segunda-feira, 2 de maio de 2016

Em Havana, os irmãos Castro torcem contra o impeachment de Dilma

Ai de quem não aplaudir! Em Cuba nunca houve golpe e vigora a democracia como o PT gosta.
Ai de quem não aplaudir! Em Cuba nunca houve 'golpe'
e vigora a democracia como o PT gosta.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Entre os poucos governos comunistas ou bolivarianos que vão ficando no continente, o regime de Raúl Castro continua na dianteira do apoio à  presidente Dilma Rousseff para evitar seu impeachment.

arafraseando os slogans de líderes petistas e lulistas – ou vice-versa –, Raúl condenou o “golpe de Estado parlamentar” contra o “governo legítimo do Partido dos Trabalhadores (PT)”, numa declaração oficial distribuída pelo Ministério de Relações Exteriores em Havana, noticiou o jornal “La Nación” de Buenos Aires.

Como é bem sabido, em Cuba nunca houve “golpe de Estado”, ou pelo menos Raúl Castro nunca participou de nenhum deles, defendendo sempre a legitimidade dos governos democráticos até a hora de fuzilar seus representantes.

“Setores da direita representantes da oligarquia [N.R.: é Raúl Castro quem fala, e não um líder  do PT ou do PC do B], em contubérnio com a imprensa reacionária do Brasil, apoiados abertamente pelas multinacionais da comunicação e do imperialismo, consumaram na Câmara de Deputados desse país o primeiro passo daquilo que constitui um golpe de estado parlamentar”.

Segundo a Chancelaria cubana, trata-se de um “ataque baseado em acusações sem provas nem fundamentos legais contra a democracia brasileira e contra a legitimidade de um governo eleito nas urnas pela maioria do povo”, diz a nota, redigida em favor de Dilma Rousseff.

“Este golpe contra a democracia brasileira faz parte da contraofensiva reacionária da oligarquia e do imperialismo contra a integração latino-americana e os processos progressistas da região”, sublinhou a Chancelaria da “democracia castrista”.
Gerontocracia marxista consolidada no último Congresso do PC cubano.
Todo um modelo ideal para o PT
O ditador de Cuba, Raúl Castro, voltou a insistir na ideia obsessiva de uma ofensiva contrarrevolucionária em curso na América Latina, durante a abertura do Congresso do Partido Comunista, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

Ele se referia ao Brasil e à Venezuela, além dos recentes reveses de seus aliados da Bolívia, do Equador e da ex-mandatária argentina Cristina Kirchner.

Segundo Raúl, essa ofensiva faz parte de uma “guerra não convencional”, baseada em pressões econômicas e na exploração dos meios de comunicação empresariais contra a população dos países.

“Essa guerra não convencional não descarta ações desestabilizadoras e golpistas, como prova o que acontece contra a Venezuela e se intensificou recentemente na Bolívia, no Brasil e no Equador”, acrescentou.

“A intenção é levar ao fechamento deste ciclo histórico e desmoralizar partidos, movimentos sociais e a classe trabalhadora. Reafirmamos o apoio a todos os governos progressistas que levaram benefícios tangíveis às enormes maiorias da região mais desigual do planeta”, disse na capital da imensa favela em que foi transformada a outrora muito rica ilha caribenha.

No mesmo Congresso do Partido Comunista, Raúl Castro deixou claro qual é o tipo de democracia que ele quer no Brasil e nos países acha que está cambaleando.

O jornal espanhol “El Mundo” sintetizou assim o que foi dito Congresso: “Nem mudanças, nem reformas, nem aberturas. Raúl Castro decidiu blindar a revolução cubana durante os próximos cinco anos com uma velha guarda na qual acredita cegamente, a mesma com que combateu em Sierra Maestra há mais de meio século. Gerontocracia e imobilismo”. 

Em poucas palavras, o modelo do que o PT quereria instalar no Brasil.

Fica, querida! Mas lá, não cá!.
Fica, querida! Mas lá, não cá!
Raúl Castro foi reeleito “democraticamente” primeiro secretário geral do Partido Comunista de Cuba (PCC), o único existente na ilha, com 100% dos votos.

Como Fidel esteve ausente nas três jornadas iniciais, Raúl votou duas vezes, por ele e por seu irmão. Milagre da democracia cubano-bolivariana.

Aquele que é a mão direita de Raúl, José Ramón Machado Ventura, foi reeleito como segundo secretário, afastando toda fantasia de renovação.

Os irmãos Castro somam juntos 173 anos (Fidel 89 e Raúl 84), e embora Raúl acene com um limite para a gerontocracia marxista, os dois chegarão com 90 anos ao próximo Congresso, se é que chegam. No discurso de encerramento, Fidel reconheceu que “para todos chega a hora”.

Fidel compareceu às duras penas na sessão final, sendo ovacionado pelos 100% dos presentes. Em Cuba naturalmente não houve “golpe”, como em Brasília!!!!!

E se houvesse Senado como em Brasília, embora não seja modelar, quem votar contra a gerontocracia marxista tem garantida a prisão de La Cabaña ou o pelotão de fuzilamento, democraticamente é claro! 


segunda-feira, 25 de abril de 2016

A bondade venceu o ódio






A irreligiosidade, a imoralidade, a mentira, a falta de cordura, o espírito de vingança, a ausência de amor à Pátria (cujos interesses foram substituídos pelos da ideologia do partido), o ódio entre classes e raças — tudo isso promovido durante 13 anos pela gestão petista —, refletiram-se em alguma medida nas fisionomias, nos gestos e nas palavras de certos parlamentares que defendiam o governo contra o pretenso “golpe”, levando ao resultado de 367 votos contra 137.

Tenho lido, um pouco por toda parte, críticas ao voto dos deputados pró-impeachment que no último domingo, 17 de abril, o fizeram em nome de Deus, da Pátria, da família e dos filhos, entre outras menções.

