segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Livro desvenda luxo debochado do ídolo dos “defensores dos pobres”

Ilhas de prazer onde Fidel recebe teólogos e ativistas 'defensores dos pobres'.  Fonte: revista Veja
Ilhas onde Fidel recebe teólogos e ativistas 'defensores dos pobres'.
Fonte: revista Veja
Juan Reinaldo Sánchez, que durante 17 anos foi guarda-costa de Fidel Castro, denunciou que o “líder do povo” vive num luxo que ele diz reprovar nas elites cubanas e no “corrupto” capitalismo americano.

Até o regime cubano cair na mais negra miséria, após o desabamento do Muro de Berlim, e ficar privado das subvenções de Moscou, Fidel continuou sua vida nababesca.

Sánchez conta em seu livro A Vida Secreta de Fidel que ele foi preso pelo regime quando pediu aposentadoria. Era preciso silenciar a testemunha.

Ele padeceu entre 1994 e 1996 numa cela infestada de baratas, foi torturado e tentaram matá-lo. Sánchez procurou fugir oito vezes, até que conseguiu a liberdade viajando num barquinho até o México, passando depois a morar em Miami.

Em seu livro, Sánchez descreve o estilo de vida do “comandante supremo” em todo comparável à vida dos líderes marxistas de trás da Cortina de Ferro, ou de Viktor Yanukovich e Vladimir Putin no presente.

Segundo o autor, Fidel levava vida de ricaço extravagante e possuía o Aquarama II, único iate de luxo de Cuba, construído com madeira importada de Angola, para onde enviou seus esbirros.

Presidente Dilma segura Fidel periclitante.
Presidente Dilma segura Fidel periclitante.
Fidel navegava até a “ilha paradisíaca” Cayo Piedra, onde, em meio a exóticos prazeres, recebia os amigos mais íntimos como teólogos da libertação engajados “pelos pobres”, ou escritores do jet-set esquerdista como o colombiano Gabriel García Márquez.

Herói nacional, em 1989 o general Arnaldo Ochoa foi condenado por tráfico de drogas e fuzilado. Segundo Sánchez, o tráfico era avalizado pelo próprio Fidel com o pretexto de “arrecadar divisas para a Revolução”. Fidel quis eliminá-lo com uma ‘queima de arquivos”.

Durante a “crise de Mariel”, em 1980, quando milhares de cubanos desesperados fugiram da ilha, Fidel escolheu os piores delinquentes das penitenciárias cubanas e os misturou com os fugitivos para desmoralizá-los, afirma Sánchez.

Em seu livro, ele descreve o rosto oculto do totem das esquerdas latino-americanas, em cujo leito de doente acodem ínclitos presidentes populistas, teólogos e outros eclesiásticos que em seus países dizem ser defensores dos Direitos Humanos, inimigos da ditadura e advogados dos pobres.


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O BRASIL ACABOU?



Paulistano, agrônomo, tem mestrado e doutorado em ecologia pela Universidade de Montpellier (França). Com centenas de trabalhos publicados no Brasil e exterior, é autor de 35 livros. Pesquisador da Embrapa, ele já implantou e dirigiu três centros nacionais de pesquisa. Atualmente, é o coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica – GITE da EMBRAPA.

Em 25 anos, o Governo federalizou quase 35% do território nacional destinando-o a unidades de conservação, terras indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos de reforma agrária.

Sem planejamento estratégico adequado, esse conjunto de territórios resultou essencialmente da lógica e da pressão de diversos grupos sociais e políticos, nacionais e internacionais.

Agora, o país está diante de um desafio de gestão territorial, gerador de conflitos cada vez mais agudos, conforme mostram os dados reunidos pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica – GITE da EMBRAPA (FIG. 1).


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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até outubro de 2013, 1098 unidades de conservação ocupavam 17% do Brasil.

Aqui, na maioria dos casos, as unidades de conservação excluem a presença humana, enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos pode haver agricultura, aldeias e diversas atividades nos parques nacionais, sem evocar a ampla visitação turística (FIG. 2).

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Nas unidades de conservação, a legislação ambiental brasileira ainda define no seu entorno externo uma zona de amortecimento onde as atividades agrícolas (e outras) são limitadas por determinações da gestão da unidade de conservação (proibição de transgênicos, de pulverizar com aviação agrícola etc.).

A largura dessa zona é variável. Estimativas por geoprocessamento avaliam o seu alcance territorial entre 10 a 80 milhões de hectares adicionais (1 a 9% do Brasil), dependendo da largura dessa faixa que pode variar entre as unidades de conservação e mesmo ao longo do perímetro de uma única unidade (FIG. 3).

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Segundo a FUNAI, 584 terras indígenas ocupam aproximadamente 14% do território nacional. Reunidas, essas duas categorias de áreas protegidas, eliminando-se as sobreposições, ocupam 247 milhões de hectares ou 29% do país (FIG. 4).

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Com quase 30% de áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas), o Brasil é o campeão mundial da preservação (FIG. 5).

Segundo a International Union for Conservation of Nature (IUCN), os 11 países com mais de dois milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo (China, EUA, Rússia etc.) dedicam 9% em média de seus territórios às áreas protegidas (FIG. 6).

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A atribuição de terras pelo Governo Federal não acaba por aí.

Sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) existem 9.128 assentamentos, de diversas naturezas e estágios de implantação (FIG. 7).

