segunda-feira, 12 de junho de 2017

Francisco I vira as costas para o Brasil e a Argentina e assume liderança das esquerdas

Recebendo Stédile: o Papa Francisco estende a mão para todas as esquerdas
Recebendo Stédile: o Papa Francisco estende a mão para todas as esquerdas.
Mas não quis saber nem do 300º aniversário de Nossa Senhora Aparecida
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O Papa Francisco não viajará ao Brasil e à Argentina em 2017, nem sequer no próximo.

A decisão não caiu bem no ambiente católico brasileiro, que no próximo mês de outubro comemora o terceiro centenário de sua Padroeira, Nossa Senhora Aparecida.

Durante sua visita ao Rio de Janeiro, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, o Pontífice prometera voltar.

Mais inexplicável é sua recusa de visitar a Argentina que o viu nascer, onde transcorreu grande parte de sua vida religiosa, e de cuja capital foi cardeal-arcebispo, além de primaz do país.

É verdade que na Argentina o então cardeal Bergoglio granjeou a antipatia geral da opinião pública.

Ele se engajou tortuosamente na promoção política da esquerda ligada ao governo populista-socialista do casal Kirchner.

Uma vez em Roma, ele também acolheu, na condição de membros laicos de órgãos dele dependentes, conhecidos agitadores esquerdistas ligados ao desprestigiado apparatchik socialista-peronista.

Seu desentendimento com o povo católico argentino tomou grandes proporções pelo seu ostensivo mau humor externado em relação ao atual governo de Mauricio Macri.

Papa Francisco recebendo a ativista argentina Milagro Sala, hoje na prisão por múltiplos processos de corrupção violência e sangue.
Papa Francisco recebendo a ativista argentina Milagro Sala,
hoje na prisão por múltiplos processos de corrupção violência e sangue.
E cresceu pelo acobertamento dado por ele a ativistas opositores, alguns deles presos ou indiciados pela Justiça até por crimes de sangue.

Em abril, segundo escreveu o site Urgente24 com informações vindas da esquerda eclesiástica da Argentina e de Roma, o pontífice cumpriu intensas atividades que incluíram uma visita ao Egito.

Segundo o referido site, voltando do Cairo, Francisco telefonou a Luis Liberman, um velho amigo de religião protestante, diretor-geral da Cátedra do Diálogo e da Cultura do Encontro, ideologicamente afim com a linha do pontificado. A razão foi cumprimentá-lo pelo aniversário.

Liberman lhe pediu que no próximo ano viajasse à Argentina. A resposta foi: “Não está em minha agenda”. Porém viajará ao Chile e ao Peru.

A negativa foi clara, o pretexto não foi convincente, e o anúncio da visita ao Chile piorou ainda mais.

A Santa Sé tentou consertar a informação, mas sem acalmar as especulações já espalhadas, inclusive entre os amigos do pontífice.

Só o governo argentino teria recebido a notícia como positiva, considerando as amizades seletivamente oposicionistas que o pontífice cultiva no país.

A então chanceler argentina Susana Malcorra disse à imprensa: “o Santo Padre foi convidado em reiteradas ocasiões. O convite da Argentina está feito”.

Em Roma, o site Vatican Insider, próximo ao Papa, descreveu o relacionamento do Pontífice com os presidentes brasileiro e argentino sob a manchete “Em rumo de colisão”.

A causa é o fato de as Conferências Episcopais dos dois maiores países sul-americanos terem escolhido uma via de confronto com os respectivos governos.

Após as sucessivas mortes de líderes comunistas e derrotas eleitorais de seguidores, o Papa Francisco foi ficando como o faro que orienta esquerdas sulamericanas.
Após sucessivas mortes de líderes comunistas e derrotas eleitorais de adeptos,
esquerdas sul-americanas voltam-se para o Papa Francisco como para seu farol
O vaticanista Alvear Metalli sublinhou a nota na qual a CNBB critica uma hipótese de reforma da Constituição acenada pelo presidente “porque gera exclusão social e prejudica os setores mais frágeis da sociedade”.

A nota também fez um convite para participar de mobilizações contra o governo.

Não poucos bispos brasileiros, segundo o vaticanista, “foram mais longe e pediram abertamente aos fiéis de suas dioceses que saíssem à rua e aderissem à greve geral”.

Foram os casos do bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda, D. Francesco Biasin, e de D. Fernando Saburido, bispo de Olinda e Recife.

