segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Uma Igreja tribal, ecológica, “autóctone”
e pós-comunista na Amazônia?

O Papa Francisco quer uma igreja autóctone na Amazônia, segundo Cardeal Hummes.
Foto: na JMJ Rio de Janeiro julho 2013
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Muito próximo do Papa Francisco, o vaticanista Marco Tosatti, colunista do “La Stampa” de Turim e de seu site religioso “Vatican insider”, revelou em sua página pessoal o que vinha sendo comentado “a boca chiusa” em Roma: o Papa prepara em silêncio um sínodo sobre a Amazônia.

O Sínodo não seria brasileiro, mas transnacional, incluindo todas as dioceses da região amazônica vista como uma realidade superior às nove nações que exercem sua soberania sobre partes dela.

O tema central anunciado é a ecologia. Mas não se trata de cristianizar a realidade ecológica da Amazônia, mas de “ecologizar” a Igreja Católica, dissociando-a de seu passado missionário e modelando-a segundo o modelo comuno-tribal excogitado pelo ambientalismo mais radical.

O instrumento escolhido para preparar o evento é o cardeal brasileiro D. Claudio Hummes, 82 anos, arcebispo emérito de São Paulo e ex-prefeito da Congregação para o Clero.

Ele está trabalhando intensamente há alguns anos no projeto pontifício. Já visitou 22 das 38 dioceses da Amazônia e o Papa lhe teria dito para apressar mais a agenda.

Muitos se lembram da destacada presença de Dom Cláudio na loggia de São Pedro quando Francisco I nela se apresentou logo após sua eleição.

O agitado Sínodo da Família, ainda fortemente controvertido, e seguido da não menos controvertida exortação sinodal Amoris Laetitia, atrasou o Sínodo de uma sonhada igreja comuno-tribal na maior floresta úmida da Terra.

Após queda do PT, o Sínodo Pan-Amazônico abre nova via para o comuno-progressismo. D.Cláudio Hummes abraça Lula na missa do Dia do Trabalho 2003. Hoje, é o articulador do Sínodo anarco-tribalista. Foto: Ana Nascimento-ABr
Após queda do PT, o Sínodo Pan-Amazônico abre nova via para o comuno-progressismo.
D.Cláudio Hummes abraça Lula na missa do Dia do Trabalho 2003.
Hoje é o articulador do Sínodo anarco-tribalista. Foto: Ana Nascimento-ABr

A Rede Eclesial Pan-Amazônica – REPAM foi fundada oficialmente em setembro de 2014, pretendendo dar continuidade às CEBs, muito diminuídas pela sua ligação com a Teologia da Libertação.

Segundo ela se define, a REPAM não tem uma finalidade católica como seu nome sugere, mas de apoio aos indígenas na “luta em defesa de sua sabedoria ancestral, de seus territórios e pelo seu direito a uma ‘participação efetiva nas decisões’ que dizem respeito a sua vida e a seu futuro. Reconhece e valoriza sua espiritualidade na relação com a Criação”.

Partilha, pois, as metas do famigerado CIMI.

A REPAM e, por conseguinte, o anunciado Sínodo Amazônico, visa planejar “como construir um modelo de futuro pan-amazônico em harmonia com a natureza”. A doutrinação desse modelo já está escrita e contida na encíclica Laudato Sì do Papa Francisco.

O plano é muito vasto, mas o ponto que de imediato atraiu a atenção é a criação de uma espécie de “sacerdotes casados”, que provocariam o fim do celibato eclesiástico no rito latino.

Tosatti dá entender essa meta final falando de “uma espécie de administradores leigos dos sacramentos, que substituam os sacerdotes. Mas há quem veja neste projeto a ponta da cunha para modificar as regras referentes ao celibato dos sacerdotes no rito latino”.

De fato, o Cardeal Hummes protagonizou em 2006 um não pequeno escândalo, após sua despedida da Arquidiocese de São Paulo para ocupar a Congregação do Clero a pedido do Papa Bento XVI.

Na ocasião, recebendo a funcionários da Cúria paulista, ele acenou com o fim do celibato dos padres.

“Embora os celibatários façam parte da história e da cultura católicas, a Igreja pode refletir sobre essa questão, pois o celibato não é dogma, mas uma norma disciplinar”, disse, segundo noticiou “O Estado de S. Paulo” (02-12-2006 – “Igreja poderá precisar de padres casados”).

O então ministro da Justiça Tarso Genro, em cerimônia Kuarup pelos mortos no Xingu, 2007. O ideal comuno-missionário é via de saída para as esquerdas Foto: Beth Begonha-ABr
O então ministro da Justiça Tarso Genro, em cerimônia Kuarup pelos mortos no Xingu, 2007.
O ideal comuno-missionário é via de saída para as esquerdas Foto: Beth Begonha-ABr
Essas declarações foram muito ecoadas pela imprensa anticlerical e progressista. Assim que desceu do avião em Roma, um representante da Santa Sé lhe apresentou o texto de uma retratação, que acabou sendo publicada em página inteira no jornal vaticano “L’Osservatore Romano”.

Agora, segundo Tosatti, D. Hummes voltou à carga dizendo que fala em nome do atual Papa.

Tendo pregado retiros para bispos, sacerdotes e encarregados de pastoral sobre o Sínodo que está sendo planejado para a Amazônia, D. Hummes insistiu para que todos discutam abertamente o celibato, garantindo que nada devem temer por parte da Santa Sé. Esta outrora considerava revoltosa a dúvida e a contestação desse preceito eclesiástico no rito latino.

O Sínodo serviria de pretexto para subverter a doutrina e a disciplina do sacerdócio. Segundo Tosatti, a extensão do território, a dispersão da população e a falta de padres justificariam a violação da norma tradicional.

Tosatti menciona alguém não identificado, que durante uma conferência de D. Cláudio propôs que fossem solicitados dois sacerdotes a cada uma das Ordens missionárias existentes.

Mas o Cardeal teria respondido: “Não, não, o Papa não quer isso. Depois do Concílio não devem existir mais missionários, cada povo deve se evangelizar por si mesmo; só clero autóctone, sacerdotes e bispos até sem formação acadêmica”.

