terça-feira, 13 de agosto de 2019

Malefício socialista jogou São Tomé e Príncipe na miséria extrema
Brasil: abre os olhos!

Aqui houve uma majestosa avenida, explica Willy guia de turistas
Aqui houve uma majestosa avenida, explica Willy guia de turistas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







As pequenas ilhas de São Tomé e Príncipe, no Atlântico mais perto da África, constituíram no século XX sob bandeira portuguesa um oásis da riqueza, simpatia e vida distendida, segundo reportagem da agência AFP.

Os habitantes, em grande parte descendentes de migrantes do continente que vieram procurar o bom nível de vida, evocam uma época faustosa que durou meio século desde o fim do XIX até metade do XX.

A bonança tinha seu cerne uma trintena de fazendas portuguesas repartidas nas duas ilhas principais do minúsculo estado: São Tomé e Príncipe. Elas produziam o cacau melhor cotado do mundo e também bom café.

Agida Lucia, 89 anos, sentada sobre uma outrora majestosa estrada empedrada de uma antiga fazenda colonial abandonada, conta: “havia pessoas e atividade. Lá tinha uma cantina, acima o escritório do capataz, mais para cima uma casa grande. Havia costureiras, hospital, cinema, tudo estava bom”.

Em 1913, o arquipélago era o maior exportador mundial de cacau do mundo.

“As cidades tinham 20.000 habitantes e 33.000 pessoas viviam nas fazendas, que tinham um poder econômico e político imenso”, conta Fernando d'Alva, historiador e professor na Universidade de São Tomé e Príncipe (USTP).

Com os patrões portugueses era o maior exportador mundial de cacau. Hoje pena-se para comer.
Com os patrões portugueses era o maior exportador mundial de cacau.
Hoje pena-se para comer.
“As fazendas estavam perfeitamente organizadas. Ali se vivia melhor que no exterior. Tinham eletricidade, todos os atendimentos básicos, trem, luxo e uma organização feudal azeitada”, explica ele.

Os habitantes de São Tomé dirigiam eles próprios as fazendas. Os operários vinham do continente.

“Trabalhava-se muito, mas se comia todos os dias”, lembra Agida com saudade.

“Mas, depois, tudo mudou”.

Hoje só ficam prédios decrépitos no coração de florestas que avançaram sobre as terras cultivadas.

Os descendentes dos antigos trabalhadores herdaram uma miséria que os enche de infelicidade.

“Hoje ninguém ajuda ninguém. Vivemos como animais, se alguém não te dá algo para comer você morre de fome”, chora Agida.

Agida Lucía, 89, diz 'vivemos pior que animais'. Povo quer patrões de volta. Socialismo estragou tudo
Agida Lúcia, 89, diz 'vivemos pior que animais'.
Povo quer patrões de volta. Socialismo estragou tudo
Ela quer que “as coisas voltem a ser como antes, que voltem os portugueses”. Esse é o sentimento de toda a população local.

A neta de Agida, Sheila, 19 anos, descasca caramujos com uma faca. Ela também fala com saudade desse passado que, entretanto, não conheceu. Sheila quer estudar, trabalhar para constituir “um patrimônio”.

O símbolo mais imponente dessa herança de que foram despossuídos é o hospital “um dos melhores de São Tomé”, segundo um condutor de moto-táxi.

Mas o imenso hospital não funciona mais, virou um imenso cortiço. Nele, se pode ver o sol amanhecer através do que resta do telhado, porque até as telhas caíram ou foram roubadas.

O guia Willy conduz os turistas através das ruínas das fazendas. “As pessoas arrancaram partes dos tetos, das colunas, dos muros...” explica.

São Tomé se encontra entre os países mais pobres do mundo.

O que houve?

A queda abismal começou com a independência em 1975, sequela da “Revolução dos Cravos” no Portugal e a instalação de um regime socialista.

Todas as fazendas foram nacionalizadas como teria querido fazer o reformismo na América do Sul.

“Nunca funcionou. A incompetência era total, o número de técnicos que conheciam os métodos de cultivo e produção era reduzido demais”, explica o historiador Fernando d'Alva.

O hospital era um orgulho da rica ilha, hoje é um cortiço.
O hospital era um orgulho da rica ilha, hoje é um cortiço.
Tendo tocado o fundo da miséria socialista, em 1991 o regime aceitou o pluripartidismo e a liberalização da economia. Algumas concessões foram feitas, mas o regime não gerava confiança.

Na fazenda Agostinho Neto, 1.300 habitantes ainda sonham com as promessas que ouviram. Mas Agida e sua neta Sheila desconfiam: “já nos disseram tantas vezes que isto ia melhorar. Mas ficamos aguardando sempre”, suspira a anciã.

Como é possível que entre nós até nos púlpitos e na mídia eclesiástica ainda se pregue uma luta de classe contra a propriedade privada, contra o agronegócio, contra a mineração, etc.?

Isso está sendo feito mais recentemente sob pretexto de Sínodo amazônico, mas é um ritornelo das esquerdas que querem voltar assim que puderem.



Vídeo: Malefício socialista jogou São Tomé e Príncipe na miséria extrema
Brasil: abre os olhos!




segunda-feira, 15 de julho de 2019

Xavantes querem trator e agronegócio para sair da miséria e da fome

Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) capacitou 15 índios da etnia Xavante para operar tratores.

Buscar conhecimento para trabalhar na agricultura foi o primeiro passo dos indígenas para mudar o cenário de miséria e fome, que tem castigado aldeias no sudeste de Mato Grosso, noticiou o Canal Rural da UOL. https://canalrural.uol.com.br/programas/informacao/rural-noticias/indios-curso-senar-mt/

O jovem Mauro Jacinto, de 19 anos, gostou da experiência.

Ele concluiu o ensino médio e sonha em fazer agronomia, para ajudar toda a reserva Sangradouro.

