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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Nicaragua: proclamada a tirania perpetua

Ditador Ortega: “quero que se esqueçam disso, não haverá mais eleições aqui"
Ditador Ortega: “quero que se esqueçam disso, não haverá mais eleições aqui"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Após as derrotas das esquerdas em eleições presidenciais na Colômbia e no Peru, o ditador da Nicaragua militante do “socialismo do século XXI”, suprimiu as eleições democráticas.

“Quero que se esqueçam disso, não haverá mais eleições aqui para eles (a oposição) tentarem tomar o governo e o poder”, disse o ditador Ortega, registrou “La Nación”. 

A idade avançada de Ortega, 81 anos, sua diminuída condição física não e sua voz fraca soava como o testamento político de um ditador aferrado o palanque, como Fidel e Raúl Castro, Hugo Chávez e Nicolás Maduro para só falar deles.

Em anterior farsa eleitoral, em 2021, a ditadura sandinista prendeu sete candidatos democratas com chances de derrota-lo nas urnas.

Sua ditadura foi alicerçada por teólogos da libertação e por uma tristemente célebre “Noite sandinista” na PUC de São Paulo e o apoio de bispos subversivos brasileiros e ativistas do PT.

O histórico jornal “La Prensa”, que já fora seu “companheiro de estrada” Ortega quer uma assembleia nos moldes da Coreia do Norte e de Cuba, cuja única função conhecida é aplaudir as decisões presidenciais.

A decisão anunciou que o povo nicaraguense ficará submisso à escravidão estabelecida na Coreia do Norte com o único aplauso das esquerdas latinoamericanas.

É para se saber o que fará o errático presidente dos EUA.

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Nicarágua é amostra do que visa a China na América Latina

Lula da Silva e Alberto Fernández abrem as portas à invasãao solapada da China
Lula da Silva e Alberto Fernández abrem as portas à invasão solapada da China
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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continuação do post anterior: Nicarágua: feroz ditadura que diz ser "democracia"


11 bases espaciais e 40 portos na América do Sul


Logo após a viagem a Xangai do Ministro da Economia argentino, Sergio Massa, e do filho de Cristina Kirchner, Máximo Kirchner, o governador da Terra do Fogo aprovou a construção de um porto multivalente por uma empresa de fachada do Exército Vermelho.

Ele seria como um polo agroquímico, mas esconderia uma base naval para controlar os canais do Sul e serviria de porta de entrada à Antártica.

“Abrir as portas a uma potência totalitária como a China pode vulnerar a nossa soberania”, denunciou o legislador Pablo Daniel Blanco, que abriu, juntamente com outros, um processo na Justiça.

Os EUA temem pelas sucessivas concessões do regime peronista e lulo-chavista do presidente Fernández.

Este também quereria rearmar a Argentina com armas chinesas.

The Wall Street Journal revelou que a China também montou há anos em Cuba uma base de espionagem das comunicações nos EUA, como outrora fazia a URSS.

Militares suspeitam de uso bélico na Base Naval Integrada de Ushuaia que quer a China
Militares suspeitam de uso bélico na Base Naval Integrada de Ushuaia que quer a China
Ela está instalada num prédio de antiga URSS, na aldeia de Bejucal. “Os EUA só despertaram há quatro ou cinco anos para esta questão de segurança militar para o mundo”, disse Jonathan Ward, especialista na oposição China-EUA.

“A América Latina corre o risco da dependência econômica e da influência militar e diplomática chinesa”, que Ward comparou à expansão do Império Britânico no século XIX, citando o jornal La Nación.

Altos comandos militares insistem que as instalações de empresas chinesas na América Latina e no Caribe visam um “duplo uso”: na aparência são civis, na prática são dirigidas pelo exército comunista.

O Center for Strategic and International Studies (CSIS), enumerou onze instalações espaciais na América do Sul.

“Estas instalações constituem um segmento de uma rede mundial que pode mirar os EUA e interceptar informação sensível”, afirma num relatório.

Exemplo preocupante é a estação Espaço Remoto, em Neuquén (Patagonia), controlada pela Força de Apoio Estratégico do Exército Popular de Libertação, onde a Argentina não pode exercer sua soberania (cfr. La Nación).

Outras são as de El Sombrero, na Venezuela, de La Guardia, na Bolívia, e mais dois projetos em San Juan, Argentina.

Além desses, a China procura instalar-se em 40 portos, do México ao Peru, visando neste último o porto de Chancay, o complexo portuário mais importante no sul do Pacífico.

* * *

Povo resiste à ofensiva de comunistas e chineses apoiado na Padroeira do país
Povo resiste à ofensiva de comunistas e chineses apoiado na Padroeira do país

Há 440 anos, no porto de El Realejo, na Nicarágua, uma nau que deveria partir para o Peru não conseguia zarpar.

Nela, Don Lorenzo de Cepeda, irmão de Santa Teresa de Ávila, levava uma imagem da Imaculada Conceição.

Enquanto o barco não conseguia se mover do porto, ele se instalou na cidade de El Viejo com a imagem, que os mestiços cultuavam como a “Menina Branca”, que fazia milagres.

Formou-se a ideia de que a Imaculada Conceição queria ficar ali.

O irmão de Santa Teresa então doou a imagem à cidade e as velas do barco se enfunaram com vento muito favorável.

Em 2018, quando soldados da ditadura matavam centenas de cidadãos opostos à tentativa chinesa de construir o canal na Nicarágua, a sua imagem padroeira reinava sobre as barricadas salpicadas pelo sangue dos resistentes anticomunistas.