Acrescenta Tosatti: “E prosseguiu dizendo que se antes era tabu falar de padres casados, agora se pode falar tranquilamente; falai entre vós. O Papa lhe teria aconselhado dizer aos bispos que ordenem um grande número de diáconos permanentes.

O objetivo seria abrir a estrada para a ordenação de leigos casados para suprir a carência de sacerdotes”.

O Cardeal está impulsionando o envio de cartas dos bispos ao Papa pedindo autorização para realizar o Sínodo. Atendendo a esses pedidos, Francisco I aprovaria a reunião.

Religiosa na Missão Anchieta entre os indígenas da Amazônia, modelo da evangelização e de civilização  que o Papa Francisco não quereria, segundo D.Claudio Hummes.
Religiosa na Missão Anchieta entre os indígenas da Amazônia,
modelo da evangelização e de civilização  que o Papa Francisco não quereria,
segundo D.Claudio Hummes.
A ideia de sacerdotes “leigos” na realidade vem de longe, sobretudo na Alemanha, que nada tem a ver com a realidade amazônica, mas que por afinidade teológica financia a operação em andamento através da Caritas.

A relativização do celibato eclesiástico, entretanto, é apenas um aspecto introdutório da “igreja que se evangeliza a si própria”.

Essa nova-Igreja surge como se Jesus Cristo tivesse errado ao mandar: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi”. (Mateus 28, 19-20)

E também: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16, 15-16).

O Sínodo poderá se tornar a realização mais ousada do projeto comuno-missionário de uma Igreja ecologista e tribal, adaptada a cultos totêmicos portadores de “mensagens” confusas ou de fulgurações de misteriosos mundos que poderão se manifestar na inculturação ou falsa “autoevangelização”.

Esse novo Sínodo ainda dará muito que falar.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Acomodações nojentas
no primeiro hotel americano em Cuba

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Michael Weissenstein, jornalista da Associated Press, estava acostumado com o prosaísmo dos hotéis nos países socialistas, pois, segundo relata, viveu uma série de histórias de terror desde que mudou para Cuba em 2014. Ele contou tudo numa reportagem publicada pelo jornal “Clarín” de Buenos Aires.

Mas um dia soube que a gigantesca rede hoteleira norte-americana Starwood tinha assumido o Hotel Quinta Avenida, até então administrado pelo exército cubano na outrora elegante região de Miramar, em Havana.

Apressou-se então a reservar um quarto, embora o preço fosse delirantemente alto para a miserável ilha comunista: 250 dólares por dia para duas pessoas.

Starwood treinou o pessoal do hotel, que passou a se chamar Four Points by Sheraton La Habana.

Embora a reserva tenha sido fácil para um hotel cubano, no apartamento não havia a cama prometida, o toilette não tinha água e não havia sinal dos serviços adicionais solicitados.

O colchão estava ensopado, a colcha decorativa, manchada, e os lençóis envoltos num invólucro plástico como os usados para crianças que molham a cama.

Mal pendurado na parede, o abat-jour não funcionava por falta de lâmpada e Michael descobriu que o mesmo se equilibrava na única posição possível para não desabar.

Tapetes, pintura e lajotas do banheiro pareciam novos, mas as paredes estavam sujas e danificadas.

Nos criados mudos, parecia que alguém descolou adesivos com um objeto pontudo.

A porta da geladeira estava mambembe e as bebidas flutuavam num charco de água em temperatura ambiente.

A máquina de café tinha dois envelopes de café, um saquinho de chá e o aviso “Café-Té NO INCLUIDOS”.

A internet no quarto custava cinco dólares por hora.

A piscina estava fechada na hora da abertura. Um empregado que a limpava com um balde cheio de substâncias químicas pediu-lhe para voltar dentro de duas horas.

Numa grande sacada, Michael pediu um coquetel de camarão, que veio com molho russo numa taça de Martini cheia de alface.

O cardápio remontava a 2010, quando o hotel era dirigido pela espanhola Barceló, por cima de cuja etiqueta alguém havia colado com fita adesiva uma nova com o logotipo Four Points by Sheraton.

Michael acabou fugindo para um restaurante privado das proximidades, só voltando à noite.

Pediu uma vodca Absolut com água mineral e limão, mas ela veio com gosto de solvente de pintura e lhe queimou a boca.

Queixou-se com o sommelier, que concordou que não era Absolut, exibiu a garrafa e insistiu que ninguém do hotel a tinha enchido com um álcool barato. Mas abriu outra, que tinha o sabor anunciado na etiqueta.

Michael foi para a toilette, mas fugiu espantado na hora de abrir a porta devido ao cheiro de esgoto.

O café da manhã era incomestível: uma série de ensopados com ovos de duas tonalidades, linguiças pingando gordura, hot-dogs fervidos a ponto de ficarem inchados, boiando em água morna.

Tudo completado por uma mistura de pães envelhecidos e frescos, além de uma coleção de pedaços de goiaba, mamão e melancia.

Ao provar uma linguiça de cor grisalha, Michael teve de cuspi-la, pois estava mais fria do que a temperatura ambiente.

O café, aguado e amargo, deixava na boca um sabor de química.

Saindo logo do hotel – algumas de cujas falhas que foram objeto de suas queixas o gerente aparentava arduamente querer consertar –, Michael ouviu dele que as melhorias vão levar meses e que colchões e roupa de cama nova chegariam pelo fim do ano.

Michael comentou que talvez os hóspedes possam desfrutar então dos padrões internacionais do primeiro hotel administrado por uma empresa americana em Cuba em mais de 50 anos.

Mas hoje voltarão decepcionados.

Maravilhas nojentas do “paraíso” socialista!


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Farmácias vendedoras de maconha
na mira dos narcotraficantes

Farmacêuticos uruguaios na mira dos narcotraficantes.
Farmacêuticos uruguaios na mira dos narcotraficantes.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Cinquenta farmácias uruguaias manifestaram no mês de junho (2016) disposição de vender maconha em suas lojas.

Elas acompanharam a decisão libertária do governo do presidente bolivariano e ex-guerrilheiro José Mujica, aprovada em 2012 e ainda em vias de implementação.

