quarta-feira, 20 de maio de 2015

Francisco, o núncio e o tirano


escritor, pintor e poeta,
passou 22 anos nos
cárceres políticos de Cuba.
Ex-embaixador EUA na Comissão
de Direitos Humanos da ONU.
Medalha Presidencial do Cidadão
Superior Award do Departamento
de Estado, EUA.
















Fidel Castro: "Nós faremos apóstatas"...


Em um dos mais significativos lances simbólicos da “ostpolitik” vaticana em favor do comunismo cubano, o pontífice Francisco recebeu o tirano Raúl Castro e, em meio a sorrisos e amabilidades mútuas, estreitou largamente suas mãos ensanguentadas, chegando a pedir ao líder comunista que rezasse por ele.

É uma cena arrepiante e estarrecedora, diante de Deus e da História, marcará de maneira indelével o atual pontificado.

“Como já lhes disse aos dirigentes cubanos, eu leio todos os discursos do Papa e sobretudo os comentários que ele faz. E se o Papa segue falando assim, começarei a rezar e retornarei à Igreja. E não o digo em brincadeira” (Página 12, Buenos Aires, 11/05/2015).

Foram estas as frases pronunciadas pelo ditador que mais chamaram a atenção. Para não deixar dúvidas sobre a continuidade de seu real pensamento, o tirano reafirmou sua condição de “comunista, do Partido Comunista de Cuba” (Rádio Havana, Cuba, 10/05/2015).

Cinicamente, recordou que os católicos cubanos podem pertencer ao Partido Comunista de Cuba, como se na realidade não fossem posições doutrinárias contraditórias e excludentes.

E deixou escapar que havia conversado há pouco tempo com o tristemente celebre Frei Betto, um dos líderes da Teologia da Libertação, amigo pessoal de Fidel Castro e autor do livro “Fidel e a Religião”" (Vatican Insider, Roma, 10/05/2015).

A alusão a Frei Betto, feita talvez inadvertidamente por Raúl Castro, é importante para conhecer o pano de fundo das declarações, em Roma, do atual tirano.

Frei Betto explicou a Fidel Castro, segundo narra o mencionado livro-entrevista, que a melhor tática com os católicos não era persegui-los e fazê-los mártires, mas integrá-los à revolução comunista em torno a metas supostamente comuns a católicos e a comunistas.

Fidel já o intuía. Em discurso na Universidade de Havana, já havia traçado essa maquiavélica retificação: “Não cairemos no erro histórico de semear o caminho com mártires cristãos, pois bem sabemos que foi precisamente o martírio que deu força à Igreja. Nós faremos apóstatas, milhares de apóstatas” ( cf. Juan Clark, “Cuba: mito e realidade”, Edições Saeta, Miami-Caracas, 1ª. ed. 1990, páginas 358 e 658).

Para por em prática essa retificação estratégica, com a finalidade de fazer apóstatas, se chegou a reformar a própria Constituição comunista para permitir o acesso dos católicos ao Partido Comunista, através do enganoso artigo 54, que assegura o “direito” de “professar” e “praticar” “qualquer crença religiosa” contanto que se faça “dentro do respeito à lei” … comunista.

Dessa maneira, a Constituição abria as portas do partido aos católicos revolucionários, que em Cuba chegaram a elaborar uma “teologia da colaboração”.

O sacerdote René David, professor de Teologia no Seminário de Havana, no documento “Por uma teologia e uma pastoral da reconciliação em Cuba” fez um chamado à uma “reconciliação entre catolicismo e comunismo” esclarecendo que este último “deve ser considerado como uma ideologia na qual o ateísmo de modo algum é substancial, mas constitui um acidente” (Revista “Chrétiens de l’Est, Nº. 51, 3º Tr. 1986, supl. nº11, pag. 33).

É na perspectiva desse longo processo de convergência comuno-católica que se entende que um líder comunista como Raúl Castro, sem deixar de ser comunista e perseguidor de cristãos autênticos, possa, ao mesmo tempo, chegar a “professar” uma “crença religiosa” que coincida com as metas do comunismo ou, pelo menos, que não se oponha a essa ideologia que é, em seu modo, uma religião satânica, de ódio a Deus e a seus mandamentos.

Então, a condição que está presente nas frases de Raúl Castro acima citadas, para que se concretize sua alegada “conversão” (“… se o Papa segue falando assim…”), suscita o maior estremecimento.

Implicitamente, Castro diz que afirmações de Francisco, que ele se encarrega de ler e de comentar com seus sequazes, estariam indo ao encontro dos objetivos comunistas ou, pelo menos, não entrariam em contradição com eles.

