quinta-feira, 30 de junho de 2016

Saques, miséria, fome: os sucessos induzidos pelo socialismo bolivariano

Carta do governo de Caracas para as lojas particulares
não venderem produtos básicos. Depois poderão ser confiscadas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Noventa por cento dos venezuelanos já não conseguem comer aquilo que seria a sua alimentação básica.

Durante o mês de maio, houve nas principais cidades do país 68 saques ou tentativas de saques, enquanto grassa de modo cada vez mais agudo o empobrecimento socialista que deixou os supermercados sem produtos, as farmácias sem medicamentos e cidades inteiras sem energia, noticiou o jornal “La Nación”.

Maio se consolidou como o pior mês de sofrimento dos venezuelanos e nada aponta uma melhora.

Várias empresas não conseguem mais trabalhar. A Polar já não pode produzir a cerveja mais popular, a Coca-Cola não se encontra mais à venda porque não há açúcar para fabricá-la.

Ricardo Lanz, superintendente do Serviço de Administração Tributaria de Caracas enviou circular a uma loja para que essa “não faça venda dos seguintes produtos regulados: farinha de milho, farinha de trigo, macarrão, arroz, manteiga, margarina, óleo de milho, açúcar, aveia, sal, fraldas, leite, maionese, molho de tomate, grãos em geral, 'cheese whiz' e produtos de higiene pessoal em general”, noticiou “El Mundo” de Madri, que reproduziu a aberrante circular.

Essa foi enviada em 31 de maio. Esse órgão público deveria se encarregar de garantir as necessidades da população mas se encarrega de impedir a venda de produtos básicos.

“A ideia é expropriar a comida das lojas para dá-la às pessoas que o governo quer”, disse uma fonte da oposição que também garantiu que os saques prosseguem se multiplicando.

“Membros da Guardia Nacional tentaram levar produtos de primeira necessidade das lojas para depois vende-los em outros distritos. Estão nos tirando o pão”, disse a mesma fonte ao jornal espanhol.

O chefe do governo de Caracas, Daniel Aponte, diz que a medida visa impedir a especulação e garantir o fornecimento desses produtos por meio dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP) que o governo criou recentemente.

Ao mesmo tempo que pediu às lojas que deixem de vender esses alimentos, ele as “exortou a serem mais eficazes na venda dos alimentos comercializados".

Empresas como Lufthansa, LATAM, Gol, Air Canada, Alitalia e Aerolíneas Argentinas suspenderam seus voos, porque ficaram impossibilitadas pelo governo de funcionar no país. Em junho de 2015 o regime bolivariano não lhes tinha repassado 3,7 bilhões de dólares a elas devidos por passagens vendidas.

A Venezuela vai entrando no isolamento em que jaz a ilha-prisão cubana.


Saque em Mercado Atacadista, Maracay - Turmero





Saques na Venezuela




segunda-feira, 27 de junho de 2016

Aliança bolivariana cai aos pedaços

Um dos postos da falida Sol, da PDVSA na Argentina.
Um dos postos da falida Sol, da PDVSA na Argentina.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A aliança “bolivariana” montada pelo falecido ditador venezuelano Hugo Chávez no continente sul-americano – com ramificações na Espanha – está caindo aos pedaços.

Não é só que o “socialismo do século XXI” faliu na Venezuela e o regime autoritário não dispõe de mais recursos para financiar sua louca aventura pró-comunista.

Nos grandes países do continente, como Brasil e Argentina, as populações não suportam os aliados do petulante líder esquerdista do Caribe e os deixaram sem apoios indispensáveis.

Chávez e Maduro apelaram para o ingente manancial de riquezas do petróleo venezuelano até conseguirem destruí-lo.

Apelaram sobretudo para o Brasil e a Argentina, inclusive para distribuir magras quantias de alimento à população, reduzida a uma massa faminta.

E ainda assim a questão não se resolveu.

Na Argentina, país que tomou a dianteira no banimento do bolivarianismo, a estatal Petróleo de Venezuela (PDVSA), um dos aríetes econômicos de Maduro para influenciar o continente, faliu. Ela está vendendo todos seus ativos no setor dos combustíveis e uma importante rede de postos de gasolina.

Caracas tem urgência de dinheiro vivo, e a subsidiária argentina da PDVSA perdeu cerca de 880.000 dólares por mês só em 2015, segundo informou “La Nación”.

Na hora de instalar a empresa na Argentina, em janeiro de 2005, Chávez foi a Buenos Aires, onde anunciou em demagógico discurso que uma “empresa gringa” – leia-se Shell – seria nacionalizada por seu amigo, o presidente Nestor Kirchner, que convocou então um boicote contra essa empresa.

Ironia da história, o presidente da Shell, Juan José Arenguem, é hoje ministro da Energia e está intervindo para que a queda da PDVSA não traumatize o mercado.

O governo argentino cancelou sua participação de 16% na Telesur, canal de TV criado por Chávez para espalhar notícias e comentários que promovam o “socialismo do século XXI” em luta contra o “império”.

Argentina cancelou sua participação na Telesur, TV criada pelo chavismo
Argentina cancelou sua participação na Telesur, TV criada pelo chavismo
Mais nenhum programa será feito na Argentina. Simultaneamente, Buenos Aires também suspendeu a licença de Russia Today, a TV do Kremlin introduzida pela amizade Kirchner-Putin.

Aerolíneas Argentinas, a principal companhia aérea do país, também anunciou a suspensão sem data de todos seus voos a Caracas. A razão foi a mesma de outras linhas aéreas que a precederam, bem como das que adotaram análoga decisão nos dias seguintes – a Lufthansa e a LATAM.

O governo venezuelano está inadimplente e não cumpre com suas obrigações. Notadamente não transfere o valor das passagens vendidas pelas empresas em moedas com valor internacional. Ou, mais simplesmente, passa a mão nos dólares das passagens.

