes antecipa as posições do presidente Morales, a situação é “grave”.

Evo Morales num gesto de exagero que evoca os últimos dias de Salvador Allende expulsou o embaixador americano. Marco Aurélio, como acostuma o petismo diante de gestos do gênero, achou que esse gesto era “um problema interno” desviou o assunto para o jogo Brasil x Bolívia. (O Estado de S. Paulo, 11/9/08). O 0-0 trouxe certo alivio para o governo de La Paz.

Chávez e socialismoNa Venezuela, o presidente Chávez voltou com seu realejo obsessivo sobre “golpes” americanos ou capitalistas. Em “solidariedade” com o seu pupilo Evo Morales expulsou o embaixador americano na Venezuela (“La Nación”, 11/9/08).

O jornal “Los Tiempos”, de Cochabamba, (8/9/08) informou que os opositores anunciaram a expulsão dos funcionários cubanos e venezuelanos trazidos por Morales. Neste contexto também foram fechadas as fronteiras e alfândegas com Brasil, e ocupados os escritórios de migração, como se temessem que de países vizinhos chegassem ativistas ou subversivos.

Os oposicionistas bloquearam estradas nas regiões de Santa Cruz, Beni, Tarija e Pando. Em revide, partidários de Morales anunciaram que bloqueariam o acesso de alimentos a Santa Cruz.

Oposicionistas em Santa CruzEm Beni, região amazônica, os oposicionistas interditaram entradas e saídas do Brasil.

El presidente da oposicionista Unión Juvenil Cruceñista, David Sejas, disse que foi dado um prazo de três dias aos médicos e pedagogos cubanos e venezuelanos para abandonarem os departamentos de Beni, Pando, Tarija y Santa Cruz para que estes fiquem “territórios livres do comunismo”. A exigência inclui os funcionários consulares.

O dirigente da Unión Juvenil Beniana (UJB) José Luis Peña confirmou que em Trinidad, capital de Beni, já “começou o rastreio” dos cubanos e venezuelanos que estão no departamento com serviços que têm “intenção dupla”. Na Radio Panamericana, Peña acrescentou que esses estrangeiros “têm mentalidade comunista” (“Los Tiempos”, 8/9/08).

Desde Caracas, Chávez bravateou estar disposto a ir defender Morales e acusou os EUA de tramar um golpe contra ele e contra Evo.

Para “Los Tiempos” “o tempo se esgota” e “é urgente frear a acelerada marcha do país para iminentes cenários de gravíssima confrontação interna”.

Oposicionistas de TarijaPara “El Deber” de Santa Cruz de la Sierra (9/9/08) é improcedente falar de “complô”, “golpe civil”, “movimento subversivo” ou outra teoria conspiratória. O que acontece, comenta, é que no cone sul-americano, as forças socialistas estão “tumultuosas e descontroladas. (…) Socialismo y socialistas aparelharam os regimes de governo e os dissidentes estão sendo escorraçados (...) Desse socialismo entronizado no cone sul-americano e mais um pouco ainda, o chefe do governo boliviano, Evo Morales, é o filho mimado, o figurino de filme. Os governantes de países vizinhos que sintonizam na mesma onda vêm no seu colega Evo um enviado providencial, um articulador da grande pátria socialista que na velha Europa teve uma existência rumorosa e esmagadora, mas no fim, efêmera.”

Desfile tipo sovietico, Riberalta, Lula-Evo-ChavezO “Correo del Sur” de Sucre (11/9/08) apresenta um longo e pormenorizado panorama do descontentamento que incendeia dois terços da Bolívia. Já se fala em 8 mortos e dezenas de feridos.

“O povo crucenho é contra a imposição de forma ditatorial de um regime socialista com tendências comunistas”, afirmou Richard Romero, empresário, que participava de uma das manifestações em Santa Cruz de La Sierra, informou “O Estado de S. Paulo” (11/9/08).



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