Porém, dois anos e meio após a aprovação da lei de produção e comercialização legal da droga, essas farmácias verificaram terem-se metido em uma perigosa enrascada, segundo informou o jornal “Clarín” de Buenos Aires.


O pretexto da imoral lei foi combater o narcotráfico, considerado o principal agente do crescimento da violência e da insegurança. O sofisma aduziu que legalizando a droga se tiraria mercado aos narcotraficantes.

Pois, dizia, os drogados deixariam de frequentar locais onde se comercializa a maconha e outras drogas ainda mais perigosas, locais esses que são cenário habitual de crimes violentos.

Pela lei, os farmacêuticos, proprietários e empregados, deverão dispor de dispositivos de identificação digital dos usuários registrados. Além do mais, devem instalar móveis com dispositivos de segurança longe do público, capazes de armazenar até 2 quilos da folha tóxica.

E aí começam os pesadelos. Pois os atravessadores da droga, responsáveis pelo maior número de mortes, ficariam com a maconha ao alcance da ponta de suas armas, sem precisar procurar mais longe.

Ademais, os farmacêuticos passariam a competir com bandos extremamente violentos que disputam a distribuição da droga, tirando-lhes a clientela das bocas de expedição ilegal controladas por eles.

O preço pago por esse ‘atentado’ às redes criminosas costuma ser extremo e encharcado de cadáveres e sangue.

O atual presidente, Tabaré Vázquez, continuador ideológico de Mujica, manifestou sua preocupação com a perspectiva.

Não há maconha, mas temos chazinhos... : medo toma conta das farmácias
Não há maconha, mas temos chazinhos... : medo toma conta das farmácias
Em entrevista à Televisión Nacional ele reconheceu que “na maioria dos ‘territórios’ (sic!) onde as farmácias vão vender maconha já existem narcotraficantes, e esses são implacáveis se alguém disputa seu negócio. Inclusive entre eles próprios, em ajustes de contas”. E prossegue:

“Suponhamos que o farmacêutico tenha boa saída, e o narco do bairro começa a perder seu negócio de venda de maconha. Certamente vão ir à farmácia e dizer ao dono: 'olha, se você continuar vendendo, isto pode pegar fogo ou você poderá talvez ter um acidente'”.

Tabaré Vásquez insistiu na implementação da lei e prometeu “toda a proteção do Estado aos comercializadores legais. Não podemos ceder ante o crime organizado. Temos de ser fortes”, acrescentou.

Agora, o que a sociedade uruguaia sente na própria pele, julgando-se desprotegida, é precisamente a falta de força do Estado contra o crime organizado.

As lindas promessas dos políticos não vão tirar os farmacêuticos da mira das impiedosas gangues.

Então a lei que fingia ser instrumento contra o narcotráfico assassino e um recurso de paz e segurança, acabará criando o oposto: uma situação insustentável para os farmacêuticos, sujeitos a requintes da criminalidade.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Mais de 10% da população latino-americana
descendem de nobres

Casamento de Martín García de Loyola (parente de Santo Inácio)
e Beatriz Clara Coya (da família real dos Incas).
Igreja da Companhia, Cusco, Perú, século XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Entre 10% e 15% da população latino-americana atual descendem de nobres espanhóis e portugueses, segundo as pesquisas genealógicas e demográficas do sociólogo colombiano Mario Jaramillo e Contreras, membro da Junta Diretiva da Real Associação de Fidalgos da Espanha (RAHE), noticiou a UOL.

Jaramillo investigou durante anos o impacto dos descendentes da nobreza espanhola e portuguesa na população latino-americana.

E defende a necessidade de se desmitificar a “lenda negra” que identifica como “delinquentes ou aventureiros sem escrúpulos” a grande maioria dos espanhóis que embarcaram nos séculos XV e XVI com destino às terras americanas.

“Foram milhares os nobres que embarcaram naquelas viagens, com a ideia de conhecer o Novo Mundo, primeiro”, e a fim de “contribuir para seu desenvolvimento político, econômico e cultural”, argumenta.

O especialista assegura que foram eles “os grandes protagonistas no descobrimento e colonização da América Latina”.

Jaramillo acrescenta que os processos americanos de independência em relação à Espanha e a Portugal no século XIX “não se entenderiam sem a participação direta de nobres”.

Por isso, ressalta ele, “os conceitos de nobreza e fidalguia são avaliados muito positivamente na América Latina”.

O sociólogo diz tratar-se de conceitos “que envolvem orgulho em boa parte da população” latino-americana.

Por isso também “poucos são os que não quiseram conhecer as origens de seus sobrenomes”.

Formado em Direito, doutor em Sociologia e com estudos posteriores na Universidade de Harvard, Mario Jaramillo foi professor em centros universitários da Colômbia, Espanha e EUA.

María de la Luz Padilla y Cervantes. Nicolás Enríquez (1735), Brooklyn Museum.
María de la Luz Padilla y Cervantes.
Nicolás Enríquez (1735), Brooklyn Museum.
Sua análise histórico-sociológica projeta luzes que ajudam a entender o assanhamento das minorias marxistas latino-americanas contra as elites locais, associadas muitas vezes à fundação, desbravamento, civilização e evangelização do nosso continente.

Na perspectiva marxista, seja a de origem soviético-chinesa, seja a pregada pela Teologia da Libertação, há uma analogia profunda.

O “sans-culotte” da Revolução Francesa degolando rei e nobres, e o bolchevista chacinando nobres e burgueses têm seus assemelhados latino-americanos.

Eles são os militantes dos “movimentos sociais” e das CEBs, contrários aos proprietários agrícolas e urbanos, aos brancos, aos missionários e aos filhos de Nossa Senhora engajados na grande obra evangelizadora e civilizadora de nosso continente outrora submerso na ignorância, na miséria, na superstição e até em práticas indígenas satânicas.

O trabalho do Dr. Jaramillo desvenda um aspecto da nossa realidade que desperta o ódio de classe do marxismo e da teologia da libertação.

Ódio que também atiça o “nós contra eles” do lulopetismo e do “socialismo do século XXI”.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Livro denuncia montagem verde
contra agricultores e pecuaristas

Richard Jakubaszko
Richard Jakubaszko
Luis Dufaur
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“Questões ambientais não são de causa antropogênica, ou seja, não foram causadas pela ação humana”: é o que concluiu o jornalista Richard Jakubaszko após longos anos de estudo e análise.