Não morro de vergonha, antes pelo contrário, orgulho-me de dizer que, como brasileiro e como católico, estou do lado deles, embora saiba que muitos não são católicos, nem levam uma vida familiar consentânea com os sentimentos ali expressos.

Mas estou com eles porque, com uma simplicidade e um modo de ser autenticamente brasileiros — não isentos em alguns de boa dose de caipirismo —, manifestaram com evocações familiares a preeminência destes valores sobre os demais, tendo sido esta uma das principais razões por que votavam, em consequência, pelo impedimento da presidente Dilma.

No entanto, aqueles que os criticam não têm a mesma censura em relação aos vitupérios de muitos deputados contrários ao impeachment, inclusive os de um sacerdote e de algumas viragos que vomitaram ódio revolucionário de causar estupor.

Houve quem evocasse os sanguinários Lamarca, Marighella e outros comunistas de análogo jaez, a causa da Reforma Agrária socialista e os agitadores Sem-Terra.

Porém, com isso, sem o perceberem, eles assustaram não só a opinião pública, mas também os parlamentares que ainda pudessem estar indecisos naquele momento.

Que contraste com as evocações religiosas e familiares dos deputados pró-impeachment!

A índole do brasileira é cordata.

Não gostamos de encrenca nem de carranca. Muito menos de ser enganados.

 Constituímos uma grande família, estabelecida num vasto território posto sob a égide do Cruzeiro do Sul e abençoado pelo Cristo Redentor.

A irreligiosidade, a imoralidade, a mentira, a falta de cordura, o espírito de vingança, a ausência de amor à Pátria (cujos interesses foram substituídos pelos da ideologia do partido), o ódio entre classes e raças — tudo isso promovido durante 13 anos pela gestão petista —, refletiram-se em alguma medida nas fisionomias, nos gestos e nas palavras de certos parlamentares que defendiam o governo contra o pretenso “golpe”, levando ao resultado de 367 votos contra 137.

Lembrados de todas essas coisas negativas contrárias aos nossos sentimentos, aos nossos costumes e às nossas tradições, os lulopetistas se esqueceram do principal:

que somos um povo bondoso e temente a Deus, amante da ordem e da paz, e que apesar de estarmos dispostos a dar até a última gota do nosso sangue para que nossa bandeira jamais seja vermelha, queremos despedir a presidente não com o ódio de que somos objeto, não com ameaças tipo “exército de Stédile”, mas com uma fórmula bem brasileira — “tchau, querida” —, uma das poucas expressões limpas que encheu de significado um diálogo sórdido entre Lula e Dilma.







segunda-feira, 18 de abril de 2016

Maduro sai em defesa de Dilma após pedir às venezuelanas se pentearem com os dedos

Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, se apressou a manifestar solidariedade à sua colega Dilma Rousseff, que desde domingo 17 de abril está em processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados com maioria de dois terços como prescreve a Constituição.

Segundo “La Nación” de Buenos Aires, enquanto o povo brasileiro comemorava o “impeachment” nas ruas, Maduro garantia que a “direita” na América latina está tentando desconhecer a soberania da região.

O tweet circulou logo após os deputados brasileiros votarem livre e soberanamente o processo de destituição da companheira ideológica do regime chavista.

“A direita do continente desconhece a Soberania Popular, será que pretendem nos fazer desaparecer? Alerta, alerta que Camina...”, disse o líder bolivariano em um espanhol de difícil compreensão num tweet acompanhado de imagens em apoio à presidente Dilma Rousseff.

Com a verborragia e a incongruência lógica habitual nos líderes bolivarianos, Maduro defendeu que o fato de “pretender derrocar a primeira mulher presidente do Brasil fala muito da obsessão imperial que está se instalando no continente”.

As palavras de Maduro não serviram para enganar a população venezuelana que padece uma das piores crises da história, exceção feita dos países socialistas.

'No hay luz' - 'Não há força': um dos resultados da 'soberania' bolivariana que Maduro gostaria ver implantada no Brasil com Dilma e o PT
'No hay luz' - 'Não há força': um dos resultados da 'soberania' bolivariana
que Maduro gostaria ver implantada no Brasil com Dilma e o PT
Madurou acabava de decretar que as sextas feiras dos meses de abril e maio serão feriados porque não há energia elétrica.

Ele apontou como culpado o fenômeno climatológico de El Niño a quem atribuiu secas que estariam devastando América Latina, além de mudanças climáticas que não conseguiu explicar.

A barragem de Guri, a maior da Venezuela, “está – disse Maduro – no ponto de entrar no ponto (sic!) de não retorno”. Ele também tripudiou contra os secadores de cabelo femininos, o ar condicionado, os secadores de roupa, noticiou a imprensa internacional.

O pior ficou reservado contra as empresas particulares que ainda sobrevivem na área do comercio e da indústria. Elas terão que “autogerar” a energia que consumem entre quatro e nove horas por dia. O Exército e inspetores bolivarianos serão enviados a pegar os infratores.

As empresas que dependem mais da energia deverão usar suas fábricas para frenar o consumo elétrico, leia-se parar de funcionar reduzindo seu consumo em 20%.

Maduro prometeu distribuir milhões de lâmpadas incandescentes de um tipo que consume menos e que é produzida numa fábrica que ele acaba de inaugurar. As demagógicas promessas do socialismo em geral não passam de fanfarronadas da hora.

O discurso foi recebido como um disparate. A causa da crise está em medidas ineficientes e irresponsáveis do socialismo bolivariano afirmam em coro a maioria dos especialistas econômicos.

No primeiro trimestre do ano os preços subiram 57%, mais ainda do que no Sudão na África, o outro infeliz recordista planetário na miserabilização.