Eles ocupam 88,1 milhões de hectares, ou seja, 10,2% do Brasil ou 14,4% do que resta quando descontado o território já atribuído às áreas protegidas.

Essa área equivale a quase o dobro da cultivada atualmente em grãos no Brasil, responsável por cerca de 190 milhões de toneladas na última safra.

mapa_assent_quilombola_3

Pelos dados do INCRA e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, as 268 áreas quilombolas decretadas ocupam cerca de 2,6 milhões de hectares (FIG. 7). No conjunto mais de 290 milhões de hectares, 34% do território nacional, estão atribuídos.
O mapa do Brasil com mais de 11.000 áreas atribuídas, essencialmente pelo Governo Federal, impressiona e permite visualizar a complexidade da situação atual (FIG. 8).

Esse mapa ilustra o tamanho do desafio de gestão territorial e fundiária. Cada uma dessas unidades pede um tipo de gestão, avaliação e monitoramento específicos e transparentes.

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O Governo Federal continuará atribuindo-se mais e mais extensões de terra que, na maioria dos casos, sairão do controle dos estados e municípios.

Há Estados em que boa parte de seu território já foi “federalizada” por decretos federais de atribuição de áreas que estarão por muito tempo sob o controle de órgãos e instituições federais.
Além das áreas já atribuídas, existem milhares de solicitações adicionais para criar ou ampliar mais unidades de conservação, terras indígenas, assentamentos agrários e quilombolas. Cada vez mais, as novas áreas reivindicadas já estão ocupadas pela agricultura e até por núcleos urbanos.

Esse quadro complexo de ocupação e uso territorial representa um enorme desafio de governança fundiária e envolve conflitos graves, processos judiciais, impactos sociais e implicações econômicas significativas.
Além das demandas adicionais desses grupos, minorias e movimentos sociais, todos com sua lógica e legitimidade, há ainda a necessidade de compatibilizar essa realidade territorial com crescimento das cidades, com a destinação de locais para geração de energia, para implantação, passagem e ampliação da logística, dos meios de transportes, dos sistemas de abastecimento, armazenagem e mineração.

O país campeão da preservação territorial exige que os agricultores assumam o ônus de preservar porções significativas no interior de seus imóveis rurais, como reserva legal ou áreas de preservação permanente, num crescendo que pode começar com 20% e chegar a 80% da área da propriedade na Amazônia.

A repercussão do crescimento do preço da terra no custo dos alimentos é apenas um dos reflexos dessa situação.
Como disse Maurício Lopes, presidente da Embrapa, em artigo no Correio Brasiliense (8/6/2014), os pesquisadores brasileiros estão cientes de que somente sistemas de gestão territorial estratégicos poderão garantir a compreensão do potencial e dos limites da base de recursos naturais e dos processos de uso e ocupação das terras.

E ajudar a superar esse grande e inédito desafio de inteligência territorial. Mas, só pesquisador não basta.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Putin na Argentina e no Brasil: aliança nacionalista-esquerdista anti-EUA? Balanço de um giro que acabou com um megacrime

Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje  o principal sócio estratégico da Rússia”
Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje
o principal sócio estratégico da Rússia”
De visita à Argentina, o presidente Vladimir Putin surpreendeu com declarações vazias de verdade.

“A Argentina é hoje o principal sócio estratégico da Rússia na América Latina, na ONU e no G20. Nossas abordagens das principais questões da política internacional são parecidas ou coincidentes”, disse segundo o jornal portenho “Clarín”.

As lisonjeiras palavras foram recolhidas pela agência de noticias de Cuba, Prensa Latina, antes de o líder do Kremlin embarcar para a Argentina e o Brasil, onde participou da reunião do BRICS – Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.

Em Cuba, o presidente russo perdoou uma dívida impagável de 10 bilhões de dólares da ilha prisão com a ex-URSS, sinal mais do que amistoso.

Seu giro latino-americano aconteceu em meio a tensões com os EUA e a União Europeia. E concluiu coincidindo com a derrubada do avião da Malaysia Airlines por um míssil de fabricação soviética manipulado por aliados de Putin ou tal vez por oficiais russos em território ucraniano.

Em Havana, o chefe russo depositou flores no cemitério dos militares soviéticos engajados em operações na ilha-prisão. Encontrou também Fidel Castro, noticiou o jornal portenho “La Nación”.

Antes de partir de Moscou, Putin disse que seu objetivo era aumentar as inversões russas na América Latina, criando “alianças plenas, tecnológicas” em setores como petróleo, gás, hidroelétricas e energia nuclear, construção de aviões e biofarmacêutico.

Com Dilma Rousseff. Wilson Dias - Agência Brasil
Não falou de onde tiraria dinheiro para essas inversões, num momento em que os capitais fogem espavoridos de Moscou, nem das tecnologias energéticas, que dependem vitalmente das empresas europeias.

Não falou sequer dos aviões a serem construídos, quando se sabe que na Rússia eles caem regularmente, a ponto de as companhias de aviação russas terem substituído a quase totalidade das aeronaves de fabricação nacional por americanas ou europeias.

Na Argentina, do mesmo modo que haveria de fazer depois no Brasil, assinou dezenas de tratados, inclusive sobre geração de energia nuclear, de acordo com o “Moscow Times”

Rosatom, a companhia estatal russa de energia atômica, deve se engajar na construção de partes da nova central nuclear argentina Atucha III.

