segunda-feira, 23 de maio de 2016

Relatório final da “CPI do CIMI” desvenda
estarrecedora subversão comuno-missionária
pintada de verde ambientalista

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Post publicado no blog "Verde: a cor nova do comunismo"


O verde a nova cor do comunismo? Isso não é muito exagero? – comenta por vezes algum objetante – Pode ser que alguns tresloucados fale ou façam coisas amalucadas a propósito de ecologia e meio-ambiente, mas sempre será algo colateral e episódico!

Não! – pode acrescentar um leitor logrado – não se pode achar que por trás do ambientalismo radical possa haver uma ideologia de tipo comunista, um marxismo travestido após a debacle da URSS!

Tampouco pode se supor uma organização com milionário financiamento internacional, uma articulação que usa a fraude e a malícia para introduzir uma nova religião afim com o marxismo, e que para isso manipula as causas da natureza e das tribos indígenas para subverter o Brasil e o mundo!

Ainda mais irreal, continua o imaginário objetante, é supor que essa crença, ou religião, de fundo comunista pretenda acabar com o progresso, extinguir a civilização e a cultura como nós a conhecemos, e reduzir a humanidade a uns míseros bandos que vagueiam pelas florestas ou pelos desertos desnutridos, adoentados, como se esse fosse o ideal dos filhos de Deus!

Também soa absurda e inexequível a compensação que seria oferecida pelos arautos dessa utopia malsã.

Quer dizer, a promessa ébria de um homem integrado na natureza que é cultuada como se fosse um deus, panteísta e ecumênico. Um novo relacionamento com o planeta pautado por gurus-profetas que auscultariam as mensagens que vêm das entranhas mais profundas e quentes da Mãe Terra enviados por um espírito que os habitaria!

Ah!, não, não, não! Isso é muito exagero, positivamente há muito engano no blog “Verde: a nova cor do comunismo”!

Em numerosos posts, anos a fio, temos procurando atender a essa compreensível dificuldade. Compreensível, pois quem iria imaginar que bandeiras de defesa da ordem natural, em si mesmas tão simpáticas, iriam ser manipuladas para conduzir ao polo oposto daquele a que deveriam levar.

CPI do CIMI aprovou relatório final.
CPI do CIMI aprovou relatório final.
Entrementes, das centenas de documentos que temos reproduzido, citado ou comentado em nosso blog, nunca tivemos em mãos um de uma tal gravidade, autoridade e com um tal volume de informações como o Relatório Final da “CPI do CIMI”, do qual apresentamos as conclusões a continuação, dentro do espaço limitado de um blog.

A “CPI do CIMI”


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (“CPI do CIMI”) sobre as atividades naquele estado do Conselho Missionário Indigenista (CIMI) órgão ligado à Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.

O Relatório final teve como Relator o deputado estadual Paulo Correa – (PR/MS). Integraram a Comissão os deputados Mara Caseiro (presidente, PSDB-MS), Marquinhos Trad (vice-presidente, PSD-MS), Onevan de Matos (PSDB-MS) e Pedro Kemp (PT-MS), com a assessoria jurídica dos advogados Gustavo Passarelli da Silva (OAB/MS 7602) e Pedro de Castilho Garcia (OAB/MS 20.236).

O inquérito foi aberto em setembro de 2015. O colegiado realizou 25 reuniões de trabalho e 36 depoentes passaram pelo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

O Relatório final foi aprovado pelo plenário do Legislativo sul-mato-grossense na terça-feira 10 de maio de 2016.

Reproduzimos a continuação as CONCLUSÕES FINAIS.


CONCLUSÕES FINAIS E ENCAMINHAMENTOS


Como fiz questão de ressaltar no início do relatório, as provas inicialmente encaminhadas e que serviram para a constituição do fato determinante, já eram [página 205] indícios fortíssimos da participação do CIMI na incitação à violência e a invasão de propriedades privadas

A análise de todas as demais provas do processo, notadamente os depoimentos prestados em audiências realizadas nesta Casa de Leis, foi importantíssima na formação do convencimento deste relator da efetiva participação do CIMI nos atos mencionados na denúncia.

Mais do que isso, foram importantes para desvendar um nefasto plano de desestabilização do agronegócio, das instituições, dos poderes constituídos, por parte do CIMI.

Um plano muito bem arquitetado, que teve início em 1972 com a Convenção de Barbados, em que foram definidas as molas mestras da atuação do CIMI no Brasil, e por conseguinte, no Mato Grosso do Sul.

Em consulta ao site do CIMI é possível verificar sua forma de atuação:

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de
Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
O CIMI é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, [página 206] conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o CIMI procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

O objetivo da atuação do CIMI foi assim definido pela Assembleia Nacional de 1995:

“Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.”

Os princípios que fundamentam a ação do CIMI são:

– o respeito à alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;

– o protagonismo dos povos indígenas sendo o CIMI um aliado nas lutas pela garantia dos direitos históricos;

– a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de uma [página 207] perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o CIMI acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje.

Verifica-se que dentre os princípios fundamentais do CIMI não está o respeito à ordem estabelecida, aos poderes constituídos, à legislação e à Constituição Federal da República.

O desrespeito à soberania, aos poderes constituídos, às instituições, a utopia, a teimosia e a ousadia, condutas assumidamente adotadas pelo CIMI, são a marca indelével de sua atuação.

No caso do Mato Grosso do Sul verifica-se que o plano de atuação começa com a chegada dos membros Nereu Schneider, Olivio Mangolin e Maucir Pauletti.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI,
durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida.
Foto: Augusta Eulália Ferreira
Através da solicitação de vultosos recursos para a invasão de propriedades [página 208], passaram a frequentar as comunidades indígenas para causar a cizânia, a descrença, a desesperança.