Na Argentina, as críticas da militância esquerdista e de certos bispos se concentraram nas propostas do presidente, especialmente na expulsão dos estrangeiros que cometeram “atos de criminalidade organizada” em seu país de origem. A medida visa conter o narcotráfico.

Outros pontos de colisão foram o projeto visando rebaixar a idade de imputabilidade criminal para 14 anos e uma ação policial que dispersou indígenas que bloqueavam uma linha ferroviária na Patagônia.

Não espanta que pelo menos na Argentina o Papa Francisco seja visto como o principal líder das esquerdas, em crise no continente. E que, em revide, ele não queira nem sequer visitar o país onde nasceu.



segunda-feira, 29 de maio de 2017

Brasil espectador de uma peça onde os atores parecem querer desmontar o teatro

Maio 2017: esquerdistas incendeiam alguns Ministérios em Brasília. Foto G1
Maio 2017: esquerdistas incendeiam alguns Ministérios em Brasília. Foto G1
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No momento em que escrevo, na Internet está ecoando o último episódio da crise que devora o Brasil.

No momento que terminar, pode ser que tudo tenha mudado.

Oxalá que para melhor. Porém, infelizmente, é mais provável que seja para pior.

E quando o leitor, espectador desta crise como eu, abrir este post, tal vez tenha a mesma sensação de estar num imenso país cuja classe político-midiática-sindical-empresarial conduz erraticamente a algo que dificilmente não será uma caos pior.

Assim, sem ver o fundo do túnel, se é que se pode ver algo, não há o quê prenuncie algo animador.

É para baixar os braços? Desanimar? Há solução? Se há, qual é?

Um bom amigo me passou um artigo. Enquanto o lia sentia que tudo em mim renascia. Tudo se esclarecia. A esperança voltava a brilhar. A força subia.

Quando cheguei no fim, minha decisão estava tomada.

Se no País, houve pelo menos um brasileiro – digo um só – que foi capaz de interpretar a alma nacional e apontar o caminho desse modo, o Brasil vencerá.

Aconteça o que acontecer!

Quero compartilhar esse artigo.

Mas, caro leitor, não se espante!

Ele é de quase exatos 80 anos atrás!

Sim de 30 de maio de 1937! 80 anos! Quando o Brasil discutia como é que seria a sucessão do presidente, que aliás não aconteceu pelo golpe de Getúlio!

Mas ele retrata o fundo mais fundo dos problemas brasileiros. E esses há pelo menos 80 anos continuam sendo os mesmos.

Tal vez se o jovem e insigne autor, que fora eleito deputado da Constituinte, então em vertiginosa ascensão, tivesse sido ouvido, e não enxotado pelo progressismo católico, hoje tudo seria diverso.

Pensei em incluir no post alguma glosa traçando os paralelismos entre os fatos, os nomes e as questões do ano 1937 com os de 2017.

Supérfluo. Sei que o leitor inteligente perceberá logo o que ficou para trás e no que é que o passado se assemelha ao presente.

E perceberá argutamente o fino fundo do que está escrito

Eis o artigo sem mais:


"Minha Vida Pública": uma prodigiosa fonte de informação exclusiva  para compreender a história da RCR no Brasil e no mundo.  828 páginas inéditas disponível na Livraria Petrus
"Minha Vida Pública": uma prodigiosa fonte de informação exclusiva
para compreender a história da RCR no Brasil e no mundo.
828 páginas inéditas disponível na Livraria Petrus


Oitenta anos antes o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira esclarecia:


Não é nossa intenção tratar, neste artigo, da sucessão presidencial, estabelecendo um cotejo, sob o ponto de vista católico, entre os candidatos que se apresentam para disputar a suprema magistratura da República.

Queremos tão somente, à margem dos acontecimentos e sem tomar posição neles, fazer um comentário que se relaciona com os mais altos interesses da vida política do Brasil.

Há duas espécies de atitudes perante a política: a de ator e a de espectador.

Atores são todos os que, direta ou indiretamente, cooperam na preparação dos acontecimentos políticos de que o Brasil está sendo teatro.

Uns desempenham o papel de figuras centrais da tragédia – ou da comédia, se quiserem – representando os papéis mais importantes.

Outros, são meros comparsas que passam rapidamente pelo palco, para desempenhar uma missão pequena e obscura.

Finalmente outros nem aparecem no palco. São os inúmeros empregados que, nos bastidores, levantam o pano, acendem as luzes e cooperam para a manutenção da ordem nas “coulisses” [bastidores].

