segunda-feira, 27 de outubro de 2014

“Imperialismo” chinês e “oligarquía” populista depenam Argentina

E se o abutre estiver onde diz não estar?
Por vezes, o esquerdismo demagógico parece esquecer o raciocínio e cai em flagrantes ridículos.

É o caso, por exemplo, do slogan “Pátria ou abutres”, que o governo populista argentino mandou seus seguidores cantarem.

Num comício encomendado pelo governo de Cristina Kirchner e definido como “antioligárquico e anti-imperialista”, os diaristas do partido cantaram contra os “fundos abutres”.

Esta é a forma deselegante com que o governo argentino se refere aos fundos de investimentos que não aceitaram as reestruturações leoninas dos títulos da dívida pública.

Esses fundos obtiveram de tribunais internacionais o pagamento de seus títulos no valor integral de 2001, quando a Argentina deu o calote. O julgamento da Justiça desatou a cólera dos dirigentes socialo-populistas.

Os organizadores do comício contra os “abutres” também leram mensagem em que Lula declara “solidariedade” a seus amigos no conflito com os fundos, noticiou o “O Estado de S. Paulo” em 13-8-2014.

Lázaro Báez: fundos desviados dariam para pagar a dívida argentina.
Por sua vez, os “abutres” – ou holdouts, numa linguagem mais correta – impetraram por via judicial o bloqueio de dinheiro do empresário Lázaro Báez, ligado ao casal Kirchner e seu ex-sócio em empreendimentos imobiliários obscuros na Patagônia.

Segundo a imprensa portenha, Báez foi beneficiado por obras públicas superfaturadas, realizadas por suas empreiteiras para o governo “anti-oligárquico”.

Só com o dinheiro de Báez os lesados pelo calote “anticapitalista” obteriam de volta o dinheiro que a Argentina não lhes pagou — US$ 1,33 bilhão — e que está difícil de recuperar pelos tribunais de Nova York (“O Estado de S. Paulo”, 14-8-2014).

E se Báez fosse o único!

Seria exagerado dizer que os “abutres” verdadeiros esvoaçam em torno da Casa Rosada, ministérios, governos provinciais, prefeituras peronistas, e até os filhos da presidente Cristina Kirchner.

Eles nem se dão ao trabalho de bater asas, ficando bem instalados nos sofás das dependências públicas, sempre diante de laptops cheios de números.

Xi Jinping assina acordos em Buenos Aires  O expansionismo chinês quer os imensos recursos da Patagônia  e o vicepresidente argentinoo anda às voltas com a Justiça.  Quem são os abutres?
Xi Jinping assina acordos em Buenos Aires
O expansionismo chinês quer os imensos recursos da Patagônia
e o vicepresidente argentinoo anda às voltas com a Justiça.
Quem são os abutres?
O mesmo jornal paulista havia informado que um abutre muito maior e mais determinado estava devorando a pasta de exportações de produtos brasileiros ao país vizinho.

O abutre despercebido pelo populismo também devora como carniça inúmeras empresas argentinas de tamanho médio e pequeno.

Trata-se da China, que está abafando a indústria e o comercio sul-americano.

A dependência de produtos chineses dobrou em seis anos, segundo estatísticas oficiais argentinas. A China já é o segundo maior exportador para a Argentina.

Pequim entra no mercado platino com bens de capital (máquinas e equipamentos) e bens intermediários (manufaturados ou matérias-primas usados na produção de outros bens).

Contra a entrada da economia comunista chinesa não há cânticos “anti-imperialistas”. Pelo contrário, a Argentina declarou a China “aliada integral”, categoria até então só reservada ao Brasil.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Argentina, Rússia (e Brasil):
afinidade ideológica dos presidentes
e desinformação dos povos

Cristina Kirchner abriu um espaço na sua torcida por Dilma Rousseff para aplaudir o seu colega ideológico Vladimir Putin
Cristina Kirchner abriu um espaço na sua torcida por Dilma Rousseff
para aplaudir o seu colega ideológico Vladimir Putin

Cristina Kirchner, presidente da Argentina, abriu um espaço na sua torcida pela reeleição de Dilma Rousseff para aplaudir o seu colega ideológico Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Numa videoconferência na cidade de Santa Cruz, Patagônia, com o déspota da Rússia em Moscou, ela inaugurou a incorporação do canal russo Russia Today à rede estatal argentina de TV Televisión Digital Aberta.

“Estamos conseguindo comunicar os dois povos sem intermediários, para transmitir os valores de cada um. Estamos contentes de incorporar à TV Digital argentina, que transmite para todo o país, o sinal de notícias russas em espanhol”, afirmou Kirchner, segundo o jornal portenho “La Nación”.

A emissora Russia Today, sediada em Washington, esteve no centro de rumorosas queixas e denúncias por falsificação de noticiário.

Sua apresentadora Liv Wald anunciou, no meio da transmissão, que fazia causa comum com a Ucrânia e que abandonava Russia Today, devido à sua insuportável manipulação das informações. Ler mais

O mesmo fez a jornalista britânica Sara Firth logo após a derrubada do voo MH17 por forças russas ou pró-russas. Sara acusou seus ex-chefes da TV russa de “ter organizado fatos para construir uma fantasia”.

“O que eles fazem é manipular a realidade de forma bastante inteligente e habilidosa”, afirmou Sara em entrevista à revista americana “Time”. “Nós mentimos todos os dias no Russia Today. Há milhões de formas de mentir, e foi lá onde eu as aprendi de verdade”, acrescentou, segundo noticiou a “Folha de S. Paulo”.

“Eu não sou senão uma em uma longa fila de pessoas que deixaram a empresa pelo mesmo motivo. Todos aguentam até certo ponto”, concluiu Sara.

Mas a fraude nada parece significar para a presidente nacionalista-populista argentina, sempre de acordo o ex-coronel da KGB.

Soaram ocas as palavras da presidente argentina, especialmente quando disse:

Nacionalista aplaude nacionalista e integram TVs. Uma é populista e outro é herdeiro do bolchevismo. Onde está a diferença? Num ponto pelo menos, a concordância é plena: fechar a imprensa oposicionista.
Nacionalista aplaude nacionalista e integram TVs.
Uma é populista e outro é herdeiro do bolchevismo.
Onde está a diferença?
Num ponto pelo menos, a concordância é plena:
fechar a imprensa oposicionista em nome do anticapitalismo.
“O direito à informação é um dos direitos inalienáveis. O veloz desenvolvimento dos meios de comunicação eletrônicos também permite manipular a consciência social”.

