segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Guerra Fria prossegue em Cuba com “doenças” esquisitas

Embaixada dos EUA em Havana
Embaixada dos EUA em Havana
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Os EUA pediram ao governo cubano licença para a saída de dois de seus diplomáticos, atingidos em 2016por estranha doença, noticiou a mídia mundial.

Vários funcionários da embaixada manifestaram uma inexplicável perda auditiva. O Canadá também confirmou que alguns de seus diplomatas na ilha haviam sofrido um “ataque acústico” similar, acrescentou “Clarín”.

Após uma investigação de meses, os EUA concluíram que os diplomatas foram atacados por meio de uma avançada arma sonora que funciona fora de alcance audível e está instalada perto de suas residências.

Segundo Ottawa, pelo menos um de seus diplomatas em Cuba foi tratado num hospital com “sintomas pouco comuns” ligados à audição. Também seus familiares foram atingidos.

“The Washington Post”, citando o Departamento de Estado, informou que “pelo menos 16 americanos trabalhando para a embaixada EUA em Cuba sofreram dito mal de perda de audição enquanto serviam em Havana”.

Este tipo de ataque não é coisa nova, pois era comum no tempo da União Soviética. Mas caiu como um balde d’água fria sobre a crença ingênua de que a Guerra Fria morreu.

Como nos tempos soviéticos, o governo cubano reagiu em termos que transparecem suspeitas de insinceridade: “Cuba jamais permitiu nem permitirá que seu território seja utilizado para qualquer ação contra funcionários diplomáticos acreditados ou seus familiares, sem exceção”.

Cuba continua numa profunda miséria socialista, Havana
Cuba continua numa profunda miséria socialista, Havana.
Acordos de Obama e Papa Francisco só esticaram a sobrevivência da ditadura
A porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, informou que dois diplomatas cubanos foram expulsos dos EUA após os “incidentes” que causaram “vários sintomas físicos” a funcionários da embaixada americana em Havana, divulgou a “Folha de S.Paulo”.

Um funcionário disse sob o anonimato à Associated Press que membros do regime cubano teriam colocado aparelhos sonoros que produzem sons inaudíveis nas casas de cinco funcionários da embaixada com a intenção de ensudercê-los.

Segundo “The Washington Post”, esse tipo de assédio a diplomatas em Cuba é comum desde que o presidente Barack Obama reabriu a embaixada dos EUA.

O Departamento de Estado lembrou que “é obrigação do governo cubano proteger nossos diplomatas em virtude da Convenção de Viena”.

É difícil fazer uma declaração de tamanha ingenuidade e inocuidade em relação a um governo comunista que em nada modificou seus estilos ditatoriais e expansionistas.

O reatamento diplomático com Cuba, promovido pelo ex-presidente Obama e pelo Papa Francisco I em 2015, está dando sinais de um danoso fracasso para o Ocidente.

Ele só serviu para reforçar um regime que caía de podre, mas que continua agressivo e provocador.

Quem saiu beneficiado foi o presidente Trump, que qualifica os papeis assinados por Obama de “mau tratado”. Porém, até o momento não saiu da retórica e não explicou o que pretende fazer.

No Vaticano, um silêncio pelo menos cúmplice preside as movimentações da diplomacia mais sagaz do mundo. E, infelizmente, também uma das mais comprometidas com a revolução comunista na América Latina.


Porta-voz Heather Nauert fornece detalhes em entrevista no Departamento de Estado (Reuters)


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