Ao mesmo tempo, cuidam de fomentar publicações, como a de Antônio Brant, a respeito da Nação Guarani, um texto pouco ou quase nada ufanista, mas extremamente perigoso, porque serviu de base para vários antropólogos elaborarem seus laudos em processos demarcatórios.

O mesmo se pode dizer para a publicação realizada por Maucir Pauletti, membro do CIMI, em que tenta atribuir a causa dos suicídios pelos indígenas à falta de terras, como que a profetizar que a salvação estava no aumento de suas territorialidades para, posteriormente, apresentar a solução: isso se dá através da luta, da desconsideração das legislações nacionais, enfim, da desobediência.

Foi através de atos como esses que na década de 90 iniciam-se esse conjunto de ações concatenadas cujo nefasto efeito agora é notado.

O Estado Brasileiro não pode se quedar inerte, impávido, diante de tamanha agressão a sua soberania.

As condutas constatadas e provadas no presente procedimento [página 209] são da mais alta gravidade.

Trata-se de incitação ao crime, à desobediência, ao ódio, ao sectarismo, enfim, todos os ingredientes necessários para que uma nação democrática sucumba, como em muitos outros exemplos na história já foi possível notar.

E não se esmoreçam os que ouvirem os gritos, lamúrias e ironias em sentido contrário, de que não se passam, conclusões como as alcançadas neste relatório, de um cenário fantasioso, excessivo e conspiratório, pois é justamente esse o argumento sempre utilizado em todas as ditaduras, sistemas autoritários, para dissipar a resistência da sociedade.

Faço aqui uma consideração em relação às comunidades indígenas, que também julgo, como os produtores rurais, os grandes prejudicados pelas condutas praticadas pelo CIMI.

Os produtores rurais, de quem cuidarei mais a seguir, foram e estão sendo prejudicados de forma irreversível pelo CIMI. [página 210]

continua no próximo post: Produtores e indígenas vitimados pela conduta subversiva do CIMI


segunda-feira, 16 de maio de 2016

Nas cavernas da miséria venezuelana

Marcados como animais para conseguir farinha de milho em Barquisimento.
Marcados como animais para conseguir farinha de milho em Barquisimento.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Há meses e de modo rotineiro, a família de Álida González tem que ficar sem almoço. É a inflação, a escassez crônica de alimentos... a lista das desgraças cresce e se repete dia após dia no maravilhoso mundo do “socialismo do século XXI” tão ao gosto do lulopetismo.

Álida é dona de casa, tem 65 anos e precisa alimentar quatro familiares. Ela só consegue cortando as proteínas, como as carnes de frango e de porco, e aumentado o consumo de carboidratos, com um desequilíbrio sensível na constituição física de sua família, escreve “La Nación” de Buenos Aires.

“Comemos menos, conta ela. A situação está tão apertada, que com o mesmo com que antes eu comprava para o café da manha, o almoço e o jantar, hoje só dá para um café da manha incompleto”, contou ela em sua modesta casinha no bairro de Petare, em Caracas.

O presidente Maduro fica apegado ferrenhamente ao socialismo e ainda pretende defender a democracia em perigo no Brasil.

As redes públicas de distribuição de alimentos subsidiados claudicam. Entre agosto e setembro de 2015, três das principais universidades do país constataram que 87% dos venezuelanos não tinham entradas suficientes para compara os alimentos habituais.

Maduro ordenou aumentar em 30% o salário salário mínimo integral, que inclui bolsa para comida, enquanto a cesta alimentar para uma família média custava 100 salários mínimos.

“As fibras não existem, o consumo de frutas e hortaliças é escasso. O ovo e o feijão desapareceram da mesa dos mais necessitados. É uma dieta de sobrevivência”, disse Marianella Herrera, da Fundación Bengoa, instituição nutricional sem finalidade de lucro.

Mas o governo sustenta que quando Chávez chegou ao poder o consumo de calorias cresceu 37%, garantindo três refeições diárias para 95% da população e erradicando a desnutrição.

“Já não comemos nem o básico para ter saúde”, disse a dona de casa Nancy Morales, 40, enquanto fazia fila num mercado estatal num bairro popular de Caracas.

No supermercado Unicasa, no bairro de Cumbres Curumo de classe média alta, Caracas, a notícia da chegada de leite em pó gerou instantaneamente filas para conseguir 4 pacotes o máximo permitido.
No supermercado Unicasa, no bairro de Cumbres Curumo de classe média alta, Caracas,
a notícia da chegada de leite em pó gerou instantaneamente filas
para conseguir 4 pacotes o máximo permitido.
Inquérito da empresa privada Datanálisis registrou que 82% dos produtos alimentares faltavam em Caracas.

Segundo a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk e a escola venezuelana de gerência IESA, quase dois milhões de venezuelanos sofrem diabetes. Os níveis de saúde também se degradam por causa dos sintomas de angustia gerados pela crise económica, a criminalidade e as constantes interrupções dos serviços básicos, especialmente água e energia elétrica.

Gloria Fernández contou ao jornal “Clarin” que na sua cidade, San Cristóbal, capital do estado de Táchira, o racionamento de energia, água e comida é ainda pior que em Caracas.

“Não avisam que vão cortar nem as quatro horas diárias nem quando. E cortam das 6 da manhã até meia-noite. É uma loteria”.

Os moradores do interior precisam ir a Caracas para recorrer aos ministérios ou órgãos públicos. Mas Maduro decretou que por falta de energia nos órgãos públicos só se trabalhará dois dias por semana, aumentando o calvário dos venezuelanos que vivem no interior.

A filha de Gloria Fernández, de 9 anos fazem as tarefas escolares à luz de vela. E as escolas, por economia, têm que fechar às sextas-feiras.