Mons. Bruno Musarò, ex-núncio em Havana
Castro estaria eventualmente disposto a retornar à “Igreja” que se apresente diante de seus olhos, e segundo seu modo de ver, como diametralmente contrária à doutrina da Igreja que chegou a declarar que o comunismo é “satânico” e “intrinsecamente perverso” (Pio XI, encíclica Divini Redemptoris).

Sobre a real situação de pressão e miséria em Cuba, recordo, aqui, valentes declarações “politicamente incorretas”, do então núncio em Havana, monsenhor Bruno Musarò, pronunciadas no ano passado em sua região natal, e depois das quais, por coincidência ou não, foi retirado da nunciatura em Cuba e nomeado núncio no Egito:

“O Estado controla tudo”, e “a única esperança é fugir da ilha”, explicou Musarò, descrevendo a situação de degradação, penúria e opressão dos cubanos; e concluiu dizendo que, inexplicavelmente, “até hoje, transcorrido mais de meio século, se continua falando da Revolução e a ela se exalta, enquanto as pessoas não têm trabalho e não sabem como fazer para dar de comer a seus próprios filhos” (Lecce News, 28/08/2014).

Todos estes arrepiantes e estarrecedores fatos levantam as mais graves perguntas, não somente sobre o ditador Castro e seus sequazes, senão sobre as intenções de fundo da “ostpolitik” da diplomacia vaticana com relação ao comunismo cubano, seus objetivos e metas.

Que se pretende? Até onde se vai? Onde se pretende chegar? Quais são as consequências, para a fé e a integridade da doutrina católica, dessas atitudes tão distintas do ensino tradicional da Igreja sobre o comunismo “satânico” e “intrinsecamente perverso”?

Não é por acaso que durante a realização do lamentável Encontro Nacional Eclesial Cubano de 1986, no qual o Episcopado cubano passou do diálogo e da colaboração rumo a uma coincidência com o comunismo e suas próprias metas socioeconômicas, o então arcebispo de Santiago de Cuba, monsenhor Pedro Meurice, chegou a reconhecer: “Nos consideravam uma Igreja de mártires e agora nos dizem que somos uma Igreja de traidores (cf. “La voz Católica”, arquidiocese de Miami, 14 de março de 1986).

Sobre a “ostpolitik” vaticana em relação ao regime castrista, no desterro cubano foram escritos livros descrevendo passo a passo esse lamentável processo.

Dois desses livros, “Duas décadas de aproximação comuno-católica na ilha-presídio do Caribe” e “Cuba comunista depois da visita papal” se podem baixar gratuitamente em formato PDF, a partir dos links que se encontram a continuação:

Dos décadas de progresivo acercamiento comuno-católico en la isla-presidio del Caribe

Cuba comunista después de la visita papal

Eu mesmo tive a obrigação de consciência de escrever dezenas de artigos sobre o tema, de uma maneira ao mesmo tempo firme, mas documentada e respeitosa, exercendo um direito que todo leigo católico tem, porque a igreja não é uma prisão para as consciências de seus filhos.

O balanço do encontro de Francisco com o tirano é dramático para os cubanos que, dentro e fora da ilha, se opõem à ditadura castrista e anseiam pela liberdade de Cuba.

O tirano Raúl Castro prometeu “converter-se” se continuasse vislumbrando coincidências, desde seu ponto de vista revolucionário, com discursos e comentários do pontífice Francisco.

Enquanto isso, no sentido diametralmente contrário, recordo com emoção que o motivo de conversão de centenas de presos políticos cubanos, entre os quais me incluo, foi ouvir na sinistra prisão de La Cabaña, no início da revolução comunista, as heroicas exclamações dos jovens católicos que no “paredón” morriam gritando “Viva Cristo Rey! Abaixo o comunismo!”.

Isso aconteceu até que os comunistas, percebendo que o sangue dos mártires eram semente de novos cristãos, começaram a amordaçar os jovens que eram conduzidos ao “paredón”.

É o que narro em meu livro de memórias de 22 anos de cárcere. Não foi em vão que o intitulei “Contra toda esperança”, recordando a frase cheia de fé de Abrahão, citada por São Paulo, e que não poderia ser mais atual para os cubanos amantes da liberdade:

“Abrahão, havendo esperado contra toda esperança [...] não desfaleceu na Fé” (Epístola aos Romanos, 4-18 e 19).


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Cubana abandona Mais Médicos
e foge para os EUA

A Dra. Dianelys San Roman Parrado fugiu do Brasil para Miami.
A Dra. Dianelys San Roman Parrado fugiu do Brasil para Miami.