Ele expôs suas conclusões em substancioso livro: “CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” (DBO Editores Associados, São Paulo, 2015, 287 páginas).

O autor explica que “depois de mais de 8 anos estudando a fundo quase todas as ‘acusações’ e ‘ameaças’ dos ambientalistas, em que um mosaico multifacetado de problemas devastadores são divulgados no dia a dia, especialmente através da mídia, acabei por me deparar diversas vezes com a aversão humana ao debate de ideias, manifestada por contestações”.

Jakubaszko não é o primeiro em fazer esta dolorosa constatação. Já há muitos anos distintos cientistas brasileiros e estrangeiros vem sofrendo essa “aversão à razão” na própria pele. Até com injusta marginalização pessoal pela mídia e órgãos científicos dependentes das recursos de governos e organismos internacionais.

Esse ambientalismo não é outra coisa senão aquilo que nós denunciamos continuadamente no nosso blog: uma metamorfose do velho comunismo falido com a URSS.

Essa metamorfose infiltrou, deturpou e gerou um movimento tingido de “verde” que surpreendeu muitas pessoas que não imaginariam essa ousadia.

A transformação foi levada adiante por velhos militantes vermelhos – marxistas ou análogos – e  ‘companheiros de estrada’ que ficaram desempregados.

Eles souberam adaptar a filosofia socialista-comunista e mascarar seu linguajar visando sempre a meta utópica de um comunismo anarco-tribal que Marx e seus seguidores sonharam num auge da intoxicação ideológica.

O substancioso livro do jornalista Richard Jakubaszko
O substancioso livro do jornalista Richard Jakubaszko
Para tal era preciso que ninguém percebesse a manobra e ninguém bradasse “o rei está nu”. Porém, houve quem viu, as denúncias se multiplicaram e os livros sobre o caso apareceram. O do jornalista Jakubaszko é um dos mais recentes e mais interessantes.

O ambientalismo genuinamente vermelho, mas camuflado de falso verde, escolheu a estrada da “aversão à razão” e do patrulhamento ideológico como é de praxe nos regimes totalitários ou socialistas-comunistas.

“Os grupos ambientalistas exercem patrulhamento e pressão sobre os céticos, de natureza política e econômica impensáveis, dignas dos tempos de difícil convívio humano”, escreve Jakubaszko.

A “Inquisição verde” está ativa. Os cientistas honestos e objetivos são suas vítimas previamente apontadas, julgadas e condenadas sem direito de defesa.

Nesse ambiente, a ciência é manipulada e desvirtuada com intuitos ideológicos pela utopia marxista e por seus postuladores habilmente infiltrados em órgãos públicos e internacionais, além de ONGs militantes e na grande mídia.

Esse ativismo não fica por ai.

“Todavia, ignorando dificuldades e realidades que trazem à sociedade em geral, diante de suas ações, explica o autor do livro que comentamos, as entidades ambientalistas e ONGs estão sempre preparando um novo tratado que se anuncia cada vez mais radical com base no propalado aquecimento global”.

E Jakubaszko testemunha: “uma das principais acusações que provocaram contrariedades em minha ótica de perceber e avaliar a questão ambiental está no comportamento das ONGs e de alguns de meus colegas jornalistas que, de forma insistente e até mesmo radical, continuam culpando produtores rurais como os principais criminosos ambientais do planeta. (...)

“Mas além dessa falsa acusação contra agricultores e pecuaristas somam-se outras, como a prática de trabalho escravo, trabalho infantil, contaminação do solo, dos rios e dos alimentos por uso de agrotóxicos e fertilizantes, além da derrubada de árvores”.

Vermelhos e verdes visam mesmo objetivo. Ambientalistas e 'movimentos sociais' contra o progresso da agropecuária.
Vermelhos e verdes visam mesmo objetivo.
Ambientalistas e 'movimentos sociais' contra o progresso da agropecuária.
Em termos nossos, é a velha pregação da luta de classes contra os patrões feita outrora pela “vanguarda do proletariado” e hoje por certas ONGs militantes que se arrogam a representação dos estratos inferiores da organização material para condenar os superiores.

“No transcorrer das páginas deste livro procuro dar respostas a essas acusações, algumas procedentes, apesar de serem exceções, mas a maioria delas levianas e infundadas, pois mostram visões urbanas daquilo que seja o produtor rural brasileiro, considerado uma espécie de Jeca Tatu moderno, ainda inculto, mas que enriqueceu às burras e que continuaria ganancioso”.

O livro do jornalista Richard Jakubaszko apresenta uma densa e qualificada documentação das melhores fontes brasileiras, entre as que se destacam os professores Luiz Carlos Baldicero Molion e José Carlos Parente de Oliveira.

É uma obra indispensável para quem queira manter uma visão da realidade verdadeiramente despoluída de slogans e distorções eco-radicais e sustentar seu pensamento com informações verdadeiramente científicas, objetivamente apresentadas e raciocinadas.

“CO2, aquecimento e mudanças climáticas: estão nos enganando?” (DBO Editores Associados, São Paulo, 2015, 287 páginas) está à venda apenas pela internet ou por telefone (11 3879.7099) e retirado pessoalmente na DBO Editores, ou pelo e-mail co2clima@gmail.com. Preço: R$ 30,00 mais despesas postais (em média de 8,00 para qualquer ponto do Brasil)

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Presidente tenta impor falsa paz
que o povo colombiano recusa

Presidente Juan Manuel Santos faz todas as contorções legítimas e ilegítimas para impor uma 'paz' que Colômbia recusa em peso.
Presidente Juan Manuel Santos faz todas as contorções legítimas e ilegítimas
para impor uma 'paz' que Colômbia recusa em peso.
Luis Dufaur
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O grupo terrorista Frente Primero Armando Ríos, que opera na selva ao sudeste da Colômbia e constitui uma parte-chave das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia (FARC), declarou que vai continuar “a luta pela tomada do poder pelo povo e para o povo”. Muito ativo no narcotráfico, foi essa Frente que sequestrou a ex-candidata presidencial Ingrid Bettancourt.