A Polar, a maior empresa venezuelana de alimentos, está a ponto de fechar porque o governo não lhe permite adquirir moeda estrangeira para importar insumos. A Polar anunciou a interrupção da produção de cerveja – a mais consumida do país – por falta de matérias-primas.

Fotógrafo flagrou o que está ficando na geladeira dos venezuelanos típicos. Itens corriqueiros como refrigerantes há tempo desapareceram.
Fotógrafo flagrou o que está ficando na geladeira dos venezuelanos típicos.
Itens corriqueiros como refrigerantes há tempo desapareceram.
Supermercados e shoppings abrem às 12 horas e fecham às 18. Lojas e restaurante apelam para as velas.

Segundo os sindicatos industriais, a capacidade manufatureira caiu mais de 50%. A maioria das empresas e lojas comerciais já fechou. Os desempregados só têm como último recurso a economia informal.

Os centros hospitalares também restringiram os atendimentos por falta de eletricidade, mas os critérios são extremamente confusos porque a empresa elétrica nacional corta sem aviso prévio. Os consultórios médicos marcam atendimento sem data nem hora.

A prima de Tibisay Urdaneta é cabeleireira, mas tem restringido o uso de secador de cabelo. Utiliza truques com ar natural, mas o resultado não é igual.

A esperança é o referendo revogatório que, nas condições atuais, tiraria Maduro do cargo. Uma espécie de impeachment eleitoral.

Mas Maduro já externou sua vontade de impedir esse referendo, apesar de o Exército ter anunciado que não executará ordens do presidente nesse sentido.


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Evo cocaleiro, Francisco, impeachment de Dilma
e crise continental das esquerdas

'Hermano Papa, se la recomiendo, así va aguantar toda la vida'. Evo Morales foi se queixar dos bispos que criticam o narcotráfico instalado no Estado
'Hermano Papa, se la recomiendo, así va aguantar toda la vida'.
Evo Morales foi se queixar dos bispos que criticam o narcotráfico instalado no Estado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
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Na rabeira de Raúl Castro e de Nicolás Maduro, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez ouvir sua voz em defesa de Dilma Rousseff, enquanto o impeachment não a tirar do Planalto.

Evo inaugurou sua conta oficial no Twitter e mostrou saber fazer uso dela enviando uma mensagem de apoio à presidente brasileira calcada no discurso petista:

“Não ao golpe congressal (sic!). Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina”.

Segundo o jornal “La Nación”, de Buenos Aires, “o presidente aimará admitiu sentir ‘indignação’ pelas noticias que chegavam do Brasil e mostrou estar do lado do povo que, segundo ele, é quem tem a verdade”.

Há poucas semanas o povo boliviano tirou-lhe em referendo a possibilidade de se reeleger mais uma vez, contrariando a vontade expressa de Evo e de seu partido. Nesse caso não tinha a verdade!!!

O presidente boliviano foi no Vaticano, onde teve – segundo o jornal “Clarín” de Buenos Aires – “disparatado encontro com o Papa Francisco”.

“¡Hermano Papa, qué alegría verlo!” – saudou aos berros o presidente no início da audiência na qual aconselhou o Papa Francisco a tomar coca.

Se la recomiendo así aguanta toda la vida”, explicou, talvez pensando no amargo momento por que passam os líderes populistas, políticos ou religiosos do continente.

O presidente de Bolívia foi recebido mais longamente que seu homólogo argentino Mauricio Macri, eleito no país natal do Pontífice e ante quem Francisco I exibiu carrancuda fisionomia, em dissonância com a imagem que se divulga habitualmente dele.

Evo Morales foi se queixar dos bispos de seu país. Numa carta pastoral eles advertiram contra o “avanço do narcotráfico e sua penetração nas estruturas do Estado boliviano”. E Evo se sentiu atingido.

Evo deu mais um presente de sabor marxista a Francisco I: Um busto do líder indígena Tupac Amaru símbolo da guerrilha comunista e da Teologia da Libertação
Evo deu mais um presente de sabor marxista a Francisco I:
Um busto do líder indígena Tupac Amaru
símbolo da guerrilha comunista e da Teologia da Libertação
Também aproveitou para fazer apologia da coca, recomendando-a ao Papa Francisco na presencia dos jornalistas: “Eu tomo, me faz muito bem, eu lhe recomendo, assim aguenta a vida toda”.

Embora possa ser ingerida a título medicinal em infusões caseiras sem nenhum efeito tóxico, a folha faz parte da lista de drogas e narcóticos elaborada pela ONU em 1961.

Evo presenteou o pontífice com duas mensagens e três livros. A primeira mensagem foi dos líderes da Central Obrera Boliviana (COB) e a segunda, da Coordinadora Nacional pelo Cambio, organizadora dos movimentos sociais.

Ambas as mensagens apoiam as críticas do presidente aos bispos pelo tráfico oficial de drogas. Também defendem o cultivo da coca e invectivam a “grupos relacionados com a Igreja Católica” que atacam aos movimentos sociais.

Segundo o jornal espanhol “El País”, os três livros – Coca, la dieta citogénica; Coca, un biobanco e La coca contra la obesidad – fazem o elogio do consumo da coca.

E como se fosse pouco, o presidente Morales ainda tirou de uma caixa um busto de madeira do líder aimará Tupac Amaru, ícone da esquerda subversiva e guerrilheira latino-americana e da Teologia da Libertação, esquartejado em 1781 após liderar uma revolta indígena.

Francisco presenteou o presidente boliviano com dois livros: um com a exortação apostólica “A alegria do amor” e outro com una entrevista do Papa intitulado “O nome de Deus é misericórdia”.

