segunda-feira, 27 de março de 2023

Bases militares chinesas na Terra do Fogo?

China tenta abrir mais uma base dissimulada em Rio Grade, Terra do Fogo
China tenta abrir mais uma base dissimulada em Rio Grade, Terra do Fogo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O governo esquerdista argentino prometeu impedir a instalação de uma base chinesa no sul da Argentina, argumentando questões de soberania.

Mas na prática avança na construção de um “porto polivalente” em Río Grande, Terra do Fogo, que tem por trás o China Shaanxi Chemical Industry Group, que promete instalar uma fábrica química e uma central elétrica no local.

A história é difícil de acreditar, disse o site bem informado “Infobae” porque a referida empresa chinesa delegou o serviço à HydroChina Corp, do governo socialista chinês que é representada na Argentina por Shuiping Tu, um burocrata do Partido Comunista Chinês.

“Sob a desculpa de um porto, o que a China busca na verdade é construir uma base naval com cais e acesso ao mar. Isso permitirá a Pequim uma porta de entrada para a Antártida. Também poderá monitorar a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico e as comunicações em todo o hemisfério”, acrescentou “Infobae”.

Base espacial chinesa em Neuquén, Patagonia, onde os argentinos não podem entrar
Base espacial chinesa em Neuquén, Patagônia, onde os argentinos não podem entrar
O governador da Terra do Fogo, Gustavo Melella, é um entusiasta do desembarque chinês no sul e não incluiu o grande negócio nas contas oficiais. O Legislativo local deverá ratificar o acordo, informou o “El Diario del Fin del Mundo”.

A empresa chinesa de fachada se compromete a produzir 600.000 toneladas anuais de amônia sintética, 900.000 de ureia e 100.000 de glifosato.

Porém o que mais interessa à China comunista por trás da empresa de fachada é ter um porto próprio na região mais austral do planeta, porta de entrada para o Continente Branco.

O “plano comercial” promovido pelo governador esquerdista e pelo embaixador da Argentina em Pequim, Sabino Vaca Narvaja é suspeito também porque “fazer um porto na Terra do Fogo não é lucrativo.

“Não há volume, não há escala, nem há probabilidade de fazer um investimento que o justifique”, indicaram outras fontes reservadamente.

Outro especialista tirou todas as dúvidas: “os chineses nunca querem ganhar dinheiro. Eles sempre têm um objetivo político”.

O Exército Popular da China dirige a base china en Neuquén, disse a general Laura Richard, chefe do comando Sul
O Exército Popular da China dirige a base china en Neuquén,
disse a general Laura Richard, chefe do comando Sul
O embaixador da China em Buenos Aires, Zou Xiaoli, pressionou a Justiça local para remover os “obstáculos legais” que impediam o início do projeto.

O governador promete obter “as aprovações legais o mais rápido possível” e a empresa fachada China Shaanxi Chemical Industry Group, promete construir uma base para navios de até 20.000 toneladas.

Diz que com ela irá “incentivar as empresas chinesas a investir na Terra do Fogo”, prova de que não há movimento atual que justifique, e “implementar uma filosofia de proteção ambiental” que a China viola até em seu território.

A surpresa é maior porque já está em andamento a construção de um porto pelo setor privado com capital argentino.

O governador das esquerdas inventou uma estatal energética, a Terra Ignis Energía, com a intenção de envolver os chineses em projetos e negócios.

Na província é tida como um mais engendro da corrupção política.

A obsessão chinesa final é a Antártida, e para isso cogita mais uma instalação na cidade mais austral do mundo: Ushuaia.

A vantagem de Rio Grande, é que sendo pequena e afastada o regime comunista chinês poderia agir sem mito controle.

A China já recebeu de mão beijada um amplo espaço em Neuquén, onde construiu a Estação Espacial Distante localizada em Bajada del Agrio também na Patagônia.

China e Rússia querem abrir um Polo Antártico em Ushuaia
China e Rússia querem abrir um Polo Antártico em Ushuaia
Só que apenas militares chineses podem entrar em suas instalações e ... para ver as estrelas! Diversas fontes na Argentina e nos EUA sempre suspeitaram que esse observatório espacial tem finalidades militares.

A “Infobae” enviou seu jornalista Andrés Klipphan a estudar o caso e achou graves irregularidades na entrada comunista em Terra do Fogo.

A China já tentou o mesmo projeto em 2010 mas foi abandonado totalmente porque a população se julgava enganada.

O jornalista Armando Cabral, ameaçado por investigar esse tipo de acordo entre Pequim e a corrupção na província, denunciou que a manobra se deve a que “é um lugar muito estratégico se tiveres em conta que estás no canal que une os dois oceanos”, além de ser um local muito pouco habitado.

A flota pesqueira clandestina
Outras iniciativas chinesas em período de governo esquerdista-nacionalista concluíram em escândalos judiciais e inconclusão das obras.

