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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Forte queda do catolicismo na América Latina sob Francisco I

Os repetidos estímulos às esquerdas latinoamericanas do Papa Francisco afastaram em massa aos fiéis
Os repetidos estímulos às esquerdas latino-americanas do Papa Francisco
afastaram em massa aos fiéis
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A euforia inicial pelo “primeiro Papa latino-americano” e “o efeito Francisco” foi efêmera.

Uma década depois, a realidade é pouco lisonjeira, observou “Infocatólica”.

O especializado Pew Research Center mostrou estatísticas deprimentes sobre a Igreja no continente coincidentes com as do Annuarium Statisticum do Vaticano.

Registram quedas dos católicos nas Américas entre 9 e 19 pontos percentuais. Metade ainda se diz católica, mas em franca diminuição ante os “sem religião” observou “Infocatólica”.

No Brasil e no Chile os católicos com 46% não são mais a maioria absoluta que foram no início do século XX.

O declínio foi particularmente acentuado na Colômbia, onde o catolicismo perdeu 19 pontos percentuais desde 2013-2014, caindo de 79% para os atuais 60%.

Em seguida, vêm o Chile (de 64% para 46%), o Brasil (de 61% para 46%) e o México (de 81% para 67%).

A Argentina registrou uma queda de 71% para 58%, enquanto o Peru apresentou o menor declínio (de 76% para 67%).

Francisco I com o ditador Raúl Castro
Francisco I com o ditador Raúl Castro
De acordo com estimativas do Banco de Dados Mundial de Religiões, o catolicismo vem declinando na região desde pelo menos a década de 1970.

Em alguns países, o retrocesso desde 1900 tem sido dramático: no Brasil e no Chile, o catolicismo passou de representar 95% da população para apenas 46% atualmente.

Na Argentina, caiu de 97% para 58%, e no México e no Peru, de 91% e 95% para 67%, respectivamente.

O crescimento mais notável do ateísmo se dá entre os adultos sem filiação religiosa, cuja porcentagem agora varia de 12% a 33% da população nos seis países.

Esse grupo praticamente dobrou na Argentina (chegando a 24% em 2024), no Brasil (15%) e no Chile (33%); triplicou no México (20%) e no Peru (12%); e quase quadruplicou na Colômbia (23%).


segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Bispo alerta: Venezuela virou comunista imitando Cuba. Que prelado alerta o Brasil?

Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.
Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O arcebispo de Coro, Venezuela, Mons. Roberto Lückert, denunciou que sua nação foi convertida “num país comunista”.

Porque seus governantes, primeiro Hugo Chávez e depois Nicolás Maduro, copiaram o modelo cubano, precipitando-a numa degradante crise econômica.

“Este é um país comunista, disse o prelado.

“O presidente Chávez disse que ia nos ancorar no mar da felicidade cubana. Agora estamos ancorados, e com âncoras de grande profundidade.

“Eles querem copiar ‘a beleza socialista comunista’ do regime cubano”, alertou o arcebispo, citado pela agência ACI Prensa.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, calculadas em 300 bilhões de barris. Porém, seguindo as pegadas de Fidel Castro, o socialismo destruiu a ordem econômica do país. A inflação atinge patamares que ninguém consegue calcular com certeza.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Uma Igreja tribal, ecológica, “autóctone”
e pós-comunista na Amazônia?

O Papa Francisco quer uma igreja autóctone na Amazônia, segundo Cardeal Hummes.
Foto: na JMJ Rio de Janeiro julho 2013
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Muito próximo do Papa Francisco, o vaticanista Marco Tosatti, colunista do “La Stampa” de Turim e de seu site religioso “Vatican insider”, revelou em sua página pessoal o que vinha sendo comentado “a boca chiusa” em Roma: o Papa prepara em silêncio um sínodo sobre a Amazônia.

O Sínodo não seria brasileiro, mas transnacional, incluindo todas as dioceses da região amazônica vista como uma realidade superior às nove nações que exercem sua soberania sobre partes dela.

O tema central anunciado é a ecologia. Mas não se trata de cristianizar a realidade ecológica da Amazônia, mas de “ecologizar” a Igreja Católica, dissociando-a de seu passado missionário e modelando-a segundo o modelo comuno-tribal excogitado pelo ambientalismo mais radical.

O instrumento escolhido para preparar o evento é o cardeal brasileiro D. Claudio Hummes, 82 anos, arcebispo emérito de São Paulo e ex-prefeito da Congregação para o Clero.

Ele está trabalhando intensamente há alguns anos no projeto pontifício. Já visitou 22 das 38 dioceses da Amazônia e o Papa lhe teria dito para apressar mais a agenda.

Muitos se lembram da destacada presença de Dom Cláudio na loggia de São Pedro quando Francisco I nela se apresentou logo após sua eleição.

O agitado Sínodo da Família, ainda fortemente controvertido, e seguido da não menos controvertida exortação sinodal Amoris Laetitia, atrasou o Sínodo de uma sonhada igreja comuno-tribal na maior floresta úmida da Terra.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cardeal Pell: “A Igreja não tem mandato divino para falar sobre questões científicas”

Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano: “A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”
Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano:
“A Igreja não tem um mandato do Senhor
para se pronunciar sobre questões científicas”
Luis Dufaur





O cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney e “ministro da Economia” do Vaticano, foi entrevistado pelo jornal econômico “Financial Times” no mesmo dia em que apresentou o estado das contas da Santa Sé.

Na oportunidade, falando a propósito da encíclica “Laudato si'”, o purpurado esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”, segundo noticiou o site Vatican insider.

O “Financial Times” entendeu que o cardeal se distanciou assim da “revolucionaria encíclica do Papa, que pede uma ação global contra a mudança climática”.

O cardeal afirmou sobre a Laudato si': “Há partes que são belíssimas. Mas a Igreja não tem competência alguma especial em matéria de ciência. A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas. Nós acreditamos na autonomia da ciência”.

Na mesma ocasião, o Cardeal Pell concedeu entrevista ao site Crux sobre outro aspecto da Encíclica: o agudo anticapitalismo da ‘Laudato si’, acentuado pela subsequente viagem pontifícia à América do Sul.

“O mercado está longe de ser perfeito, mas temos assistido a níveis historicamente sem precedentes de prosperidade atingidos por causa da disseminação global do capitalismo e pelo aumento da liberdade para os mercados. O crescimento na China e na Índia, por exemplo, é real e maravilhoso”, defendeu o “ministro de Economia” designado pelo Papa Francisco.