Para o Grupo de Diários América (GDA), que reúne onze grandes grupos jornalísticos latino-americanos, a “esperança” do início dos anos 2000, materializada pelo “socialismo do século XXI”, desabou após os resultados eleitorais na Venezuela, na Argentina e na Bolívia.

“O pêndulo começou a virar à direita, evidenciando o desgaste dos modelos”, comenta em artigo reproduzido pelo “O Globo”.

— A esquerda sempre clamou ter monopólio da vontade popular. Os “outros” não são povo. Em momentos em que a esquerda perde popularidade e os “outros” viram maioria, ela recorre a teorias de conspiração para justificar que ela continua sendo a voz do povo — analisa Juan Carlos Hidalgo, do Instituto Cato, com sede em Washington, segundo o jornal carioca.


Disputa na rua por cebolas, no Mercado Central Centenário de Las Mercedes, Venezuela




segunda-feira, 2 de maio de 2016

Em Havana, os irmãos Castro torcem contra o impeachment de Dilma

Ai de quem não aplaudir! Em Cuba nunca houve golpe e vigora a democracia como o PT gosta.
Ai de quem não aplaudir! Em Cuba nunca houve 'golpe'
e vigora a democracia como o PT gosta.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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Entre os poucos governos comunistas ou bolivarianos que vão ficando no continente, o regime de Raúl Castro continua na dianteira do apoio à  presidente Dilma Rousseff para evitar seu impeachment.

arafraseando os slogans de líderes petistas e lulistas – ou vice-versa –, Raúl condenou o “golpe de Estado parlamentar” contra o “governo legítimo do Partido dos Trabalhadores (PT)”, numa declaração oficial distribuída pelo Ministério de Relações Exteriores em Havana, noticiou o jornal “La Nación” de Buenos Aires.

Como é bem sabido, em Cuba nunca houve “golpe de Estado”, ou pelo menos Raúl Castro nunca participou de nenhum deles, defendendo sempre a legitimidade dos governos democráticos até a hora de fuzilar seus representantes.

“Setores da direita representantes da oligarquia [N.R.: é Raúl Castro quem fala, e não um líder  do PT ou do PC do B], em contubérnio com a imprensa reacionária do Brasil, apoiados abertamente pelas multinacionais da comunicação e do imperialismo, consumaram na Câmara de Deputados desse país o primeiro passo daquilo que constitui um golpe de estado parlamentar”.

Segundo a Chancelaria cubana, trata-se de um “ataque baseado em acusações sem provas nem fundamentos legais contra a democracia brasileira e contra a legitimidade de um governo eleito nas urnas pela maioria do povo”, diz a nota, redigida em favor de Dilma Rousseff.

“Este golpe contra a democracia brasileira faz parte da contraofensiva reacionária da oligarquia e do imperialismo contra a integração latino-americana e os processos progressistas da região”, sublinhou a Chancelaria da “democracia castrista”.
Gerontocracia marxista consolidada no último Congresso do PC cubano.
Todo um modelo ideal para o PT
O ditador de Cuba, Raúl Castro, voltou a insistir na ideia obsessiva de uma ofensiva contrarrevolucionária em curso na América Latina, durante a abertura do Congresso do Partido Comunista, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

Ele se referia ao Brasil e à Venezuela, além dos recentes reveses de seus aliados da Bolívia, do Equador e da ex-mandatária argentina Cristina Kirchner.

Segundo Raúl, essa ofensiva faz parte de uma “guerra não convencional”, baseada em pressões econômicas e na exploração dos meios de comunicação empresariais contra a população dos países.

“Essa guerra não convencional não descarta ações desestabilizadoras e golpistas, como prova o que acontece contra a Venezuela e se intensificou recentemente na Bolívia, no Brasil e no Equador”, acrescentou.

“A intenção é levar ao fechamento deste ciclo histórico e desmoralizar partidos, movimentos sociais e a classe trabalhadora. Reafirmamos o apoio a todos os governos progressistas que levaram benefícios tangíveis às enormes maiorias da região mais desigual do planeta”, disse na capital da imensa favela em que foi transformada a outrora muito rica ilha caribenha.

No mesmo Congresso do Partido Comunista, Raúl Castro deixou claro qual é o tipo de democracia que ele quer no Brasil e nos países acha que está cambaleando.

O jornal espanhol “El Mundo” sintetizou assim o que foi dito Congresso: “Nem mudanças, nem reformas, nem aberturas. Raúl Castro decidiu blindar a revolução cubana durante os próximos cinco anos com uma velha guarda na qual acredita cegamente, a mesma com que combateu em Sierra Maestra há mais de meio século. Gerontocracia e imobilismo”. 

Em poucas palavras, o modelo do que o PT quereria instalar no Brasil.

Fica, querida! Mas lá, não cá!.
Fica, querida! Mas lá, não cá!
Raúl Castro foi reeleito “democraticamente” primeiro secretário geral do Partido Comunista de Cuba (PCC), o único existente na ilha, com 100% dos votos.

Como Fidel esteve ausente nas três jornadas iniciais, Raúl votou duas vezes, por ele e por seu irmão. Milagre da democracia cubano-bolivariana.

Aquele que é a mão direita de Raúl, José Ramón Machado Ventura, foi reeleito como segundo secretário, afastando toda fantasia de renovação.

Os irmãos Castro somam juntos 173 anos (Fidel 89 e Raúl 84), e embora Raúl acene com um limite para a gerontocracia marxista, os dois chegarão com 90 anos ao próximo Congresso, se é que chegam. No discurso de encerramento, Fidel reconheceu que “para todos chega a hora”.

Fidel compareceu às duras penas na sessão final, sendo ovacionado pelos 100% dos presentes. Em Cuba naturalmente não houve “golpe”, como em Brasília!!!!!