A iniciativa de Ortega a favor da China acabou fracassando. Foi um sinal de que Nossa Senhora, que esmaga a serpente infernal e seus sequazes, acabará vencendo na Nicarágua e no “continente da Esperança”.


segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Nicarágua: feroz ditadura que diz ser "democracia"

'Assassinos do povo' é o brado de todas as tendências
'Assassinos do povo' é o brado de todas as tendências
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Nicarágua: calvário de um povo entregue ao comunismo


“Democracia” que enforca a liberdade


Os ex-presidentes que compõem a Iniciativa Democrática da Espanha e das Américas (IDEA) denunciaram “agravadas perseguições à liberdade de religião”, manifestaram-se preocupados com “o incêndio de igrejas e a destruição selvagem de imagens do culto católico”, além de exigir a intervenção do Papa Francisco, aliás muito criticado por sua inexplicável inércia, que mais parece cumplicidade (cfr. Clarín).

O jornal espanhol El País apontou um despótico tripé legislativo do governo para afogar a liberdade de expressão.

Uma Lei contra Discurso de Ódio pune os opositores com prisão perpetua. Outra Lei, a de Agentes Estrangeiros, proíbe doações internacionais a sociedades civis, ONGs, jornalistas e grupos opositores.

Eleições falsificadas não foram reconhecidas internacionalmente
Eleições falsificadas não foram reconhecidas internacionalmente
Por fim, a Lei Especial de Delitos Cibernéticos, ou Lei da Mordaça, pune com 1 a 10 anos de prisão os críticos de Ortega nas redes sociais.

Em novembro de 2021 — prendendo candidatos opositores e enchendo as cadeias de inimigos políticos —, Ortega se fez eleger presidente mais uma vez, e se arvorou em campeão da democracia.

A comunidade nacional e a internacional viram a escandalosa farsa; os EUA, a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e dezenas de países democráticos recusaram o resultado.

Os ditadores de Cuba e da Venezuela participaram da posse do ditador, à qual China, Rússia, Coreia do Norte, México e Argentina fizeram-se representar e Irã enviou um chefe terrorista.

A posse preludiou a prisão de jornalistas, a fuga de empresas de comunicação e o encarceramento de familiares de exilados políticos que criticavam a tirania. 317 pessoas foram declaradas apátridas, tiveram seus registros civis apagados e seus bens confiscados.

“É a morte civil, como se a gente nunca tivesse existido”, deplorou o jornalista Héctor Mairena, refugiado na Costa Rica.

Segundo a instituição Transparência Internacional, a Nicarágua, irmanada ao lulo-chavismo, tornou-se o país mais corrompido da América Central e o terceiro mais corrupto de toda a América.

Papa rompe mutismo incompreensível


Os padecimentos de Nicarágua encontraram um Papa e o PT insensíveis
Os padecimentos de Nicarágua encontraram um Papa e o PT insensíveis
Após anos de horrores despóticos, com a colaboração de altos eclesiásticos e o mutismo muito criticado do Papa Francisco, este finalmente deplorou a tirania em março passado:

“Não tenho escolha a não ser pensar em um desequilíbrio na pessoa que lidera [Ortega]. [...] É como se estivesse trazendo a ditadura comunista de 1917 ou a hitlerista de 1935. São ditaduras grosseiras”, registrou a Folha de S. Paulo.

Ortega treplicou com gestos brutais, mas não mudou e reforçou as violências na Semana Santa.

No Domingo de Ramos, em San José de Cusmapa, oeste do país, fiéis se revoltaram após a polícia prender o Pe. Donaciano Alarcón quando este saiu da igreja para benzer os ramos.

Ainda revestido dos paramentos da missa, foi expulso pela fronteira com a Costa Rica, acusado de organizar procissões e sublevar a população.

Segundo ele, informantes presentes em todas as missas denunciaram sua menção ao Papa Francisco e ao bispo de Matagalpa, Mons. Rolando Álvarez, que continua preso por alegada “traição à pátria”, crime usado contra qualquer opositor, acrescentou a Folha de S. Paulo.

Pouco depois, o ditador fechou três universidades católicas que contavam com pelo menos onze unidades de ensino, e dissolveu as organizações caritativas católicas ligadas à Caritas, informou o site Vatican News 18 e O Globo.19

Poucas semanas antes, o ditador havia esbravejado:

“Se vamos falar de democracia, que se eleja também o papa por voto direto do povo. Que seja o povo quem decida, não a máfia que está organizada no Vaticano”.

Grosserias que poderiam ter sido recebidas com aplausos nas assembleias do famigerado Sínodo Alemão.

O silêncio cúmplice do PT


PT apoia o regime criminoso e antidemocrático de Ortega
PT apoia o regime criminoso e antidemocrático de Ortega
Mas o silêncio, afinal quebrado, do Papa, foi acompanhado de outro: o do PT e de Lula, autoproclamado herói da democracia, mas que persevera como velho amigo e companheiro de viagem do déspota comunista nicaraguense.

O jornalista Mairena pede mais ação do Brasil: “Lamentamos que o governo do presidente Lula não tenha tomado uma atitude firme”.

No Brasil, entre outros, Celso Rocha de Barros, autor de “PT uma história”, partilhou a perplexidade da omissão petista diante do regime de crimes ao afirmar no artigo:

“PT faria bem em adotar uma postura abertamente crítica à ditadura de Ortega”, Folha de S. Paulo20:

“A revolução nicaraguense de 1979 foi a revolução da geração em que o PT foi fundado. Nos anos 1980, o PT mandou médicos para a Nicarágua [...].

“Jovens petistas se tornaram voluntários para ajudar os sandinistas, tinham várias semelhanças de família com o PT, como a forte presença de católicos progressistas em seu meio.

