quinta-feira, 29 de julho de 2010

PNDH-3: programa contraria anseios profundos dos brasileiros

O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) destruirá a nação brasileira. É o que mostra a campanha do Instituto Plinio Corrêa de Olivieia.

Veja que os brasileiros rejeitam esse programa e manifestam sua reprovação.

Video: veja o que dizem os brasileiros
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Caravana de jovens mostra os perigos do PNDH-3 e convida a população a se manifestar contra esse programa. Participe você também.

Video: cenas da campanha contra o PNDH3
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Corão no Paquistão, PNHD-3 no Brasil?

O PNDH-3 e o Corão podem ter aplicações estranhamente análogas

Um amigo brasileiro residente em Roma enviou-me matéria ‒ era o que dizia o subject do e-mail ‒ sobre a aplicação do PNDH-3 no Paquistão!

Percebi o gracejo lendo o título da matéria jornalística: “A ‘lei sobre a blasfêmia’ também no Google e Yahoo” e saí sorrindo para tomar café.

Mexer no cafezinho convida à reflexão. Foi nessa hora que percebi a perspicácia de meu amigo. Voltei para o e-mail. A notícia de Islamabad anunciava que o governo está provocando um ciclone de censura que “mudará o mundo da internet no Paquistão, impondo fortes limitações”.

17 sites da Internet foram já interditados nas últimas horas por causa de “links e conteúdos anti-islâmicos e blasfemos”.

“Estão sendo examinados sites de grande difusão como Google e Yahoo, Youtube, Amazon, MSN, Hotmail e Bing (da Microsoft). A operação foi anunciada pelo porta-voz da Autoridade paquistanesa das Telecomunicações, Khurram Mehran, instruído pelo Ministério da Informação e da Tecnologia”, noticiou a agência Fides.

Bom, pensei, PNDH-3 e Corão decididamente não são a mesma coisa. Lula não é Maomé, e no Planalto não se reza cinco vezes por dia voltado para Meca, como também na Meca ninguém reza para o Planalto.

Mas trocando “fisco per fiasco” como dizem os italianos ‒ e meu amigo mora na maquiavélica Itália ‒ resulta que o objetivo anunciado pelo PNDH-3 de “coibir manifestações de intolerância religiosa” (Objetivo estratégico VI), pode vir a ter aplicações estranhamente análogas às impostas pelos regimes islâmicos, vários deles muito camaradas do Itamarati.

Para os fundamentalistas islâmicos ‒ e a norma paquistanesa parece feita para satisfazê-los ‒; a “blasfêmia” contra o Corão é também uma “manifestação de intolerância religiosa”. Para os outros islâmicos e outras religiões, a intolerância está nos fundamentalistas e na atual norma.

De todo esse imbróglio resulta que segundo a equipe de inspetores encarregada de monitorar a rede naquele país “se forem encontrados links ou conteúdos ofensivos, estes sites devem ser imediatamente bloqueados”.
Pleno vigor dos "Direitos Humanos" no Irã... sob o cassetete fundamentalista!

A medida, é claro, gerou desapontamento nos responsáveis de Google, Yahoo, Microsoft, que defendem a “livre expressão”.

A censura já está funcionando, e os sites estão sendo fechados, sobre tudo os anti-radicais. Bela notícia para os amigos de Ahmadinejad! Bela decisão “soberana” e “democrática” para os companheiros da turma do líder iraniano!

Na hora de aplicar o “Objetivo estratégico VI” do PNDH-3, o Brasil pode bem vir a se encontrar numa situação semelhante à dos usuários paquistaneses da Internet. Sobretudo tendo em vista o caráter profundamente anti-católico do PNDH-3.

Para combater as “manifestações de intolerância religiosa”, uma censura invasiva, meticulosa e onímoda tornar-se-á inevitável para preservar Nessa hora os partidários da “livre expressão” terão que calar a boca sob pena de atentarem contra o ‘livro sagrado’ do PNDH-3.


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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ativistas tentam perturbar caravana contra o PNDH-3 em Ribeirão Preto

Ativistas tentam perturbar caravana contra o PNDH-3 em Ribeirão Preto.

A Caravana Terra de Santa Cruz, do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, foi alvo de um intento de atrapalhação pelo movimento homossexual em Ribeirão Preto – SP.

O Programa Nacional de Direitos Humanos poderá generalizar esse tipo de hostilização religiosa e à liberdade de expressão no Brasil. Participe dessa campanha para evitar que isso aconteça.

A Caravana não ligou para as provocações e prossegue sua destemida denúncia.

Video: Ativistas tentam perturbar campanha de denúncia do PNDH-3
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Alerta contra o PNDH-3 tem forte eco popular em Jundiaí-SP

O alerta do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira também foi pronunciado em Jundiaí.

A Caravana de Jovens Terra de Santa Cruz passou pela cidade para denunciar o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).

Video: Jundiaí-SP acolhe simpaticamente a caravana contra o PNDH-3
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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Itu, Sumaré e Piracicaba acolhem caravana contra o PNDH-3 com muita simpatia e apoio

A Caravana Terra de Santa Cruz integrada por jovens voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira foi acolhida com simpatia e apoio nas cidades de Itu e Sumaré (16 de julho de 2010) e Piracicaba (17 de julho).

Veja o desenvolvimento da campanha contra as ameaças contidas no PNDH-3 a ouça populares e jovens caravanistas sobre o assunto.


Video: veja embaixo o desenvolvimento da campanha em Itu, Sumaré e Piracicaba
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Farcs instalou bases no Brasil, diz guerrilheiro desertor

O ex-chefe das FARCs conhecido como “Carlos”', cuja identidade é mantida no anonimato, declarou que a base das FARCs desarticulada em Manaus, é só “uma ponta de uma extensa rede” no Brasil.

FARCs vêm sendo derrotadas e procuram bases em "países amigos"
Fazem parte dela dezenas de guerrilheiros infiltrados em cidades do norte do país disfarçados de estudantes, informou “El Nuevo Herald”.

Um dos objetivos dos infiltrados é apreender o português “e conhecer mais sobre o Estado e a sociedade brasileira”, disse. Obviamente visando alguma forma de ação neles.

Segundo “Carlos” as FARCs trocam drogas por armas com os narcotraficantes de São Paulo e Rio de Janeiro. A inteligência colombiana confirmou as informações. “Carlos” participou em negócios no Brasil por mais de cinco milhões de reais.

“Carlos” reafirmou que, acuadas pelo exército colombiano, as FARCs estabeleceram bases nos países vizinhos onde contam com “amigos” de sua mesma ideologia socialista.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

36 jovens voluntários sacrificam férias para esclarecer a opinião pública sobre o PNDH-3

Preparando o Roteiro

No próximo domingo, (11 de julho), 36 jovens começarão uma epopéia pelo Brasil com o objetivo patriótico de alertar a população sobre as atrocidades contidas no Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3), e o que pode acontecer com a sociedade brasileira se ele por aprovado.

O nome deste projeto foi batizado de “Caravana Terra de Santa Cruz”, uma vez que o Brasil não pode deixar de ser um país cristão, tendo a cruz como seu estandarte de fé.

Os jovens terão a missão de alertar a população, explicando o que significa o PNDH-3 e como este conjunto de leis anti-cristãs pode afetar a família brasileira.

O objetivo é conseguir milhões de assinaturas contra o PNDH-3, coletadas em cartões amarelo de advertência aos parlamentares, em alusão ao que fazem os juízes de futebol com os jogadores indisciplinados.

(Veja aqui como você pode ajudar esta campanha)

Ao final da campanha, estes cartões amarelos serão levados até Brasília, para que os políticos saibam que o Brasil é enfaticamente contra este projeto e, por isso, alerta os parlamentares para que não o apóiem.

Por conta desta iniciativa, a Central de Atendimento do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, está recebendo diversas perguntas sobre a Caravana Terra de Santa Cruz.

Veja abaixo as principais questões referentes a esta campanha e clique em cada uma delas para ler a resposta fornecida por Daniel Martins, Coordenador da Caravana:


Ajude este Projeto em prol do futuro de nosso país!

As contribuições recebidas serão exclusivamente destinadas a sustentar a Caravana, que com a sua ajuda e de Nossa Senhora Aparecida, irá percorrer o Brasil de Norte a Sul.



Perguntas e respostas na íntegra:

1) Como vocês conseguiram reunir tantos jovens para essa Caravana, já que eles vão perder as férias de Julho? (pergunta enviada por Mariângela)

Daniel Martins, coordenador da Caravana – A resposta é simples: esses jovens perceberam que eles iriam ganhar as férias, e não perdê-las. Sim, é isso mesmo. Os 36 jovens que vão percorrer o Brasil perceberam o perigo que nosso país corre com o PNDH-3 e decidiram fazer essa campanha para impedir a implantação desse decreto que vai desfigurar a face do Brasil.