Por sua vez, uma base chinesa na Terra do Fogo preocupa no Brasil, escreveu “Mar sem fim”. A China já tentou o Uruguai para abrir uma base na América do Sul. Tendo fracassado procurou autoridades do Rio Grande (RS), também se frustrando. Agora se volta para a Argentina.

Marinha argentina captura mais um pesqueiro ilegal chinêsCom cobertura de silêncio da grande mídia, em 2021 os chineses foram recebidos pelo secretário do Meio Ambiente e infraestrutura do Rio Grande do Sul, teoricamente para melhorar a pesca.

Mais felizmente a manobra não foi em frente. Pois a China é a maior predadora dos mares do planeta. Depois de esgotar a pesca em sua Zona Econômica Exclusiva, foi depredar o litoral africano.

E o estrago feito, passou a depredar águas sul americanas especialmente as argentinas muito ricas em lulas dentadas (metade das capturas mundiais).

Essa depredação da frota ilegal chinesa já se fazia desde 2013! E, em 2016, um pesqueiro chinês suspeito abordado pela Armada argentina se afundou para não revelar o que estava fazendo.

Também a China invadiu e depredou os riquíssimos santuários marinhos das Galápagos (Equador) no Pacífico.

Mais uma frota de pesqueiros chineses parte para depredar os mares de outros países
Mais uma frota de pesqueiros chineses parte para depredar os mares de outros países
Agora segundo o site portenho pescare.com.ar um novo ataque da República Popular da China está visando nosso país. Não lhes basta a pesca ilegal. Agora eles buscam construir uma base naval em Ushuaia, (Terra do Fogo), abrindo uma “janela” para a Antártida”.

Segundo o site Intelligence Online da França, essa base permitiria à China controlar a passagem entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Ushuaia fica às margens do Canal de Beagle, e seria um desastre para a América do Sul e a Antártica se os ‘chineses’ alcançarem seu intento.

Segundo o La Nación, a Rússia pretende ter num Polo Logístico Antártico coisa pouco compreensível porque já tem várias bases no continente antártico.

Pesca ilegal chinesa rouba bilhões de dólares
Pesca ilegal chinesa rouba bilhões de dólares
Com o pretexto “patriótico” de fortalecer a presença das Forças Armadas na Patagônia o Ministério da Defesa argentino promoveu instalações com magros equipamentos nacionais, mas visando a Grã-Bretanha.

O verdadeiro interesse das esquerdas argentinas está na parceria com a China e a Rússia, suscitando a preocupação nos EUA.

O Brasil ficará comprometido por esse desenvolvimento de potências expansionistas enquanto também aumenta a preocupação com a Amazônia Azul, altamente cobiçada no exterior, ameaça pouco acompanhada pela opinião nacional.


segunda-feira, 13 de março de 2023

Recorde cubano de prisões e éxodo

Nas redes sociais, o inferno bolivariano-cubano causa horror
Nas redes sociais, o inferno bolivariano-cubano causa horror
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








“Vou dizer a vocês quem vai defender a pátria se a atacarem: todo o mundo, todo o mundo! O Exército cubano é o povo”. 

Enquanto Miguel Díaz-Canel parafraseava Fidel Castro comemorando seu “sucesso diplomático” na CELAC em Buenos Aires, um número recorde de cubanos se jogava no mar com recursos ultra-improvisados para escapar da ilha-prisão, observou “La Nación”.

O ditador voltou a Havana a bordo do avião que seu aliado bolivariano costuma lhe dar, tal vez temendo que o seu russo não completasse o percurso.

Díaz-Canel parou na capital venezuelana para contar a Maduro, num ambiente de emergência, as principais novidades do encontro ao qual o ditador venezuelano não assistiu temendo a prisão.

Enquanto os miserabilizados cubanos fugiam, o ditador comemorava sua democracia com Lula em Buenos Aires
Enquanto os miserabilizados cubanos fugiam,
o ditador comemorava sua democracia com Lula em Buenos Aires
Em Buenos Aires, confirmou-se a enganação ditatorial revestida de romantismo revolucionário que empesta uma revolução com 64 anos no crime, e a crua realidade que existe na ilha.

Nos dias da viagem, Cuba bateu o recorde de maior diáspora da sua história e a repressão somava 1.057 presos políticos, segundo a organização Defensores dos Prisioneiros (PD).

No total, são 1.575 na região, se somados os da Venezuela (273) e da Nicarágua (245).

O casal Mesa Vázquez tem uma de suas três filhas, Yarelis (25 anos) na prisão, condenada a sete anos por participar de protesto contra a ditadura mais antiga da América.

Suas outras duas filhas, Yamily (35) e Yailyn (27), faziam parte da jangada com 31 pessoas que partiu rumo aos EUA: uma está na lista de desaparecidas e o outra foi socorrida ferida.

Os homens sobreviventes do naufrágio estão na prisão. A rústica embarcação não resistiu às fortes ondas não longe de Varadero.

