terça-feira, 18 de junho de 2019

Índios ampliam lavoura, desafiam controles asfixiantes e desmentem utopias comuno-missionárias

Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O povo paresi da terra indígena Utiariti saiu este ano para a colheita de perto de 4.000 hectares de milho que ele mesmo semeou com atualizada tecnologia.

Em fevereiro, suas modernas máquinas haviam colhido 9.000 hectares de soja, informou reportagem da “Folha de S.Paulo”, rica em informações.

Nove carretas estavam a postos em Campo Novo do Parecis (410 km ao noroeste de Cuiabá), cidade mais próxima, para transportar a produção de soja e vendê-la.

O exemplo é característico de uma feliz integração dos paresis na grande família brasileira.

Trata-se de mais uma amostra que contradiz as ideologias comuno-ecologistas que pretendem mantê-los presos à vida “selvagem” e miserável sonhada pelos teorizadores do missionarismo comunista.

Eles queriam fazer a colheita e a comercialização da safra apesar da oposição do Ministério Público Federal e da falta de licenciamento ambiental junto ao Ibama, noticiou ainda a “Folha”.

Eles estão progredindo e querem melhorar ainda mais para bem de suas famílias, dos filhos e do Brasil do qual se sentem parte viva e inseparável.

No fim do ano passado, os paresis formaram uma cooperativa e encerraram contratos com produtores rurais não brancos, um dos pontos de discórdia com o MPF, explicou a  “Folha”.

Os índios garantem que não usam sementes transgênicas em suas terras, para não ter problema com a lei 11.460.

Se não fosse a punição legal os índios que conhecem a natureza não dariam importância à demagogia ambientalista contra os transgênicos.

No ano passado, por exemplo, o Ibama multou em R$ 128 milhões a diversos produtores indígenas e não indígenas por usá-los.

“Nós preservamos o meio ambiente, nossas terras e tradições. Apenas queremos usar uma pequena parte para nosso sustento”, diz Ronaldo Zokezomaiake, 44, presidente da Copihanama, a cooperativa dos paresis.

“Os índios paresis plantam e produzem com muita competência, demonstrando que podem se integrar ao agro sem perder suas origens e tradições”, tuitou o ministro de Meio Ambiente Ricardo Salles após visitar a terra indígena.

Paresis se defendem “acham que o índio tem de viver no período pré-colonial”
Paresis se defendem “acham que o índio tem de viver no período pré-colonial”
Os paresis receberam uma área total de 1,5 milhão de hectares, mas plantam soja, milho, feijão e girassol em apenas 14.600 hectares delas, ou 1% área da reserva criada em 1984.

Se não fossem índios, seriam apontados como alguns dos mais monstruosos latifundiários improdutivos do Brasil e tal vez expropriados para fins de reforma agrária.

A tradição agricultora, explica Ronaldo, remonta a 1976, quando cinco índios foram levados por missionários católicos para conhecer plantações no Rio Grande do Sul e aprenderam a operar tratores.

Quando retornaram, iniciaram a primeira lavoura de 50 hectares de arroz.

Um louvável exemplo do que podem fazer os bons missionários não intoxicados pela teologia eco-indigenista ou comunista.

As restrições do governo que diz querer protege-los fizeram que muitos fossem trabalhar em fazendas.

Então, a população nas terras caiu para menos de 300 pessoas.

Agora, com uma prudente e ansiada modernização, são 2.600, em 63 aldeias, todas com eletricidade e internet sem fio.

Para plantar soja agiram com bom senso e fizeram um acordo com produtores rurais não índios, que entraram com fertilizantes, insumos, máquinas e parte da mão de obra.

Os índios cediam a terra e alguns trabalhavam nela. A produção era dividida, após o ressarcimento aos brancos pelo investimento.

O Ministério Público reprimiu os acordos considerando se tratar de arrendamento proibido pelo artigo 231 da Constituição, que fala em “usufruto exclusivo” das terras pelos povos indígenas.

Mas essa visualização que soa a sectária ou racista na verdade contradiz os mais profundos e melhores anseios do povo paresi.

