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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Cuba: não há nem farinha para hóstias

Motoqueiro circula por rua lixão queimando em Havana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Na Cuba comunista nem há farinha para produzir hóstias noticiou “Infocatólica”. 

Esse é mais um tenebroso sintoma do colapso do socialismo. Acresce que o turismo estrangeiro – ultima fonte de recursos para a ditadura – entrou em agonia, observou “Clarín”. 

Os voos estão suspensos, os hotéis fechados e os turistas não aportam os dólares que eram o último oxigênio para uma economia terminal.

Eventual invasão dos EUA é só uma esperança para os sofridos cubanos se o presidente Trump levar a sério suas próprias palavras.

segunda-feira, 30 de março de 2026

“Genocídio silencioso” em Cuba

Apagão quase permanente
Apagão quase permanente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Observatório Cubano de Conflitos (OCC) registrou um recorde de protestos contra a ditadura socialista.

Segundo essa ONG, desde agosto 2025 há mais de mil por mês.

As motivações mais comuns foram contestações ao Estado policial, contra a falência do sistema de luz, água e serviços essenciais e falhas na saúde pública diante de as epidemias generalizadas de dengue, chikungunya e outras arboviroses.

O OCC conclui que “a forma como a elite do poder fomenta essa catástrofe configura um genocídio silencioso, com um número ainda indeterminado de mortes”, noticiou a “Gazeta do Povo”. 

'Genocidio moral' do povo cubano
'Genocídio moral' do povo cubano
De acordo com o documento da ONG, em outubro houve 1.249 protestos, denúncias e ações cívicas em toda a ilha, contra 1.121 registrados em setembro e 1.023 em agosto, que também haviam atingido patamares recordes.

Entre esses atos o OCC inclui postagens e vídeos com críticas ao regime cubano nas redes sociais.

A ONG citou o exemplo da técnica em prótese dentária Anna Sofía Benítez Silvente, de 20 anos, que “apareceu em vídeos que viralizaram sobre a vida em Cuba” e como consequência “seu serviço de internet foi cortado”.

As motivações mais comuns em outubro foram contestações ao Estado policial (261), manifestações contra a crise contínua no fornecimento de eletricidade, água e outros serviços essenciais (254) e falhas no atendimento de saúde pública (248) diante de epidemias nacionais de dengue, chikungunya e outras arboviroses.

Cuba ao límite de recursos e no colapso energético e a crise política
Cuba ao limite de recursos e no colapso energético e a crise política
“O Observatório Cubano de Conflitos considera que a forma como a elite do poder fomentou essa catástrofe configura um genocídio silencioso, com nove vírus [em circulação] e um número ainda indeterminado de mortes, certamente muito superior às reconhecidas pelos altos funcionários da Saúde Pública”, destacou.

O OCC disse que enchentes e o furacão Melissa intensificaram cortes de energia e destruição de habitações.

“As chuvas torrenciais e o furacão Melissa no final deixaram um rastro de morte e desespero, tanto pelos desabamentos quanto pelas inundações em toda a ilha”, concluiu.


segunda-feira, 23 de março de 2026

Cuba em queda libre no precipício socialista

Cuba colapsa
Cuba colapsa
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Da usina elétrica que fornecia energia aos bairros pobres de Havana só fica uma carcaça enferrujada e o os apagões duram 14 ou 15 horas por dia.

As fábricas pararam.

“A comida — quando há —estraga”. Os vizinhos cozinham na rua queimando lenha ou lixo, cota “Clarín”. 

“Os cartões de racionamento são inúteis, pois não há comida e a importada tem preços exorbitantes.

A pensão mensal é de menos de R$ 35, mas uma caixa de 30 ovos custa R$ 40.

Para comprar gasolina, é preciso agendar três semanas antes e fazer intérminas filas para conseguir uma quantidade mínima.

Sem coleta de lixo, multiplicam-se as doenças. Remédios só se vindos do exterior.

O turismo se esfumou e 2,75 milhões de cubanos deixaram o país desde 2020.



segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Cuba afunda nas trevas do nada

Cubanos fazem uma sopa na rua em Havana
Cubanos fazem uma sopa na rua em Havana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Milhões de cubanos iniciaram uma escura fase sem eletricidade nas suas casas de vários dias sendo imprevisível quando ela acabará definitivamente, registrou reportagem do “La Nación”.

O “camarada socialista” responsável pela eletricidade do país, Lázaro Guerra, confirmou que o sistema elétrico nacional colapsou, acrescentando que o desastre só era parcial.

Porém nada prometeu sobre quando voltaria a energia inclusive na capital de Havana com quase dois milhões de cidadãos mais do que favelizados.

As falhas em série na rede elétrica mostrou o evidente: o governo não pode restaurar a energia aos residentes exaustos debilitados por grave escassez de alimentos, medicamentos e combustível.