“Para mim, é um grande caminho esse em que estou entrando. Vai agregar renda a minha comunidade”, disse ao Canal Rural.

Clever Cunico, instrutor de Operação de Máquinas do Senar-MT, está trabalhando pela primeira vez com o povo indígena e está bastante surpreso.

Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
Índios Xavante se reúnem para aprender a dirigir tratores. Foto Pedro Silvestre
“Eles fazem perguntas e estão realmente interessados em aprender”, afirma.

A entidade já tem mapeados outros cursos, segundo a mobilizadora Márcia Gonçalves.

“Teremos uma tapa de colheitadeiras de grãos, manutenção e como colher. Também vamos ter um curso de semeadura com a plantadeira”, conta.

Dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que só Mato Grosso possui 43 etnias indígenas e algumas delas já se destacam pela produção agrícola em larga escala.

Os Xavante estão dispostos a seguir esse caminho na tentativa de fugir da miséria e construir um futuro diferente para as próximas gerações.

“Nossa expectativa é que possamos produzir, vender e juntar os recursos necessários”, conta o professor Osvaldo Buruwé Marãdzuho citado pelo Canal Rural.



Vídeo: Xavantes querem trator e agronegócio para sair da miséria e da fome




segunda-feira, 8 de julho de 2019

Kirchnerismo tenta colar a imagen do Papa na chapa partidária

Papa Francisco e Cristina Kirchner com quadro de Eva Perón de fundo
Papa Francisco e Cristina Kirchner com quadro de Eva Perón de fundo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O presidente da Conferência Episcopal Argentina saiu a defender Papa Francisco das críticas que o apontam como apoiador da chapa presidencial esquerdista que postula Alberto Fernandez para presidente e Cristina Kirchner para vice, nas eleições de outubro de 2019 na Argentina.

“Eles quere apresentar o Papa como um torcedor de uma facção” disse monsenhor Oscar Ojea à agência Telam, citado por “Clarín”.

O bispo Ojea interveio após o programa “Jornalismo para Todos” da TV Canal 13. Nele foi reproduzido o grampo de uma conversa entre Eduardo Valdes, ex-embaixador kirchnerista no Vaticano e Juan Pablo Schiavi, preso pela Tragédia de Once, acidente ferroviário que causou a morte de 52 pessoas pela incúria kirchnerista na infraestrutura estatal.

A conversa incluiu o Papa Francisco na “Operação Volver” com a qual o kirchnerismo pretenderia ganhar as eleições presidenciais de outubro.

Valdes foi um diplomata na Santa Sé muito próximo do Pontífice e de Cristina Kirchner e agora é candidato a deputado.

Poucos dias antes, o candidato presidencial Alberto Fernandez divulgou vídeo onde Francisco I fala de “manipulação do Judiciário” aludindo aos julgamentos penais em que estão envolvidos Cristina Kirchner e vários de seus ex-ministros e “testaferros” que prestaram seu nomes para encobrir falcatruas.

Cristina Kirchner reafirma ser uma política perseguida. Ela acumula 13 processamentos, 7 pedidos de prisão preventiva e mais duas ordens de prisão – uma ratificada pela Corte Suprema – não efetivadas pelo fato de ter imunidade como senadora.

Florencia Kirchner alega ter doença provocada pelas convocações do Poder Judiciário e que só pode ser curada em Cuba
Florencia Kirchner alega ter doença
provocada pelas convocações do Poder Judiciário
e que só pode ser curada em Cuba
A filha Florencia está em Cuba se tratando de uma estranha doença que teria pego em consequência dos repetidos comparecimentos ante a Justiça enquanto suspeita de testaferro de fraudes dos pais quando eram presidentes.

Cristina tenta explorar emotivamente a saúde da filha mas encontra pouca credibilidade pública.

Ela solicita repetidamente licença à Justiça para visitar a filha em Cuba, onde também se tratou Hugo Chávez.

O bispo de San Isidro interpretou a entrevista do presidente dos bispos e avançou que Francisco pensaria visitar finalmente ao país entre “o final de 2020 ou durante 2021”.

“Há quem diga que o Papa não quer vir para a Argentina. Ele me disse que não pode vir imediatamente, mas que, talvez, até o final de 2020 ou durante 2021, seria possível que estivesse visitando o país”, acrescentou Mons. Ojea.

Esclareceu que “não há um anúncio formal ou uma data específica”, mas o “desejo do Santo Padre que os argentinos sabem que ele já está pensando em uma visita pastoral”.

Apesar das muitas promessas insinuadas, o Papa Francisco não foi à Argentina durante os 4 anos de governo de Mauricio Macri. Tampouco ocultou seu mal humor com o presidente anti-populista em viagem protocolar ao Vaticano.

Na visita “ad limina” de todos os bispos argentinos entre abril e maio a Roma, o Papa teria avançado a sua vontade de realizar o retorno para casa já tão atrasado.

Naqueles meses, a mídia e enquetes de opinião falavam de uma eventual vitória de Cristina Kirchner. Mas, depois as enquetes foram mudando, eleições estaduais não deram os resultados esperados, ela retirou a candidatura e a perspectiva da turnê pontifícia esfriou bastante.

Cristina Kirchner entre 13 indiciados por 'organização criminosa' criada para 'subtrair fundos públicos'
Cristina Kirchner entre 13 indiciados
por 'organização criminosa' criada para 'subtrair fundos públicos'
Se a visita for para os primeiros meses de 2020, o anúncio formal deveria sair com o processo eleitoral em andamento.

Mas o otimismo de uma vitória kirchnerista, ainda que como vice-presidente, está se esvaindo e também definha a perspectiva da visita.

Em pleno processo eleitoral, Cristina Kirchner e ex-ministros e laranjas respondem a processo público por infindáveis desvios de dinheiro destinado a obras públicas, coimas e subornos.

Nesse contexto o Papa Francisco falou de “manipulação do Poder Judicial visando a perseguição política”. A ex-presidente e seu séquito comemoraram essas palavras qualificando-as de “imperdíveis”, como noticiou entre outros “Clarin”.