Aerolíneas Argentinas também cancelou todas as frequências a Cuba, mantidas por razões ideológicas pelo governo populista e pró-castrista que o eleitorado argentino expeliu do poder em eleição democrática.

Mais complicada é a situação das grandes empresas privadas que assumiram a produção de alimentos para atender aos acordos faraônicos do casal Kirchner com a dupla Chávez-Maduro.

A cooperativa Sancor, um dos maiores produtores mundiais de lácteos, beira a falência, apesar de suas contas estarem nominalmente positivas. Ela se comprometeu a multiplicar a produção para atender às necessidades da Venezuela e fez grandes investimentos, até que, conluiado com o governo peronista-socialista, Maduro deixasse de pagar.

O presidente Macri reinaugurou as atividades da segunda maior produtora de frangos da Argentina, a Cresta Roja, que um ano atrás cessou suas atividades também por inadimplência da Venezuela, destinatária de um extraordinário volume de produtos avícolas com a “garantia” do governo kirchnerista.

Em todos esses casos, a saída passa pela passagem das empresas falidas para mãos privadas.


quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Papa Francisco chefe da oposição argentina
preferido até por marxistas-leninistas?

Com Cristina cada vez mais complicada com a Justiça, cresce a esperança das esquerdas de o Papa Francisco assumir a liderança.
Com Cristina cada vez mais complicada com a Justiça,
cresce a esperança das esquerdas de o Papa Francisco assumir a liderança.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O colunista de “La Nación” Jorge Fernández Díaz, recentemente nomeado para a Academia Argentina de Letras, deplorou a animadversão contra o governo argentino por parte de alguns membros também argentinos do Vaticano mais próximos do Papa Francisco.

Não é possível se esquivar à conclusão de animadversão quando o porta-voz operativo do Papa na Argentina é um militante de esquerda que mal conhece até o próprio funcionamento da Igreja e que provoca incidentes agressivos entre o Vaticano e a Casa Rosada.

Tampouco deixou boa impressão a recepção do Papa Francisco em reuniões fechadas a juízes argentinos que devem se pronunciar em processos de corrupção de Cristina Kirchner e seus assessores.

Fernández Díaz lamentou que havendo tantos problemas universais e morais, o Pontífice fique interferindo em pequenos casos nacionais e em favor de uma ideologia e uma associação política de fundo bolivariano.

Agindo assim ele faz o que querem os kirchneristas “que o Papa seja o chefe da oposição”.

Embora sem religião declarada, o ex-ministro de economia kircherista Axel Kiciloff agora abraça a batina do Papa, como fazem marxistas-leninistas, disse Fernández Díaz.
Embora sem religião declarada, o ex-ministro de economia kircherista Axel Kiciloff
agora abraça a batina do Papa, como fazem marxistas-leninistas, disse Fernández Díaz.
Enquanto o presidente Macri, acrescentou o jornalista, quer recompor as relações com um sentido bom, há um trabalho de “incendiar e cortar pontes”, criando uma impressão muito decepcionante do chefe da Igreja para muitíssimos argentinos.

O acadêmico apontou o desequilíbrio provocado pelos representantes pessoais do Papa, quem, entretanto tem nos bispos negociadores mais autorizados e competentes.

“Agora são todos bergoglistas, marxistas-leninistas se tem declarado agora em favor do Papa.

“O ex-ministro kirchnerista de economia Kiciloff que nunca teve nada a ver com a Igreja, agora se abraça ao Papa.

“Se abraçam todos à batina do Papa querendo colocá-lo numa espécie de chefia da oposição”, concluiu

Ex-secretário kirchnerista pego escondendo milhões de dólares, joias e armas em mosteiro. No centro em comemoração com o bispo. Embaixo fortemente custodiado pela polícia
Ex-secretário kirchnerista pego escondendo
milhões de dólares, joias e armas em mosteiro.
No centro em comemoração com o bispo.
Embaixo fortemente custodiado pela polícia
Um inacreditável achado policial confirma temores largamente compartilhados

A Argentina assistiu sem poder acreditar à captura de perto de nove milhões de dólares e outras moedas, joias, relógios e um fuzil automático no mosteiro de "Monjas Orantes y Penitentes de Nuestra Señora del Rosario de Fátima" onde moram duas ou três freiras muito idosas, e que servia de local de reunião a destacados membros do governo kirchnerista, hoje investigados pela Justiça.

As primeiras tentativas de minimizar a eventual participação das religiosas no esquema, logo ficaram desmentidas. O monastério servia também como local de encontro de ministros e membros do governo bolivariano.

Nos últimos anos, ele vinha chamando a atenção dos vizinhos pela sua inusual atividade, marcada pela chegada de luxuosos carros oficiais, cercas de arame farpado e concorridos churrascos, segundo “La Nación”.

No operativo policial foi preso José López, o “número 2” do ex-ministro de Obras Públicas Julio de Vido, enquanto descarregava no mosteiro 160 pacotes de dinheiro e joias. López foi personagem clave do esquema kirchnerista.

Documentação na Internet apresenta esses políticos em comemorações com o antigo arcebispo diocesano Mons. Rubén Di Monte tido como “conselheiro espiritual” do ministro e nexo religioso com o governo.

O ministro até doou às religiosas um “Fátimamóvil”, segundo a imprensa portenha.

A indignação chegou até Roma. Juliana Conget, moradora de Bahia Blanca, no sul da província de Buenos Aires, abriu um cartaz em plena praça de São Pedro enquanto o Papa Francisco transitava saudando os presentes: “Jorge: a corrupção mata. Não sejas cúmplice”, segundo “Clarín”.