A especialista em América Latina do “Wall Street Journal”, Mary Anastasia O’Grady, sublinhou enfaticamente o que inúmeros colombianos pensam: “muitas concessões do governo não são suficientes. As FARC querem mais”.

E os colombianos tampouco querem mais saber da abstrusa dança das “conversações de paz” de Havana, ainda que estas se realizem com as bênçãos do Papa Francisco e de episcopados, e com o incondicional apoio de organizações internacionais e da grande mídia.

Em junho, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, foi a Havana para assinar um acordo bilateral de cessar-fogo com as FARC. Muitos jornais dos EUA e da Europa comemoraram, além de eclesiásticos irenistas intoxicados de “comuno-progressismo” teológico.

Comemoraram o quê? Não foi assinado nada de novo, explicou Mary O’Grady. As FARC dizem que o cessar-fogo vigora desde o ano passado e que o exército colombiano está proibido há meses de operar contra a guerrilha.

Puro blábláblá midiático esquerdista.

Colombianos não acreditam em Santos, nem nas FARC, e menos ainda nos 'Acordos de Paz'
Colombianos não acreditam em Santos, nem nas FARC, e menos ainda nos 'Acordos de Paz'
As FARC continuam traficando drogas e controlando territórios, onde cobram “impostos” sobre os cultivos de coca e extorquem de forma indiscriminada, diz a comentarista.

O presidente Santos abusa, manipulando a opinião pública e não produzindo resultados reais.

Há cinco anos que os terroristas marxistas das FARC, que dizem estar negociando em Havana, jantam em bons restaurantes, bebericam e se fazem fotografar em passeios de iate por conta dos contribuintes colombianos.

Santos inventa truques de relações públicas para manter viva a ilusão do “acordo de paz”, contando com a amizade e o apoio de Barack Obama e das Nações Unidas.

Porém, seu índice de aprovação afundou para apenas 20%, e continua descendo. Para criar a ilusão de que as conversações progridem, Santos prometeu o acordo final para 20 de julho.

A data já passou e nada saiu, segundo preanunciara um dos líderes das FARC, comentou Mary.

Presidente colombiano cumprimenta líder guerrilheiro das FARC nas conversações de paz em Havana, sob o olhar satisfeito de Raúl Castro.
Insensível ao clamor do povo, presidente colombiano cumprimenta líder das FARC
nas conversações de paz em Havana, sob o olhar satisfeito de Raúl Castro.
As FARC sabem que o presidente gosta de ouvir louvores nos salões de Manhattan e Paris e por isso não hesitam em lhe cobrar mais concessões. Que ele concede, apesar de malucas, como atribuir assento cativo no Congresso aos narcoterroristas sem necessidade de serem eleitos.

Mas isso ainda “não é suficiente” para a “Frente Primeira Armando Ríos”.

Santos havia prometido inicialmente que os “acordos de paz” seriam submetidos a um referendum nacional, que aprovaria cada um dos pontos do acordo final.

Depois, diante da recusa esmagadora do povo, o governo acenou que não haveria mais referendo e que os acordos seriam introduzidos na Constituição como cláusula pétrea. Um verdadeiro ato ditatorial de Santos, que passou a ativar sua maioria simples no Congresso para tentar mudar ilegalmente a Lei Fundamental.

Por fim, a Corte Constitucional declarou o óbvio: que o referendo não era inconstitucional. E Santos ficou na entalada.

O governo é o maior pagador de publicidade na Colômbia e os meios de comunicação que não conclamam os colombianos a aprovarem os “acordos de paz” não ganham anúncios.

'Não engulo essa história, eles (FARC) querem o poder e não a paz', protestos em dezenas de cidades contra os 'Acuerdos de Paz'.
'Não engulo essa história, eles (FARC) querem o poder e não a paz',
protestos em dezenas de cidades contra os 'Acuerdos de Paz'.
Também ficam sem verbas os municípios não alinhados à “paz”, que não promovem agressivamente os acordos de Havana junto à população local. Método nada pacífico para pacificar o país.

Não conseguindo nem assim reverter sua impopularidade, Santos apelou então para o medo:

“Temos informação amplíssima – disse – de que eles estão se preparando para voltar à guerra, e à guerra urbana, que é mais demolidora que a guerra rural. Isso é uma realidade, eu sei disso. Se o plebiscito não for aprovado, voltaremos à guerra, simples assim”, completou.

A tentativa de intimidação foi escancarada e baseada em falsidade. O ministro de Defesa, Luis Carlos Villegas, desmentiu quase imediatamente o presidente e negou que o governo tivesse conhecimento dessas intenções das FARC.

Em Cali, Santos foi vituperado pelo povo como 'traidor'.
Em Cali, Santos foi vituperado pelo povo como 'traidor'.
Como as FARC sabem que Santos está entrando em desespero, não duvidam em aumentar suas exigências. Elas não querem a paz; querem uma capitulação, concluiu a comentarista.

Até o Vaticano sabe disso. Algo de sinistro se cozinha nos corredores da ONU e em ambientes episcopais.

A esperança é que a esmagadora maioria dos colombianos esteja saturada de tantos apóstolos pregadores da falsa paz de Havana através de acordos insinceros. Ou de uma imensa mentira rotulada “acordos de paz”, concebida pelo rei do inferno.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Enquanto Cuba multiplica controles e exigências, médicos cubanos deixam o Brasil

Médicos cubanos chegam ao Brasil e Havana exige mais dinheiro. Foto: Erasmo Salomão Ministério da Saúde.
Médicos cubanos chegam ao Brasil e Havana exige mais dinheiro.
Foto: Erasmo Salomão Ministério da Saúde.
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Médicos cubanos retornaram a Cuba por exigência de seu governo, deixando abertas 1.200 vagas no programa “Mais Médicos” e causando graves transtornos à medicina pública brasileira, escreveu “El País”.

O contingente de 1.200 médicos representa pouco mais de 10% das 11.400 vagas de cubanos no referido programa, que conta com 18.200 profissionais.

A causa da saída dos cubanos foi por não terem sido aprovados no curso de especialização em saúde da família, feito em parceria com universidades locais, afirmou o Ministério da Saúde.