“Na Nicarágua, houve padres-guerrilheiros [...]. Enquanto isso, o petista Frei Beto tentava aproximar católicos e comunistas em Cuba”.





segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Nicarágua: calvário de um povo entregue ao comunismo

Ex-guerrilheiro sempre marxista e mulher entregue à bruxaria causaram milhares de mortes durante o COVID
Ex-guerrilheiro sempre marxista e mulher entregue à bruxaria
causaram milhares de mortes durante o COVID
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Nicarágua ‘chinesa’ revela planos de Pequim


Repressão a médicos


Entre o primeiro projeto falido e a atual tentativa de construir o Canal da Nicarágua, a ditadura radicalizou a repressão exercendo um comando de terror sobre os médicos que lutavam contra o coronavírus, citou “La Nación” de Buenos Aires.

O sandinismo encheu os hospitais públicos com fotos dos “heróis e mártires” guerrilheiros, de Ortega e de sua mulher Rosario Murillo, consagrada à bruxaria.

O regime proibiu medidas anti-epidêmicas e contou apenas 83 mortes, quando o Observatório Cidadão, de médicos independentes, registrava 2.087 óbitos.

Em “enterros express”, a polícia sumia com os corpos. Os médicos não podiam usar equipamentos de proteção pessoal “para não alarmar'' os doentes.

Dezenas de especialistas foram demitidos por criticar esses erros.

As expulsões obedeciam a “ordens de cima”, ditadas pelo sindicalista presidente do Parlamento cognominado “doutor morteiro”, pelo uso de bombas artesanais.

Os jornalistas que iam aos centros de saúde eram presos, e os opositores feridos pela polícia não eram atendidos.

A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) contabilizou 328 mortos e mais de 2000 feridos a esse título.

De 800 funcionários do hospital Bertha Calderón, por volta de 250 foram mandados de volta para suas casas com sintomas de coronavírus, como repressão e vingança.

Nenhum deles foi julgado doente e as mortes foram atribuídas à “pneumonia atípica, infarto ou parada respiratória”.

A Nicarágua virou um portal de entrada na América Latina do terrorismo internacional.

Mohsen Rezai, iraniano procurado pela Interpol e envolvido no atentado terrorista contra a associação de saúde judaica AMIA em Buenos Aires, assistiu a mais de uma posse presidencial de Ortega.

Em Manágua, ele se confraternizou com o presidente argentino e os ditadores de Cuba e Venezuela, noticiou La Nación.

Até o clero sandinista ficou horrorizado


Dom Rolando José Álvarez Lagos foi preso em 2022
Dom Rolando José Álvarez Lagos foi preso em 2022
Infelizmente, a hierarquia eclesiástica e o clero local cooperaram com a revolução comuno-sandinista.

No Brasil, houve no Instituto Paulo VI, da Arquidiocese de São Paulo, uma “Noite Sandinista”, na qual o bispo de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, vestiu o uniforme de guerrilheiro sandinista como “sacramento de libertação”, dizendo: “Eu me sinto, vestido de guerrilheiro, como me poderia sentir paramentado de padre”.

A hierarquia eclesiástica foi o motor da Teologia da Libertação e das revoluções que esta promoveu na América Latina e, como é bem conhecido, está na raiz do PT brasileiro (Catolicismo, jul-ago/1980).

Leigos católicos integraram o primeiro gabinete guerrilheiro nicaraguense juntamente com quatro sacerdotes: o ex-ministro das Relações Exteriores Miguel D'Escoto (1979-1990), o ministro da Previdência Social, Pe. Edgard Parrales (1980-1982), o Pe. Ernesto Cardenal (1979-1982), ministro da Cultura (1987), e seu irmão, Pe. Fernando Cardenal, ministro da Educação (1984-1990).

Porém, quando o governo de Ortega foi desvendando seu cruel rosto comunista, a posição dos bispos nicaraguenses mudou parcialmente.

O arcebispo de Manágua, Cardeal Miguel Obando y Bravo (1926-2018), criticado por sua inércia cúmplice, passou a comparar o regime a uma “cobra venenosa e traiçoeira”.

Perseguição declarada à Igreja


Dezenas de religiosas foram expulsas da Nicarágua
Dezenas de religiosas foram expulsas da Nicarágua
Em agosto de 2022, após duas semanas de cerco à sede episcopal, por ordem do governo Ortega, os sandinistas invadiram a cúria de Matagalpa e sequestraram o bispo Dom Rolando José Álvarez e mais sete dos seus oito colaboradores, conforme publicado por La Nación.

Em março de 2021, Ortega expulsou o núncio apostólico Waldemar Sommertag, pondo fim a um vínculo diplomático de 115 anos.

E em 21 de setembro do mesmo ano, o país desistiu de ter embaixador ante a Santa Sé.

Duas universidades ligadas à Igreja foram fechadas e terão que entregar ao governo todas as informações sobre alunos, professores, planos de estudos, matrículas e habilitações, informou O Estado de S. Paulo (12-3-2023).

Logo depois da Semana Santa a tirania mandou para o exílio as religiosas dominicanas que cuidavam de um asilo de anciãos, além de confiscar o mosteiro das irmãs trapistas de São Pedro de Lóvago.

Em julho foi a vez das Missionárias da Caridade, acusadas de atividades “terroristas”, noticiou Infocatólica.

Em julho a polícia da ditadura sequestrou quatro freiras brasileiras da congregação Irmãs dos Pobres de Jesus Cristo, na cidade de León. Elas foram expulsas da Nicarágua.

A congregação estava no país há sete anos, atuando junto aos pobres mediante a distribuição de alimentos e rezando com eles.

Oficialmente 40 freiras e 44 religiosos foram expulsos pelo governo Ortega nos últimos cinco anos, mas o número real é muito maior, informou o site Aleteia.