“Todos buscavam uma vida melhor porque esse país é muito ruim, não tem comida nem nada. Eles saíram procurando ajudar suas famílias, até minhas filhas deixaram seus três filhos para poder me mandar dinheiro e ter uma vida melhor. E para ajudar sua irmã presa”, disse a mãe.

Desespero para pisar solo dos EUA
Desespero para pisar solo dos EUA
A fuga de cubanos para os EUA é maciça, escreve “La Nación”. Numa semana, as autoridades estadunidenses relataram a chegada de mil emigrantes apesar das novas restrições a cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos.

“Os cubanos e haitianos que se aventurarem no mar e desembarcarem em território estadunidense não serão elegíveis para o processo de liberdade condicional (programa de emigração) e estarão sujeitos ao processo de deportação”, lembrou Alejandro Mayorkas, secretário de Segurança Interna.

A repressão aos protestos populares provocou a maior crise migratória vivida pela revolução cubana: mais de 330.000 cidadãos deixaram o país.

Nos cárceres da ilha, o número de presos políticos ultrapassou mil.

Comunismo cubano encarcera mais do que a Rússia
Comunismo cubano encarcera mais do que a Rússia
No topo do sinistro ranking continental de direitos humanos violados está Cuba
pelo segundo ano consecutivo. “Um ano desastroso para os direitos humanos, com sentenças muito longas para mil réus, com repressão brutal contra o povo”, disse Javier Larrondo, presidente do PD, ao “La Nación”.

“Cuba tem mais presos que toda a América Latina junta e mais presos que a Rússia”, contabilizou o historiador e especialista em revoluções Armando Chaguaceda.

“Destruída boa parte da oposição, os cidadãos assumiram a resistência. Uma resistência fragmentada, sem liderança, somada ao êxodo”, concluiu.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Gauchos repelem a cavalo 500 invasores pagos pelo governo

Trabalhadores rurais desanimam violação da propriedade
Trabalhadores rurais desanimam violação da propriedade
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A luta de classes voltada contra a propriedade privada se travestiu com roupagens ecologistas e indigenistas mais continua bem a mesma com seu ódio aos proprietários. Na Patagônia está se desenvolvendo uma ofensiva característica.

É o caso de uma bela fazenda bem organizada em volta de um pequeno lago, o Lago Escondido propriedade do empresário inglês Joe Lewis.

Contra ele o governo esquerdista argentino articulou a “Marcha por la Soberania de Lago Escondido” que está em sua 7ª edição.

Para isso financia centenas de manifestantes de organizações subversivas esquerdistas que nada tem a ver com a região e nada sabem do campo patagônico.

Eles chegam em ônibus despachados desde longa distância com agitadores recrutados ou subornados nas grandes e remotas cidades. Uma típica invasão de terra tipo MST.

A sede da fazenda está a metros do borde do Lago Escondido numa paisagem espetacular. Quem está se destacando na salvaguarda dela são os ‘gauchos’ que trabalham nela e em propriedades vizinhas montados em cavalos e com o rebenque pronto para o uso.

No caso, uns 60 baqueanos ou peritos da terra, da região, empregados de patrões e que sabem o que protegem, enfrentaram a 500 agitadores pagos levados de ônibus, com comida, álcool e dinheirinhos, narrou “Clarín”.

Agitadores pagos comemoram invasão em clima de farra
Agitadores pagos comemoram invasão em clima de farra
Um grupo de invasores tentou violar a entrada da fazenda sem sucesso, enquanto um outro ingressou fazendo uma longa caminhada de dois dias pela montanha.

Mas esses “manifestantes” desconheciam a região e se dedicaram a passear turisticamente durante horas de caiaque pelas gélidas águas de uma Laguna vizinha e fazer fogos para cozinhar, ações proibidas pela Secretaria do Meio Ambiente.

A lei não vale para os protegidos da subversão, mas demoraram dois dias e acabaram comendo os alimentos e tendo que regressar logo após um protesto para a foto.

Esse grupo era liderado pelo uma líder agitadora de Jujuy a milhares de quilômetros ao Norte na fronteira com a Bolívia.

A agitadora está presa por múltiplos crimes de uma organização mafiosa que roubava as bolsas destinadas aos indígenas e carentes e forjava grande fortuna pessoal.

Tem forte apoio do presidente Fernández e do Papa Francisco a quem levava feixes de dólares escondidos na bagagem das numerosas comitivas do “movimento social” que dirige e que o Papa argentino acolhe frequentemente no Vaticano. Foi fotografado desfrutando dos passeios de caiaque.

A bela fazenda invadida com apoio do governo esquerdista
A bela fazenda invadida com apoio do governo esquerdista
Diante dos gaúchos patagônicas as colunas de subversivos se reduziram a 150 dos 500 que chegaram pagos pelas organizações esquerdistas.