Na vida política, esta categoria de gente é representada pelos políticos de 3ª importância, que querem furiosamente algum emprego ou alguma pequena suserania municipal e que, sem aparecer no cenário da política, não deixam de ter certa influência, nos bastidores, sobre o curso da representação.

Espectadores são os que não tem interesses pessoais relacionados com a política e que, portanto, não cooperam com a representação da tragicomédia.

Assistem de longe e do alto. Não lhes preocupa, de maneira nenhuma, o formigar das rivalidades e o choque das vaidades nos bastidores.

Só o que lhes desperta interesse é a representação correta da peça e a fiel interpretação dos papéis de cada ator.

Não nos interessam, neste artigo, os primeiros.

Estão com as vistas deslumbradas pela claridade do palco, e com a atenção monopolizada pelos acontecimentos da cena.

São incapazes de vislumbrar o que sente o público distante que, na meia obscuridade, os contempla... e os julga.

O que nos interessa sobremaneira são os espectadores. Porque eles, afinal de contas, são o Brasil.

E os atores do palco não são em geral senão inofensivas marionetes que oscilam do centro para a direita ou para a esquerda, não ao sabor de convicções que lhes faltam, mas ao impulso de dedos quer calçados ora com luvas verdes, vão desenvolvendo gradualmente um jogo que pode parecer moderno, mas que na realidade é muito velho.

Que atitude vem tomando este público em matéria de sucessão presidencial?

A dizer com franqueza, a primeira impressão que se nota, em todos os brasileiros imparciais, é de asco.

Não asco pela pessoa dos candidatos, a quem não queremos negar qualidades.

Mas de asco profundo pela instabilidade das atitudes políticas, pela incoerência flagrante e despudorada entre atitudes da maior parte de seus sequazes, hoje, ontem e anteontem.

A bem dizer, serão pouquíssimas as correntes políticas que não se encontram, agora, em uma situação que condenariam formalmente há dois ou há três anos atrás.

Se, no calor da Revolução de 30 ou de 32, um profeta tivesse descrito de antemão as variações que sofreriam as alianças e as hostilidades que então existiam, todo o mundo se teria rido dele, acoimando-o de louco.

Porque absolutamente não pareceria possível a ninguém que os políticos brasileiros – sobre os quais já não havia, entretanto, grandes ilusões – dessem a seus ressentimentos e a suas simpatias a inconsistência, a mutabilidade, a futilidade de brigas de meninas de colégio; que fossem tão pequeninos na vaidade e tão imensos na ambição, tão corajosos na ganância e tão tímidos no cumprimento do dever.

Esta nota dolorosa não é privativa de uma das correntes políticas. Encontra-se, pelo contrário, em quase todas.

A tal ponto que um vespertino desta capital já chegou a proclamar que, realmente, a corrente política que ele defende é incoerente, porque a política brasileira é feita de incoerências, mas que a incoerência de seus adversários não é menor. No que tem toda a razão.

* * *

Qual é o resultado de tudo isto?

Não é difícil percebê-lo: agonizam nossas instituições, desprestigiam-se os princípios que até ontem eram convicção política unânime (boa ou má, não vem a pelo discuti-lo) dos brasileiros, e decaem irremediavelmente no conceito público quase todos os homens da geração passada, que o Brasil vinha, se não admirando, ao menos tolerando na administração do País.

Como consequência deste formidável desgaste de homens, de instituições e de ideias, uma grande transformação se prepara.

O Brasil aí está, como matéria amorfa, para ser plasmada pela corrente de homens que tenha maior sucesso na tarefa de conquistar o poder em nome de ideias novas.

Significa isto, em outros termos, que o Brasil está no momento em que deverá tomar nova forma.

Se esta forma obedecer à concepção da esquerda, o Brasil será não mais o Reino de Nossa Senhora Aparecida, mas uma China ou um México qualquer.

Se a forma for plasmada por mãos direitinhas, erguer-se-á ante nós o receio do estado totalitário, com o qual a Igreja é incompatível.

Pobre Brasil! Navegando por um mar revolto, parece que está fadado a naufragar de encontro a um destes dois escolhos extremistas: Berlim ou Moscou.

Isto, se não se quiser submergir inteiramente no lodaçal do liberalismo.

Muita gente dirá: entre dois escolhos, convém optar pelo menos mau.