O Papa falou num encontro com juízes latinoamericanos, e aproveitou “para lhes manifestar minha preocupação por uma nova forma de intervenção exógena nos cenários políticos a través do uso indevido de procedimentos legais e tipificações judiciárias”.

Entre eles incluiu “o lawfare que além de pôr em sério risco a democracia dos países, geralmente é utilizado para minar os processos políticos emergentes e propender à violação sistemática dos direitos sociais. (...) é fundamental detectar e neutralizar esse tipo de práticas que resultam da atividade judiciária impropria combinada com operações multimediáticas paralelas”.

O “lawfare”, ou guerra jurídica é o conceito continuamente usado pelo kirchnerismo para explicar os processos em que está indiciada a ex-mandataria. Ela o usou também em conversa com Dilma Rousseff.

Audiência para ouvir os acusados. Cristina Kirchner (no fundo) entre ex-ministros e 'laranjas' De Vido Báez e Carlos Kirchner entre outros
Audiência para ouvir acusados. Cristina Kirchner (no fundo), ex-ministros e 'laranjas'
De Vido Báez e Carlos Kirchner entre outros
Alberto Fernández, candidato a presidente escolhido por Cristina Kirchner, foi mais ameaçadoramente explícito e o usou nominalmente contra os juízes que estão analisando seus expedientes.

O “lawfare” é intensamente usado nas ditaduras de esquerda como a chinesa ou a russa, ou também as latino-americanas como a venezuelana. Mas, o pontífice não acostuma mencioná-las.

No telefonema, Schiavi pede enviar “uma mensagem a nosso amigo de Roma. (...) acredito que é o único que pode dizer algumas cosas que ponham ordem na grande frente opositora que precisamos. É o único que tem poder”, transcreveu “Clarín”.

E Valdés confirmou: “De fato, já está fazendo”.

Valdés também lamentou que não tenha influência sobre os políticos opositores: “sobre eles, ele não tem influência”.

Valdés e Schiavi debateram pelo agitador dos “movimentos sociais” muito próximo do Papa e de Cristina: Juan Grabois, líder da Confederação de Trabalhadores da Economia Popular (CTEP).

Eles concordaram que teria um papel positivo nesta campanha presidencial mas que  aspiraria ao ministério de Economia e promoveria o aborto.

Padres das favelas defende posição adotada pelo Papa Francisco.
Padres das favelas defende posição adotada pelo Papa Francisco.

A agrupação de “curas villeros” (“padres das favelas”) liderada pelo bispo auxiliar de Buenos Aires, Gustavo Carrara, militante nas causas da esquerda também defendeu a omissão do Pontífice e cobriu de impropérios àqueles que reclamam por sua ausência, escreveu “Clarín”.

Qualificou-os de “mentir, mentir e mentir”, de estar “longe de escutar com sinceridade e com um mínimo de honestidade intelectual”, de ser dominados pelos “próprios interesses ideológicos”, de “constante tergiversação da mensagem papal”, e outros slogans das esquerdas.

Deram a entender que seu apoio na prática às esquerdas “não é uma ideologia partidista, mas a própria essência do Evangelho e, portanto, da doutrina social da Igreja”, porém à “luz dos pobres”. Aliás, como prega a Teologia da Libertação em suas variadas formas.



segunda-feira, 1 de julho de 2019

O Sínodo a serviço da agenda neopagã

Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'. Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
Ex-frei Leonardo Boff colaborou na redação da Laudato si'.
Sínodo Amazônico traz a Teologia de Libertação com cores de índio
José Antonio Ureta
Membro fundador da “Fundación Roma”,Chile;
membro da “Société Française pour la Défense
de la Tradition, Famille et Propriété”;
colaborador do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
e autor do livro: “A mudança de paradigma
do Papa Francisco: continuidade ou ruptura
na missão da Igreja?
Relatório de cinco anos do seu pontificado”.







O jornalista Edward Pentin, do National Catholic Register, solicitou amavelmente minhas primeiras impressões sobre o Instrumentum laboris para a próxima Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, divulgado ontem. Eu o faço com muito gosto, como editorial para este observatório.

Em minha opinião, o Instrumentum laboris representa a abertura de par em par das portas do Magistério à Teologia Indígena e à Ecoteologia, dois derivados latino-americanos da Teologia da Libertação, cujos corifeus, após o desmantelamento da URSS e do fracasso do “socialismo real”, atribuíram aos povos indígenas e à natureza o papel histórico de força revolucionária, em clave marxista.

Tal como a Teologia da Libertação, o Instrumentum laboris toma como base de suas elucubrações não a Revelação de Deus contida na Bíblia e na Tradição, mas a realidade da suposta “opressão” a que estaria sujeita a Amazônia, que de simples área geográfica e cultural passa a ser “interlocutor privilegiado”, “lugar teológico”, “lugar epifânico” e “fonte de revelação de Deus” (números 12, 18 e 19).

Do ponto de vista teológico, o Instrumentum laboris não só recomenda o ensino da Teologia Indígena “em todas as instituições educativas” com vistas a “uma melhor e maior compreensão da espiritualidade indígena” e para que “sejam tomados em consideração os mitos, tradições, símbolos, ritos e celebrações originais” (nº 98), como repete ao longo do documento todos os seus postulados.

Ou seja, que as “sementes do Verbo” não apenas estão presentes nas crenças ancestrais dos povos aborígenes, mas que já “cresceram e deram frutos” (nº 120), pelo que a Igreja, em lugar da evangelização tradicional que procura convertê-los, deve se limitar a “dialogar” com eles, uma vez que “o sujeito ativo da inculturação são os mesmos povos indígenas” (nº 122).

Nesse diálogo intercultural, a Igreja deve também enriquecer-se com elementos claramente pagãos e/ou panteístas de tais crenças, como “a fé em Deus-Pai-Mãe Criador”, as “relações com os antepassados”, a “comunhão e harmonia com a terra” (nº 121) e a conectividade com “as diferentes forças espirituais” (nº 13).