Alguns deles esqueceram o objetivo e organizaram passeios junto ao lago como se estivessem tirando férias numa praia pública.

A organização não tinha militantes, mas pagou entretenimento, com recursos públicos. Tal é a força de convicção do novo socialismo latino-americano.

Quando tentaram usar a força os gaúchos de cavalo os dispersaram com alguns rebencazos.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Falso indigenismo subverte Bariloche com apoio do governo

Posto incendiado da Gendarmería em Los Radales
Posto da Gendarmeria (policia de fronteiras) incendiado em Los Radales
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A violência subversiva do grupo indigenista que se diz “mapuche” e tem sua etnia contestada, prossegue na Argentina, ecoando a guerrilha mapuche muito agressiva no Chile.

O governo populista argentino pratica uma paralisia suspeita que favorece as invasões e depredações de propriedades e postos policiais na região de Villa Mascardi, perto de Bariloche, relatou “La Nación”.

A procuradora federal de Bariloche, María Cándida Etchepare, expôs por escrito detalhes abafados do grupo que se diz mapuche, invade e ataca na zona sendo acobertado por autoridades do governo.

No jornal local El Cordillerano, a procuradora Etchepare, mostra que o grupo que se autodenomina Lof Lafken Winkul Mapu “não se origina na ocupação tradicional e pública das terras” como diz provir.

Os mapuches formam muitas comunidades na região, reconhecidas oficialmente e assentadas pacificamente.

Mas os subversivos dizem agir inspirados “numa visão que teve em 2017 uma menina de 16 anos, que se autoproclamou autoridade espiritual do Povo Mapuche, ou machi”.

De nome Betiana Colhuan Nahuel, foi detida pela polícia. Ela está casada com Matías Santana, dito “o mapuche dos binoculares”, que acusou à Gendarmeria do assassinato de um aparente delinquente de nome Santiago Maldonado na província de Chubut até que a investigação do caso revelou ser uma falsa acusação.

Cerimônia inautêntica de 'mapuches' frente ao lago Mascard
Cerimônia inautêntica de 'mapuches' frente ao lago Mascard
Betiana diz desconhecer o Estado mas recebe cinco bolsas estatais diferentes.

O grupo não tem prova alguma de ser o que diz ser, jamais apelou às vias do que Estado de Direito estabelece e desconhece as tentativas da Justiça ressaltou a procuradora.

“Ao longo dos anos, juízes, procuradores, agentes judiciais, guarda-bosques, policiais de várias unidades, peritos, diretores de Parques Nacionais, membros da Secretaria dos Direitos Humanos e até a governadora foram diretamente atacados quando tentavam se aproximar das propriedades invadidas”.

O governo populista de Buenos Aires propõe “mesas de diálogo” a priori infrutíferas que prolongam o regime de atropelos violentos e incêndios de casas e bosques.

A prisão de quatro subversivas atraiu a cólera do governo populista da argentina.


segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Ruína económica venezuelana-argentina aponta mal rumo para América do Sul

Chávez durante a demagógica inauguração em 2005.
Chávez durante a demagógica inauguração em 2005.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Em 1º de fevereiro de 2005, centenas de agitadores de organizações sociais aplaudiam a inauguração do primeiro posto de atendimento PDVSA-Enarsa, produto do acordo energético entre a Argentina e Venezuela “bolivarianas”, rememorou longa reportagem do “La Nación”.

O falecido Hugo Chávez encheu o tanque do primeiro veículo e exultou: “aqui as barreiras do neoliberalismo selvagem, do capitalismo, estão sendo quebradas”.

“Vamos continuar abrindo estações e vamos começar a perfurar poços de petróleo para que no futuro a Argentina não precise importar petróleo.”

O ministro local do Planejamento Federal Julio De Vido – hoje em prisão preventiva por falcatruas – antecipou: “é o início da abertura de mais 600 previstas para o restante do ano”.

Mais do que uma realidade foi uma ficção esquerdista ou doentia.

Após 17 anos, a Pdvsa Argentina em ruinas
Após 17 anos, a Pdvsa-Argentina em ruínas aponta descaminho para o continente
A empresa hoje, a 17 anos do ato inaugural, só tem únicos quatro postos de atendimento em estado de abandono.

Esses acumulam penhoras judiciais, dívidas milionárias e pelo menos 80 ações judiciais de funcionários e fornecedores que reclamam salários atrasados.

Segundo ex-funcionários, a empresa abandonou seus escritórios devendo milhões em aluguéis e despesas não pagas.

A petroleira venezuelana quis comprar a Shell e a rede estatal uruguaia Sol Petróleo até que todas pararam de servir.

“A PDVSA implodiu na própria Venezuela, explicou o doutor em Economia e Direito Daniel Gustavo Montamat, ex presidente de YPF y ex secretário de Energia. “No início do chavismo, a empresa produzia 2.800.000 barris de petróleo e hoje só 600 mil”.