A médica cubana Dianelys San Roman Parrado fugiu do Brasil para Miami (EUA), noticiou a Folha de S.Paulo.

Ela estava sendo pressionada pelo governo de Cuba para que seu marido e seu filho de cinco anos voltassem à ilha prisão.

Dianelys havia chegado ao Brasil em dezembro de 2013, no contexto do plano “Mais Médicos”, bandeira petista para instalar cidadãos cubanos como profissionais da saúde no interior do País e na periferia de grandes cidades. Ela trabalhava em Jandira, na Grande São Paulo.

Pelo acordo, os médicos cubanos podem receber a visita dos familiares. Mas muitos deles, nem é preciso dizê-lo, não gostam da ideia de voltar à miserável ilha socialista.

Então Cuba ameaça substituir os médicos ou cassar os seus diplomas, para que os familiares dos escravos não permaneçam no Brasil. Também segura na ilha os médicos que voltam de férias, pois eles não podem escolher: o patrão absoluto exige quem vai a Cuba, pois teme as deserções.

Dianelys confirmou sua fuga em mensagem ao seu supervisor, o médico Gustavo Gusso, professor da USP. Disse não ter aguentado a pressão para o regresso do marido e do filho.

Dianelys disse à Folha que em Cuba o filho estudava numa escola bilíngue e o marido trabalhava numa fábrica de parafusos. “Gosto do meu trabalho, mas não quero me separar deles por nada”, disse ela. Marido e filho haviam chegado ao Brasil em novembro.

Dianelys escondeu seu projeto: o temor é de que entre os “médicos” haja membros da polícia secreta cubana que os espionam para prevenir fugas à liberdade.

A Dra. Dianelys fugiu do Mais Médicos para salvar a união familiar..
A Dra. Dianelys fugiu do Mais Médicos para salvar a união familiar..
“Ela fazia um ótimo trabalho, contou o professor Gusso. Ficou felicíssima quando o marido e o filho vieram. Ultimamente, estava muito nervosa com a pressão [do governo cubano]. Tinha medo, chorava”, acrescentou.

A Secretaria da Saúde de Jandira informou laconicamente que a médica não foi trabalhar. E, em nota, o Ministério da Saúde disse aguardar um comunicado oficial da ausência. Se a médica não aparecer, será desligada do programa. A medida seria radical se não fosse o fato que ela está livre em Miami.

Até dezembro, dos 14.462 profissionais trabalhando no Mais Médicos, 11.429 (79%) eram cubanos. Desde o início do programa, ao menos 40 desertaram.

A Folha tentou se comunicar com o governo cubano, mas seus e-mails e ligações não tiveram retorno. Entende-se bem por quê.

O Ministério da Saúde alega não poder interferir nas relações trabalhistas entre os profissionais e Cuba. Acontecesse algo semelhante num país não socialista e até hoje estaríamos ouvindo o berreiro.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

China tenta comprar a América Latina,
mas atrás dos milhões vem os grilhões

Presidente chinês Xi Jinping com a presidente de Costa Rica Laura Chinchilla
Presidente chinês Xi Jinping cumprimenta
a presidente de Costa Rica Laura Chinchilla



Desde o ano 2000, a China comunista aumentou mais de 20 vezes seu comércio com a América Latina, calculou o jornal El País, de Madri.

Como se isso fosse pouco para as ambições hegemônicas do socialismo chinês, no discurso de inauguração da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em Pequim, o presidente Xi Jinping falou de um novo ponto de partida para construir una visão estratégica de longo prazo no relacionamento com o continente latino-americano.

Em função disso, ele anunciou um investimento de 250 bilhões de dólares na região na próxima década. Como se a China não estivesse à beira de um colapso financeiro que poderá arrastar todo o planeta.

Mas ideologia é ideologia, independente do bom senso, e as instruções do fundador do comunismo chinês devem ser executadas, ainda que à custa da vida de 300 milhões de chineses, segundo o próprio Mão Tsé-Tung.

A China comprou importante parte da dívida externa da Costa Rica, onde criou o Instituto Confúcio. Também construiu um estádio de futebol com tecnologia avançada, com o qual o país só podia sonhar.

O estádio custou mais de 100 milhões de dólares e foi inaugurado em março de 2011 com um jogo simbólico entre as seleções da China e da Costa Rica, que acabou num diplomático empate.

Na Nicarágua, a China passou a ser a parte principal, porém dissimulada, do projeto faraônico de construir um canal transoceânico que faça a competência ou até supere o Canal de Panamá.