Luta do indigenismo miserabilista contra o progresso 'devastador'
Luta do indigenismo miserabilista contra o progresso 'devastador'
Nem sequer o curandeirismo fica à margem de tal “enriquecimento”.

Segundo o documento, “a riqueza da flora e da fauna da selva contém verdadeiras ‘farmacopeias vivas’ e princípios genéticos inexplorados” (nº 86).

Nesse contexto, “os rituais e cerimônias indígenas são essenciais à saúde integral, pois integram os diferentes ciclos da vida humana e da natureza.

Criam harmonia e equilíbrio entre os seres humanos e o cosmos.

Protegem a vida contra os males que podem ser provocados tanto por seres humanos como por outros seres vivos.

Ajudam a curar as enfermidades que prejudicam o meio ambiente, a vida humana e outros seres vivos” (nº 87).

No plano eclesiológico, o Instrumentum laboris é um verdadeiro terremoto para a estrutura hierárquica que a Igreja possui por mandato divino.

Em nome da “encarnação” na cultura amazônica, o documento convida a reconsiderar “a ideia de que o exercício da jurisdição (poder de governo) deve estar vinculado em todos os âmbitos (sacramental, judicial, administrativo) e de forma permanente ao sacramento da ordem” (nº 127).

Os índios que queriam progredir em Roraima foram jogados na miséria: mais um fruto péssimo da Teologia que quer se impor no Sínodo
Os índios que queriam progredir em Roraima foram jogados na miséria:
mais um fruto péssimo da Teologia que quer se impor no Sínodo
É inconcebível que o documento de trabalho de um Sínodo possa questionar uma doutrina de fé, como é a distinção, na estrutura da Igreja, entre clérigos e leigos, afirmada desde o Primeiro Concílio de Niceia e baseada na diferença essencial entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial dos clérigos, dotado de um poder sagrado que tem sua raiz na sucessão apostólica.

Insere-se nessa diluição do sacerdote católico em algo similar a um pastor protestante o apelo para se reconsiderar a obrigatoriedade do celibato (nº 129 § 2) e, mais ainda, o pedido de identificar que tipo de “ministério oficial” pode ser conferido à mulher (§ 3).

O Cardeal Joseph-Albert Malula, do Zaire, e Dom Samuel Ruiz, de Chiapas, devem estar se agitando no túmulo ao verem que os projetos que procuraram implementar (e que foram rapidamente interrompidos pela Santa Sé) estão sendo agora propostos em um Sínodo que, segundo seus organizadores, tem valor universal.

Do ponto de vista ecológico, o Instrumentum laboris representa a aceitação pela Igreja da divinização da natureza promovida pelas conferências da ONU sobre o meio ambiente.

Com efeito, já em 1972, em Estocolmo, seus registros oficiais diziam que o homem administrou mal os recursos naturais principalmente devido a “uma determinada concepção filosófica do mundo”.

Enquanto as “teorias panteístas […] atribuíam aos seres vivos uma parte da divindade […], as descobertas da ciência conduziram […] a uma espécie de dessacralização dos seres naturais”, que haure a sua melhor justificação “nas concepções judaico-cristãs, segundo as quais Deus teria criado o homem à sua imagem e lhe dado a terra para que a submeta”.

Agendo neopagã da ONU se prepara para triunfar
no Sínodo Amazônico pretextando defender os índios e a ecologia
Pelo contrário, dizia a ONU, as práticas dos cultos aos ancestrais “constituíam um baluarte para o meio ambiente, na medida em que as árvores ou cursos d’água eram protegidos e venerados como a reencarnação dos ancestrais” (Aspects éducatifs, sociaux et culturels des problèmes de l’environnement et questions d’information, ONU, Assembleia Geral de Estocolmo, 5-6 de junho de 1972, A / CONF.48.9, pp. 8 e 9).

E no discurso de encerramento da Eco92, no Rio de Janeiro, o secretário-geral da ONU, Boutros Boutros-Ghali, declarou que “para os antigos, o Nilo era um deus venerável, assim como o Reno, fonte infinita de

Mitos europeus, ou a selva amazônica, mãe de todas as selvas. Em todos os lugares, a natureza era a morada das divindades. Elas conferiram à selva, ao deserto, à montanha, uma personalidade que impunha adoração e respeito.

A terra tinha uma alma. Reencontrá-la, ressuscitá-la, tal é a essência da [Conferência Intergovernamental] de Rio “(A / CONF.151 / 26, vol.IV, p. 76).

Essa agenda neopagã da ONU é agora reproposta por uma Assembleia Sinodal da Igreja Católica!

O Instrumentum laboris, citando um documento da Bolívia, afirma que “a selva não é um recurso para explorar, é um ser ou vários seres com quem se relacionar” (nº 23), e prossegue afirmando que “a vida das comunidades amazônicas ainda não afetadas pelo influxo da civilização ocidental [sic!] se reflete na crença e nos ritos sobre a ação dos espíritos, da divindade — chamada de múltiplas maneiras — com e no território, com e em relação à natureza. Essa cosmovisão se reflete no ‘mantra’ de Francisco: ‘tudo está conectado’” (n ° 25).

Do ponto de vista econômico-social, o Instrumentum Laboris é uma apologia do comunismo, disfarçado de “comunitarismo”.

E da pior forma de comunismo, que é o coletivismo das pequenas comunidades. Com efeito, segundo o documento, o projeto de “bem viver” dos aborígenes (sumak kawsay) supõe “que haja uma intercomunicação entre todo o cosmos, onde não há excludentes nem excluídos”.