Néstor Kirchner e Chávez anunciaram um Grande Gasoduto do Sul, que ligaria a Venezuela à Argentina, atravessando o Brasil que nunca foi realizado. Muitos ficaram pasmos pela ousadia do projeto hoje esquecido.

Refinaria de PDVSA en El Palito, Venezuela. O gigante petrolífero acumula divida de 35 bilhões de dólares e quase não produz
Refinaria de PDVSA en El Palito, Venezuela. O gigante petrolífero
acumula divida de 35 bilhões de dólares e quase não produz
A empresa nunca gerou um centavo, embora todos os meses, entrava dinheiro dos governos”.

O jornal “La Nación” nem achou seu presidente, Carlos Corredor. “Tudo o que você pode imaginar foi levado embora. De computadores, mesas, dispensadores, pratos. Não sobrou nem janelas”, diz Juan Manuel Lasso, ex-administrador da estação San Francisco. 

No posto, os mais de 40 trabalhadores reclamam meses de salários à empresa fechada há mais de dois anos.

Em 2020 lhes foi cortada a energia elétrica. As bombas não funcionam. Os operários iam à estação em turnos para evitar roubos. Até que veio a pandemia e foram demitidos desrespeitando os requisitos legais.

O presidente Alberto Fernández prometeu resolver os problemas, mas ninguém acreditou e de fato tiveram razão .

Os direitos trabalhistas foram desrespeitados pelo 'goverrno dos trabalhadores argentinos'
Os direitos trabalhistas foram desrespeitados pelo 'governo dos trabalhadores argentinos'
A subsidiária argentina da petrolífera venezuelana ainda existe nos papeis. Em 2019, foi demitida a maioria dos funcionários administrativos.

Também fechou seus escritórios porque não pagava alugueis e despesas. Só ficam menos de seis funcionários num pequeno escritório.

A empresa entrou no tráfico ilegal de dinheiro da Bolívia até que uma “mula” foi presa com maços de dólares dizendo que eram para pagar os salários da PDVSA Argentina. Até essa fonte secou.

Ninguém entende como foi possível que o Estado argentino não reclamasse. Os processos de ex-trabalhadores concluíram com a declaração da falência.

Mas tudo continua como dantes no quartel do Abrantes bolivariano com os governos esquerdistas acobertando a falcatrua de fundo ideológico e tentando tomar o poder nos países vizinhos.



segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Cataratas que sugerem superior vocação histórica

Cataratas do Iguaçu em 360º
Veja vídeo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Clique na foto para Cataratas do Iguaçu em 360º
Girar com o mouse. Clicar no mapa à direita para mudar o ângulo

Quem, antes de descer no aeroporto da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, observar do avião as famosas Cataratas do Iguaçu, fica extasiado com a grandiosidade da visão panorâmica das diversas quedas-d'água.

Saindo do aeroporto, o viajante precisa percorrer alguns quilômetros para começar a ouvir o ruído das águas. De início um tanto surdo, ele vai crescendo assustadoramente, tornando-se estrondoso junto às quedas. Uma imagem ­entre outras - é compreensível que ocorra ao espírito do viajante, eventualmente já predisposto por aquele flash anterior: a majestosa ira divina.

De fato, se Deus quisesse representar seu furor para os homens, mediante o som, seria apropriado Ele utilizar tal ruído - prestigioso e terrificante.

A visão das quedas que se tem a partir do território brasileiro é bastante panorâmica, embora do lado nacional haja apenas 600 metros de cataratas.

De longe, a maior parte destas encontra-se em território platino: 2.600 metros.

Compensa largamente, portanto, atravessar a fronteira com a Argentina e andar mais de um quilômetro sobre passarela no país vizinho até chegar bem junto à maior das gargantas, para admirar a espuma d'água que sobe para o céu, proveniente do jato líquido descomunal precipitando-se de uma das rochas!

Brasil, Argentina: duas nações vizinhas e irmãs. Irmãs antes de tudo na profissão da Fé católica, mas também na herança do precioso legado ibérico que as une.

Costuma haver certa correspondência entre o espírito, a mentalidade, bem como a história dos povos e os acidentes geográficos que lhes servem de moldura.

Se a Providência Divina concedeu a essas duas nações católicas da Ibe­ro-América tal maravilha natural, a decorrência se impõe: a gesta - feitos heroicos de seus habitantes - serem do porte dela.

Eis aí uma vocação histórica superior, que o próprio contexto providencial sugere aos dois grandes países da Cristandade ibérica formada no Continente americano! 



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, sem data)

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

O mistério do Jumbo terrorista e as esquerdas sul-americanas

Jumbo iraniano-venezuedano suspeito de servir ao terrorismo ficou preso em Buenos Aires
Jumbo iraniano-venezuelano suspeito de servir ao terrorismo, preso em Buenos Aires
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Há meses um jumbo Boeing 747 está detido no aeroporto internacional de Ezeiza em Buenos Aires por decisão da Justiça. Ele pertence à empresa venezuelana Emtrasur ligada confusamente com a empresa iraniana Qeshm Fars Air, noticiou repetidas vezes “La Nación”.