Padre enfrenta policiais que impediam celebração de missa
Padre enfrenta policiais que impediam celebração de missa

Dezenas de estações de rádio e televisão católicas e mais de mil organizações não-governamentais foram fechadas, igrejas profanadas com bombas incendiárias, padres presos e os paroquianos proibidos de entrar na igreja de Ciudad Darío, também no município de Matagalpa.

Cabe mencionar que o regime comunista de Ortega — misturado com bruxaria praticada por sua mulher, Rosario Murillo, elevada a “copresidente” — ainda tem bispos identificados com eles, como o diocesano de León, Dom René Sandino, que instalou a insígnia da Frente Sandinista na catedral.

A diocese de Matagalpa foi indiciada sem nenhuma prova por “organizar grupos violentos” e incitar o “ódio” para “desestabilizar o Estado”.

O ditador acusou os bispos de “conspiradores golpistas” por apoiarem os protestos da oposição que pediram sua renúncia em 2018, e em cerimônia pública em 28-9-2022, deblaterou: “Tudo se impõe na Igreja Católica, é uma ditadura perfeita”.

Cenas evocaram os tempos dos sovietes
Cenas evocaram os tempos dos sovietes
Em Matagalpa, Monsenhor Oscar Escoto, depois de 14 dias sequestrado e preso juntamente com os padres que o acompanhavam na prisão, não recebiam comida, remédios, roupas ou material de higiene, noticiou Infocatólica.

O cardeal nicaraguense Leopoldo Brenes abençoou nove imagens de Nossa Senhora de Fátima para todas as dioceses do país.

Mas o governo proibiu a diocese de Matagalpa de recebê-la, e centenas de fiéis que se dirigiam à catedral para venerá-la foram enviados de volta para suas casas.

Ortega mandou tratar a Igreja Católica como inimiga do Estado, conforme informa o site da Unisinos,13 que apesar de ser a central da Teologia da Libertação no Brasil, viu-se obrigado a informar sobre os crimes anticatólicos de seus ex-companheiros de viagem.




segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Nicarágua ‘chinesa’ revela planos de Pequim

Há duas décadas, Lula estendeu o abraço a Pequim, que prometeu muito dinheiro
Há duas décadas, Lula estendeu o abraço a Pequim, que prometeu muito dinheiro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Ao cobiçar a América Latina para seu comércio, a China seduz os governos esquerdistas para manter o velho sistema comunista. No momento, a Nicarágua é um paradigma.

Pelo menos desde o ano 2000 a China tenta sujeitar a América Latina multiplicando mais de 20 vezes o seu comércio com a vasta e estratégica região.

Simultaneamente forja um vínculo estratégico com os governos que adotam o “comunismo rosa”, uma mera reciclagem do velho comunismo.

Lula e Chávez criaram em 2011 a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) para afastar os EUA e o Canadá do convívio com os países latino-americanos.

E no 1º Fórum China-CELAC, realizado em Pequim, o ditador maoísta Xi Jinping prometeu investir 250 bilhões de dólares ao longo de uma década.

Em troca, os países presentes omitiriam qualquer menção às violações dos direitos humanos e da democracia, observou El País, falando do nascimento de uma ‘chino-américa’.

Neste ano de 2023, o ministro da economia da Argentina, Sergio Massa, comemorou em Pequim os suspeitos empréstimos recebidos dos chineses, dizendo: “Nós deveríamos nos chamar Argenchina”.2

Pequim comprou parte da dívida externa da Costa Rica e instalou o Instituto Confúcio, fechado nos EUA por espionagem e proselitismo marxista.

Fez um estádio de mais de 100 milhões de dólares — jamais sonhado pela Costa Rica —, mas só depois de o país romper seus laços diplomáticos com Taiwan...

‘Chino-américa’


'Nós deveriamos llamar nos chamar', dsse o  ministro de Economia argentino e candidato presidencial, Sergio Massa
'Nós deveríamos nos chamar Argenchina', disse o  ministro de Economia argentino
e candidato presidencial, Sergio Massa, vendendo seu país
Em novembro de 2014, o Brasil e o Peru puseram-se de acordo para fazer uma conexão entre o Atlântico e o Pacífico com financiamento chinês.

Nesse mesmo ano, Pequim fechou 20 acordos com a Argentina em troca da cessão, durante 50 anos, de um território alheio à soberania argentina onde funciona hoje uma estação espacial que segundo o consenso tem uso militar e na qual os argentinos não podem entrar.

A China promete colossais investimentos enriquecedores mas na realidade submete e afunda as economias que “beneficia”.

Exemplo típico é o Brasil que, segundo recente estudo da FIESP, numa década perdeu o 11% de suas exportações à América do Sul (R$ 52 bilhões), arrebatadas por produtos chineses, aliás baratinhos e de má qualidade como sempre.

A Universidade Cornell mostrou que a América Latina fornece apoio à política exterior chinesa nas Nações Unidas.

Acontece que, para Pequim, Colombo não descobriu a América em 1492, mas sim Zheng He, um almirante chinês muçulmano eunuco, em 1421. Agora a China procura reparação por essa “ignorância” histórica (cfr. El Mundo).

Canal chinês para superar o do Panamá?


A China tenta realizar o projeto faraônico de um canal transoceânico através da Nicarágua que supere o canal do Panamá.

O Grande Canal da Nicarágua, ou Lago Cocibolca, prenuncia um outro canal que cortaria pelo meio a região amazônica e tornaria a China uma virtual dominadora da região a pretexto de estender a Nova Rota da Seda (em inglês: Belt and Road Initiative), projeto trilionário que realiza o sonho de Mao Tsé-tung da hegemonia mundial chinesa.