Acontece que os médicos aprovados receberiam uma bolsa de 10.000 reais, mas ficariam apenas com 2.700, sendo o restante do dinheiro repassado ao governo de Cuba, numa clara exploração trabalhista.

Cuba está enviando novos candidatos para preencher pelo menos a metade das vagas abertas. Num acúmulo de exigências, a ditadura comunista de Raul Castro ainda reclamou um reajuste no valor da bolsa para enviar novos profissionais.

O caso complicou ainda mais quando o governo castrista decidiu que não renovará a permanência dos médicos que completarem três anos no programa, o que começa a acontecer neste mês de agosto.

Dilma Rousseff havia editado uma Medida Provisória estendendo por mais três anos a autorização para que os cubanos pudessem exercer a profissão sem a Revalida, uma prova de validação do diploma obtido no exterior.

O plano petista não estimulou os profissionais brasileiros a irem para lugares mais pobres, deixando vagas abertas para entrada dos cubanos e o financiamento sub-reptício da ditadura comunista dos irmãos Castro.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Animais morrem de fome em zoo de Caracas:
símbolo da miséria socialista

Argentina: país que produz mais alimentos per capita no mundo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em matéria de alimentação, a América do Sul assiste a fenômenos assaz divergentes.

Na Argentina, sem ter sequer completado um ano, o governo de Maurício Macri já recuperou o 2º lugar na lista de países fornecedores mundiais de milho, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), segundo “La Nación” de Buenos Aires.

O USDA também elevou a perspectiva da próxima colheita de milho argentino e do volume exportável.

No primeiro semestre, a exportação de trigo progrediu 100,5% em relação a 2015. A área planteada aumentou em um milhão e meio de hectares e a perspectiva da próxima safra é de mais crescimento, calculado entre 50% e 60%.

Segundo Juan Curutchet, presidente do Banco Provincia, o campo argentino estava com “a bota do Estado pisando encima e agora isso acabou”, acrescentou “La Nación”.

A tendência socialista. Venezuelanos entrando na Colômbia: "Minha pátria passa fome!"
A tendência socialista. Venezuelanos entrando na Colômbia: "Minha pátria passa fome!"
De fato, os produtores agrícolas argentinos foram hostilizados durante mais de uma década pelo governo socialista-populista de Cristina Kirchner como “inimigos da classe”, “oligarcas”, “capitalistas”, “agronegociantes”.

“O futuro da produção de alimentos para o mundo passa pela América do Sul: os EUA comem o que produzem; a Europa é cada vez mais um grande jardim; a África tem água e terras, mas não é eficazmente produtiva”, apontou Ricardo Yapur, CEO da Rizobacter, especializada na melhora de sementes.

E explicou: “Há um triângulo imaginário compreendido entre São Paulo, Santa Cruz de la Sierra e Bahia Blanca de onde vai sair a comida do mundo, porque há terra, água e uma população suficientemente educada para entender as novas tecnologias”.

A Grobocopatel, um dos principais grupos agroindustriais do cone sul, sublinhou que a Argentina tem uma população acima de 40 milhões, mas atualmente produz alimentos para 400 milhões e poderia atender rapidamente 800 milhões de pessoas no mundo.

Mas a Argentina enfrenta sérias dificuldades, herdadas da repressão socialista contra o campo. A produção láctea vive séria crise de superprodução e excessos de estocagem decorrentes de acordos demagógicos desrespeitados pelo regime da Venezuela.

Fim do socialismo populista opressor devolveu o otimismo à pecuária argentina.
Fim do socialismo populista opressor devolveu o otimismo à pecuária argentina.
A reconstituição do gado argentino levará alguns anos, impostos pela natural multiplicação dos animais, mas “há um potencial enorme”, avaliou Francisco Lugano, gerente de El Arapey.

O governo “irmão” do lulopetismo impulsionou políticas visando ao “extermínio da pecuária”, que perdeu 12 milhões de cabeças.

A pecuária argentina foi especialmente perseguida enquanto atividade típica das elites sociais que o populismo igualitário quer destruir.

Tudo o contrário está se verificando na Venezuela, mas o esquerdismo eclesiástico e político acena com gestos simpáticos para o ditador bolivariano Nicolás Maduro, enquanto faz toda espécie de cara feia para o governo de Maurício Macri.

50 animais morreram de fome no maior zoológico de Caracas.
50 animais morreram de fome no maior zoológico de Caracas.
Um exemplo patético de miséria socialista em que caiu a Venezuela acontece no zoo de Caricuao, o maior de Caracas.

Pelo menos 50 animais morreram de fome nos últimos seis meses, segundo denunciou o Instituto Nacional de Parques (Inparques) citado por “La Nación”.

Marlene Sifontes, representante do sindicato do Instituto, disse à agência Reuters que os animais “passaram até quinze dias sem comer, e sua saúde vem se deteriorando”.

E pôs o dedo na chaga: “O que está acontecendo com os animais em Caricuao é a metáfora do sofrimento do venezuelano”.

Sem terem alimento apropriado para distribuir, os funcionários do zoo apelaram para mangas e abóboras, tentando salvar animais que não comem esses vegetais, como leões, tigres, e até um elefante.

Morremos de fome!, clamam os populares
Foi aberta uma sindicância pelas mortes no zoo, mas é só para preencher as formalidades. Todo o mundo sabe o que está acontecendo não só com os animais, mas sobretudo com os simples cidadãos.

O socialista do século XXI Nicolás Maduro teve de abrir os pontos fronteiriços com a Colômbia e o Brasil, para que um rio de famintos pudesse ir procurar remédios e alimentos básicos nos países vizinhos.

Os arautos progressistas que vivem perorando contra a fome nas cômodas instalações de governos socialistas, organismos internacionais, ONGs e até no Vaticano, pouco ou nada falam da imensa desgraça em que o socialismo precipitou a Venezuela, tão rica em recursos naturais.