Juliana Conget ao Papa Francisco 'Jorge, a corrupção mata!!! Não sejas cúmplice!!!. Uma reação individual que reflete o que muitos pensam.
Juliana Conget ao Papa Francisco 'Jorge, a corrupção mata!!!
Não sejas cúmplice!!!'.
Uma reação individual que reflete o que muitos pensam.
A moradora de Bahia Blanca deplorou que o Pontífice receba eminente figuras do esquema socialista-populista argentino, mas recuse a pessoas não-kirchneristas como a promotora de comedores para pobres Margarita Barrientos, segundo ela declarou ao jornal “La Nueva Provincia” de sua cidade.

“O Papa deve marcar a diferencia entre aquilo que é bom e o que é mau, mas o único que faz é se imiscuir na política recebendo pessoas envolvidas em casos de corrupção.

“Não é de bom católico apoiar corruptos”, disse a mulher que estava de férias em Roma quando chegaram as notícias da descoberta policial.

Ela acrescentou que queria fazer chegar sua mensagem “àqueles que nos roubam e também para aqueles que sabem, mas bancam de distraídos”, concluiu.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Argentina está chocada
pelos gestos políticos do Papa Francisco – 3

O Papa com o arcebispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo, articulador de atividades com "movimentos sociais" da vertente ideológica do MST
O Papa com o arcebispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo,
articulador de atividades com "movimentos sociais" da vertente ideológica do MST
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: A Argentina está chocada pelos gestos políticos do Papa Francisco – 2



O impacto da revelação do caso de Margarita ainda não tinha se apagado quando a imprensa internacional divulgou que numa reunião com os bispos do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM) o Papa Francisco disse que em alguns países da América do Sul está ocorrendo “um golpe de estado branco”.

Ele manifestou preocupação com os “conflitos sociais, econômicos e políticos” na Venezuela, no Brasil, na Bolívia e na Argentina. Cfr. “O Dia”.

A notícia foi surpreendente: na Argentina, a comparação com a Venezuela foi chocante e a interpretação da realidade do Brasil soou como uma tomada de atitude favorecedora da propaganda internacional do PT.

Logo chegou, por vias terceiras, um desmentido do Vaticano: um sacerdote amigo que teria recebido um telefonema do Papa Francisco desmentindo, etc.

A comoção ainda perdurava quando Francisco recebeu, à testa de seu grupo, a líder pró-comunista das “Mães da Praça de Maio”, Hebe de Bonafini, movimento investigado por confusos desvios metódicos de verbas largamente outorgadas pela presidência kirchnerista.



“Não vim’ falar com o Papa Francisco como ‘Mãe’. Eu lhe disse que em cinco meses o governo Macri destruiu aquilo que vivemos como povo feliz nos doze anos anteriores. Em nossa Pátria há muita violência institucional e da outra”, declarou Bonafini ao jornal “Clarín”.

Segundo as versões, a recepção durou de “mais de uma hora” até duas, contrastando com os meros 22 minutos concedidos de má vontade ao presidente Macri.

Na saída, Bonafini disse à radio Del Plata, de Buenos Aires, que “o Papa me falou que está triste e que isto lhe faz lembrar 55” (1955), ano em que o ditador Perón foi destituído por um golpe militar e a sociedade ficou dividida entre peronismo e antiperonismo.

Bonafini parafraseou a leitura de luta de classes da sociedade argentina, dizendo que os “pobres” não estão podendo pagar o pão e os “ricos” continuam comendo “pão bom”, que “isso é violência”, que o governo “negocia a instalação de duas bases ianques”, que diariamente 1.200 trabalhadores perdem o emprego, e que professores aposentados não podem pagar os serviços públicos, etc.

Hebe de Bonafini também aproveitou a oportunidade para invectivar a Justiça argentina, deblaterando contra os “juízes corruptos que perseguem a Cristina e querem prendê-la”.

Em testemunho da veracidade do que denunciava, disse que “não viemos contar mentiras” para o Papa. Ela completou reconhecendo ser verdade que o governo foi eleito pelo povo, “mas certas vezes os povos nos equivocamos”.

A comparação com a polarização após a queda de Perón em 1955 foi geralmente interpretada como manifesto exagero, e o desmentido, sempre por vias terceiras, vindo de Roma, não foi aceito, considerando a pluralidade de fontes diversas que disseram ter ouvido a frase do Papa.

Hebe de Bonafini teme a Justiça argentina
Hebe de Bonafini teme a Justiça argentina
O escritor e colunista Jorge Fernández Díaz, de “La Nación”, mostrou eloquentemente em vídeo que “Francisco opera politicamente na Argentina” favorecendo o espectro esquerdista-populista de Cristina Kirchner e seus acólitos, com distorcido partidarismo ideológico. Confira: “Jorge Fernández Díaz: "Francisco opera politicamente na Argentina”

No início de junho, o jornal “Clarín” publicou os resultados de uma sondagem feita por Management & Fit, por ocasião dos seis primeiros meses do novo presidente.

O trabalho consultou 2.000 pessoas que interrogadas si acreditavam que o Papa Francisco tem uma atitude mais próxima de algum grupo político, 42,2% optou por “sua atitude é mais próxima ao kirchnerismo” e só 2,7% “mais próxima ao macrismo”, os restantes se distribuíram em genéricos “a mesma para todos” ou “não sabe/não contesta”.

Por sua parte, o Pontífice mandou devolver uma doação de um milhão de dólares para a Fundação Scholas Occurrentes que ele próprio promove para a educação escolar católica.

O gesto foi recebido geralmente como um ato de despeito em relação ao governo do presidente Macri.

