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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Ruína económica venezuelana-argentina aponta mal rumo para América do Sul

Chávez durante a demagógica inauguração em 2005.
Chávez durante a demagógica inauguração em 2005.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em 1º de fevereiro de 2005, centenas de agitadores de organizações sociais aplaudiam a inauguração do primeiro posto de atendimento PDVSA-Enarsa, produto do acordo energético entre a Argentina e Venezuela “bolivarianas”, rememorou longa reportagem do “La Nación”.

O falecido Hugo Chávez encheu o tanque do primeiro veículo e exultou: “aqui as barreiras do neoliberalismo selvagem, do capitalismo, estão sendo quebradas”.

“Vamos continuar abrindo estações e vamos começar a perfurar poços de petróleo para que no futuro a Argentina não precise importar petróleo.”

O ministro local do Planejamento Federal Julio De Vido – hoje em prisão preventiva por falcatruas – antecipou: “é o início da abertura de mais 600 previstas para o restante do ano”.

Mais do que uma realidade foi uma ficção esquerdista ou doentia.

Após 17 anos, a Pdvsa Argentina em ruinas
Após 17 anos, a Pdvsa-Argentina em ruínas aponta descaminho para o continente
A empresa hoje, a 17 anos do ato inaugural, só tem únicos quatro postos de atendimento em estado de abandono.

Esses acumulam penhoras judiciais, dívidas milionárias e pelo menos 80 ações judiciais de funcionários e fornecedores que reclamam salários atrasados.

Segundo ex-funcionários, a empresa abandonou seus escritórios devendo milhões em aluguéis e despesas não pagas.

A petroleira venezuelana quis comprar a Shell e a rede estatal uruguaia Sol Petróleo até que todas pararam de servir.

“A PDVSA implodiu na própria Venezuela, explicou o doutor em Economia e Direito Daniel Gustavo Montamat, ex presidente de YPF y ex secretário de Energia. “No início do chavismo, a empresa produzia 2.800.000 barris de petróleo e hoje só 600 mil”.

Néstor Kirchner e Chávez anunciaram um Grande Gasoduto do Sul, que ligaria a Venezuela à Argentina, atravessando o Brasil que nunca foi realizado. Muitos ficaram pasmos pela ousadia do projeto hoje esquecido.

Refinaria de PDVSA en El Palito, Venezuela. O gigante petrolífero acumula divida de 35 bilhões de dólares e quase não produz
Refinaria de PDVSA en El Palito, Venezuela. O gigante petrolífero
acumula divida de 35 bilhões de dólares e quase não produz
A empresa nunca gerou um centavo, embora todos os meses, entrava dinheiro dos governos”.

O jornal “La Nación” nem achou seu presidente, Carlos Corredor. “Tudo o que você pode imaginar foi levado embora. De computadores, mesas, dispensadores, pratos. Não sobrou nem janelas”, diz Juan Manuel Lasso, ex-administrador da estação San Francisco. 

No posto, os mais de 40 trabalhadores reclamam meses de salários à empresa fechada há mais de dois anos.

Em 2020 lhes foi cortada a energia elétrica. As bombas não funcionam. Os operários iam à estação em turnos para evitar roubos. Até que veio a pandemia e foram demitidos desrespeitando os requisitos legais.

O presidente Alberto Fernández prometeu resolver os problemas, mas ninguém acreditou e de fato tiveram razão .

Os direitos trabalhistas foram desrespeitados pelo 'goverrno dos trabalhadores argentinos'
Os direitos trabalhistas foram desrespeitados pelo 'governo dos trabalhadores argentinos'
A subsidiária argentina da petrolífera venezuelana ainda existe nos papeis. Em 2019, foi demitida a maioria dos funcionários administrativos.

Também fechou seus escritórios porque não pagava alugueis e despesas. Só ficam menos de seis funcionários num pequeno escritório.

A empresa entrou no tráfico ilegal de dinheiro da Bolívia até que uma “mula” foi presa com maços de dólares dizendo que eram para pagar os salários da PDVSA Argentina. Até essa fonte secou.

Ninguém entende como foi possível que o Estado argentino não reclamasse. Os processos de ex-trabalhadores concluíram com a declaração da falência.

Mas tudo continua como dantes no quartel do Abrantes bolivariano com os governos esquerdistas acobertando a falcatrua de fundo ideológico e tentando tomar o poder nos países vizinhos.



segunda-feira, 11 de março de 2019

Caracas: de shopping de superluxo a Babel do terror

Caracas: de shopping de superluxo a Babel do terror
Caracas: de shopping de superluxo a Babel do terror
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Um prédio do tamanho de um morro se ergue numa área central de Caracas como um gigantesco caracol de cimento rodeado de favelas.

De forma helicoidal, na singularidade de sua forma e proporções alberga a mais sinistra prisão e centro de torturas e assassinatos gerido pela polícia política socialista da Venezuela, segundo se deduz de reportagem de “Clarín”.

“El Helicoide” é a sede do temido SEBIN, ou Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional. O edifico monumental encarna uma lição das mais perversas, mas paradoxalmente instrutiva, da história da Venezuela nas últimas décadas.

O tétrico prédio foi construído em volta do morro La Roca Tarpeya com 13 andares de concreto. O hoje círculo monstruoso de horrores de início foi imaginado como o primeiro shopping “drive through” da América Latina. Os clientes poderiam ir de loja em loja com seu carro.

A bonança petroleira permitia sonhos como esse, com ar de ciência ficção e sonho fantástico, como certos empreendimentos de emirados do Golfo Pérsico.

O design evoca a torre de Babel. Às 320 lojas repletas do melhor que a superabundância de petrodólares permitia trazer do mundo todo, se acrescentariam centros de exposição artística, ginásios, piscinas, kindergardens, centro “multicinema”, área com tudo para o carro e oficinas.

Haveria ascensores inclinados para percorrer os diferentes andares e o conjunto teria sua própria emissora de rádio: Radio Helicoide.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Monumento a Colombo ou a índio
diante da Casa Rosada?

Monumento a Cristóvão Colombo em Buenos Aires
encolerizou Hugo Chávez:
“O que faz ali esse genocida? Ali temos que pôr um índio”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Nos jardins defronte a Casa Rosada brilhava um belo conjunto escultórico em mármore de Carrara, dedicado ao descobridor da América Cristóvão Colombo.

A artística obra, de 623 toneladas e 26 metros de altura, foi doada em 1921 pela comunidade italiana imigrante. Entalhada na Itália, foi montada em arquitetônica perspectiva entre o palácio presidencial e o Rio da Prata.