Maduro pede que as mulheres se penteiem com os dedos,
no programa 'Con el Mazo Dando'.
O defensor da primeira presidente mulher do Brasil, se assanhou especialmente contra os secadores de cabelo. “Eu sei que é de uso geral das mulheres, mas é um alto consumidor de energia, na mesma proporção do ferro de passar”.

Maduro nas pegadas de Chávez e do próprio Fidel Castro já fez históricas campanhas por certo tipo de panelas e pelos eletrodomésticos chineses.

“Eu sempre acredito disse que uma mulher se vê mais bela quando se penteia com os dedos e quando põe a secar seus cabelos de maneira natural. É uma ideia que eu apresento às mulheres”, disse ele falou no programa “Con el Mazo Dando” (“Descendo o pau”) transmitido pela TV estatal VTV e animado por Diosdado Cabello, n.º 2 do regime.

Fica por se saber se já propôs essa ideia a Dilma Rousseff. Ou até a Cristina Kirchner que anda se exibindo em processos por improbidade administrativa que lesaram o Estado argentino em milhões de dólares. Enquanto aguarda processos penais que podem incluir um famoso assassinato...


segunda-feira, 28 de março de 2016

Desesperados por alimentos, ignorados pelos “defensores dos pobres”

Até o pão falta na outrora opulenta Caracas
Até o pão falta na outrora opulenta Caracas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A descida aos infernos da miséria cubana parece inevitável na Venezuela. O governo socialista vem atribuindo a culpa a inimigos fantasmagóricos em discursos histéricos e irreais: o “império”, a “guerra econômica” promovida por não se sabe bem quem, os emigrantes; a falta de alimentos como se fosse um ente que age por si mesmo; a ausência de medicamentos provocada por todos esses fantasmas.

Mas a aguda carência de quase tudo é uma experiência cotidiana dolorosa, humilhante e muito real. O vírus Zika passou a ser mais um pretexto pelos abusos do regime. Mas os mosquitos se multiplicam assustadoramente e a população não encontra repelentes para evitar o contágio nem antivirais e/ou analgésicos para cortar a febre de qualquer doente, segundo “La Nación”.

Em Acarigua, estado Portuguesa, uma avalanche de desesperados derrubou os obstáculos que lhe impediam ingressar num supermercado atingido pelo racionamento.

A desordem e a violência foram filmadas: um drama em que os envolvidos arriscavam tudo para conseguir um pouco de comida e algum produto básico indispensável para sobreviver no dia-a-dia.

A ocorrência é simbólica do que está vivendo a Venezuela na vida real. Na mídia praticamente toda confiscada pelo governo, o realejo dos fantasmas culpados da falta de tudo toca sem parar.

A todo o momento o presidente Maduro ou algum de seus acólitos tripudia contra o “império” e manifesta solidariedade aos “amigos” do mundo, como o camarada Lula. Mas isso não interessa ao povo que padece fome e doença.

Frios, lácteos e sucos: a escolha é entre zero e nada.
Frios, lácteos e sucos: a escolha é entre zero e nada.
O parlamento dominado pela oposição declarou a crise humanitária no país pela derrocada do sistema de saúde: hospitais e postos de saúde estão despojados do básico, sem equipamentos, remédios e caindo aos pedaços, como em Havana.


Maduro reincide uma e outra vez contra os empresários privados a quem atribui todos os males maquiavelicamente.

Eles agiriam conluiados com o “império”, confabulando uma delirante “inflação induzida”, a “estocagem dos produtos” e o contrabando que, esse sim vai mar alto, enriquecendo os sequazes do chavismo.

O mausoléu de Hugo Chávez acolhe alguns turistas para um tour guiado. Mais de 100 pessoas fazem fila num supermercado estatal para comprar alimentos pela tabela oficial de preços.

A fila começa a ser formar às três da madrugada. “Às vezes a gente consegue comprar alguma coisa, às vezes não”, diz uma pessoa na fila, segundo reportagem de “O Estado de S. Paulo.

A cena é de Science-fiction, mas atrozmente veraz. A Venezuela boia literalmente sobre as maiores reservas mundiais de petróleo, mas a produção vem decaindo a cada dia em razão da ineficiência socialista.

Maduro: confiscos, ameaças e violências contra os proprietários.
Maduro: confiscos, ameaças e violências contra os proprietários.
É a “revolução bolivariana” rumo ao “socialismo do século XXI”, ou algo muito parecido com a velha URSS. O governo admitiu que a economia de 2015 contraiu-se em 7,1% e a inflação atingiu 141,5%. Ninguém acredita, pois foi algo muito pior.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, porta-voz do “império” segundo a megalomania socialista oficial, a inflação atingirá 720% este ano e a economia encolherá mais 8%.

O Banco Central venezuelano emite moeda quando tem papel, mas mesmo aumentando o valor de face, as notas significam pouco o nada.

As reservas internacionais em dólar beiram apenas US$ 1,5 bilhão. Os salários reais encolheram 35% em 2015, segundo o consultor Asdrúbal Oliveros. A gasolina aumentou por volta de 6.000%, mas seu preço era até então tão ridículo.

Da penúria só se salvam as autoridades privilegiadas e os parasitas que vivem em seu redor. Segundo um grupo de universidades, 76% dos venezuelanos vivem em situação de pobreza.

A criminalidade está fora de controle, ou está bem ancorada na administração pública. O presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, ameaça destituir o presidente constitucionalmente.

Mas Maduro escravizou o Judiciário que anula as decisões incômodas do Legislativo. Não há governo, prevalece a força das intimidações, e Maduro controla milícias armadas e talvez boa parte do Exército.

“El Mundo” de Madri destaca a “total improvisação”, mas um símbolo tem um efeito que diz tudo: as padarias de Caracas, muitas delas de propriedade de imigrantes portugueses, exibem o cartaz assustador feito à mão: “NO HAY PAN”.

Padarias desoladoramente vazias.
Padarias desoladoramente vazias.
“Não há pão”: prateleiras vazias, padeiros que já embarcaram a família e recolhem os últimos bens. O mais básico alimento, esse também falta.

