Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Venezuela. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Sem energia e sem água, venezuelanos só trabalham três dias

Caracas sem energia, narco-socialismo em auge
Caracas sem energia, narco-socialismo em auge
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Com seca e sem energia, o ditador Maduro mandou os venezuelanos só trabalhar três dias por semana no horário de 4,5 horas até resolver a crise da abandonada rede elétrica, informou “Clarín”

As escolas foram excetuadas, mas essas já vivem esse regime por greves dos docentes miserabilizados ou exilados.

A crise energética é crônica e o a corrupção fez sumir o dinheiro para solucioná-la e o país está parado como durante a Covid-19.

O declínio abismático da economia foi agravado por uma correlata paralisação das compras da Índia e da China que levavam quase 90% da produção, noticiou “Clarín”. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Venezuela: o país em que foi esmagada a propriedade privada

Sem propriedade nem iniciativa privada a Venezuela foi jogada num empobrecimento brusco
Sem propriedade nem iniciativa privada
a Venezuela foi jogada num empobrecimento brusco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






“Desde siderúrgicas até fábricas de sorvetes, prédios, casas, quase todas as propriedades agrícolas, etc., foram desapropriados.

“Todas essas propriedades nas mãos do Estado faliram em muito pouco tempo e a maioria fechou ou foi subsidiada pelas receitas do petróleo”, afirma o economista venezuelano José Noguera.

“Em 2004, cerca de 20 mil trabalhadores da indústria petrolífera foram despedidos por falta de lealdade à revolução bolivariana”, acrescenta Noguera.

A produção diminuiu de 3,5 milhões de barris por dia para 650 mil hoje, e a economia ficou insustentável e sob Maduro entrou numa crise sem precedentes.

A corrupção sistêmica, a agressiva nacionalização de empresas e de controle cambial levou à falência da Petróleos de Venezuela (PDVSA).

O desequilíbrio monetário e fiscal deu uma inflação de incontáveis números de zeros a cada ano.

O país mais rico do continente agora vive na fome (excetuados os membros do regime ditatorial)
O país mais rico do continente agora vive na fome
(excetuados os membros do regime ditatorial)
Maduro empreendeu um regresso silencioso à economia de mercado para estabilizar o país, cessou o discurso contra o capital e a “burguesia” deixou de ser responsabilizada.

Também o Banco Central da Venezuela voltou a publicar informações sobre as finanças do país, mas de forma seletiva e filtrada,.

A inflação em 2023 foi de 193%, inferior ao aos 305% de 2022. Mas não há nenhuma segurança jurídica para o capital.

“A principal receita do país provém da exploração do ouro, que está nas mãos do Irã e do tráfico de droga”, afirma o economista venezuelano José Noguera.


segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Violência, inflação, fome e êxodo: Venezuela hoje, nós amanhã?

Os hospitais se degradaram a um estado miserável
Os hospitais se degradaram a um estado miserável
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Os venezuelanos pensavam que “nós não nos tornaríamos Cuba quando chegou Hugo Chávez”.

Mas aquela data de 2 de fevereiro de 1999 marcou uma viragem trágica na história do país que abalou o otimismo que até então o tomava por inteiro e os jogou no abismo socialista.

Vinte e cinco anos depois Chávez, o militar de esquerda inspirado em teólogos jesuítas e o seu movimento – hoje representado pelo seu sucessor, Nicolás Maduro – afundariam o país numa miséria comparável à que implantou o regime marxista cubano.

A violência desenfreada, a inflação exorbitante, a repressão sanguinária, a grave escassez de alimentos e medicamentos degradaram a vida de milhões de venezuelanos numa e forçaram a muitos a um êxodo em massa sem igual em nosso século.

“Uma das grandes calamidades do século 21 na América Latina”, afirma Juan Negri, diretor dos cursos de Ciência Política e Estudos Internacionais da Universidade Torcuato Di Tella (UTDT, Argentina), referindo-se à situação atual na Venezuela.

A crise humanitária desmanchou o sistema de saúde. A população, atolou na pobreza generalizada, e depende do sistema público de saúde. Em algumas áreas não há sequer gasolina suficiente ‒ no país de maiores reservas de petróleo do mundo! ‒ para viajar até aos centros médicos.

Até 2000, os hospitais recebiam doações privadas para sobreviver, mas o chavismo no poder as fez desaparecer para se apropriar de seus fundos, que logo foram rapinados.

“O sistema de saúde está em coma, como tendo passado por uma guerra civil”, define Huníades Urbina, vice-presidente da Academia Nacional de Medicina da Venezuela, em diálogo com “La Nación”.

Médicos cubanos num posto de saúde, Guarenas, Venezuela
Médicos cubanos num posto de saúde, Guarenas, Venezuela
A crise profunda de água potável afeta 90% da população e como diz um médico venezuelano que migrou para os EUA: “se não há água não há sala de cirurgia”.

Hospitais do interior do país recebem água durante uma a duas horas por dia, recolhem-na e a armazenam para cirurgias de emergência.