A presidente Cristina Fernandez, que paralisou o programa nuclear argentino, disse que seu país “é um líder na América Latina em geração de energia nuclear” talvez se referindo a feitos de governos anteriores.

A Argentina possui uma das maiores jazidas de gás e petróleo de xisto do mundo, mas poucas empresas querem investir no setor, pela ojeriza anticapitalista do regime nacionalista argentino.

O nacionalismo de Kirchner se derreteu diante do antigo coronel da KGB, a quem ofereceu uma participação na exploração da imensa jazida de Vaca Muerta, na província de Neuquén.

Prato servido para o chefe do Kremlin que deseja instalar agentes no coração do continente sul-americano.

O megacrime do MH17 deu um fecho preocupante à viagem
O megacrime do MH17 deu um fecho preocupante à viagem
Além do formidável desinteresse do público argentino pela presença de um líder pouco comunicativo e desconhecido no país, 150 membros da comunidade ucraniana na Argentina estenderam enormes faixas de protesto diante da Casa Rosada.

Eles denunciavam a anexação ilegal e brutal da Crimeia e o apoio bélico aos separatistas do leste da Ucrânia.

No fim da viagem, Putin podia gabar-se de uma safra de apoios simpáticos ou não críticos de líderes populistas sul-americanos e do BRICS à posição da Rússia no conflito ucraniano.

Na Argentina e no Brasil, Putin também coletou numerosas manifestações de solidariedade em sua ofensiva diplomática contra os EUA e a Grã-Bretanha.

Putin nada disse sobre o “casamento” homossexual legalizado na Argentina e ilegalizado em seu país.

Militantes da agenda homossexual reclamaram em Buenos Aires, mas a solidariedade nacionalista-bolchevista anti-EUA passou por cima e o presidente russo não teve dificuldade em deixar de lado os jogos de palavras “moralizadores”.

Em pleno voo de retorno, estourou o crime do avião da Malaysia Airlines...


segunda-feira, 28 de julho de 2014

Obesidade, e não a fome,
é o maior perigo para a saúde planetária,
e do Brasil!

Obesidade no mundo segundo o estudo publicado por 'The Lancet'
“É um quadro clínico aterrorizador que deveria fazer reagir governos e responsáveis de políticas de saúde pública”, disse o diário “Le Monde”.

O que é? A fome? Não. A obesidade mundial!

Quase um de cada três seres humanos tem obesidade ou sobrepeso. E nas últimas três décadas “esse flagelo sanitário se agravou consideravelmente nos países pobre e nos ricos”, trombeteia o jornal.

A obesidade cresceu até atingir a média mundial de 28% dos adultos e – oh pasmo! – 47% das crianças e dos adolescentes, a ponto de mais nenhum Estado do mundo conseguir contê-la, comentou “Le Monde”.

Um estudo sinóptico deste “flagelo planetário” foi publicado na famosa revista médica britânica The Lancet, redigido por uma equipe internacional de mais de 150 pesquisadores.

Abarcando todos os dados disponíveis sobre 188 países, o estudo foi realizado sob a égide do Instituto de Metrologia Sanitária e de Avaliação (IHME), da Universidade de Washington, e foi financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates.

A coordenadora, professora Emmanuela Gakidou, do IHME, sublinhou que “o avanço do sobrepeso e da obesidade é importante, geral e rápido”.

A população mundial atingida passou de 857 milhões em 1980 a 2,1 bilhões em 2013. Ou seja, quase 30% da humanidade. Eis os novos ‘flagelados’, não pela fome, nem pela doença, nem pela marginalização, mas pelo excesso de comida e a redução do trabalho físico!

O “flagelo” devasta mais as nações desenvolvidas, onde vivem dois de cada três obesos: EUA, Austrália e Reino Unido.

Os países em desenvolvimento ou emergentes não ficam por menos. No “top 10” dos melhores alimentados figuram, quase no nível dos EUA, a China, a Índia, a Rússia, o Brasil, o México, o Egito, o Paquistão e a Indonésia.

Abundante e oportuna matéria de reflexão para demagogos e miserabilistas.

Emmanuela Gakidou apresenta os resultados. “O avanço do sobrepeso e da obesidade é importante, geral e rápido”. “País algum conseguiu fazer retroceder a obesidade”.
Emmanuela Gakidou apresenta os resultados.
“O avanço do sobrepeso e da obesidade é importante, geral e rápido”.
“País algum conseguiu fazer retroceder a obesidade”.
No Oriente Médio, no Magreb, na América Central, no Caribe e nos países insulares do Pacífico, o viver bem fez com que se atingissem os níveis mais elevados de corpulência.

Ostentando o recorde planetário, 69% das mulheres das ilhas polinésias de Samoa as elevam ao topo da grandeza corpórea.

Nos países desenvolvidos, o excesso de massa corporal afeta mais aos homens, enquanto nos países subdesenvolvidos as mulheres são as que mais comem. Até a faixa dos 20 anos, as moças do Oriente Médio e do Magreb são as mais avantajadas em volume.

É também nas nações ricas que uma criança ou um adolescente, moço ou moça, sofre de obesidade ou está com sobrepeso. O caso é sério, pois se liga ao excesso de alimentos pré-fabricados e a uma vida dominada pelo vício virtual, com pouco ou nada de atividade física.