O furacão Oscar serviu de para-ventos acenando para uma “situação extremamente perigosa” no leste de Cuba que já estava sem eletricidade nem comunicações antes da tempestade que trouxe ventos de até 160 quilômetros por hora.

A rede elétrica nacional de Cuba iniciou sua série de colapsos na semana passada. Logo as autoridades falaram de restauração parcial do serviço logo antes de anunciar outro colapso.

Vários vídeos de protestos na capital apareceram nas redes sociais sem se verificar a autenticidade.

Não houve telefones nem Internet cujo tráfego caiu drasticamente no país todo.

Apagão em Havana, não é execional num universo de carências
Apagão em Havana, não é excepcional num universo de carências
O fato é que a rede nacional está decrépita e os apagões cada vez piores são indissimuláveis.

O governo culpa o embargo comercial dos EUA, a Donald Trump, e faltas peças para operar as destilarias de petróleo.

A nomenklatura comunista cubana culpa os “gusanos” anticastristas refugiado em Miami, publicou “Clarín”.

O povo está acostumado a essas mentiradas aduzidas há 65 anos. Ele sabe que em Cuba tudo cai de podre.

Aqueles que alertaram para a putrefação da infraestrutura e pediram a modernização, nunca foram ouvidos. E o antigo sistema de usinas continuou caindo aos pedaços.

Os radicais do socialismo acham que esse é o preço a pagar para manter seu poder a salvo das “deformações anti-revolucionárias”.

Hugo Chávez injetou petróleo para não ver um McDonald's em Havana, segundo disse mais de uma vez.

Castro ganhou auxílios da presidência de Barack Obama que trouxe alívio para o culpabilizado bloqueio e com a abertura de rotas turísticas para aposentados norte-americanos expandindo Lula pagou um bilionário porto em Mariel. Mas não era o embargo, o Covid-19 parou o turismo e não há o que exportar em Mariel.

Central elétrica flotante no porto de Havana
Central elétrica flotante no porto de Havana
Chávez morreu e a Venezuela continuou caindo numa ruína que disputa em horror da cubana.

A abertura de inversões que sucedeu, a inflação atingiu três cifras, os protestos de 2021 foram castigava com penas extraordinárias, o turismo de burgueses aposentados americanos não voltou e tudo indica que sem energia não voltará mais.

Pelas cifras oficiais a população caiu de 11.181.595 em dezembro de 2021 a 10.055.968 no mesmo mês de 2023. Em 2024, estaria abaixo dos 10 milhões.

Especialistas como Juan Carlos Albizu-Campos, do Centro Cristiano de Reflexão e Diálogo em Cuba, afirmam que só ficam 8,62 milhões. Assim, um quarto da população escapou nos últimos anos.

Precede à Venezuela que caminha para perder dez milhões de habitantes.


segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Cuba diminui a ração de pão e troca a farinha por gesso

Filas por todo lado para conseguiir o pão racionado e 'engessado'.
Filas em toda padaria para conseguir o pão racionado e 'engessado'.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A miséria em que o comunismo jogou o povo cubano cada dia bate um recorde in-imaginado. Agora, o governo cubano ordenou a redução do peso do pão incluído na cesta básica alegando a falta de farinha de trigo no país, noticiou “Poder 360”.

A medida, corta 1/4 do peso do pão que era de 80 gramas para 60 gramas. A disponibilidade desse pãozinho à população também deve ser afetada.

Acresce que a mesma ditadura ordenou a substituição do trigo por gesso deixando a proporção à discrição das padarias do Estado que o fabricam. Os pãozinhos assim chegam a ser quase tão duros como uma pedra.

A decisão da ditadura de Havana acontece num contexto crônico de escassez de ingredientes essenciais no país, mais especialmente daqueles que tem uma produção doméstica insuficiente, o que quer dizer quase todos.

O governo cubano, fez soar como sempre o ritornelo do embargo comercial dos EUA, culpando-o da falta de farinha e de dificultar as transações financeiras internacionais de Cuba.

Pão racionado é misturado com qualquer coisa para fazer volume
Pão racionado é misturado com qualquer coisa para fazer volume
A situação veio a se somar à falta de inúmeros produtos, notadamente dos combustíveis e dos medicamentos.

Moradores de Cuba declararam sua insatisfação à agência Reuters, queixosos pela “nova” política, que na realidade é aplicada há décadas em toda espécie de gêneros.

Mas a população ficou forçada a se resignar. Um protesto mais sonoro pode lhes custar a repressão e a prisão. “Temos que aceitar, o que mais podemos fazer? Não há escolha”, declarou uma moradora do país.

Foi mais uma restrição de um produto essencial acontecida em 2024.

Resignação fatalista à carência de tudo
Resignação fatalista à carência de tudo
Em março, o governo de Havana anunciou o racionamento de energia para evitar um colapso na ilha por conta da falta de combustível e da apodrecida rede de transmissão.