Porém, ao vê-la em 2011, o falecido ex-presidente Hugo Chávez exclamou encolerizado:

“O que faz ali esse genocida? Colombo foi o chefe de uma invasão que provocou não um morticínio, mas um genocídio. Ali temos que pôr um índio”, noticiou “Clarín”.

Chávez não disse nenhuma insolência nova. Apenas repetiu um chavão da Teologia da Libertação martelado insistentemente por grupos subversivos contrários às missões católicas e à civilização, como o CIMI brasileiro.

Então no poder, o casal Kirchner, sempre ufano de seu nacionalismo, caiu de joelhos diante da imposição ideológica do ditador comunistoide da Venezuela.

Foram procurar o índio e não o acharam. Escolheram então uma revolucionária que respondia pelo nome de Juana Azurduy de Padilla, para lhe dedicar uma estátua em substituição à de Colombo.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Morte de Hugo Chávez foi ocultada dois meses
confessa chefe de segurança chavista

Chávez morreu dois meses antes do enterro oficial, diz ex guarda-costa
Chávez morreu dois meses antes do enterro oficial, diz ex guarda-costa


O “número 2” da segurança chavista Leamsy Salazar que fugiu aos EUA também denunciou que Hugo Chávez morreu de fato às 19h 32min de 30 de dezembro de 2012, e não em 5 de março de 2013, como anunciou o regime oficialmente, noticiou “Clarín” de Buenos Aires.

Sobre as denúncias de Salazar veja: Chefe de segurança da Venezuela deserta e denuncia narcotráfico chavista

Era suspeita generalizada de que o ditador comunistoide já estava morto, ainda quando Maduro anunciava que havia despachado com ele durante horas.

A morte de Chávez foi ocultada durante semanas. As fracassadas tentativas de embalsamá-lo e as esquisitices de seu velório e enterro acentuaram ainda mais a desconfiança de um arcabouço de mentiras de difícil explicação, mas não estranho nos regimes comunistas.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Socialismo venezuelano apela ao agronegócio dos EUA para sobreviver

Produtores de arroz de Arkansas exportam toda sua safra para a Venezuela
Produtores de arroz de Arkansas exportam toda sua safra para a Venezuela
Mais uma Reforma Agrária fracassada. Com efeito, a revolução socialista de Hugo Chávez perseguiu os proprietários rurais – e seu fiel prosélito Maduro continua a perseguir – ao expropriar suas terras a fim de dar o fruto da espoliação aos “pobres”. Mas hoje os pobres venezuelanos não têm o que comer.

Desatinado, Maduro perdeu todo escrúpulo e teve de apelar para o “império” sobre o qual vive tripudiando, e à categoria dos oligarcas que tocam o agronegócio americano com notório sucesso, segundo reportagem do “The Wall Street Journal”.

Chávez nacionalizou propriedades agrícolas, redistribuiu terras e impôs controles de preços de alimentos, sempre alegando amor aos pobres. E agora sem arroz nem feijão... Maduro foi de chapéu na mão a mendigar nos “perversos” EUA.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O fantasma de Chávez: uma assombração dirigida por Cuba?

De Chávez ficaria um "fantasma" manipulado pelos Castro em Cuba

“O TSJ, [equivalente do STF] essa corte de cartolina fez tudo que o chavismo queria — e mais. Torturou até que se amoldassem aos desígnios oficiais os artigos da Constituição que tratam do exercício da presidência e acrescentou uma barbaridade jurídica que seria hilária se não fosse uma pedra a mais na construção da “ditadura perfeita”, como se dizia do arremedo de democracia no México de tempos idos”. (O Estado de S.Paulo, 11.1.13)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Colossal incêndio em refinaría abalou imagem de Chávez

Infraestrutura nacional está abandonada dizem venezuelanos
Infraestrutura nacional está abandonada dizem venezuelanos

“Brasil e Argentina urdiram o isolamento do Paraguai, último obstáculo à adesão da Venezuela, e atropelaram as normas do Mercosul para receber Hugo Chávez de braços abertos”, comentou “O Estado de S. Paulo” em 06/08/12, após os vergonhosos procedimentos das diplomacias do Cone Sul.

Por sua vez, “O Globo” vem apontando o caráter desinibidamente narcotraficante do governo do presidente Chávez:

“O governo venezuelano tem conhecidas ligações com as Farc, organização colombiana tão envolvida com o tráfico de drogas que é chamada de narcoguerrilha. Altos escalões do governo estão envolvidos até o pescoço na rede criminosa”, observou o jornal carioca com farto apoio de informações.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Democracia (se não é de esquerda) é ‘golpe’! Golpe (se é de esquerda) é ‘democracia’! Uma lição do Paraguai

María Liz García, ministra de Defesa do Paraguai
A ministra de Defesa do Paraguai, María Liz García, entregou à imprensa vídeo feito por câmaras de segurança mostrando reunião do chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, com comandantes militares paraguaios, enquanto o Senado se aprontava para votar a destituição do então presidente populista Fernando Lugo.

O encontro do chanceler venezuelano com comandantes das três Armas teria sido convocado pelo chefe do gabinete militar de Lugo, o general Ángel Vallovera, e aconteceu no próprio Palácio de Governo da capital.

A matéria foi difundida pela agência EFE desde Assunção e o vídeo foi postado em Youtube.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Desastre petrolífero deixa capital estadual venezuelana sem água

Maturin (400.000 habitantes) ficou sem agua potável
Maturin (400.000 habitantes) ficou sem agua potável
A infraestrutura produtora de petróleo na Venezuela está caindo aos pedaços por falta de manutenção. Os técnicos da estatal de petróleo PDVSA foram substituídos por adeptos fanatizados do ditador Hugo Chávez.

Em 4 de fevereiro aconteceu um acidente emblemático, noticiado pelo diário “La Croix”, de Paris. Na cidade de Jusepin um oleoduto rachou, derramando cerca de 80 mil barris de petróleo (12 milhões de litros), segundo o biólogo Antonio Machado, especialista em ecologia tropical da Universidade Central da Venezuela, a maior do país.

O óleo caiu no rio Guarapiche, provocando a “maior catástrofe mundial acontecida em água doce”, segundo informaram a Rede das Sociedades Científicas Venezuelanas e especialistas de diversos ramos. O acidente foi apenas menor que o da muito noticiada “maré negra” do Golfo de México, EUA, em 2010.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Superstições, confusões e demagogia não seguram o câncer de Chávez

Após reconhecer que voltou o câncer que ele já tinha vencido, o presidente venezuelano Hugo Chávez foi para Cuba e se fez operar mais uma vez e se tratar com radioterápia.