Não há trigo, menos ainda farinha. Cinco moinhos do país pararam por falta de matéria prima. Essa era importada após os efeitos inevitáveis da reforma agrária dos anos 70 em diante. Até nas fábricas de bolachas as máquinas não funcionam.

Maduro ataca a corrupção que ele só vê na oposição. “Hoje demos início com novos brios, com novas forças a operação Ataque ao gorgulho [inseto que devora o arroz] e já há mais de 55 culpáveis detidos”, obviamente produtores e comerciantes.

“Ali estão eles por trás das grades para ser processados, eles que escarneceram da confiança pública, eles não há desculpa”, enfatizou Maduro com tons que evocam Fidel Castro ou Mão Tsé Tung antes das chacinas de “burgueses”.

“Gorgulho aqui, gorgulho lá, onde quer que estejam é preciso cair encima deles” insistiu o presidente. O Serviço de Inteligência Bolivariano é o encarregado da operação que não tem data para terminar.

E os defensores internacionais dos pobres, onde estão eles? Nos palácios – ou hotéis – episcopais, nas paróquias, nos púlpitos, nas assembleias da ONU e dependências, eles não sabem de nada. Mas tripudiam sobre os ricos e seu egoísmo...

Quem são eles?

No supermercado Central Madeirense, Acarigua, 06.02.2016:




segunda-feira, 21 de março de 2016

Lição da Argentina: só na propriedade privada há futuro para as empresas

Maior fábrica das colheitadeiras da Argentina risca a falência por maus negócios com a Venezuela.
Maior fábrica das colheitadeiras da Argentina risca a falência
por maus negócios com a Venezuela.



A instalação do novo governo argentino presidido por Maurício Macri veio destampar um poço como que sem fundo de desordens ideológicas e econômicas no Estado argentino, aberto pelo derrotado esquema nacionalista kirchnerista.

Entre as empresas quase falidas deixadas pela administração bolivariana-socialista está a Vassalli Fabril, que ainda pode dizer que é a maior fábrica nacional de colheitadeiras, segundo noticiou “La Nación” de Buenos Aires.

Por manobras estatistas, ela obteve um contrato para fornecer 245 colheitadeiras para a Venezuela de Nicolás Maduro, em 2014.

A Venezuela – o socialismo do século XXI – levou 50 e não pagou. Nos parkings da empresa, no sul da província de Santa Fé, ainda há 70 outras que, pelas características específicas, não têm saída no mercado argentino.

O governo nacionalista-socialista tinha concedido um empréstimo à empresa para financiar a operação. Mas agora, sem receber pagamento algum e tendo aplicado o dinheiro recebido na modernização e ampliação da fábrica, a Vassalli Fabril está com um enorme buraco financeiro que não pode cobrir.

Centenas de operários estão com os ordenados atrasados e a firma não tem sequer insumos suficientes para voltar a produzir.

Os diretores da empresa depositam sua confiança no presidente Macri para poder refinanciar a dívida e retomar a produção.

Negócios espalhafatosos e pagamentos nunca efetivados: Cristina Kirchner com Maduro.
Negócios espalhafatosos e pagamentos nunca efetivados: Cristina Kirchner com Maduro.
Análogo problema sofre a empresa privada Cresta Roja, que chegou a ser a segunda maior produtora de frangos do país. Os donos acharam positivo entrar num esquema de vendas maciças à Venezuela que seria pago em dólares por Caracas, com a garantia do regime kirchnerista.

Este exigiu em troca um aumento desproporcionado do número de operários para encher as estatísticas oficiais e avançou uma soma importante de dinheiro para a modernização necessária com vistas a atender o imenso contrato.

E ponto final. A Venezuela nada pagou, a ilusão do negócio gigante estimulou uma gestão imprudente, a revolução sindical devorou a ordem produtiva, o dirigismo e o congelamento dos preços quebraram a produtividade e a firma foi à falência.

Embora durante um ano Cresta Roja não tenha produzido um só frango, os operários continuaram recebendo ordenado e passaram a interromper regularmente uma via expressa reclamando benefícios sindicais. No fim, a Justiça ordenou o fechamento da empresa.

Agora, o novo governo visa recuperá-la, autorizando sua compra por um consórcio de firmas privadas.

A lição se repete uma e outra vez: engajar-se em negócios com governo de esquerda é anúncio certo da futura falência.

A esperança de bons negócios e de prosperidade radica na propriedade privada e na livre iniciativa, ainda quando o contexto pressiona em sentido contrário.


quinta-feira, 17 de março de 2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

13 de Março: o dia em que a esquerda perdeu a partida da popularidade

13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo
13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo





Estive na Av. Paulista neste Domingo 13 de Março. E posso garantir, pelo que me foi dado observar, que a esquerda perdeu, mesmo, a partida da popularidade.

Ali estava uma amostra gigantesca do Brasil (mais de um milhão e 400 mil pessoas, segundo a Polícia Militar - foto 1).

Era a reprodução do que se deu neste dia em centenas de cidades de Norte a Sul do Brasil e com números muito impressionantes!

A começar pelo Rio de Janeiro, em que a orla de Copacabana foi literalmente tomada pela multidão estimada em um milhão de pessoas (foto 2).

O que dizer de Fortaleza, de Salvador, de Belém, de Curitiba, de Porto Alegre, de Natal, de Maceió, de Brasília, de Vitória, de Goiânia, de Campo Grande, de Recife, de Florianópolis e de tantas outras cidades com números igualmente impressionantes?

Cordialidade e distensão

Pessoas de todas as idades, das mais diversas condições e classes sociais, dos mais variados graus de cultura, de todas as origens raciais, irmanadas num imenso NÃO ao PT, a seus personagens principais Lula e Dilma e a tudo o que estes e a sigla representam. “Nossa bandeira jamais será vermelha” era o brado de muitos e a certeza de todos.