Não há substituição de instrumentos médicos. “Não temos reagentes, injeções, analgésicos, nem gazes”, descreve o diretor da área pediátrica de um hospital do interior.

“Não há diálise, não há transplante de rim, não há medicamentos oncológicos suficientes, não há transplante de medula óssea”, lamenta. “Os pacientes crônicos morrem como passarinhos”, diz Urbina.

O Inquérito Hospitalar Nacional nos 40 principais centros de saúde de referência a nível nacional mostrou haver déficit a nível nacional de 70% no radiodiagnóstico: 80% dos laboratórios públicos não estão operacionais; faltam 50% dos leitos hospitalares.

O Hospital Infantil JM de Los Ríos de Caracas, que em 1987 contava com 420 leitos, hoje conta só com 80 em estado operacional.

Faltam insumos básicos
Faltam insumos básicos
Num grande hospital de Caracas das seis salas cirúrgicas que possuía “só sobrou uma para emergências e outra que é usada como sala de parto”.

A cirurgia dos doentes se faz como em tempo de guerra. Os elevadores não funcionam nem para levar pacientes à sala de cirurgia. Se os médicos levam material próprio, são acusados de roubo e podem ser presos.

O ordenado mensal de um médico residente é de perto de 30 dólares (150 reais aprox.) e um especialista de cerca de 60 (R$ 300 aprox.), diz um médico de Caracas. Abaixo do salário mínimo (cem dólares, ou R$ 500 aprox.).



segunda-feira, 15 de julho de 2024

Emigração trágica dessangra a Venezuela

Dizem eles: Nós deixamos tudo na Venezuela. Não temos um lugar para viver ou dormir e não temos nada para comer
Dizem eles: "Nós deixamos tudo na Venezuela.
"Não temos um lugar para viver ou dormir e não temos nada para comer"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Venezuela se dessangra protagonizando a segunda maior crise migratória do mundo, atrás da Síria, com 7,3 milhões de cidadãos deslocados.

A agência das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR), calcula que o país perdeu 20% da população e por volta de 2.000 pessoas a abandonam todos os dias.

Mais de um milhão de venezuelanos pediram asilo em todo o mundo, segundo a ACNUR.

Porém a maioria não tem documentação e não tem acesso garantido aos direitos básicos, ficando exposta a riscos de exploração, tráfico, violência, discriminação e xenofobia.

Carlos Iván Suárez, jornalista venezuelano de 37 anos disse ao “La Nación” que fugiu à Argentina em 2018 pela perseguição aos jornalistas. Ele agradeceu à Argentina pela boa recepção aos mais de 163 mil venezuelanos acolhidos nesse país na outra extremidade do continente.

Porém, a maioria dos venezuelanos deslocados vive na Colômbia, Peru, Estados Unidos, Equador, Chile, Espanha e Brasil.

Segundo a relatora da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Esmeralda Arosemena de Troitiño, denunciou como causa deste êxodo de dimensões bíblicas as violências da ditadura que resultam em violações sistemáticas dos direitos individuais.

Emigrantes venezuelanos poderão ser logo por volta de 9 milhões avanzou a Agência Brasil
Emigrantes venezuelanos poderão ser logo 9 milhões avançou a Agência Brasil
“O caminho e o motivo foram terríveis, foi um desenraizamento total, parecia uma derrota total sabendo que o país não parava mais e que tudo já estava perdido”, disse Alex Perez Ortuno, desenvolvedor de software de 45 anos, na Argentina em dezembro de 2014.

“Democracia” é tal vez o termo mais abusado nos presentes dias até para justificar falaciosamente o contrário.

Assim, “os venezuelanos votam com os pés atravessando a fronteira aos milhares”, explica Juan Negri, da UTDT.

O relatório da Freedom House 2024, aponta que desde 1999 as instituições democráticas do país se deterioram cada vez mais gravemente a cada ano que passa.

A Venezuela com baixíssimos índices de liberdade e democracia não é mais considerado um país livre, mas sim autoritário.

O Índice de Democracia do “The Economist”, o autoritarismo vem “de longa data” e o país está no 142º lugar num total de 167, sendo o penúltimo no continente, atrás apenas da Nicarágua.

A chegada de Nicolás Maduro ao poder intensificou o retrocesso democrático.

Cessou a democracia guardas Nacionais prendem manifestante anti Nicolás Maduro, em Caracas
Cessou a democracia: guardas Nacionais prendem manifestante anti Nicolás Maduro
“O governo venezuelano estigmatizou, assediou e criminalizou as pessoas críticas do governo”, afirma Ana Piquer, diretora para as Américas da Anistia Internacional.

O sistema eleitoral foi despojado de imparcialidade e transparência. As eleições são amplamente tidas como ilegítimas e carentes de credibilidade.

As presidenciais deste ano também serão plagiadas pelo partido no poder, apesar das tentativas de mediação internacional para torná-las transparentes.

Cessou a independência judicial e os opositores são detidos e processados sem respeito pelos direitos fundamentais. A ONG Foro Penal, em 26 de fevereiro contava 264 presos políticos.