Os especialistas falam de “pandemia galopante”, uma vez que a desnutrição recua e a obesidade não faz senão aumentar, sublinhou Emmanuela Gakidou.

Alguns indícios sugerem que desde 2006 essa “pandemia”, outrora assimilada a um mundo feliz, está crescendo mais devagar entre os adultos ricos.

O referido estudo observa que a tendência a engordar menos é frágil.

Socialismo do século XXI tem a "solução": que o povo passe fome!
Socialismo do século XXI tem a "solução":
que o povo passe fome!
Não precisava tanto cientista para isto – observamos nós; basta ir a um supermercado (e quanto mais caro, melhor), para ver a fabulosa oferta de produtos que na propaganda são light e não engordam.

Também no supermercado se verá o descompasso entre os produtos light e seus ávidos, mas bem dotados consumidores.

O juízo global das três ultimas décadas é ‘sinistro’: “país algum conseguiu fazer retroceder a obesidade”.

Enquanto isso, o número de pobres que morreriam de fome está em franca diminuição.

Os autores do trabalho científico publicado por The Lancet advertem: “O objetivo das Nações Unidas de bloquear o progresso da obesidade até 2025 é muito ambicioso e tem pouca chance de ser atingido sem uma ação combinada”.

Fidel Castro e a Teologia da Libertação têm a “solução”: o igualitarismo socialista, com suas sequelas de fome, doença e antidesenvolvimento! Pois, para que a humanidade possa parar de comer sempre mais e melhor, só através de uma ditadura férrea, destruindo o agronegócio e fazendo muita reforma agrária.

A pregação “verde” radical contra a civilização também tem suas “soluções”. Porém, se ficar apenas na pregação, não mudará nada. Por isso muito ambientalista radical postula medidas drásticas para reduzir a humanidade, a ponto de alguns de seus corifeus exaltar o mortífero vírus Ébola.

Ambientalismo radical tem outras receitas: como comer insetos repugnantes!!!
Ambientalismo radical tem outras receitas:
como comer insetos repugnantes!!!
Mas os cientistas que elaboraram este trabalho não proporiam uma monstruosidade desse tamanho. Isso é tarefa da esquerda católica ou dos ambientalistas apocalípticos.

Para os cientistas, o único ‘remédio’ consistiria numa ação urgente e combinada em nível mundial, “para ajudar os países pobres a intervirem mais eficazmente contra as causas maiores que são o aporte excessivo de calorias, a inatividade física e a promoção de produtos alimentares industrializados”.

A ideia é boa: a alimentação medieval, por exemplo, preenchia todos esses requisitos. Ela formava homens e mulheres de uma plenitude física e moral admirável, combinando alimentação natural saborosa e abundante com trabalho manual proporcionadamente intenso, em um mundo que tinha Fé.

Deve-se ressaltar uma coisa: a hipocrisia dos que pregam que a nossa civilização é digna de opróbrio, por aumentar cada vez mais o número dos pobres subnutridos.

E isto me traz aos ouvidos a insinceridade de muito microfone eclesiástico amigo da Teologia da Libertação.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Míssil que mata, mas esclarece!
América Latina e a Rússia de Putin

A História jamais compreenderá como a ilusão de um 'Putin cristão pôde ganhar pé
A História jamais compreenderá
como a ilusão de um 'Putin cristão pôde ganhar pé

A criminosa derrubada de um avião comercial da Malaysia Airlines teve o efeito de um raio: matou infelizmente a muitos, mas — precisamente como fazem os raios — iluminou com uma claridade terrível um panorama então coberto de trevas.

Densas trevas, sim, que há anos vêm toldando progressivamente os horizontes de política internacional, com óbvios reflexos sobre a política interna dos países onde ainda há liberdade.

Convém que a realidade assim posta em evidência com o fulgor irresistível, mas tão transitório, de um raio, não seja esquecida pela opinião pública.

Bem ao certo, o que houve? Ainda se discutem pormenores. Mas, o fato essencial está aí: um país agressor já tinha invadido e anexado uma região de um país vizinho: a Rússia se assenhorou ilegalmente e pela violência da Criméia.

Porém, o invasor queria mais. E, para isso, vinha atiçando uma guerra subversiva com pretextos culturais e étnicos contra a Ucrânia.

Nós conhecemos fenômenos análogos na América Latina alimentados desde Cuba. Alguns crepitam semeando destruição e morte, como as FARC na Colômbia.

No Brasil, “movimentos sociais” como o MST, o CIMI, apoiados por ONGs e simpatizantes internacionais de esquerda trabalham para criar espécies de secessões, ou áreas onde não mais vigoram plenamente as leis que cimentam a unidade do Brasil.

Até a maioria dos cidadãos por razões étnicas ou culturais não podem ingressar em alguns desses territórios, submetidos a estatutos especiais.

Esses secessionismos peculiares também dividem a maioria da opinião pública nos países onde existem.

A criminosa derrubada iluminou com claridade terrível  um panorama então coberto de trevas
A criminosa derrubada iluminou com claridade terrível
um panorama então coberto de trevas
Pois para uns se trata de reivindicações de minorias culturais, étnicas ou sociais reconhecidas por leis com as quais podem até estar em desacordo. Para outros, a mão do comunismo está por trás.

O segundo grupo é olhado com desdém pelo primeiro. Comunismo? O comunismo já era! Há em verdade alguns redutos comunistas como Cuba, mas já acabarão por se adaptar ao resto do mundo.