2) A Caravana vai percorrer todo o Brasil? (pergunta enviada por José Roberto)

D M – Sim, nossa meta é agir em todo o território nacional. Começaremos em Julho, saindo de São Paulo, e atingindo a maior quilometragem possível, passando pelo maior número de cidades e estados. Depois das férias, os jovens continuarão a ação em suas respectivas cidades, junto com outros amigos que não puderam vir à Caravana. E na primeira oportunidade, nos juntaremos novamente para outra Caravana conjunta.

Ajude a Caravana a ir aos quatro cantos do Brasil. Faça sua contribuição

3) Como será a campanha? (pergunta enviada por Rafael Correia)

D M – Como todos poderão ver na coluna direita da página inicial de nosso site, já conseguimos enviar, até a hora em que escrevo, 625.997 cartões amarelos aos deputados e senadores. Isso é muito importante e já está dando resultados. O Governo foi obrigado a fingir um recuo, o que prova que, se continuarmos a agir, o PNDH-3 cairá por terra. Assim, durante a Caravana vamos fazer duas ações: convidar as pessoas a assinar os cartões amarelos e depois enviar um pedido de toda a Nação a Nossa Senhora Aparecida, pedindo que Ela livre nossa Pátria do PNDH-3.

4) Como a Caravana se mantém? (pergunta enviada por Neusa Ramos)

D M – Algumas pessoas já fizeram sua doação para o início da Caravana. Temos assim os recursos para os primeiros dias. Ainda não sabemos como será depois. Só sabemos que o mais importante nós temos: os 36 jovens, com muito entusiasmo e força de vontade. Esperamos também a generosidade de todos os brasileiros que querem defender nossa Pátria. E sobretudo confiamos em Nossa Senhora e na Divina Providência, na certeza que os recursos não faltarão, pois a obra é deles. (Veja aqui como você pode doar)

5) Qual a eficácia de uma Caravana como essa? (pergunta enviada por Lourdes Aguiar)

D M – É simplesmente enorme! Pois a tática de quem está por detrás do PNDH-3 é exatamente passar todos os absurdos por debaixo dos panos. Quando alguém denuncia e alerta a população, eles sempre têm que recuar, ou tirar a máscara. Se tiram a máscara, a derrota deles é certa. Pois, como disse, eles vencem quando conseguem passar as coisas sem reação.

Faça sua parte como cidadão que ama o Brasil. Ajude a Caravana a avisar o país sobre o PNDH-3

6) Por que é tão importante combater o PNDH-3? (pergunta enviada por George Silva)

D M – Porque o PNDH-3 é um conjunto de dispositivos para subverter toda a boa ordem social e moral do país. Por exemplo, o PNDH-3 propõe a garantia do aborto; legaliza a prostituição ; promove a adoção de crianças por ‘casais’ homossexuais. Além disso, enfraquece a polícia e o judiciário, colocando-os sob o controle de verdadeiros sovietes, isto é, grupos tipo MST, CPT, etc., que vão fazer parte de Ouvidorias para controlar esses órgãos. Isso significa colocar o Brasil na mão de desordeiros e subversivos, que vão controlar até os representantes da ordem!

7) Em quanto tempo o PNDH-3 será implantado? (pergunta enviada por Júlio Fernandez)

D M – Não sabemos em quanto tempo isso pode acontecer. Mas não deixar o PNDH-3 ser implantado é justamente o objetivo e a importância da Caravana. Por isso, vamos alertar e mobilizar a opinião pública, para fazer com que o PNDH-3 seja arquivado. Entretanto quem está por detrás deste Plano, vai fazer de tudo para que isso não aconteça. Mas enquanto a população ficar atenta, eles não conseguirão implantá-lo.

8 ) Como a Caravana pode influir na implantação do PNDH-3? (pergunta enviada por Raquel Ferreira)

Daniel Martins – Da mesma maneira que os grupos pró-vida - entre eles se destacam Brasil pela Vida, Nascer é um Direito, Movimento em Defesa da Vida, etc. – estão conseguindo impedir a Lei do Aborto, e favorecer o Estatuto do Nascituro. Esses movimentos, junto aos quais luta o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, fazem com que os políticos não tenham ambiente para aprovar a lei do aborto. Todas as vezes que a lei do aborto foi votada, a causa do aborto perdeu. O mesmo se dará com essa Caravana.

9) Qual é a preparação que esses jovens têm? (pergunta enviada por Osias Pereira)

Daniel Martins – Nas semanas que precedem a Caravana, eles estão se reunindo com regularidade, às vezes por Internet, para estudar os assuntos da Caravana e combinar os aspectos práticos. Pois só quem aprendeu bem a matéria é que pode esclarecer a população.

Clique aqui para fazer sua doação para a Caravana Terra de Santa Cruz

10) Como é a relação da Caravana com as autoridades? (pergunta enviada por Bruno Cavalcante)

Daniel Martins – Pelo que eu conheço desse tipo de trabalho, são raríssimos os casos em que é necessário recorrer à polícia, pois a campanha é totalmente ordeira e pacífica. Os jovens são explicitamente orientados a não reagir a provocações. Mesmo assim, em toda cidade por onde passarmos vamos visitar as autoridades locais, sobretudo o Delegado.

11) Os rapazes recebem algo para participar da Caravana? (pergunta enviada por Rosângela Vilk)

Daniel Martins – Sim, recebem um pagamento altíssimo: a alegria do dever cumprido e de um ideal realizado. Além disso, as graças e recompensas da Santíssima Virgem. De bens materiais, não recebem nada. São todos voluntários. E é por isso que são importantes os donativos que recebemos, porque eles vão diretamente para a causa que defendemos. (Veja aqui como você pode doar para o trabalho da Caravana)

Video: Daniel Martins explica o quê farão os jovens: 
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As contribuições recebidas serão exclusivamente destinadas a sustentar a Caravana, que com a sua ajuda e de Nossa Senhora Aparecida, irá percorrer o Brasil de Norte a Sul.

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

“Dia da Liberdade de Impostos” recolheu largo apoio popular

Em 25 de maio, diversas associações comerciais e empresariais, o Instituto Mises e o Movimento Endireita Brasil, organizaram um “Dia da Liberdade de Impostos”, para protestar contra os tributos abusivos no País, noticiou a Band.

Veja a reportagem da Band nos postos de gasolina

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Em São Paulo e Brasília o preço cobrado pela gasolina nos postos participantes caiu de R$ 2,3999 para R$ 1,18. De acordo com IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), 53,03% do valor cobrado pelo litro da gasolina se esvai com tributos.

A manifestação ocorreu também em Belo Horizonte, Porto Alegre, Vitória e Campo Grande (MS). Em Santa Catarina as filas demoraram horas, mas os consumidores apoiavam a iniciativa, informou o “Diário Catarinense”.

Indo em sentido contrário, o presidente Lula discursou na 33ª reunião da Cepal, e defendeu a alta carga tributária do País, noticiou “O Estado de S.Paulo”.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Fiasco das “cotas raciais” na UERJ

Pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), pioneira em a aderir ao sistema de cotas raciais, comprovou que das 2.396 vagas abertas no vestibular para cotistas, só 1.384 foram preenchidas, pois os candidatos não tiraram a nota mínima: 2, observou “O Globo”.

Havia um candidato cotista para cada vaga, porém havia 11 candidatos não cotistas disputando cada vaga “normal”.

O inquérito comprovou que em lugar de corrigir injustiças, as cotas impedem a entrada no ensino superior de pessoas mais bem preparadas e com justos méritos, criando injustiças e desigualdades chocantes.

O reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves de Castro, embora partidário das cotas, admitiu para o “Jornal Nacional” que ficam de fora estudantes mais bem preparados.

O absurdo comprova não haver fundamento no País para impor essas cotas que dividem os brasileiros pela sua raça. O único fundamento para elas é uma metafísica igualitária desligada da realidade.

Por sua vez, o Senado acabou aprovando o controvertido e irreal Estatuto da Igualdade Racial, porém, sem incluir as cotas, noticiou a imprensa.

Os senadores bem perceberam a improcedência da iniciativa marcada por um espírito de luta de raças.

Entretanto, o texto deixa ao Executivo a liberdade de aplicar essas cotas. Agirá ele com a necessária sensatez, ou deixar-se-á guiar pela cegueira ideológica socialista?


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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mais de 1.500 médicos cubanos fogem da Venezuela

Médicos cubanos vivem e trabalham espionados e controlados

Mais de 1.500 médicos cubanos que trabalhavam na Venezuela conseguiram emigrar para os EUA, revelou “El País”, de Madri.