A nota explicativa da expressão indígena remete para uma declaração de várias entidades indígenas, intitulada “O grito do sumak kawsay na Amazônia”, a qual afirma que dita expressão “é uma Palavra mais antiga e atual” (com “P” maiúsculo no texto, isto é, uma revelação divina) que propõe “um estilo de vida comunitária com o mesmo SENTIR, PENSAR e AGIR” (as maiúsculas são do texto).

Plinio Corrêa de Oliveira
Plinio Corrêa de Oliveira
Essa frase nos recorda a denúncia feita por Plinio Corrêa de Oliveira em 1976 do tribalismo indígena como sendo uma etapa nova ainda mais radical da Revolução anárquica:

“O estruturalismo vê na vida tribal uma síntese ilusória entre o auge da liberdade individual e do coletivismo consentido, na qual este último acaba por devorar a liberdade.

“Em tal coletivismo, os vários ‘eus’ ou as pessoas individuais, com sua inteligência, sua vontade e sua sensibilidade, e consequentemente seus modos de ser, característicos e conflitantes, se fundem e se dissolvem na personalidade coletiva da tribo geradora de um pensar, de um querer, de um estilo de ser densamente comuns” (Revolução e Contra-Revolução, Parte III, cap. III, item 2 “IV Revolução e tribalismo: uma eventualidade”).

O que o Instrumentum laboris em definitiva propõe é um convite para que a humanidade dê o último passo rumo ao abismo da Revolução anticristã: o anarco-primitivismo de John Zerzan [quem postula modos de vida pré-históricos]e do terrorista Unabomber [Theodore J. Kaczynski, pregador de um anarquismo centrado na natureza].





terça-feira, 18 de junho de 2019

Índios ampliam lavoura, desafiam controles asfixiantes e desmentem utopias comuno-missionárias

Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Índios paresis querem ampliar lavoura e dominam atualizada tecnologia.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O povo paresi da terra indígena Utiariti saiu este ano para a colheita de perto de 4.000 hectares de milho que ele mesmo semeou com atualizada tecnologia.

Em fevereiro, suas modernas máquinas haviam colhido 9.000 hectares de soja, informou reportagem da “Folha de S.Paulo”, rica em informações.

Nove carretas estavam a postos em Campo Novo do Parecis (410 km ao noroeste de Cuiabá), cidade mais próxima, para transportar a produção de soja e vendê-la.

O exemplo é característico de uma feliz integração dos paresis na grande família brasileira.

Trata-se de mais uma amostra que contradiz as ideologias comuno-ecologistas que pretendem mantê-los presos à vida “selvagem” e miserável sonhada pelos teorizadores do missionarismo comunista.

Eles queriam fazer a colheita e a comercialização da safra apesar da oposição do Ministério Público Federal e da falta de licenciamento ambiental junto ao Ibama, noticiou ainda a “Folha”.

Eles estão progredindo e querem melhorar ainda mais para bem de suas famílias, dos filhos e do Brasil do qual se sentem parte viva e inseparável.

No fim do ano passado, os paresis formaram uma cooperativa e encerraram contratos com produtores rurais não brancos, um dos pontos de discórdia com o MPF, explicou a  “Folha”.

Os índios garantem que não usam sementes transgênicas em suas terras, para não ter problema com a lei 11.460.

Se não fosse a punição legal os índios que conhecem a natureza não dariam importância à demagogia ambientalista contra os transgênicos.

No ano passado, por exemplo, o Ibama multou em R$ 128 milhões a diversos produtores indígenas e não indígenas por usá-los.

“Nós preservamos o meio ambiente, nossas terras e tradições. Apenas queremos usar uma pequena parte para nosso sustento”, diz Ronaldo Zokezomaiake, 44, presidente da Copihanama, a cooperativa dos paresis.

“Os índios paresis plantam e produzem com muita competência, demonstrando que podem se integrar ao agro sem perder suas origens e tradições”, tuitou o ministro de Meio Ambiente Ricardo Salles após visitar a terra indígena.

Paresis se defendem “acham que o índio tem de viver no período pré-colonial”
Paresis se defendem “acham que o índio tem de viver no período pré-colonial”
Os paresis receberam uma área total de 1,5 milhão de hectares, mas plantam soja, milho, feijão e girassol em apenas 14.600 hectares delas, ou 1% área da reserva criada em 1984.

Se não fossem índios, seriam apontados como alguns dos mais monstruosos latifundiários improdutivos do Brasil e tal vez expropriados para fins de reforma agrária.

A tradição agricultora, explica Ronaldo, remonta a 1976, quando cinco índios foram levados por missionários católicos para conhecer plantações no Rio Grande do Sul e aprenderam a operar tratores.

Quando retornaram, iniciaram a primeira lavoura de 50 hectares de arroz.

Um louvável exemplo do que podem fazer os bons missionários não intoxicados pela teologia eco-indigenista ou comunista.

As restrições do governo que diz querer protege-los fizeram que muitos fossem trabalhar em fazendas.

Então, a população nas terras caiu para menos de 300 pessoas.

Agora, com uma prudente e ansiada modernização, são 2.600, em 63 aldeias, todas com eletricidade e internet sem fio.

Para plantar soja agiram com bom senso e fizeram um acordo com produtores rurais não índios, que entraram com fertilizantes, insumos, máquinas e parte da mão de obra.

Os índios cediam a terra e alguns trabalhavam nela. A produção era dividida, após o ressarcimento aos brancos pelo investimento.

O Ministério Público reprimiu os acordos considerando se tratar de arrendamento proibido pelo artigo 231 da Constituição, que fala em “usufruto exclusivo” das terras pelos povos indígenas.

Mas essa visualização que soa a sectária ou racista na verdade contradiz os mais profundos e melhores anseios do povo paresi.

Lavoura moderna e produtiva, integrada no Brasil do qual se sentem parte como nós.
Lavoura moderna e produtiva, integrada no Brasil do qual se sentem parte como nós.
O pretexto parte de teologias ou ideologias que são contrárias ao povo índio na hora dos fatos.