Lavoura moderna e produtiva, integrada no Brasil do qual se sentem parte como nós.
Lavoura moderna e produtiva, integrada no Brasil do qual se sentem parte como nós.
O pretexto parte de teologias ou ideologias que são contrárias ao povo índio na hora dos fatos.

Ronaldo critica justamente quem quer impedir a produção em terra indígena: “acham que o índio tem de viver no período pré-colonial.”

Arnaldo Zunizakae, 47, vai com frequência a Brasília conversar com ministros e deputados ruralistas na esperança que o novo governo acabe essa situação que eles consideram injusta.

“Folha” explica que os paresis propõem que o governo estabeleça linhas de crédito específicas para a agricultura indígena, uma vez que as terras, por serem da União, não podem ser oferecidas como garantia.

Também defendem que a legislação permita acordos de produção com não índios e o uso de sementes transgênicas.

“Se a lei autoriza o não índio a plantar transgênico, por que essa desproporcionalidade no tratamento conosco?”, pergunta Arnaldo.

Em razão da situação jurídica incerta, os índios têm tido dificuldade em fechar contratos com grandes empresas de alimentos e precisam se contentar com firmas menores, perdendo no preço.

Segundo Arnaldo, a semente transgênica gera produtividade 10% maior e requer menos agrotóxicos, o que ajuda a proteger o ambiente.

“Ainda estamos longe de fazer a agricultura como deve ser feita”, diz ele. Na última safra de soja, a produtividade foi de 47 sacas por hectare, quando a média nacional é de 55.

Mas o saldo, segundo os índios, é amplamente positivo. No ano passado, distribuíram R$ 1,3 milhão para as aldeias.

“Aqui há 20 anos, tinha guarda na porta do supermercado, porque achavam que o índio ia roubar. Hoje eles abrem as portas para nós, sabem que vamos comprar”, diz Arnaldo.

Os índios, diz, não podem viver apenas da caça, pesca e coleta.

“Temos 400 anos de contato com brancos, nossa cultura sofreu interferência”, afirma ele, que nega que sejam manipulados por fazendeiros ou o governo. “Não é verdade, é tudo decisão nossa”, diz.

Gilberto Vieira secretário-adjunto do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), órgão dependente da CNBB e habitualmente engajado na guerra do ambientalismo contra a agropecuária, manifestou seu desacordo com os índios que diz defender.

Ele não podia dizer outra coisa senão que a autonomia dos povos indígenas tem de ser respeitada quanto à exploração econômica de suas terras, mas é preciso seguir o que diz a lei.

Acontece que a legislação inclui pontos demagógicos de ideologia lulopetista em favor do comuno-tribalismo e que enforcam os povos indígenas num esquema utópico de que os paresis querem se libertar.

Vieira afastou toda dúvida sobre sua antipatia ideológica contra os índios que querem progredir.

Paresis garantem que transgênico não traz problema mas ajuda
Paresis garantem que transgênico não traz problema mas ajuda
“Essas atividades têm de ser feitas de acordo com os usos e costumes tradicionais do povo, e não me consta que produção de soja se encaixe nesses requisitos”, diz Vieira.

Quer dizer, os paresis não podem fazer o que estão fazendo porque a ideologia verde-comunista não quer.

Estão sendo coagidos a “viver no período pré-colonial”, como disse o índio Ronaldo.

Vieira arrematou que se os paresis seguem querendo progredir no sentido que o estão fazendo, em palavras da “Folha de S.Paulo”: “isso poderia, no limite, levar até à revisão da posse da terra dos paresis”.

Quer dizer perderão suas terras. Isso é claro soa como uma ameaça.

O funcionário do tentáculo da CNBB condenou os índios com vigor: “os paresis aderiram a uma lógica de mercado. Isso pode gerar ganhos imediatos, mas futuramente trazer problemas ambientais e prejudicar os próprios índios”.

Na arbitrária lógica eco-comunista, os índios paresis cometeram um dos piores “pecados” ecologistas: “aderiram a uma lógica de mercado”.

O tentáculo da CNBB vira assim inimigo dos índios como os teólogos eco-comunistas gostam.

E os verdadeiros índios paresis? Não podem ser como eles querem ser, e ainda são apontados de réus dos piores crimes!

Poderia haver algo mais injusto e mais contrário a unidade do Brasil?


segunda-feira, 17 de junho de 2019

“O diabo joga de local no Vaticano” diz jornal portenho

Representante e filho do líder esquerdista Hugo Moyano recebido pelo Papa Francisco
Representante e filho do líder esquerdista Hugo Moyano
recebido pelo Papa Francisco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O líder esquerdista Hugo Moyano, é apontado como um dos maiores “laranjas” do esquema de desvios de dinheiro e múltiplas ilegalidades econômicas durante os governos kirchneristas.

Seu filho Pablo, porém, foi convidado mais uma vez ao Vaticano, onde voltou a proferir um incendiário discurso contra o governo e a Justiça argentina.

Pablo Moyano foi pela terceira vez ao Vaticano neste pontificado, visitas essas documentadas com fotos, sorrisos e beijos, noticiou o jornal “Clarín” de Buenos Aires.

O primeiro aconteceu só dois meses após a eleição do arcebispo Bergoglio como Papa, em 29 de maio de 2013. Na ocasião, após um diálogo fugaz com o Papa na audiência pública na praça São Pedro, Pablo Moyano em tom de desafio garantiu que o novo Papa é “peronista e caminhoneiro”.

Em 8 de novembro de 2017, a segunda viagem teve um objetivo inequívoco: difundir uma mensagem crítica contra o governo.

O agitador dirigente sindical garantiu que o Papa quis saber da sorte de seu pai em mãos lençóis com a Justiça.

O Vaticano divulgou uma foto sorridente dos dois com uma camiseta do clube de futebol Independiente que preside Moyano.

A corrupção entre os regentes do futebol argentino transcendeu os limites do país tendo mobilizado até o FBI nos EUA onde alguns deles são procurados ou estão presos.

Em 2018, o Mons. Agustín Radrizzani, arcebispo de Luján sede da basílica da padroeira nacional, oficiou uma missa na praça dos santuários em favor dos Moyano e que foi assistida em primeira fila pelos líderes sindicais de esquerda, opositores do governo e em maus lençóis ante os tribunais.

Missa coletiva dos bispos em Luján serviu de ato político pela esquerda encarnada por Hugo Moyano (de joelhos). O arcebispo teve que se retratar.
Missa coletiva dos bispos em Luján serviu de ato político pela esquerda
encarnada por Hugo Moyano (de joelhos). O arcebispo teve que se retratar.
O cartaz principal – todo o mundo entendeu – visava ferir o governo com o slogan “Paz, pão e trabalho”, um slogan preferido do Papa Francisco.

A transformação da missa em ato político foi tão desavergonhada que suscitou uma torrente de críticas.

Mas o agitador não se conteve e se escondeu detrás de seu escudo favorito: “A missa não teria acontecido sem a aprovação de Francisco”.

O episcopado argentino demorou, mas no fim fugiu com uma escapatória verbal pouco ouvida, desmentindo a exploração.

Na mais recente visita, o ativista “confirmou sua condição de favorito na Santa Sé”, segundo “Clarín”.

Ingressou no Vaticano escoltado por ativistas sindicais de esquerda de má fama na Argentina e até por Gustavo Vera, secretário e “porta-voz todo terreno de Francisco” na Argentina mas que está sendo denunciado como “chefão” da máfia que oferece crianças a pedófilos.

A comitiva foi recebida pelo bispo Marcelo Sánchez Sorondo, Presidente das Pontifícias Academias para as Ciências e para as Ciências Sociais, ativo promotor dos movimentos sociais que subvertem o mundo todo e do modelo da China comunista, o tráfico de órgãos incluído.

Pablo Moyano pronuncia violenta diatribe anticapitalista no Vaticano e assusta colegas
Pablo Moyano pronuncia violenta diatribe anticapitalista no Vaticano e assusta colegas
Há um ano, o próprio prelado se fez fotografar junto a Hugo Moyano (pai) na apresentação de uma “Rede Nacional Antimaffias”. “Parece brincadeira, mas não o é”, comentou o grande jornal portenha.

Desta vez, a razão do convite foi sonoro: uma “Cúpula do Transporte Internacional pela Mudança Climática, o Tráfico Humano e as Novas Tecnologias”.

A sede do encontro não pode ser mais prestigiosa: a sala central do magnífico palácio renascentista conhecido como Casina Pio IV, nos jardins do Vaticano.

Segundo “Clarín”, Pablo Moyano aproveitou para fazer o que sempre faz quando visita a Santa Sé: explorar o manifesto privilégio concedido para abrir fogo contra o governo não-esquerdista argentino.

Teve até a ousadia de admoestar aos outros convidados, tal vez não inflamados do ódio “guevarista” que sente em si.

“Muito bom o informe sobre a mudança climática”, disse. E segundo o jornal que citamos só faltou dizer que ele estava ali só para criticar ao presidente Macri.

Mas não demorou para disparar contra “o governo de direita que favorece aos setores que concentram a propriedade”. A invectiva foi tão forte que os demais delegados revolucionários não tiveram coragem de aplaudi-lo.
Juan Grabois, agitador líder da Confederación de Trabajadores de la Economía Popular é um dos favoritos do Vaticano.
Juan Grabois, agitador líder da Confederación de Trabajadores
de la Economía Popular é um dos favoritos do Vaticano.

Nada falou do mandato de prisão expedido contra ele, nem de seus processos em causas criminosas por lavagem de dinheiro, venda de entradas supervalorizadas para jogos de futebol e das milionárias transferências de dinheiro explorando o clube Independiente para benefício das empresas da mulher de seu pai, comentou o jornal.

Para o “Clarín” episódios incendiários como esse causam inquietação na Argentina mas não surpreendem.

No momento atual já mais ninguém ignora que no Vaticano “Pablo Moyano joga de local” – usando o jargão futebolístico tão do gosto do Papa Francisco – protegido pela aura da Santa Sé, com a certeza de que ali ninguém vai lhe perguntar pelos crimes de que é acusado, concluiu o jornal.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pode a Venezuela estar sujeita a poderes infernais?

O socialo-comunismo de Maduro não esconde que apela a ritos demoníacos para manter o controlada a população
O socialo-comunismo de Maduro não esconde que apela a ritos demoníacos
para manter o controlada a população
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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É difícil imaginar como o povo venezuelano pode suportar de modo tão passivo à degradação que lhe é imposta por uma tirania socialista-comunista.

Quase todo dia, as informações físicas ou virtuais nos transmitem degradações que ofendem à natureza humana.

Vídeos em Youtube nos apresentam o povo colhendo águas de esgotos que descem dos morros que contornam a capital para atender as suas necessidades mais básicas com água insalubres.

Outra cena desgarradora foi filmada por um jornalista estrangeiro: um magote de populares famintos tirando restos comida de um caminhão de lixo e devorando-a apressadamente na própria rua.

O jornal “Washington Post” informou também que a criminalidade comum – não a violentíssima das gangues mais ou menos ligadas ao governo e ao narcotráfico – mas os típicos “ladrões de galinha” praticamente desapareceram.

A razão é que não há mais o que roubar. As notas não valem nada: as pessoas não as usam mais, não as carregam consigo. Então, não serve assaltar agências bancárias.

Os bandidos não usam mais veículos, não podem pagar as balas e giram em bicicleta à procura de algo para furtar.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Para bispo, os venezuelanos passam pior que num campo de extermínio nazista

Mons. Jaime Villarroel testemunha em Cidade do México
Mons. Jaime Villarroel testemunha em Cidade do México
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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A Venezuela sob o regime ditatorial socialista de Nicolás Maduro, “virou um campo de concentração onde estão sendo exterminados os próprios venezuelanos”, denunciou Mons. Jaime Villarroel, bispo de Carúpano, em conferência de imprensa na Cidade do México, noticiou a agencia católica ACIPrensa.

O bispo esclareceu: “entendo um campo de concentração como na Alemanha nazista onde os judeus eram levados a morrer em câmaras de gás”.

E aprofundou a comparação: “esse regime que hoje preside Nicolás Maduro está cometendo um extermínio, matando nosso povo de fome, por falta de medicamentos”.

“Está se praticando uma tragédia de dimensões inimagináveis, prosseguiu.

“Na Venezuela se tortura (...) hoje estão morrendo milhares de venezuelanos por falta de comida, de remédios, porque são violados permanentemente os direitos humanos”.