Em resposta, Putin entrou num campo que lhe é bem conhecido: “As guerras da informação caracterizam a época atual, com tentativas de atores internacionais que visam estabelecer o monopólio da verdade”, procedimento que levou o senhor todo-poderoso do Kremlin a silenciar toda a imprensa opositora.

“Precisamos ter acesso direto à informação sem intermediários”, repetiu em uníssono a presidente argentina, que está tentando fechar o maior grupo de oposição no campo da mídia.

A presidente elogiou “o aprofundamento dos vínculos de amizade, de conhecimento e de irmandade entre seu governo nacionalista-socialista e o governo nacionalista-bolchevista da Federação Russa”, manifestando plena sintonia com seu interlocutor.

“Para que todos os argentinos possam conhecer a verdadeira Rússia e todos os russos possam conhecer a verdadeira Argentina, e não aquilo que nos querem fazer conhecer os meios internacionais e nacionais”, sublinhou a presidente em alusão à imprensa dos países livres.

O encontro foi encerrado com um entusiástico aplauso da mandatária platina e um maquinal gesto de mão de Putin, pondo-se acima de sua interlocutora.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Do protesto contra a Copa,
passando pelas FARC
até a rebelião pró-russa

Detido pela polícia em ato anti-Copa, em SP.
Detido pela polícia em ato anti-Copa, em SP.

Ao lado de seus companheiros de armas pró-russos, o paulistano Rafael Marques Lusvarghi, 30, postou suas fotos nas redes sociais segurando uma AK74 e um lança-foguetes soviético descartável em Lugansk, no leste ucraniano.

Ele fora preso pela PM em São Paulo durante os desmandos dos protestos contra a Copa, em junho de 2013, passou 45 dias no cárcere e ainda responde a diversos processos por associação criminosa.

“Não vou ficar perdendo meu tempo com um sistema judiciário falido, irresponsável e lento. Tem que meter bala nessa [palavrão] e fogo nos fóruns e começar tudo do zero, como foi feito na Revolução Francesa e Russa”, responde ele.

No leste ucraniano com armas russas em milícia separatista.
No leste ucraniano com armas russas em milícia separatista.
Lusvarghi foi para o leste ucraniano alistado na “Brigada Continental, braço armado da organização Unidade Continental, movimento que é a síntese entre as Forças Armadas da Colômbia e o Hezbolah”, explicou ele em entrevista por e-mail para Vice.com.

Ele disse ter tomado essa decisão por amor à Nova Rússia, e para participar numa guerra global contra os EUA e o grande capital financeiro internacional.

Antes já tinha frequentado as FARC na Colômbia.

Interrogado se participaria de alguma frente revolucionária que pretendesse mudar os rumos do Brasil e, se necessário, pegar em armas aqui, ele respondeu sem vacilar: “Mas claro que sim”.

Acrescentou que seu comandante Victor Alfonso Lenta é originário da Colômbia, e que a Brigada Continental, da qual fazem parte, tem sua sede em Belgrado.

Rafael Lusvarghi admira Vladimir Putin porque este oferece uma alternativa contra o mundo ocidental.

Hoje na Ucrânia lutando por Putin. Amanhã no Brasil por quem?
Hoje na Ucrânia lutando por Putin. Amanhã no Brasil por quem?
Ele já foi soldado da Polícia Militar de São Paulo e legionário estrangeiro. Por sua “experiência”, comanda agora um dos grupos armados separatistas, o Batalhão Prizrak.

“No Brasil, consegui entrar em contato [com as milícias pró-russas] graças a uns amigos politicamente engajados que me encaminharam para um grupo especial. Eles sabiam da minha experiência militar”.

Além da expansão da “nova URSS”, a guerra da Ucrânia está servindo de campo de treino para guerrilheiros que amanhã poderão vir lutar no Brasil contra a ordem constituída.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma “nação chinesa” no Brasil?

Presidente Dilma com presidente da China Xi-Jinping

As inconmensuráveis riquezas contidas na região amazônica causam inveja em todo o mundo.

Não faltam e cada vez menos faltará países, multinacionais ou grupos ideológicos querendo fincar pé nas regiões menos povoadas da Amazônia brasileira.

É questão de soberania nacional que o País ocupe efetivamente esse território.

E quem melhor do que os próprios cidadãos brasileiros para se instalarem lá para produzir, povoar e garantir o controle nacional?

Porém, o ativismo ambientalista, de mãos dadas com o indigenismo e outros pretextos de fundo ideológico, vêm bloqueando a larga ocupação dessa imensa parcela estratégica do país.

Restrições legais de toda espécie, como demonstrou o Dr. Evaristo de Miranda no post O BRASIL ACABOU?, tornam extremamente árdua senão impossível a expansão natural da atividade produtiva e da população brasileira nessa prometedora região.

E até vem expulsando-os da região como aconteceu na reserva Raposa/Serra do Sol. 

Índio macuxi Adalto da Silva num lixão sem emprego,
teve que deixar Raposa/Serra do Sol
Também países que outrora foram e em alguma medida ainda são aliados do Brasil não podem promover a instalação de empresas, como dos EUA e da Europa, sob vigilante controle nacional é claro.

Porém amigos ideológicos das esquerdas populistas representadas em partidos de governo – e não faltam na oposição – vêm assinando dezenas de acordos com países como a Rússia e a China para a exploração das riquezas da região amazônica.

Desses contratos e acordos bilaterais, o brasileiro sabe muito pouco. Só se sabe que a presidente Dilma Rousseff é amiga de Vladimir Putin e de Xi Jiaoping, que as afinidades ideológicas pró-comunistas deles são numerosas e que se encontram em reuniões como a dos BRICS.

Na África, o desembarco de empresas, engenheiros e mão de obra chinesa é um fato em continuada expansão. O que viriam fazer a Rússia e a China na Amazônia, seus governos, suas empresas ou suas ONGs? Nesse sentido causa preocupação noticias como a que comentamos a seguir.

Enquanto o cientista político James To comenta em livro que 64% dos chineses que conseguiram reunir algum pecúlio desejam ou já planejam abandonar seu país, o “The Wall Street Journal” informa que o governo chinês iniciou campanhas de propaganda para garantir a “lealdade” desses chineses no exterior.