E se houvesse dúvida ali está Vladimir Putin que sem renunciar ao passado soviético, aparece para alguns com um novo Carlos Magno vindo do Oriente para derrotar o caos de Ocidente.

Putin conseguiu persuadir certos ingênuos do Ocidente, de que ele estava promovendo na Rússia um enigmático processo de restauração mental e religioso.

Moscou estaria mudando tendo sido muito favorecida pelo supercapitalismo, pelas superindústrias e pelos superbancos do Ocidente. O supersuprimento de recursos financeiros, econômicos e técnicos de múltiplas ordens, estaria fazendo um país moderno da “nova-URSS” de Putin.

Entrementes, a Rússia está se impondo como líder político dos países emergentes conhecidos como BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Assim à testa da imensa nação russa instalou-se um personagem que – sem conversão e sem explicações – um dia passou a ser tido como grande defensor do cristianismo, dos valores básicos da vida, da família, do casamento, do patriotismo nacional: Vladimir Putin.

Similis simili gaudet: Putin  gosta de líderes chavistas e esses gostam dele
Similis simili gaudet: Putin
gosta de líderes chavistas e esses gostam dele
A História jamais compreenderá como tal ilusão pôde fincar no momento em que a velha URSS se metamorfoseava numa “nova-URSS” que vem estendendo suas garras em todos os continentes.

Haja vista a cálida e idílica recepção que foi conferida a Putin em sua recente gira por Cuba e América do Sul.

Recepção de quem? Dos líderes comuno-populistas que vem destruindo os valores que certos ilusos acham que Putin vai resgatar.

Similis simili gaudet. O semelhante se regozija com seu semelhante, diz o sábio adágio latino. Isso se evidenciou eloquentemente com gestos, palavras e silêncios astutos dos líderes “chavistas” latino-americanos além do representante castrista reunidos com Vladimir Putin!

Mas nada disto abria os olhos dos enganados.

Até que o crime contra o Boeing 777 da Malaysia Airlines que ceifou 298 vidas foi como um raio em céu sereno. O avião comercial foi atingido por um míssil mortífero, mas esclarecedor. Esclarecedor porque nos faz ver o que há de falacioso no mito do “cristianismo” humanitário de Putin.

Há pouco mais de 30 anos, em 1º de setembro de 1983, jatos Sukhoi Su-15 soviéticos derrubaram um Boeing 747 da Korean Airlines e mataram todos os seus 269 passageiros e tripulação.

Milicianos pro-Rússia exibem  boneco de pelúcia de uma das 80 crianças mortas
Milicianos pro-Rússia exibem
boneco de pelúcia de uma das 80 crianças mortas
Pretextos diversos foram aduzidos então para o criminoso atentado. Mas, após investigação ficou averiguado para a história que a derrubada fora intencional, despropositada e ordenada por Moscou.

Certas formas de impiedade têm necessidade de desafogos, e esses são inimagináveis.

Na Ucrânia, “ex”-comunistas, milicianos separatistas e batalhões de mercenários ilegais enviados desde a Rússia estavam perdendo posições.

Os planos de Putin para a anexação do leste ucraniano estavam indo água abaixo.

E na depressão do momento, desse bando emanou uma explosão que causou horror.

Que esta tremenda tragédia faça abrir os olhos dos que foram enganados pela metamorfose cosmética capitaneada pelo líder da (ex-)KGB para restaurar o império soviético sobre novas bases.

Que Deus onipotente tenha pena dos passageiros do voo MH17 vitimados sem culpa.

Que, pela intercessão de Nossa Senhora, Ele poupe aos povos que saibam amá-lO sinceramente não se deixando iludir com enganosos artifícios. Pois detrás deles se esconde um anticristianismo que prolonga o pesadelo soviético comunista.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

A esquerda pode morrer, adverte premiê francês
... e na América Latina também!

Manuel Valls: o esquerdismo pode morrer abandonado pelo povo
Manuel Valls: o esquerdismo pode morrer abandonado pelo povo
“A esquerda pode morrer” – alertou, consternado, o primeiro-ministro francês Manuel Valls diante do conselho Nacional do Partido Socialista, hoje no poder.

Desde a Revolução Francesa, quando os deputados mais exaltados se sentavam no lado esquerdo da Assembleia, e os mais conservadores à direita, a constante foi o triunfo das esquerdas, excetuados alguns recuos táticos transitórios.

O premiê tocou o alarme geral diante da perspectiva de uma entrada da extrema-direita no segundo turno das eleições presidenciais de 2017, onde ela disputaria a Presidência com o centro-direita, segundo informou “Le Journal du Dimanche”

Mas, segundo ele, o problema é mais profundo, não se tratando apenas de um jogo entre partidos e candidatos. Pois o jogo pode voltar atrás e os candidatos, membros da mesma confraria de políticos, acabam se entendendo entre si para imprimir o mesmo rumo às coisas, uns mais velozmente, outros menos.

Para Valls, é a própria convicção republicana que está se esboroando na cabeça dos franceses, o que deixa os partidos na situação de um pneu girando no vazio.

Segundo ele, se até lá não for feita alguma coisa, a França poderá entrar numa época em que a direita moderada e a esquerda “podem desaparecer”.