O projeto do Canal da Nicarágua é elucidativo. O lago homônimo contém a maior massa de água doce da América Central e ficaria nas mãos de um consórcio chinês que o transformaria em um canal para cargueiros de grande calado.

Plano chinês do Canal de Nicaragua revoltou a população que viu entrada do comunismo
Plano chinês do Canal de Nicarágua revoltou a população que viu entrada do comunismo
O acordo original assinado pela ditadura sandinista de Daniel Ortega com o Grupo HKND foi anunciado em 2013, no aniversário do nascimento do líder guerrilheiro Sandino.

Segundo Ortega, passariam navios tão grandes “que não poderão fazê-lo pelo canal de Panamá”.

O chinês Wang Jing — que a imprensa nicaraguense, quando havia liberdade, chamava de “o fantasma” — recebeu a concessão da obra durante 100 anos.

A largura do canal seria de 230-520 metros e a profundidade variaria entre 27,6 e 30 metros ao longo de 105 quilômetros do lago.

A profundidade média de 14 metros exigiria remover 310 milhões de metros cúbicos de rocha e outros 65 de lodo, quando o Canal do Panamá movimentou apenas 41 milhões.

Jaime Incer Barquero, presidente da Fundação Nicaraguense para o Desenvolvimento Sustentável, estimou que requereria uma dragagem gigantesca, sendo “difícil pensar em qualquer tipo de vida de água doce que possa sobreviver nessas condições”.

A grande maioria dos camponeses e pescadores vizinhos do futuro canal foi contra o projeto.

“Quando os chineses vierem, vamos recebê-los com facões. Eles estão começando a expropriar propriedades. Eles oferecem um preço catastrófico. Não sai nada na imprensa porque está comprada”.

Até o ex-padre, ex-guerrilheiro e ex-ministro da Cultura sandinista Ernesto Cardenal criticou: “Querem roubar o país”.

Os protestos foram reprimidos com violência inaudita, matando entre 325 e 560 populares, deixando centenas de desaparecidos, milhares de feridos e dezenas de milhares de exilados.

A pena máxima na Nicarágua é de 30 anos, mas os líderes camponeses foram condenados a mais de 200 anos de prisão, segundo a BBC News.

Em 2018, o projeto inicial foi declarado oficialmente cancelado. Mas a atual onda do “comunismo rosa” está fazendo uma nova tentativa.




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Terrorismo islámico e Teologia da Libertação se abraçam na Nicarágua

Mohsen Rezai, vicepresidente doe Irã procurado por atentadso cna Argentina
Mohsen Rezai, vice-presidente doe Irã procurado por atentados na Argentina
Luis Dufaur
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A posse como presidente pela 5ª vez de Daniel Ortega, não só confirmou a ditadura do ex-guerrilheiro sandinista à desditada Nicarágua. Ela revelou para além das aparências o esforço de reconstituição das esquerdas que tentam abalar o mundo ex-cristão.

A pedra de toque foi a presença do vice-presidente de Assuntos Econômicos da República Islâmica do Irã, Mohsen Rezai. Ele compareceu como chefe da delegação enviada pelo presidente Ebrahim Raisi, líder religioso “conservador” outrora encarregado das execuções no país e hoje procurado internacionalmente, segundo informou “Clarín”.

Ele é um dos líderes iranianos acusados de autores intelectuais do ataque terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, que causou a morte de 85 pessoas e feriu centenas nas ruas e vizinhanças em julho de 1994.

O terrorista islâmico procurado pela Interpol deu grande abraço a Daniel Ortega o combatente apoiado pela Teologia da Libertação.

Os extremismos xiita (que se diz fiel ao Corão no ódio ao cristianismo) e o cristão de esquerda não só mostraram sua afinidade profunda mas convidaram entre outros ao ditador de Cuba marxista Miguel Díaz-Canel.

Na festa fraternal representava o governo argentino, seu embaixador em Manágua Daniel Capitanich.

O governo de Fernández, como também o movimento peronista que o sustenta pretende ser nacionalista e pôr os interesses de seu país e seus habitantes por cima de tudo.

Mas a Argentina foi gravemente atingida por dois ferozes atentados assassinos encomendados e praticados por terroristas iranianos.

Ministro iraniano Mohsen Rezai indiciado por atentados assassinos, Nicolás Maduro e o cubano Miguel Díaz-Canel apoiando o ditador guerrilheiro Daniel Ortega
Ministro iraniano Mohsen Rezai indiciado por atentados assassinos,
Nicolás Maduro e o cubano Miguel Díaz-Canel apoiando o ditador guerrilheiro Daniel Ortega
E esses crimes foram sempre acobertados pelo mesmo governo nacionalista-peronista durante as investigações do crime. Mais uma contradição ovante do nacionalismo populista argentino.

Também se exibiu o ditador marxista-chavista Nicolás Maduro que jogou seu país em atroz miséria com a bênção do Papa Francisco.

O pontífice diz dar prioridade aos pobres, e outrora disse deplorar a massacre feita pelos iranianos em Buenos Aires onde era bispo.

Rezai foi Comandante da espécie de SS xiita, o Corpo dos Guardiões da Revolução-Pasdaran entre 1993 e 1994.

Rezai tem como cúmplice principal do massacre da AMIA a Ahmad Vahidi, que também tem mandado de prisão internacional da Interpol, e é ministro do Interior do Irã.

Durante o governo de Cristina Kirchner, Vahidi fez várias viagens à Bolívia e à Venezuela sem ser preso.

Para assistir ao evento Mohsen Rezai fez uma extensa viagem driblando os espaços aéreos dos países que o procuram, em complicados desvios desde Teerã e escalas na Mauritânia e em Caracas.

Assim descreveu o diretor da Fundação para a Defesa da Democracia (FDD) Emanuele Ottolenghi, também experto em antiterrorismo, informou “La Nación”.