O juiz federal encarregado do caso recebeu um dossiê enviado pelo FBI que descreve o piloto do avião, Gholamreza Ghasemi, como um terrorista pertencente à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

No avião também viajavam 14 venezuelanos e cinco iranianos, incluindo Ghasemi, supostamente transportando um carregamento de autopeças.

O relatório garante que Ghasemi está associado à Força Al-Quds da Guarda Revolucionária Iraniana e ao Hezbollah do Líbano, ambos acusados pelo ataque contra a associação judaica AMIA em Buenos Aires que matou 85 pessoas e feriu 300.

A constatação entre as impressões digitais e a identidade da pessoa foi feita com a base de dados de terrorismo internacional

O FBI afirma que a empresa aérea, teve “participação direta” em atividades terroristas, o que complica sua situação legal na Argentina.

Gholamreza Ghasemi, piloto do misterioso Jumbo, jovem militante terrorista
Gholamreza Ghasemi, piloto do misterioso Jumbo, jovem militante terrorista
Qeshm Fars Air opera voos entre o Irã e a Síria regularmente “para equipar o Hezbollah com armas, componentes militares avançados e armas contrabandeadas do Irã para o Hezbollah no Líbano”.

A Prefeitura de Buenos Aires afirmou que a confirmação do FBI demonstra “a profunda contradição em que os funcionários do avião suspeito entraram ao apontar que o piloto era um homônimo”.

“A presença desse personagem em solo argentino, é uma questão de terrorismo internacional”, disse o porta-voz da cidade de Buenos Aires pela Rádio Mitre.

“A companhia aérea também transportou armas e pessoal para o Hezbollah”, diz um relatório do FBI entregue à Justiça argentina, longamente citado por “La Nación”.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica foi tido pelo Departamento de Estado americano já em 2007 como “entidade iraniana chave na proliferação terrorista”.

O Departamento do Tesouro também indiciou Quds por “fornecer apoio material ao Talibã e ao Hezbollah”. E acrescentou: “[Quds] tem uma longa história de apoio às atividades militares, paramilitares e terroristas do Hezbollah, fornecendo orientação, financiamento de armas, inteligência e apoio logístico”.

Comunicações suspeitas no celular do piloto-terrorista
Comunicações suspeitas no celular do piloto-terrorista
O avião detido em Ezeiza foi vendido à Emtrasur pela Mahan Air, venda que teve um caráter de maquiagem porque também a Mahan Air está na “lista negra” do Departamento do Tesouro.

Ela foi sancionada várias vezes pelo Tesouro dos EUA, a mais recente em 2019 devido ao seu envolvimento direto em atividades terroristas.

Teme-se que o avião tenha pousado em outros aeroportos na sua vinda do Mexico com escala na Venezuela, tal vez na tríplice fronteira.

Também tentou descer no Uruguai, mas, as autoridades desse país não o aceitaram e o obrigaram a completar o plano de voo, escreveu “Clarín”. https://www.clarin.com/politica/avion-retenido-ezeiza-juez-determino-iranies-venezolanos-deberan-seguir-pais_0_6jBWyn3cA8.html

O FBI também transmitiu o relatório ao Paraguai e outros países da região. Os passaportes de sete iranianos e venezuelanos mais suspeitos foram retidos pela polícia e não poderão deixar o país. Alguns outros poderão deixar o país.

No celular e aparelhos eletrônicos do piloto Ghasemi havia “capturas de tela, vídeos e imagens de contextos de guerra, armas, exércitos, líderes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, bem como as Forças Armadas, Quds, Hezbollah, de pessoas assassinadas, o logotipo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, entre outros elementos”.

Ele também tinha em seu telefone uma imagem de um “exército armado e, à primeira vista, parecia ser uma das pessoas fotografadas".

Ministro de Segurança do governo esquerdista argentino tenta salvar avião, terroristas e carga
Ministro de Segurança do governo esquerdista argentino
tenta salvar o avião, terroristas e carga
Também continha fotos de líderes militares iranianos, incluindo “Mohsen Rezai, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, procurado com pedido de prisão internacional e Hasan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah.

O juiz também quer o comparecimento de Víctor Manuel Pérez Gómez (Gerente Geral de Operações da Emtrasur e ex-militar venezuelano) ligado a um homem do Hezbollah e de suspeita gestão financeira da empresa; Mario Arraga Urdaneta (Gerente Administrativo da Emtrasur e ex-militar venezuelano), por sua participação no voo.

Também de José Gregorio García Contreras em cujo celular havia chats comprometedores sobre tema ‘top secret’ que poderia acarretar “correntes” e pedindo um ultrassecreto…”, segundo o juiz.