Ronaldo critica justamente quem quer impedir a produção em terra indígena: “acham que o índio tem de viver no período pré-colonial.”

Arnaldo Zunizakae, 47, vai com frequência a Brasília conversar com ministros e deputados ruralistas na esperança que o novo governo acabe essa situação que eles consideram injusta.

“Folha” explica que os paresis propõem que o governo estabeleça linhas de crédito específicas para a agricultura indígena, uma vez que as terras, por serem da União, não podem ser oferecidas como garantia.

Também defendem que a legislação permita acordos de produção com não índios e o uso de sementes transgênicas.

“Se a lei autoriza o não índio a plantar transgênico, por que essa desproporcionalidade no tratamento conosco?”, pergunta Arnaldo.

Em razão da situação jurídica incerta, os índios têm tido dificuldade em fechar contratos com grandes empresas de alimentos e precisam se contentar com firmas menores, perdendo no preço.

Segundo Arnaldo, a semente transgênica gera produtividade 10% maior e requer menos agrotóxicos, o que ajuda a proteger o ambiente.

“Ainda estamos longe de fazer a agricultura como deve ser feita”, diz ele. Na última safra de soja, a produtividade foi de 47 sacas por hectare, quando a média nacional é de 55.

Mas o saldo, segundo os índios, é amplamente positivo. No ano passado, distribuíram R$ 1,3 milhão para as aldeias.

“Aqui há 20 anos, tinha guarda na porta do supermercado, porque achavam que o índio ia roubar. Hoje eles abrem as portas para nós, sabem que vamos comprar”, diz Arnaldo.

Os índios, diz, não podem viver apenas da caça, pesca e coleta.

“Temos 400 anos de contato com brancos, nossa cultura sofreu interferência”, afirma ele, que nega que sejam manipulados por fazendeiros ou o governo. “Não é verdade, é tudo decisão nossa”, diz.

Gilberto Vieira secretário-adjunto do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), órgão dependente da CNBB e habitualmente engajado na guerra do ambientalismo contra a agropecuária, manifestou seu desacordo com os índios que diz defender.

Ele não podia dizer outra coisa senão que a autonomia dos povos indígenas tem de ser respeitada quanto à exploração econômica de suas terras, mas é preciso seguir o que diz a lei.

Acontece que a legislação inclui pontos demagógicos de ideologia lulopetista em favor do comuno-tribalismo e que enforcam os povos indígenas num esquema utópico de que os paresis querem se libertar.

Vieira afastou toda dúvida sobre sua antipatia ideológica contra os índios que querem progredir.

Paresis garantem que transgênico não traz problema mas ajuda
Paresis garantem que transgênico não traz problema mas ajuda
“Essas atividades têm de ser feitas de acordo com os usos e costumes tradicionais do povo, e não me consta que produção de soja se encaixe nesses requisitos”, diz Vieira.

Quer dizer, os paresis não podem fazer o que estão fazendo porque a ideologia verde-comunista não quer.

Estão sendo coagidos a “viver no período pré-colonial”, como disse o índio Ronaldo.

Vieira arrematou que se os paresis seguem querendo progredir no sentido que o estão fazendo, em palavras da “Folha de S.Paulo”: “isso poderia, no limite, levar até à revisão da posse da terra dos paresis”.

Quer dizer perderão suas terras. Isso é claro soa como uma ameaça.

O funcionário do tentáculo da CNBB condenou os índios com vigor: “os paresis aderiram a uma lógica de mercado. Isso pode gerar ganhos imediatos, mas futuramente trazer problemas ambientais e prejudicar os próprios índios”.

Na arbitrária lógica eco-comunista, os índios paresis cometeram um dos piores “pecados” ecologistas: “aderiram a uma lógica de mercado”.

O tentáculo da CNBB vira assim inimigo dos índios como os teólogos eco-comunistas gostam.

E os verdadeiros índios paresis? Não podem ser como eles querem ser, e ainda são apontados de réus dos piores crimes!

Poderia haver algo mais injusto e mais contrário a unidade do Brasil?


segunda-feira, 17 de junho de 2019

“O diabo joga de local no Vaticano” diz jornal portenho

Representante e filho do líder esquerdista Hugo Moyano recebido pelo Papa Francisco
Representante e filho do líder esquerdista Hugo Moyano
recebido pelo Papa Francisco
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O líder esquerdista Hugo Moyano, é apontado como um dos maiores “laranjas” do esquema de desvios de dinheiro e múltiplas ilegalidades econômicas durante os governos kirchneristas.

Seu filho Pablo, porém, foi convidado mais uma vez ao Vaticano, onde voltou a proferir um incendiário discurso contra o governo e a Justiça argentina.

Pablo Moyano foi pela terceira vez ao Vaticano neste pontificado, visitas essas documentadas com fotos, sorrisos e beijos, noticiou o jornal “Clarín” de Buenos Aires.

O primeiro aconteceu só dois meses após a eleição do arcebispo Bergoglio como Papa, em 29 de maio de 2013. Na ocasião, após um diálogo fugaz com o Papa na audiência pública na praça São Pedro, Pablo Moyano em tom de desafio garantiu que o novo Papa é “peronista e caminhoneiro”.

Em 8 de novembro de 2017, a segunda viagem teve um objetivo inequívoco: difundir uma mensagem crítica contra o governo.

O agitador dirigente sindical garantiu que o Papa quis saber da sorte de seu pai em mãos lençóis com a Justiça.

O Vaticano divulgou uma foto sorridente dos dois com uma camiseta do clube de futebol Independiente que preside Moyano.

A corrupção entre os regentes do futebol argentino transcendeu os limites do país tendo mobilizado até o FBI nos EUA onde alguns deles são procurados ou estão presos.

Em 2018, o Mons. Agustín Radrizzani, arcebispo de Luján sede da basílica da padroeira nacional, oficiou uma missa na praça dos santuários em favor dos Moyano e que foi assistida em primeira fila pelos líderes sindicais de esquerda, opositores do governo e em maus lençóis ante os tribunais.