Ele havia anunciado diversas vezes sua vitória definitiva contra a grave doença que está operando em seu corpo destruição análoga à que ele vem fazendo na Venezuela. Desta segunda vez, também anunciou a ‘vitória final’. Os médicos, cubanos e russos, foram assaz pessimistas.

De nada lhe adiantou invocar a superstição venezuelana de Maria Lionza, uma espécie de divindade lúbrica. “Eu tenho fé de que prevalecerei por meio dos espíritos das planícies” – disse naquela ocasião. LINK

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Técnicos, mestres e intelectuais
abandonam Venezuela em massa

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Venezuela está perdendo seus cérebros: intelectuais, técnicos e especialistas nos mais diversos campos abandonam o país sufocados pela prepotência chavista ou pauperizados pela falta de empregos e projetos.

Artistas, advogados, médicos, gerentes de empresas, engenheiros migram de sua terra natal que afunda nas trevas e na miséria socialista.

Muitos vão para a Cidade do Panamá ou Miami. Engenheiros de petróleo trabalham em plataformas no Mar do Norte ou em areias betuminosas do Canadá.

Calcula-se que meio milhão de venezuelanos qualificados fazem parte desta diáspora.

O êxodo racha famílias, estanca carreiras individuais, esvazia as cátedras universitárias, institutos de pesquisa e indústrias.

O porvir da nação está gravemente comprometido. Sem mestres, administradores e técnicos a economia se desorganiza e teme-se um “Black-out” geral da atividade produtiva num país que já foi um dos mais ricos do hemisfério.

Nos anos 80 e 90, médicos, físicos, químicos, biólogos e engenheiros venezuelanos faziam estudos de alta tecnologia e registravam 25 patentes por ano.

“Publicamos o mesmo número de estudos científicos que México, Chile e Colômbia”, disse o biólogo Jaime Requena, da Academia de Ciências da Venezuela ao O Estado de S.Paulo.

Mas, desde 2002, o escritório de patentes dos EUA já não registra mais nenhuma invenção venezuelana.

O policiamento do “socialismo do século XXI” bloqueia as pesquisas científicas que não passam pelo crivo ideológico chavista. Nesse caso, seus trabalhos são declarados sem “relevância social”.

Mas, há métodos mais brutais. O biólogo Requena, formado na Universidade de Cambridge, publicou um trabalho sobre a decadência da produção cientifica venezuelana sob o chavismo.

Por esse “crime”, perdeu o cargo no Instituto de Estudos Avançados, sem direito a aposentadoria. Os trabalhos científicos patrocinados pela iniciativa privada praticamente inexistem: a aberta hostilidade e confiscos socialistas contras as empresas capitalistas.

“Não há uma única empresa que tenha um laboratório respeitável de investigação tecnológica”, disse Requena se referindo às consequências do socialismo chavista.

Venezuela tem 25 mil pesquisadores no exílio. Um deles, é Pedro Pereira Almao, engenheiro químico, agora diretor de um centro de pesquisas energéticas na Universidade de Calgary, Canadá, que emprega 1.500 funcionários

Não longe da Venezuela, está uma nação que já passou por revolução análoga e agora se debate na fome e a miséria extrema sob ditadura dos Castros. Os socialismos do século XX e XXI parecem um calco um do outro.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Esquerdas argentinas acéfalas, e latinoamericanas na corda bamba, após a morte de Nestor Kirchner

A inesperada morte do ex-presidente e deputado argentino Nestor Kirchner criou um vazio no cerne da máquina política que conduzia o país vizinho pelas sendas do populismo esquerdista.

“Até o último momento ele se encarregou de tornar evidente que era ele que exercia realmente o poder e não sua esposa, a presidente Cristina Kirchner.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Matreirice eleitoral salva Chávez da catástrofe

Matreirice eleitoreira: Chávez perde em votos mas leva mais deputados
51% dos eleitores venezuelanos (5.779.129 ao total) votaram pela oposição (Mesa de la Unidad Democrática e Patria Para Todos) contra o partido do proto-ditador Hugo Chávez nas eleições parlamentares neste domingo 26 de setembro.

Os candidatos chavistas somaram 5.259.998 votos, ou seja 46,4%. 3% dos sufrágios. 339.952) optaram por partidos minoritários. Os números quase definitivos são do “El Universal”, maior quotidiano de Caracas.

domingo, 26 de setembro de 2010

Calafrios nas esquerdas: exército acha “mina” de informações nos computadores de “Mono Jojoy”

Laptops no acampamento de Mono Jojoy

Calafrios nas esquerdas latino-americanas: os peritos colombianos em informática estão trabalhando sobre 15 computadores, 94 pendrives e 14 discos rígidos externos pegos pelas forças especiais do Exército e da Marinha no acampamento do falecido chefe militar das FARC “Mono Jojoy”.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais de 1.500 médicos cubanos fogem da Venezuela

Médicos cubanos vivem e trabalham espionados e controlados

Mais de 1.500 médicos cubanos que trabalhavam na Venezuela conseguiram emigrar para os EUA, revelou “El País”, de Madri.

Os médicos cubanos na Venezuela moram em grupos de quatro em cubículos de 30 metros quadrados.

Ali dormem, cozinham, tomam banho. Um dos quatro acostuma ser um informante ou um agente do sistema represivo castrista.

Eles trabalham num programa de saúde ‒ o “Barrio Adentro” ‒ concebido em 2003 por Fidel Castro para salvar a declinante popularidade de Hugo Chávez.

Cada cubano deve volver a “casa” antes das dezoito horas. Para dar uma voltinha deve pedir licença com semanas de antecipação num documento onde explica o destino e duração de sua movimentação.

Médicos cubanos: manobra de Fidel para sustentar a Chávez
Há 30.000 cubanos trabalhando na Venezuela.

Todos eles estão proibidos de contatar oposicionistas ou jornalistas.

Eles dependem também da Sociedade Venezuelana de Medicina Bolivariana. Esta elaborou uma lista extraoficial de 1.500 médicos cubanos desertores sobre um total de 15.000 ativos no país.

Eles conseguiram furar o controle do serviço secreto castrista e fugir para outro país.

Médicos cubanos vão à Venezuela para fugir de Cuba
“Quando algum médico foge, o gobierno finge que foram trasladados”, diz um dos afiliados à Sociedade Venezuelana de Medicina Bolivariana que pediu não ser identificado, segundo “El País”.
Por trás da demagogia palpita a tragédia de povos oprimidos

Malgrado essas penosas condições de supervivência, eles preferem ir à Venezuela.

Lá eles têm uma possibilidade de fugir da ditadura castrista, e sem balsa, passar para a Colômbia e, depois, para os EUA.