O ambiente era distendido e familiar; a cordialidade estava presente em todos; os cumprimentos efusivos entre amigos que se encontravam eram reveladores; os protestos eram firmes, convictos mas não raivosos; as forças policiais eram saudadas com afeto e admiração; não havia distúrbios nem agitação; tudo transcorria num ambiente ordeiro e civilizado.

13 de março de 2016 no Rio de Janeiro, Copacabana.
13 de março de 2016 no Rio de Janeiro, Copacabana.
A cegueira da esquerda

A esquerda, aprisionada nos labirintos mentais de suas utopias, tem uma dificuldade fundamental: entender a realidade!

Em sua delirante perspectiva de luta de classes, ali estão nas ruas milhões de “coxinhas” (coCHinhas, segundo a literacia de Rui Falcão), injustos detentores de privilégios, contra os defensores dos pobres (os petistas?!).

A esquerda não entende que ali está o Brasil autêntico, ordeiro e pacato, o Brasil honesto e familiar, que trabalha e almeja por um sadio progresso dentro de uma harmonia de classes.

O Brasil que não se deixou convencer nem enredar pela ideologia de esquerda.

Durante algum tempo, é verdade, esse Brasil, um tanto otimista e desavisado, deixou-se embair ou intimidar pelas peças publicitárias de um marketing político falacioso e pelas benesses passageiras de uma bonança econômica e concedeu ao PT alguns êxitos eleitorais.

E a esquerda confundiu resultados das urnas com a conquista de mentes e corações.

Mas, à medida que o PT se foi assanhando em dominar o Estado, corromper as instituições, deturpar os processos políticos e eleitorais (coadjuvado por uma oposição fraca), implantar políticas autoritárias e imorais, o Brasil de profundidade começou a afastar-se da esquerda. Foi silenciando.

E muitos – inclusive do centro e da direita – confundiram este silêncio com desinteresse pela vida pública.

Não entenderam que, no fundo das mentalidades, germinava um enorme descontentamento.

O Brasil se levanta como um todo

Não vou estender-me. As ruas – uma vez mais – estão aí e não deixam margem a dúvidas. Elas revelaram que o Brasil não está dividido, mas, pelo contrário, o Brasil se levantou como um todo só contra uma minoria que é avessa a sua índole: “eu quero meu País de volta”, diziam muitos.

A esquerda petista, entretanto, continua cega!

E, acrescento: não só ela, mas boa parte do mundo político está desnorteado e sem bússola. E não apenas por causa da Lava Jato. Não consegue medir e avaliar o que está acontecendo na profundidade das fibras do espírito nacional e, por isso, fica impossibilitado de dirigir os acontecimentos.

Pode continuar a fazer conchavos de bastidores, mas estes, provavelmente, se esfarelarão ao serem descobertos. Quando considero alguns políticos, que agora tentam alinhar-se com o clamor das ruas, tenho a impressão de rolhas boiando no mar, ao sabor das ondas.

Plinio Correa de Oliveira
Cuidado com os pacatos


Plinio Corrêa de Oliveira tanto em seus escritos, como na sua atuação pública, sempre teve uma compreensão profunda da índole do espírito brasileiro, de suas características temperamentais e de suas peculiaridades ideológicas.

E o acerto de suas análises atravessa as décadas.


No início dos anos oitenta, quando a esquerda obteve alguns êxitos eleitorais, em artigo para a Folha de S. Paulo, delineava ele o significado dos mesmos e lançava uma advertência, válida para os dias que correm:

O êxito da esquerda só tem possibilidade de ser durável na medida em que ela o saiba compreender. E, analogamente, o centro e a direita só continuarão a representar um papel marcante na vida brasileira se souberem adaptar-se a tal.

Quero ser ainda mais concreto. Se a esquerda for açodada na efetivação das reivindicações "populares" e niveladoras com que subiu ao poder; se se mostrar abespinhada e ácida ao receber as críticas da oposição; se for persecutória através do mesquinho casuísmo legislativo, da picuinha administrativa ou da devastação policialesca dos adversários, o Brasil se sentirá frustrado na sua apetência de um regime bon enfant de uma vida distendida e despreocupada.

13 de março de 2016 em Brasília.
13 de março de 2016 em Brasília.
Num primeiro momento, distanciar-se-á então da esquerda.

Depois ficará ressentido.

E, por fim, furioso.

A esquerda terá perdido a partida da popularidade.

Em outros termos, se os esquerdistas, ora tão influentes no Estado (Poderes 1, 2 e 3), na Publicidade (Poder 4) e na estrutura da Igreja (Poder 5), não compreenderem a presente avidez de distensão do povo brasileiro, deixarão de atrair e afundarão no isolamento. Falarão para multidões silenciosas no começo, e pouco depois agastadas. (...)

O Brasil de hoje quer absolutamente pacatez.

Se a esquerda vitoriosa não souber oferecê-la, esvanecer-se-á. Se o centro e a direita não souberem conduzir sua luta num clima de pacatez, terá chegado a vez deles se esvanecerem.

Bem concebo que algum leitor exasperado me pergunte: mas, afinal, quem ganha com essa pacatez?

– Até aqui não tratei disto. Mostrei que perderá quem não a souber ter.

13 de março de 2016 em Maceió.
13 de março de 2016 em Maceió.
Quem ganhará: a direita? o centro? a esquerda? – Quem conhecer as verdadeiras fibras da alma brasileira e souber entrar em diálogo pacato com essas fibras. Seja governo, seja oposição, pouco importa. A influência será de quem saiba fazer isto.

Insisto. Se o governo, a Publicidade, a estrutura eclesiástica não souberem manter-se no clima de pacatez, e passarem para a violência física, legal ou publicitária contra a oposição, os pacatos lhes dirão: mas, afinal, qual é a sinceridade, qual a dignidade de vocês, que quando eram oposicionistas reclamavam para si liberdade e respeito, e agora que são governo usam da perseguição e da difamação para quem é hoje oposição?