Mas os encarceramentos por motivos políticos de janeiro de 2014 a 31 de dezembro de 2023 totalizaram 15.812.

A ONU manifesta preocupação alertando contra “o recurso arbitrário à privação arbitrária de liberdade, incluindo o confinamento em “regime incomunicável em casas clandestinas, sem respeito pelas garantias legais mínimas básicas, bem como a privação da vida por razões políticas ou contra pessoas vistas como opositoras ao governo”.

Venezuelanos fogem de seu país
Venezuelanos fogem de seu país
Infelizmente declarações do gênero ficam apenas no papel e enchem as prateleiras dos arquivos burocráticos da ONU.

E tudo continua se passando como se uma maldição do Céu tivesse caído sobre a Venezuela.

Somente uma intervenção ou missão divina poderá pôr lhe fim.



segunda-feira, 17 de junho de 2024

Escolas em ruínas: mais um produto do “socialismo do século XXI”

Estudantes desmaiam de fome. Liceu Augusto D'Aubeterre, cidade de Boca de Uchire, Venezuela
Estudantes desmaiam de fome no Liceu Augusto D'Aubeterre,
cidade de Boca de Uchire, Venezuela
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O sistema educacional do “socialismo do século XXI” venezuelano fez o contrário do que prometeu enganosamente de um acesso massivo de crianças e adolescentes à educação.

A Assembleia Nacional com maioria de oposição declarou em 2018 a “Complexa Emergência Humanitária da Educação na Venezuela” reconhecendo a falta de apoio estatal, os baixos salários dos professores, à interferência dos sindicatos de tendência populista-comunista, o abandono escolar e à emigração dos maestros, entre outros muitos problemas degradantes.

A ditadura de Nicolás Maduro desconheceu o apelo. A queda é tão pronunciada que, para esconder a realidade, o regime não publica dados oficiais básicos desde 2015.

Desde 1997, o país não aceita qualquer avaliação internacional da aprendizagem e há uma década que não as faz a nível nacional.

Professores pedem acertar os saalários diante do Ministério na capital.
Professores pedem acertar os salários diante do Ministério na capital.
Segundo a última Pesquisa Nacional de Condições de Vida da Universidade Católica Andrés Bello (Encovi), nos últimos nove anos 190 mil alunos abandonaram o sistema educativo e a proporção de jovens escolarizados de entre 3 e 24 anos caiu de 73% para 63%.

Segundo a Federação Venezuelana de Professores, mais de 100 mil maestros deixaram o sistema educacional entre 2015 e 2020.

As infraestruturas escolares e serviços básicos caem aos pedaços, sendo que o “Diagnóstico da Educação Básica na Venezuela” estima que cerca de 69% das escolas na Venezuela apresentam graves deficiências ou vulnerabilidades.

Escolas ensinam alunos a se protegerem de tiroteios
Escolas ensinam alunos a se protegerem de tiroteios
O relatório “Estudar entre ruínas” elaborado em julho de 2023 pela organização Centros Comunitários de Aprendizagem (Cecodap) em nove dos principais estados do país, constatou que cerca de 59% das escolas apresentam graves problemas de infraestrutura.

E menciona tetos caídos e constantes infiltrações de umidades, toaletes inoperantes, falta de funcionários e acesso precário à água potável, gás doméstico e eletricidade...

Entretanto, o ditador Maduro é abençoado calorosamente pelo Papa Francisco no Vaticano e entusiasticamente defendido por vários presidentes sul-americanos de esquerda que partilham os mesmos objetivos.


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Diabólica maldição caiu na Venezuela

Maracaibo, ontem capital da riqueza petrolífera, hoje é cidade colapsada
Maracaibo, ontem capital da riqueza petrolífera, hoje é cidade colapsada
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Todas as manhãs, José Aguilera renova a velha e sábia prática de inspecionar as suas bananeiras e pés de café em sua fazenda no leste da Venezuela e chega à mesma deprimente constatação: desses não poderá colher quase nada.

A tragédia o supera: os poços de petróleo próximos expelem um resíduo oleoso e inflamável sobre as plantas. As folhas queimam, secam e murcham.

“Quando ele cai, tudo seca”, disse ele.

É que o socialismo bolivariano fez que a indústria petrolífera da Venezuela, outrora manancial de riqueza, transformar seu destino como num conto povoado de bruxarias.

A própria indústria foi deformada pela vareta diabólica da má administração socialista e um governo autoritário que deixa uma economia e um meio ambiente devastados.

A produção para exportação e consumo interno é mínima para subsistir. Mas, para isso a maldição socialista impõe sacrificar a manutenção básica e usa equipamentos cada vez mais precários, com crescente impacto ambiental.

O exemplo de Aguilera foi escolhido pelo “New York Times” para abrir um estarrecedor retrato da realidade venezuelana.