Por isso eles aguardam até um ano nas listas de voluntários para viajar a Caracas.

Em 12 de abril de 2010, o Ministério do Poder Popular para a Saúde venezuelano inaugurou uma placa dedicada a 68 médicos cubanos falecidos na Venezuela nos sete anos que dura o programa “Barrio Adentro”.

Segundo a versão oficial, foram vitimados pela doença, acidentes, ou pelo crime organizado.

Entretanto, suspeitas envolvem esta exagerada quantidade de decessos.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cubanos montam esquema repressivo de Chávez

Chávez e ministro cubano Ramiro Valdés
Ramiro Valdés Menéndez, o cubano nomeado pelo ditador Chávez como ‘czar do apagão’ para tentar o conserto da falida rede elétrica venezuelana, na realidade é um dos fundadores da polícia política cubana, conhecida como “G-2”.

Ela foi montada nos moldes da KGB soviética, recebeu assessoria da polícia secreta da Alemanha Oriental ‒ Stasi, e é responsável de inúmeros crimes ideológicos.


O “comandante Ramiro” é um dos chefes mais veteranos da Revolução castrista da qual foi ministro do Interior numerosas vezes e reprimiu com violência dissidentes e opositores do regime socialista. Atualmente ele é ministro de Informática e Telecomunicações na ilha e se encarrega da censura das comunicações e da Internet.


“Não dá para entender como o ministro de um país onde os apagões são crônicos há muitos anos contribuirá para a solução do problema na Venezuela”, comentou o Prof. Omar Noria, da Universidade Simon Bolívar.

“A chegada de Valdés na realidade servirá para reforçar o aparato repressivo”, escreveu o jornal El Universal, de Caracas, citando o dissidente cubano Guillermo Fariñas Hernández, uma das vítimas de Valdés.

“Ele seria a pessoa certa para garantir, do ponto de vista repressivo, a estabilidade do governo” chavista; ele veio para “modernizar o aparato repressor do governo venezuelano” acrescentou Fariñas.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dupla face do presidente Lula leva o Brasil para um abismo


No diário “El Nuevo Herald, o escritor e colunista Carlos Alberto Montaner publicou um inteligente artigo sob o título “El extraño caso del Dr. Lula y Míster Chávez”.

Reproduzimos a continuação alguns excertos:

Dentro e fora do Brasil há uma crescente desconfiança sobre as verdadeiras intenções políticas de Lula da Silva. O convite recente do país para o presidente Mahmoud Ahmadinejad é um péssimo sintoma.

O ministro da Defesa iraniano Ahmad Vahidi é procurado pela Argentina. Ele organizou o atentado terrorista contra a AMIA judaica em Buenos Aires em 1994 que matou 85 pessoas e feriu mais de 300.


Ahmadinejad também nunca corrigiu sua ameaça varrer Israel do mapa.

Presidentes Lula da Silva, e Mahmoud Ahmadinejad, Brasília, Foto: José Cruz-ABr

Por quê esse engajamento brasileiro no serviço dos iranianos no momento em que os esforços do Irã (junto com a Venezuela) visam coordenar a estratégia diplomática de países hostis ao Ocidente e construir armas atômicas?

“Esta é mais uma prova da duplicidade moral de Lula”, disse um diplomata venezuelano que não quis ser identificado.


Lula em São Bernardo, 27-3-1979

“Em 1990, acrescentou, Lula da Silva e Fidel Castro criaram o Foro de São Paulo para revitalizar a corrente comunista da América Latina, que naquela época estava totalmente desmoralizada depois da queda do Muro de Berlim. Nessa família política há desde narco-terroristas das FARC e do ELN até o Movimiento V República de Hugo Chávez. Eles os reagruparam para continuar a luta. A única constante ideológica de Lula é a rejeição do Ocidente.

No entanto, dentro das fronteiras brasileiras, Lula da Silva desfruta de uma popularidade notável porque age como um democrata empenhado em promover um modelo de desenvolvimento baseado no mercado e controle privado dos meios de produção, apoiando a integração cada vez maior de seu país nos mecanismos internacionais do capitalismo global.


Lula em assentamento, Minas Gerais, 19-2-2004, foto Ana Nascimento ABr

Quem é realmente Lula da Silva? O revolucionário tercermundista determinado a destruir o Primeiro Mundo e substituí-lo por um mundo socialista regido por caudilhos insolentes da turma coletivista de Hugo Chávez e outros fautores delirantes do caos, ou um socialdemocrata moderado, que quer o desenvolvimento da economia de mercado semelhante à existente nos 30 países mais ricos e felizes da Terra?

Temo que seja simultaneamente as duas coisas, como sonhava Robert Louis Stevenson em 1886, quando escreveu O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, para explicar a dualidade moral de um cientista gentil que se transformou em um ser agressivo e odioso após tomar uma poção para fazê-lo outra pessoa.

Estamos diante do Dr. Lula e do Sr. Chávez. Quando o presidente do Brasil discute com a cabeça, é o Dr. Lula, homem afável de bom senso que conhece seus limites e os do seu país, e se comporta de acordo com a lei e respeita as liberdades individuais.

Quando em Lula manda o coração ele se transforma em Mr. Chávez e incita seu Partido, dos Trabalhadores a colaborar com as narco-guerrilhas como mostram os computadores de Raúl Reyes, o comandante das Farc morto em 2008 pelos militares colombianos.


Lula e Evo Morales com colares de coca, Chimoré, foto PR Ricardo Suckert

Quando ele é Mr. Chávez entrega a seu amigo Fidel Castro três pobres pugilistas que buscaram asilo no Brasil, ou se acumplicia irresponsavelmente com Mel Zelaya para abrigá-lo no recinto diplomático brasileiro em Tegucigalpa, negando de modo infantil que tenha dado autorização.

Na novela de Stevenson, o Dr. Jekyll comete suicídio porque se sente incapaz de suportar a dor de também ser Mr. Hyde.

Como terminará Lula da Silva?

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

FORA ZELAYA: Honduras: batalha pela alma cristã da América Latina

Sábado, 3 de Outubro de 2009

Honduras: batalha pela alma cristã da América Latina

A leitura e análise dos jornais das últimas semanas torna claro o crescimento das tensões na América Latina, onde se trava uma batalha político-ideológica de grandes dimensões e de importante relevância para o destino de todos os países da região, de modo muito particular do Brasil.

Por um desses paradoxos da História, é na pequena Honduras que esse embate tem, no presente momento, seu cenário mais encarniçado.

A iniciativa – capitaneada pelo venezuelano Hugo Chávez – do retorno clandestino a Honduras do presidente deposto, Manuel Zelaya, e a subseqüente transformação da embaixada brasileira em quartel-general deste último e de seu grupo de seguidores mais próximos, elevaram as tensões a um grau inimaginável e fizeram nosso País transpor, nas relações internacionais, um umbral extremamente perigoso.

A diplomacia brasileira, num gesto inaudito e na contramão de suas tradições, decidiu intervir diretamente na situação de Honduras, numa agressão à soberania do país, em desrespeito às suas instituições, bem como às leis internacionais e numa inequívoca subserviência ao expansionismo chavista na região.

Ante a gravidade da atual conjuntura, animada de cristão patriotismo, a Associação dos Fundadores (discípulos de Plinio Corrêa de Oliveira) vem a público manifestar sua opinião a respeito dos rumos de nossa política externa, os quais vêm ocasionando perplexidade e angústia crescentes, em incontáveis brasileiros. Ao fazê-lo, inspira-se ela na linha de atuação ininterrupta e nos princípios que animaram o eminente e intrépido líder e pensador católico, Plinio Corrêa de Oliveira.

envie mensagem de protesto ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil

I – A fabricação de um fantasma: o “golpismo”

Há certos momentos em que a cena internacional é perpassada por um frenesi, a respeito de algum fato político ou religioso, que à maneira de um vendaval repentino tudo atinge e derruba.
A opinião pública é envolta por um clima emotivo, em que a reflexão ponderada e o equilíbrio dos julgamentos se vêem prejudicados e são transmitidas, como realidades incontestes, impressões pouco razoáveis.

Honduras, pequeno país da América Central para o qual a atenção do público não está habitualmente voltada, tornou-se o epicentro de um desses fenômenos. O pretexto foram os acontecimentos políticos que, em 28 de junho, p.p., levaram à deposição do então presidente Manuel Zelaya.

Um caudaloso noticiário, inúmeras análises e abundantes reações políticas – aos quais faltavam isenção e objetividade – insistiam na idéia de se estar diante de um ato arbitrário e de barbárie política perpetrado contra um presidente que legítima e tranquilamente exercia o cargo para o qual fora eleito; falavam até alguns de um retorno à “época negra” dos golpes militares.

Tendo à testa os membros da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas), certos atores políticos latino-americanos, falando em nome da democracia que boa parte deles viola de muitas maneiras, apontavam como imperiosa uma condenação veemente do “golpe” em Honduras. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva se somou ao coro dos que condenaram o dito “golpe”.

Entretanto, mundo afora, vozes de considerável peso começaram a apontar a verdadeira natureza dos acontecimentos ocorridos naquele país. Em Honduras estivera de fato em marcha um golpe contra a Constituição e as instituições do país, conduzido pelo próprio Manuel Zelaya, com a íntima colaboração do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

envie mensagem de protesto ao Ministro das Relações Exteriores do Brasil

II – A verdade sobre Honduras: Zelaya investe contra a Constituição e desafia as instituições do país

Em janeiro de 2006, Manuel Zelaya assumia a presidência de Honduras, após vencer as eleições como membro do Partido Liberal, de tendência conservadora.

Condicionado por uma acentuada crise nas finanças públicas, fruto da corrupção e dos altos preços do barril de petróleo, iniciou ele uma aproximação com o líder venezuelano.

Cooptado de início pelas tentadoras condições para aquisição de petróleo, e depois pelo convite para o país ingressar na ALBA - o que aconteceu em agosto de 2008, após acirrada disputa no Congresso Nacional - Zelaya renunciou a seu programa eleitoral, declarou-se de esquerda e anti-imperialista, manifestando crescente anuência às manobras com que Hugo Chávez vem desestabilizando diversos países da América Latina.

Desgastado politicamente, alvo de denúncias graves de corrupção e de ligação ao narcotráfico, Zelaya lançou, em março de 2009, a idéia de um plebiscito para promover reformas na Constituição e perpetuar-se no poder, nos moldes da cartilha chavista já vitoriosa na Bolívia e no Equador.

A Constituição hondurenha possui cláusulas pétreas, entre elas a obrigatoriedade da alternância no exercício da Presidência, cuja infração constitui “delito de traição à Pátria”. Dispõe igualmente que cessará de imediato o desempenho de seu cargo público (inclusive de presidente) todo aquele que propuser ou apoiar a reforma do dispositivo constitucional que impede ser novamente presidente da república.

Indiferente a tais impedimentos constitucionais, o presidente Zelaya emitiu decreto convocando uma consulta popular para estabelecer uma Assembléia Constituinte.

No final do mês de maio, o Tribunal de Letras do Contencioso Administrativo, em processo movido pelo Ministério Público e pela Procuradoria Geral do Estado, suspendia todos os efeitos de tal decreto, por considerá-lo inconstitucional.

O próprio governo, admitindo a ilegalidade de dito Decreto, decidiu apresentar um novo, levemente modificado, mas eivado dos mesmos vícios legais.

O Tribunal Superior Eleitoral declarou ilegal a consulta popular que o Poder Executivo planejava e cujos preparativos levava a cabo, principalmente por usurpar prerrogativas de outros poderes, o que constitui delito grave, segundo a Constituição hondurenha.

Anunciou então o presidente Manuel Zelaya sua intenção de não respeitar as decisões do Poder Judiciário e recorreu a Hugo Chávez para auxiliá-lo na organização da consulta popular, tendo sido trazido da Venezuela o material destinado à mesma.


Zelaya tentou uma derradeira manobra ordenando às Forças Armadas apoiar a consulta popular, declarada ilegal. Ao receber a negativa de colaboração com suas ilícitas pretensões, demitiu sumariamente o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas.

No dia 26 de junho, o Fiscal Geral da República solicitou à Corte Suprema de Justiça uma ordem de captura contra Manuel Zelaya, sob a acusação de traição à pátria, de conspiração contra a forma de governo, abuso de autoridade e usurpação de função. A referida Corte ordenou às Forças Armadas a captura de Zelaya por tais delitos.

No dia 28 de junho, Zelaya foi preso e retirado do país. O Congresso Nacional de Honduras, em sua maioria (apenas cinco votos contrários), empossou Roberto Micheletti, como novo presidente constitucional de Honduras (*).

* (*) A designação seguiu a ordem estabelecida pela Constituição de Honduras, uma vez que o vice-presidente havia renunciado meses antes para ser candidato nas eleições de novembro.

A exposição, ainda que sumária, da crise institucional em Honduras não convinha a Zelaya, a Chávez e a seus “companheiros de viagem”, razão pela qual era preciso alimentar a idéia simplista e facciosa de um “golpe” de Estado perpetrado por militares. Papel ao qual se prestou de bom grado, entre nós, considerável parte do capitalismo macro-publicitário.

Na verdade, a manobra de qualificar de “golpe” a destituição de Manuel Zelaya e a exigência de condenação do mesmo encerravam um ardil ideológico. Ao omitir astutamente todos os atentados de Manuel Zelaya à ordem constitucional de Honduras, pretendia-se convalidar os mesmos e, mais amplamente, a estratégia geopolítica de Hugo Chávez e de seu “socialismo do século XXI”.

À medida que a realidade foi emergindo, passou a tornar-se claro que em Honduras se dera uma série de atos institucionais em defesa do Estado de Direito, e começou a ruir a versão de um ato de arbítrio perpetrado por militares.

É de ressaltar que, apesar de censurar o fato político, o Departamento de Estado norte-americano jamais qualificou o ocorrido em Honduras como golpe de Estado.

Nestes dias um estudo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos – um órgão consultivo sem caráter político – considerou constitucional a destituição do presidente Manuel Zelaya. O estudo objeta apenas a legalidade de sua expulsão do país.

Talvez o documento de maior relevância nesse ponto tenha sido o publicado pela Conferência Episcopal de Honduras.

Em nota lida pelo Cardeal Oscar Andrés Rodríguez, os Bispos hondurenhos afirmavam ter procurado informações em todas as instâncias competentes do Estado e em organizações da sociedade civil, devendo concluir que as determinações que levaram à deposição de Manuel Zelaya foram legais e que as instituições do Estado democrático estão em plena vigência. Os Bispos acrescentavam aguardar uma explicação em relação à expulsão do país do ex-presidente.

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III – Pressões diplomáticas e eleições

A partir da deposição de Manuel Zelaya, iniciaram-se inúmeras gestões e pressões diplomáticas sobre o governo de Roberto Micheletti, cujo histórico não seria o momento de mencionar.
Cabe, entretanto, salientar a orquestração pró-Zelaya encabeçada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), sob a direção do socialista José Miguel Insulza.

Honduras foi sumariamente expulsa da OEA, poucas semanas depois de ter sido aprovado o retorno incondicional da ditadura castrista aquela organização. Sem falar do seu clamoroso silêncio ante as manobras golpistas de Zelaya e as ameaças militares de Chávez ao país, o que valeu à OEA uma advertência da própria Conferência dos Bispos de Honduras, para que desse mais atenção a tudo o que vinha acontecendo, fora da legalidade, antes de 28 de junho.

Com sua parcialidade despudorada, a OEA se desacreditou para qualquer papel mediador, o que levou as partes a um diálogo direto, iniciado sob os auspícios do presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

Manuel Zelaya, fazendo abstração de suas afrontas às instituições de Honduras e das violações à lei fundamental do país, mantinha-se inflexível em sua postura de uma volta ao poder sem quaisquer condições, o que colaborou de modo possante para o fracasso de todas as tentativas de negociação.

Enquanto decorriam as tratativas diplomáticas, grandes manifestações tomavam as ruas de Honduras, muito especialmente de Tegucigalpa, nas quais hondurenhos de todas as classes sociais exibiam ao mundo seu repúdio à intervenção de Hugo Chávez nos assuntos de Honduras e sua recusa ideológica ao “socialismo do século XXI”.

Diante do fracasso das negociações e da ampla oposição do povo hondurenho às manobras de Zelaya, restava como solução pacífica a realização das eleições de novembro. Diversos países viam com bons olhos esta solução e o próprio Departamento de Estado norte-americano não descartava aceitá-la.

Com a realização do pleito eleitoral, marcado antes da deposição de Manuel Zelaya e mantido pelo governo de Roberto Micheletti, acabariam por ruir as alegações de golpismo. Para a estratégia política do chavismo seria a consumação da derrota em Honduras.

Foi então que a diplomacia brasileira passou a tomar a dianteira e a defesa aberta dos interesses do bloco bolivariano, decidindo inviabilizar qualquer solução que não atendesse aos interesses chavistas.

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IV - Cartada radical: a volta clandestina de Zelaya

Reinava a paz social e política em Honduras. Urgia, pois, convulsionar o quadro político e impedir a realização das eleições.

Para reviver a crise tornava-se necessária uma cartada radical. Nada mais conveniente do que a volta clandestina de Zelaya ao país.

Tudo indica que a logística da operação que permitiu o retorno do ex-presidente ao país teve a participação ativa de Hugo Chávez. Ele próprio admitiu ter conhecimento de tudo e revelou ter-se tratado de “uma operação secreta, uma grande operação de dissimulação”.

As confissões de Chávez só reforçam a certeza de que Zelaya é uma marionete política nas mãos do caudilho venezuelano, a cujos interesses serve.

A partir do momento em que Manuel Zelaya se “abrigou” na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o nosso País passou, pois, a participar visivelmente da empreitada chavista.

Torna-se cada vez mais árduo acreditar que a “materialização” de Zelaya à porta da embaixada brasileira tenha sido fruto do acaso, de tal maneira sua permanência ali e a colaboração ativa do governo serviram a seus interesses. Inclusive pela coincidência com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral da ONU, durante o qual exigiu a imediata restituição de Manuel Zelaya ao cargo, condenando “golpes de Estado” como o de Honduras, ao mesmo tempo em que tomava a defesa do regime castrista.

Em entrevista a uma rádio hondurenha, Zelaya afirmou que seu plano de retorno a Honduras foi elaborado em consultas a Lula e a Celso Amorim. Mas ainda que estivesse mentindo, a confiança demonstrada por Hugo Chávez em relação ao Brasil, indica bem quanto o líder bolivariano conta com a diplomacia brasileira para a realização de suas aventuras e como esta é conivente com seus interesses geo-políticos. É compreensível, pois, que Manuel Zelaya tenha reafirmado como indispensável o apoio do Brasil e reiterado seus agradecimentos ao presidente Lula.


O fato é que a diplomacia brasileira, em vez de exigir a discrição e ausência de qualquer manifestação política, permitiu que Manuel Zelaya transformasse a embaixada do País num verdadeiro quartel-general, de onde passou a conclamar a uma insurreição em Honduras e à derrubada de Micheletti. Aventou-se até a possibilidade de que Zelaya instalasse ali um governo paralelo. A gravidade da situação criada se acentua ao se considerar que, juntamente com Zelaya, se instalaram na embaixada dezenas e dezenas de seguidores seus, muitos dos quais usam panos para esconder o rosto, enquanto vigiam a entrada do local, não havendo sequer a certeza de que todos sejam hondurenhos.