Valls foi categórico: “sim, a esquerda pode morrer” e “não existe alternativa para a esquerda”, referindo-se à catástrofe de popularidade e ao fiasco das eleições municipais, e também às eleições europeias, onde a extrema-direita se consagrou como o maior partido da França.

Manifestação contra o "casamento" homossexual em Paris. Franceses pedem algo totalmente novo em relação às esquerdas.
Manifestação contra o "casamento" homossexual em Paris.
Franceses pedem algo totalmente novo em relação às esquerdas.
Manuel Valls acrescentou: “Nós percebemos bem que chegamos ao fim de alguma coisa, ao fim talvez de um ciclo histórico para nosso partido. A esquerda nunca foi tão débil na história da V Republica” (fundada em 1958).

“Temos de nos reinventar. Temos de explorar outros caminhos, sem tabus”. E explicou que pensava abaixar os impostos das famílias, especialmente as da classe média, proposta que soa como uma blasfêmia ou apostasia para o estatizante e confiscatório socialismo.

Mas na hora em que o barco naufraga, para os políticos vale tudo. “Eu já falei, os impostos estão pesados demais”, disse o premiê socialista.

E acrescentou outra “heresia” para a esquerda: “nós não poderemos nos engajar nessa via [de redução dos impostos] se não reduzirmos as despesas do governo”, ferindo a prática socialista de mais Estado, mais bolsas, mais impostos, mais dirigismo e ... mais descontentamento.

As soluções por ele apresentadas parecem cosméticas, mas desmoralizam as crenças totalitárias dos últimos fiéis socialistas.

Por sua vez, o jornal de Madri "ABC" comentou que o deperecimento das esquerdas não é um fenômeno exclusivamente francês, mas atinge toda Europa. Cfr: "El ocaso de la izquierda democrática".

As apetências profundas dos europeus rumam para algo totalmente novo que reate com as melhores tradições do país, trazendo frutos duradouros de ordem, segurança e sanidade moral.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Miséria de pesadelo nos hospitais venezuelanos

Hospital Pérez Carreño, Caracas, com crise de insumos
Hospital Pérez Carreño, Caracas, com crise de insumos

Os hospitais privados venezuelanos estão entrando no apavorador esquema dos hospitais cubanos.

Para os cidadãos, inclusive os que têm seguro médico, o pesadelo virou realidade, escreveu “El País” de Madri.


Profissionais da saúde pedem insumos e medicamentos
Profissionais da saúde pedem insumos e medicamentos
A carência de insumos médicos básicos derrubou a qualidade do atendimento.

E os hospitais privados são a última esperança, pois os públicos já estão numa ruína calamitosa, como seus congêneres da ilha-prisão.

Nos centros assistenciais do Estado, as cirurgias de feridos em acidentes de trânsito podem ser adiadas por vários meses, devido à falta de elementos.

Enfermeira mostra estado do colchão, Hospital Central de Maracay
Nos Prontos Socorros, os pacientes aguardam horas a fio por falta de médicos – apesar das dezenas de milhares de “médicos” cubanos importados – e carência de material para emergências.

Os médicos jovens recém-formados só têm uma saída: o aeroporto rumo ao exterior.

A ‘Asociación Venezolana de Distribuidores de Equipos Médicos, Odontológicos, de Laboratorios y Afines’ denunciou o aumento de amputações de membros inferiores em clínicas e hospitais por falta de stents periféricos, que dilatam as artérias a fim de normalizar o fluxo do sangue para as pernas e os pés.

Cristino García, diretor da ‘Asociación Venezolana de Clínicas y Hospitales’, confirmou que pela falta de insumos, estão sendo adiadas intervenções como implantes cocleares (que permitem recuperar a audição, especialmente de crianças), válvulas cardíacas, stents coronários e outros, forçando os médicos a aplicar métodos de 20 anos atrás.

Em 2014, de 239 insumos, fármacos e equipamentos médicos de uso quotidiano, 200 estavam esgotados no país e o resto só se localizava com muita dificuldade.

Os fornecedores não podem importar porque o governo não lhes permite comprar dólares.

Os sindicatos da medicina privada calculam que o Estado deve aos importadores de equipamentos médicos por volta de 1,3 bilhões de dólares, dívida acumulada desde 2012.

Pacientes pedem cirurgias e hospitalização logo
O ‘socialismo do século XXI’, falido por fanatismo ideológico, pretexta que houve fuga de dólares com importações fictícias e por isso não libera moeda estrangeira.

Ademais, ele se assanha contra o setor privado, investigando suas operações com prejudicial excesso de minúcia e má vontade.

A inflação no setor de serviços hospitalares atingiu 12,3% até março deste ano, superando a altíssima média nacional de 9.8% no mesmo período.


Pacientes do Hospital de Coche protestam pela falta de insumos
Pacientes do Hospital de Coche protestam pela falta de insumos
A planificação socialista regula os preços que os hospitais privados podem cobrar.

García afirma que 83% dos filiados encerraram 2013 com os números no vermelho.

A sovietização do Brasil prevista no Decreto presidencial nº 8.243, editado pela Presidência da República no dia 23 de maio p.p., poderá empurrar o sistema de saúde rumo ao regime miserável de Cuba, que agora está sendo imitado na Venezuela.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

“Casamento homossexual” é “sacramento” luciferino, diz porta-voz do “Templo Satânico” nos EUA

Sempre que o povo americano tentar conter o aborto ou manter leis do casamento tradicional, os seguidores de Satanás vão estar lá para se opor, prometeu o porta-voz nacional do Templo Satânico, segundo informação da agência “LifeSiteNews”.