Video: Rio humano à procura de alimentos e remédios na Colômbia




Agonia de fome dos animais do zoológico de Caracas



A crise da fome na Venezuela - Documentário da BBC Mundo




segunda-feira, 25 de julho de 2016

Expansão agrícola do Brasil e Argentina reduzirá 20% do número de malnutridos no mundo até 2025

Colheita de soja em Correntina.
Colheita de soja em Correntina, BA.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Dentro de dez anos, o Brasil será o maior produtor de soja do mundo e superará os EUA, apesar das dificuldades que os exportadores nacionais poderão enfrentar pela queda dos preços das commodities, diz informe da FAO sobre o futuro da agricultura no mundo até 2025, informou “O Estado de S. Paulo”.

Acresce que o Brasil terá a seu lado a Argentina, outro país com grandes possibilidades de expansão da fronteira agrícola.

A FAO aponta a necessidade de se ganhar 42 milhões de hectares de terras extras no mundo para atender às necessidades alimentares da humanidade até 2025.

E isso ocorrerá em grande parte por conta da expansão da fronteira agrícola no Brasil e na Argentina. Juntos, os dois países serão responsáveis por cerca de 20 milhões de hectares extras plantados.

“A América Latina continua sendo a maior fonte de expansão de área agrícola no mundo, com um total de aumento de 25% e com a soja liderando a maioria dessa expansão”, indicou a FAO.

No Brasil, a aquicultura pode ter uma expansão de 40% até 2025, e “as exportações de algodão devem dobrar de 700 mil toneladas para 1,5 milhões, fazendo do Brasil o segundo maior exportador do mundo”.

A respeito do açúcar, num primeiro momento, a FAO estima uma queda da participação do Brasil no mercado mundial. Mas até 2025 o País voltará a ocupar 41% do mercado. Com o real desvalorizado, o Brasil pode ser beneficiado.

Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela. Hoje luta para satisfazer a demanda privada
Fábrica de colheitadeiras na Argentina quase faliu por maus negócios com a Venezuela.
Hoje luta para satisfazer a demanda privada nacional.
A participação do Brasil nas exportações de carne deverá chegar a 26%, “contribuindo por quase metade da expansão esperada nas vendas de carnes no mundo durante o período projetado”.

Mesmo registrando uma expansão mais lenta, os mercados emergentes devem continuar a liderar a expansão do consumo mundial. Deve, contudo, mudar o perfil do consumo, com maior atenção para o açúcar, os óleos vegetais e menos para cereais ou proteínas.

Outra consequência positiva de preços estáveis na agricultura deve ser a queda do número de famintos no planeta. A projeção é de que haja uma redução dos atuais 800 milhões de pessoas afetadas pela forme para cerca de 650 milhões em dez anos.

Isso representará uma queda de 11% para 8% na proporção da população mundial em situação de má-nutrição.

Todas as esperanças repousam no setor privado, porque nos assentamentos da reforma agrária não existe comida nem para alimentar os assentados, que vivem na dependência da cesta básica.

Quando há assentados... e quando o dinheiro da cesta básica não vai para a conta de algum funcionário ou político!


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tentáculos da rede ideológica de corrupção kirchnerista tocam no Vaticano

Marcelo Mallo, líder de torcidas organizadas financiadas pelo kirchnerismo e procurado na Argentina por assassinato duplo também foi recebido pelo Papa no contexto de Scholas Occurrentes
Marcelo Mallo, líder de torcidas organizadas financiadas pelo kirchnerismo
que se entregou à polícia, era procurado pela massacre de dois colombianos num shopping,
também foi recebido pelo Papa no contexto de Scholas Occurrentes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em artigo publicado no jornal “Clarín”, de Buenos Aires, o insuspeito jornalista de tendências conservadoras Alfredo Leuco chorou “o doloroso papel que o Papa Francisco vem realizando na Argentina”.

Leuco narrou o carteio que mantém com o Pontífice e os presentes que recebeu dele. Apesar disso, manifestou “dor e desilusão” com aquele que, segundo o jornalista, capitaliza as esperanças das esquerdas latino-americanas.

O problema seria o engajamento do Pontífice e os privilégios políticos que ele concede a um populismo cuja corrupção está destruindo a respeitabilidade das esquerdas.

Não seriam ‘apenas’ políticos corruptos, mas “mafiosos enriquecidos ilegalmente na função pública”.

Como exemplo, Leuco cita Omar “Caballo” Suárez, tido como um “preferido de Cristina, que tem seu gabinete coberto de fotos das muitas entrevistas com o Papa enquanto a justiça investiga extorsões e falcatruas” aprontadas nesse mesmo gabinete.

Também mencionou Guillermo Moreno, membro, segundo ele, de uma gangue que passa a pior das imagens, mas que “tem acesso livre à intimidade papal” e gere os encontros do Pontífice com figuras políticas argentinas, em geral dos ‘movimentos sociais’ mais à esquerda e com pior reputação pessoal.

A linha do Papa Francisco é acompanhada na Argentina por alguns eclesiásticos, como Mons. Jorge Lozano, diretor da Pastoral Social da Conferência Episcopal Argentina, que recebeu institucionalmente comandantes de esquadrões fautores de violência e de diversos crimes.

A figura do Pontífice sofreu acrescido desgaste após a escandalosa descoberta de uma rede de corrupção da qual participavam pelo menos um arcebispo, um convento não canonicamente estabelecido, cujas dependências serviam de local para as reuniões, ativistas femininas que se apresentam como freiras, além de personagens dos “movimentos sociais” e do governo kirchnerista, hoje distinguidos com relevantes posições em projetos do Vaticano.

Proliferaram as fotos de arquivo de personagens do esquema de corrupção kirchnerista recebidos pelo Papa Francisco I. Na foto Guillermo Moreno.
Proliferaram as fotos de arquivo de personagens do esquema de corrupção kirchnerista
recebidos pelo Papa Francisco I. Na foto Guillermo Moreno.
A novela midiática apresenta a cada dia um novo capitulo. Vale destacar que a Conferencia Episcopal Argentina já anunciou que está disposta a colaborar com o desvendamento da rede de corrupção que deitou seus tentáculos até em altas cúpulas dos ambientes eclesiásticos.

Seu presidente, Mons. José María Arancedo esclareceu que o escândalo das falsas freiras e do mosteiro suspeito não suja a Igreja enquanto instituição, malgrado possa ter havido falhas de um arcebispo.