Mas nós perguntamos: não será a mocidade mariana o braço forte com que Nossa Senhora dotou seu Reino na hora do perigo, para derrubar um e outro escolho, e realizar no Brasil a política do grande Dollfuss: uma política tendo por ideal o Catolicismo, como norma de agir o Catolicismo, e como solução para todos os problemas o Catolicismo?

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, “A solução Mariana”, Legionário, N.º 246, in www.pliniocorreadeoliveira.info)


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Biomas preocupam a CNBB,
mas não as dezenas de milhões de católicos
que abandonaram a Fé

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão. Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão.
Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Campanha da Fraternidade de 2017 abordou mais uma vez a questão ambiental, como já fez em edições anteriores. O tema foi “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Quando falei isto a meus amigos, aliás muito enfronhados na problemática ambientalista brasileira, iniciou-se uma conversa amável que degenerou na máxima confusão.

Afinal de contas o que e que é a CNBB entende como bioma e o que tem a ver essa campanha com a religião católica, perguntavam todos.

Por isso quando vi o artigo “Biomas brasileiros — cultivar e cuidar” do Emmo. Cardeal arcebispo de São Paulo D. Odílio Scherer, achei que iria a ouvir algo bem definido e esclarecedor.

E acabei estarrecido pela radicalidade dos propósitos expostos com dulçurosa redação.

A escolha do tema foi influenciada, escreveu o prelado, pela encíclica ‘Laudato si’, do papa Francisco (2015).

Voltou-me à mente a euforia das esquerdas latino-americanas mais extremadas com dita exortação.

Veja: Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda

Mas, o alto eclesiástico, explicou que a CNBB com essa campanha na Quaresma visou convidar os cristãos a refletirem sobre as implicações da sua fé em Deus.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lançamento de “Utopia igualitária” do presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira -IPCO

O presidente do IPCO durante sua palestra no clube Homs








O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira reuniu no dia 16 de março p.p. seleto público no auditório do Clube Homs, na Av. Paulista (SP), para conferência e lançamento do mais recente livro de seu presidente Dr. Adolpho Lindenberg, Utopia igualitária – Aviltamento da dignidade humana.

No início da sessão, Dr. Eduardo de Barros Brotero, diretor do Instituto, saudou o autor, lembrando que Dr. Adolpho não apenas conviveu, mas colaborou muito proximamente com seu primo Plinio Corrêa de Oliveira, tendo haurido dele preciosos conhecimentos e exemplos de vida.

Recordou também que Adolpho Lindenberg, com a construtora que leva seu nome, restaurou o estilo neoclássico na arquitetura, além do colonial para as residências em São Paulo.

Sublinhou como o Dr. Adolpho soube salientar o papel primordial das tendências na conduta dos seres humanos, imortalizando a grife Lindenberg em prédios de apartamentos que pontilham a capital paulista.

Por sua vez, Adolpho Lindenberg afirmou ser o decano naquele auditório, mas que procuraria contrastar com a suma atualidade de palestras curtas, rápidas e sintéticas.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Do “acordo de paz” às guerras civis latino-americanas? Seremos os primeiros?

Guerrilheiro das FARC num acampamento em Antioquia (Colômbia) PCC quer recrutá-los pela sua experiência em armas pesadas.
Guerrilheiro das FARC num acampamento em Antioquia (Colômbia).
PCC quer recrutá-los pela sua experiência em armas pesadas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O badalado “Acordo de Paz” da Colômbia poderá passar para a História como o ponto de partida da generalização das guerras civis no continente latino-americano.

Membros das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colômbia (FARC) estão se espalhando pelo continente, oferecendo seus préstimos, experiência bélica e conhecimentos do narcotráfico a países vizinhos.

A maior organização criminosa do Brasil está recrutando, segundo o The Wall Street Journal, pessoal especializado em armas pesadas e técnicas guerrilheiras para expandir seu domínio do tráfico de drogas na América Latina, segundo investigadores colombianos e brasileiros.

Funcionários dos Ministérios de Defesa e Relações Exteriores do Brasil e da Colômbia trocaram informações em Manaus sobre a procura de guerrilheiros na Colômbia praticada pelo bando criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

“O PCC esta oferecendo empregos às FARC”, disse o ministro de Defesa colombiano, Luis Carlos Villegas.

O alistamento do PCC acontece num auge de produção de coca no país vizinho. A produção de cocaína teria crescido 46% entre 2014 e 2015, anos sobre os quais a ONU dispõe dos mais recentes dados.