13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo
13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo
E se os pacatos notarem acrimônia nos de centro e de direita, dir-lhes-ão: está bem provado que é impossível conviver com vocês, porque, nem vencidos, sabem ser de um trato distensivo.

E cuidado com os pacatos que se indignam, senhores da esquerda, do centro e da direita. A hora não é para carrancas, mas para as discussões arejadas, polidas, lógicas e inteligentes. Os pacatos toleram tudo, exceto que se lhes perturbe a pacatez. Pois então facilmente se fazem ferozes...

(“Cuidado com os pacatos”, Folha de S. Paulo, 14.12.1982).


domingo, 6 de março de 2016

Colômbia: onde vai se extinguindo a liberdade
de se expressar contra falsos “Acordos de paz”



Como anunciamos, estava marcada para o dia 3 do corrente mês uma conferência em São Paulo do Coronel Luís Alfonso Plazas Veja, mas infelizmente ele não pôde comparecer.

Herói da resistência da Colômbia ao comunismo e ao narcoterrorismo, o valoroso militar faria uma exposição sobre a retomada do Palácio de Justiça da Colômbia.

Esse Palácio foi invadido em 1985 pelo movimento guerrilheiro M-19 com o objetivo de dar um golpe e implantar o regime comunista naquele país.

Os guerrilheiros executaram magistrados, funcionários e pessoas do público que se encontravam no Palácio de Justiça.

Em meio àquela tragédia, o Cel. Plazas Vega recebeu autorização de seus superiores para reconquistar o Palácio.

Ao perceberem a eficaz reação liderada por ele e que perderiam no confronto, os guerrilheiros atearam fogo no edifício, deixando um saldo de 94 mortos.

Em síntese, a operação militar foi um sucesso, conseguindo retomar o Palácio de Justiça e salvar a vida de 260 reféns.

O Exército colombiano inicia a recuperação do Supremo Tribunal de Justiça
invadido pela guerrilha marxista
Apesar desse êxito, com base em falsos testemunhos, a esquerda colombiana acusou o Cel. Plazas de ser o responsável pelo desaparecimento de alguns terroristas, obtendo sua condenação a 30 anos de prisão.

Mas recentemente, depois de ter passado 8 anos e meio preso, ele foi inocentado pela Suprema Corte da Colômbia.

Estando livre, o coronel viria ao Brasil para fazer a esperada conferência organizada pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Entretanto, algumas figuras da esquerda colombiana estão utilizando todos os artifícios possíveis para reverter a sentença da Suprema Corte e mandar o heroico militar de volta à prisão, acusando-o de ter cometido excessos na corajosa operação contra o movimento M-19.

Eugenio Trujillo Villegas , diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción
Devido a esse novo processo contra o Cel. Plazas, não pôde ele vir para a sua conferência.

Roguemos a Deus para que a justiça em relação a ele seja feita de modo definitivo, a fim de que, inteiramente livre, possa exercer suas atividades em defesa de sua Pátria e nos visitar.

O conferencista foi substituído em sua fala pelo Sr. Eugenio Trujillo Villegas , diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción e grande conhecedor da grave situação pela qual passa o país vizinho.

Essa entidade lançou recentemente um corajoso manifesto à nação sobre o pseudo “Acordo de Paz” que o atual governo colombiano esta estabelecendo (em Cuba...) com os guerrilheiros marxistas das FARC [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia].

Vídeo gravado pelo Cel. Plazas, no qual ele lamenta ausência
O manifesto intitula-se “O terrorismo se transforma: do fundo das selvas ao coração do Poder”. Antes de iniciar a sua brilhante exposição, o Sr. Eugenio Trujillo passou um vídeo gravado pelo Cel. Plazas, no qual ele lamenta ausência e explica sua atual situação.

Tanto a conferência como o vídeo estarão proximamente on-line no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Para isso convido nossos leitores a acessar o site http://ipco.org.br/ipco/ dentro dois ou três dias. Enquanto isso, vejam algumas imagens da excelente conferência do dia 3 último.[click na 1ª foto para percorrer a "galeria" de imagens].

Na mesa, da esq. para a dir.: Sr. Hélio Dias Viana, Dom Bertrand de Orleans e Bragança,
Dr. Eduardo de Barros Brotero, a cadeira que utilizaria o Cel. Plazas ficou vazia em sua homenagem,
o conferencista Sr. Eugenio Trujillo e o Sr. Luis Guillermo Arroyave.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Convite: Como foi o Assalto e a Retomada do Palácio da Justiça em Bogotá em 1985‏

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira tem a honra de convidá-lo e a seus amigos e familiares para a conferência do Coronel Luis Alfonso Plazas Vega, herói da resistência na Colômbia ao comunismo e ao narcoterrorismo.

Ela será precedida de uma exposição sobre a atual situação daquele país, a cargo do Sr. Eugenio Trujillo Villegas, diretor da Sociedad Colombiana Tradición y Acción – Associação co-irmã do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Data: 3 de março de 2016
Horário: 19:30 hs
Local: Clube Homs (Av. Paulista, 735)


Como sempre a participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.


Clique aqui no link abaixo e faça já sua inscrição:

celplazas.ipco.org.br

Saiba mais!


Exército colombiano ingressa no prédio invadido pela guerrilha marxista
Exército colombiano ingressa no prédio invadido pela guerrilha marxista
O Coronel Plazas Vega – como é conhecido na Colômbia – foi quem, no dia 6 de novembro de 1985, comandou as tropas do Exército na retomada do Palácio de Justiça da Colômbia, situado no coração de Bogotá e invadido por terroristas do M-19, os quais pretendiam dar um golpe de Estado comunista.