Aguilera mora em El Tejero, 480 km a leste de Caracas, a capital, numa região nunca vê a escuridão da noite, pois as explosões de gás dos poços de petróleo acontecem a qualquer hora com um ruído estrondoso, suas vibrações rachando as paredes das casas frágeis.

Muitos moradores sofrem de doenças respiratórias que podem ser agravadas pelas emissões dessas explosões. 

Não é uma descrição do inferno da Divina Comedia, mas a chuva faz cair uma película oleosa que corrói o motor dos carros, escurece as roupas brancas e mancha os cadernos que as crianças usam na escola.

Há escassez generalizada de combustível e praticamente ninguém na região tem gás de cozinha em casa.

Maracaibo de lago da riqueza ao atual lago da imundice
Maracaibo de lago da riqueza ao atual lago da imundice
O falecido ditador Hugo Chávez prometeu que a riqueza do petróleo iria para os pobres. Então demitiu milhares de engenheiros e geólogos, e os substituiu por agitadores, apoiadores políticos, confiscando a propriedade privada.

O atual presidente Nicolás Maduro, que se mantém de uma fraude eleitoral em outra, completou o colapso do país. Milhões de venezuelanos que não podiam se alimentar partiram num êxodo em massa enquanto Maduro era abençoado pelo Papa Francisco.

A corrupção do governo Maduro faz desaparecer o pouco dinheiro do petróleo que restou nas orgias dos bajuladores do presidente.

Enquanto isso as refinarias enferrujadas não param de queimar gás e a Venezuela produz cada vez menos petróleo e ocupa o terceiro lugar no mundo em emissões de metano por barril, segundo a Agência Internacional de Energia.

Em Cabimas, a 640 km a noroeste de Caracas, às margens do lago Maracaíbo, o petróleo vaza de dutos subaquáticos deteriorados, cobrindo as margens e transformando a água num verde-neon que pode ser visto do espaço.

Canos quebrados flutuam na superfície e brocas de petróleo enferrujam e afundam na água. Pássaros cobertos de óleo lutam para voar.

Cabimas foi uma das comunidades mais ricas da Venezuela e hoje mal sobrevive na extrema pobreza.

Três irmãos Méndez —Miguel, 16, Diego, 14, e Manuel, 13—remam por essas águas poluídas na esperança de pescar camarões e peixes suficientes para alimentar a si mesmos, seus pais e sua irmã mais nova.

Instalações petrolíferas cairam enferrujadas
Instalações petrolíferas caíram enferrujadas
Eles usam gasolina para lavar o óleo de sua pele.

As crianças brincam e se banham na água, que cheira a vida marinha podre.

O pai dos meninos, Nelson Méndez, 58, diz: “tudo pelo que trabalhei na vida, perdi por causa do petróleo”.

No lago Maracaíbo as chamas de gás empestam a atmosfera porque não há equipamentos para convertê-lo em combustível.

O ministro Josué Alejandro Lorca, disse que o governo não tem recursos para resolver o problema.

Em Cabimas, o pescador David Colina, 46, vestido com um macacão laranja manchado de óleo com o emblema da petrolífera estatal, há trinta anos conseguia pescar mais de cem quilos de peixe.

Agora num dia com sorte puxa dez quilos na rede, que trocará por farinha ou arroz com seus vizinhos.

“Não há mais governo aqui”, se lamenta. É um “triunfo” do socialismo para onde Maduro e seus colegas nos governos latino-americanos estão empurrando o nosso continente.


segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Ruína económica venezuelana-argentina aponta mal rumo para América do Sul

Chávez durante a demagógica inauguração em 2005.
Chávez durante a demagógica inauguração em 2005.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em 1º de fevereiro de 2005, centenas de agitadores de organizações sociais aplaudiam a inauguração do primeiro posto de atendimento PDVSA-Enarsa, produto do acordo energético entre a Argentina e Venezuela “bolivarianas”, rememorou longa reportagem do “La Nación”.

O falecido Hugo Chávez encheu o tanque do primeiro veículo e exultou: “aqui as barreiras do neoliberalismo selvagem, do capitalismo, estão sendo quebradas”.

“Vamos continuar abrindo estações e vamos começar a perfurar poços de petróleo para que no futuro a Argentina não precise importar petróleo.”

O ministro local do Planejamento Federal Julio De Vido – hoje em prisão preventiva por falcatruas – antecipou: “é o início da abertura de mais 600 previstas para o restante do ano”.

Mais do que uma realidade foi uma ficção esquerdista ou doentia.

Após 17 anos, a Pdvsa Argentina em ruinas
Após 17 anos, a Pdvsa-Argentina em ruínas aponta descaminho para o continente
A empresa hoje, a 17 anos do ato inaugural, só tem únicos quatro postos de atendimento em estado de abandono.

Esses acumulam penhoras judiciais, dívidas milionárias e pelo menos 80 ações judiciais de funcionários e fornecedores que reclamam salários atrasados.

Segundo ex-funcionários, a empresa abandonou seus escritórios devendo milhões em aluguéis e despesas não pagas.