Cuba é o modelo de anti-consumismo aplaudido pelo comuno-progressismo católico que tende para uma miséria de tipo tribal, aplaudido pelas esquerdas latino-americanas.


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Agonia nos prédios cubanos prestes a desabar

Moradores vão dormir sem saber se amanhã vão acordar
Moradores vão dormir sem saber se amanhã vão acordar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O maior medo de Bacyán é morrer com sua filha Lesyanis sob os escombros do prédio onde moram em Havana Velha, se o prédio desabar.

Porque esses desastres costumam acontecer na cidade protótipo do socialismo do século XXI, e ela é um dos 300 inquilinos do arruinado Edifício Cuba, localizado no coração da cidade, segundo descreve reportagem do “La Nación”.

Elisa, 51, vive num dos 700 prédios em Havana catalogados em estado crítico. No final de 2020, 37% das 3,9 milhões de casas do país estavam em condições técnicas razoáveis ou ruins, segundo estatísticas oficiais. O governo nada faz pois, no fim, estão no maravilhoso mundo novo...

Nós vamos para a cama com medo de não amanhecer. Perdi um filho (de uma doença terminal) e não gostaria de perder minha filha também”, diz Bacyán.

O edifício tem seis andares, foi construído em 1940, e foi subdividido em 114 quadrículos para 92 famílias, que não pagam aluguel ao Estado socialista.

Em troca o socialismo o deixou apodrecer: telhados, colunas e muros exibem vértebras metálicas corroídas, pisos afundados, escadas quebradas, rachaduras e vazamentos por toda parte.

Nos tempos da propriedade privada foi um prédio elegante, segundo lembram velhos vizinhos, mas hoje restam apenas ruínas do que foi.

Em Havana, o igualitarismo faz milagres até o prédio cair
Em Havana, o igualitarismo faz milagres até o prédio cair
As crianças não podem nem brincar, porque de vez em quando um pedaço do prédio cai”, explica Bacyán, com lágrimas.

Os desabamentos são comuns nos municípios de Havana, e pasma ver que alguns edifícios em estado deplorável ainda resistem.

Ocasionalmente alguns elementos desses edifícios desmoronam, como aconteceu em janeiro de 2020 com a varanda de um prédio no bairro Jesús María de Havana Velha, causando a morte de três meninas.

O Edifício Cuba “tem danos estruturais desde as fundações até o telhado” e “não é recomendável que as pessoas vivam lá”, porque “desmoronamentos parciais continuarão a ocorrer”, diz o especialista, mas não têm onde ir pois o governo decide tudo e não lhes dá nada.

A deterioração deste edifício e de outros em Havana é afetada pela construção de “mezaninos”, novos banheiros e tanques de serviço, que aumentam substancialmente as cargas do edifício.

Em 2021, houve 146 desabamentos na temporada de furacões, de junho a novembro. As primeiras chuvas provocaram esboroamentos parciais e dois totais em Havana e a morte de um homem, segundo a mídia oficial sempre elogiosa do regime

Cary Suárez, 57, chegou ao Edifício Cuba em 1997, depois que o prédio onde morava desabou, quando levava os filhos para a escola. Sua mãe morreu no desastre.

Por cinco anos, Francisca Peña, 54, liderou os esforços para que as autoridades “tomassem medidas sobre o assunto”, mas isso não faz parte do plano quinquenal marxista.

“Esgotamos todos os caminhos possíveis e não temos resposta”, explica Francisca. Ela admite que a miséria em que vive o país complica tudo.

Ela dorme vestida caso “ter que fugir”, e conta as vezes que todos saíram aterrorizados várias vezes pelos corredores diante do barulho que fazia o prédio.

Prédios afundados no outrora prestigioso Malecón deixaram buracos como dentes que cairam de uma dentadura sem dentista
Prédios afundados no outrora prestigioso Malecón deixaram buracos
como dentes que caíram de uma dentadura não tratada por dentista
“Tenho olheiras, não durmo, vivo aguardando um pedaço cair”, diz Luvia Díaz, assistente social de 50 anos, que vive lotada no último andar com seu companheiro, três filhas e um neto.

As chuvas fizeram um bloco do teto de seu quarto desabar sobre uma cama. “Se minha filha estivesse dormindo, uma tragédia teria acontecido”, observa.

No prédio todos contam suas histórias, mas a de “Pumpa”, 31, que se recusou a revelar sua identidade, é de arrepiar.

Aos dois anos, ela aguardava a mamadeira sentada no corredor do primeiro andar, quando um pedaço do teto lhe esmagou a cabeça e teve que passar por uma cirurgia de reconstrução craniana.

“Tenho medo de morar aqui (...) porque na segunda vez não vou me salvar”, diz enquanto tenta limpar a casa in-consertável.