Axel Kiciloff, ex-ministro de economia de Cristina Kirchner investigado pela Justiça, comemorou a recusa como um apoio político-ideológico:

“O governo de Macri vai na direção oposta da pregação do papa Francisco”, insistindo em que “seria raro que apoie a um governo que está fazendo o contrário de sua orientação no papado ... Para andar de boas com o Papa [Macri] tem que mudar suas políticas e deixar de governar para os ricos”, segundo noticiou “La Nación”.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

A Argentina está chocada
pelos gestos políticos do Papa Francisco – 2

No Rio, na JMJ 2013, Para Francisco com Dilma, Cristina, Evo Morales e o vice-presidente do Uruguai
No Rio, na JMJ 2013, Para Francisco com Dilma, Cristina, Evo Morales
e o vice-presidente do Uruguai pelo Frente Amplo "tupamaro"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: A Argentina está chocada pelos gestos políticos do Papa Francisco – 1

O tratamento frio e até carrancudo dispensado ao novo presidente numa recepção no Vaticano estranhamente de apenas 22 minutos fez transbordar o vaso.

Uma simples página de fotos do evento encheu-se de comentários reveladores, originados dos mais variados setores geográficos, ideológicos, culturais e religiosos da Argentina.

Eles apareceram em INFOBAE, 27.02.16, e servem bem de exemplo. Não reproduzimos os nomes completos para preservar a privacidade dos autores:

— “Lamentável a recepção de Francisco. Sua expressão, seu rosto, sua falta de cordialidade mostra a verdadeira posição em relação a Mauricio e da maioria que o elegemos presidente. (...) contrasta com as saudações, afetos, sorriso e outros que exibia ‘antes’. Se algo faltava para nos darmos conta, ele no-lo fez ver claramente hoje. Para mim, Bergoglio ‘já era’”.

— “Eu defendi Bergoglio com capa e espada, (...) não como representante religioso, posto que eu sou ateia. Mas ultimamente, Bergoglio, me tendes decepcionado sob todos os pontos de vista”.

— “Macri queria uma foto com o Papa? Mas [o Papa] olha para ele com mesmo nojo com que olha o diabo!”

— “Que cara faz Bergoglio, não era a mesma quando se fotografava com o bando Kirchner. Patético”.

— “É verdade... ele não quer o Macri, queria o Scioli [candidato presidencial kirchnerista] Que vergonha! E só 22 minutos!”

A desigualdade de atitude de Francisco I ao receber o presidente Macri causou péssima impressão
A desigualdade de atitude de Francisco I ao receber o presidente Macri
causou péssima impressão
— “A cara do Papa é a de um político que não comunga com Macri ... Informaram-te das atrocidades morais e da corrupção que vivemos durante doze anos? (...) Parece que não, por isso tua cara de poucos amigos em relação àquele que procura nos tirar do inferno que deixou tua protegida... Não há mais nada a explicar sobre o Papa e suas preferências. A verdadeira corrupção não lhe tira o sono”

— “Ele sabia bem e sabe tudo. Mas alguém terá posto do nosso dinheiro e muitos milhões e agora é K[irchenista]. Um papelão, outro sem vergonha (...) como se atreve????”

— “E acabou sendo que o papa é um padre militante do kirchnerato. Que desilusão tão grande, eu tinha fé de que neste encontro com o presidente eleito pela maioria dos argentinos iria ter uma atitude mais bondosa e paternal que essa cara de desgosto indissimulável. E o pior é pensar que ele ampara um grupo de delinquentes que logo deverão prestar contas ante a Justiça argentina”

— “O Papa parece acreditar que Judas está a seu lado, e o problema é que Judas deixou o governo em dezembro e ele não percebeu ou não quer admiti-lo”.

— “Mais uma realidade difícil de digerir para o papa peronista. Mas seu Deus quis assim: Mauricio é presidente”.

— “Pensar que eu chorei de emoção quando foi anunciado seu nome como novo Papa. Que desilusão. Se vier na Argentina tentarei não assistir a nenhum ato”.

Por sua vez, a deputada católica Lilita Carrió, da base aliada do presidente Macri, foi mais longe: “A verdade é que Bergoglio não ajuda a pacificar o país. Ele dá poder aos violentos” (“Clarín”, 28.02.16).

A crescente evidência do alinhamento do pontífice com os porta-bandeiras da esquerda socialista-populista foi aumentando seu descolamento dos setores mais sadios da população.

No mês de maio saiu à luz pelo canal AméricaTV que a trabalhadora social Margarita Barrientos, fundadora do refeitório social Los Piletones, considerado um movimento social, viajou em 2013 à Itália juntamente com colaboradores, para conhecer o Papa Francisco, segundo noticiou “La Nación”.

O Papa Francisco parece dar a impressão de que há movimentos sociais 'bons'
(adeptos da esquerda) e 'ruins' (que no aderem ao kirchnerismo).
Na foto com Milagro Sala, hoje em prisão por múltiplos graves crimes e falcatruas.
Funcionários da embaixada argentina ante a Santa Sé providenciaram os tíquetes de acesso. Mas após ter ocupado seu lugar, não longe de uma representante das esquerdistas “Mães de Praça de Maio”, o protocolo da Santa Sé lhe informou que ela e seus acompanhantes deviam sair do salão.

Margarita aceitou com cordura aquilo que era uma expulsão, mas na sua simplicidade não entendeu bem.

No dia seguinte foi até o hotel Santa Marta, onde reside o pontífice, e deixou uns presentinhos e cartas dos beneficiados por sua obra para os pobres. Nunca recebeu qualquer notificação de recepção, telefonema, nem o protocolar terço de presente.

Uma jornalista que também fora expulsa denunciou então que Margarita tinha sido banida da recepção por sua afinidade com o atual presidente Macri, que colabora com sua obra. Margarita acabou reconhecendo diante das câmaras que o Sumo Pontífice não a recebeu “por questões políticas”.