E se houvesse Senado como em Brasília, embora não seja modelar, quem votar contra a gerontocracia marxista tem garantida a prisão de La Cabaña ou o pelotão de fuzilamento, democraticamente é claro! 


segunda-feira, 25 de abril de 2016

A bondade venceu o ódio






A irreligiosidade, a imoralidade, a mentira, a falta de cordura, o espírito de vingança, a ausência de amor à Pátria (cujos interesses foram substituídos pelos da ideologia do partido), o ódio entre classes e raças — tudo isso promovido durante 13 anos pela gestão petista —, refletiram-se em alguma medida nas fisionomias, nos gestos e nas palavras de certos parlamentares que defendiam o governo contra o pretenso “golpe”, levando ao resultado de 367 votos contra 137.

Tenho lido, um pouco por toda parte, críticas ao voto dos deputados pró-impeachment que no último domingo, 17 de abril, o fizeram em nome de Deus, da Pátria, da família e dos filhos, entre outras menções.

Não morro de vergonha, antes pelo contrário, orgulho-me de dizer que, como brasileiro e como católico, estou do lado deles, embora saiba que muitos não são católicos, nem levam uma vida familiar consentânea com os sentimentos ali expressos.

Mas estou com eles porque, com uma simplicidade e um modo de ser autenticamente brasileiros — não isentos em alguns de boa dose de caipirismo —, manifestaram com evocações familiares a preeminência destes valores sobre os demais, tendo sido esta uma das principais razões por que votavam, em consequência, pelo impedimento da presidente Dilma.

No entanto, aqueles que os criticam não têm a mesma censura em relação aos vitupérios de muitos deputados contrários ao impeachment, inclusive os de um sacerdote e de algumas viragos que vomitaram ódio revolucionário de causar estupor.

Houve quem evocasse os sanguinários Lamarca, Marighella e outros comunistas de análogo jaez, a causa da Reforma Agrária socialista e os agitadores Sem-Terra.

Porém, com isso, sem o perceberem, eles assustaram não só a opinião pública, mas também os parlamentares que ainda pudessem estar indecisos naquele momento.

Que contraste com as evocações religiosas e familiares dos deputados pró-impeachment!

A índole do brasileira é cordata.

Não gostamos de encrenca nem de carranca. Muito menos de ser enganados.

 Constituímos uma grande família, estabelecida num vasto território posto sob a égide do Cruzeiro do Sul e abençoado pelo Cristo Redentor.

A irreligiosidade, a imoralidade, a mentira, a falta de cordura, o espírito de vingança, a ausência de amor à Pátria (cujos interesses foram substituídos pelos da ideologia do partido), o ódio entre classes e raças — tudo isso promovido durante 13 anos pela gestão petista —, refletiram-se em alguma medida nas fisionomias, nos gestos e nas palavras de certos parlamentares que defendiam o governo contra o pretenso “golpe”, levando ao resultado de 367 votos contra 137.

Lembrados de todas essas coisas negativas contrárias aos nossos sentimentos, aos nossos costumes e às nossas tradições, os lulopetistas se esqueceram do principal:

que somos um povo bondoso e temente a Deus, amante da ordem e da paz, e que apesar de estarmos dispostos a dar até a última gota do nosso sangue para que nossa bandeira jamais seja vermelha, queremos despedir a presidente não com o ódio de que somos objeto, não com ameaças tipo “exército de Stédile”, mas com uma fórmula bem brasileira — “tchau, querida” —, uma das poucas expressões limpas que encheu de significado um diálogo sórdido entre Lula e Dilma.







segunda-feira, 18 de abril de 2016

Maduro sai em defesa de Dilma após pedir às venezuelanas se pentearem com os dedos

Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Maduro reage contra impeachment e defende Dilma e 'soberania' ameaçada pelo 'império'
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, se apressou a manifestar solidariedade à sua colega Dilma Rousseff, que desde domingo 17 de abril está em processo de impeachment aberto pela Câmara dos Deputados com maioria de dois terços como prescreve a Constituição.

Segundo “La Nación” de Buenos Aires, enquanto o povo brasileiro comemorava o “impeachment” nas ruas, Maduro garantia que a “direita” na América latina está tentando desconhecer a soberania da região.

O tweet circulou logo após os deputados brasileiros votarem livre e soberanamente o processo de destituição da companheira ideológica do regime chavista.

“A direita do continente desconhece a Soberania Popular, será que pretendem nos fazer desaparecer? Alerta, alerta que Camina...”, disse o líder bolivariano em um espanhol de difícil compreensão num tweet acompanhado de imagens em apoio à presidente Dilma Rousseff.

Com a verborragia e a incongruência lógica habitual nos líderes bolivarianos, Maduro defendeu que o fato de “pretender derrocar a primeira mulher presidente do Brasil fala muito da obsessão imperial que está se instalando no continente”.

As palavras de Maduro não serviram para enganar a população venezuelana que padece uma das piores crises da história, exceção feita dos países socialistas.

'No hay luz' - 'Não há força': um dos resultados da 'soberania' bolivariana que Maduro gostaria ver implantada no Brasil com Dilma e o PT
'No hay luz' - 'Não há força': um dos resultados da 'soberania' bolivariana
que Maduro gostaria ver implantada no Brasil com Dilma e o PT
Madurou acabava de decretar que as sextas feiras dos meses de abril e maio serão feriados porque não há energia elétrica.

Ele apontou como culpado o fenômeno climatológico de El Niño a quem atribuiu secas que estariam devastando América Latina, além de mudanças climáticas que não conseguiu explicar.

A barragem de Guri, a maior da Venezuela, “está – disse Maduro – no ponto de entrar no ponto (sic!) de não retorno”. Ele também tripudiou contra os secadores de cabelo femininos, o ar condicionado, os secadores de roupa, noticiou a imprensa internacional.