E é para esse “paraíso comunitário” que estão nos levando as esquerdas comuno-progressistas na América do Sul toda!


segunda-feira, 21 de março de 2022

Cuba produz açúcar como em 1905

Usinas de açúcar cubanas caem aos pedazos
Usinas de açúcar cubanas caem aos pedazos
Luis Dufaur
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No Granma, jornal oficial do Partido Comunista Cubano, o diretor da estatal AZCUBA, Tomas Aquino, afirmou que a safra de açúcar não cumpriu 30% previsto para janeiro.

Ele culpabilizou às “más condições de infraestrutura e organização” do país socialista. A nota oficial pretende dissimular os fatos reais.

O país sofre há décadas de carência de insumos e peças de reposição, e desconhece ou desrespeita a boa organização e o planejamento. Os trabalhos se fazem com maquinarias escassas e vetustas de muitas décadas, quando não é no trabalho manual e a tração animal, escreveu em Miami o “Diário de las Américas”.

As autoridades deploram que não há baterias, pneus, partes e peças das máquinas e culpam os responsáveis das empresas agrícolas por não conseguir “emprestadas” essas peças.

A verdade é que nos últimos anos, segundo informa a BBC News desde 2010 pelo menos, a produção de açúcar, a maior de Cuba antes do socialismo, atingiu os níveis de 1905.

Informa o “Diário de Cuba” que seis entidades canavieiras estão fora de serviço em Ciego de Ávila e três não têm baterias para seus periclitantes veículos.

O vice-primeiro-ministro, Jorge Luis Tapia Fonseca, acha que se poderia resolver o caso solicitando as peças “em empréstimo aos ministério dos Recursos Hidráulicos, da Construção, ou até mesmo da Agricultura”. Do contrário a colheita não será colhida nos volumes desejados pelo Partido Comunista.

Estatal do açúcar chora para conseguir 'emprestada' peças para sua maquinária
Estatal do açúcar chora para conseguir 'emprestada' peças para sua maquinaria
O ministro acrescentou que sem essas máquinas não haverá açúcar nem para os moradores e produtores da província”.

Dos antiquados caminhões que deveriam estar disponíveis, 28 estão parados, e sete com problemas nas baterias.

O corte da cana naufraga na dispersão pela área e não há sistema que agilize a colheita. Falta água e os trens não funcionam.

O corte manual tem baixos rendimentos pela invasão do capim e nem a tração animal supre a falta de maquinaria.

Há muito há mau preparo do solo, e só pouco mais da metade da terra foi preparado.

A precariedade que sofrem os camponeses é tamanha que reclamam ao vice-primeiro-ministro cubano Jorge Luis Tapia Fonseca calçados e roupas para o trabalho agrícola.

A maior usina de açúcar do país, em Ciego de Ávila, iniciou a safra com uma dívida equivalente a mais de três milhões de dólares ao câmbio oficial, uma fortuna no país.

O governo marxista excerce um monopólio radical batizado com o sintomático nome de “Acopio”. Os agricultores devem vender-lhe grande parte de suas colheitas a preços impostos pelo Estado.

Até as próprias autoridades criticam com frequência a ineficiência de “Acopio”, que é uma das entidades mais impopulares da ilha. E tal vez das mais corruptas, se isso for possível

Não só falta açúcar, mas o país sofre a pior crise alimentar até agora vista em um século, com grave escassez de bens de primeira necessidade, especialmente alimentos e remédios.

Um dos 47 novos agromercados onde não há nada à venda, La Habana
Um dos 47 novos agromercados onde não há nada à venda, La Habana
Para acalmar os protestos o Governo anunciou a abertura de novos agro-mercados em Havana, informou o “Diário de Cuba”.

A reação popular ficou sintetizada na expressão: “é coisa de ficção científica”, pois os tais “agromercados” não passam de banquinhas com grandes cartazes, totalmente vazias e sem atendentes.

Para explicar o desastre crônico, já em 2010 o jornal comunista Granma reconhecia que “desde 1905 o país não tem uma campanha açucareira tão pobre”, segundo cita a BBC News.

Cuba foi capaz de produzir mais de 8 milhões de toneladas, com 150 engenhos de açúcar que eram a principal fonte de trabalho e renda do país. Porém, o produto ia sobre tudo para a União Soviética.

A meta de 2022 foi estabelecida pelo PC em 10 milhões, cifra que dificilmente será atingida.

Quando essa caiu, Fidel Castro fechou mais da metade das usinas e os canaviais foram substituídos pelo cultivo premente de alimentos e dezenas de milhares de trabalhadores foram “reeducados”.

A indústria estatal cubana de açúcar ficou semi-destruída e os canaviais invadidos pelo capim.