Os principais líderes da revolução comunista chinesa foram intelectuais formados na Europa. Mas hoje os estudantes mais dotados, que estudam no Ocidente, não querem ficar integrados ao superpoder tirânico e procuram se instalar longe dele.

Atuais rotas de emigração chinesa no suleste asiático. E se amanhã vierem para a Amazônia para onde os brasilerios não podem ir?
Atuais rotas de emigração chinesa no suleste asiático.
E se amanhã vierem para a Amazônia
para onde os brasilerios não podem ir?
Os imensos problemas que afligem o sistema socialista em matéria de insegurança política, social e delictiva, a poluição que bate os recordes planetários, a intoxicação alimentar, o desastroso e ideologizado sistema escolar são alguns dos argumentos que impulsionam esta espécie de fuga.

Porém, o sistema maoísta pretende tirar proveito dessa migração. Para isso montou um monstro burocrático — a Agência dos Assuntos Chineses no Além-mar do Conselho do Estado — para garantir o “controle remoto” sobre esses autoexilados. A finalidade máxima, diz o jornal americano, é garantir que fiquem fiéis ao Partido Comunista.

O povo chinês é laborioso e hábil no comércio. Na Indonésia, país muçulmano, os imigrantes chineses conquistaram uma posição hegemônica nas pequenas lojas.

A instalação de grandes colônias de cidadãos chineses em outros países pode facilitar a entrada de agentes treinados pelo governo de Pequim, que obedecerão às instruções do regime.

Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente do americano Jimmy Carter, lembrou que numa reunião entre esse presidente e o chefe da China, Deng Xiaoping, Carter começou a falar de Direitos Humanos. Deng saiu-se então com uma inesperada:

“Bem, nós os deixaremos partir. Você está preparado para aceitar 10 milhões?"

China possui imensa população que poderia ser encaminhada para qualquer canto do planeta
China possui imensa população que poderia ser encaminhada
para qualquer canto do planeta
O problema, conclui “The Wall Street Journal”, é que a torrente humana que hoje poderia vir para o Ocidente seria de 100 milhões ou mais. Suficiente para criar países dentro de países.

O leitor já pensou o que seria a entrada de uma massa dessas em algum estado despovoado do Brasil?

Nessa hora, os amigos ideológicos da China – ambientalistas, ONGs, tentáculos da CNBB e esquerdistas – que opõem obstáculos à instalação dos brasileiros no território nacional, provavelmente não irão protestar, mas com certeza comemorar.



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Eleições: o Brasil anseia por estabilidade e paz


É difícil governar um povo com base numa miragem! Ou seja, criando a ilusão da existência de um espírito progressista – ou esquerdista – nas camadas profundas da população, onde ele, na verdade, não existe.

É igualmente difícil governar um povo cordato cortejando minorias muitas vezes radicais, conclui a reflexão do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Se o mundo político não vencer a magia dos velhos mitos e insistir num reformismo festivo, rumo a um esquerdismo cada vez mais radical (baseado em vitórias eleitorais ilusórias), serão cada vez mais raros no público aqueles que os acompanharão.

Nesse caso, qualquer candidato que vier a ocupar o Palácio do Planalto dificilmente escapará ao vácuo terrível do qual o mundo político, já hoje, está custando a escapar.

* * *

A encruzilhada que o País vive neste momento, cabe em boa medida aos nossos homens públicos resolvê-la.

Continuarão eles a deixar sem voz e sem vez uma grande maioria centrista e conservadora, não atuando como resolutos mandatários da mesma?

Continuarão a privilegiar sentimentos progressistas ou esquerdistas fictícios?

Diante dos múltiplos fatores desestabilizadores que marcam nossa atual conjuntura, em que é contínuo o esforço de certas minorias para suscitar confrontos e dissensões sociais, ao estilo da velha luta de classes, o Brasil mediano, o Brasil sensato, o Brasil autêntico anseia por serenidade, por estabilidade e por paz.

Este Brasil que recusa aventuras e rupturas sócio-políticas, necessitaria de uma candidatura viável que soubesse vocalizar suas aspirações e se comprometesse

* a ser a alternativa clara e firme ao governo do PT;

* a fazer cessar as imensas máquinas de corrupção;

* a tornar a administração pública credível;

* a cicatrizar as chagas do jogo político-social do “nós contra eles”;

* a não introduzir qualquer legislação que venha a permitir o aborto;

* a não modificar a ordenação legal da família, mantendo o matrimônio como união estável entre homem e mulher;

* a não impor a educação estatal às crianças e a garantir o direito da família de educar seus filhos;

* a não aprovar programas e reformas educacionais que implantem a anti-natural “ideologia de gênero”;

* a fazer cessar as agitações e reformas que ameaçam a propriedade urbana;

* a fazer cessar as múltiplas ameaças contra a propriedade no campo e a dar estabilidade aos produtores rurais, verdadeiro esteio de nossa economia;

* a rever a chamada política indigenista e a repensar e reformular as demarcações de reservas indígenas e de terras quilombolas;

* a livrar a economia do dirigismo estatal, a favorecer a iniciativa privada, a diminuir a onerosa carga tributária.

* * *

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira apresenta aqui estas reflexões, como contributo ao que está persuadido serem os mais altos interesses do Brasil e da civilização cristã na presente conjuntura, depositando seu esforço aos pés de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira de nossa Nação.

São Paulo, 24 de setembro de 2014
Festa de Nossa Senhora das Mercês
Adolpho Lindenberg
Presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A estranha omissão da CNBB

A estranha omissão da CNBB
Face aos rumos ameaçadores para os quais aponta o quadro eleitoral, é compreensível a perplexidade dos católicos, afirmou em comunicado o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira—IPCO, divulgado em São Paulo.

O IPCO observou também que essa perplexidade e apreensão é partilhada por muitos que não sendo católicos reconhecem o papel fundamental da Igreja Católica.

E a fonte dessa preocupação é a quase completa omissão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) diante dos perigos que se avizinham contra os valores cristãos e contra o concórdia e a paz no Brasil.

Era natural que esse organismo episcopal, diz o IPCO, fizesse sentir a influência sobrenatural da Santa Igreja, pela pregação da verdade evangélica, para o bem espiritual, intelectual e moral daqueles que a ela se abrem.

Mas, infelizmente, a CNBB vem relegando para segundo plano uma série de temas de primordial importância religiosa e moral no que diz respeito ao bem comum espiritual e temporal do Brasil.