Templo Satânico ganhou notoriedade pela tentativa de realizar uma ‘Missa Negra’ na Universidade de Harvard que foi repelida pelos estudantes católicos.  

Confira: Tentativa de “missa negra satânica” em Harvard. Estudantes reparam ofensa ao Corpo de Cristo

O porta-voz Lucien Greaves, cujo nome de nascimento é Doug Mesner, disse para o jornal ‘Metro Times’ de Detroit que ele gostaria de ajudar as mulheres a não cumprir as leis pela vida.

Segundo ele, as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica.

Ele acrescentou que o objetivo atual do Templo Satânico é ter lobistas em Washington D.C., para passar leis que amparem a “religião de Satanás”.

Ele atacou o governador de Michigan, Rick Snyder, porque “vem tentando tornar insustentável para as mulheres a interrupção da gravidez”.

“Nós sentimos que devemos proteger com isenção religiosa as mulheres de procedimentos supérfluos, como o ultrassom transvaginal”, disse Greaves explicitando a “religião luciferina”.

Greaves defendeu ainda que longe de serem adolescentes antissociais e arruaceiros, seus seguidores luciferianos são “satanistas de mente cívica e socialmente responsáveis”.

“Uma das coisas com que fortemente nos importamos é o direito dos homossexuais”, disse Greaves.

“Para nós, acrescentou, o casamento [homossexual] é um sacramento. Nós o reconhecemos, e achamos que o Estado teria que reconhecer o casamento por motivos de liberdade religiosa”.

Em sentido oposto reagiu Adam Cassandra, gerente de comunicações da Human Life International.

Ele disse a LifeSiteNews que a postura do Templo Satânico sobre o aborto e a redefinição do casamento “talvez sustente a posição de muitos no movimento pela vida de que os ataques à vida humana inocente e à família são demoníacos em sua origem”.

“Mesmo que advoguem por ‘justiça’ e ‘direitos’, eles se identificam com aquele que tem sido a fonte de todos os males e os enganos ao longo da história humana”.

Defensores da vida vinham notando que em manifestações públicas, alguns progressistas liberais invocavam forças demoníacas em seus esforços de lobby por esse ou aquele projeto.

Em julho de 2013, um grupo de apoiadores do aborto gritava “Ave Satã!”, enquanto pró-vida cristãos cantavam “Amazing Grace” na assembleia do Texas, antes da aprovação da proibição desse Estado dos abortos após 20 semanas.

Mas se a conclusão de que uma religião luciferina animava o massacre dos inocentes parecia abusiva, agora ela se torna muito mais plausível e ate difícil de não perceber.

“Este lance do Templo Satânico torna simplesmente mais forte o argumento de que há alguma tramoia ou mal por trás do ataque mundial à vida por nascer e ao casamento”, disse Cassandra para LifeSiteNews.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Em um ano de socialismo, mais 737.000 venezuelanos caem na pobreza extrema

No último ano, mais 737.000 venezuelanos caíram na pobreza extrema
No último ano, mais 737.000 venezuelanos
caíram na pobreza extrema
No primeiro ano do “socialismo do século XXI” sob o continuador de Hugo Chávez, mais 737.000 venezuelanos caíram na pobreza extrema, informou o jornal “El País” de Madri.

A inflação anual atingiu 56,2%, e o “índice de desabastecimento” (calculado sobre o total de produtos vendidos no país) 25,3%.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o índice de pobreza extrema passou de 7,1% no segundo semestre de 2012 para 9,8% ao mesmo período em 2013.

Quer dizer, mais 737.364 venezuelanos. No total, 2.791.292 cidadãos estão nessa situação deplorável, num país que supera os 30 milhões de habitantes e que em virtude de suas imensas jazidas petrolíferas ostentava uma riqueza invejável. Em outros termos, mais 189.086 famílias ficaram sem recursos para pagar sua alimentação básica.

O “socialismo do século XXI”, que tem tantos admiradores e imitadores no Brasil, orgulhava-se de ter diminuído esses indicadores na última década apelando a planos de redistribuição da riqueza e grandes gastos públicos.

Resultados efêmeros foram obtidos, para alegria dos estatísticos do governo. Mas o artifício não podia durar muitos anos.

Agora, como muitos previam – e por isso eram tidos como profetas de desgraça – a catástrofe aconteceu.

A inflação está sem controle (só 73,8% nos alimentos!!) e a moeda estrangeira não é encontrada em forma legal, mas só a preços astronômicos.

As exportações quase desapareceram. Só fica o petróleo, 96% de cujos proventos vão para o governo, que diz não conseguir pagar suas dívidas mais básicas.

A atividade econômica privada ficou reduzida ao mínimo pela estatização de largos setores e o afogamento cambial, tributário e regulamentar imposto pelo governo “popular”.

A produção petrolífera caiu e a Venezuela despencou no ranking mundial de produtores e exportadores.

Prateleiras vazías na Venezuela, foto do jornal El Universal
Prateleiras vazías na Venezuela, foto do jornal El Universal
O socialismo vende petróleo a países amigos como Cuba, com grandes perdas para financiar a revolução. Ainda paga à China por empréstimos já embolsados.