Com essa miserabilização, certamente nunca veremos por Cuba progressistas de igreja, ecologistas ou esquerdistas que entre nós são acérrimos críticos do agronegócio dos produtores privados e que dão de comer à humanidade


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Terrorismo islámico e Teologia da Libertação se abraçam na Nicarágua

Mohsen Rezai, vicepresidente doe Irã procurado por atentadso cna Argentina
Mohsen Rezai, vice-presidente doe Irã procurado por atentados na Argentina
Luis Dufaur
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A posse como presidente pela 5ª vez de Daniel Ortega, não só confirmou a ditadura do ex-guerrilheiro sandinista à desditada Nicarágua. Ela revelou para além das aparências o esforço de reconstituição das esquerdas que tentam abalar o mundo ex-cristão.

A pedra de toque foi a presença do vice-presidente de Assuntos Econômicos da República Islâmica do Irã, Mohsen Rezai. Ele compareceu como chefe da delegação enviada pelo presidente Ebrahim Raisi, líder religioso “conservador” outrora encarregado das execuções no país e hoje procurado internacionalmente, segundo informou “Clarín”.

Ele é um dos líderes iranianos acusados de autores intelectuais do ataque terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, que causou a morte de 85 pessoas e feriu centenas nas ruas e vizinhanças em julho de 1994.

O terrorista islâmico procurado pela Interpol deu grande abraço a Daniel Ortega o combatente apoiado pela Teologia da Libertação.

Os extremismos xiita (que se diz fiel ao Corão no ódio ao cristianismo) e o cristão de esquerda não só mostraram sua afinidade profunda mas convidaram entre outros ao ditador de Cuba marxista Miguel Díaz-Canel.

Na festa fraternal representava o governo argentino, seu embaixador em Manágua Daniel Capitanich.

O governo de Fernández, como também o movimento peronista que o sustenta pretende ser nacionalista e pôr os interesses de seu país e seus habitantes por cima de tudo.

Mas a Argentina foi gravemente atingida por dois ferozes atentados assassinos encomendados e praticados por terroristas iranianos.

Ministro iraniano Mohsen Rezai indiciado por atentados assassinos, Nicolás Maduro e o cubano Miguel Díaz-Canel apoiando o ditador guerrilheiro Daniel Ortega
Ministro iraniano Mohsen Rezai indiciado por atentados assassinos,
Nicolás Maduro e o cubano Miguel Díaz-Canel apoiando o ditador guerrilheiro Daniel Ortega
E esses crimes foram sempre acobertados pelo mesmo governo nacionalista-peronista durante as investigações do crime. Mais uma contradição ovante do nacionalismo populista argentino.

Também se exibiu o ditador marxista-chavista Nicolás Maduro que jogou seu país em atroz miséria com a bênção do Papa Francisco.

O pontífice diz dar prioridade aos pobres, e outrora disse deplorar a massacre feita pelos iranianos em Buenos Aires onde era bispo.

Rezai foi Comandante da espécie de SS xiita, o Corpo dos Guardiões da Revolução-Pasdaran entre 1993 e 1994.

Rezai tem como cúmplice principal do massacre da AMIA a Ahmad Vahidi, que também tem mandado de prisão internacional da Interpol, e é ministro do Interior do Irã.

Durante o governo de Cristina Kirchner, Vahidi fez várias viagens à Bolívia e à Venezuela sem ser preso.

Para assistir ao evento Mohsen Rezai fez uma extensa viagem driblando os espaços aéreos dos países que o procuram, em complicados desvios desde Teerã e escalas na Mauritânia e em Caracas.

Assim descreveu o diretor da Fundação para a Defesa da Democracia (FDD) Emanuele Ottolenghi, também experto em antiterrorismo, informou “La Nación”.

Não faltaram delegações da China e de “países bandidos” como a Coreia do Norte. De acordo com a agência AFP, se exibiram representantes da Rússia, do Vietnã, de Laos, de Camboja, da Turquia e da Bielorrússia.

O vicepresidente iraniano fez combinações com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na Nicarágua
O vicepresidente iraniano fez combinações
com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na Nicarágua
A aparente salada de fatores de caos, esquerdismo e anticristianismo, patenteou a existência de uma organização subterrânea que os une no objetivo de destruir os restos de Cristandade.

Nem os EUA, nem a OEA nem a União Europeia reconhecem as eleições de fachada que deram continuidade a Ortega com 76% dos votos.

Ortega ganhou após prender no cárcere aos candidatos rivais pela presidência e sufocar todas as instituições democráticas. Os únicos candidatos “rivais” eram seus aliados.

No discurso de posse, Ortega voltou ao vetusto realejo antiamericano quase ecoando certos pronunciamentos do Papa Francisco. “Não vamos mais deixar que levem nossas riquezas e vamos buscar juntos projetos comuns para combater a pobreza de nossos povos. O exemplo da Venezuela é um exemplo de força e resistência contra os EUA.”