A operação durou 72 horas e tornou-se tema de documentários – na sua maioria faltos de objetividade, pois que produzidos pela esquerda.

Após assassinarem friamente magistrados, funcionários e pessoas do público, os terroristas, desesperados com a fulminante ação militar, atearam fogo ao edifício, deixando um saldo final de 98 mortos, inclusive deles próprios.

Contudo, a grande maioria dos que se encontravam no edifício foi resgatada pela operação militar.

A opinião pública de tal modo compreendeu a transcendência daquela intervenção que, numa verdadeira apoteose conduziu triunfalmente em cortejo o Coronel Plazas por vários quilômetros, do Palácio de Justiça até a Escola de Cavalaria da qual ele era comandante.

Posteriormente, o Coronel Plazas chefiou com grande eficiência a luta da Colômbia contra o narcotráfico.

Mas, transcorridos 22 anos dos acontecimentos do Palácio de Justiça, “descobriu-se” que ele havia sido responsável pelo desaparecimento de uma ou duas pessoas fora do campo de combate, num local próximo ao Palácio, para onde eram conduzidos os suspeitos de participação no atentado terrorista.

Exército resgata reféns.
Exército resgata reféns.
Apesar de provar a sua inocência, mostrando que se tratava de uma montagem com testemunhas falsas, o Coronel Plazas foi condenado a 30 anos de prisão, dos quais cumpriu oito. Para inculpá-lo, esgrimiram ainda contra ele a doutrina do “domínio do fato”, por ser o comandante da operação.

Contudo, o próprio autor dessa doutrina, o grande jurista alemão Claus Roxin, esteve pessoalmente na Colômbia e, após detida análise da denúncia, atestou que sua doutrina não tinha qualquer aplicação ao que fora imputado ao Coronel Plazas.

Finalmente, no dia 17 de dezembro último, a Corte Suprema da Colômbia reconheceu a inocência do Coronel Plazas e ordenou a sua imediata libertação.

O Coronel Plazas Vega estará entre nós, no próximo dia 03 de março, no Club Homs.

V. não pode perder esta oportunidade.


Como sempre a participação é gratuita, mas a inscrição é obrigatória.

Clique aqui no link abaixo e faça já sua inscrição:
celplazas.ipco.org.br

Esperamos encontrá-lo nesta data no Club Homs.

Atenciosamente

Diogo Waki

Coordenador de Eventos do IPCO

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Com Brasil no 6º lugar, países socialistas e Brics
lideram fluxo internacional de dinheiro ilegal

Países socialistas e comunistas lideram fluxos de dinheiro ilegal.  Confira relatório mundial completo em PDF
Países socialistas e comunistas lideram fluxos de dinheiro ilegal.
Confira relatório mundial completo em PDF



A demagogia “progressista” e socialista se empenha em atribuir aos países livres com economias prósperas e às suas classes dirigentes todos os males da corrupção e das ilegalidades financeiras.

Esses, aliás, existem como defeitos que devem ser corrigidos, mas nunca como pretexto para derrubar um sistema econômico legítimo.

Essa demagogia também se assanha contra os proprietários que construíram sua fortuna acumulando o fruto de seu trabalho honesto e esforçado.

Mas onde a demagogia socialista e “progressista” consegue impor seus pontos de vista e assumir as rédeas do poder, ela estabelece leis e reformas confiscatórias, estatizações, nacionalizações, expropriações, impostos e taxas devoradoras, ou seja, intervencionismo em todas as áreas da atividade econômica humana.

Essa demagogia se apresenta como querendo reformar a economia em nome da justiça social, além de punir os “burgueses” e os “ricos” que trata depreciativamente.

O que todo mundo vê é que quando um partido de tendência socialista ou comunista, apoiado ou não pelo clero progressista, assume o governo junto com medidas estatizantes, começam as falcatruas e as roubalheiras dos “puros” anticapitalistas.

Agora, o Global Financial Integrity (GFI), centro de pesquisas dos EUA, elaborou uma lista dos países que lideram o fluxo internacional de dinheiro ilegal.

Confira o relatório completo em PDF
E quem encontramos liderando a ilegalidade monetária mundial?

No período 1994-2011, a Rússia perdeu pelo menos US$211.5 bilhões em movimentos ilícitos de capital. Só foi superada pela China. Veja relatório completo sobre a Rússia em PDF.
No período 1994-2011, a Rússia perdeu pelo menos US$211.5 bilhões
em movimentos ilícitos de capital. Só foi superada pela China.
Veja relatório completo sobre a Rússia em PDF.
Pois bem, os governos socialistas. E, com destaque especialíssimo, os do Brics.

Mas vamos devagar.

O primeiro lugar em matéria de fluxos de dinheiro ilegal é ocupado pela comunista China com um total de US$ 139,23 bilhões anuais, ou US$ 1,39 trilhão na década estudada (2004-2013).

Em segundo vem a Rússia de Vladimir Putin e colegas do (ex-)KGB: US$ 104,98 bilhões anuais e US$ 1,05 trilhão na década.

Em terceiro, quarto e quinto lugar vêm o México (US$ 528,44 bilhões na década); a Índia (US$ 510,29 bilhões na década) e a Malásia (US$ 418,54 bilhões na década).

O Brasil do PT e seus amigos, que incluem até a CNBB, chegou em sexto lugar, movimentando em média, “apenas” US$ 22,67 bilhões ilegais por ano e US$ 226,67 bilhões na década.

Como exemplo de fluxo financeiro ilícito, o GFI cita cartéis de drogas que usam dinheiro oriundo de esquemas de lavagem, sonegação fiscal e esquemas de organizações terroristas.

No total, os países em desenvolvimento e emergentes movimentaram, entre 2004 e 2013, US$ 7,8 trilhões de origem ilícita.