A CNBB vem tentando modelar a opinião pública a seu gosto em determinados problemas políticos e sócio-econômicos.

Os católicos deploram com dor na alma as incursões da CNBB em matéria especificamente temporal, revestidas, por vezes, de uma agressividade voltada para a agitação.


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Na mídia: disputas pessoais.
Na realidade: metas análogas

Na mídia: disputas pessoais. <br />Na realidade: metas análogas

Forte radicalização poderá vir após a eleição do presidente.

Decreto dos Conselhos Populares

Antes de tudo, em decorrência do Decreto presidencial 8243, o qual constitui – como o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira teve oportunidade de alertar – um gravíssimo ataque às instituições vigentes, no que pode ser qualificada de uma tentativa de golpe de Estado incruento.


Esse Decreto, já comparado a um decreto bolivariano ou bolchevique, torna obsoletas as instituições do Estado de Direito e cria organismos informais através dos quais minorias militantes condicionarão a sociedade e o governo.

Ele será uma das chaves do próximo mandato presidencial e as duas candidaturas que lideram as pesquisas, vêem nele a oportunidade de caminhar rumo a uma “democracia popular” tão ao gosto dos sistemas totalitários socialistas.

A própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) endossa a criação de estruturas de participação popular e questiona a democracia representativa em sintonia com o Decreto presidencial 8243.

Reforma Agrária

Volta a idéia de incrementar a Reforma Agrária, a velha utopia de esquerda, que debilitou o direito de propriedade, criou em milhões de hectares verdadeiras “favelas rurais” ou unidades coletivizadas dependentes das “esmolas” governamentais.

A “agricultura familiar” (termo assaz dúbio) é manipulada em detrimento do agronegócio que constituiu hoje a salvaguarda honrada e forte da economia nacional.

Volta o fantasma dos índices de produtividade rural fazendo crescer a insegurança jurídica no campo, e a perspectiva da volta das invasões e do arbítrio.

Radicalizar o agro-reformismo – além de violar o direito de propriedade, consagrado em dois Mandamentos da Lei de Deus – gerará mais conflitos e injustiças, geram susto e apreensão.


Reforma Urbana

Certos mecanismos de agitação política assestaram seu foco sobre os grandes conglomerados urbanos, aí promoveno movimentos desestabilizadores.

A Reforma Urbana, quiçá ainda mais tempestuosamente esquerdista do que a Reforma Agrária, constitui mais um fantasma que visa acabrunhar as horas de trabalho, de lazer e de sono dos proprietários urbanos do Brasil.

Eles vão ficando ameaçados de sofrer uma sumária e despótica perseguição legal. É impressionante a liberdade de que gozam os agitadores camuflados de "sem-teto", recebidos por autoridades após praticarem seus atos ilegais de desrespeito à propriedade.

Reservas indígenas e terras quilombolas

Na mídia: disputas pessoais. <br />Na realidade: metas análogasA desastrosa – e muitas vezes ignominiosa – política indigenista bafejada pelos clérigos e leigos ligados à Teologia da Libertação, em vez de estimular a mútua compreensão cristã, suscita incompreensões, rivalidades e atritos.

A concepção hipertrofiada dos direitos dos índios favorece invasões de terras e agressões à propriedade privada.

A continuação dessa política parece visar a autonomia de tais reservas, reconhecendo-lhes uma como que soberania, o que de si caminha para o esfacelamento da unidade e da soberania nacionais.

O que aqui fica dito sobre a política indigenista, poderia ser afirmado, de modo análogo, a respeito da política de demarcação das terras quilombolas.


Aborto

A consagração da prática do aborto pela legislação é quase completamente silenciado nos debates eleitorais.

Os eleitores podem recear que esse silêncio seja prenúncio, após as eleições, de medidas e propostas que agridam o sentir comum de nossa população, e se choquem com os valores cristãos da grande maioria da mesma.

“Casamento” homossexual

Em rota de colisão com os ensinamentos do Evangelho, os ativistas do movimento homossexual tentam consagrar a prática do homossexualismo, flagrantemente oposta à Lei natural e à moral revelada.

Segundo os líderes desses movimentos, está em curso uma verdadeira revolução moral e religiosa, oposta ao cristianismo que se traduz, entre outras coisas, na legalização do “casamento” homossexual.

Criminalização da “homofobia”

Dita revolução moral e religiosa utiliza o termo “homofobia” para tachar, de modo depreciativo, todos aqueles que se manifestam, com argumentos racionais, científicos ou religiosos, às práticas do homossexualismo.

Os militantes desta revolução pretendem criminalizar todos os que se opõem a sua agenda, por exemplo em nome da Lei natural e dos Dez Mandamentos.

Quem não percebe que tal proposta abriria as portas para a perseguição de caráter religioso e para os chamados crimes de opinião?


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Esquerda isolada no poder, eleitorado desagradado, programas semelhantes

Esquerda isolada no poder, eleitorado desagradado, programas semelhantes

Fora dos seguidores habituais de certos partidos ou candidatos, é enorme o número dos que não tem certeza em quem votar. Por que?

Nestes últimos doze anos, o Partido dos Trabalhadores (PT) alcançou êxitos eleitorais em boa medida ilusórios, diz comunicado do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, divulgado em São Paulo.


As conquistas petistas foram, em ponderável medida, fruto de um eleitorado que acabou por votar na esquerda sem ter uma mentalidade autenticamente progressista ou esquerdista.

A isto era ele condicionado por fatores publicitários, de benesses sociais, de pregações religiosas, de calculismo, e até pela ausência de uma mais ampla gama ideológica de candidatos.

Entretanto, os estrategistas da esquerda imaginaram ter ganhado terreno na opinião pública.

Não souberam entender que o “homem da rua” não se deixou propriamente convencer. Certa simpatia despreocupada que o levou a votar na esquerda, não era isenta de uma nota de desconfiança.

Dando, pois, aos êxitos eleitorais o alcance que eles não tinham, o PT, se açodou na implementação de sua agenda sócio-política e deu livre curso a seus métodos de ação, tantas vezes autoritários.

Cada dia mais, o PT foi-se mostrando ácido diante das críticas, alimentando o clima odioso do “nós contra eles”.