“Isso me doeu um pouquinho. Eu não ia falar mal da Presidente desse momento [Cristina Kirchner ]. Fomos desrespeitados. Tiraram-nos do local sem nos fornecer explicação alguma. Essa experiência foi triste, sentimo-nos maltratados”, disse ela suavemente.

Diante da revelação, o Pontífice informou por vias terceiras que não sabia de nada. Duas semanas depois, circulou que ele enviou a Margarita um convite para ir ao Vaticano com todas as despesas pagas.

Porém, ela negou ter recebido essa oferta. Também explicou:

“Nunca nos deram explicações, também nunca as pedimos, mas não tenho como agir nesse meio. Sei que a jornalista Karina pediu isso e nunca obteve resposta. É um caso encerrado.

“Sim, tinha muito desejo de ir e vê-lo. Foi muito triste, sentia o coração na garganta. Foi sacrifício demais e agora não consigo”, disse ela no programa Mauro Pura Verdad que transmite A24, noticiou “La Nación”.



Margarita Barrientos: “O Papa Francisco não me recebeu”



continua no próximo post: A Argentina está chocada pelos gestos políticos do Papa Francisco – 3


segunda-feira, 13 de junho de 2016

A Argentina está chocada
pelos gestos políticos do Papa Francisco – 1

Com Fidel Castro em Cuba: estreitando amizade com símbolo da ditadura marxista
Com Fidel Castro em Cuba: estreitando amizade com símbolo da ditadura marxista
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Conta-se que Napoleão, desfilando certa feita triunfalmente em Paris, tinha perto de si um diplomata estrangeiro, para o qual se teria voltado e dito: “O senhor está vendo quanto me ovacionam?”

E o diplomata lhe teria então respondido: “Sire, os homens cobram os aplausos que dão”.

Poucos anos depois Napoleão fugia de Paris disfarçado de soldado austríaco, para não ser reconhecido e linchado pelos franceses cujos filhos haviam sido sacrificados em suas aventuras guerreiras.

Há paradoxos que se repetem na História. Afinal de contas, a psicologia humana é sempre a mesma.

Houve um momento em que o Papa Francisco parecia ter a Argentina rendida a seus pés, tão grande era a popularidade que lhe atribuía unanimemente o macrocapitalismo publicitário.

Hoje, três anos depois, quem chega a Buenos Aires encontra a opinião pública, especialmente a católica, mudada a seu respeito.

Arcebispo Víctor Fernández,
reitor da Universidade Católica Argentina:
“me disseram na rua: ‘Fale para esse Papa calar a boca,
porque está se equivocando muito e mal,
é um irresponsável’.”
Testemunha dessa mudança é o arcebispo Víctor M. Fernández, Reitor da Universidade Católica Argentina (UCA), tido como ghost writer (redator) dos principais documentos do Papa.

Segundo ele, os argentinos hoje “interpretam cada um de seus [do Papa Francisco] pequenos gestos pastorais e evangélicos de maneira política, e ardem em insultos e maledicências.

“A mim, me disseram na rua com olhares de ódio: ‘Fale para esse Papa calar a boca, porque está se equivocando muito e mal, é um irresponsável’.” (La Nación, 19-02-16).

Também o arcebispo Marcelo Sánchez Sorondo, chanceler da Pontifícia Academia de Ciências e de Ciências Sociais, que mora em Roma desde 1971, verificou análogo mal-estar em seu país:

“É um escândalo que não apoiem o Papa. (...) É muito curioso que critiquem tudo o que faz, (...) sobretudo aqueles que se dizem católicos e de comunhão diária”.

Diante da observação do jornalista de “La Nación”, de que parte da sociedade argentina está convencida de que o Papa está próximo demais do kirchnerismo, o prelado insistiu:

“Realmente, é um escândalo que não apoiem o Papa. Não só isso, mas que sejam contra, que não o apoiem totalmente”.

A mudança não é de hoje, mas vinha acontecendo havia tempo, e de modo ao que parece irreversível.

Vinham se multiplicando os gestos pastorais do Papa Francisco simpáticos aos políticos e líderes de movimentos sociais do socialismo bolivariano de Cristina Kirchner.

Mas a pressão represada eclodiu em 2016.



Alfredo Leuco, jornalista que milita na esquerda e não declara a sua religião, redigiu um editorial sobre a causa do problema:

“Tenho profunda admiração pelo Papa Francisco. É quem está realizando mais transformações revolucionárias em todo o planeta. O que eu critico é sua relação com personagens argentinos que são nefastos, corruptos, e que sujam sua investidura e sua mensagem porque representam tudo o que é contrario ao que ele prega.

“Compreendo sua simpatia pelos regimes populistas da região, inclusive o kirchnerismo, mas é um tiro no pé, nas próprias convicções, que ele receba o afeto de dirigentes sindicais, sociais ou políticos que são o símbolo da corrupção, do enriquecimento ilícito e do autoritarismo.

“O Papa em seus encontros com Cristina pareceu premiar esses comportamentos com sorrisos complacentes e com seu silêncio diante dos perseguidos pelo regime de Cristina e de Hugo Chávez, por exemplo. Ainda não disse uma palavra sobre os presos políticos na Venezuela.

“São realidades que não se podem ocultar. O terço bento presenteado a Milagro Sala é um passo ainda mais inquietante e perigoso. Ela não é uma lutadora social que está presa por isso, ela é a padroeira do mal, está acusada de ser chefe de uma associação ilícita e extorsiva e por isso poucos a defendem, inclusive em sua própria terra” (Siempre Noticias, 29-02-16).

A ascensão de Maurício Macri à presidência da Argentina, levado por uma onda de descontentamento antibolivariano mais do que por méritos próprios, desmoralizou o populismo lulo-chavista-kirchnerista no continente.