O pior ficou reservado contra as empresas particulares que ainda sobrevivem na área do comercio e da indústria. Elas terão que “autogerar” a energia que consumem entre quatro e nove horas por dia. O Exército e inspetores bolivarianos serão enviados a pegar os infratores.

As empresas que dependem mais da energia deverão usar suas fábricas para frenar o consumo elétrico, leia-se parar de funcionar reduzindo seu consumo em 20%.

Maduro prometeu distribuir milhões de lâmpadas incandescentes de um tipo que consume menos e que é produzida numa fábrica que ele acaba de inaugurar. As demagógicas promessas do socialismo em geral não passam de fanfarronadas da hora.

O discurso foi recebido como um disparate. A causa da crise está em medidas ineficientes e irresponsáveis do socialismo bolivariano afirmam em coro a maioria dos especialistas econômicos.

No primeiro trimestre do ano os preços subiram 57%, mais ainda do que no Sudão na África, o outro infeliz recordista planetário na miserabilização.

Maduro pede que as mulheres se penteiem com os dedos,
no programa 'Con el Mazo Dando'.
O defensor da primeira presidente mulher do Brasil, se assanhou especialmente contra os secadores de cabelo. “Eu sei que é de uso geral das mulheres, mas é um alto consumidor de energia, na mesma proporção do ferro de passar”.

Maduro nas pegadas de Chávez e do próprio Fidel Castro já fez históricas campanhas por certo tipo de panelas e pelos eletrodomésticos chineses.

“Eu sempre acredito disse que uma mulher se vê mais bela quando se penteia com os dedos e quando põe a secar seus cabelos de maneira natural. É uma ideia que eu apresento às mulheres”, disse ele falou no programa “Con el Mazo Dando” (“Descendo o pau”) transmitido pela TV estatal VTV e animado por Diosdado Cabello, n.º 2 do regime.

Fica por se saber se já propôs essa ideia a Dilma Rousseff. Ou até a Cristina Kirchner que anda se exibindo em processos por improbidade administrativa que lesaram o Estado argentino em milhões de dólares. Enquanto aguarda processos penais que podem incluir um famoso assassinato...


segunda-feira, 28 de março de 2016

Desesperados por alimentos, ignorados pelos “defensores dos pobres”

Até o pão falta na outrora opulenta Caracas
Até o pão falta na outrora opulenta Caracas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



A descida aos infernos da miséria cubana parece inevitável na Venezuela. O governo socialista vem atribuindo a culpa a inimigos fantasmagóricos em discursos histéricos e irreais: o “império”, a “guerra econômica” promovida por não se sabe bem quem, os emigrantes; a falta de alimentos como se fosse um ente que age por si mesmo; a ausência de medicamentos provocada por todos esses fantasmas.

Mas a aguda carência de quase tudo é uma experiência cotidiana dolorosa, humilhante e muito real. O vírus Zika passou a ser mais um pretexto pelos abusos do regime. Mas os mosquitos se multiplicam assustadoramente e a população não encontra repelentes para evitar o contágio nem antivirais e/ou analgésicos para cortar a febre de qualquer doente, segundo “La Nación”.

Em Acarigua, estado Portuguesa, uma avalanche de desesperados derrubou os obstáculos que lhe impediam ingressar num supermercado atingido pelo racionamento.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Lição da Argentina: só na propriedade privada há futuro para as empresas

Maior fábrica das colheitadeiras da Argentina risca a falência por maus negócios com a Venezuela.
Maior fábrica das colheitadeiras da Argentina risca a falência
por maus negócios com a Venezuela.



A instalação do novo governo argentino presidido por Maurício Macri veio destampar um poço como que sem fundo de desordens ideológicas e econômicas no Estado argentino, aberto pelo derrotado esquema nacionalista kirchnerista.

Entre as empresas quase falidas deixadas pela administração bolivariana-socialista está a Vassalli Fabril, que ainda pode dizer que é a maior fábrica nacional de colheitadeiras, segundo noticiou “La Nación” de Buenos Aires.

Por manobras estatistas, ela obteve um contrato para fornecer 245 colheitadeiras para a Venezuela de Nicolás Maduro, em 2014.

quinta-feira, 17 de março de 2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

13 de Março: o dia em que a esquerda perdeu a partida da popularidade

13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo
13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo





Estive na Av. Paulista neste Domingo 13 de Março. E posso garantir, pelo que me foi dado observar, que a esquerda perdeu, mesmo, a partida da popularidade.

Ali estava uma amostra gigantesca do Brasil (mais de um milhão e 400 mil pessoas, segundo a Polícia Militar - foto 1).

Era a reprodução do que se deu neste dia em centenas de cidades de Norte a Sul do Brasil e com números muito impressionantes!

A começar pelo Rio de Janeiro, em que a orla de Copacabana foi literalmente tomada pela multidão estimada em um milhão de pessoas (foto 2).

O que dizer de Fortaleza, de Salvador, de Belém, de Curitiba, de Porto Alegre, de Natal, de Maceió, de Brasília, de Vitória, de Goiânia, de Campo Grande, de Recife, de Florianópolis e de tantas outras cidades com números igualmente impressionantes?

Cordialidade e distensão

Pessoas de todas as idades, das mais diversas condições e classes sociais, dos mais variados graus de cultura, de todas as origens raciais, irmanadas num imenso NÃO ao PT, a seus personagens principais Lula e Dilma e a tudo o que estes e a sigla representam. “Nossa bandeira jamais será vermelha” era o brado de muitos e a certeza de todos.

domingo, 6 de março de 2016

Colômbia: onde vai se extinguindo a liberdade
de se expressar contra falsos “Acordos de paz”



Como anunciamos, estava marcada para o dia 3 do corrente mês uma conferência em São Paulo do Coronel Luís Alfonso Plazas Veja, mas infelizmente ele não pôde comparecer.