Estádio Nacional: o estádio de futebol em San José, que a Costa Rica não podia sonhar, a China pagou.
Estádio Nacional: o estádio de futebol em San José,
que a Costa Rica não podia sonhar, a China pagou.
Com o novo canal e o eventual controle de algum dos portos de acesso, talvez no Caribe, a China obterá uma posição estratégica incomparável nas barbas dos EUA.

Em novembro de 2014, o Brasil, o Peru e a China assinaram um acordo para construir uma estrada para unir o Atlântico e o Pacífico.

Em julho de 2014, durante sua visita à Argentina, Xi Jinping assinou cerca de 20 enigmáticos acordos, entre eles a polêmica estação espacial na Patagônia, que ficaria sob controle exclusivo chinês e serve para usos militares.

Santiago A. Canton, diretor executivo do Robert F. Kennedy Human Rights, diz que esta é apenas uma “pequena amostra” da aliança estratégica que a ditadura de Pequim quer estabelecer com a América Latina.

Canton defende que esta ofensiva não deve ser entendida só do ponto de vista comercial.

Um estudo da Universidade de Cornell, EUA, sobre o comércio chinês com a esfera latino-americana e a África entre 1992 e 2006, afirma que foi ‘pago’ com um crescente apoio dessas regiões à política exterior chinesa nas votações na ONU.

Também não foi por um acaso que o estádio de futebol na Costa Rica foi construído logo após aquele país romper relações diplomáticas com a China livre de Taiwan.

Tampouco foi um acaso que em seu discurso na cúpula China-CELAC o presidente comunista chinês não tenha feito qualquer menção aos direitos humanos e à democracia.

A Venezuela comprou 80 blindados Norinco VN4, adaptados para reprimir protestos, produzidos pela estatal China North Industries Corporation (Norinco)
A Venezuela comprou 80 blindados Norinco VN4, adaptados para reprimir protestos,
produzidos pela estatal China North Industries Corporation (Norinco)
Nesse silêncio, afinaram com ele os presidentes Solís, da Costa Rica, Correa, do Equador, e Maduro, da Venezuela. Que Correa e Maduro não tenham ousado fazê-lo, acrescenta Canton, não surpreende.

Mas que o presidente da Costa Rica, que se apresenta como paladino dos direitos humanos e das liberdades, tenha feito um esforço notável para silenciar esses conceitos condenados na China, é um indício perturbador.

A China está reescrevendo a história latino-americana. Segundo investigações encomendadas pelo regime maoísta, o almirante chinês Zheng He teria sido seu verdadeiro descobridor em 1421.

Esse almirante – por sinal um muçulmano eunuco – teria aqui aportado por indicação do imperador Zhu Di, da dinastia Ming. Este monarca, após anunciar a instalação da felicidade perpétua, morreu numa campanha contra os mongóis.

Xi Jinping proclamou o estabelecimento da “sociedade harmoniosa”, não muito antes de mandar perseguir o cristianismo e reprimir como criminoso e sabotador do regime todo aquele que falasse em direitos humanos, democracia e liberdade. As analogias parecem risíveis, mas patenteiam que foram encomendadas.

O inimigo de todos os imperadores e mandarins do passado, Mao Tsé-Tung, foi o mais cruel imperador e mandarim supremo na extinção de proprietários, intelectuais e homens que se afastavam da igualdade absoluta ideal do império da estrela vermelha.

O histórico almirante Zheng regressou à China em 1423 e verificou que o novo imperador não se interessava por expedições marítimas. Como resultado da historinha chinesa, a América teria sido “descoberta” 70 anos depois por Cristóvão Colombo, que fez reinar no continente o signo da Cruz.

Brasil: protestos populares contra os males da penetração econômica chinesa no País.
Brasil: protestos contra os danos da penetração econômica chinesa no País.
Xi Jinping não quer cometer o mesmo “erro” e pretende apagar os efeitos da conquista e da evangelização luso-espanhola.

E para isso prepara uma nova evangelização sob o signo da foice e do martelo, com os “evangelhos” de Marx, Lenine e Mão Tsé-Tung.

A velha Teologia da Libertação não consegue levantar voo, ainda que galináceo, nem com importantes apoios no Vaticano. Porém, os movimentos, partidos e políticos “bolivarianos”, que se dizem patriotas e nacionalistas, aguardam de joelho em terra o novo descobridor.

Ele vem prometendo bilhões. No entanto, nos refolhos das promessas chegam dissimuladas as botas e os fuzis que chacinaram mais de cem milhões de chineses e os grilhões que escravizaram o povo mais numeroso da terra.