A petroleira venezuelana quis comprar a Shell e a rede estatal uruguaia Sol Petróleo até que todas pararam de servir.

“A PDVSA implodiu na própria Venezuela, explicou o doutor em Economia e Direito Daniel Gustavo Montamat, ex presidente de YPF y ex secretário de Energia. “No início do chavismo, a empresa produzia 2.800.000 barris de petróleo e hoje só 600 mil”.

Néstor Kirchner e Chávez anunciaram um Grande Gasoduto do Sul, que ligaria a Venezuela à Argentina, atravessando o Brasil que nunca foi realizado. Muitos ficaram pasmos pela ousadia do projeto hoje esquecido.

Refinaria de PDVSA en El Palito, Venezuela. O gigante petrolífero acumula divida de 35 bilhões de dólares e quase não produz
Refinaria de PDVSA en El Palito, Venezuela. O gigante petrolífero
acumula divida de 35 bilhões de dólares e quase não produz
A empresa nunca gerou um centavo, embora todos os meses, entrava dinheiro dos governos”.

O jornal “La Nación” nem achou seu presidente, Carlos Corredor. “Tudo o que você pode imaginar foi levado embora. De computadores, mesas, dispensadores, pratos. Não sobrou nem janelas”, diz Juan Manuel Lasso, ex-administrador da estação San Francisco. 

No posto, os mais de 40 trabalhadores reclamam meses de salários à empresa fechada há mais de dois anos.

Em 2020 lhes foi cortada a energia elétrica. As bombas não funcionam. Os operários iam à estação em turnos para evitar roubos. Até que veio a pandemia e foram demitidos desrespeitando os requisitos legais.

O presidente Alberto Fernández prometeu resolver os problemas, mas ninguém acreditou e de fato tiveram razão .

Os direitos trabalhistas foram desrespeitados pelo 'goverrno dos trabalhadores argentinos'
Os direitos trabalhistas foram desrespeitados pelo 'governo dos trabalhadores argentinos'
A subsidiária argentina da petrolífera venezuelana ainda existe nos papeis. Em 2019, foi demitida a maioria dos funcionários administrativos.

Também fechou seus escritórios porque não pagava alugueis e despesas. Só ficam menos de seis funcionários num pequeno escritório.

A empresa entrou no tráfico ilegal de dinheiro da Bolívia até que uma “mula” foi presa com maços de dólares dizendo que eram para pagar os salários da PDVSA Argentina. Até essa fonte secou.

Ninguém entende como foi possível que o Estado argentino não reclamasse. Os processos de ex-trabalhadores concluíram com a declaração da falência.

Mas tudo continua como dantes no quartel do Abrantes bolivariano com os governos esquerdistas acobertando a falcatrua de fundo ideológico e tentando tomar o poder nos países vizinhos.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Terrorismo islámico e Teologia da Libertação se abraçam na Nicarágua

Mohsen Rezai, vicepresidente doe Irã procurado por atentadso cna Argentina
Mohsen Rezai, vice-presidente doe Irã procurado por atentados na Argentina
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A posse como presidente pela 5ª vez de Daniel Ortega, não só confirmou a ditadura do ex-guerrilheiro sandinista à desditada Nicarágua. Ela revelou para além das aparências o esforço de reconstituição das esquerdas que tentam abalar o mundo ex-cristão.

A pedra de toque foi a presença do vice-presidente de Assuntos Econômicos da República Islâmica do Irã, Mohsen Rezai. Ele compareceu como chefe da delegação enviada pelo presidente Ebrahim Raisi, líder religioso “conservador” outrora encarregado das execuções no país e hoje procurado internacionalmente, segundo informou “Clarín”.

Ele é um dos líderes iranianos acusados de autores intelectuais do ataque terrorista à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires, que causou a morte de 85 pessoas e feriu centenas nas ruas e vizinhanças em julho de 1994.

O terrorista islâmico procurado pela Interpol deu grande abraço a Daniel Ortega o combatente apoiado pela Teologia da Libertação.

Os extremismos xiita (que se diz fiel ao Corão no ódio ao cristianismo) e o cristão de esquerda não só mostraram sua afinidade profunda mas convidaram entre outros ao ditador de Cuba marxista Miguel Díaz-Canel.

Na festa fraternal representava o governo argentino, seu embaixador em Manágua Daniel Capitanich.

O governo de Fernández, como também o movimento peronista que o sustenta pretende ser nacionalista e pôr os interesses de seu país e seus habitantes por cima de tudo.

Mas a Argentina foi gravemente atingida por dois ferozes atentados assassinos encomendados e praticados por terroristas iranianos.

Ministro iraniano Mohsen Rezai indiciado por atentados assassinos, Nicolás Maduro e o cubano Miguel Díaz-Canel apoiando o ditador guerrilheiro Daniel Ortega
Ministro iraniano Mohsen Rezai indiciado por atentados assassinos,
Nicolás Maduro e o cubano Miguel Díaz-Canel apoiando o ditador guerrilheiro Daniel Ortega
E esses crimes foram sempre acobertados pelo mesmo governo nacionalista-peronista durante as investigações do crime. Mais uma contradição ovante do nacionalismo populista argentino.