Herói da resistência da Colômbia ao comunismo e ao narcoterrorismo, o valoroso militar faria uma exposição sobre a retomada do Palácio de Justiça da Colômbia.

Esse Palácio foi invadido em 1985 pelo movimento guerrilheiro M-19 com o objetivo de dar um golpe e implantar o regime comunista naquele país.

Os guerrilheiros executaram magistrados, funcionários e pessoas do público que se encontravam no Palácio de Justiça.

Em meio àquela tragédia, o Cel. Plazas Vega recebeu autorização de seus superiores para reconquistar o Palácio.

Ao perceberem a eficaz reação liderada por ele e que perderiam no confronto, os guerrilheiros atearam fogo no edifício, deixando um saldo de 94 mortos.

Em síntese, a operação militar foi um sucesso, conseguindo retomar o Palácio de Justiça e salvar a vida de 260 reféns.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Com Brasil no 6º lugar, países socialistas e Brics
lideram fluxo internacional de dinheiro ilegal

Países socialistas e comunistas lideram fluxos de dinheiro ilegal.  Confira relatório mundial completo em PDF
Países socialistas e comunistas lideram fluxos de dinheiro ilegal.
Confira relatório mundial completo em PDF



A demagogia “progressista” e socialista se empenha em atribuir aos países livres com economias prósperas e às suas classes dirigentes todos os males da corrupção e das ilegalidades financeiras.

Esses, aliás, existem como defeitos que devem ser corrigidos, mas nunca como pretexto para derrubar um sistema econômico legítimo.

Essa demagogia também se assanha contra os proprietários que construíram sua fortuna acumulando o fruto de seu trabalho honesto e esforçado.

Mas onde a demagogia socialista e “progressista” consegue impor seus pontos de vista e assumir as rédeas do poder, ela estabelece leis e reformas confiscatórias, estatizações, nacionalizações, expropriações, impostos e taxas devoradoras, ou seja, intervencionismo em todas as áreas da atividade econômica humana.

Essa demagogia se apresenta como querendo reformar a economia em nome da justiça social, além de punir os “burgueses” e os “ricos” que trata depreciativamente.

O que todo mundo vê é que quando um partido de tendência socialista ou comunista, apoiado ou não pelo clero progressista, assume o governo junto com medidas estatizantes, começam as falcatruas e as roubalheiras dos “puros” anticapitalistas.

Agora, o Global Financial Integrity (GFI), centro de pesquisas dos EUA, elaborou uma lista dos países que lideram o fluxo internacional de dinheiro ilegal.

Confira o relatório completo em PDF
E quem encontramos liderando a ilegalidade monetária mundial?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista

Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista
Incompreensíveis elogios do Papa Francisco a Cuba comunista



Francisco I e o patriarca ortodoxo Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentaram justificar o local escolhido afirmando que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

Honestamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

1. Papa Francisco e Patriarca de Moscou Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentam justificar o local escolhido alegando entre outras coisas que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”

2. Respeitosamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.

3. E verdadeiramente, é uma prisão que continua tiranizada pelos carcereiros que perseguiram os católicos com criando centros de “re-educação”, com presídios e até mesmo com pelotões de fuzilamento para se livrar de jovens católicos, muitos dos quais, é um imperativo de justiça lembrá-lo, morrera bradando “Viva Cristo Rey! Abaixo o comunismo!”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

América do Sul pode derrotar a fome no mundo

Colheita do trigo no sul da província de Buenos Aires
Colheita do trigo no sul da província de Buenos Aires



No ano 2020, a Argentina poderá estar alimentando 600 milhões de pessoas no mundo, segundo o Ministério de Agricultura do país vizinho, noticiou “Clarín” de Buenos Aires. 

Esse patamar está ao alcance das mãos se incorporadas as novas tecnologias existentes. Atualmente, embora com uso limitado dessas tecnologias, a Argentina é o país que produz mais alimentos per capita no mundo.

Inúmeras inovações nas comunicações estão à disposição do produtor, como imagens satelitais, sensores e modelos que predizem eventos climáticos ou permitem adiantar safras, sensores eletrônicos para os grãos e software para estocagem, etc.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

2016: a estrela petista perde pontas por todo lado. Quem vem?

Perda de rumo petista faz prever fim de uma era.
Perda de rumo petista faz prever fim de uma era.



continuação do post anterior: 2015: bolivarianismo é “estrela cadente” no firmamento latino-americano



3) Brasil: pedalando rumo ao precipício

Em março e abril, manifestações multitudinárias tomaram as ruas em protestos contra o governo federal. De acordo com a PM, em 15 de março participaram 1,9 milhão de cidadãos em 212 municípios, sendo 1 milhão só em São Paulo.

Em 12 de abril os números foram um pouco menores. As multidões, invocando a brasilidade, o hino, a bandeira, o verde-amarelo, patentearam que o governo perdera a credibilidade e, psicologicamente, a condução do País.

As tentativas petistas de efetuar manifestações em sentido contrário fracassaram.

Em agosto, a presidente Dilma Rousseff bateu o recorde histórico de reprovação: 71%. Os frequentes “panelaços” e buzinaços foram um meio habitual de protesto da população.

O discurso da presidente em cadeia nacional foi recebido com panelaços em pelo menos 16 capitais e Brasília. Membros dos governos federal, estaduais e municipais ligados ao PT e aliados, além do ex-presidente Lula, dificilmente podiam comparecer em locais públicos, cerimônias oficiais ou restaurantes sem serem invectivados.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

2015: bolivarianismo foi “estrela cadente” no firmamento latino-americano

Tudo valeu para trucar nas eleições, mas recusa foi demais e chavismo sofreu catástrofe eleitoral.
Tudo valeu para trucar nas eleições, mas recusa foi demais
e chavismo sofreu catástrofe eleitoral.