Quando os chineses perceberam o Leviatã socialista e tentaram reagir, era tarde demais.

Será que o socialismo latino-americano do século XXI, a mídia e/ou a CNBB não sabem nada disso?


segunda-feira, 27 de abril de 2015

Quem foi realmente Dom Helder Câmara?

Agencia Boa Imprensa

Autor: Julio Loredo, Itália. TFP Newsletter


Muito se tem falado nestes dias sobre Dom Helder Câmara, cujo processo de beatificação foi recentemente aprovado pelo Vaticano.

Para o italiano médio, a figura de Mons. Helder Pessoa Câmara (1909-1999), bispo auxiliar do Rio de Janeiro e, em seguida, arcebispo metropolitano de Olinda-Recife, é quase desconhecida.
Quem foi Dom Helder?

Propaganda que beira o ridículo

As únicas notícias sobre Dom Hélder Câmara que passam pelos filtros da nossa imprensa são aquelas provenientes das fábricas de propaganda local, de modo tão desequilibrado que eu não tenho medo de defini-las como beirando o limite do ridículo.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Comércio de médicos escravos rende quase US$ 8 bi por ano a Cuba

Médicos cubanos chegam ao aeroporto de Monrovia, capital da Libéria.
Médicos cubanos chegam ao aeroporto de Monrovia, capital da Libéria.


Uma prática inumana suscita arroubos de indignação quando se trata da falar mal da era cristã e da Igreja Católica.

Mas “está tudo bem” quando é feita por comunistas e anticristãos. Essa prática está sendo operada em escala mundial pelo governo cubano, favorecido pelo governo americano e pela diplomacia vaticana.

Trata-se do comércio de escravos, sistemático e em grande escala. Ele é definido em acordos internacionais como uma atividade própria do “crime organizado, no qual seres humanos são tratados como objetos a serem comerciados e explorados”.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A exploração das crianças recrutadas à força pelas FARC

Criança recrutada pela força e falecida em combate


Há tempos que as FARC recrutam crianças. Trata-se de um reconhecido crime de lesa-humanidade que impediria os chefes guerrilheiros – que negociam com o governo da Colômbia a paz em Havana – de se livrarem do cárcere ainda que cheguem a um acordo.

Em janeiro de 2014, a Quinta Divisão do Exército colombiano, em choque com a chamada coluna Héroes de Marquetalia das FARC, capturou vídeos comprometedores gravados pela própria guerrilha.

Neles se pode ver um grupo de crianças recentemente alistadas recebendo treinamento na manipulação de armas.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Até onde leva a reforma agrária socialista:
o exemplo do Zimbabwe

Velho discurso marxista guiou a reforma agrária e jogou o riquíssimo pais na miséria
Velho discurso marxista guiou a reforma agrária e jogou o riquíssimo pais na miséria



A reforma agrária no Zimbabwe jogou o país na miséria e na ditadura comunista. Porém, diante da fome, o regime marxista teve que dar astutos passos atrás.

Agora, o ministro do Interior, Joel Biggie Matiza, em discurso público a líderes agrícolas “assentados”, prometeu que a “corrupção” em decorrência da qual 10% das propriedades foram alugadas a diplomatas, a veteranos de guerra e outros capazes de produzir, iria acabar para não prejudicar mais a igualdade prometida pelo programa de reforma agrária, informou o “Zimbabwe News Day”.

segunda-feira, 30 de março de 2015

“Nacionalistas” abrem as portas da Argentina
e da América do Sul ao comunismo chinês

O presidente chinês Xi Jiping assina acordos na Casa Rosada. A seu lado, o vicepresidente argentino Amado Boudou, hoje indiciado pela Justiça.
O presidente chinês Xi Jiping assina acordos na Casa Rosada com
o vicepresidente argentino Amado Boudou, hoje indiciado pela Justiça.



Os acordos argentinos com a China vão além da economia e ameaçam a soberania territorial e comunicacional. E por obra de um governo que se diz nacionalista, serve à maravilha às conveniências do comunismo chinês.

Os acordos concedem benefícios únicos à China em matéria de energia, minerais, manufaturas, agricultura e centros de investigação e desenvolvimento.

Não há contrapartidas, que são habituais nesses acordos, como transferência tecnológica.

Os chineses poderão negociar e inverter, sem necessidade de informar o país hóspede. Funcionários do governo populista argentino também poderão assinar acordos complementares específicos sem licitação pública. E, para completar, os chineses serão beneficiados com isenções tributárias federais, estaduais e municipais.

quarta-feira, 25 de março de 2015

O que eu vi nas manifestações de março

Na Avenida Paulista, 15 de março 2015.
Na Avenida Paulista, 15 de março 2015.