Missa coletiva dos bispos em Luján serviu de ato político pela esquerda encarnada por Hugo Moyano (de joelhos). O arcebispo teve que se retratar.
Missa coletiva dos bispos em Luján serviu de ato político pela esquerda
encarnada por Hugo Moyano (de joelhos). O arcebispo teve que se retratar.
O cartaz principal – todo o mundo entendeu – visava ferir o governo com o slogan “Paz, pão e trabalho”, um slogan preferido do Papa Francisco.

A transformação da missa em ato político foi tão desavergonhada que suscitou uma torrente de críticas.

Mas o agitador não se conteve e se escondeu detrás de seu escudo favorito: “A missa não teria acontecido sem a aprovação de Francisco”.

O episcopado argentino demorou, mas no fim fugiu com uma escapatória verbal pouco ouvida, desmentindo a exploração.

Na mais recente visita, o ativista “confirmou sua condição de favorito na Santa Sé”, segundo “Clarín”.

Ingressou no Vaticano escoltado por ativistas sindicais de esquerda de má fama na Argentina e até por Gustavo Vera, secretário e “porta-voz todo terreno de Francisco” na Argentina mas que está sendo denunciado como “chefão” da máfia que oferece crianças a pedófilos.

A comitiva foi recebida pelo bispo Marcelo Sánchez Sorondo, Presidente das Pontifícias Academias para as Ciências e para as Ciências Sociais, ativo promotor dos movimentos sociais que subvertem o mundo todo e do modelo da China comunista, o tráfico de órgãos incluído.

Pablo Moyano pronuncia violenta diatribe anticapitalista no Vaticano e assusta colegas
Pablo Moyano pronuncia violenta diatribe anticapitalista no Vaticano e assusta colegas
Há um ano, o próprio prelado se fez fotografar junto a Hugo Moyano (pai) na apresentação de uma “Rede Nacional Antimaffias”. “Parece brincadeira, mas não o é”, comentou o grande jornal portenha.

Desta vez, a razão do convite foi sonoro: uma “Cúpula do Transporte Internacional pela Mudança Climática, o Tráfico Humano e as Novas Tecnologias”.

A sede do encontro não pode ser mais prestigiosa: a sala central do magnífico palácio renascentista conhecido como Casina Pio IV, nos jardins do Vaticano.

Segundo “Clarín”, Pablo Moyano aproveitou para fazer o que sempre faz quando visita a Santa Sé: explorar o manifesto privilégio concedido para abrir fogo contra o governo não-esquerdista argentino.

Teve até a ousadia de admoestar aos outros convidados, tal vez não inflamados do ódio “guevarista” que sente em si.

“Muito bom o informe sobre a mudança climática”, disse. E segundo o jornal que citamos só faltou dizer que ele estava ali só para criticar ao presidente Macri.

Mas não demorou para disparar contra “o governo de direita que favorece aos setores que concentram a propriedade”. A invectiva foi tão forte que os demais delegados revolucionários não tiveram coragem de aplaudi-lo.
Juan Grabois, agitador líder da Confederación de Trabajadores de la Economía Popular é um dos favoritos do Vaticano.
Juan Grabois, agitador líder da Confederación de Trabajadores
de la Economía Popular é um dos favoritos do Vaticano.

Nada falou do mandato de prisão expedido contra ele, nem de seus processos em causas criminosas por lavagem de dinheiro, venda de entradas supervalorizadas para jogos de futebol e das milionárias transferências de dinheiro explorando o clube Independiente para benefício das empresas da mulher de seu pai, comentou o jornal.

Para o “Clarín” episódios incendiários como esse causam inquietação na Argentina mas não surpreendem.

No momento atual já mais ninguém ignora que no Vaticano “Pablo Moyano joga de local” – usando o jargão futebolístico tão do gosto do Papa Francisco – protegido pela aura da Santa Sé, com a certeza de que ali ninguém vai lhe perguntar pelos crimes de que é acusado, concluiu o jornal.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Pode a Venezuela estar sujeita a poderes infernais?

O socialo-comunismo de Maduro não esconde que apela a ritos demoníacos para manter o controlada a população
O socialo-comunismo de Maduro não esconde que apela a ritos demoníacos
para manter o controlada a população
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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É difícil imaginar como o povo venezuelano pode suportar de modo tão passivo à degradação que lhe é imposta por uma tirania socialista-comunista.

Quase todo dia, as informações físicas ou virtuais nos transmitem degradações que ofendem à natureza humana.

Vídeos em Youtube nos apresentam o povo colhendo águas de esgotos que descem dos morros que contornam a capital para atender as suas necessidades mais básicas com água insalubres.

Outra cena desgarradora foi filmada por um jornalista estrangeiro: um magote de populares famintos tirando restos comida de um caminhão de lixo e devorando-a apressadamente na própria rua.

O jornal “Washington Post” informou também que a criminalidade comum – não a violentíssima das gangues mais ou menos ligadas ao governo e ao narcotráfico – mas os típicos “ladrões de galinha” praticamente desapareceram.

A razão é que não há mais o que roubar. As notas não valem nada: as pessoas não as usam mais, não as carregam consigo. Então, não serve assaltar agências bancárias.

Os bandidos não usam mais veículos, não podem pagar as balas e giram em bicicleta à procura de algo para furtar.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Para bispo, os venezuelanos passam pior que num campo de extermínio nazista

Mons. Jaime Villarroel testemunha em Cidade do México
Mons. Jaime Villarroel testemunha em Cidade do México
Luis Dufaur
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A Venezuela sob o regime ditatorial socialista de Nicolás Maduro, “virou um campo de concentração onde estão sendo exterminados os próprios venezuelanos”, denunciou Mons. Jaime Villarroel, bispo de Carúpano, em conferência de imprensa na Cidade do México, noticiou a agencia católica ACIPrensa.