O aparelhamento do Estado; as políticas públicas anti-“discriminatórias”, que deslancharam tensões sociais, antes inexistentes no País; o favorecimento de “movimentos sociais” desrespeitadores da propriedade privada e do Estado de Direito; as propostas de controle da imprensa; o aumento de intervenção estatal na economia; as relações internacionais submissas a interesses ideológicos espúrios; o crescimento abrupto de escândalos de corrupção, etc., tudo isso foi fazendo o Brasil se sentir, pouco a pouco, ludibriado em seus anseios de uma ordem distendida e pacata.

A esquerda no governo foi caindo no isolamento, diante de um público inicialmente desagradado embora silencioso, depois agastado e, por fim, ressentido e furioso.

Seria por demais exaustivo analisar aqui a gênese dos protestos de junho do ano passado, mas é fato que os mesmos acabaram por se transformar em um imenso transbordar deste descontentamento público, para o qual convergiram insatisfações regionais e nacionais, políticas, sociais, econômicas, culturais, o que deu a tais manifestações um aspecto multifacetado.

Esquerda isolada no poder, eleitorado desagradado, programas semelhantesEncerrado em sua própria utopia, o governo petista tentou ainda escamotear o sentido de tais protestos e radicalizar seu projeto de poder.

Embora as grandes manifestações tenham naturalmente refluído, o descontentamento com o PT e seu modo de governar foi se multiplicando e dando sinais vivos por toda a parte do território nacional e em todos os segmentos da sociedade.

Chegou-se, assim, à presente disputa eleitoral em que, para muitos, o intuito primordial de uma renovação política era afastar, pelo voto, o PT do poder.

A forte carga emocional de uma família, jovem e numerosa, dilacerada por um trágico desparecimento, juntamente com pesquisas que apontavam uma disparada acentuada nas intenções de voto em Marina Silva, fizeram entrever, num desses rompantes típicos de nossa agilidade de espírito, que a candidatura desta última poderia ser a “bala de prata no coração do lulopetismo”, para usar a expressão de um matutino paulista.

Some-se a isso certa nota messiânica, certo utopismo de quimeras suaves ou brilhantes, envolta em linguagem fantasiosa e sedutora, que cria a impressão, ou a ilusão, da possibilidade de uma outra política.

Esse verniz messiânico deu a impressão, tal vez fugaz, de a nova candidata distar dos conchavos pouco coerentes e das iniciativas políticas tantas vezes enlameadas e corruptas do atual panorama.

Mas, afirma o IPCO, se bem analisada a situação, o País parece encaminhar-se para uma disputa entre dois projetos políticos esquerdistas, não tão diferentes entre si e, mais grave ainda, que radicalizarão os ânimos e criarão inevitavelmente fissuras no corpo social.

domingo, 28 de setembro de 2014

Eleição 2014:
mundo político erra o alvo


Há algo estranho na atual corrida presidencial.

Imenso setor do eleitorado não sabe ainda em quem votar e mostra indiferença pelo importante pleito, em decorrência de um descompasso crescente da população com aqueles que devem representa-la.

O comunicado do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – IPCO “O Brasil ante o perigo esquerdista e o vácuo político”, aponta uma causa muito sensível.

O IPCO observa que para a maioria dos políticos a-ideológicos, a corrida para a esquerda é sinônimo de popularidade triunfal.

Movidos por tal ilusão, até mesmo políticos convictamente centristas (ou até um ou outro direitista) relegaram ao abandono todo o potencial político de que disporiam, caso se opusessem com firmeza à esquerdização dissolvente que vai arruinando o País.

Assim, a parte mais substancial do mundo político pôs sua mira na esquerda, errando o alvo de sua pontaria publicitária que deveria estar no centro, de si conservador.

Um centro conservador não adepto de um imobilismo total, mas favorável à manutenção de uma determinada ordem de coisas.

Plinio Corrêa de Oliveira, o líder católico cujo pensamento e métodos de ação inspiram o Instituto que leva seu nome, sempre alertou para o desacerto gravíssimo entre importantes setores do mundo político e a parte mais preponderante e sadia de nossa opinião pública.

Segundo ele, um equívoco, manuseado por políticos verdadeiramente esquerdistas, por certo capitalismo publicitário, por clérigos progressistas e favorecido ainda por hábeis táticas de propaganda, fez crer a muitos que a opinião pública brasileira constitui um imenso caudal a caminhar gradualmente para a extrema-esquerda.

Como observava Plinio Corrêa de Oliveira, no grande centro conservador há tendências ora para a direita, ora para a esquerda, que, entretanto, não cindem o imenso bloco majoritário fundamentalmente centrista.

Convém ainda precisar que o conservantismo brasileiro possui notas mais acentuadamente psicológicas do que ideológicas.

É generalizada nele a persuasão de que, diante de um mundo cheio de incertezas e de crises, quaisquer solavancos, reformas ou aventuras poderão ser fatais. E todos nele anseiam, ao contrário, por segurança e estabilidade.

Há portanto, um desacerto fundamental entre o mundo político e a parte preponderante da opinião pública.

Por isso, o País vive um angustiante paradoxo: quase todas as candidaturas de peso tendem para a esquerda (mais ou menos radical) e a maioria da população, centrista e conservadora, não encontra representante de projeção que com ela se identifique.

Tal distorção faz com que muitos não possam expressar reflexões, ideais, e sugestões políticas, sociais e econômicas que acalentam no fundo da alma.

Abafados assim em suas legítimas aspirações, sem candidatos que as vocalizem e compelidos, por outro lado, pela obrigatoriedade do voto, muitos buscam uma válvula de escape, algum candidato que possa parecer uma contestação a esse sistema.

Isso torna a escolha eleitoral um exercício altamente volúvel, imprevisível, marcado pela impulsividade, pelas reações temperamentais, por uma certa torcida, às quais, na maioria das vezes, estão alheios a observação, a reflexão e o planejamento da ação.

Por sua vez, o mundo político gira em torno de si próprio, numa disputa necessariamente conturbada, marcada atitudes puramente subjetivas, por reações impulsivas.

E o debate sério de temas profundos e de programas de governo fica trocado pelos ataques rasteiros, pelas mentiras deslavadas, pelos truques de propaganda.

É claro que o brasileiro inteligente, cordato e conservador não se sente interpretado pelo ambiente dos políticos.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Eleição presidencial: o Brasil ante o perigo esquerdista e o vácuo político


No próximo dia 5 de outubro o Brasil efetuará a oitava eleição presidencial, após a assim chamada redemocratização. Eleição que, tudo parece indicar, só no segundo turno, a realizar-se três semanas depois, definirá o futuro ocupante do Palácio do Planalto.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, com o comunicado “Eleição presidencial: o Brasil ante o perigo esquerdista e o vácuo político”, não pretende imiscuir-se nas disputas partidárias que, em nosso País, são marcadas, de modo preponderante, por divergências de interesse de personalidades ou de clãs políticos, mais do que por desacordos de elevado nível doutrinário.