Mas, o povo venezuelano geme em horrível pobreza criada pelo regime do “socialismo do século XXI”, escreveu a “Folha de S.Paulo”.

Ortega também justificou a matança de mais de 300 oposicionistas durante protestos em 2018, dizendo que foi uma “luta contra o terrorismo interno”.

Os EUA e a União Europeia ampliaram sanções econômicas e diplomáticas contra Ortega e 116 de seus homens instalados no Exército, no Ministério da Defesa e na petrolífera estatal do país.

Prefeitos e outros políticos, promotores de Justiça e autoridades ligadas à polícia não poderão mais entrar em território americano.

A Polícia Nacional foi indiciada por praticar “torturas físicas e psicológicas, aos que se opuseram ao regime de Ortega”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, havia qualificado as eleições da Nicarágua de farsa. E prometeu “ferramentas diplomáticas e econômicas”. O mesmo fez a União Europeia, repetindo ambos as mesmas inocuidades.

O pontificado de Francisco I vem acolhendo com agrado há anos os teólogos que estão por trás da ditadura assassina de Ortega e não teve nada a dizer contra o cenáculo subversivo manchado de sangue.


terça-feira, 14 de setembro de 2021

Jovens pedem tirar a ‘cidadania ilustre’ ao Che Guevara

Na cidade do Che, jovens pedem 'Fora Che Guevara'
Na cidade do Che, jovens pedem 'Fora Che Guevara' e apoiam manifestações em Cuba
Luis Dufaur
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Na cidade de Rosario onde viu a luz o guerrilheiro comunista Che Guevara, um grupo de estudantes da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Nacional de Rosário (UNR) começou a recolher assinaturas para revogar o título de “ilustre cidadão” dado outrora ao criminoso marxista, segundo noticiou “La Nación”.

A iniciativa já conta com o apoio de mais de 15 mil pessoas articuladas na hashtag #FueraCheGuevara. “Pedimos honestidade e coerência à classe política. O povo de Rosario não quer o nome de um assassino em nossa cidade”, expressam.

“Exigimos, acrescentam, que o prefeito renomeie a Plaza del Che (Bv. 27 de fevereiro) com um nome votado pelos cidadãos de Rosario.

“Da mesma forma, solicitamos a retirada do mural guevarista da Plaza de la Cooperación”, conforme o pedido do grupo universitário “Alternativa”.

E acrescentam: “Exigimos que a presidente do Conselho Deliberativo de Rosario revogue o título de ‘ilustre cidadão’ de quem facilitou a subida ao poder dos Castros”.

Mural d0 Che na Plaza de la Cooperación que os jovens querem remover
Mural do Che na Plaza de la Cooperación que os jovens pedem remover
Camila Corina, 21, aluna do quarto ano de Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Políticas da UNR, disse que o grupo “Alternativa” surgiu em junho de 2018 num “ambiente hostil para se expressar livremente”.

Grafites e pôsteres de revolucionários como Che Guevara, Fidel Castro e Mao Zedong dentro da universidade provoca um “rebaixamento da linha” que afeta a educação e a liberdade de expressão, disse ela.

“Somos inimigos de todos os mais de 10 grupos políticos, todos ligados à esquerda mas nenhum de centro ou centro-direita” grupos, que agem na Universidade. “Nós somos o alvo”, disse a aluna de Rosario.

Os estudantes de “Alternativa” decidiram realizar a petição contra a figura de Che Guevara, em sua própria cidade natal, e em meio à escalada de protestos contra o governo marxista de Miguel-Díaz Canel em Cuba.

Apartamento em que nasceu o Che não encontra comprador e vizinhos não querem 'espaço cultural'
Apartamento em que nasceu o Che não encontra comprador
e vizinhos não querem 'espaço cultural'
“Não pode ser que os cidadãos cubanos estejam sofrendo com coisas que o comunismo fez e que essas personagens sejam tratadas como se fossem heróis”, destacou Corina, apontando a figura de Che como um símbolo da ditadura marxista.

A jovem ficou surpresa com o apoio que teve a petição. Até candidatos a vereadores incluíram a iniciativa em seus discursos, em tempo de iminentes eleições.

“Muitas pessoas falaram a favor, estão levantando a voz.

“Nunca pensamos que iríamos receber esse apoio: mais de 15 mil assinaturas que mostram que a última coisa que se quer é reivindicar ditaduras”, frisou.


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Covid reforçou mercado negro do PC cubano


Luis Dufaur
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Em tempo normal, o Estado cubano promete carne bovina às crianças de até 7 ou até 13 anos, dependendo da região. O drama é que a carne não chega e as famílias precisam procurá-la fora da lei. Tudo piorou com o coronavírus.