O Pontífice mostrou seu desgosto político com a opção democrática do povo argentino: o Núncio não compareceu à cerimonia de posse e o Papa não mandou nenhuma mensagem protocolar.


continua no próximo post: A Argentina está chocada pelos gestos políticos do Papa Francisco – 2


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Ditos de Trump atemorizam países libres
e regozijam ditaduras marxistas

Para bálticos, Trump é um amigo encapuzado de Putin.
Para bálticos, Trump é um amigo encapuzado de Putin.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Num grafite gigante sobre o muro de um fast-food de Vilnius, capital e mais populosa cidade da Lituânia, apareceu toda a preocupação que suscita no país a eventualidade de o candidato populista Donald Trump assumir a presidência dos EUA.

Na perspectiva dos Países Bálticos, Trump vem agindo como um amigo e êmulo do agressivo dono do Kremlin Vladimir Putin.

A imagem é repugnante e claramente inspirada numa famosa foto em que o ditador soviético Leonid Breznev aparece beijando a boca do chefe comunista da Alemanha Oriental Erick Honecker, noticiou a agência AFP.

A simpatia que o pré-candidato republicano manifesta pelo dono do Kremlin não parece ser apenas eleitoreira, mas resulta de uma afinidade de modos de ser e de governo, além de um fundo populista que está sendo recusado na América do Sul, mas reina de látego na mão na imensa Rússia.

“Temos a impressão de estarmos engajados numa nova guerra fria e os EUA poderiam vir a ter um presidente que corteja a Rússia”, disse à AFP o proprietário do fast-food em cujo muro está o grafite, Dominykas Ceckauskas.

“Vemos as semelhanças entre os dois ‘heróis’”, acrescentou ironicamente. “Ambos têm um ego inchado ao extremo e é preocupante ver que eles se dão tão bem”.

Os lituanos, da mesma maneira que as outros povos bálticos vizinhos, estão preocupados pelas posições críticas de Trump à NATO. A Aliança Atlântica é para eles a garantia de sobrevivência face ao gigante agressivo que procura recompor o império despótico da ex-URSS.

“Trump disse publicamente que Putin é um líder forte e que a NATO está obsoleta e gera muita despesa”, apontou o Prof. Kestutis Girnius, do Instituto de Relações Internacionais e de Ciências Políticas de Vilnius.

“O grafite reflete o medo dos lituanos de que Trump venha fazer salamaleques a Putin e negligencie suas obrigações de garantir a segurança dos países bálticos”, explicou.

Para os lituanos, a afinidade entre as duas figuras se reflete até na duplicidade típica de populistas dispostos a trombetear qualquer propósito, com ou sem sinceridade, para seduzir o povo.

Confirmando as simpatias por Trump que emergem das últimas ditaduras comunistas escancaradas ou encapuzadas, o DPRK Today, jornal oficial da Coreia do Norte, comemorou entre despautérios contra os EUA, o capitalismo e o Ocidente, uma eventual vitória do populista, segundo informou o jornal “The Washington Times”. 

Ditadura norte-coreana comemora anúncios de Trump
Ditadura norte-coreana comemora anúncios de Trump.
O porta-voz da ditadura marxista mais radical do mundo não hesitou em lhe conceder o título de “político sábio”. Porque em seus ditos inflamados “há muitas coisas positivas”, como o fato de que ele não se engajará pela Coreia do Sul caso estoure uma guerra, a qual só poderá começar por iniciativa da comunista Coreia do Norte.

Trump também disse que gostaria de se encontrar com o tirano norte-coreano Kim Jong Um, enquanto explicava que, se depender dele (Trump), a Coreia do Sul terá que se arranjar para garantir sua defesa atômica.

Em Seul, o jornal “JoongAng Ilbo”, um dos maiores do país, qualificou de “míopes” as ideias do candidato que abre as portas ao agressor marxista.

Trump adiantou que se for eleito retirará tropas americanas da Coreia do Sul. Um cenário que os países bálticos temem em relação à Rússia.

Pyongyang se regozijou com a proposta e um editorial do jornal do governo lhe respondeu: “Sim, faça-o, e logo”, acrescentado que esta frase substituirá o velho slogan comunista “Yankee, Go Home”.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Responsabilidade civil da CNBB
na ação do CIMI contra o Estado de Direito

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá.
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Post publicado no blog "Verde: a cor nova do comunismo"




continuação do post anterior: Produtores e indígenas vitimados pela conduta ilícita do CIMI



Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Todavia, ainda se tratando de responsabilidade civil, é de se considerar quem mais poderá responder pelos prejuízos causados pelo CIMI, além da própria entidade.

O CIMI inegavelmente é vinculado à Igreja Católica.

Consta expressamente em seu site que se trata de uma instituição ligada à Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros que, por via de consequência, é vinculada à Igreja Católica.

No sitio eletrônico da CNBB é possível encontrar, no tópico que trata das missões ou finalidades do órgão que: [página 217]

A CNBB, no âmbito de suas finalidades e competência:

• manifesta solicitude para com a Igreja e sua missão universal, por meio de comunhão e colaboração com a Sé Apostólica e pela atividade missionária, principalmente ad gentes;

• favorece e articula as relações entre as Igrejas particulares do Brasil e a San ta Sé;

• relaciona-se com as outras Conferências Episcopais, particularmente as da América, e com o Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM).Resta inequívoco que a atuação da CNBB é vinculada à Igreja Católica e, por conseguinte, o mesmo se pode concluir em relação ao CIMI.

Ainda, no depoimento prestado por D. Roque Paloschi a essa CPI, perguntado a respeito de seu incompreensível (ou conveniente) estado de ignorância quanto aos ilícitos praticados por membros do CIMI no Estado de Mato Grosso do Sul, expressamente afirmou que seria a Igreja Católica a responsável pelo acompanhamento de suas ações no Estado, devido à impossibilidade de controlar todos os seus colaboradores.