Gregorio Vivanco Lopes, 
advogado e colaborador da ABIM


“Pela primeira vez em 30 anos de normalidade democrática, articula-se um movimento de massa que não teme defender ideias conservadoras”.

Assim se referiu em editorial a Folha de S. Paulo (18-3-2015), ao analisar a manifestação tsunâmica que percorreu as ruas deste nosso querido Brasil em 15 de março último.

Esse caráter ideológico dos protestos foi pouco salientado pela mídia em geral, mas ele constituiu a espinha dorsal da manifestação.

Os gritos e os cartazes “fora Dilma”, “fora Lula”, “fora PT”, “impeachment já”, “comunismo, não”, “o Brasil jamais será vermelho”, “abaixo o foro de São Paulo”, “lugar de corrupto é na cadeia” – e tantos outros que pude ouvir e ver na manifestação em São Paulo e que se repetiram pelo Brasil afora –, tinham um fundo comum.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Fidel admira o Papa Francisco, diz frei Betto,
mas duvida-se se o ditador está vivo

Frei Betto e Fidel Castro: os veteranos líderes revolucionários olham para o Papa Francisco
Frei Betto e Fidel Castro: os veteranos revolucionários olham para o Papa Francisco



O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, sente uma “profunda admiração” pelo Papa Francisco, segundo afirmou em Havana o teólogo brasileiro Frei Betto, que foi visitá-lo, informou “Notícias UOL”.

Betto se reuniu com Fidel na capital cubana, e disse à imprensa que conversou sobre muitos temas com o homem-símbolo da revolução comunista latino-americana.

Disse ainda que o encontrou com “muito boa saúde”, com sua “observação privilegiada” e com um semblante “muito otimista”.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Venezuela: da miséria ao expurgo anticapitalista

Desespero da população na Venezuela
Desespero da população na Venezuela



No Brasil bate-se nas panelas, mas na Venezuela a pergunta é se ainda haverá panelas na loja.

“Todo dia o caos tem uma forma diversa, mas a loucura cresce” – eis como o escritor Leonardo Padrón resumiu a ofensiva chavista contra as empresas privadas e a criação de sovietes populares militares “para ganhar a batalha econômica pelo povo”.

O presidente Nicolás Maduro mandou prender vários diretores da rede de supermercados Día a Día. Eles foram se reunir no cárcere com os diretores da rede Farmatodo, intervinda pouco antes.

A retórica populista se torna leninista: os empresários estavam “conspirando”, “irritando o povo” e “procurando criar a sensação de filas” com “uma tática guerrilheira”.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Morte de Hugo Chávez foi ocultada dois meses
confessa chefe de segurança chavista

Chávez morreu dois meses antes do enterro oficial, diz ex guarda-costa
Chávez morreu dois meses antes do enterro oficial, diz ex guarda-costa


O “número 2” da segurança chavista Leamsy Salazar que fugiu aos EUA também denunciou que Hugo Chávez morreu de fato às 19h 32min de 30 de dezembro de 2012, e não em 5 de março de 2013, como anunciou o regime oficialmente, noticiou “Clarín” de Buenos Aires.

Sobre as denúncias de Salazar veja: Chefe de segurança da Venezuela deserta e denuncia narcotráfico chavista

Era suspeita generalizada de que o ditador comunistoide já estava morto, ainda quando Maduro anunciava que havia despachado com ele durante horas.

A morte de Chávez foi ocultada durante semanas. As fracassadas tentativas de embalsamá-lo e as esquisitices de seu velório e enterro acentuaram ainda mais a desconfiança de um arcabouço de mentiras de difícil explicação, mas não estranho nos regimes comunistas.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Chefe de segurança da Venezuela deserta
e denuncia narcotráfico chavista

Leamsy Salazar, ex guarda-costas de Chávez e Diosdado Cabello
Leamsy Salazar, ex guarda-costas de Chávez e Diosdado Cabello


A fuga para os EUA do “número 2” da segurança chavista proporcionou informação até então confidencial, porém racionalmente dedutível do noticiário, de certos segredos do regime filocomunista venezuelano.

Até dezembro de 2014, Leamsy Salazar era o chefe de segurança de Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. Esse órgão teoricamente deveria encarnar o Legislativo, mas na prática ecoava os solilóquios ditatoriais de Chávez como hoje ecoa os de Maduro.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Vertiginosa melhoria econômica dos “extremamente pobres”


De acordo com relatório do Banco Mundial, a população em estado de pobreza extrema caiu mais da metade nos últimos 30 anos. 