A médica Dra. Yasmín [os nomes foram alterados para proteger a identidade] só recebeu a entrega subsidiada de março, pouco antes da pandemia. Tampouco conseguiu no mercado negro ou nos camelôs que oferecem meio quilo por dois dólares, preço alto para a miséria geral, conta longa reportagem do “Clarin”.

E a Dra vive em Camagüey, a maior província de Cuba com melhores rendimentos de gado. Nem perto do Matadouro de Nueva Paz se consegue: vai tudo para o mercado negro.

Todos os dias, alguns casais de bolsa e mochila montam em um caminhão. Eles giram o dia todo descendo em cada povoamento para ver se há algo à venda.

A corrupção do governo está ligada à venda de alimentos básicos no mercado negro. Procurar “carne vermelha” é punido por lei com pesadas multas e perda da carteira de motorista. Mas ali entra a máquina da corrupção do Partido comunista.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

No Covid Cuba exportou: mas não foi saúde

Covid foi usado para promover o comunismo a pretexto de saúde
Covid foi usado para promover o comunismo a pretexto de saúde
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Assim que tomou corpo a pandemia, o governo argentino, aliás como outros latino-americanos, falou em trazer médicos cubanos, embora sem se saber sequer se são profissionais.

Qual é a causa do fascínio que exerce Cuba como centro até da medicina, quando sus práticas são uma fraude, perguntou o escritor Carlos Manfroni em “La Nación”.

Cuba é como um ídolo adorado pelo eixo bolivariano, do qual sublinha que exporta saúde para América toda, enquanto deblatera contra os governos de tendência oposta.

Um dos muitos exemplos que dá Manfroni, é José Miguel Insulza, então secretário geral da OEA, que quase implorou que Cuba voltasse à organização, não muito depois de Fidel Castro o ter tratado de “bobinho”.

Por fim, o tirano recusou o convite feito de joelhos, acrescentando toda espécie de injúrias à OEA, observou Manfroni.

Em 16 de abril de 2001, no 40º aniversário da proclamação do comunismo cubano, Fidel Castro garantiu que “sem o socialismo, Cuba não seria um país em que, durante 42 anos, não se conheceu a repressão e a brutalidade policial, tão comuns na Europa”.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Cuba, “a Revolução está perdida”

Miséria e desinteresse pela Revolução em Havana.
Miséria e desinteresse pela Revolução em Havana.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O povo cubano não acredita mais no tal futuro melhor, prometido desde a implantação da Revolução comunista na ilha, conclui longa reportagem do “The New York Times Weekly International”.

Exemplo paradigmático é o de Caridad Limonta, militante de alto escalão no Partido Comunista, além de ter sido vice-ministra da indústria ligeira.

Ela devotou uma fé absoluta à Revolução, e acreditou que F. Castro acabaria com as desigualdades e criaria uma nova e próspera Cuba.

Quando jovem foi enviada a uma universidade soviética num transatlântico lotado de alunos cubanos, todos padronizados, vestidos com as mesmas roupas e utilizando as mesmas malas.

Voltando à Havana em 1981, aplicou o que tinha apreendido na Rússia, e teve de fechar os olhos para os defeitos do regime.

Assim, chegou a vice-ministra, ademais de ter ocupado postos influentes no Partido. Mas ficou espantada ao ver dezenas de milhares de cubanos –los balseros – arriscando suas vidas para fugir da ilha, outrora Pérola das Antilhas.

Cada dia, ela percebia a Revolução envelhecer. As contradições entre a realidade e as promessas se tornaram incontornáveis.

Os hospitais horrivelmente deficientes, paralíticos aguardavam meses e até anos por uma cadeira de rodas.

Caridad Limonta deixou o Partido Comunista e virou 'microcapitalista' costurando berços com restos de serviços de cama dos hotéis para estrangeiros.
Caridad Limonta deixou o Partido Comunista e virou 'microcapitalista'
costurando berços com restos de serviços de cama dos hotéis para estrangeiros.
Os equipamentos hospitalares se desfaziam de podres, não havia remédios, enquanto médicos e enfermeiras viviam de subornos.

Quando ela completou 48 anos de idade teve de ser levada com urgência ao hospital que lhe designou a planificação socialista, na sua cidade Guanabacoa.

Vendo-a em estado grave, os médicos a transferiram para o principal centro de cardiologia de Cuba.

Recebeu o marca-passos de que necessitava, mas só porque tinha um alto cargo na ditadura. A cirurgia à qual foi submetida lhe causou uma infecção quase mortal que a deixou marcada para a vida toda.

Com isso, renunciou ao emprego, à militância no Partido, devolveu o carro que lhe o Estado lhe havia emprestado. Ainda mais. Renunciou à forma de macumba cubana que ela havia praticado como religião, sem obstáculos por parte do regime que se afirma ateu.

Ela via que o apoio à utopia revolucionária também se definhava em muitos outros colegas de outrora. Se ela se queixasse, seria imediatamente perseguida.