Não faltaram delegações da China e de “países bandidos” como a Coreia do Norte. De acordo com a agência AFP, se exibiram representantes da Rússia, do Vietnã, de Laos, de Camboja, da Turquia e da Bielorrússia.

O vicepresidente iraniano fez combinações com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na Nicarágua
O vicepresidente iraniano fez combinações
com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na Nicarágua
A aparente salada de fatores de caos, esquerdismo e anticristianismo, patenteou a existência de uma organização subterrânea que os une no objetivo de destruir os restos de Cristandade.

Nem os EUA, nem a OEA nem a União Europeia reconhecem as eleições de fachada que deram continuidade a Ortega com 76% dos votos.

Ortega ganhou após prender no cárcere aos candidatos rivais pela presidência e sufocar todas as instituições democráticas. Os únicos candidatos “rivais” eram seus aliados.

No discurso de posse, Ortega voltou ao vetusto realejo antiamericano quase ecoando certos pronunciamentos do Papa Francisco. “Não vamos mais deixar que levem nossas riquezas e vamos buscar juntos projetos comuns para combater a pobreza de nossos povos. O exemplo da Venezuela é um exemplo de força e resistência contra os EUA.”

Mas, o povo venezuelano geme em horrível pobreza criada pelo regime do “socialismo do século XXI”, escreveu a “Folha de S.Paulo”.

Ortega também justificou a matança de mais de 300 oposicionistas durante protestos em 2018, dizendo que foi uma “luta contra o terrorismo interno”.

Os EUA e a União Europeia ampliaram sanções econômicas e diplomáticas contra Ortega e 116 de seus homens instalados no Exército, no Ministério da Defesa e na petrolífera estatal do país.

Prefeitos e outros políticos, promotores de Justiça e autoridades ligadas à polícia não poderão mais entrar em território americano.

A Polícia Nacional foi indiciada por praticar “torturas físicas e psicológicas, aos que se opuseram ao regime de Ortega”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, havia qualificado as eleições da Nicarágua de farsa. E prometeu “ferramentas diplomáticas e econômicas”. O mesmo fez a União Europeia, repetindo ambos as mesmas inocuidades.

O pontificado de Francisco I vem acolhendo com agrado há anos os teólogos que estão por trás da ditadura assassina de Ortega e não teve nada a dizer contra o cenáculo subversivo manchado de sangue.


segunda-feira, 8 de março de 2021

Venezuela: notas de um milhão que valem menos de três reais

Um milhão vale menos de R$ 3
Um milhão vale menos de R$ 3
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Banco Central da Venezuela (BCV) emitiu três novas cédulas, a maior delas com um valor de face de um milhão de bolívares, em meio a uma inflação anual de quatro dígitos, informou “La Nación” de Buenos Aires.

O Banco Central do “socialismo do século XXI” anunciou o início da circulação das novas peças de 200.000, 500.000 e 1.000.000 bolívares “para atender às necessidades da economia nacional”.

Mas acontece que a maior das novas cédulas – a de um milhão de bolívares – equivale a 0,529 centavos de dólar de acordo com a taxa de câmbio média publicada pelo Banco Central nos mesmos dias.

Essas cédulas nem chegaram às agências porque o Banco Central não cumpriu a promessa e a atrasou em uma semana ou até o final da quarentena que é imprevisível.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Socialismo de Maduro é “culpado de graves crimes”, diz ONU

Repressão socialista ostenta crueldade.
Repressão socialista ostenta crueldade.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Uma missão internacional da ONU para investigar a situação dos direitos humanos na Venezuela concluiu que o presidente Nicolás Maduro e seus ministros do Interior e da Defesa estão envolvidos em graves crimes cometidos pelas forças de segurança do país, noticiou “Clarín”.

O relatório divulgado pela Missão oferece extensa informação “que mostra que as autoridades do Estado – tanto a nível presidencial como ministerial – exerceram poder e supervisão sobre as forças de segurança civil e militar e as agências identificadas como perpetradores das violações e crimes documentados”.

“A Missão tem motivos razoáveis para acreditar que tanto o Presidente como os Ministros do Interior e da Defesa contribuíram para a perpetração dos crimes documentados neste relatório”, concluiu a investigação.


As graves violações de direitos humanos denunciadas foram perpetradas em operações realizadas por todas as entidades de segurança do Estado na Venezuela. O número das execuções extrajudiciais perpetradas pelas forças do regime superaria os 2.000 de janeiro até agosto de 2020.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Nicarágua: médicos lidam com o Covid sob o terror esquerdista

Os ditadores só aparecem  nos grafitti das ruas de Nicáragua
Os ditadores só aparecem  nos grafitti das ruas de Nicáragua
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Na Nicarágua o pessoal médico enfrenta heroicamente a pandemia, mas o sistema de saúde pública foi afundado pelo chavismo e num ambiente de terror trabalha para esmagar qualquer dissidência, descreveu reportagem de “La Nación” de Buenos Aires.

Os corredores dos hospitais estão empapelados com propaganda política, fotos de “heróis e mártires” sandinistas, do presidente Daniel Ortega e da vice-presidente Rosario Murillo, que parecem espionar como o Big Brother da conhecida novela “1984”.

Do lado de fora, nas delegacias e ministérios ondeja a bandeira vermelha e preta do partido governante.

“Lá dentro tudo é secreto”, disse a anestesista Maria Nela Escoto, despedida com mais uma dúzia de médicos especialistas por criticar o tratamento da pandemia por parte do governo.

Ortega alentou o povo a viver de forma “normal”. O governo só contabilizava 83 mortes e 2500 casos confirmados, quando o Observatorio Ciudadano, uma rede de médicos independentes, falava de 2087 decessos e pelo menos 7402 casos suspeitos.