As petroleiras argentinas se recusam a vender combustível para o avião em Ezeiza, por medo das sanções dos EUA.


segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Minguada lua de mel para as esquerdas latinoamericanas

Chilenos recusaram por maioria esmagadora projecto constitucional propiciado pelo presidente
Chilenos recusaram por maioria esmagadora
o projeto constitucional propiciado pelo presidente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A onda de novos governos ultra-esquerdistas parece arrasar América Latina, porém os seus primeiros resultados não fazem pressagiar um resultado minimamente feliz nem no mais curto prazo.

Para o “The New York Times” elas terão uma corta lua de mel, que aliás já passou.

O caso mais clamoroso e recente aconteceu no Chile onde 61,9% repeliu um projeto de Constituição que reunia os mais cobiçados objetivos de todos os partidos e grupelhos da ultra-esquerda chilena.

Porém não há margem para ilusões: o fiasco dos governos da ultra-esquerda não será seguido de uma reação ordeira. O continente marcha para um caos tal vez incontrolável.

Em poucas palavras No Chile, desde a presidência um político de braço tatuado prometeu a mais profunda transformação na sociedade chilena em décadas com uma “rede de segurança social” e carregando os impostos aos ricos.

E o projeto de Constituição que lhe serviria de base foi recusado por maioria esmagadora do eleitorado (62 a 38). Logo passou a prometer um governo de centro-esquerda – para ele “moderado” – e não se sabe bem como tentará mais uma outra Constituição, diz "Clarín".

Nem com macumbas o ultra esquerdista Pedro Castillo consegue um governo não-fugaz
Nem com macumbas o ultra esquerdista Pedro Castillo consegue um governo não-fugaz
No Peru, um maestro de fugaz atividade rural prometeu alimentar os famintos e nivelar as desigualdades na saúde e na educação. Mas não conseguiu constituir um gabinete capaz de durar um mínimo de meses para fazer algo.

Na Colômbia, um ex-guerrilheiro prometeu promover indígenas, negros e pobres com uma economia para todos e se abraçou com os colegas que em países vizinhos afundavam no marasmo.

A América Latina se encaminhou para a esquerda na trilha de Andrés Manuel López Obrador no México e pode ainda culminar a estranha marcha com a vitória de Lula no Brasil.

Assim, as seis maiores economias da região seriam dirigidas por líderes de esquerda, embora não conseguem se afastar da marcha endoidecida rumo ao nada.

Os candidatos esquerdistas tiveram em seu favor a animosidade contra os políticos tradicionais, os efeitos da pandemia que aprofundaram a frustração contra o establishment político, a guerra europeia que disparou o custo de combustíveis e alimentos, e piorou as condições de vida.

Hoje os prometedores de milagres estão vendo muito difícil atender as altas expectativas que eles próprios alimentaram.

Lidam com pressões orçamentárias, inflação descontrolada, migração e crises sociais.

Na Argentina, o povo saiu também às ruas contra o esquerdista Alberto Fernández. Protestos ainda subversivos eclodiram no Equador, ameaçando o governo de Guillermo Lasso, um dos poucos presidentes moderados na região, mas deram em nada.

Nem com extravagancias Gustavo Petro atrai a simkpatia dos colombianos
Nem com extravagâncias Gustavo Petro atrai a simpatia dos colombianos
Os presidentes esquerdistas subiram cavalgando uma onda extremamente heterogênea de grupelhos que diferem em tudo entre, menos nas promessas de mudanças radicais impossíveis de efetivar em paz.

No Chile, Boric preside um gabinete inexperiente, se apoia num Congresso dividido, e surfa na inflação. Seus índices de aprovação despencaram: 90% diz que o país está estagnado ou regredindo.

O maior grupo indígena que o apoiou se engajou num conflito mortífero que obrigou Boric a ordenar o retorno de tropas na área de conflito, como na era Pinochet que jurava acabar.

No Peru, Castillo mal consegue sobreviver no naufrágio político. Governa de forma irregular, com a aprovação do 19%, segundo o Instituto de Estudos Peruanos.

Ele foi alvo de cinco investigações fiscais, duas tentativas de impeachment e trocou sete vezes ministros do Interior até o momento que escrevemos.

Não fez a reforma agrária que prometeu, os preços de alimentos, combustíveis e fertilizantes dispararam.

Os agricultores sofrem uma das piores crises em décadas, sem fertilizantes sintéticos difíceis de encontrar pelas interrupções mundiais provocadas pela guerra na Ucrânia

Eduardo Zegarra, pesquisador do instituto de pesquisa GRADE acha que a desordem “vai se desenrolar dramaticamente e levará a uma enorme instabilidade”.

Nos bairros pobres da capital Lima, muitos pais pulam refeições para que seus filhos tenham mais o que comer.

Na Colômbia, Petro enfrenta muitas das mesmas dificuldades. 40% das famílias vivem com menos da metade do salário mínimo mensal e a inflação atingiu quase 10%.

