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| Farmacêuticos uruguaios na mira dos narcotraficantes. |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Cinquenta farmácias uruguaias manifestaram no mês de junho (2016) disposição de vender maconha em suas lojas.
Elas acompanharam a decisão libertária do governo do presidente bolivariano e ex-guerrilheiro José Mujica, aprovada em 2012 e ainda em vias de implementação.
Porém, dois anos e meio após a aprovação da lei de produção e comercialização legal da droga, essas farmácias verificaram terem-se metido em uma perigosa enrascada, segundo informou o jornal “Clarín” de Buenos Aires.
O pretexto da imoral lei foi combater o narcotráfico, considerado o principal agente do crescimento da violência e da insegurança. O sofisma aduziu que legalizando a droga se tiraria mercado aos narcotraficantes.
Pois, dizia, os drogados deixariam de frequentar locais onde se comercializa a maconha e outras drogas ainda mais perigosas, locais esses que são cenário habitual de crimes violentos.