A polícia faz “enterros expressos” pelas noites em cemitérios vigiados.

Durante quase três meses o pessoal sanitário ficou proibido de usar o material especifico contra a epidemia “para não alarmar'' os pacientes.

A Dra. Escoto foi expulsa do hospital Lenin Fonseca porque assinou junto com quase 600 médicos, uma carta pública pedindo equipamentos de proteção para os trabalhadores da saúde em hospitais públicos.

As expulsões foram ordenadas pelo Dr. Gustavo Porras, líder sindicalista que é deputado e presidente sandinista do Parlamento de Nicarágua.

O oncologista pediátrico Gustavo Méndez ficou atendendo em sua casa após ser expulso do Hospital de Niños porque defendeu uma quarentena que o governo bolivariano não gostava
O oncologista pediátrico Gustavo Méndez ficou atendendo em sua casa
após ser expulso do Hospital de Niños
porque defendeu uma quarentena que o governo bolivariano não gostava
Os médicos banidos contam que não se pode “filtrar informação” sobre o que acontece nos hospitais. E quem o faz “é posto imediatamente na rua”.

Nem os jornalistas podem ingressar nos centros de saúde e se tentam se aproximar com câmaras são detidos pela Polícia ou ativistas do governo.

“Os trabalhadores da saúde estão desanimados e têm medo. Temem se contagiar e perder o emprego”, disse o médico Fernando Rojas, anestesista também demitido do hospital Bertha Calderón.

Rojas foi admoestado várias vezes por pedir máscaras e luvas para os funcionários.

“A subdiretora do hospital, Ana Lídia Ortiz, vigia pessoalmente os médicos e os fotografa nos corredores. Faz trabalho de espião”, garante o médico.

A principal oncologista, Indiana Talavera, foi removida há três meses por solicitar máscaras. “Isso fez desabar o serviço de oncologia”, lamentou.

As autoridades de saúde recusaram atender a manifestantes oposicionistas feridos pela Polícia, registrou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que contabilizo 328 mortos e mais de 2.000 feridos nos protestos.

No hospital infantil Vélez Páiz um vigia “tirou a máscara da cara de um médico”', contou Rojas.

Dos 800 empregados do hospital Bertha Calderón, 250 foram enviados “em repouso” a suas casas, com sintomas de coronavírus.

Até 1º de julho morreram por coronavírus pelo menos 38 médicos, 22 enfermeiros e 11 funcionários administrativos.

Para reduzir as cifras oficiais do Covid-19, o governo ordena registrar os decessos como pneumonia atípica, infarto ou simplesmente paro respiratório.

Hospitais lotados, médicos punidos, doentes desaparecido, ninguém acredita nos números do governo bolivariano
Hospitais lotados, médicos punidos, doentes desaparecido,
ninguém acredita nos números do governo bolivariano
Álvaro Ramírez, ex-diretor de Epidemiologia do ministério de Saúde, revela que o regime chavista de Ortega “disfarça de pneumonia as mortes por Covid-19''.

O ministério de Saúde deixou de publicar seus relatórios epidemiológicos semanais e o governo não atende à imprensa.

Até simpatizantes de Ortega foram demitidos por manifestarem solidariedade com seus colegas banidos, como foi o caso da ginecologista Maria Isabel Selva.

“Atingimos níveis de repressão e vingança até contra o pensamento”, escreveu o pediatra oncologista Fulgêncio Báez, que apoiou os sandinistas nos anos 80.

O Dr. Adán Alonso atendia voluntariamente aos pacientes de Covid-19 recusados nos hospitais de León e Chinandega. Pelo seu sacrifício altruísta era chamado de “o doutor do povo”.

Ele morreu de coronavírus e a polícia bloqueou seus funerais com tropa anti-distúrbios, perseguiu os carros que participaram da procissão fúnebre e confiscou as bandeiras nacionais que as filhas do médico morto levavam em sinal de protesto.



segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Naufrágio da Venezuela evoca a Rússia de Lenine

Venezuela PBI cai 48% e inflação atinge 1.000.000%. Fome causa fugas em massa.
Venezuela: PBI cai 48% e inflação atinge 1.000.000%.
Fome causa fugas em massa.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Milhares de trabalhadores estão fugindo da principal empresa da Venezuela, a petroleira nacional PDVSA, outrora uma das mais ricas do mundo.

Eles abandonam empregos que já foram cobiçados, mas que não pagam mais nada por causa da pior inflação do mundo, segundo longa reportagem do jornal “The New York Times”.

Muitos fogem para a Patagônia, onde a exploração crescente de gás e de petróleo não convencional requer mão-de-obra especializada. Em Buenos Aires, um bairro recebeu o apelativo de “Palermo Caracas”, escreveu “Clarín”.

Mas os petroleiros sem especialização caem no desespero. Repete-se a patética situação das fábricas na Rússia logo após a revolução leninista: os funcionários roubam equipamentos para revendê-los fora e garantir a sobrevivência da família. É o caso especialmente de veículos, bombas e cabos de cobre.

Dezenas de gerentes foram presos, inclusive o ex-presidente da empresa. Maduro instalou na direção da PDVSA o general da Guardia Nacional, Manuel Quevedo, que não tem experiência no setor.