Entretanto, a presente eleição presidencial traz em seu bojo questões ideológicas inquietantes, muitas vezes afastadas da atenção do público por debates irrelevantes.

Sendo diversas dessas questões de vital importância para a Igreja e para a civilização cristã, é compreensível que suscitem indagações no espírito de muitos católicos, sobretudo quando percebem seus valores ameaçados.

Acresce-se a isso que tais questões ideológicas estão muitas vezes impregnadas do pensamento doutrinário, da atuação política e da agitação social da “esquerda católica”.

Por tais motivos, pareceu conveniente ao Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – entidade civil, composta de leigos católicos – apresentar uma série de reflexões destinadas antes de tudo a seus dedicados simpatizantes, mas também aos católicos e aos eleitores em geral.

Reflexões que submete igualmente à atenção dos políticos e dos candidatos engajados no atual pleito.


1. Quadro político e eleitoral conturbado

O presente pleito eleitoral insere-se num quadro político bastante instável e confuso.

Um crescente descontentamento com os rumos dados ao País pelo governo da Presidente Dilma Rousseff levaram, nestes últimos meses, a inequívocas manifestações públicas de desagrado em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT) e à própria figura da Presidente.

Em junho do ano passado, grandes manifestações realizadas por todo o País tinham feito soar o alarme.

Mas o governo preferiu ignorar e até distorcer o sentido profundo das mesmas, ensaiando a convocação de uma Assembleia Constituinte específica que lançasse o País numa obscura reforma política.

Enquanto isso, o Brasil era assombrado por denúncias, cada vez mais arrepiantes, de bilionários esquemas de corrupção, instaurados no coração do Estado e visando a consecução de um projeto de poder, com laivos acentuados de totalitarismo.

Desde então, alastraram-se os fatores de incompreensão e de indignação, nas camadas profundas da população, e foi crescendo o desejo de obter nas eleições o afastamento do PT do poder.

* * *

Foi nesse ambiente sócio-político conturbado que se delineou o presente pleito eleitoral. Para ele muitos se voltavam com um misto de esperança e de desconfiança.

Esperança de uma real mudança de rumos em relação à marcha desagregadora empreendida pelo governo; e desconfiança de que a presente disputa eleitoral nada mais fosse do que uma repetição de outras eleições, em que os debates sérios a respeito dos rumos do País estiveram ausentes.

A campanha eleitoral dava seus passos iniciais, quando a morte do candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, no brutal e ainda não inteiramente esclarecido acidente aéreo que o vitimou, junto com outras seis pessoas, aportou novo fator de conturbação ao quadro político.

As mudanças abruptas na corrida presidencial, em decorrência de tal acidente, só tornaram mais aguda a distorção que atinge habitualmente as disputas eleitorais no País, máxime para o cargo de Supremo Mandatário da Nação.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Base espacial chinesa na Patagônia
serve para finalidades militares

O secretario de Gestão Pública de Neuquén, Rodolfo Laffitte, apresenta a base
O secretario de Gestão Pública de Neuquén, Rodolfo Laffitte, apresenta a base
A instalação de uma estação espacial chinesa na Patagônia causou vivas apreensões no país vizinho, informou o jornal portenho “La Nación”.

A base começou a ser construída após o acordo firmado entre a presidente Cristina Kirchner e o seu homólogo chinês Xi Jiping, mas não teve sequer o indispensável aval do Congresso.

O temor mais grave é que venha a ser usada com intuitos militares.

A base está sendo construída às pressas na desértica localidade de Bajada del Agrio, na província de Neuquén, aos pés dos Andes, não distante da fronteira com o Chile e a 1.380 km de Buenos Aires.

O secretário geral da Comisión Nacional de Actividades Espaciales (Conae), Félix Menicocci, declarou no Senado que este deve aprovar o acordo e que “não haverá pessoal militar da China no projeto”. Ele também não deu importância ao efeito geopolítico mundial da controvertida estação espacial chinesa na Argentina.

Segundo a versão oficial da Conae, a base não poderia acompanhar mísseis, mas não é o que pensam altos funcionários do Ministério de Defesa.

O governo populista e anticapitalista argentino alega que o projeto renderá muito dinheiro. Além do mais, na base vão residir “10 cientistas chineses durante todo o ano, além de 25 rotativos”.

O ministro da Planificação argentino, Julio De Vido, fez um ditirâmbico elogio das capacidades argentinas em recursos humanos, experiência adquirida no desenvolvimento de satélites de observação da Terra, além do desenvolvimento de um foguete lançador de satélites, o Tronador II.

Nacionalismo populista argentino aliado do comunismo chinês
Nacionalismo populista argentino aliado do comunismo chinês
Mas omitiu que a Argentina não terá controle sobre o que acontecerá na base chinesa de Bajada del Agrio. Esta será isenta de impostos, e as leis trabalhistas, relativas às duas centenas de operários que trabalham dia e noite na nova instalação, não são argentinas.

A embaixada da China emitiu declaração segundo a qual “a suposta perda da soberania argentina não corresponde à realidade e é uma fala puramente absurda”. Mas ninguém em Buenos Aires acredita em “conto chinês”.

A hipocrisia nacionalista do governo de esquerda peronista está se patenteando cada vez mais. Essa hipocrisia berraria até as nuvens se algum governo argentino concedesse uma base análoga aos EUA.

O nacionalismo argentino, sempre sorrateiramente amigo e cooperador do socialo-comunismo, tripudiaria contra esse imaginário acordo e contra os EUA, seu obsessivo inimigo.

Mas como se trata da China herdeira de Mao Tsé Tung, esse nacionalismo não reage, não se interessa, favorece por debaixo do pano e finge não dar importância quando o perigo é denunciado alto e bom som.

Essa base constitui um dos mais cobiçados sonhos de Pequim em território argentino, acrescentou La Nación.

O acordo nacionalista-comunista inclui “anexos reservados” mantidos em estrito segredo. Os legisladores, que deveriam aprovar o acordo antes de ser executado, só conhecem uma parte do mesmo.