O bispo esclareceu: “entendo um campo de concentração como na Alemanha nazista onde os judeus eram levados a morrer em câmaras de gás”.

E aprofundou a comparação: “esse regime que hoje preside Nicolás Maduro está cometendo um extermínio, matando nosso povo de fome, por falta de medicamentos”.

“Está se praticando uma tragédia de dimensões inimagináveis, prosseguiu.

“Na Venezuela se tortura (...) hoje estão morrendo milhares de venezuelanos por falta de comida, de remédios, porque são violados permanentemente os direitos humanos”.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

“Ódio teológico” na apologia ambientalista dos “povos originários” de América

O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
O presidente eco-comunista do México Andrés López Obrador
quis ser investido em cerimônia de “povos mexicanos originários”.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O novo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, alinhado os regimes socialo-comunistas da família Castro, de Maduro e de Ortega exigiu que a Espanha pedisse perdão pela evangelização e civilização do seu país, alegando crimes contra os “povos mexicanos originários”.

O ponto de partida da exigência é um velho sofisma desenvolvido pela Teologia da Libertação e que mais recentemente foi remoçado pelo missionarismo comuno tribal e seu sócio o ambientalismo radical.

Em síntese, o sofisma diz que a Cruz de Cristo e a Civilização Cristã arrancaram os indígenas, ou “povos originários”, de sua mística integração na natureza e extirparam suas crenças – idolátricas, sanguinárias e até canibais – produzindo um desgarramento na Mãe Terra, também chamada Pachamama ou Gaia.

Mas López Obrador não imaginou a vergonha que iria passar e o desnudamento de seus erros nas respostas que recebeu da Espanha.

No quotidiano “ABC” de Madri, o premiado escritor Juan Manuel del Prada pôs em evidência que a atual propaganda de uma mitificada vida tribal integrada no meio ambiente resulta apenas de um “ódio teológico”, voltado contra o cristianismo e a civilização.

A expressão “ódio teológico” é o nome dado ao furor e à ira gerados por controvérsias envolvendo teologia. A expressão também descreve disputas não-teológicas de natureza rancorosa. Cfr. Wikipédia, “Odium theologicum”.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Venezuela será base para incursões militares russas?

Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Crise venezuelana evoca crise dos mísseis soviéticos em Cuba
Luis Dufaur
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Enquanto a ditadura comunista-chavista na Venezuela despencava mais um degrau, John Bolton, assessor de Segurança Nacional do presidente americano Donald Trump, confidenciou aos jornalistas que altas patentes da nomenklatura de Nicolas Maduro teriam negociado a saída do ditador, segundo “La Nación” de Buenos Aires.

Bolton pediu ao Exército venezuelano cooperar na saída pacífica do ditador.

Por sua vez, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse pela CNN que Maduro tinha um avião pronto para leva-lo a Havana.

E o influente senador republicano pela Florida Marco Rubio, comemorou o início da “fase final” da libertação da Venezuela.

Também o presidente Donald Trump pareceu achar que com certeza se efetivaria o arranjo previamente consertado.

Acreditando na palavra dos hierarcas da tirania, o presidente interino Juan Guaidó convocou o alzamiento das Forças Armadas que deu num fiasco.

Porém, a intervenção da Rússia teria dissuadido Maduro de pôr fim ao horror em que vivem os venezuelanos e o intimou a ficar.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Esquerdas cavando no fundo do buraco

Prof. Loris Zanatta: colegas de esquerda estão fazendo seu harkiri coletivo
Prof. Loris Zanatta: colegas de esquerda estão fazendo um harakiri coletivo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A esquerda latino-americana está praticando um haraquiri apoiando o monstruoso regime de Maduro, escreveu Loris Zanatta, professor de História na Universidade de Bolonha especializado nos problemas do continente, em matéria publicada pelo quotidiano “La Nación”.

Zanatta adverte que não adiante chorar pela vitória dos candidatos da “direita” até com votação massiva.

“Os únicos que deveriamos nos queixar somos nós mesmos: aqueles que não amamos nem a uns e nem a outros, que não acreditamos em Deus nem em soberania popular por cima de tudo”.

E o professor resume a extensa ladainha de defeitos e invectivas que jornalistas, comentaristas, sociólogos, filósofos, etc., etc., de esquerda escrevem na grande mídia para execrar os povos latino-americanos que não estão votando pelos representantes do circo midiático-intelectual-eclesial socialista.

Zanatta pelo menos olha de frente para algumas realidades básicas, e chapadamente. Por exemplo: “Liberté, egalité, fraternité: qual desses nobres princípios o regime chavista não pisoteou, humilhou, prostituiu?

“Miséria, violência, morte, tortura, êxodo, corrupção, narcotráfico: o que mais precisam para tirar a venda dos olhos?

segunda-feira, 25 de março de 2019

Ambiguidade do Papa Francisco soa a pro-comunismo

No tempo que a América Latina gemias sob ditaduras esquerdistas o Papa Francisco visitava os opressores e recebia presentes simbólicos deles
No tempo que a América Latina gemias sob ditaduras esquerdistas
o Papa Francisco visitava os opressores e recebia presentes simbólicos deles
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O continente latino-americano foi manipulado para apresenta-lo como uma imensa base popular religiosa que exigia atitudes esquerdistas do Papa.

De fato, Francisco assumiu o Papado quando a maior parte do continente estava governado por regimes de esquerda.

O pontífice não lhes ocultava sua simpatia, como pelo lulopetismo no Brasil, país que visitou primeiro; pela ditadura de Maduro, sem falarmos de Cuba que Francisco batizou de “ilha do diálogo”.

Mas, o continente sul-americano não partilhava as ideais comuno-socialistas desses governantes. E em cinco anos, o mundo assistiu à queda, um a um de quase todos esses déspotas.

O “continente da esperança” deu um formidável desmentido aos devaneios comunizantes da esquerda católica. Francisco foi abandonado pelos países que dizia serem seus.