Inclusive nesse momento de seu depoimento [página 218] D. Roque Paloschi expressamente referenciou o Bispo Dom Dimas, como sendo um dos responsáveis pela orientação desses missionários no Mato Grosso do Sul, na qualidade de Bispo da Igreja Católica.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI
De modo que, nos termos do que estabelece o art. 932, III e art. 933 do Código Civil, entendo que poderá a Igreja Católica ser responsabilizada pelos prejuízos causados pelo CIMI, tendo em vista a vinculação das entidades, a utilização de estruturas em comum, do apoio mútuo, enfim, da cumplicidade nos atos praticados, por ação ou omissão.

Por fim, entendo que há a pertinência de apuração de outras responsabilidades além dos membros do CIMI.

Verifica-se pelos documentos acostados ao presente procedimentos que membros de outros órgãos e instituições podem, potencialmente, estar interferindo nas condutas adotadas pelos indígenas, o que seria, no entendimento deste relator, identicamente ilegal.

De modo que é necessário que todos os crimes e ilícitos cometidos sejam apurados com rigor e severidade máximos, pelas autoridades competentes. [página 219]

Os encaminhamentos propostos por este relator são o envio do relatório para os seguintes órgãos e autoridades, com requisição por parte da CPI, para a tomada das medidas e providências cabíveis em relação aos membros do CIMI mencionados no tópico anterior:

1. Governador do Estado de Mato Grosso do Sul.

2. Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul.

3. Ministério Público Federal, na pessoa do Procurador-Geral da República.

4. Conselho Nacional de Justiça.

5. Conselho Nacional do Ministério Público.

6. Polícia Federal.

7. Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul.

8. Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

9. Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil. [página 220]

10. Presidência da República.

11. Ministério da Defesa.

12. Comissão Parlamentar de Inquérito da FUNAI e do INCRA, no Congresso Nacional.

13. Senado Federal.

14. Vaticano.

15. Representação da Santa Sé no Distrito Fe-deral.

16. CAFOD. [CAFOD= Agência Católica para o Desenvolvimento Exterior, fundo católico de Inglaterra e Gales, parte da Cáritas Internacional, que financia o CIMI desde o exterior]

Órgãos católicos como o CAFOD financiam  muitos agentes da revolução esquerdista no Brasil.  Fotos do site do CAFOD. CPI: "um plano, um agir contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional"
Órgãos católicos como o CAFOD financiam
muitos agentes da revolução esquerdista no Brasil.
Fotos do site do CAFOD.
CPI: "um plano, um agir contrário ao Estado de Direito,
em âmbito nacional e internacional"
Em meu entendimento, o envio de documentos desta CPI com requisição de providências é ato da maior importância, porquanto o que se requer é a tomada efetiva de providências por parte dos órgãos competentes, com base no poder de polícia de que é investida a Comissão Parlamentar de Inquérito.

O envio do presente relatório aos órgãos acima mencionados tem por finalidade que estas nominadas instituições, no âmbito de suas competências e atribuições, possam [página 221] tomar as medidas necessárias e cabíveis para a apuração das responsabilidades de todos os envolvidos.

Nesse ponto entendo que é importante inclusive haver uma investigação mais rigorosa a respeito do ingresso de valores de organizações internacionais para projetos deliberadamente contra o desenvolvimento do país, pois trata-se de um ataque que vem sendo realizado contra a soberania do país, na clandestinidade e por meios aparentemente legais, mas que chama a atenção no que tange aos volumes de recursos e também na organização dos movimentos.

Pude constatar, ao longo dos trabalhos, que o alcance das conclusões dessa CPI acabaram por ultrapassar a conduta de uma pessoa jurídica de direito privado e seus membros (CIMI) na segurança pública do Mato Grosso do Sul, mas descobrimos, em meu entendimento, muito mais do que isso, um plano, um agir contrário ao Estado de Direito, em âmbito nacional e internacional, que precisa ser tornado público, do conhecimento de todas as autoridades competentes, para que as providências urgentes e veementes possam ser tomadas para a preservação da soberania nacional. [página 222]

Por ser este o entendimento deste relator, notadamente no que diz respeito à responsabilidade de membros do CIMI pelos ilícitos praticados, conclui-se pela pertinência do encaminhamento do presente relatório, para a tomada das medidas cabíveis.

É o relatório.

PAULO CORREA

Deputado Estadual –Relator

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Produtores e indígenas vitimados
pela conduta subversiva do CIMI

Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Invasão de fazenda em Mato Grosso do Sul.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda estarrecedora subversão comuno-missionária pintada de verde ambientalista


Prossegue a conclusão da CPI do CIMI:

Mas, depois de analisar todos os depoimentos e provas do processo, sou forçado a concluir que também os indígenas foram prejudicados, igualmente de forma irreversível, pela conduta ilícita do CIMI.

Foram gerações de indígenas criadas com base no sentimento sectário, tendo incutido o ódio e o desrespeito às instituições, através de uma travestida defesa de seus interesses.

O CIMI não conseguiu trazer para o processo um único projeto realizado em prol da comunidade indígena, de educação, saúde, enfim, nada.

E, importante frisar, somente no ano de 2013 foram mais de R$ 7.000.000,00 recebidos de instituições estrangeiras.

Segundo dados de seus balanços, mais de R$ 4.000.000,00 seriam destinados ao pagamento de pessoal.

Ora, mas como se todos os integrantes e ex-integrantes do CIMI, inclusive o Sr. Cleber Buzato, informaram que prestavam trabalho praticamente voluntário?