Logo após os primeiros apelos de Zelaya, dirigidos a seus seguidores da varanda da embaixada e em entrevistas concedidas no interior da mesma, os zelaystas saquearam estabelecimentos comerciais, destruíram propriedades, queimaram pneus e bloqueram estradas, causando esses distúrbios a perda de duas vidas.

É compreensível que, em comunicado divulgado pela chancelaria de Honduras, o governo do presidente Lula tenha sido acusado de intromissão em assuntos internos de Honduras; e que o próprio chanceler hondurenho, Carlos López Contreras, tenha declarado em entrevista que “há uma grave responsabilidade internacional do governo do presidente Lula não só com o governo de Honduras, mas também com a população e o comércio que foi saqueado pelas turbas instigadas de dentro da missão do Brasil em Tegucigalpa” (Chanceler de regime de facto acusa Brasil, “O Estado de S. Paulo”, 26/9/2009).

De fato, o Brasil, numa agressão à soberania de Honduras, passou a interferir de forma explícita nos assuntos internos do país, violando as normas do direito internacional, como destacaram vários especialistas. Atitude que foi reforçada pelas declarações do presidente Lula de que Zelaya não tem prazo para ir embora da embaixada e que “o Brasil não tem o que conversar com esses senhores que usurparam o poder”.

A vontade de fazer fracassar qualquer solução negociada que não atenda aos interesses de Hugo Chávez, se consolidou na reunião de emergência da OEA, em que o Brasil se alinhou com a Venezuela rejeitando as propostas da diplomacia norte-americana.

A gravidade da situação permanece. Na verdade, o plano de retorno de Manuel Zelaya contava com a adesão nas ruas de dezenas ou talvez centenas de milhares de seguidores, como destacou o jornal “ABC” de Madrid. Mas, uma vez mais, patenteou-se o fracasso do apoio popular às manobras da esquerda.

Só resta a Zelaya convocar, sempre a partir da embaixada brasileira, uma ofensiva final dos movimentos sociais e pregar atos de desobediência civil, como o fez nestes dias. Isso no preciso momento em que o deputado que preside a Comissão de Segurança e Narcotráfico denunciou no Congresso de Honduras, baseado em relatórios de inteligência militar e policial de países centro-americanos, um tráfico maciço de armas, procedente de El Salvador, para a execução de atos terroristas no país (cfr. “El Heraldo”, 29/9/2009, Denuncian masivo tráfico de armas hacia Honduras).

Estará o chavismo - com a eventual colaboração de Cuba, Nicarágua e outros aliados - preparando um banho de sangue para Honduras? E, nessa eventualidade, estará nossa desvairada diplomacia decidida a ir adiante na aventura que pode degenerar em violência e num desfecho trágico?

É compreensível que o embaixador americano na OEA, Lewis Amselem, tenha classificado o retorno clandestino de Zelaya como “irresponsável”, além de não servir “aos interesses do seu povo e daqueles que defendem uma solução pacífica para o restabelecimento da ordem democrática”.


Toda a situação gerada com o “abrigo” dado ao ex-presidente Manuel Zelaya na embaixada brasileira deixa entrever que a diplomacia do governo Lula decidiu transpor um umbral muito perigoso e assumir a liderança da estratégia geopolítica e ideológica do assim chamado eixo bolivariano. Como bem ressaltou em seu editorial a revista “Veja”, “apoiar Zelaya não significa defender a democracia, significa apoiar a ditadura de Chávez” (30/9/2009).

Presidentes Lula da Silva e Zelaya Rosales, Ricardo Stuckert-PR. 7.8.2007

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V – Dois mitos que se esboroam

No firmamento diplomático latino-americano duas máximas foram se fixando e se tornando aceitas quase como evidências.

A primeira apresentava o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como um líder histriônico e excêntrico, conduzindo uma revolução confusa em seus conceitos e de práticas inócuas. Segundo tal versão, as ameaças de Chávez, de um radicalismo desvairado, não passariam de mera retórica.

A segunda máxima apresentava o presidente Lula como um contraponto à radicalidade de Chávez, disposto a conter os arroubos do venezuelano, um esquerdista moderado e pragmático, ator confiável na região e líder imprescindível para a resolução das disputas regionais.

A esquerda na América Latina estaria, pois, dividida em dois blocos, um da esquerda radical (liderado por Hugo Chávez) e outro da esquerda moderada (liderado por Lula).

A verdade é que, tanto uma quanto outra máxima, eram de molde a desmobilizar e enfraquecer qualquer resistência ao avanço das esquerdas na América Latina.

Enquanto isso, os dois líderes obtinham avanços substanciais em suas estratégias, cujas diferenças não passavam de duas faces de uma mesma moeda.

Quem se debruçasse com mais acuidade sobre a realidade diplomática da região perceberia que, nos momentos de desgaste e nos lances mais ousados do assim chamado bolivarianismo, o presidente Lula e sua diplomacia, acorriam sistematicamente em auxílio de Chávez ou dos integrantes de seu bloco.

Apesar disso, misteriosamente, muitos veículos de comunicação e analistas políticos continuavam a repetir as duas máximas, quase como um mantra.

Transcorridos vários anos, os acontecimentos se encarregaram de dar um desmentido a essas versões e, a bem dizer, os dois mitos se esboroaram.

Lula, na verdade, jamais moderou seriamente as atitudes de Chávez. E a prova está em que o caudilho venezuelano conseguiu levar adiante seu programa radical na Venezuela, onde vai implantando a olhos vistos um regime ditatorial e socialista (que Lula classifica como “excesso de democracia”); estendendo sua influência ou ingerência a diversos países; dando cobertura aberta às FARC; e tecendo alianças, inclusive militares, com a Rússia, a China, a Líbia, a Argélia e o Irã, num eixo anti-americano.

Em recente análise, a conceituada revista “The Economist”, alertou que existe método na aparente loucura de Chávez: “Seu cálculo confessado é que ajudando a provocar dificuldades para os Estados Unidos, simultaneamente em muitos lugares, pode provocar o colapso do ‘império’. Os regimes com que ele busca assiduamente uma aliança são, neste cálculo, o núcleo de uma nova ordem mundial”. E a revista alerta que o mundo deve levar mais a sério os desígnios do venezuelano (Friends in low places, 15/9/2009).

É no contexto apontado pela “Economist” que se insere a manobra do retorno clandestino de Manuel Zelaya a Honduras e sua acolhida na embaixada brasileira.

Em um arroubo, a diplomacia lulo-petista acabou por revelar sua verdadeira face, demonstrando estar disposta a jogar pesado, acolitando ativamente o chavismo e seu “socialismo do século XXI”, colaborando com a desestabilização da América Latina e minando, cada vez mais, a influência dos Estados Unidos na região.