Também se exibiu o ditador marxista-chavista Nicolás Maduro que jogou seu país em atroz miséria com a bênção do Papa Francisco.

O pontífice diz dar prioridade aos pobres, e outrora disse deplorar a massacre feita pelos iranianos em Buenos Aires onde era bispo.

Rezai foi Comandante da espécie de SS xiita, o Corpo dos Guardiões da Revolução-Pasdaran entre 1993 e 1994.

Rezai tem como cúmplice principal do massacre da AMIA a Ahmad Vahidi, que também tem mandado de prisão internacional da Interpol, e é ministro do Interior do Irã.

Durante o governo de Cristina Kirchner, Vahidi fez várias viagens à Bolívia e à Venezuela sem ser preso.

Para assistir ao evento Mohsen Rezai fez uma extensa viagem driblando os espaços aéreos dos países que o procuram, em complicados desvios desde Teerã e escalas na Mauritânia e em Caracas.

Assim descreveu o diretor da Fundação para a Defesa da Democracia (FDD) Emanuele Ottolenghi, também experto em antiterrorismo, informou “La Nación”.

Não faltaram delegações da China e de “países bandidos” como a Coreia do Norte. De acordo com a agência AFP, se exibiram representantes da Rússia, do Vietnã, de Laos, de Camboja, da Turquia e da Bielorrússia.

O vicepresidente iraniano fez combinações com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na Nicarágua
O vicepresidente iraniano fez combinações
com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na Nicarágua
A aparente salada de fatores de caos, esquerdismo e anticristianismo, patenteou a existência de uma organização subterrânea que os une no objetivo de destruir os restos de Cristandade.

Nem os EUA, nem a OEA nem a União Europeia reconhecem as eleições de fachada que deram continuidade a Ortega com 76% dos votos.

Ortega ganhou após prender no cárcere aos candidatos rivais pela presidência e sufocar todas as instituições democráticas. Os únicos candidatos “rivais” eram seus aliados.

No discurso de posse, Ortega voltou ao vetusto realejo antiamericano quase ecoando certos pronunciamentos do Papa Francisco. “Não vamos mais deixar que levem nossas riquezas e vamos buscar juntos projetos comuns para combater a pobreza de nossos povos. O exemplo da Venezuela é um exemplo de força e resistência contra os EUA.”

Mas, o povo venezuelano geme em horrível pobreza criada pelo regime do “socialismo do século XXI”, escreveu a “Folha de S.Paulo”.

Ortega também justificou a matança de mais de 300 oposicionistas durante protestos em 2018, dizendo que foi uma “luta contra o terrorismo interno”.

Os EUA e a União Europeia ampliaram sanções econômicas e diplomáticas contra Ortega e 116 de seus homens instalados no Exército, no Ministério da Defesa e na petrolífera estatal do país.

Prefeitos e outros políticos, promotores de Justiça e autoridades ligadas à polícia não poderão mais entrar em território americano.

A Polícia Nacional foi indiciada por praticar “torturas físicas e psicológicas, aos que se opuseram ao regime de Ortega”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, havia qualificado as eleições da Nicarágua de farsa. E prometeu “ferramentas diplomáticas e econômicas”. O mesmo fez a União Europeia, repetindo ambos as mesmas inocuidades.

O pontificado de Francisco I vem acolhendo com agrado há anos os teólogos que estão por trás da ditadura assassina de Ortega e não teve nada a dizer contra o cenáculo subversivo manchado de sangue.


segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

94,5% dos venezuelanos na mais crua pobreza

Populares comem lixo na rua
Populares comem lixo na rua
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Nova Pesquisa das Condições de Vida, apresentada em Caracas pela Universidade Católica Andrés Bello revelou que 94,5% dos venezuelanos caíram abaixo do nível de pobreza, sendo que 76,6% deles estão abaixo da linha de pobreza extrema, informou “El País”, edição para o Brasil.

Nem os envios de petróleo de Teerã (Irã) para Caracas impediram a paralisação quase total do país provocada pela escassez de combustível se agravando a recessão.

As medidas do Governo contra a Covid-19 catapultaram a crise. As crianças ficaram um ano e meio sem aulas, e ficou paralisado o setor produtivo.

O desemprego afeta 8,1 milhões de venezuelanos. Os que ainda têm trabalham são 7,6 milhões, mas grande parte com uma jornada de quatro horas.

Entre os inativos há 3,6 milhões que deixaram de procurar emprego.

1,5 milhão de mulheres com filhos está sem recursos. Apenas um terço das venezuelanas tem ocupação regular.

Entre 2014 e 2021, o emprego formal perdeu 4,4 milhões de postos de trabalho, 70% dos quais no setor público, e o restante na iniciativa privada.

Temos fome diz cartaz
Temos fome diz cartaz
No setor privado, 58% estão em condição de pobreza extrema, enquanto no setor público são 75%.

A precariedade do emprego no setor público foi mencionada até pela Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos dirigida pela esquerdista Michelle Bachelet em seu último relatório sobre a Venezuela.

Um funcionário pode ganhar apenas 12 dólares por mês, ao passo que um empregado do setor privado recebe em média 38 dólares por mês, e os autônomos têm renda média de 32 dólares.

Segundo um dos autores do relatório, o sociólogo Luis Pedro España, o maior problema é a abissal redução na entrada de divisas, de 90 bilhões de dólares em 2012 para 5 bilhões em 2020, a maior parte procedente das exportações não petroleiras privadas.

“Se distribuíssemos toda a renda equitativamente entre as famílias, a média per capita seria de 30 dólares por venezuelano por mês, ou seja, um dólar por pessoa por dia, um cenário em que todos estaríamos na pobreza extrema”, acrescentou.

O “socialismo do século XXI” de Nicolás Maduro multiplicou as “Bolsas” e “Auxílios” para as famílias miseráveis que chegam no máximo a 36 dólares por mês, e torna esse contingente miserável totalmente depende totalmente do Estado.

Migrantes venezuelanos na Rodoviária de Anápolis
Migrantes venezuelanos na Rodoviária de Anápolis
A pesquisa foi feita com mais de 17.000 entrevistas domiciliares de mais de 800 perguntas durante os últimos sete anos.

Ainda segundo ela, pelo menos 340.000 crianças deixaram de nascer em cinco anos e o aumento da mortalidade infantil, chegou a 25,7 por cada 1.000 nascidos vivos alterando a pirâmide populacional do país.

As gerações nascidas entre 2015 e 2020 terão três anos menos de vida que as que precederam à crise, apontou Anitza Freites, coordenadora do estudo.

A população diminuiu 1,1% na última meia década, caindo para 28,7 milhões.

Mais de quatro milhões, sendo 90% deles na faixa dos 15 a 49 anos, emigraram nos últimos cinco anos ganhando as dimensões de um êxodo.

O comissário da Organização dos Estados Americanos (OEA) para a crise migratória venezuelana, David Smolansky, considera que logo haverá mais migrantes e refugiados venezuelanos que de qualquer outro país, incluídos países em guerra como a Síria, reportou “Clarin”.

Em 2022 poderá ser a maior do mundo por causa da crise econômica e da repressão. 

A oposição venezuelana fala de por volta de sete milhões, enquanto fontes da ONU e outras organizações especulam em volta de seis milhões, segundo a mesma fonte.

A educação remota ficou quase inviável e em 78% dos lares as mães assumiram as tarefas educacionais.


terça-feira, 26 de outubro de 2021

Ecossocialismo causa catástrofe ambiental na Venezuela

Maravilhas do ecosocialismo o maior lago da América do Sul perece por abandono das instalações petrolíferas
Maravilhas do ecossocialismo o maior lago da América do Sul
perece por abandono das instalações petrolíferas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O regime venezuelano bem engajado com todas as causas das esquerdas é o responsável pela tragédia ecológica no Lago de Maracaibo no noroeste do país com partes na Colômbia, explicou Sharon Gómez, especialista em comercio marítimo internacional.

O lago é o maior de água doce da América do Sul e repousa sobre uma das maiores jazidas de petróleo do mundo, mas se está contaminando espantosamente pela dissidia dos regimes de Chávez e Maduro.

Está em curso a eliminação da flora e da fauna silvestres, a deterioração do ecossistema subaquático e o crescimento excessivo de fatores epidêmicos que causam graves prejuízos aos habitantes da área.

Os regimes socialistas do século XXI anunciaram com espalhafato planos e políticas públicas ambientais que ao mesmo tempo manteriam a infraestrutura petrolífera que extrai petróleo do lago.

De fato, o Socialismo do Século XXI, de Chávez e depois de Maduro não só levou à falência o aparelho produtivo do país, notadamente da companhia nacional de petróleo (PDVSA), mas colapsou a infraestrutura física do petróleo no Lago Maracaibo.

O estado de abandono em que foi jogada dita infraestrutura produtora de petróleo não só derrubou a Venezuela do topo dos exportadores aos mais baixos níveis históricos.

Estado da água no Lago Maracaibo
Estado da água no Lago Maracaibo
Mas, deixou as costas do Lago Maracaibo totalmente cobertas de óleo pela ausência de manutenção de dutos, destilarias e portos.

Sharon Gómez foi até o Lago de Maracaibo e ficou espantada pela viscosidade das águas contaminadas, o cheiro penetrante que empesta o ar.

Os pescadores da região lhe me contaram que o lago está devastado por um vazamento constante de óleo alimentado por dutos e poços sem manutenção.

A contaminação das águas é mais do que visível em todos os lugares. A água apresenta uma cor verde neon com grande número de estrias de óleo multicolorido e a orla está estragada com poças pretas e pastosas típicas do petróleo.

A entidade oficial de cuidar do desastre é o Instituto de Controle e Conservação da Bacia Hidrográfica do Lago de Maracaibo (ICLAM).

É um órgão autônomo, vinculado ao Ministério do Poder Popular para o Ecossocialismo para a gestão sustentável e racional dos recursos naturais da Bacia do Lago.

Essa tarefa do ICLAM não aparece. Há 20 anos age sob os preceitos do “Ecossocialismo”. Socialismo sim existe entre os burocratas pagos pelo regime.

Peixes morrem, algas desaparecem, pescadores tentam sobreviver
Peixes morrem, algas desaparecem, pescadores tentam sobreviver
Mas a alusão à ecologia é uma palhaçada. Sem manutenção a imensa malha de dutos e poços tem anos sem conserto e apodrece enferrujada nos fundos da água. O petróleo emerge e alimenta uma imensa vegetação superficial que impede a passagem do sol.

O resultado é que os peixes não têm como respirar e as algas que são seu alimento natural no fundo do lago, sem sol desaparecem.

A tóxica massa verde superficial encheu o Lago, no estado de Zulia, e deságua no Mar do Caribe para intoxicar as águas e as praias e se tornar uma emergência internacional, conclui a especialista Sharon Gómez.

Socialismo vermelho e ecologismo “verde” mais uma vez convergem na destruição da civilização e da própria natureza.


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Nossa Senhora nem treme com carro bomba: é o futuro da América do Sul e do mundo?

Virgem da Proteção: foto permite ver proximidade do carro bomba
Virgem da Proteção: foto permite ver proximidade do carro bomba
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Um carro bomba foi feito explodir diante da sede da 30º Brigada do exército colombiano na cidade de Cúcuta em região fronteiriça com a Venezuela, muito flagelada por guerrilhas comunistas e bandas narcotraficantes.

No total, houve que lamentar 36 feridos e importantes danos materiais. Os seis feridos graves evolucionaram bem rapidamente e estão fora de perigo.

Porém a imagem de Nossa Senhora que havia sido concluída havia poucos meses pelos próprios soldados e instalada num nicho de vidro inteiramente exposta na frente do quartel ficou intacta, segundo reportagem de ACIPrensa e muitos outros órgãos de informação e redes sociais.

É chocante o contraste entre os restos do carro carbonizado a 20 metros da imagem e os fragmentos do vidro protetor, com a imagem perfeitamente conservada inclusive suas delicadas rendas brancas.

Ela foi analisada pelo bispado castrense da Colômbia quem julgou que consideradas as circunstâncias a imagem deixou a sensação de “milagre, vida e fé” após as detonações que atingiram a base militar.

segunda-feira, 8 de março de 2021

Venezuela: notas de um milhão que valem menos de três reais

Um milhão vale menos de R$ 3
Um milhão vale menos de R$ 3
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O Banco Central da Venezuela (BCV) emitiu três novas cédulas, a maior delas com um valor de face de um milhão de bolívares, em meio a uma inflação anual de quatro dígitos, informou “La Nación” de Buenos Aires.

O Banco Central do “socialismo do século XXI” anunciou o início da circulação das novas peças de 200.000, 500.000 e 1.000.000 bolívares “para atender às necessidades da economia nacional”.

Mas acontece que a maior das novas cédulas – a de um milhão de bolívares – equivale a 0,529 centavos de dólar de acordo com a taxa de câmbio média publicada pelo Banco Central nos mesmos dias.

Essas cédulas nem chegaram às agências porque o Banco Central não cumpriu a promessa e a atrasou em uma semana ou até o final da quarentena que é imprevisível.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Polícia de Maduro matou mais que o coronavírus em 2020

As Forças Especiais de Maduro constituem os “batalhões de extermínio” do socialismo segundo a ONU
As Forças Especiais de Maduro constituem
os “batalhões de extermínio” do socialismo segundo a ONU
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A repressão governamental de fundo ideológico mata mais que o Covid-19 e que o próprio crime organizado. Por isso, a Venezuela sofre de três pandemias ao mesmo tempo, concluiu o prestigioso Observatório da Violência da Venezuela (OVV), noticiou “El Mundo” de Madri.

O OVV estimou que o governo é culpado de 4.231 mortes violentas por “resistência à autoridade”, nome oficial que esconde as execuções extrajudiciais lideradas pelas Forças Especiais da Polícia Nacional Bolivariana ( FAES).

Essas Forças Especiais são definidas pela ONU como os “batalhões de extermínio” do socialismo venezuelano.

O mesmo governo bolivariano reconhece pouco mais de mil mortes causadas por Covid-19, embora fontes não oficiais e o Parlamento as duplicam.

“A epidemia de violência policial se sustenta em aumento desde 2016. Em metade dos entes federados do país, a mortalidade policial foi maior do que a criminal”, disse Roberto León Briceño, diretor da OVV.

A FAES nasceu nesse ano de 2016 por ordem de Nicolás Maduro.

Além delas todas as forças policiais e militares têm participado de execuções extrajudiciais, “incluindo uma brigada canina”, revelou o professor León Briceño.