Para onde vão esses recursos. De outro lado, verifica-se que há depoimento de indígenas afirmando categoricamente que Flávio Machado [página 211] forneceu recursos para a aquisição de armas no Paraguai para suportar invasões de propriedades privadas.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda
estarrecedora subversão comuno-missionária
pintada de verde ambientalista

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O verde a nova cor do comunismo? Isso não é muito exagero? – comenta por vezes algum objetante – Pode ser que alguns tresloucados fale ou façam coisas amalucadas a propósito de ecologia e meio-ambiente, mas sempre será algo colateral e episódico!

Não! – pode acrescentar um leitor logrado – não se pode achar que por trás do ambientalismo radical possa haver uma ideologia de tipo comunista, um marxismo travestido após a debacle da URSS!

Tampouco pode se supor uma organização com milionário financiamento internacional, uma articulação que usa a fraude e a malícia para introduzir uma nova religião afim com o marxismo, e que para isso manipula as causas da natureza e das tribos indígenas para subverter o Brasil e o mundo!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Nas cavernas da miséria venezuelana

Marcados como animais para conseguir farinha de milho em Barquisimento.
Marcados como animais para conseguir farinha de milho em Barquisimento.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Há meses e de modo rotineiro, a família de Álida González tem que ficar sem almoço. É a inflação, a escassez crônica de alimentos... a lista das desgraças cresce e se repete dia após dia no maravilhoso mundo do “socialismo do século XXI” tão ao gosto do lulopetismo.

Álida é dona de casa, tem 65 anos e precisa alimentar quatro familiares. Ela só consegue cortando as proteínas, como as carnes de frango e de porco, e aumentado o consumo de carboidratos, com um desequilíbrio sensível na constituição física de sua família, escreve “La Nación” de Buenos Aires.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Evo cocaleiro, Francisco, impeachment de Dilma
e crise continental das esquerdas

'Hermano Papa, se la recomiendo, así va aguantar toda la vida'. Evo Morales foi se queixar dos bispos que criticam o narcotráfico instalado no Estado
'Hermano Papa, se la recomiendo, así va aguantar toda la vida'.
Evo Morales foi se queixar dos bispos que criticam o narcotráfico instalado no Estado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na rabeira de Raúl Castro e de Nicolás Maduro, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez ouvir sua voz em defesa de Dilma Rousseff, enquanto o impeachment não a tirar do Planalto.

Evo inaugurou sua conta oficial no Twitter e mostrou saber fazer uso dela enviando uma mensagem de apoio à presidente brasileira calcada no discurso petista:

“Não ao golpe congressal (sic!). Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina”.

Segundo o jornal “La Nación”, de Buenos Aires, “o presidente aimará admitiu sentir ‘indignação’ pelas noticias que chegavam do Brasil e mostrou estar do lado do povo que, segundo ele, é quem tem a verdade”.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Em Havana, os irmãos Castro torcem contra o impeachment de Dilma

Ai de quem não aplaudir! Em Cuba nunca houve golpe e vigora a democracia como o PT gosta.
Ai de quem não aplaudir! Em Cuba nunca houve 'golpe'
e vigora a democracia como o PT gosta.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Entre os poucos governos comunistas ou bolivarianos que vão ficando no continente, o regime de Raúl Castro continua na dianteira do apoio à  presidente Dilma Rousseff para evitar seu impeachment.

arafraseando os slogans de líderes petistas e lulistas – ou vice-versa –, Raúl condenou o “golpe de Estado parlamentar” contra o “governo legítimo do Partido dos Trabalhadores (PT)”, numa declaração oficial distribuída pelo Ministério de Relações Exteriores em Havana, noticiou o jornal “La Nación” de Buenos Aires.

Como é bem sabido, em Cuba nunca houve “golpe de Estado”, ou pelo menos Raúl Castro nunca participou de nenhum deles, defendendo sempre a legitimidade dos governos democráticos até a hora de fuzilar seus representantes.

“Setores da direita representantes da oligarquia [N.R.: é Raúl Castro quem fala, e não um líder  do PT ou do PC do B], em contubérnio com a imprensa reacionária do Brasil, apoiados abertamente pelas multinacionais da comunicação e do imperialismo, consumaram na Câmara de Deputados desse país o primeiro passo daquilo que constitui um golpe de estado parlamentar”.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A bondade venceu o ódio






A irreligiosidade, a imoralidade, a mentira, a falta de cordura, o espírito de vingança, a ausência de amor à Pátria (cujos interesses foram substituídos pelos da ideologia do partido), o ódio entre classes e raças — tudo isso promovido durante 13 anos pela gestão petista —, refletiram-se em alguma medida nas fisionomias, nos gestos e nas palavras de certos parlamentares que defendiam o governo contra o pretenso “golpe”, levando ao resultado de 367 votos contra 137.

Tenho lido, um pouco por toda parte, críticas ao voto dos deputados pró-impeachment que no último domingo, 17 de abril, o fizeram em nome de Deus, da Pátria, da família e dos filhos, entre outras menções.

Não morro de vergonha, antes pelo contrário, orgulho-me de dizer que, como brasileiro e como católico, estou do lado deles, embora saiba que muitos não são católicos, nem levam uma vida familiar consentânea com os sentimentos ali expressos.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Maduro sai em defesa de Dilma após pedir às venezuelanas se pentearem com os dedos

Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, se apressou a manifestar solidariedade à sua colega Dilma Rousseff, que desde domingo 17 de abril está em processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados com maioria de dois terços como prescreve a Constituição.

Segundo “La Nación” de Buenos Aires, enquanto o povo brasileiro comemorava o “impeachment” nas ruas, Maduro garantia que a “direita” na América latina está tentando desconhecer a soberania da região.

O tweet circulou logo após os deputados brasileiros votarem livre e soberanamente o processo de destituição da companheira ideológica do regime chavista.