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Conclusão

A crise hondurenha é altamente reveladora e constitui um grave sinal de alerta. O governo do Presidente Lula, apesar de certas aparências, não está interessado em solucioná-la pela via institucional. Está desejoso, isso sim, de impor ao pequeno país centro-americano uma rendição ao chavismo.

Em sua subserviência aos desígnios de uma ideologia de esquerda, a diplomacia nacional não reflete o pulsar de coração do Brasil como um todo, pois as políticas oficiais de há muito deixaram de levar em conta a fibra conservadora e cristã, uma das mais prestigiosas e incontestáveis componentes da mentalidade nacional.

A agressividade e a radicalização que, de modo crescente, marcam nossa política diplomática, além de poderem afetar nossa Nação, arrastando-a a uma indesejável posição de beligerância, são avessas à mentalidade do brasileiro médio.

O que pensarão nossos compatriotas quando se virem envolvidos em conflitos que eles nunca buscaram, apenas porque o fanatismo ideológico de alguns os levou a aventuras como a presente?

Que estranheza, que desconcerto, que sensação alucinante de estarem desidentificados da missão histórica da Terra de Santa Cruz, sentirão os brasileiros quando notarem que os recursos táticos da configuração geográfica do País, as infindáveis riquezas de seu subsolo, de sua pujante agricultura e de sua dinâmica indústria, estarão sendo úteis à implantação de uma ideologia estranha a seus anseios e contrária a seus princípios cristãos?

Torna-se urgente que Manuel Zelaya abandone a legação brasileira e deixe de fazer dela o quartel-general de onde lança seus apelos a uma insurreição que pode conduzir a uma luta fratricida entre hondurenhos. Luta da qual será responsável, em grande medida, nosso governo, se continuar a ser o patrocinador da aventura chavista de Manuel Zelaya.

Honduras necessita de paz e de respeito à sua soberania e não de gritos de guerra partidos da embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Mais do que tudo importa que a pequena Honduras, o Brasil e toda a América Latina fiquem a salvo das intrigas, das ameaças, das incursões e, de futuro, de uma possível hegemonia do “socialismo do século XXI”.

Presidentes Lula e Chavez na Ilha Margarita, 27/09/2009. Foto Ricardo Stuckert-PR

A nosso ver, é necessário que se forme uma frente ampla no País – fundada não tanto em filiações partidárias mas nos autênticos interesses do Brasil – a qual se oponha de modo efetivo aos desmandos de uma política diplomática que há muito deixou para trás os legítimos interesses nacionais e os trocou por uma ideologia imperialista. Ideologia esta que tenta ressuscitar em nosso continente, habitualmente pacífico, a esteira de humilhações, de confrontos, de misérias e de dores que as idéias marxistas impuseram à Rússia, aos países do Leste Europeu, à China, à Coréia do Norte e a Cuba, para mencionar apenas alguns deles.

Encerramos este pronunciamento elevando nossas preces a Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil, suplicando-Lhe que não permita que ideologias alienígenas perturbem a paz da América Latina e transformem a Terra de Santa Cruz em foco de insegurança e de desagregação.


São Paulo, 3 de outubro de 2009



Adolpho Lindenberg
Caio Xavier da Silveira
Celso da Costa Carvalho Vidigal
Eduardo de Barros Brotero
Paulo Corrêa de Brito Filho
Plinio Vidigal Xavier da Silveira

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Helicópteros russos caem em série na Venezuela


“El Universal”, diário de Caracas, apresentou catastrófico balanço do armamento comprado na Rússia pelo presidente Hugo Chávez.

Em apenas 11 meses caíram quatro helicópteros russos: três Mi-17 adquiridos em 2005 e um Mi-26.

Chávez revista helicóptero russo, Yaracuy, Venezuela

Num dos acidentes pereceram 17 pessoas, no estado de Táchira. Numa outra dessas ocorrências, quase morreram o chefe do exército Carlos Mata Figueroa e nove militares.

No momento da compra, os aparelhos foram muito elogiados pela imprensa internacional.

O exército alegou más condições climáticas, mas admite que houve acidentes demais, e que é preciso esclarecer o que anda mal nos perigosos helicópteros do “camarada” Putin.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Máquina chavista tenta afogar últimas vozes livres na Venezuela

A perseguição contra as últimas vozes da imprensa que podem veicular opiniões livres está fechando o cerco.

Chávez anunciou o eventual fechamento de 240 emissoras de rádio e TV, e efetivou o silenciamento de 34 delas.

Lina Ron, líder dos invasores da TV. Na foto, em ato junto com o vice-presidente da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez.

A única rede importante de TV independente, a Globovisión, está sob inúmeros processos movidos pelo regime visando extinguí-la.

No dia 3 de agosto, uma banda armada de militantes chavistas invadiu a sede de Globovisión a mão armada e jogando granadas lacrimogêneas contra jornalistas e funcionários.

O grupo agressor é uma célula de agitação análoga aos “movimentos sociais” que operam no Brasil, ou aos “piqueteros” argentinos.

É dirigido pela ativista Lina Ron que é comparada ao “piquetero” preferido do casal Kirchner. No Brasil vários emessetistas disputariam um lugar na comparação.

Lina Ron, com seus militantes subversivos já tinha invadido o Palácio Arcebispal de Caracas de modo “pacífico”, isto é, no sentir geral ,de maneira violenta, intimidante e agressiva. Ela exortou os bispos a não apresentarem mais obstáculos – aliás, muitíssimo tíbios – à Revolução Bolivariana do coronel golpista, seu patrão.

O movimento de Lina Ron obedece à consigna “Con Chávez todo, sin Chávez plomo”: Com Chávez tudo, sem Chávez chumbo.

O presidente finge não poder controlá-lo e até estar contra ele, mas muito poucos ‒ e muito ilusos ‒ acreditam na comédia. O grupo tem todas as garantias de impunidade e estímulo oficial por baixo do pano. Aliás, um pano muito transparente e pouco limpo...

Agora invadiu a sede de Globovisión com armas e granadas como pode se ver nas imagens do clip embaixo, difundido por “La Nación” de Buenos Aires.

Obviamente o presidente Lula, a presidente da Argentina, Obama, a OEA, a ONU e outros “campeões da democracia” estão muito preocupados com Honduras que resiste constitucionalmente à tentativa de Chávez de se apossar do governo por meio de um de seus figurinos, Zelaya. E, por isso, não sabem de nada.

Sorrateiramente, esses presidentes esquerdistas, cada um com seus jeitos, prepara o estrangulamento das liberdades no seu respectivo país.



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