Relatório publicado pelo jornal El Universal, de Caracas, aponta que o governo aprovou uma transferência de moeda a empresas e particulares do setor produtivo no valor de 20 bilhões dólares através da Cadivi (uma desaparecida agência do governo), mas que o dinheiro nunca chegou aos destinatários.

As estimativas falam que o erário público teria sido depenado pela clique socialista num total equivalente a “95% das reservas internacionais”.

O governo cria continuamente ‘bolsas’ ou ‘programas sociais’ denominados Missões, porém nem estes dão o que prometem.

Os serviços básicos estão diminuindo, faltam alimentos nas prateleiras dos supermercados de Missões, ou ficam inacessíveis no “mercado negro” em que figuras do governo se locupletam.

Empobrecimento encendeia distúrbios na Venezuela
Empobrecimento encendeia distúrbios na Venezuela
A Assembleia Nacional (Legislativo), ministros de diversas áreas e até o presidente Maduro são interpelados regularmente, mas fazem caso omisso.

Como explicação, o governo fala de uma fantasmagórica conspiração e uma guerra econômica obviamente desatada pelo “império” – leia-se EUA, o capitalismo, o imperialismo, os ianques, os oligarcas, etc., etc.

Dir-se-ia que um bando de esquizofrênicos apossou-se da Venezuela e a leva para a ruína. Mas não é o caso.

Trata-se de um grupo ideológico teledirigido desde Cuba e afim com a Teologia da Libertação, que quer imergir na miséria e no desespero – que fazem pensar na desgraça eterna do inferno – um continente como a América Latina tão largamente dotado de recursos naturais pela Providência Divina.


terça-feira, 24 de junho de 2014

IPCO: Importante passo rumo ao modelo venezuelano

O País atravessa momentos de turbulência
O País atravessa momentos de turbulência político-social, inéditos e perplexitantes. Tensões, boa parte delas induzidas, marcam o dia a dia do noticiário.

A atmosfera psicológica do Brasil está saturada e nem sequer o clima, habitualmente distendido que cerca uma Copa do Mundo, ainda mais realizada em território nacional, escapou a tais deletérias influências.

A população tem assistido, estupefata, à realização de greves em serviços essenciais, muitas delas declaradas abusivas pela própria Justiça, que impõem graves inconvenientes e perturbações aos brasileiros ordeiros, que labutam e produzem nos grandes centros urbanos; tais greves têm gerado insegurança, que se traduz em depredações de bens públicos e privados e até em saques.

Grupos de chamados “sem-teto”, altamente treinados e organizados, inclusive com a presença de estrangeiros, invadem terrenos e prédios urbanos, sendo recebidos, após seus atos criminosos, por autoridades – até mesmo pela Presidente da República – tornando assim o poder público e a sociedade refém de seus desígnios ideológicos.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A política indigenista é caótica, afirma o General Heleno


No dia 29 de maio último, em evento promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, mais de 350 pessoas acorreram ao Club Homs, na capital paulista, para assistir à conferência do General Augusto Heleno Fragoso sobre a questão indígena na Amazônia.

A sessão foi aberta pelo Dr. Caio Xavier da Silveira, diretor do Instituto. Ele afirmou que o conferencista conhecia como ninguém o problema do índio, pois enquanto a celeuma em torno da demarcação da Reserva Raposa/Serra do Sol atingia seu clímax, o Gen. Heleno se encontrava lá em posição privilegiada.

E lembrou a propósito este verso de Gonçalves Dias: “E à noite, nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, dizia prudente: Meninos, eu vi”. Ele viu, ele lá estava. Viu com os seus olhos lúcidos e patriotas.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Consenso? Não com os demolidores do País. Lição que vem da Colômbia

Resultado do primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia
Consenso sim, mas não com os demolidores da Colômbia;
paz, sim, mas não com prejuízo para a honra nacional;
diálogo sim, mas sem renegar nossa tradição cristã!

Às vésperas da eleição presidencial, a Sociedad Colombiana Tradición y Acción se dirigiu ao País, por considerar que está em risco a vigência dos princípios mais vitais da sociedade — aqueles que recebemos de nossa tradição cristã.

Se os mesmos continuarem vigentes, assegurarão o futuro da Colômbia; se forem abandonados, a Nação cairá em crises muito piores do que todas as que sofreu até o presente.

A seguir, a íntegra do manifesto da mencionada entidade publicado no dia 21 de maio no jornal “El Tiempo”, o principal do país.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Viagem enigmática: tentáculos russos na América Latina

Serguei Lavrov: mistério envolve viagem enigmática
O ministro de Relações Exteriores da Federação Russa, Sergei Lavrov, realizou uma misteriosa visita relâmpago à América Latina, encontrando, em apenas três dias, os presidentes e chanceleres do Chile, do Peru, de Nicarágua e de Cuba. A viagem aconteceu num momento de máxima tensão com a Ucrânia.

O governo russo explicou oficialmente que a viagem visou aprofundar os vínculos de cooperação já existentes.

Em Nicarágua e Cuba ele agradeceu pessoalmente os votos contra a resolução da ONU que visava desconhecer a anexação da Criméia, subtraída artificiosamente à Ucrânia e transformada em província russa, observou o jornal espanhol “El País”.

O relacionamento com Cuba, Venezuela e Nicarágua é bem conhecido. Porém, no Chile a viagem causou consternação. E no Peru não foi menos.