Sua opção era fugir, ainda que de modo muito precário, de balsa para a Flórida ou engolir tudo calada, e só pensar em sobreviver.

Recebia arroz e feijão subsidiados, além de uma pensão equivalente a 60 reais mensais, que lhe garantiam uma vida na miséria. Apelou para uma velha máquina de costurar, legado de sua mãe.

Colhia os lençóis descartados pelos hotéis para estrangeiros e montava berços de recém nascidos que vendia secretamente por poucos dólares.

Cautelosamente chegou a ser uma das primeiras ‘capitalistas legais’, tendo sido apresentada com outros tantos do ramo a Barack Obama, quando visitou Havana em 2016, para demonstrar que Cuba respondia à ‘abertura’ propalada.

Mural estragado em Havana encarna carunchamento da Revolução comunista.
Mural estragado em Havana encarna carunchamento da Revolução comunista.
Mas a bonança durou pouco. Ela aguardava que em 2018 viria um presidente que não se chamasse Castro, e fizesse a prometida nova Constituição.

Grande desilusão. Pelo fim de 2018, o filho se somou a uma onda de jovens que fugiu de Cuba. Caridad Limonta precisava da atenção médica gratuita e não podia sair de Cuba.

Seguia levando presentes para o médico como todos os cubanos que querem ser tratados.

Nela, o principal mudou: ela ficou farta da mentira socialista e está certa de que o futuro não será melhor na ilha.

Psicologicamente achatados, com o coração calejado por décadas de privações, os cubanos que ficaram na ilha-prisão acabaram por se adaptar às adversidades, resignando-se à infelicidade. Assim perderam a vontade de uma mudança para melhor.

Nos EUA, os candidatos democratas prometem retomar a frustrada política pró-castrista inaugurada por Obama.

Do outro lado, as posturas conservadoras que ficam na agressividade verbal, mas não acabam com a ditadura, não ajudam aos cubanos como Limonta.

O regime se vinga sobre eles alegando revidar ao que vem dos EUA.

Os homens importantes da nomenklatura comunista, chamem-se Castro ou outro nome, até o novo presidente Miguel Díaz-Canel, aproveitam para se refestelar com o pouco que a ilha tem ou consegue, como bons feitores da “igualdade socialista e revolucionária”.

A reportagem do “The New York Times Weekly International” conclui que “Limonta agora aceita algo que nunca imaginou: para ela, “a Revolução está perdida”.



segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Bispo alerta: Venezuela virou comunista imitando Cuba. Que prelado alerta o Brasil?

Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.
Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O arcebispo de Coro, Venezuela, Mons. Roberto Lückert, denunciou que sua nação foi convertida “num país comunista”.

Porque seus governantes, primeiro Hugo Chávez e depois Nicolás Maduro, copiaram o modelo cubano, precipitando-a numa degradante crise econômica.

“Este é um país comunista, disse o prelado.

“O presidente Chávez disse que ia nos ancorar no mar da felicidade cubana. Agora estamos ancorados, e com âncoras de grande profundidade.

“Eles querem copiar ‘a beleza socialista comunista’ do regime cubano”, alertou o arcebispo, citado pela agência ACI Prensa.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, calculadas em 300 bilhões de barris. Porém, seguindo as pegadas de Fidel Castro, o socialismo destruiu a ordem econômica do país. A inflação atinge patamares que ninguém consegue calcular com certeza.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Milhares de argentinos pedem tirar referências públicas ao “Che” Guevara

Estátua do “Che” repudiada na sua cidade natal
Estátua do “Che” repudiada na sua cidade natal 
Luis Dufaur
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Enquanto a grande mídia internacional dedicava destacados espaços ao cinquentenário da morte do guerrilheiro marxista Ernesto “Che” Guevara, em Rosário, cidade natal dele, milhares de argentinos assinavam uma petição à prefeitura pedindo remover todos os sinais públicos do “legado assassino do comunismo e dessa figura”.

O abaixo-assinado visa especialmente um monumento público do líder subversivo de quatro metros de altura e 1,5 toneladas de peso. Para isso já coletou mais de 19.000 adesões.

Mas também pede à prefeitura de Rosário “que remova todos os monumentos e honras para essa figura” incluindo “uma placa na casa natal, uma pintura mural e um percurso turístico, a nomeação como cidadão ilustre, a dedicação em seu nome de um trecho de uma autoestrada, uma praça e um Centro de Estudos Latino-americanos municipal”.

Também julgam preocupante o anúncio de um selo comemorativo pelo Correio nacional e a dedicação a seu nome da aula magna da Faculdade de Medicina na Universidade Nacional de Rosário.

A “Fundación Bases” que promove o abaixo-assinado afirma que “o legado assassino do comunismo não merece homenagens oficiais de feitio partidário-ideológico financiadas com os impostos de todos os cidadãos”.