Segundo Hernán Morantes, ativista ambiental favorável a Petro “os movimentos sociais devem estão muito ativos para que quando o governo não cumprir”. Quer dizer, de aqui há pouco estarão promovendo arruaças.


segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Agonia nos prédios cubanos prestes a desabar

Moradores vão dormir sem saber se amanhã vão acordar
Moradores vão dormir sem saber se amanhã vão acordar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O maior medo de Bacyán é morrer com sua filha Lesyanis sob os escombros do prédio onde moram em Havana Velha, se o prédio desabar.

Porque esses desastres costumam acontecer na cidade protótipo do socialismo do século XXI, e ela é um dos 300 inquilinos do arruinado Edifício Cuba, localizado no coração da cidade, segundo descreve reportagem do “La Nación”.

Elisa, 51, vive num dos 700 prédios em Havana catalogados em estado crítico. No final de 2020, 37% das 3,9 milhões de casas do país estavam em condições técnicas razoáveis ou ruins, segundo estatísticas oficiais. O governo nada faz pois, no fim, estão no maravilhoso mundo novo...

Nós vamos para a cama com medo de não amanhecer. Perdi um filho (de uma doença terminal) e não gostaria de perder minha filha também”, diz Bacyán.

O edifício tem seis andares, foi construído em 1940, e foi subdividido em 114 quadrículos para 92 famílias, que não pagam aluguel ao Estado socialista.

Em troca o socialismo o deixou apodrecer: telhados, colunas e muros exibem vértebras metálicas corroídas, pisos afundados, escadas quebradas, rachaduras e vazamentos por toda parte.

Nos tempos da propriedade privada foi um prédio elegante, segundo lembram velhos vizinhos, mas hoje restam apenas ruínas do que foi.

Em Havana, o igualitarismo faz milagres até o prédio cair
Em Havana, o igualitarismo faz milagres até o prédio cair
As crianças não podem nem brincar, porque de vez em quando um pedaço do prédio cai”, explica Bacyán, com lágrimas.

Os desabamentos são comuns nos municípios de Havana, e pasma ver que alguns edifícios em estado deplorável ainda resistem.

Ocasionalmente alguns elementos desses edifícios desmoronam, como aconteceu em janeiro de 2020 com a varanda de um prédio no bairro Jesús María de Havana Velha, causando a morte de três meninas.

O Edifício Cuba “tem danos estruturais desde as fundações até o telhado” e “não é recomendável que as pessoas vivam lá”, porque “desmoronamentos parciais continuarão a ocorrer”, diz o especialista, mas não têm onde ir pois o governo decide tudo e não lhes dá nada.

A deterioração deste edifício e de outros em Havana é afetada pela construção de “mezaninos”, novos banheiros e tanques de serviço, que aumentam substancialmente as cargas do edifício.

Em 2021, houve 146 desabamentos na temporada de furacões, de junho a novembro. As primeiras chuvas provocaram esboroamentos parciais e dois totais em Havana e a morte de um homem, segundo a mídia oficial sempre elogiosa do regime

Cary Suárez, 57, chegou ao Edifício Cuba em 1997, depois que o prédio onde morava desabou, quando levava os filhos para a escola. Sua mãe morreu no desastre.

Por cinco anos, Francisca Peña, 54, liderou os esforços para que as autoridades “tomassem medidas sobre o assunto”, mas isso não faz parte do plano quinquenal marxista.

“Esgotamos todos os caminhos possíveis e não temos resposta”, explica Francisca. Ela admite que a miséria em que vive o país complica tudo.

Ela dorme vestida caso “ter que fugir”, e conta as vezes que todos saíram aterrorizados várias vezes pelos corredores diante do barulho que fazia o prédio.

Prédios afundados no outrora prestigioso Malecón deixaram buracos como dentes que cairam de uma dentadura sem dentista
Prédios afundados no outrora prestigioso Malecón deixaram buracos
como dentes que caíram de uma dentadura não tratada por dentista
“Tenho olheiras, não durmo, vivo aguardando um pedaço cair”, diz Luvia Díaz, assistente social de 50 anos, que vive lotada no último andar com seu companheiro, três filhas e um neto.

As chuvas fizeram um bloco do teto de seu quarto desabar sobre uma cama. “Se minha filha estivesse dormindo, uma tragédia teria acontecido”, observa.

No prédio todos contam suas histórias, mas a de “Pumpa”, 31, que se recusou a revelar sua identidade, é de arrepiar.

Aos dois anos, ela aguardava a mamadeira sentada no corredor do primeiro andar, quando um pedaço do teto lhe esmagou a cabeça e teve que passar por uma cirurgia de reconstrução craniana.

“Tenho medo de morar aqui (...) porque na segunda vez não vou me salvar”, diz enquanto tenta limpar a casa in-consertável.

E é para esse “paraíso comunitário” que estão nos levando as esquerdas comuno-progressistas na América do Sul toda!