A percentagem mundial dessa faixa era de 34,6% em 1990. Ela foi diminuindo gradualmente até atingir 14,5% em 2011.

A propósito desses dados, o jornalista Piero Esterlino, do conhecido jornal “Il Corriere della Sera”, denunciou os exageros demagógicos de essência esquerdista segundo os quais a humanidade gemeria sob um “liberalismo selvagem” que “joga os povos na fome, destrói o planeta e aumenta as desigualdades”.

Precisamente sob esse regime é que se deu a maior redução da pobreza acontecida na história da humanidade, comentou ironicamente outro jornal italiano, “Il Foglio”.

Dirigido por Giuliano Ferrara, um ex-comunista realista, “Il Foglio” foi um dos poucos jornais a dar a notícia do relatório do Banco Mundial. E não é por acaso, observou Piero Ostellino.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pior do que antes na grande prisão de Fidel.
Obama e Vaticano olham otimistas

2015: o ano começou com mais repressões publicas
2015: o ano começou com mais prisões públicas


O anúncio da normalização das relações entre os EUA e Cuba, patrocinada pela diplomacia vaticana, está servindo de colete salva-vidas para a ditadura castrista.

No início do ano, José Díaz Silva, ex-preso político cubano e presidente do movimento “Opositores por una Nueva República”, denunciou em entrevista por telefone de Havana com a rede colombiana NTN24, que quatro dos 53 dissidentes recém libertados em Cuba foram novamente capturados e espancados por agentes do regime dos Castro.

Otto Reich, subsecretário de Estado dos EUA para a América Latina, confirmou a informação.

A repressão faz furor na ilha.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A grande fome bolivariana

Enormes filas em Caracas para comprar produtos básicos.
Enormes filas em Caracas para comprar produtos básicos.


Rodízio simplificado: os venezuelanos só podem comprar produtos básicos nos mercados estatais nos dias que batem com o número do RG, noticiou o jornal portenho “Clarín”.

Nas segunda-feiras, a rede Bicentenário só atende aos compradores cujo RG termina em zero e um. Muitos outros supermercados e farmácias de propriedade privada estão sendo fechados à força acusados de "acumularem" produtos e serem culpados da ausência deles no mercado.

A polícia proibiu a formação de filas durante a noite. A Defensoría del Pueblo ativou um “plano de atendimento aos cidadãos para a aquisição de produtos de primeira necessidade”. O problema é que nas filas estouram descontentamentos e brigas.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

700 médicos cubanos fugiram da Venezuela em 2013

Médicos e maestros cubanos fogem da Venezuela mas são presos em El Salvador
Médicos e maestros cubanos fogem da Venezuela
mas são presos em El Salvador

A ditadura, a crise econômica e a insegurança na Venezuela fizeram com o que o número de médicos cubanos que abandonaram seu trabalho — escravo — e fugiram para os EUA duplicasse no último ano, atingindo a marca de 700 desertores, noticiou “O Globo” (17.11.2014).

O jornal carioca cita informações da ONG norte-americana Solidariedade Sem Fronteiras (SSF), com sede em Miami, que faz a assessoria de médicos que tentam se regularizar no país.

Do total de 5 mil pessoas acolhidas pela SSF, 2.637 são médicos que conseguiram fugir de Cuba.

Júlio César Alfonso, presidente da SSF, é um deles. Aos 46 anos, vive nos EUA desde 2009, para onde foi como refugiado político.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014: Teologia da Libertação se instala no Vaticano

Francisco I concede entrevista ao jornal La Nación de Buenos Aires, em dezembro
Francisco I concede entrevista ao jornal La Nación de Buenos Aires

(Excertos de “2014: Na orla da III Guerra Mundial?” publicado na revista CATOLICISMO, janeiro de 2015, http://catolicismo.com.br/)

Após o Papa Bergoglio receber João Pedro Stédile, líder do MST, em dezembro de 2013, “o padre peruano Gustavo Gutiérrez Merino, fundador da Teologia da Libertação, foi recebido como herói no Vaticano” em fevereiro de 2014 (Exame, 25-2-14).

domingo, 11 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014: o espectro “bolivariano” tenta desfazer América Latina

Jornais sem papel foram fechando na Venezuela
Jornais sem papel foram fechando na Venezuela

(Excertos de “2014: Na orla da III Guerra Mundial?” publicado na revista CATOLICISMO, janeiro de 2015, http://catolicismo.com.br/)

Venezuela — O país naufragou na anarquia totalitária. As companhias aéreas internacionais suspenderam voos por falta de pagamentos do governo; os “conselhos populares” — espécie de sovietes bolivarianos — escravizaram as entranhas da sociedade.