1) Venezuela: Maduro leva surra eleitoral e atenta contra a ordem institucional

2015 foi um “annus horribilis” do socialismo bolivariano, cujo naufrágio na Venezuela tornou-se patente já nos primeiros meses.

À insatisfação causada pela carência de produtos básicos — alimentares, hospitalares, de higiene pessoal, e muitos outros — o governo reagia prendendo executivos das respectivas redes distribuidoras ou os próprios fabricantes.

A mídia estava quase toda nacionalizada e o governo se irritava com a atuação de jornalistas estrangeiros.

Altas patentes das Forças Armadas foram presas por “conspiração”, enquanto o presidente do Legislativo, Diosdado Cabello, foi apontado como chefe de uma rede de generais que controla a exportação de droga.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Para Maduro, tudo vale
para impedir a debacle eleitoral

Maduro está mal, mas está disposto a qualquer coisa para ganhar, ainda que perder!
Maduro está mal, mas está disposto a qualquer coisa para ganhar,
ainda que perder!



O presidente bolivariano Nicolás Maduro anunciou pela TV: “Dedicaremos vários dias para que todo mundo saiba votar”. Obviamente no partido dele, o Grande Polo Patriótico, e nos seus aliados.

E já avisou que se perder, porá o exército nas ruas para ‘salvar a democracia bolivariana’.


Maduro se fez filmar numa curta metragem que o apresenta numa secção eleitoral onde a opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) é a grande favorita. Encostada na papeleta da opção oposicionista aparecia uma desconhecida Min Unidad utilizando, destacada com a mesma cor, a mesma palavra “Unidad”.

As duas opções são tão parecidas que qualquer cidadão pouco atento não saberia distinguir.

O presidente protagonizou a encenação pela TV para confundir ainda mais, dizendo: “Aqui nós temos Unidad; é a oposição, não é verdade? Unidad, Min Unidad? Bom, aqui está”.

Min Unidad é um partido filochavista fantasma cujo principal objetivo é desviar votos da aliança antichavista.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Viajando em trem ecologicamente correto;
e comunista também.

Cuba de trem é a experiência da miséria ao vivo.
Cuba de trem é a experiência da miséria ao vivo.




As primeiras ferrovias – de luxo, aliás – da América Latina, foram as de Cuba. Hoje elas constituem a forma mais lenta de transporte na ilha, o que não é dizer pouco.

Viajar de Havana a Santiago de Cuba – mais ou menos de uma extremidade a outra da ilha ou 765 quilômetros – leva em média 15 horas, caso o trem não quebre, fato muito comum.

Um jornalista do “Clarín” de Buenos Aires ousou a aventura e publicou os resultados.

As cabras pastam junto aos trilhos, obrigando as locomotivas a frear para não atropelá-las. Carros de antigas marcas americanas e caindo aos pedaços fazem fila nos cruzamentos, aguardando passar os vagões, que podem atrasar horas.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Na Argentina abre-se uma janela de esperança para a América Latina

Oposicionista Maurício Macri sobe impulsado pelo repúdio do bolivarianismo populista.j
Oposicionista Maurício Macri sobe impulsado
pelo repúdio do bolivarianismo populista.




Quem no domingo 25 de outubro foi procurar na Internet os números das eleições gerais argentinas no horário anunciado pelo tribunal eleitoral platino, teve uma decepção.

Teve que suportar uma longa espera de quase seis horas para além do prazo previsto. Já na alta madrugada, os inevitáveis vazamentos enunciavam a causa: a derrota do governo nacionalista bolivariano de Cristina Kirchner havia sido muito maior do que todos imaginavam.

E o governo aguardava dados de circunscrições eleitorais longínquas, a priori compradas com os programas sociais tipo as Bolsas brasileiras, para maquiar o desastre.

O discurso do candidato kirchnerista Daniel Scioli no estádio coberto Luna Park passou uma imagem desoladora de derrota. Noticias parciais transmitidas de boca em boca chegadas de diversos bairros do Grande Buenos Aires confirmavam a sensação de fim de uma era.

A grande nota dominante nos eleitores não foi a simpatia por este ou aquele candidato. Mas, o desejo como que incontido de por fim a uma era de atropelo e desmandos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ditadura venezuelana avança a cegas,
ensanguentada, hilariante e fanática

Maduro acusou os EUA de provocar 'microterremotos' e ameaçar a crosta terrestre. Retórica irracional contagia colegas bolivarianos.
Maduro acusou os EUA de provocar 'microterremotos' e ameaçar a crosta terrestre.
Retórica irracional contagia colegas bolivarianos.



O presidente Maduro adotou um pomposo projeto chamado de “Nova fase econômica”, cuja retórica é bem conhecida no Brasil e na Argentina e cujos resultados são igualmente invisíveis.

Sem ter o que exibir, em 31.10.15, Maduro acusou os EUA de estar provocando “miniterremotos” que destroem a crosta terrestre por meio do “fracking” que “contamina os afluentes de água interiores; todas poluídas com químicos”, noticiou G1.

Ele adotou o linguajar ambientalista radical sem saber direito do que estava falando. Ele rememorou discurso digno do esquecimento da presidente brasileira em Palmas, no Tocantins: “nós nos transformamos em homosapiens ou mulheres sapiens", “eu não tenho condições de participar de uma corrida de toras”, ou a incompreensível frase “se ele pular uma janela, pode pular atrás, porque pode ter a certeza que ele achou alguma coisa absolutamente fantástica”, segundo “O Estado de Minas”.