Brasil ficou em sexto lugar.  Veja relatório completo sobre o Brasil 1960-2012 em PDF
O Brasil ficou em sexto lugar.
Veja relatório completo sobre o Brasil 1960-2012 em PDF
"O estudo indica que, claramente, os fluxos financeiros ilícitos são o problema mais grave a prejudicar as economias emergentes e em desenvolvimento", afirmou o presidente do instituto, Raymond Baker.

Na média, a movimentação ilícita corresponde a 4% do PIB dos países em desenvolvimento. Mas em algumas regiões a parcela é superior.

Em sete dos dez anos de estudo, o fluxo financeiro ilegal superou o investimento internacional total em países pobres.

O GFI observa que, apesar de os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU, incluírem a redução do fluxo de recursos ilícitos, a comunidade internacional ainda não chegou a um acordo quanto aos indicadores para medir eventuais progressos e retrocessos.

Leia-se: sem acordo não há lei nem controle.

O único “desenvolvimento sustentável” que está sendo “sustentado” é o do fluxo ilícito de dinheiro liderado por infatigáveis socialistas, eles próprios bem “sustentados”, com desculpa pela redundância.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista
Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista



Francisco I e o patriarca ortodoxo Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentaram justificar o local escolhido afirmando que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

Honestamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

1. Papa Francisco e Patriarca de Moscou Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentam justificar o local escolhido alegando entre outras coisas que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

2. Respeitosamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

3. E verdadeiramente, é uma prisão que continua tiranizada pelos carcereiros que perseguiram os católicos com criando centros de “re-educação”, com presídios e até mesmo com pelotões de fuzilamento para se livrar de jovens católicos, muitos dos quais, é um imperativo de justiça lembrá-lo, morrera bradando “Viva Cristo Rey! Abaixo o comunismo!”

É a mesma prisão que, com a anuência de bispos submissos aos carcereiros, e com o silêncio da diplomacia vaticana em si, continua perseguindo os católicos através de artifícios administrativos e constitucionais iníquos que qualificam como “punível” (Constituição, art. 62) o simples fato de se opor verbalmente aos objetivos do comunismo em nome da fé. Uma prisão que atualmente combina a repressão institucional com sofisticados métodos policiais de opressão física e psicológica.

4. Francisco no diálogo posterior com os jornalistas, ele disse que o texto assinado por ambos não é uma “declaração política”.

No entanto, pelo menos no que diz respeito a Cuba comunista, a própria declaração se encarregou de politizar este delicado tema.

Cuba comunista: prisão que combina a repressão institucional e sofisticados métodos policiais.
Cuba comunista: prisão que combina a repressão institucional e sofisticados métodos policiais.
5. O pontífice, também diante de repórteres, disse que não queria partir sem manifestar um “sincero agradecimento” ao ditador Castro, elogiando sua suposta “disponibilidade altiva”; e concluiu que “se continua, Cuba será a capital da unidade”.

Trata-se de uma conclusão particularmente incompreensível pelo fato de que a ilha-prisão em verdade foi e continua sendo a capital da desunião e da discórdia dentro das Américas, através da constante difusão de germes revolucionários.

6. No que se refere à Cuba comunista, a declaração conjunta e as referidas declarações Francisco não fazem senão aumentar e prolongar o sofrimento dos habitantes dos desditosos habitantes da ilha-cárcere, que presenciam hoje como os Lobos cubanos contam com a benevolência incompreensível do pastores.

Os defensores das liberdades civis e religiosas no mundo todo têm o direito e até o dever de apontar publicamente esta situação paradoxal de maneira invariavelmente respeitosa, mas cristãmente firme.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

América do Sul pode derrotar a fome no mundo

Colheita do trigo no sul da província de Buenos Aires
Colheita do trigo no sul da província de Buenos Aires



No ano 2020, a Argentina poderá estar alimentando 600 milhões de pessoas no mundo, segundo o Ministério de Agricultura do país vizinho, noticiou “Clarín” de Buenos Aires. 

Esse patamar está ao alcance das mãos se incorporadas as novas tecnologias existentes. Atualmente, embora com uso limitado dessas tecnologias, a Argentina é o país que produz mais alimentos per capita no mundo.

Inúmeras inovações nas comunicações estão à disposição do produtor, como imagens satelitais, sensores e modelos que predizem eventos climáticos ou permitem adiantar safras, sensores eletrônicos para os grãos e software para estocagem, etc.

Os problemas do agronegócio argentino são análogos aos do brasileiro. Entre eles a hostilidade e o descaso de anos de governo populista peronista “bolivariano”, que flagelou os produtores agropecuários.

A Argentina perde 16 milhões de toneladas de alimento por ano, ou 12,5% da produção alimentar nacional, por abandono da infraestrutura.

Na Sociedade Rural de Palermo, Buenos Aires
Na Sociedade Rural de Palermo, Buenos Aires
Segundo o Conselho Latino-americano de Proteína Animal (Colapa), a Argentina produz anualmente mais de 17 milhões de toneladas de proteína animal, o maior produtor do continente e um dos máximos do mundo, apesar de a pecuária ter sido hostilizada ideologicamente por governos populistas.

Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Equador e México produzem 82% do total continental de proteína animal. A liderança desses países será decisiva nos anos vindouros, quando por volta de 2050 a população mundial poderá atingir 9 bilhões de pessoas, demandando mais 200 milhões de toneladas extras.

Porém, nossos países têm potencial para “romper o ciclo da pobreza e da insegurança alimentar” mundial, segundo a FAO, acrescentou o “Clarín”.

A verdadeira esperança dos famintos do mundo reside no colossal potencial agrícola da América do Sul.

Porém, não faltam os autoproclamados “defensores e arautos dos pobres”, que dos ministérios, púlpitos, cátedras universitárias e redações pregam contra os produtores rurais, a propriedade privada e a livre iniciativa, que, se deixados em liberdade, com certeza afastariam o espectro da fome dos mais necessitados da terra.