Nas ruas, manifestantes oposicionistas foram impiedosamente mortos. Dissidentes políticos, deputados e prefeitos oposicionistas foram presos, grande número deles com pretextos duvidosos e insinceros. A mesma sorte atingiu alguns generais, classificados como “golpistas”.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014: a sinistra irrupção do fanatismo islâmico: do Oriente ao coração da Europa

Militantes do Estado Islâmico assassinam vilmente prisioneiros de guerra no Iraque
Militantes do Estado Islâmico assassinam vilmente prisioneiros de guerra no Iraque

(Excertos de “2014: Na orla da III Guerra Mundial?” publicado na revista CATOLICISMO, janeiro de 2015, http://catolicismo.com.br/)

A partir dos últimos anos, insistentes denúncias davam conta de que na Síria o extremismo islâmico financiado pelo Ocidente praticava sádicos morticínios de cristãos e destruía igrejas e santuários milenares. Em abril, as fotos de sete cristãos crucificados tiveram farta divulgação na Internet (FSP, 3-5-14).

Uma série de crimes hediondos, filmados ou fotografados com sádico realismo, inundou as redes de comunicação: os mais estritos observantes do Corão ufanaram-se pela degola de mulheres e crianças, bem como de agentes humanitários e jornalistas ocidentais. Também chacinaram muçulmanos que consideravam insuficientemente observantes.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Obama, Castros e Francisco I:
resgate do povo cubano ou da ditadura?

Obama e Raúl Castro no funeral de Mandela
Obama e Raúl Castro no funeral de Mandela


Apresentamos a seguir uma tradução livre de interessante matéria publicada por CubDest.org, site que acompanha há décadas os fatos que se dão em Cuba.

A pergunta é se a mediação papal para o cachimbo da paz que pode vir a ser fumado entre Obama e os irmãos Castro – mistura sui generis de incenso vaticano e charuto castrista – servirá para resgatar o povo cubano ou, pelo contrário, para dar uma sobrevida à ditadura marxista.

1. Na quarta-feira 17 dezembro, 2014, a mídia mundial anunciou que, como resultado de uma mediação do Papa Francisco, o governo dos Estados Unidos e o regime cubano concordaram em restaurar relações diplomáticas e iniciar negociações para restabelecer as relações comerciais.

O Presidente Obama e o ditador Raúl Castro fizeram os respectivos anúncios simultaneamente.

2. Alguns precedentes, embora evocados de maneira esquemática e simplificada, podem ajudar a entender como se chegou a essa ocorrência.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MST: da invasão à sacristia, e da sacristia ao Vaticano

"Nós marxistas com o Papa para parar o diabo" Il Fatto Quotidiano, Roma, 3.11.2014
"Nós marxistas com o Papa para parar o diabo"
Il Fatto Quotidiano, Roma, 3.11.2014
O MST é uma organização fundamental do Brasil ... no primeiro plano da organização dos agricultores.Stedile é o seu dirigente mais importante.

Marxista ligado à história da teologia da libertação, ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares que ocorreu no Vaticano, quando sugeriu a canonização de “Santo Antônio… Gramsci”.

Segundo o jornal, o MST conta com 1,5 milhão de membros. Na Itália, antes do encontro no Vaticano, ele fez uma turnê de encontros apresentando o livro La lunga marcia dei senza terra (EMI Edizioni).

No sábado à tarde, foi visitar a Rimaflow, em Trezzano sul Naviglio, a fábrica recuperada que Stedile, diante de 300 pessoas, batizou como “embaixadora dos Sem-Terra em Milão”.

domingo, 9 de novembro de 2014

A queda do muro de Berlim tornou impossível aos socialistas se dizerem defensores dos pobres

O Muro de Berlim e sua continuação, a Cortina de Ferro,
mantinham presos milhões de europeus miserabilizados e desesperados

Plínio Corrêa de Oliveira à TVE (da Espanha), 3-2-1990*


O comunismo tentar ressurgir metamorfoseado e encarnado em Vladimir Putin, de um lado.

Por outro, se tenta recompor a Teologia da Libertação, periclitante “companheira de viagem” do também vetusto comunismo que toma ares de jovem.

Uma das consequências, está sendo o abuso ideológico da temática da pobreza que o macrocapitalismo publicitário leva ao centro do noticiário.

Um exemplo característico disso ocorreu em larga medida no Encontro Mundial de Movimentos Populares reunido pelo Vaticano no mês de outubro deste ano (2014).