Ele garantiu para “La Nación” que as ilegalidades eventualmente cometidas serão tiradas a limpo posto que “a Igreja não pode encobrir ou ocultar por espírito corporativo alguém que agiu mal ou cometeu um delito”.

Por sua vez, numa solenidade na embaixada da França em Buenos Aires, o Núncio Apostólico, Mons. Emil Paul Tscherrig, declarou à imprensa que o caso do falso mosteiro “afeta muito a imagem da Igreja na Argentina” e que ele mantém informado o Papa Francisco “a cada momento”, publicou “La Nación”.

A tempestade atinge a Fundação “Scholas Occurrentes”, um projeto promovido pessoalmente pelo Papa.

Na Aula Nova do Sínodo, no Vaticano, durante o encerramento do congresso mundial de “Scholas”, com a presença de estrelas de Hollywood como Richard Gere, George Clooney e Salma Hayek, o atual subsecretario de Culto argentino, Alfredo Abriani, anunciou um donativo milionário para a iniciativa do Papa.

A doação foi confirmada com decreto publicado no jornal oficial do governo argentino.

Líderes de movimentos sociais como Juan Grabois – muito próximo de Stédile, chefe do MST brasileiro – acolheram o oferecimento com furor e até com palavrões, segundo o jornal italiano “La Stampa”.

Mulher do ex-ministro de Obras Pública Julio De Vido, ganhou alta posição na Fundação Scholas Occurrentes promovida pelo Pontífice.
Mulher do ex-ministro de Obras Pública Julio De Vido,
ganhou alta posição na Fundação Scholas Occurrentes promovida pelo Pontífice.
Gustavo Vera, líder de mais um “movimento social” próximo ao Pontífice e consagrado oficialmente a combater o “tráfico de pessoas”, também se manifestou tumultuosamente. “Francisco quer uma Igreja para os pobres”, disse, tentando justificar a renúncia ao donativo que viria de um governo aliado dos “ricos”.

O Papa Francisco acabou recusando o donativo. Porém, desde então, as ligações entre os “ativistas sociais” partícipes dos esquemas de corrupção e os animadores do projeto “Scholas Ocurrentes” estão saindo à luz do dia, mostrando uma assustadora dimensão.

O Pontífice logo procurou tomar distâncias do esquema ideológico de corrupção. De início justificou a recusa do donativo do governo argentino, atribuindo-a a um perigo indesejável de corrupção populista em sua Fundação.

“Temo que possa cair na corrupção”, explicou ele em carta a José María del Corral e Enrique Palmeyro, responsáveis pela “Scholas Ocurrentes”, segundo informou o jornal “La Stampa”

“Isto é um deslizamento suave e quase despercebido”, que depois “contagia”, “se justifica”, e por fim acaba “pior do que no início”, “uma estrada resvaladia e cômoda que nós teríamos razões para justificar, mas que no fim assassina”, completou o Pontífice, segundo o Vatican Insider.

Alicia Kirchner com o falecido Mons Di Monte no mosteiro não canônico de freiras, um local de reunião do esquema de corrupção.
Alicia Kirchner com o falecido Mons Di Monte
no mosteiro não canônico de freiras,
um local de reunião do esquema de corrupção.
Quase 5 milhões de dólares em dinheiro vivo não declarado
foram descobertos pela Justiça em caixas de valores
que seriam da filha dos ex-presidentes Kirchner.
O Papa também cancelou um “Jogo pela Paz” com a participação de craques do futebol. O evento também era suspeito de fazer parte do esquema imoral que preocupa o Pontífice, segundo informou o jornal “La Nación”.

Trouxeram muitas surpresas as investigações policiais sobre um formidável esquema de corrupção político-ideológica desvendado com a prisão de um homem-chave que levava milhões de dólares, armas e joias para serem escondidos num mosteiro de religiosas sem reconhecimento canônico.

Uma das peças do esquema seria Alessandra Minnicelli, presidente do Observatório da Responsabilidade Social (Fors) e mulher de Julio de Vido, o ministro-chave no desvio de imensas verbas destinadas a obras públicas durante uma década.

Alessandra Minnicelli foi engajada na diretoria de “Scholas Ocurrentes”, após militar muito tempo no esquerdismo kirchnerista.

Ela exibe em sua propaganda uma foto com o próprio Papa lhe estreitando a mão, por ocasião de atividades da conturbada “Scholas Ocurrentes”, escreveu “Política online”.

Um passado de extorsões, ameaças, desvios de fundos, superfaturamento, bloqueio de portos e negociatas obscuras, que faziam parte da luta promovida pelo kirchnerismo contra os “ricos”, engrossa uma grande lista de denúncias e suspeitas apontando para Enrique Omar Suárez.

Apelidado de “Caballo”, ele também participou de tentativas falidas de golpes de estado, promovidas por militares nacionalistas extremistas, bem como da tomada pela violência do sindicato portuário de Buenos Aires, além de outros desmandos.

Alicia Barrios, autora de 'Mi amigo el padre Jorge'
biografia baseada em 17 anos de amizade com o Pontífice,
dirigia “Rádio Papa” de Enrique Omar Suárez, alias Caballo”.
O agitador criou em seu sindicato a “Rádio Papa”, dirigida pela jornalista Alicia Barrios, amiga do Pontífice.

Considerado um símbolo da corrupção bolivariana, “Caballo” acabou tendo seu sindicato submetido a um interventor designado pela Justiça. Em consequência, uma auditoria revelou uma extensa lista de delitos, abusos econômicos, e até o furto de 32 carros.

A deputada Gladys González e diversos empresários denunciaram ameaças de morte instigadas por esse ativista, que se exibe como uma “longa manus” do papa argentino. O caso está nas mãos da Justiça, informou “La Nación”.

Nesta tempestade altamente danosa para a imagem da Igreja e comprometedora do Pontífice, este passou a adotar gestos distensivos em relação ao governo argentino. Oxalá não fique em palavras, mas adote uma mudança de rumos clara, a fim de restaurar a respeitabilidade da Igreja Católica na Argentina.

Alessandra Minnicelli discursa no Vaticano



O "mosteiro" não-canônico onde houve reuniões do esquema de corrupção