A poderosa empresa está parando por causa da sangria de pessoal e de equipamento. E ela é a fonte quase única (mais de 90%) dos recursos do país!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista
Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista



Francisco I e o patriarca ortodoxo Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentaram justificar o local escolhido afirmando que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

Honestamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

1. Papa Francisco e Patriarca de Moscou Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentam justificar o local escolhido alegando entre outras coisas que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

2. Respeitosamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

3. E verdadeiramente, é uma prisão que continua tiranizada pelos carcereiros que perseguiram os católicos com criando centros de “re-educação”, com presídios e até mesmo com pelotões de fuzilamento para se livrar de jovens católicos, muitos dos quais, é um imperativo de justiça lembrá-lo, morrera bradando “Viva Cristo Rey! Abaixo o comunismo!”

domingo, 6 de setembro de 2015

Ditadura para combater hoje o vulcão;
e amanhã mais ditadura contra a seca,
a enchente ou o aquecimento global !

Rafael Correa usa fumarada passageira de vulcão
para visar confisco de terras e cerceamento
da liberdade de expressão



No Equador, o majestoso e temido vulcão Cotopaxi está fumegando com colunas de gases e poeira de até oito quilômetros de altura!

Trata-se do mais alto vulcão do mundo (5.897 metros) e é um dos potencialmente mais violentos e destruidores. Porém, não causou nenhum abalo relevante desde 1877.

O Cotopaxi fica a 45 quilômetros de Quito, a capital equatoriana. Quando morei nessa cidade, sempre sonhei em escalá-lo, pois o acesso é fácil e a expedição paga o esforço. Muitos turistas fazem isso, apoiados numa base científica anti-sísmica e refúgios, e chegam até a pequena cratera onde a lava ainda brilha pela noite.

Quase todos os dias sua majestade o Cotopaxi espirrava a seu modo, e eu perguntava: “O que foi?”. A resposta era invariável e, no meu entender, desinteressada: “Ah! O Cotopaxi...”

O povo equatoriano convive, aliás, sobranceiramente com os vulcões. Ele se lembra com espírito religioso das formidáveis explosões do passado e das maravilhosas intervenções salvadoras atribuídas a Nossa Senhora e a seu Divino Filho. E toca a vida tranquilamente entre aqueles colossos eternamente nimbados de neve, nuvens... e fumaça!

Mas o presidente bolivariano Rafael Correa mostrou-se tomado de inusual e suspeito pânico a propósito das últimas “fumaradas” do Cotopaxi. E, ditatorialmente, censurou as informações a respeito.

“Os equatorianos só poderão se informar sobre o assunto através dos boletins oficiais emitidos pelo ministério coordenador da segurança, com interdição de difusão de qualquer informação não autorizada feita por um meio de comunicação público ou privado, ou por meio das redes sociais”, diz seu decreto, vibrado em céu sereno e citado por Le Monde.

De um momento para outro a censura foi instalada! O presidente agitou o espantalho de “boatos dos quais qualquer um solta uma enormidade no Twitter e provoca o pânico”. Seu colega bolivariano da Venezuela, não teria feito melhor.

Correa parecia não conhecer seu país, e o ministro da Comunicação, Fernando Alvarado, moderou a draconiana censura.

O vulcão Cotopaxi perto de Quito foi mero pretexto
Os meios informativos equatorianos, constantemente vilipendiados por Correa, denunciaram a manobra. “A ambiguidade do decreto outorga ao governo um poder enorme, inclusive para ditar o que é que os cidadãos não podem falar”, reagiu César Ricaurte, diretor da Fundação Andina para a Observação e o Estudo da Mídia – Fundamedios.

“Pela primeira vez foi introduzida uma legislação, e por decreto, com poder para regulamentar as redes sociais, e isso é muito perigoso”, acrescentou.

De fato, Correa enfrenta uma vertiginosa perda de prestigio. Enormes manifestações populares contra seu socialismo aconteceram nas grandes cidades antes e depois da visita do Papa Francisco, que tentou apaziguar os protestos. As redes sociais são o meio preferido pelos descontentes para se exprimirem e se organizarem.

Para Diego Cornejo, diretor da Associação Equatoriana de Editores de Jornais, essa censura é “desproporcionada e inoportuna”. A coincidência com os protestos populares é mais do que suspeita.

Correa é geralmente acusado de propender para um socialismo ditatorial. Ele revida com impropérios seus opositores, que ele chama de “mentirosos”, doentes mentais, “sicários da escrita”, e outros epítetos de ditador sul-americano fora de si.

Correa também decretou um “estado de emergência” que lhe permite “suspender os direitos constitucionais que garantem a inviolabilidade dos domicílios e as liberdades de circulação, de reunião e de comunicação”, segundo o site francês Mediapart.

O estado de exceção também lhe permite reforçar o controle sobre o exército, que poderá ser enviado a qualquer hora em apoio das equipes de auxílio, as quais até o momento não tiveram muita coisa para fazer.

Segundo Sylvie Brunel, professora de Geografia na Universidade da Sorbonne, França, “em nome da urgência e do perigo, o decreto permite a remoção autoritária dos moradores em volta do vulcão, e a expropriação das fazendas grandes e pequenas que há tempos o governo está tentando com o pretexto de criar imensos reservatórios de água potável para garantir o fornecimento de Quito”.

Visita do Papa Francisco foi explorada para abafar grande surto de oposição anti-socialista.
Visita do Papa Francisco foi explorada para
tentar abafar grande surto de oposição anti-socialista.
Os franceses conhecem a história: durante a Revolução Francesa, para “salvar a pátria” de perigos mais ou menos imaginados, instalou-se o Terror, que se dedicou a guilhotinar os opositores.

O golpe ditatorial de Correa poderia inspirar prefeituras de tendência bolivariana, como a petista de São Paulo. E, com alguma adaptação, o governo peronista-bolivariano argentino, às voltas com chuvas e inundações colossais na região do Rio de la Plata.

“Língua não tem osso”. Ditador tem muita língua, e o que lhe serve de pretexto para lutar contra o vulcão, serve também para lutar contra a seca, as enchentes ou o aquecimento global!