Base chinesa em acelerada fase de construção na Patagônia
Base chinesa em acelerada fase de construção na Patagônia
Para as Forças Armadas argentinas o caso é sério: a estação espacial chinesa com 200 hectares de tamanho pode ser usada no futuro imediato com finalidades militares por Pequim.

A concessão será por 50 anos, sem impostos, os funcionários serão chineses e receberão tratamento segundo a legislação de Pequim.

No frenético ritmo atual das obras, a antena espacial estará ativa em fevereiro de 2015, segundo o secretário de Gestão Pública de Neuquén, Rodolfo Laffitte.

A Argentina só poderá utilizar 10% do tempo de trabalho da estação, dependendo das atividades chinesas.

Para o especialista Felipe de la Balze, a tecnologia que está sendo instalada é dual, civil e militar. “Tem usos militares de enorme relevância que poderiam engajar nosso país num futuro conflito militar entre os EUA e a China”.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

IPCO: Aborto, Blasfêmia e Sacrilégio
na 31ª Bienal de Artes de São Paulo

Imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus
toda coberta por baratas e escorpiões

IPCO

É bem possível que seu filho, sobrinho ou neto venha a ser convidado pela escola, se já não o foi, a visitar a Bienal de Artes de São Paulo. É o que costuma ocorrer…

Mas neste ano, o que ele verá?

Um conjunto escandaloso de blasfêmias e sacrilégios contra Nosso Senhor Jesus Cristo e a Santíssima Virgem, um incitamento à total legalização do aborto e uma promoção aberta do homossexualismo!

Proteste agora mesmo e envie sua mensagem aos diretores das escolas de São Paulo, pedindo que não promovam a excursão de seus alunos à 31ª Bienal de Artes de São Paulo!

Representantes do INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA estiveram na Bienal para elaborar um documentário, e ficaram estarrecidos com o que viram:

1 – A exposição “Errar de Deus” expõe a figura sagrada de Jesus Cristo crucificado sendo devorada por corvos.

2 – Na sequência, uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus toda coberta por baratas e escorpiões.

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Nossa Senhora de traços masculinos
3 – Adiante, uma serpente enroscada no corpo da Virgem Maria, com o claro intuito de inverter o conceito católico da Virgem esmagando a cabeça da serpente. (Gen 3, 15)

4 – A Santa Ceia dentro de uma frigideira, para ser fritada, e uma imagem de Nossa Senhora prestes a ser triturada por um ralador de cozinha.

5 – Ao final dessa exposição, os guias da Bienal orientam os visitantes a assinarem uma petição ao Papa Francisco, pedindo a “abolição total do inferno”.

A maioria dos visitantes nem a lê, e assina sem perceber que o abaixo-assinado é promovido pelo CIHABAPAI (Clube dos Ímpios, Hereges, Apóstatas, Blasfemos, Ateus, Pagãos, Agnósticos e Infiéis). Seu filho ou parente será convidado a assinar esse pedido unindo-se a tal clube!

6 – Uma exposição chamada “Espaço para Abortar” inclui vários “úteros” gigantes. O objetivo é que as mulheres entrem neles e gravem “testemunhos” de “experiências”, advogando a legalização do aborto no Brasil! (Cfr. El Pais, 4/9/14)

7 – Há também “a sala chamada ‘Deus é [palavra impublicável]’, com obras que subvertem ícones católicos, como uma Virgem barbada” (Folha de S. Paulo, 6/9/14).

A mesma sala “registra corpos andrógenos e relações homoeróticas em frente a imagens religiosas como a Virgem de Guadalupe” (OESP 31/8/14).

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Crianças em idade escolar levadas a visitar a Bienal de Artes de São Paulo
8 – Ainda na mesma exposição, a obra Casa particular, que de acordo com o site oficial da Bienal, “encena a última ceia de Jesus com seus discípulos em um dos prostíbulos da rua San Camilo, em Santiago [do Chile]. Nessa ação, uma das prostitutas, sentada no centro da mesa, assume o duplo papel de Cristo e de Pinochet, dizendo (…), depois de oferecer pão e vinho: ‘este é meu corpo, este é meu sangue’” (Cfr. http://app.31bienal.org.br/pt/single/1110).

9 – “O peruano Giuseppe Campuzano e seu ‘Museu Travesti do Peru’, que inclui uma Nossa Senhora de traços masculinos” (El Pais, 4/9/14), na exposição “Linha do Tempo”.

10 – Uma das exposições disponibiliza cartões postais comemorativos da quebra de igrejas, imagens e conventos pelos comunistas, durante a guerra civil espanhola (1936-39).

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Patrocinadores da Bienal
Proteste agora mesmo e envie sua mensagem aos diretores das escolas de São Paulo, pedindo que não promovam a excursão de seus alunos à 31ª Bienal de Artes de São Paulo!

* * *
Pablo Lafuente, um dos curadores da Bienal, afirmou: “Esperamos que essa seja uma caixa de ressonância da sociedade e também uma oportunidade de abraçar uma força artística transformadora” (El Pais, 4/9/14).

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Patrocinadores da Bienal
Em outras palavras, querem transformar nossa mentalidade e a de nossos filhos, e conduzir-nos a uma sociedade em que o aborto, a imoralidade e a injúria a Deus se tornem comuns…


Brasileiros, podemos ficar indiferentes diante desse arsenal de blasfêmias, em exposição de 6 de setembro a 7 de dezembro de 2014?

Podemos deixar Nosso Senhor e sua Santíssima Mãe serem ofendidos desse modo?

Podemos deixar que as escolas, a pretexto de “educação artística”, levem nossos jovens e crianças para assistir essas e outras ofensas à fé e à moral?

Jovens do IPCO protestam nas ruas de SP contra blasfêmias na 31ª Bienal de Artes

Blasfêmia não é arte, não é “liberdade de expressão”: blasfêmia é um grave desrespeito ao 2º Mandamento da Lei de Deus!

Proteste agora mesmo e envie sua mensagem aos diretores das escolas de São Paulo, pedindo que não promovam a excursão de seus alunos à 31ª Bienal de Artes de São Paulo!


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Sistema bolivariano-comunista cai de maduro na Venezuela

Miséria anti-consumista e socialista na Venezuela
O presidente Maduro convocou o cubano Orlando Borrego, um economista que foi tesoureiro do Che Guevara, para conduzir uma “revolução dentro da revolução” na economia do país.

A saga revolucionária conta que quando Fidel Castro quis formar um governo perguntou a seus cúmplices se alguém era economista.