Os médicos cubanos na Venezuela moram em grupos de quatro em cubículos de 30 metros quadrados.

Ali dormem, cozinham, tomam banho. Um dos quatro acostuma ser um informante ou um agente do sistema represivo castrista.

Eles trabalham num programa de saúde ‒ o “Barrio Adentro” ‒ concebido em 2003 por Fidel Castro para salvar a declinante popularidade de Hugo Chávez.

Cada cubano deve volver a “casa” antes das dezoito horas. Para dar uma voltinha deve pedir licença com semanas de antecipação num documento onde explica o destino e duração de sua movimentação.

Médicos cubanos: manobra de Fidel para sustentar a Chávez
Há 30.000 cubanos trabalhando na Venezuela.

Todos eles estão proibidos de contatar oposicionistas ou jornalistas.

Eles dependem também da Sociedade Venezuelana de Medicina Bolivariana. Esta elaborou uma lista extraoficial de 1.500 médicos cubanos desertores sobre um total de 15.000 ativos no país.

Eles conseguiram furar o controle do serviço secreto castrista e fugir para outro país.

Médicos cubanos vão à Venezuela para fugir de Cuba
“Quando algum médico foge, o gobierno finge que foram trasladados”, diz um dos afiliados à Sociedade Venezuelana de Medicina Bolivariana que pediu não ser identificado, segundo “El País”.
Por trás da demagogia palpita a tragédia de povos oprimidos

Malgrado essas penosas condições de supervivência, eles preferem ir à Venezuela.

Lá eles têm uma possibilidade de fugir da ditadura castrista, e sem balsa, passar para a Colômbia e, depois, para os EUA.

Por isso eles aguardam até um ano nas listas de voluntários para viajar a Caracas.

Em 12 de abril de 2010, o Ministério do Poder Popular para a Saúde venezuelano inaugurou uma placa dedicada a 68 médicos cubanos falecidos na Venezuela nos sete anos que dura o programa “Barrio Adentro”.

Segundo a versão oficial, foram vitimados pela doença, acidentes, ou pelo crime organizado.

Entretanto, suspeitas envolvem esta exagerada quantidade de decessos.

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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Zapatistas tornam-se islamitas para lutar melhor contra o capitalismo

No Estado de Chiapas, México, antigos seguidores da Teologia de Libertação e da revolução zapatista estão aderindo ao maometanismo, noticiou Rádio Holanda.

Em San Cristóbal de las Casas, ouve-se o imame Salvador Lopez Lopez puxando o cântico do Corão. Improvisadas mesquitas aparecem em áreas rurais [foto].

Os neófitos alegam que o islamismo fornece a alternativa ao capitalismo que procuravam.

A transferência de pessoas e recursos entre o movimento comunista em decadência e o islamismo fundamentalista em ascensão sempre foi intensa.

O governo mexicano teme que entre os neófitos funcione uma extensão de Al-Qaeda.

A colaboração entre o fundamentalismo islâmico e os “socialismos do século XXI” é profunda e vai longe.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Cubanos montam esquema repressivo de Chávez

Chávez e ministro cubano Ramiro Valdés
Ramiro Valdés Menéndez, o cubano nomeado pelo ditador Chávez como ‘czar do apagão’ para tentar o conserto da falida rede elétrica venezuelana, na realidade é um dos fundadores da polícia política cubana, conhecida como “G-2”.

Ela foi montada nos moldes da KGB soviética, recebeu assessoria da polícia secreta da Alemanha Oriental ‒ Stasi, e é responsável de inúmeros crimes ideológicos.


O “comandante Ramiro” é um dos chefes mais veteranos da Revolução castrista da qual foi ministro do Interior numerosas vezes e reprimiu com violência dissidentes e opositores do regime socialista. Atualmente ele é ministro de Informática e Telecomunicações na ilha e se encarrega da censura das comunicações e da Internet.


“Não dá para entender como o ministro de um país onde os apagões são crônicos há muitos anos contribuirá para a solução do problema na Venezuela”, comentou o Prof. Omar Noria, da Universidade Simon Bolívar.

“A chegada de Valdés na realidade servirá para reforçar o aparato repressivo”, escreveu o jornal El Universal, de Caracas, citando o dissidente cubano Guillermo Fariñas Hernández, uma das vítimas de Valdés.

“Ele seria a pessoa certa para garantir, do ponto de vista repressivo, a estabilidade do governo” chavista; ele veio para “modernizar o aparato repressor do governo venezuelano” acrescentou Fariñas.

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segunda-feira, 12 de abril de 2010

PNDH-3: Todo o poder os sovietes (conselhos e CEBs)

Todo o poder aos sovietes: Dom Tomás Balduino do MST no acampamento Chico Mendes
De cima abaixo, em todas as áreas e níveis da atividade nacional, o Programa Nacional dos Direitos Humanos ‒ PNDH-3 instala “conselhos” ‒ de preferência “populares” ‒ onde a “sociedade civil” vai exercer a “democracia participativa”. Isto vale para os “direitos humanos”, meio-ambiente, Justiça, símbolos religiosos, reforma agrária, para citar poucos exemplos.

Neles, o ator principal será a “sociedade civil” cuja representação será feita notadamente pelos “movimentos sociais”.

Em outras palavras, os ativistas e agentes das ONGs ativistas à soldo material e ideológico do petismo.

A idéia não é nova. É até vetusta. Ela já gerou algumas das maiores aberrações da história. Trata-se do famigerado sistema dos sovietes da ex-URSS.

Sovietes no poder na Rússia
Os sovietes ‒ literalmente “conselhos operários” ‒ apareceram durante os incêndios criminosos da Comuna de Paris (1871) e reapareceram na revolução comunista russa de 1905. Os sovietes ou “conselhos” foram teorizados pela marxista Rosa Luxemburgo e os chamados “comunistas de conselhos”.

Neles “os trabalhadores se juntavam e discutiam regularmente no final da jornada de trabalho, ou continuamente, o dia inteiro”.

A discurseira dia e noite paralisava qualquer ambiente onde se instalava o câncer “conselhista” ou soviético. Mas, tal vez fosse este um dos subprodutos mais desejados. Na paralisia, os agentes socialo-comunistas ideologicamente motivados impunham sua vontade previamente elaborada.

A galáxia dos “conselhos” transformou-se em alavanca para implantar a socialismo russo governado pela “ditadura do proletariado” do Partido dominante: o PC.

Fidel Castro e Hugo Chávez tentaram ou tentam repetir o esquema. O resultado é patente: a ditadura totalitária consumada em Cuba e em vias de instalação na Venezuela.

Economia e luta solidaria no MST-CEBs (OESP 21-09-2000)
Na América Latina, há uma outra “tradição conselhista” tal vez mais venenosa e mais próxima ao PNDH-3. Ela passa pela esquerda católica e tem sua expressão mais conhecida nas CEBs (Comunidades Eclesiais de Base).

D. Miguel Balaguer, bispo de Tacuarembó (Uruguai) esclareceu desinibidamente que o nome “comunidade de base” é “inspirado na terminologia marxista, equivalente a soviete.”

E qual é o regime interno da CEB-soviete? A autogestão socialista, meta final da falida URSS. A autogestão é também o cerne da Economia Solidária pregada pela Campanha da Fraternidade 2010!

A Economia Solidaria da CNBB convoca os fiéis e as CEBs se engajarem nos “movimentos sociais” como o MST, animadores dos “conselhos”-sovietes do PNHD-3.

Por fora de discordâncias em certos pontos específicos, como o aborto e os símbolos religiosos, PNDH-3 e a Campanha da Fraternidade 2010 convergem espantosamente rumo à mesma meta: a utopia “conselhista” soviética!

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terça-feira, 23 de março de 2010

Cubanos vituperam presidente Lula como cúmplice do assassinato de dissidente cubano

Lula e Raúl Castro abraçados, Havana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em 26 de fevereiro de 2010, a Assembléia da resistência cubana, movimento pela liberdade e pelos direitos humanos na ilha-prisão, ocupou pacificamente o Consulado Brasileiro em Miami.

O ato visou denunciar a cumplicidade do presidente Luis Inácio Lula da Silva, no assassinato de prisioneiros de consciência cubanos como Orlando Zapata Tamayo vitimado pelo regime dos Castros.

O presidente Lula esteve em Cuba, em 23 de fevereiro de 2010, dia em que Zapata Tamayo foi morto e, ao invés de interceder por ele, abraçou o tirano Fidel Castro.

“Lula, cúmplice! Vergonha Lula! Orlando Zapata Tamayo Viva! Direitos humanos para os cubanos!” gritavam os manifestantes.

A Assembléia de Resistência é uma coligação com mais de 50 organizações dentro e fora de Cuba que promove a não-cooperação com a ditadura.

Sylvia Iriondo falou em nome dos manifestantes e interpelou diretamente os funcionários do consulado brasileiro.

Lula e ditador Fidel Castro, Havana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
“Estamos aqui ‒ disse ela ‒ num protesto pacífico condenando o presidente brasileiro Lula da Silva. Ele abraçou ditadores que estão matando nosso povo. Este homem ‒ prosseguiu enquanto mostrava um pôster com a imagem de Zapata Tamayo ‒ foi assassinado nas prisões de Fidel Castro.”

A embaixada brasileira em Honduras foi largamente aberta na frustrada tentativa de Zelaya instalar um governo pro-chavista pro-socialista.

Tudo acontece como se para o presidente Lula só os esquerdistas, socialistas ou comunistas tivessem direitos e fossem humanos.

Para os outros: equiparação com bandidos comuns!

A grande mídia nacional deu pouco espaço ao altamente símbólica manifestação.

VIDEO DA MANIFESTAÇÃO NO CONSULADO BRASILEIRO EM MIAMI
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segunda-feira, 1 de março de 2010

Miséria cubana tornou-se indisfarçável

A miséria de Cuba atingiu dimensões abismáticas. A rede de água e esgotos não recebe manutenção há meio século, informou o diário pro-socialista “El País” de Madri.

No aeroporto de Havana, telas ainda exibem clips de propaganda da companhia aérea AirComet, falida há anos, pois não há quem desligue o vetusto anúncio.

Mais da metade da água potável não chega ao destino, devido à decrepitude da rede pública.

O governo afirma consertar 18.000 vazamentos por mês, mas a situação é “insustentável”, confessou o próprio diário oficial “Granma”.

As estradas estão intransitáveis, mas a produção local de asfalto é de apenas um milhão de toneladas, insuficiente para uma demanda de 19 milhões.

94% dos trilhos e das locomotivas estão inutilizáveis.

A produção de coco em 2009 foi 80% menor que a de 1990.

“Em Cuba perdemos até o costume de trabalhar”, comentam os frustrados habitantes da ilha-prisão.

Eis algumas das mazelas inevitáveis do comunismo, agora faceiramente rebatizado como “socialismo do século XXI” por Chávez, outro ditador a caminho do colapso.

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ex-líder das FARC denuncia cumplicidade da esquerda católica e ONGs


O ex-segundo chefe da Frente nº5 das FARC, Daniel Sierra Martinez, “Samir”, rendeu-se às autoridades colombianas em dezembro de 2008 e denunciou a cumplicidade de ONGs “pacifistas”, instituições eclesiásticas e mídia para sustentar a guerrilha. O depoimento foi noticiado pelo “Wall Street Jornal”.

Daniel Sierra Martinez (camisa cinza), Nelly Avila Moreno e Nicolas Montoya, ex-membros das FARC


Segundo “Samir” as FARC produziam cocaína explorando civis reduzidos à escravidão graças ao apoio de ONGs e “comunidades de paz” ligadas à esquerda católica.

Estas tinham papel fundamental bloqueando as iniciativas do exército quando este ameaçava os santuários da narcoguerrilha.

A cidade de San José de Apartado, no ‘território’ da Frente nº5, era “protegida” por uma “comunidade de paz” que agia segundo plano proposto pela diocese católica local. 

A falácia consistia em criar áreas onde os civis inteiramente desarmados conviveriam com paramilitares e guerrilhas.

A associação “Justicia y Paz” participava do plano junto com as ONGs Amnesty International e Brigadas de Paz Internacional.

Segundo “Samir” “Justicia y Paz” nada tinha de neutral e mantinha estreitas relações com os chefes guerrilheiros desde tempos remotos.

Dessa maneira a região era um porto seguro para os guerrilheiros atenderem seus feridos, estocar material e se reunir com outros terroristas.

A “comunidade de paz” auxiliava às FARC apresentando o governo como um violador dos direitos humanos.

O próprio “Samir” fornecia “testemunhas” que não eram senão membros das próprias FARC e que depunham segundo a conveniência dos guerrilheiros e de “Justicia y Paz”.

Edward Lancheros, membro do conselho da “comunidade de paz”, o Pe Javier Giraldo SJ (foto) e a prefeita de esquerda Gloria Cuartas (foto), insistiam em que a “paz” exigia a saída do Exército colombiano da área. 


A “comunidade de paz” tinha um papel fundamental para pôr a culpa de qualquer atrito no governo.

“Samir” criticou os negócios escuros do narcotráfico e a escravização de civis.

Por isso foi acusado de ser um infiltrado dos militares e teria sido condenado secretamente a morte, mas conseguiu fugir.

Entrementes, as ONGs do gênero “comunidades de paz” continuam seu trabalho de “quinta coluna” em favor da guerrilha marxista-leninista.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Horizontes negros para o socialismo europeu

O "socialismo do século XXI" em suas diversas declinações nacionais vai ficando a única esperança do socialismo internacional no Ocidente, além do presidente Obama.

Os graves reveses eleitorais do socialismo na Europa adensam escuras nuvens no horizonte de essa corrente, registrou o diário “Le Monde”. A catástrofe desse movimento intrinsecamente incompatível com o catolicismo nas eleições gerais alemãs (só 23% dos votos, pior resultado da história) somou-se à perda da maioria absoluta dos socialistas portugueses.

Para Alain Bergounioux, diretor de “La Revue socialiste”, “o conjunto do socialismo europeu não consegue renovar seus homens nem suas estruturas”.

Para o Prof. Laurent Bouvet, da Universidade de Nice, “o projeto social-democrata está historicamente acabado” e agoniza face às direitas mais dinâmicas e articuladas.

O festejado filósofo socialista francês Bernard-Henri Lévy interrogado se acreditava que seu partido estava moribundo, respondeu: “Não, ele já está morto. Ninguém se atreve a dizê-lo, mas todos sabem”.


O Partido Trabalhista britânico passa pior, observou o diário portenho “La Nación”. Nas enquetes aparece num envergonhado terceiro lugar nas intenções de voto. Uma queda comparável aguarda aos socialistas espanhóis se houver eleições. 61% dos espanhóis desaprova as medidas do premiê Zapatero.

A exceção veio da Grécia, onde os socialistas venceram largamente as eleições legislativas antecipadas. Porém, uma andorinha não faz verão.

Em julho, as esquerdas levaram uma surra de dimensão continental nas eleições para o Parlamento Europeu, sem falar da contundente derrota da candidata socialista francesa Ségolène Royal à presidência no ano anterior.

“Mais grave ainda: onde os socialistas perderam o poder eles se mostram cada vez mais divididos e sem nenhuma representatividade, como é o caso da França, Itália e agora Alemanha”, acrescentou o diário de Buenos Aires.


O grave é que o socialismo se fantasiou de centrismo para tentar ganhar votos. Ele “pouco a pouco abandonou os dogmas do progresso social, se desproletarizoue se transformou no partido da classe média alta”, comentou o teórico britânico Stuart Thomson.

Porém, a cosmética não só de nada adiantou, se não que desanimou os antigos entusiastas e encheu o partido de interesseiros cheios de vontade de ganhos fáceis em cargos públicos. Na França, o Partido Socialista deixou de ser um partido operário ‒ os operários propendem para a extrema direita ‒ e virou o representante dos chamados “bo-bo” (“bourgeois bohèmes”, burgueses boêmios).

“A direita européia foi capaz de se adaptar à modernidade”, comenta o historiador francês Michel Winock. Mas, os socialistas não conseguem apresentar opções. Se não conseguirem, conclui Winock, “sua inevitável derrocada será uma muito má notícia para o futuro da democracia continental”. Leia-se ‘para o futuro da Revolução universal’.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dupla face do presidente Lula leva o Brasil para um abismo


No diário “El Nuevo Herald, o escritor e colunista Carlos Alberto Montaner publicou um inteligente artigo sob o título “El extraño caso del Dr. Lula y Míster Chávez”.

Reproduzimos a continuação alguns excertos:

Dentro e fora do Brasil há uma crescente desconfiança sobre as verdadeiras intenções políticas de Lula da Silva. O convite recente do país para o presidente Mahmoud Ahmadinejad é um péssimo sintoma.

O ministro da Defesa iraniano Ahmad Vahidi é procurado pela Argentina. Ele organizou o atentado terrorista contra a AMIA judaica em Buenos Aires em 1994 que matou 85 pessoas e feriu mais de 300.


Ahmadinejad também nunca corrigiu sua ameaça varrer Israel do mapa.

Presidentes Lula da Silva, e Mahmoud Ahmadinejad, Brasília, Foto: José Cruz-ABr

Por quê esse engajamento brasileiro no serviço dos iranianos no momento em que os esforços do Irã (junto com a Venezuela) visam coordenar a estratégia diplomática de países hostis ao Ocidente e construir armas atômicas?

“Esta é mais uma prova da duplicidade moral de Lula”, disse um diplomata venezuelano que não quis ser identificado.


Lula em São Bernardo, 27-3-1979

“Em 1990, acrescentou, Lula da Silva e Fidel Castro criaram o Foro de São Paulo para revitalizar a corrente comunista da América Latina, que naquela época estava totalmente desmoralizada depois da queda do Muro de Berlim. Nessa família política há desde narco-terroristas das FARC e do ELN até o Movimiento V República de Hugo Chávez. Eles os reagruparam para continuar a luta. A única constante ideológica de Lula é a rejeição do Ocidente.”

No entanto, dentro das fronteiras brasileiras, Lula da Silva desfruta de uma popularidade notável porque age como um democrata empenhado em promover um modelo de desenvolvimento baseado no mercado e controle privado dos meios de produção, apoiando a integração cada vez maior de seu país nos mecanismos internacionais do capitalismo global.


Lula em assentamento, Minas Gerais, 19-2-2004, foto Ana Nascimento ABr

Quem é realmente Lula da Silva? O revolucionário tercermundista determinado a destruir o Primeiro Mundo e substituí-lo por um mundo socialista regido por caudilhos insolentes da turma coletivista de Hugo Chávez e outros fautores delirantes do caos, ou um socialdemocrata moderado, que quer o desenvolvimento da economia de mercado semelhante à existente nos 30 países mais ricos e felizes da Terra?

Temo que seja simultaneamente as duas coisas, como sonhava Robert Louis Stevenson em 1886, quando escreveu O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, para explicar a dualidade moral de um cientista gentil que se transformou em um ser agressivo e odioso após tomar uma poção para fazê-lo outra pessoa.

Estamos diante do Dr. Lula e do Sr. Chávez. Quando o presidente do Brasil discute com a cabeça, é o Dr. Lula, homem afável de bom senso que conhece seus limites e os do seu país, e se comporta de acordo com a lei e respeita as liberdades individuais.

Quando em Lula manda o coração ele se transforma em Mr. Chávez e incita seu Partido, dos Trabalhadores a colaborar com as narco-guerrilhas como mostram os computadores de Raúl Reyes, o comandante das Farc morto em 2008 pelos militares colombianos.


Lula e Evo Morales com colares de coca, Chimoré, foto PR Ricardo Suckert

Quando ele é Mr. Chávez entrega a seu amigo Fidel Castro três pobres pugilistas que buscaram asilo no Brasil, ou se acumplicia irresponsavelmente com Mel Zelaya para abrigá-lo no recinto diplomático brasileiro em Tegucigalpa, negando de modo infantil que tenha dado autorização.

Na novela de Stevenson, o Dr. Jekyll comete suicídio porque se sente incapaz de suportar a dor de também ser Mr. Hyde.

Como terminará Lula da Silva?

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Boff pede “comunidades ecológicas de base” para fazer toda a revolução que não saiu com o lulismo


Para o teólogo da libertação e ex-frade Leonardo Boff o 12º Encontro Intereclesial de Comunidades Eclesiais de Base em Porto Velho, Rondônia, renovou as consignas revolucionárias, informou “O Globo”.

As do tipo marxista e luta de classes deixaram o primeiro lugar para as reivindicações verdes. De ali o leitmotiv do encontro das CEBS: “do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia”.

O grito amazônico, segundo ele, se subdivide em mais cinco: 1) o dos índios perseguidos pelo espírito de ganância e lucro; 2) o das águas contaminadas pelo garimpo; 3) o das florestas derrubadas; 4) o da biodiversidade ameaçada pelo desmatamento; 5) o das cidades sem água encanada nem esgoto.

Em rigor poderiam ter acrescentado nesta gritaria, o berro da atmosfera vítima do “aquecimento global”. Em demagogia vale tudo...

Porém, para o teólogo da libertação, as CEBs devem deixar de ser “apenas comunidades eclesiais” para serem “ecológicas de base”. “Importa assumir a ‘florestania’, diz o ex-frade, quer dizer, como ser cidadãos na floresta preservada e apoiar os movimentos populares e partidos políticos, ligados à transformação social”.

A revolução pregada pela teologia da libertação de matriz marxista não foi adiante. O lulismo que deveria ter feito essa revolução boia em meio à corrupção e a impotência para atingir de cheio a meta radical.

Agora, a mesma revolução, procura camaleonicamente uma pele verdinha para enganar ingênuos e atingir seu paroxismo.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Rússia vai instalar base na Amazônia que será “maior aeroporto da Bolívia”

Aeroporto de Chimboré, fonte: Google Maps

O presidente socialista boliviano Evo Morales anunciou com euforia que a Rússia vai instalar na Bolívia uma base que será “centro para a manutenção dos aviões russos que voam na América do Sul”, informou a imprensa nacional , com base em despacho da France Press.

Oficialmente não se tinha notícia desse trânsito de aviões russos no continente. Mas, a perspectiva é que venha a ser intensa, se é que não está havendo já em surdina ou na ilegalidade.

A base será construída em Chimboré, província de Cochabamba, ao pé dos Andes e já em região amazônica. A Rússia aproveitará as instalações deixadas no local pela agência antidrogas americana (DEA), expulsa do país pelo líder bolivariano.

Chimoré fica no centro geográfico da Bolívia, e portanto do continente sul-americano. Desde ali, os russos poderão atingir quase qualquer ponto do território brasileiro.

Há dois meses, o presidente Lula visitou essa recôndita localidade cujas atividades são em geral pouco conhecidas. Ali foi recebido festivamente pelo líder socialista boliviano.

O presidente Lula em Chimboré, foto Ricardo Stuckert - PR

“Esta pista pertencia aos gringos, e é agora dos bolivianos”, festejou Morales. Em fevereiro, segundo o “Correio Braziliense”, o presidente boliviano assinou “importantes acordos de cooperação militar e energética com Moscou”.

Desconhece-se o que é que a Bolívia ofereceu à Rússia, exceção feita de seu território e matérias primas estratégicas, das quais precisa o Kremlin para reconstruir o potencial militar nuclear dos tempos da falida URSS.

Segundo Morales, em Chimoré será construído o “maior aeroporto da Bolívia”, e a cidade transformar-se-á em “pólo de desenvolvimento regional”. Descontando eventuais euforias verbais, fica a pergunta: o que é que os russos vão montar lá para fazer da pequena localidade um centro de intenso tráfego aéreo? Quantos russos serão transportados para Chimoré?

A “cooperação energética” com a Rússia e com o Irã não é segredo para ninguém: esses países querem urânio e materiais nucleares para construir ou reconstituir seu arsenal de armas atômicas.

Se o plano se desenvolver, a segurança do continente vai ficar abalada, pois obviamente, outras potências mundiais, inimigas ou amigas da Rússia e do Irã, quererão se aproveitar das instalações ou quererão se opor a elas.

Morales acrescentou que assim que o aeroporto de Chimboré for ampliado, constituirá “uma alternativa aos demais aeroportos da Bolívia para a importação de produtos”. Sugeriu assim que o interesse de expansão russo é premente.

Morales estranhamente não quis especificar se os aviões russos serão civis ou militares. O esclarecimento era indispensável, aumentando as suspeitas de um uso com forte dose militar.

Obviamente a UNASUL nem se interessou por saber o que lá vai ser feito. A única indignação é com a Colômbia porque tem acordos de uso de bases com os EUA.

Dois pesos e duas medidas que podem trazer funestas conseqüências para o Brasil e o continente todo.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

“Por la paz en el campo”: romaria de proprietários rurais até Nossa Senhora de Luján empolga Argentina


Já está no terceiro dia a peregrinação de fazendeiros e pequenos proprietários argentinos até o santuário da Virgen de Luján, padroeira do vizinho país.

O ato religioso visa pedir à padroeira da Argentina interceda para encontrar uma solução de fundo para a grave crise que vive a agropecuária argentina, e com ela o país inteiro.

A peregrinação a pé começou em General Villegas, província de Buenos Aires, que fica a 420 quilômetros do santuário.


Os organizadores ‒ Francisco José Balbiani, 57, de uma família de tradicionais proprietários de fazenda; e Horacio Pugnaloni, 37, chacareiro ‒ explicaram que “como todas as portas procuradas para a solução do conflito não foram abertas e todos os argentinos sabemos que Nossa Senhora de Luján, padroeira da Argentina, sempre atende, nos atrevemos a ir até Ela a pé como humildes peregrinos que suplicam e confiam em seu auxílio, rogando ao Sagrado Coração de Jesus sua proteção nesta marcha”.

Os promotores dizem que não têm delegação para “representar todo o campo argentino, nem a todos os cidadãos não ligados ao campo que desejam fervorosamente o fim do problema”.

Porém, a onda de apoios à simpática e piedosa iniciativa parece dizer o contrário.

Os grandes jornais argentinos e algumas agências de imprensa internacionais interpretaram a iniciativa individual como genuína expressão do que sente a Argentina profunda.

“Con una marcha a pie de 420 km, el campo protesta de otra manera” noticiou o grande diário “Clarín” de Buenos Aires; “El reclamo ruralista cambia de forma -- Peregrinarán 12 días para reclamar "paz para el campo"” titulou o muito lido “La Nación”.

Dirigentes ruralistas das grandes associações engajadas numa queda de braço com o governo e pouco manifestativos em relação ao sentimento católico do povo argentino, logo compareceram ao início da peregrinação.

Os jornalistas concentraram suas câmaras neles e não nos participantes efetivos do corajoso e sofrido gesto de devoção a Nossa Senhora. Políticos de diversas agrupações anunciaram adesão à peregrinação.


Assim agindo, entretanto, esses grandes figurantes da política argentina deixaram transparecer quantas simpatias e adesões morais está atraindo a iniciativa. Eles perceberam que não poderiam ficar atrás.

Os organizadores marcham levando uma imagem de Nossa Senhora de Luján, um estandarte com as cores nacionais e o símbolo do Sagrado Coração de Jesus. A romaria leva o nome “Por la paz del campo ‒ Sagrado Corazón de Jesús - El campo em Vos confia”.

Centenas de pessoas despediram os romeiros em General Villegas, e outras centenas estão aderindo de várias maneiras inclusive se somando ao grupo no caminho.

Parentes e amigos montaram um site (Por la paz del Campo) onde pode se acompanhar o percurso, ver no mapa a posição estimada dos peregrinos, aderir moralmente ou se inscrever para engrossar a romaria em algum ponto do percurso.



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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

FORA ZELAYA: Honduras: batalha pela alma cristã da América Latina

Sábado, 3 de Outubro de 2009

Honduras: batalha pela alma cristã da América Latina

A leitura e análise dos jornais das últimas semanas torna claro o crescimento das tensões na América Latina, onde se trava uma batalha político-ideológica de grandes dimensões e de importante relevância para o destino de todos os países da região, de modo muito particular do Brasil.

Por um desses paradoxos da História, é na pequena Honduras que esse embate tem, no presente momento, seu cenário mais encarniçado.

A iniciativa – capitaneada pelo venezuelano Hugo Chávez – do retorno clandestino a Honduras do presidente deposto, Manuel Zelaya, e a subseqüente transformação da embaixada brasileira em quartel-general deste último e de seu grupo de seguidores mais próximos, elevaram as tensões a um grau inimaginável e fizeram nosso País transpor, nas relações internacionais, um umbral extremamente perigoso.

A diplomacia brasileira, num gesto inaudito e na contramão de suas tradições, decidiu intervir diretamente na situação de Honduras, numa agressão à soberania do país, em desrespeito às suas instituições, bem como às leis internacionais e numa inequívoca subserviência ao expansionismo chavista na região.

Ante a gravidade da atual conjuntura, animada de cristão patriotismo, a Associação dos Fundadores (discípulos de Plinio Corrêa de Oliveira) vem a público manifestar sua opinião a respeito dos rumos de nossa política externa, os quais vêm ocasionando perplexidade e angústia crescentes, em incontáveis brasileiros. Ao fazê-lo, inspira-se ela na linha de atuação ininterrupta e nos princípios que animaram o eminente e intrépido líder e pensador católico, Plinio Corrêa de Oliveira.

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I – A fabricação de um fantasma: o “golpismo”

Há certos momentos em que a cena internacional é perpassada por um frenesi, a respeito de algum fato político ou religioso, que à maneira de um vendaval repentino tudo atinge e derruba.
A opinião pública é envolta por um clima emotivo, em que a reflexão ponderada e o equilíbrio dos julgamentos se vêem prejudicados e são transmitidas, como realidades incontestes, impressões pouco razoáveis.

Honduras, pequeno país da América Central para o qual a atenção do público não está habitualmente voltada, tornou-se o epicentro de um desses fenômenos. O pretexto foram os acontecimentos políticos que, em 28 de junho, p.p., levaram à deposição do então presidente Manuel Zelaya.

Um caudaloso noticiário, inúmeras análises e abundantes reações políticas – aos quais faltavam isenção e objetividade – insistiam na idéia de se estar diante de um ato arbitrário e de barbárie política perpetrado contra um presidente que legítima e tranquilamente exercia o cargo para o qual fora eleito; falavam até alguns de um retorno à “época negra” dos golpes militares.

Tendo à testa os membros da ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas), certos atores políticos latino-americanos, falando em nome da democracia que boa parte deles viola de muitas maneiras, apontavam como imperiosa uma condenação veemente do “golpe” em Honduras. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva se somou ao coro dos que condenaram o dito “golpe”.

Entretanto, mundo afora, vozes de considerável peso começaram a apontar a verdadeira natureza dos acontecimentos ocorridos naquele país. Em Honduras estivera de fato em marcha um golpe contra a Constituição e as instituições do país, conduzido pelo próprio Manuel Zelaya, com a íntima colaboração do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

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II – A verdade sobre Honduras: Zelaya investe contra a Constituição e desafia as instituições do país

Em janeiro de 2006, Manuel Zelaya assumia a presidência de Honduras, após vencer as eleições como membro do Partido Liberal, de tendência conservadora.

Condicionado por uma acentuada crise nas finanças públicas, fruto da corrupção e dos altos preços do barril de petróleo, iniciou ele uma aproximação com o líder venezuelano.

Cooptado de início pelas tentadoras condições para aquisição de petróleo, e depois pelo convite para o país ingressar na ALBA - o que aconteceu em agosto de 2008, após acirrada disputa no Congresso Nacional - Zelaya renunciou a seu programa eleitoral, declarou-se de esquerda e anti-imperialista, manifestando crescente anuência às manobras com que Hugo Chávez vem desestabilizando diversos países da América Latina.

Desgastado politicamente, alvo de denúncias graves de corrupção e de ligação ao narcotráfico, Zelaya lançou, em março de 2009, a idéia de um plebiscito para promover reformas na Constituição e perpetuar-se no poder, nos moldes da cartilha chavista já vitoriosa na Bolívia e no Equador.

A Constituição hondurenha possui cláusulas pétreas, entre elas a obrigatoriedade da alternância no exercício da Presidência, cuja infração constitui “delito de traição à Pátria”. Dispõe igualmente que cessará de imediato o desempenho de seu cargo público (inclusive de presidente) todo aquele que propuser ou apoiar a reforma do dispositivo constitucional que impede ser novamente presidente da república.

Indiferente a tais impedimentos constitucionais, o presidente Zelaya emitiu decreto convocando uma consulta popular para estabelecer uma Assembléia Constituinte.

No final do mês de maio, o Tribunal de Letras do Contencioso Administrativo, em processo movido pelo Ministério Público e pela Procuradoria Geral do Estado, suspendia todos os efeitos de tal decreto, por considerá-lo inconstitucional.

O próprio governo, admitindo a ilegalidade de dito Decreto, decidiu apresentar um novo, levemente modificado, mas eivado dos mesmos vícios legais.

O Tribunal Superior Eleitoral declarou ilegal a consulta popular que o Poder Executivo planejava e cujos preparativos levava a cabo, principalmente por usurpar prerrogativas de outros poderes, o que constitui delito grave, segundo a Constituição hondurenha.

Anunciou então o presidente Manuel Zelaya sua intenção de não respeitar as decisões do Poder Judiciário e recorreu a Hugo Chávez para auxiliá-lo na organização da consulta popular, tendo sido trazido da Venezuela o material destinado à mesma.


Zelaya tentou uma derradeira manobra ordenando às Forças Armadas apoiar a consulta popular, declarada ilegal. Ao receber a negativa de colaboração com suas ilícitas pretensões, demitiu sumariamente o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas.

No dia 26 de junho, o Fiscal Geral da República solicitou à Corte Suprema de Justiça uma ordem de captura contra Manuel Zelaya, sob a acusação de traição à pátria, de conspiração contra a forma de governo, abuso de autoridade e usurpação de função. A referida Corte ordenou às Forças Armadas a captura de Zelaya por tais delitos.

No dia 28 de junho, Zelaya foi preso e retirado do país. O Congresso Nacional de Honduras, em sua maioria (apenas cinco votos contrários), empossou Roberto Micheletti, como novo presidente constitucional de Honduras (*).

* (*) A designação seguiu a ordem estabelecida pela Constituição de Honduras, uma vez que o vice-presidente havia renunciado meses antes para ser candidato nas eleições de novembro.

A exposição, ainda que sumária, da crise institucional em Honduras não convinha a Zelaya, a Chávez e a seus “companheiros de viagem”, razão pela qual era preciso alimentar a idéia simplista e facciosa de um “golpe” de Estado perpetrado por militares. Papel ao qual se prestou de bom grado, entre nós, considerável parte do capitalismo macro-publicitário.

Na verdade, a manobra de qualificar de “golpe” a destituição de Manuel Zelaya e a exigência de condenação do mesmo encerravam um ardil ideológico. Ao omitir astutamente todos os atentados de Manuel Zelaya à ordem constitucional de Honduras, pretendia-se convalidar os mesmos e, mais amplamente, a estratégia geopolítica de Hugo Chávez e de seu “socialismo do século XXI”.

À medida que a realidade foi emergindo, passou a tornar-se claro que em Honduras se dera uma série de atos institucionais em defesa do Estado de Direito, e começou a ruir a versão de um ato de arbítrio perpetrado por militares.

É de ressaltar que, apesar de censurar o fato político, o Departamento de Estado norte-americano jamais qualificou o ocorrido em Honduras como golpe de Estado.

Nestes dias um estudo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos – um órgão consultivo sem caráter político – considerou constitucional a destituição do presidente Manuel Zelaya. O estudo objeta apenas a legalidade de sua expulsão do país.

Talvez o documento de maior relevância nesse ponto tenha sido o publicado pela Conferência Episcopal de Honduras.

Em nota lida pelo Cardeal Oscar Andrés Rodríguez, os Bispos hondurenhos afirmavam ter procurado informações em todas as instâncias competentes do Estado e em organizações da sociedade civil, devendo concluir que as determinações que levaram à deposição de Manuel Zelaya foram legais e que as instituições do Estado democrático estão em plena vigência. Os Bispos acrescentavam aguardar uma explicação em relação à expulsão do país do ex-presidente.

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III – Pressões diplomáticas e eleições

A partir da deposição de Manuel Zelaya, iniciaram-se inúmeras gestões e pressões diplomáticas sobre o governo de Roberto Micheletti, cujo histórico não seria o momento de mencionar.
Cabe, entretanto, salientar a orquestração pró-Zelaya encabeçada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), sob a direção do socialista José Miguel Insulza.

Honduras foi sumariamente expulsa da OEA, poucas semanas depois de ter sido aprovado o retorno incondicional da ditadura castrista aquela organização. Sem falar do seu clamoroso silêncio ante as manobras golpistas de Zelaya e as ameaças militares de Chávez ao país, o que valeu à OEA uma advertência da própria Conferência dos Bispos de Honduras, para que desse mais atenção a tudo o que vinha acontecendo, fora da legalidade, antes de 28 de junho.

Com sua parcialidade despudorada, a OEA se desacreditou para qualquer papel mediador, o que levou as partes a um diálogo direto, iniciado sob os auspícios do presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

Manuel Zelaya, fazendo abstração de suas afrontas às instituições de Honduras e das violações à lei fundamental do país, mantinha-se inflexível em sua postura de uma volta ao poder sem quaisquer condições, o que colaborou de modo possante para o fracasso de todas as tentativas de negociação.

Enquanto decorriam as tratativas diplomáticas, grandes manifestações tomavam as ruas de Honduras, muito especialmente de Tegucigalpa, nas quais hondurenhos de todas as classes sociais exibiam ao mundo seu repúdio à intervenção de Hugo Chávez nos assuntos de Honduras e sua recusa ideológica ao “socialismo do século XXI”.

Diante do fracasso das negociações e da ampla oposição do povo hondurenho às manobras de Zelaya, restava como solução pacífica a realização das eleições de novembro. Diversos países viam com bons olhos esta solução e o próprio Departamento de Estado norte-americano não descartava aceitá-la.

Com a realização do pleito eleitoral, marcado antes da deposição de Manuel Zelaya e mantido pelo governo de Roberto Micheletti, acabariam por ruir as alegações de golpismo. Para a estratégia política do chavismo seria a consumação da derrota em Honduras.

Foi então que a diplomacia brasileira passou a tomar a dianteira e a defesa aberta dos interesses do bloco bolivariano, decidindo inviabilizar qualquer solução que não atendesse aos interesses chavistas.

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IV - Cartada radical: a volta clandestina de Zelaya

Reinava a paz social e política em Honduras. Urgia, pois, convulsionar o quadro político e impedir a realização das eleições.

Para reviver a crise tornava-se necessária uma cartada radical. Nada mais conveniente do que a volta clandestina de Zelaya ao país.

Tudo indica que a logística da operação que permitiu o retorno do ex-presidente ao país teve a participação ativa de Hugo Chávez. Ele próprio admitiu ter conhecimento de tudo e revelou ter-se tratado de “uma operação secreta, uma grande operação de dissimulação”.

As confissões de Chávez só reforçam a certeza de que Zelaya é uma marionete política nas mãos do caudilho venezuelano, a cujos interesses serve.

A partir do momento em que Manuel Zelaya se “abrigou” na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o nosso País passou, pois, a participar visivelmente da empreitada chavista.

Torna-se cada vez mais árduo acreditar que a “materialização” de Zelaya à porta da embaixada brasileira tenha sido fruto do acaso, de tal maneira sua permanência ali e a colaboração ativa do governo serviram a seus interesses. Inclusive pela coincidência com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral da ONU, durante o qual exigiu a imediata restituição de Manuel Zelaya ao cargo, condenando “golpes de Estado” como o de Honduras, ao mesmo tempo em que tomava a defesa do regime castrista.

Em entrevista a uma rádio hondurenha, Zelaya afirmou que seu plano de retorno a Honduras foi elaborado em consultas a Lula e a Celso Amorim. Mas ainda que estivesse mentindo, a confiança demonstrada por Hugo Chávez em relação ao Brasil, indica bem quanto o líder bolivariano conta com a diplomacia brasileira para a realização de suas aventuras e como esta é conivente com seus interesses geo-políticos. É compreensível, pois, que Manuel Zelaya tenha reafirmado como indispensável o apoio do Brasil e reiterado seus agradecimentos ao presidente Lula.


O fato é que a diplomacia brasileira, em vez de exigir a discrição e ausência de qualquer manifestação política, permitiu que Manuel Zelaya transformasse a embaixada do País num verdadeiro quartel-general, de onde passou a conclamar a uma insurreição em Honduras e à derrubada de Micheletti. Aventou-se até a possibilidade de que Zelaya instalasse ali um governo paralelo. A gravidade da situação criada se acentua ao se considerar que, juntamente com Zelaya, se instalaram na embaixada dezenas e dezenas de seguidores seus, muitos dos quais usam panos para esconder o rosto, enquanto vigiam a entrada do local, não havendo sequer a certeza de que todos sejam hondurenhos.

Logo após os primeiros apelos de Zelaya, dirigidos a seus seguidores da varanda da embaixada e em entrevistas concedidas no interior da mesma, os zelaystas saquearam estabelecimentos comerciais, destruíram propriedades, queimaram pneus e bloqueram estradas, causando esses distúrbios a perda de duas vidas.

É compreensível que, em comunicado divulgado pela chancelaria de Honduras, o governo do presidente Lula tenha sido acusado de intromissão em assuntos internos de Honduras; e que o próprio chanceler hondurenho, Carlos López Contreras, tenha declarado em entrevista que “há uma grave responsabilidade internacional do governo do presidente Lula não só com o governo de Honduras, mas também com a população e o comércio que foi saqueado pelas turbas instigadas de dentro da missão do Brasil em Tegucigalpa” (Chanceler de regime de facto acusa Brasil, “O Estado de S. Paulo”, 26/9/2009).

De fato, o Brasil, numa agressão à soberania de Honduras, passou a interferir de forma explícita nos assuntos internos do país, violando as normas do direito internacional, como destacaram vários especialistas. Atitude que foi reforçada pelas declarações do presidente Lula de que Zelaya não tem prazo para ir embora da embaixada e que “o Brasil não tem o que conversar com esses senhores que usurparam o poder”.

A vontade de fazer fracassar qualquer solução negociada que não atenda aos interesses de Hugo Chávez, se consolidou na reunião de emergência da OEA, em que o Brasil se alinhou com a Venezuela rejeitando as propostas da diplomacia norte-americana.

A gravidade da situação permanece. Na verdade, o plano de retorno de Manuel Zelaya contava com a adesão nas ruas de dezenas ou talvez centenas de milhares de seguidores, como destacou o jornal “ABC” de Madrid. Mas, uma vez mais, patenteou-se o fracasso do apoio popular às manobras da esquerda.

Só resta a Zelaya convocar, sempre a partir da embaixada brasileira, uma ofensiva final dos movimentos sociais e pregar atos de desobediência civil, como o fez nestes dias. Isso no preciso momento em que o deputado que preside a Comissão de Segurança e Narcotráfico denunciou no Congresso de Honduras, baseado em relatórios de inteligência militar e policial de países centro-americanos, um tráfico maciço de armas, procedente de El Salvador, para a execução de atos terroristas no país (cfr. “El Heraldo”, 29/9/2009, Denuncian masivo tráfico de armas hacia Honduras).

Estará o chavismo - com a eventual colaboração de Cuba, Nicarágua e outros aliados - preparando um banho de sangue para Honduras? E, nessa eventualidade, estará nossa desvairada diplomacia decidida a ir adiante na aventura que pode degenerar em violência e num desfecho trágico?

É compreensível que o embaixador americano na OEA, Lewis Amselem, tenha classificado o retorno clandestino de Zelaya como “irresponsável”, além de não servir “aos interesses do seu povo e daqueles que defendem uma solução pacífica para o restabelecimento da ordem democrática”.


Toda a situação gerada com o “abrigo” dado ao ex-presidente Manuel Zelaya na embaixada brasileira deixa entrever que a diplomacia do governo Lula decidiu transpor um umbral muito perigoso e assumir a liderança da estratégia geopolítica e ideológica do assim chamado eixo bolivariano. Como bem ressaltou em seu editorial a revista “Veja”, “apoiar Zelaya não significa defender a democracia, significa apoiar a ditadura de Chávez” (30/9/2009).

Presidentes Lula da Silva e Zelaya Rosales, Ricardo Stuckert-PR. 7.8.2007

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V – Dois mitos que se esboroam

No firmamento diplomático latino-americano duas máximas foram se fixando e se tornando aceitas quase como evidências.

A primeira apresentava o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como um líder histriônico e excêntrico, conduzindo uma revolução confusa em seus conceitos e de práticas inócuas. Segundo tal versão, as ameaças de Chávez, de um radicalismo desvairado, não passariam de mera retórica.

A segunda máxima apresentava o presidente Lula como um contraponto à radicalidade de Chávez, disposto a conter os arroubos do venezuelano, um esquerdista moderado e pragmático, ator confiável na região e líder imprescindível para a resolução das disputas regionais.

A esquerda na América Latina estaria, pois, dividida em dois blocos, um da esquerda radical (liderado por Hugo Chávez) e outro da esquerda moderada (liderado por Lula).

A verdade é que, tanto uma quanto outra máxima, eram de molde a desmobilizar e enfraquecer qualquer resistência ao avanço das esquerdas na América Latina.

Enquanto isso, os dois líderes obtinham avanços substanciais em suas estratégias, cujas diferenças não passavam de duas faces de uma mesma moeda.

Quem se debruçasse com mais acuidade sobre a realidade diplomática da região perceberia que, nos momentos de desgaste e nos lances mais ousados do assim chamado bolivarianismo, o presidente Lula e sua diplomacia, acorriam sistematicamente em auxílio de Chávez ou dos integrantes de seu bloco.

Apesar disso, misteriosamente, muitos veículos de comunicação e analistas políticos continuavam a repetir as duas máximas, quase como um mantra.

Transcorridos vários anos, os acontecimentos se encarregaram de dar um desmentido a essas versões e, a bem dizer, os dois mitos se esboroaram.

Lula, na verdade, jamais moderou seriamente as atitudes de Chávez. E a prova está em que o caudilho venezuelano conseguiu levar adiante seu programa radical na Venezuela, onde vai implantando a olhos vistos um regime ditatorial e socialista (que Lula classifica como “excesso de democracia”); estendendo sua influência ou ingerência a diversos países; dando cobertura aberta às FARC; e tecendo alianças, inclusive militares, com a Rússia, a China, a Líbia, a Argélia e o Irã, num eixo anti-americano.

Em recente análise, a conceituada revista “The Economist”, alertou que existe método na aparente loucura de Chávez: “Seu cálculo confessado é que ajudando a provocar dificuldades para os Estados Unidos, simultaneamente em muitos lugares, pode provocar o colapso do ‘império’. Os regimes com que ele busca assiduamente uma aliança são, neste cálculo, o núcleo de uma nova ordem mundial”. E a revista alerta que o mundo deve levar mais a sério os desígnios do venezuelano (Friends in low places, 15/9/2009).

É no contexto apontado pela “Economist” que se insere a manobra do retorno clandestino de Manuel Zelaya a Honduras e sua acolhida na embaixada brasileira.

Em um arroubo, a diplomacia lulo-petista acabou por revelar sua verdadeira face, demonstrando estar disposta a jogar pesado, acolitando ativamente o chavismo e seu “socialismo do século XXI”, colaborando com a desestabilização da América Latina e minando, cada vez mais, a influência dos Estados Unidos na região.

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Conclusão

A crise hondurenha é altamente reveladora e constitui um grave sinal de alerta. O governo do Presidente Lula, apesar de certas aparências, não está interessado em solucioná-la pela via institucional. Está desejoso, isso sim, de impor ao pequeno país centro-americano uma rendição ao chavismo.

Em sua subserviência aos desígnios de uma ideologia de esquerda, a diplomacia nacional não reflete o pulsar de coração do Brasil como um todo, pois as políticas oficiais de há muito deixaram de levar em conta a fibra conservadora e cristã, uma das mais prestigiosas e incontestáveis componentes da mentalidade nacional.

A agressividade e a radicalização que, de modo crescente, marcam nossa política diplomática, além de poderem afetar nossa Nação, arrastando-a a uma indesejável posição de beligerância, são avessas à mentalidade do brasileiro médio.

O que pensarão nossos compatriotas quando se virem envolvidos em conflitos que eles nunca buscaram, apenas porque o fanatismo ideológico de alguns os levou a aventuras como a presente?

Que estranheza, que desconcerto, que sensação alucinante de estarem desidentificados da missão histórica da Terra de Santa Cruz, sentirão os brasileiros quando notarem que os recursos táticos da configuração geográfica do País, as infindáveis riquezas de seu subsolo, de sua pujante agricultura e de sua dinâmica indústria, estarão sendo úteis à implantação de uma ideologia estranha a seus anseios e contrária a seus princípios cristãos?

Torna-se urgente que Manuel Zelaya abandone a legação brasileira e deixe de fazer dela o quartel-general de onde lança seus apelos a uma insurreição que pode conduzir a uma luta fratricida entre hondurenhos. Luta da qual será responsável, em grande medida, nosso governo, se continuar a ser o patrocinador da aventura chavista de Manuel Zelaya.

Honduras necessita de paz e de respeito à sua soberania e não de gritos de guerra partidos da embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Mais do que tudo importa que a pequena Honduras, o Brasil e toda a América Latina fiquem a salvo das intrigas, das ameaças, das incursões e, de futuro, de uma possível hegemonia do “socialismo do século XXI”.

Presidentes Lula e Chavez na Ilha Margarita, 27/09/2009. Foto Ricardo Stuckert-PR

A nosso ver, é necessário que se forme uma frente ampla no País – fundada não tanto em filiações partidárias mas nos autênticos interesses do Brasil – a qual se oponha de modo efetivo aos desmandos de uma política diplomática que há muito deixou para trás os legítimos interesses nacionais e os trocou por uma ideologia imperialista. Ideologia esta que tenta ressuscitar em nosso continente, habitualmente pacífico, a esteira de humilhações, de confrontos, de misérias e de dores que as idéias marxistas impuseram à Rússia, aos países do Leste Europeu, à China, à Coréia do Norte e a Cuba, para mencionar apenas alguns deles.

Encerramos este pronunciamento elevando nossas preces a Nossa Senhora Aparecida, Rainha do Brasil, suplicando-Lhe que não permita que ideologias alienígenas perturbem a paz da América Latina e transformem a Terra de Santa Cruz em foco de insegurança e de desagregação.


São Paulo, 3 de outubro de 2009



Adolpho Lindenberg
Caio Xavier da Silveira
Celso da Costa Carvalho Vidigal
Eduardo de Barros Brotero
Paulo Corrêa de Brito Filho
Plinio Vidigal Xavier da Silveira

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