E o Che Guevara respondeu com um trocadilho: “eu sou comunista”. Ganhou o ministério, e liquidou a economia do país. Borrego completou a destruição, ou o triunfo do comunismo.

Agora a Venezuela que se encontra na pior situação econômica em décadas, apela ao verdugo da economia libre.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Milicianos pró-russos viriam para América Latina

Milicianos espanhóis viriam para América Latina
Milicianos espanhóis viriam para América Latina
O jornal “El Mundo”, de Madrid, entrevistou dois milicianos espanhóis que lutam no “Batalhão Vostok”, no leste da Ucrânia, por causa das afinidades do grupo separatista com as crenças comunistas.

Ángel Arribas Mateo, 22, é de Cartagena e tem tatuada a imagem de Lenine no braço direito e a de Stalin no esquerdo.

Rafael Muñoz Pérez, 27, é das Astúrias. Os dois ingressaram como voluntários na milícia pró-russa mais violenta e sanguinária.

Eles receberam instrução militar no local e estão adquirindo experiência de combate. Ostentando a bandeira da II República espanhola da Guerra Civil 1936-1939, eles repetem a todos o slogan comunista “No pasarán”.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Fabulosas jazidas de gás e petróleo na Patagônia irritam ambientalistas

Por vezes até a natureza traz surpresas aos dirigentes eclesiásticos e políticos, empenhados em levar seus países a uma miséria como a cubana, apresentada por eles como mais de acordo com a pobreza ensinada por Jesus Cristo (e pelo “Capital” de Karl Marx)!

Na Argentina, por exemplo, a presidente “chavista” Cristina Kirchner está ativamente empenhada em quebrar a riqueza agropecuária do país e das classes tradicionais e conservadoras ligadas à terra.

Enquanto ela não consegue frear a produção e as exportações recordes de produtos agrícolas, outra notícia lhe veio a contragosto de uma frente diversa.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Livro desvenda luxo debochado do ídolo dos “defensores dos pobres”

Ilhas de prazer onde Fidel recebe teólogos e ativistas 'defensores dos pobres'.  Fonte: revista Veja
Ilhas onde Fidel recebe teólogos e ativistas 'defensores dos pobres'.
Fonte: revista Veja
Juan Reinaldo Sánchez, que durante 17 anos foi guarda-costa de Fidel Castro, denunciou que o “líder do povo” vive num luxo que ele diz reprovar nas elites cubanas e no “corrupto” capitalismo americano.

Até o regime cubano cair na mais negra miséria, após o desabamento do Muro de Berlim, e ficar privado das subvenções de Moscou, Fidel continuou sua vida nababesca.

Sánchez conta em seu livro A Vida Secreta de Fidel que ele foi preso pelo regime quando pediu aposentadoria. Era preciso silenciar a testemunha.

Ele padeceu entre 1994 e 1996 numa cela infestada de baratas, foi torturado e tentaram matá-lo. Sánchez procurou fugir oito vezes, até que conseguiu a liberdade viajando num barquinho até o México, passando depois a morar em Miami.

Em seu livro, Sánchez descreve o estilo de vida do “comandante supremo” em todo comparável à vida dos líderes marxistas de trás da Cortina de Ferro, ou de Viktor Yanukovich e Vladimir Putin no presente.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

O BRASIL ACABOU?



Paulistano, agrônomo, tem mestrado e doutorado em ecologia pela Universidade de Montpellier (França). Com centenas de trabalhos publicados no Brasil e exterior, é autor de 35 livros. Pesquisador da Embrapa, ele já implantou e dirigiu três centros nacionais de pesquisa. Atualmente, é o coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica – GITE da EMBRAPA.

Em 25 anos, o Governo federalizou quase 35% do território nacional destinando-o a unidades de conservação, terras indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos de reforma agrária.

Sem planejamento estratégico adequado, esse conjunto de territórios resultou essencialmente da lógica e da pressão de diversos grupos sociais e políticos, nacionais e internacionais.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Putin na Argentina e no Brasil: aliança nacionalista-esquerdista anti-EUA? Balanço de um giro que acabou com um megacrime

Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje  o principal sócio estratégico da Rússia”
Na Casa Rosada: “a Argentina é hoje
o principal sócio estratégico da Rússia”
De visita à Argentina, o presidente Vladimir Putin surpreendeu com declarações vazias de verdade.

“A Argentina é hoje o principal sócio estratégico da Rússia na América Latina, na ONU e no G20. Nossas abordagens das principais questões da política internacional são parecidas ou coincidentes”, disse segundo o jornal portenho “Clarín”.

As lisonjeiras palavras foram recolhidas pela agência de noticias de Cuba, Prensa Latina, antes de o líder do Kremlin embarcar para a Argentina e o Brasil, onde participou da reunião do BRICS – Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.

Em Cuba, o presidente russo perdoou uma dívida impagável de 10 bilhões de dólares da ilha prisão com a ex-URSS, sinal mais do que amistoso.

Seu giro latino-americano aconteceu em meio a tensões com os EUA e a União Europeia. E concluiu coincidindo com a derrubada do avião da Malaysia Airlines por um míssil de fabricação soviética manipulado por aliados de Putin ou tal vez por oficiais russos em território ucraniano.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Obesidade, e não a fome,
é o maior perigo para a saúde planetária,
e do Brasil!

Obesidade no mundo segundo o estudo publicado por 'The Lancet'
“É um quadro clínico aterrorizador que deveria fazer reagir governos e responsáveis de políticas de saúde pública”, disse o diário “Le Monde”.

O que é? A fome? Não. A obesidade mundial!

Quase um de cada três seres humanos tem obesidade ou sobrepeso. E nas últimas três décadas “esse flagelo sanitário se agravou consideravelmente nos países pobre e nos ricos”, trombeteia o jornal.

A obesidade cresceu até atingir a média mundial de 28% dos adultos e – oh pasmo! – 47% das crianças e dos adolescentes, a ponto de mais nenhum Estado do mundo conseguir contê-la, comentou “Le Monde”.

Um estudo sinóptico deste “flagelo planetário” foi publicado na famosa revista médica britânica The Lancet, redigido por uma equipe internacional de mais de 150 pesquisadores.

Abarcando todos os dados disponíveis sobre 188 países, o estudo foi realizado sob a égide do Instituto de Metrologia Sanitária e de Avaliação (IHME), da Universidade de Washington, e foi financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates.