Comissão Pastoral da Terra: “radical reforma agrária em todo o País”
“Por fim, estamos certos de que nenhuma solução será possível se não for feita uma mudança geral, uma transformação da estrutura agrária. E isso só é possível se for decidida e encaminhada uma radical Reforma Agrária, não só na Amazônia, mas em todo o País.”
(Fonte: “Boletim da Comissão Pastoral da Terra”, ano II, no. 5, julho-agosto de 1976).
Subcomandante Marcos: expropriar os proprietários
“Os avanços em governo, (...) têm como ponto de partida a recuperação dos meios de produção, neste caso, a terra, os animais e as máquinas que estavam em mãos dos grandes proprietários." (Subcomandante Marcos, dezembro de 2007)
Karl Marx: “abolir vossa propriedade, é isso o que queremos”
“A Revolução Francesa aboliu a propriedade feudal para instaurar sobre suas ruínas a propriedade burguesa.
“O que caracteriza o comunismo não é a abolição da propriedade em geral, mas a abolição do regime de propriedade da burguesia (...)
“Assim entendida, os comunistas podem resumir sua teoria nessa fórmula: abolição da propriedade privada.
“Aterrorizai-vos de que queremos abolir a propriedade privada. (...) Nos reprovais, dizendo de uma só vez, querer abolir vossa propriedade. Pois sim, é isso o que queremos.”
(Fonte: Karl Marx e Frederich Engels, “Manifesto comunista”, 21/02/1848)
Vocação e missão providencial do Brasil
Vídeo: vocação e missão providencial do Brasil
Toda a verdade sobre Roraima
Receba em seu email
Crimes do Che Guevara
Che Guevara: “a bandeira da luta revolucionária é a reforma agrária”
Em seu manual ‘A guerra de guerrilhas’, Che Guevara martela incessantemente que “o guerrilheiro é, antes de tudo, um revolucionário agrário” .
“A base das reivindicações sociais que levantará o guerrilheiro será a mudança da estrutura da propriedade agrária. A bandeira da luta durante todo este tempo será a reforma agrária”.
(Fonte: Che Guevara, La Guerra de Guerrillas, cap, I, Principios generales de la lucha guerrillera, http://www.marxists.org/espanol/guevara/guerra/cap1.htm).
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
A descida aos infernos da miséria cubana parece inevitável na Venezuela. O governo socialista vem atribuindo a culpa a inimigos fantasmagóricos em discursos histéricos e irreais: o “império”, a “guerra econômica” promovida por não se sabe bem quem, os emigrantes; a falta de alimentos como se fosse um ente que age por si mesmo; a ausência de medicamentos provocada por todos esses fantasmas.
Mas a aguda carência de quase tudo é uma experiência cotidiana dolorosa, humilhante e muito real. O vírus Zika passou a ser mais um pretexto pelos abusos do regime. Mas os mosquitos se multiplicam assustadoramente e a população não encontra repelentes para evitar o contágio nem antivirais e/ou analgésicos para cortar a febre de qualquer doente, segundo “La Nación”.
Em Acarigua, estado Portuguesa, uma avalanche de desesperados derrubou os obstáculos que lhe impediam ingressar num supermercado atingido pelo racionamento.
A instalação do novo governo argentino presidido por Maurício Macri veio destampar um poço como que sem fundo de desordens ideológicas e econômicas no Estado argentino, aberto pelo derrotado esquema nacionalista kirchnerista.
Entre as empresas quase falidas deixadas pela administração bolivariana-socialista está a Vassalli Fabril, que ainda pode dizer que é a maior fábrica nacional de colheitadeiras, segundo noticiou “La Nación” de Buenos Aires.
Por manobras estatistas, ela obteve um contrato para fornecer 245 colheitadeiras para a Venezuela de Nicolás Maduro, em 2014.
Estive na Av. Paulista neste Domingo 13 de Março. E posso garantir, pelo que me foi dado observar, que a esquerda perdeu, mesmo, a partida da popularidade.
Ali estava uma amostra gigantesca do Brasil (mais de um milhão e 400 mil pessoas, segundo a Polícia Militar - foto 1).
Era a reprodução do que se deu neste dia em centenas de cidades de Norte a Sul do Brasil e com números muito impressionantes!
A começar pelo Rio de Janeiro, em que a orla de Copacabana foi literalmente tomada pela multidão estimada em um milhão de pessoas (foto 2).
O que dizer de Fortaleza, de Salvador, de Belém, de Curitiba, de Porto Alegre, de Natal, de Maceió, de Brasília, de Vitória, de Goiânia, de Campo Grande, de Recife, de Florianópolis e de tantas outras cidades com números igualmente impressionantes?
Cordialidade e distensão
Pessoas de todas as idades, das mais diversas condições e classes sociais, dos mais variados graus de cultura, de todas as origens raciais, irmanadas num imenso NÃO ao PT, a seus personagens principais Lula e Dilma e a tudo o que estes e a sigla representam. “Nossa bandeira jamais será vermelha” era o brado de muitos e a certeza de todos.
Como anunciamos, estava marcada para o dia 3 do corrente mês uma conferência em São Paulo do Coronel Luís Alfonso Plazas Veja, mas infelizmente ele não pôde comparecer.
Herói da resistência da Colômbia ao comunismo e ao narcoterrorismo, o valoroso militar faria uma exposição sobre a retomada do Palácio de Justiça da Colômbia.
Esse Palácio foi invadido em 1985 pelo movimento guerrilheiro M-19 com o objetivo de dar um golpe e implantar o regime comunista naquele país.
Os guerrilheiros executaram magistrados, funcionários e pessoas do público que se encontravam no Palácio de Justiça.
Em meio àquela tragédia, o Cel. Plazas Vega recebeu autorização de seus superiores para reconquistar o Palácio.
Ao perceberem a eficaz reação liderada por ele e que perderiam no confronto, os guerrilheiros atearam fogo no edifício, deixando um saldo de 94 mortos.
Em síntese, a operação militar foi um sucesso, conseguindo retomar o Palácio de Justiça e salvar a vida de 260 reféns.
A demagogia “progressista” e socialista se empenha em atribuir aos países livres com economias prósperas e às suas classes dirigentes todos os males da corrupção e das ilegalidades financeiras.
Esses, aliás, existem como defeitos que devem ser corrigidos, mas nunca como pretexto para derrubar um sistema econômico legítimo.
Essa demagogia também se assanha contra os proprietários que construíram sua fortuna acumulando o fruto de seu trabalho honesto e esforçado.
Mas onde a demagogia socialista e “progressista” consegue impor seus pontos de vista e assumir as rédeas do poder, ela estabelece leis e reformas confiscatórias, estatizações, nacionalizações, expropriações, impostos e taxas devoradoras, ou seja, intervencionismo em todas as áreas da atividade econômica humana.
Essa demagogia se apresenta como querendo reformar a economia em nome da justiça social, além de punir os “burgueses” e os “ricos” que trata depreciativamente.
O que todo mundo vê é que quando um partido de tendência socialista ou comunista, apoiado ou não pelo clero progressista, assume o governo junto com medidas estatizantes, começam as falcatruas e as roubalheiras dos “puros” anticapitalistas.
Agora, oGlobal Financial Integrity (GFI), centro de pesquisas dos EUA, elaborou uma lista dos países que lideram o fluxo internacional de dinheiro ilegal.
Francisco I e o patriarca ortodoxo Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentaram justificar o local escolhido afirmando que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”
Honestamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.
1. Papa Francisco e Patriarca de Moscou Kirill, em documento conjunto assinado em Havana, tentam justificar o local escolhido alegando entre outras coisas que Cuba seria “um símbolo de esperança no Novo Mundo.”
2. Respeitosamente, não se entende em que sentido um ilha-prisão comunista, com quase 60 anos de sinistra existência, poderia ser considerada como um símbolo de “esperança”.
3. E verdadeiramente, é uma prisão que continua tiranizada pelos carcereiros que perseguiram os católicos com criando centros de “re-educação”, com presídios e até mesmo com pelotões de fuzilamento para se livrar de jovens católicos, muitos dos quais, é um imperativo de justiça lembrá-lo, morrera bradando “Viva Cristo Rey! Abaixo o comunismo!”
Em março e abril, manifestações multitudinárias tomaram as ruas em protestos contra o governo federal. De acordo com a PM, em 15 de março participaram 1,9 milhão de cidadãos em 212 municípios, sendo 1 milhão só em São Paulo.
Em 12 de abril os números foram um pouco menores. As multidões, invocando a brasilidade, o hino, a bandeira, o verde-amarelo, patentearam que o governo perdera a credibilidade e, psicologicamente, a condução do País.
As tentativas petistas de efetuar manifestações em sentido contrário fracassaram.
Em agosto, a presidente Dilma Rousseff bateu o recorde histórico de reprovação: 71%. Os frequentes “panelaços” e buzinaços foram um meio habitual de protesto da população.
O discurso da presidente em cadeia nacional foi recebido com panelaços em pelo menos 16 capitais e Brasília. Membros dos governos federal, estaduais e municipais ligados ao PT e aliados, além do ex-presidente Lula, dificilmente podiam comparecer em locais públicos, cerimônias oficiais ou restaurantes sem serem invectivados.
1) Venezuela: Maduro leva surra eleitoral e atenta contra a ordem institucional
2015 foi um “annus horribilis” do socialismo bolivariano, cujo naufrágio na Venezuela tornou-se patente já nos primeiros meses.
À insatisfação causada pela carência de produtos básicos — alimentares, hospitalares, de higiene pessoal, e muitos outros — o governo reagia prendendo executivos das respectivas redes distribuidoras ou os próprios fabricantes.
A mídia estava quase toda nacionalizada e o governo se irritava com a atuação de jornalistas estrangeiros.
Altas patentes das Forças Armadas foram presas por “conspiração”, enquanto o presidente do Legislativo, Diosdado Cabello, foi apontado como chefe de uma rede de generais que controla a exportação de droga.
O presidente bolivariano Nicolás Maduro anunciou pela TV: “Dedicaremos vários dias para que todo mundo saiba votar”. Obviamente no partido dele, o Grande Polo Patriótico, e nos seus aliados.
E já avisou que se perder, porá o exército nas ruas para ‘salvar a democracia bolivariana’.
Maduro se fez filmar numa curta metragem que o apresenta numa secção eleitoral onde a opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) é a grande favorita. Encostada na papeleta da opção oposicionista aparecia uma desconhecida Min Unidad utilizando, destacada com a mesma cor, a mesma palavra “Unidad”.
As duas opções são tão parecidas que qualquer cidadão pouco atento não saberia distinguir.
O presidente protagonizou a encenação pela TV para confundir ainda mais, dizendo: “Aqui nós temos Unidad; é a oposição, não é verdade? Unidad, Min Unidad? Bom, aqui está”.
Min Unidad é um partido filochavista fantasma cujo principal objetivo é desviar votos da aliança antichavista.
As primeiras ferrovias – de luxo, aliás – da América Latina, foram as de Cuba. Hoje elas constituem a forma mais lenta de transporte na ilha, o que não é dizer pouco.
Viajar de Havana a Santiago de Cuba – mais ou menos de uma extremidade a outra da ilha ou 765 quilômetros – leva em média 15 horas, caso o trem não quebre, fato muito comum.
Um jornalista do “Clarín” de Buenos Aires ousou a aventura e publicou os resultados.
As cabras pastam junto aos trilhos, obrigando as locomotivas a frear para não atropelá-las. Carros de antigas marcas americanas e caindo aos pedaços fazem fila nos cruzamentos, aguardando passar os vagões, que podem atrasar horas.
Quem no domingo 25 de outubro foi procurar na Internet os números das eleições gerais argentinas no horário anunciado pelo tribunal eleitoral platino, teve uma decepção.
Teve que suportar uma longa espera de quase seis horas para além do prazo previsto. Já na alta madrugada, os inevitáveis vazamentos enunciavam a causa: a derrota do governo nacionalista bolivariano de Cristina Kirchner havia sido muito maior do que todos imaginavam.
E o governo aguardava dados de circunscrições eleitorais longínquas, a priori compradas com os programas sociais tipo as Bolsas brasileiras, para maquiar o desastre.
O discurso do candidato kirchnerista Daniel Scioli no estádio coberto Luna Park passou uma imagem desoladora de derrota. Noticias parciais transmitidas de boca em boca chegadas de diversos bairros do Grande Buenos Aires confirmavam a sensação de fim de uma era.
A grande nota dominante nos eleitores não foi a simpatia por este ou aquele candidato. Mas, o desejo como que incontido de por fim a uma era de atropelo e desmandos.
O presidente Maduro adotou um pomposo projeto chamado de “Nova fase econômica”, cuja retórica é bem conhecida no Brasil e na Argentina e cujos resultados são igualmente invisíveis.
Sem ter o que exibir, em 31.10.15, Maduro acusou os EUA de estar provocando “miniterremotos” que destroem a crosta terrestre por meio do “fracking” que “contamina os afluentes de água interiores; todas poluídas com químicos”,
noticiou G1.
Ele adotou o linguajar ambientalista radical sem saber direito do que estava falando. Ele rememorou discurso digno do esquecimento da presidente brasileira em Palmas, no Tocantins: “nós nos transformamos em homosapiens ou mulheres sapiens", “eu não tenho condições de participar de uma corrida de toras”, ou a incompreensível frase “se ele pular uma janela, pode pular atrás, porque pode ter a certeza que ele achou alguma coisa absolutamente fantástica”, segundo “O Estado de Minas”.
É cada vez mais provável que a Venezuela declare default de sua dúvida soberana, quer dizer se declare inadimplente. Em 2015, Caracas conseguiu saldar suas obrigações internacionais com o auxílio, ideologicamente não gratuito, da China.
Segundo o jornal parisiense “Le Monde”, em 2016 o governo venezuelano deverá reembolsar 10 bilhões de dólares, quando a falência da estrutura produtiva do petróleo for superada pela queda do valor do preço da praticamente única commodity que a Venezuela tem para sobreviver.
O país ficará sem a metade de suas entradas habituais. Segundo o “Oxford Economics”, o lucro do petróleo caiu de 74 bilhões de dólares em 2014 para 42,5 bilhões em 2015.
A descida aos infernos financeiros amplifica o estado de falência que devora a Venezuela: recessão de 7 %; inflação mais alta do mundo; déficit explosivo nas contas correntes; reservas monetárias no seu mínimo histórico (16,9 bilhões de dólares em agosto, se os dados do governo forem críveis) representando apenas um mês e meio de importações de que o país depende para não morrer.
O bolívar, moeda nacional, troca-se de seis a 15 por dólar, segundo as taxas oficiais, mas a qualquer coisa por volta de 700 no mercado paralelo.
No ano 2000 a ONU propôs, entre os objetivos sociais a serem alcançados pelos países membros, a meta de reduzir pela metade o número dos que vivem na pobreza extrema na terra (definida como uma renda inferior a cinco reais por dia).
Para o grande jornal italiano “Il Corriere della Sera”, que comentou a meta em editorial, esta pareceu utópica.
Porém, 15 anos depois, a meta não só foi atingida, mas superada com folga. Segundo a mesma ONU, os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015.
O jornal acenou respeitosamente para a contradição entre os dados da ONU e os discursos do Papa Francisco I e do presidente Obama, feitos na mesma sede dessa organização mundial.
Laurent Bouvet, pensador socialista e diretor do Observatoire de la Vie Politique (Ovipol) da Fondation Jean-Jaurès, pintou um deprimente quadro do Partido Socialista francês (PS), hoje no poder e praticamente a única opção viável para as esquerdas francesas.
Bouvet resumiu o seu balanço com uma frase lapidar: “O PS está moribundo, o partido de Épinay [Épinay-sur-Seine, localidade onde foi fundado] está morto”, registrou o jornal parisiense “Le Figaro”.
O tema interessa na América Latina pois o PS francês foi e continua sendo um grande patrocinador das esquerdas tupiniquins, intensamente unido ao lulopetismo e ao Foro de São Paulo.
Bouvet apontou como causas do desastre o desinteresse e a desconfiança do público em relação aos partidos políticos e aos jogos de lideranças partidárias, bem como a fraqueza dos militantes socialistas em se mobilizarem.
A própria estruturação do partido, que é o farol das esquerdas francesas, está em profunda crise. Ele deveria se renovar, mas todos brigam internamente pelo controle do aparelho partidário que se desfaz.
Os cubanos estão abandonando em massa as “missões médicas” da Venezuela, combinadas por Fidel Castro e o defunto Hugo Chávez e reeditadas no Brasil com o plano “Mais Médicos”.
A Colômbia é o primeiro país de destino desses sofridos cubanos, após fugirem da Venezuela.
Assim que conseguem sair do pesadelo do socialismo do século XXI, os cubanos apelam para o programa de vistos dos EUA, que concede facilidades aos fugitivos do comunismo castrista.
Por essa via, eles podem chegar até o final de seu longo e sofrido calvário.
Porém, o restabelecimento de relações entre a ditadura castrista e o presidente Obama, patrocinado pelo Papa Francisco, está fechando essa janela para a liberdade e reforçando o esquema de controle opressor.
O cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney e “ministro da Economia” do Vaticano, foi entrevistado pelo jornal econômico “Financial Times” no mesmo dia em que apresentou o estado das contas da Santa Sé.
Na oportunidade, falando a propósito da encíclica “Laudato si'”, o purpurado esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”, segundo noticiou o site Vatican insider.
O “Financial Times” entendeu que o cardeal se distanciou assim da “revolucionaria encíclica do Papa, que pede uma ação global contra a mudança climática”.
O cardeal afirmou sobre a Laudato si': “Há partes que são belíssimas. Mas a Igreja não tem competência alguma especial em matéria de ciência. A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas. Nós acreditamos na autonomia da ciência”.
Na mesma ocasião, o Cardeal Pell concedeu entrevista ao site Crux sobre outro aspecto da Encíclica: o agudo anticapitalismo da ‘Laudato si’, acentuado pela subsequente viagem pontifícia à América do Sul.
“O mercado está longe de ser perfeito, mas temos assistido a níveis historicamente sem precedentes de prosperidade atingidos por causa da disseminação global do capitalismo e pelo aumento da liberdade para os mercados. O crescimento na China e na Índia, por exemplo, é real e maravilhoso”, defendeu o “ministro de Economia” designado pelo Papa Francisco.
Liberdade para a ilha-cárcere ou (oxigênio para a) consolidação de uma cruel ditadura?
A próxima viagem do Papa Francisco a Cuba constituirá a terceira visita pontifícia à ilha-cárcere.
De maneira similar às duas visitas anteriores, a de João Paulo II em 1998 e a de Bento XVI em 2012, se multiplicam as hipóteses do que poderá acontecer durante e após a visita papal numa ilha que continua desde há incríveis seis décadas dominada por uma cruel ditadura comunista.
As escolas geridas pela PM de Goiás também dão o bom exemplo mantendo um regulamento disciplinar sério.
Mascar chiclete é transgressão leve. Usar óculos com lentes ou armações de “cores esdrúxulas” também, mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.
São transgressões médias: sentar-se no chão fardado, espalhar boatos, deixar de prestar continência ou de cortar o cabelo no estilo escovinha.
Já “manter contato físico que denote envolvimento amoroso” (beijar) ou se meter em rixa são faltas graves.
O aluno perde pontos a cada quebra de regra. Quem não se adequar é transferido.
Os resultados estão sendo tão bons que o Estado aumentou de 18 para 26 os colégios militares.
Segundo a polícia, o modelo melhora o desempenho dos alunos (em nove Estados os colégios ficaram em 1º entre as estaduais no Enem).
O Brasil possui atualmente 93 instituições de ensino da PM. Neste ano, Minas Gerais criou mais duas, chegando a 22 – elas atendem a mais de 20 mil alunos. A Bahia, com 13, deve abrir mais quatro.
Em Goiás, o comerciário Ricardo Cardoso, 41, que tem duas filhas em escolas da PM, quer colocar a terceira na instituição em 2016. A maioria das vagas é preenchida por sorteios. “O nível dessas escolas é muito melhor”.
Sua filha Júlia, 17, diz gostar do colégio Hugo Ramos, mas reclama da rigidez. “Um ou outro PM é rude. Mas a maioria é aberta”. Para o pai, os alunos têm “voz ativa”: “sempre que minha filha reclamou, deram resposta. Adolescentes reclamam de tudo”.
Aluno do terceiro ano do Colégio Miriam Ferreira, que se tornou militar na semana passada, Douglas Fleury, 17, diz aprovar a mudança devido ao uso de drogas dentro da escola.
Os alunos devem usar farda (esta varia de R$ 400 a R$ 700), mas a PM diz dar a farda em alguns casos. Os pais pagam ainda mensalidades não obrigatórias de R$ 80 a R$ 110.
A PM recorre a oficiais da reserva, que ganham adicional. Os docentes são civis – em outros Estados, alguns são militares – e ganham bônus de produtividade.
Não faltam as críticas dos saudosos do regime anterior. “Isso tem sabor de retrocesso”, diz Ieda Leal, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás. Ela chama a medida de terceirização.
Para Maria Augusta Mundim, da Faculdade de Educação da federal de Goiás, o método é autoritário.
Mas as críticas incluem demasiada ideologia de esquerda e esquecem a finalidade da instituição escolar: o bem dos alunos, sua boa instrução e formação cívica, o futuro do Brasil.
Os Colégios Públicos Fernando Pessoa (Valparaíso - GO) e José de Alencar (Novo Gama - GO) passavam por problemas crônicos de violência, tráfico de drogas e prostituição, chegando a ocorrer um assassinato e um sequestro relâmpago:
Os representantes do governo argentino, Agustín Rossi e Sergio Berni, assinaram em Moscou um leque de acordos de cooperação militar russo-argentina, informou o jornal Clarín, de Buenos Aires.
Nem mesmo durante a Guerra das Malvinas se tinha visto uma aproximação tão intensa.
Um dos convênios visa à realização, pela primeira vez na história, de exercícios militares conjuntos entre os exércitos russo e argentino. Outro convênio estabelece que os policiais de ambos os países trabalharão juntos na perseguição aos narcotraficantes.
A retórica nacionalista e bolivariana do governo Kirchner, que vinha afastando o país de uma cooperação intensa com os EUA nessas áreas, patenteia agora o destino final de sua mudança.
O ministro de Defesa argentino, Agustín Rossi, também assinou com seu homólogo russo um acordo para a “proteção mútua da informação secreta gerada pela cooperação técnico-militar” entre os dois países.
O objetivo declarado desse acordo é facilitar “a produção conjunta de equipamentos de uso militar e a formação de especialistas na área tecnológica, a execução de trabalhos científicos de investigação e de desenho experimental”.
Rossi explicou que “serão criados grupos de trabalho para a realização de um intercâmbio de pessoal das Forças Armadas visando ao treino e à formação e participação conjunta em exercícios e manobras militares”.
A Rússia e a Argentina incrementarão consideravelmente a cooperação militar.
A Força Aérea Argentina comprou dois helicópteros russos Mi17E, que ainda não caíram, e quer comprar mais três.
A Marinha adquiriu quatro naves de patrulhamento para o Atlântico Sul e para assistência logística das bases na Antártida. 106 marinheiros argentinos serão treinados nos portos russos de Murmansk e Arcangel.
Sergio Berni, secretário de Segurança argentino, assinou outro convênio com Viktor Ivanov, chefe da agência antidrogas russa, para “reforçar o intercâmbio de informação criminosa das organizações e pessoas envolvidas no tráfico de estupefacientes”.
Enquanto os países que respeitam o Direito Internacional aplicam sanções à Rússia pela anexação ilegal e despótica da Crimeia, Cristina Kirchner condenou em Moscou ditas sanções econômicas contra os invasores russos.
Na verdade, após desmoralizar e desarmar as forças militares e policiais argentinas, o governo nacionalista as subordina às poderosas equivalentes russas, que anseiam por recuperar a “grandeza” da ex-URSS.
E transforma o país em vassalo de Moscou enquanto vitupera contra o ‘imperialismo’ americano.
Segundo informou O Globo, de 2011 para 2013, a escola estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra “deu um salto no Ideb. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média passou de 3,3 para 6,1. Nos finais, foi de 3,1 para 5,8. O índice de reprovação, de 15,2% em 2012, foi zerado no ano passado.
“A melhoria no desempenho apareceu também nas Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Órfã de pai desde os 8 anos e filha de uma motorista de ônibus, Jennyfer da Silva Veloso, de 16 anos, levou o bronze e uma menção honrosa na competição.
“Ela foi aprovada em primeiro lugar no vestibular da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), onde começou a cursar matemática este ano.
“Ela conta a dificuldade de se adaptar na transição da escola para o regime militar e lembra do primeiro dia da mudança.
“— Eu estava com o cabelo pintado, usava piercing no nariz, tinha franja. Fomos levados para a quadra, nos explicaram tudo. Tive que tirar esmalte, prender a franja.
“Com o tempo, me acostumei e percebi que, aqui, realmente o que importa é o conhecimento, e não a aparência. A escola melhorou muito no novo modelo.
“Outro medalhista foi Yuri Macedo Michele, que garantiu a primeira medalha de ouro da escola na Obmep. Tímido, o garoto de 13 anos, aluno do 8º ano, fala da felicidade dos pais — a mãe dona de casa e o pai vendedor em uma fábrica de sorvetes — com a conquista.
“Entre os colegas, a popularidade do “aluno olímpico”, como são chamados os estudantes que se preparam no contraturno das aulas para as competições, aumentou”.
“Maria do Rosário de Almeida Braga, de 54 anos, diz que é uma das poucas educadoras que continuaram no colégio depois que a PM assumiu o controle.
“— Aqui só fica professor que quer trabalhar. Há exigências para o aluno e para o professor também. Mas o retorno é muito grande, inclusive financeiro — diz Maria do Rosário”.
A escola estadual Raimundo Nogueira, no conjunto Ajuricaba de Manaus, também adotou o modelo das escolas administradas pela Polícia Militar.
O assédio de traficantes aos alunos, casos de violência contra os estudantes no entorno da escola e até ameaças sofridas pelos professores faziam parte dos relatos de insegurança envolvendo a escola.
Por meio de parceria entre a Seduc e a Polícia Militar, o programa- piloto “Educando com Segurança” busca incentivar a disciplina e oferecer as condições ideais para o processo de ensino-aprendizagem no ambiente escolar.
Com o aval dos pais e professores, a escola passou a adotar uma cartilha com as mesmas regras dos colégios da Polícia Militar: formação antes de entrar na sala de aula, Hino Nacional e hasteamento de bandeira, rigidez no horário de entrada e cobrança maior quanto à participação dos pais no dia-a-dia da escola.
Somam-se às atividades cívicas palestras de motivação e prevenção às drogas, apoio às atividades culturais e esportivas extra-classe, formação de grupo de escoteiro e de percussão. Fonte A Critica de Manaus.
E a gente fica pensando quantas crianças estão sendo estragadas, talvez por toda a vida, por falta de coragem dos responsáveis em pôr ordem na educação no Brasil.
É claro que o coro dos direitos humanos, das ONGs e da esquerda católica não gosta da ordem e da disciplina, preferindo a pastoral de meninos de ruas, supostamente mais “democrática” e “cristã”.
Eles até tentam frustrar essa iniciativa.
Mas não valeria a pena dar um chega a essa filosofia distorcida e prejudicial para as novas gerações?
Reportagem na TV Verdes Mares: Colégio da Polícia Militar do Ceará, segundo resultados do ENEM, foi considerada a melhor escola pública do Ceará e a 2ª melhor do Nordeste.
No Equador, o majestoso e temido vulcão Cotopaxi está fumegando com colunas de gases e poeira de até oito quilômetros de altura!
Trata-se do mais alto vulcão do mundo (5.897 metros) e é um dos potencialmente mais violentos e destruidores. Porém, não causou nenhum abalo relevante desde 1877.
O Cotopaxi fica a 45 quilômetros de Quito, a capital equatoriana. Quando morei nessa cidade, sempre sonhei em escalá-lo, pois o acesso é fácil e a expedição paga o esforço. Muitos turistas fazem isso, apoiados numa base científica anti-sísmica e refúgios, e chegam até a pequena cratera onde a lava ainda brilha pela noite.
Quase todos os dias sua majestade o Cotopaxi espirrava a seu modo, e eu perguntava: “O que foi?”. A resposta era invariável e, no meu entender, desinteressada: “Ah! O Cotopaxi...”
O povo equatoriano convive, aliás, sobranceiramente com os vulcões. Ele se lembra com espírito religioso das formidáveis explosões do passado e das maravilhosas intervenções salvadoras atribuídas a Nossa Senhora e a seu Divino Filho. E toca a vida tranquilamente entre aqueles colossos eternamente nimbados de neve, nuvens... e fumaça!
Mas o presidente bolivariano Rafael Correa mostrou-se tomado de inusual e suspeito pânico a propósito das últimas “fumaradas” do Cotopaxi. E, ditatorialmente, censurou as informações a respeito.
“Os equatorianos só poderão se informar sobre o assunto através dos boletins oficiais emitidos pelo ministério coordenador da segurança, com interdição de difusão de qualquer informação não autorizada feita por um meio de comunicação público ou privado, ou por meio das redes sociais”, diz seu decreto, vibrado em céu sereno e citado por Le Monde.
De um momento para outro a censura foi instalada! O presidente agitou o espantalho de “boatos dos quais qualquer um solta uma enormidade no Twitter e provoca o pânico”. Seu colega bolivariano da Venezuela, não teria feito melhor.
Correa parecia não conhecer seu país, e o ministro da Comunicação, Fernando Alvarado, moderou a draconiana censura.
O vulcão Cotopaxi perto de Quito foi mero pretexto
Os meios informativos equatorianos, constantemente vilipendiados por Correa, denunciaram a manobra. “A ambiguidade do decreto outorga ao governo um poder enorme, inclusive para ditar o que é que os cidadãos não podem falar”, reagiu César Ricaurte, diretor da Fundação Andina para a Observação e o Estudo da Mídia – Fundamedios.
“Pela primeira vez foi introduzida uma legislação, e por decreto, com poder para regulamentar as redes sociais, e isso é muito perigoso”, acrescentou.
De fato, Correa enfrenta uma vertiginosa perda de prestigio. Enormes manifestações populares contra seu socialismo aconteceram nas grandes cidades antes e depois da visita do Papa Francisco, que tentou apaziguar os protestos. As redes sociais são o meio preferido pelos descontentes para se exprimirem e se organizarem.
Para Diego Cornejo, diretor da Associação Equatoriana de Editores de Jornais, essa censura é “desproporcionada e inoportuna”. A coincidência com os protestos populares é mais do que suspeita.
Correa é geralmente acusado de propender para um socialismo ditatorial. Ele revida com impropérios seus opositores, que ele chama de “mentirosos”, doentes mentais, “sicários da escrita”, e outros epítetos de ditador sul-americano fora de si.
Correa também decretou um “estado de emergência” que lhe permite “suspender os direitos constitucionais que garantem a inviolabilidade dos domicílios e as liberdades de circulação, de reunião e de comunicação”, segundo o site francês Mediapart.
O estado de exceção também lhe permite reforçar o controle sobre o exército, que poderá ser enviado a qualquer hora em apoio das equipes de auxílio, as quais até o momento não tiveram muita coisa para fazer.
Segundo Sylvie Brunel, professora de Geografia na Universidade da Sorbonne, França, “em nome da urgência e do perigo, o decreto permite a remoção autoritária dos moradores em volta do vulcão, e a expropriação das fazendas grandes e pequenas que há tempos o governo está tentando com o pretexto de criar imensos reservatórios de água potável para garantir o fornecimento de Quito”.
Visita do Papa Francisco foi explorada para tentar abafar grande surto de oposição anti-socialista.
Os franceses conhecem a história: durante a Revolução Francesa, para “salvar a pátria” de perigos mais ou menos imaginados, instalou-se o Terror, que se dedicou a guilhotinar os opositores.
O golpe ditatorial de Correa poderia inspirar prefeituras de tendência bolivariana, como a petista de São Paulo. E, com alguma adaptação, o governo peronista-bolivariano argentino, às voltas com chuvas e inundações colossais na região do Rio de la Plata.
“Língua não tem osso”. Ditador tem muita língua, e o que lhe serve de pretexto para lutar contra o vulcão, serve também para lutar contra a seca, as enchentes ou o aquecimento global!
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS) Luis Dufaur Escritor, jornalista, conferencista de política ...
O exercício do direito de propriedade é absolutamente necessário
“A propriedade particular é de direito natural para o homem: o exercício deste direito é coisa não só permitida, sobretudo a quem vive em sociedade, mas ainda absolutamente necessária (Santo Tomás, II-II, q. 66, a.2).”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Vozes, Petrópolis, 1961, p. 16).
A propriedade privada deriva da lei natural e se afirma no Decálogo
“É, pois, com razão que a universalidade do gênero humano, sem se abalar com as opiniões contrárias de um pequeno grupo, reconhece, considerando atentamente a natureza, que nas suas leis reside a primeira base de repartição dos bens e das propriedades particulares; e com razão o costume de todos os séculos tem sancionado uma situação tão de acordo com a natureza do homem e a vida calma e pacífica das sociedades.”
“Por seu lado, as leis civis que, quando justas, da lei natural tiram o seu valor, confirmam esse mesmo direito e o protegem pela força.”
“E, finalmente, a autoridade das leis divinas lhe apõe o selo, proibindo, sob grande pena, até mesmo a cobiça dos bens alheios. Não cobiçarás a mulher de teu próximo, nem a sua casa, nem o seu campo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertença (Deut. V. 21).”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Org. Simões, Rio, 1956, pp. 15-16).
Inscreva-se para receber gratuitamente
Não é lícito abolir a propriedade particular por meio de impostos excessivos
“Condição indispensável para que todas estas vantagens se convertam em realidades é que a propriedade particular não seja esgotada por um excesso de encargos e de impostos.
“Não é das leis humanas, mas da natureza, que emana o direito da propriedade individual; a autoridade pública não o pode pois abolir; o que ela pode é regular-lhe o uso e conciliá-lo com o bem comum. É por isso que ela obra contra a justiça e contra a humanidade quando, sob o nome de impostos, sobrecarrega desmedidamente os bens dos particulares. ”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Vozes, Petrópolis, 1961, p. 30).
Leão XIII: a justiça defende a manutenção integral da propriedade privada e a distinção de classes
“Importa que nada lhe seja (à democracia cristã) mais sagrado do que a justiça que prescreve a manutenção integral do direito de propriedade e de posse; que defende a distinção de classes; que, sem contradição, são próprias de um Estado bem constituído.”
(Leão XIII, Encíclica Graves de Communi, de 18 de janeiro de 1901 - Vozes, Petrópolis, pp. 6-7).
Leao XIII: luta de classes entre ricos e pobres é erro capital
“O erro capital na questão presente é crer que as duas classes são inimigas natas uma da outra, como se a natureza tivesse armado os ricos e os pobres para se combaterem mutuamente num duelo obstinado.
“Isto é uma aberração tal, que é necessário colocar a verdade numa doutrina contrariamente oposta; porque, assim como no corpo humano os membros, apesar da sua diversidade, se adaptam maravilhosamente uns aos outros, de modo que formam um todo exatamente proporcionado, e que se poderá chamar simétrico, assim também, na sociedade, as duas classes estão destinadas pela natureza a unirem-se harmoniosamente e a conservarem-se mutuamente em perfeito equilíbrio. Elas têm imperiosa necessidade uma da outra: não pode haver capital sem trabalho, nem trabalho sem capital.
“A concórdia traz consigo a ordem e a beleza; ao contrário, dum conflito perpétuo só podem resultar confusão e lutas selvagens.”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Vozes, Petrópolis, p. 14).
Os operários não devem esperar uma inconsiderada repartição de bens
“Lamentamos que uma chaga verdadeiramente profunda tenha ferido o corpo social desde quando se começou a descurar os deveres e as virtudes que formam o ornamento da vida simples e comum. Os operários se afastam do seu próprio mister, fogem do labor e, descontentes com a sua sorte, levantam o olhar a metas demasiado altas, e aspiram a uma inconsiderada repartição dos bens.”
(Leão XIII, Lætitiæ Sanctæ, de 8 de setembro de 1893 - Vozes, Petrópolis, pág. 5).
Leão XIII: condenação do socialismo
“Os socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes.
“Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Outrossim, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para subversão completa do edifício social.
“De fato, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem suas forças e sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso, para usar dele como entender.
“Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista, com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito de propriedade mobiliária e imobiliária?
“Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade coletiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu patrimônio e melhorarem a sua situação. ”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Vozes, Petrópolis, 1961, pp. 5-6).
Leão XIII: abolição das propriedades privadas e das classes sociais, meta do socialismo
“O socialismo quer que no Estado o poder pertença ao povo, de tal modo que, sendo suprimidas as classes sociais e os cidadãos tornados iguais, se caminhe para a igualdade das fortunas. Por isso também, quer que o direito de propriedade seja abolido, e que todas as riquezas que pertencem a particulares, mesmo os instrumentos de produção, sejam considerados bens comuns.”
(Leão XIII, Graves de Communi, de 18 de janeiro de 1901, Vozes, Petrópolis, p. 6).
Bem-aventurado Inocêncio XI: a necessidade não justifica o roubo
“Erros vários sobre matéria moral, condenados por decreto do Santo Ofício, de 4 de março de 1679:
“36. É permitido roubar, não só em caso de necessidade extrema, mas também de necessidade grave.
“37. Os criados e criadas domésticos podem ocultamente tirar de seus amos para compensar o seu trabalho, que julgam superior ao salário que recebem.
“38. Uma pessoa não é obrigada sob pena de pecado mortal a restituir o que tirou por meio de pequenos roubos, por maior que seja a soma total.”
(Bem-aventurado Inocêncio XI (1676-1689). In Enrique Denzinger, "El Magisterio de la Iglesia", Herder, Barcelona, 1963, p. 305).
Catecismo do Concílio de Trento: não é lícito roubar dos ricos porque são ricos
“Todavia, havendo pessoas que procuram inocentar seus furtos, é necessário adverti-las de que Deus não aceitará nenhuma justificação de seus pecados; que tais escusas não diminuem, mas até agravam a culpa em proporção assustadora.
“Mas que responder, quando por vezes ouvimos os ladrões afirmarem que não cometem pecado algum, roubando de pessoas ricas e abastadas, as quais disso não sofrem dano algum, e nem chegam a perceber o furto? Na verdade, uma vil e perniciosa desculpa. ”
(Catecismo Romano, Vozes, Petrópolis, 1962, 2ª ed., pp. 412-413).
Inocêncio III: os ricos podem alcançar o Céu
“Cremos que o diabo se fez mau, não por natureza, mas por arbítrio. De coração cremos, e com a boca confessamos, a ressurreição desta carne que levamos, e não de outra. Firmemente cremos e afirmamos também que o juízo se fará por Jesus Cristo, e que cada um receberá castigo ou prêmio pelo que houver feito com esta carne. Cremos que as esmolas, o sacrifício e demais obras boas podem aproveitar aos fiéis defuntos.
“Confessamos e cremos que os que se ficam no mundo e possuem seus bens podem salvar-se, fazendo de seus bens esmolas e demais obras boas, e guardando os mandamentos do Senhor. Cremos que por preceito do Senhor hão de pagar-se aos clérigos os dízimos, primícias e oblações.”
(Inocêncio III (1198-1216), “Contra Durando de Huesca e seus companheiros valdenses”. In Enrique Denzinger, "El Magisterio de la Iglesia", Herder, Barcelona, 1963, p. 153).
Deus quis que os homens dominassem os bens da terra por meio do regime de propriedade privada
“Não se oponha também à legitimidade da propriedade particular o fato de que Deus concedeu a terra a todo o gênero humano para gozar, porque Deus não a concedeu aos homens para que a dominassem confusamente todos juntos.
“Tal não é o sentido dessa verdade. Ela significa, unicamente, que Deus não designou uma parte a nenhum homem em particular, mas quis deixar a limitação das propriedades à indústria humana e às instituições dos povos. Aliás, posto que dividida em propriedades particulares, a terra não deixa de servir à utilidade comum de todos, atendendo a que ninguém há entre os mortais que não se alimente do produto dos campos.
“Quem os não tem, supre-os pelo trabalho, de maneira que se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma arte lucrativa cuja remuneração, apenas, sai dos produtos múltiplos da terra, com os quais ela se comuta.”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Vozes, Petrópolis, 1961, p. 7).
Leão XIII: invadir propriedades alheias sob pretexto de igualdade é contra a justiça
“Em primeiro lugar, cumpre que as leis públicas sejam para as propriedades particulares uma proteção e salvaguarda . E o que mais do que tudo importa, no meio de tantas cobiças efervescentes, é que no dever se contenha a plebe: porque só é lícita a tendência para melhores destinos respeitando-se a justiça.
“Arrebatar pela força o bem alheio e invadir propriedades estranhas, sob o pretexto de absurda igualdade, são cousas condenadas pela justiça e repudiadas pelo próprio interesse comum.
“Certo, os operários que querem melhorar de sorte por um trabalho honesto e alheio a qualquer injustiça, formam grandíssima maioria; mas deles também há que, imbuídos de falsas doutrinas e ambiciosos de novidades, tudo põem em prática para excitar tumultos e arrastar os outros à violência. Intervenha então a autoridade pública e, refreando as agitações dos cabeças, assegure os costumes dos operários contra os artifícios da corrupção, e as legítimas propriedades contra os perigos da rapina. ”
(Leão XIII, Rerum Novarum, Organização Simões, Rio, 1956, p. 38).
Igualdade utópica e comunismo é igual a miséria e escravidão
“Assim substituindo à providência dos pais a do Estado, os socialistas vão contra a justiça natural e despedaçam os laços de família.
“Mas, além da injustiça de tal sistema, bem se patenteiam todas as suas funestas conseqüências: a perturbação em todas as classes sociais; uma odiosa e intolerável escravidão para todos os cidadãos; a porta aberta a todos os ciúmes, a todos os descontentamentos, a todas as discórdias; o talento e a aptidão privados de seus estímulos; e, conseqüência necessária, as riquezas estancadas na fonte; finalmente, em lugar dessa igualdade tão sonhada, a igualdade nas privações, na indigência e na miséria.
“Por tudo o que acabamos de dizer, compreende-se que a teoria socialista da propriedade coletiva deve ser absolutamente repudiada como prejudicial, mesmo àqueles que pretendem socorrer, contrária aos direitos naturais dos indivíduos, desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranqüilidade pública. Bem estabelecido fique, pois, que a primeira base que hajam de assentar os que sinceramente almejam a felicidade do povo é a inviolabilidade da propriedade particular.”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Org. Simões, Rio, 1956, p. 18-19).
O homem pode legitimamente tornar-se proprietário da terra
“O homem abrange pela sua inteligência uma infinidade de objetos, e às coisas presentes acrescenta e prende as coisas futuras; além disso, é senhor das suas ações; também, sob a direção da lei eterna e sob o governo universal da Providência Divina, ele é, de algum modo, para si a sua lei e sua providência. É por isso que tem o direito de escolher as coisas que julgar mais aptas, não só para prover ao presente, mas ainda ao futuro.
“De onde se segue que deve ter sob o seu domínio não só os produtos da terra, mas ainda a própria terra, que, pela sua fecundidade, ele vê estar destinada a ser a sua fornecedora no futuro.”
“As necessidades do homem repetem-se perpetuamente: satisfeitas hoje, renascem amanhã com novas exigências. Foi preciso, portanto, para que ele pudesse realizar o seu direito em todo o tempo, que a natureza pusesse à sua disposição um elemento estável e permanente, capaz de lhe fornecer perpetuamente os meios. Ora, esse elemento só podia ser a terra, com os seus recursos sempre fecundos.”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Vozes, Petrópolis, p. 7).
A Igreja defende a desigualdade entre os homens contra os sectários do socialismo
“Os sectários do socialismo, apresentando o direito de propriedade como uma invenção humana que repugna à igualdade natural dos homens, e reclamando o comunismo dos bens, declaram que é impossível suportar com paciência a pobreza, e que as propriedades e regalias dos ricos podem ser violadas impunemente.
“Mas a Igreja, que reconhece muito mais útil e sabiamente que existe a desigualdade entre os homens, naturalmente diferentes nas forças do corpo e do espírito, e que esta desigualdade também existe na propriedade dos bens, determina que o direito de propriedade ou domínio, que vem da própria natureza, fique intacto e inviolável para cada um.”
(Leão XIII, Quod Apostolici Muneris - Vozes, Petrópolis, 1962, p. 12).
Pelo trabalho e pela poupança, também o operário deve tender a ser proprietário
“O operário que receber um salário suficiente para socorrer com desafogo às suas necessidades e às da sua família, se for avisado, seguirá o conselho que parece dar-lhe a própria natureza: aplicar-se-á a ser parcimonioso e obrará de forma que, com prudentes economias, vá juntando um pequeno pecúlio, que lhe permita chegar um dia a adquirir um modesto patrimônio.
“Já vimos que a presente questão não podia receber solução verdadeiramente eficaz, se não começasse por estabelecer como princípio fundamental a inviolabilidade da propriedade particular. Importa, pois, que as leis favoreçam o espírito de propriedade, o reanimem e desenvolvam, tanto quanto possível, entre as massas populares.”
(Leão XIII, Rerum Novarum - Vozes, Petrópolis, pp. 32-33).
Síntese dos ensinamentos de Leão XIII, promulgada por São Pio X
“Tendo em visa a dramática confusão de idéias sobre problemas sociais e econômicos, a qual se vai alastrando pelos meios católicos com evidente vantagem para a expansão do comunismo, é oportuno divulgar uma síntese dos princípios ensinados sobre a questão por Leão XIII. Condensou-os o grande e santo Pontífice Pio X em seu Motu proprio Fin dalla prima, de 18 de dezembro de 1903, sobre a Ação Popular Católica:
1 - A sociedade humana, tal qual Deus a estabeleceu, é formada de elementos desiguais, como desiguais são os membros do corpo humano; torná-los todos iguais é impossível: resultaria disso a própria destruição da sociedade humana (Quod Apostolici Muneris).
2 - A igualdade dos diversos membros sociais consiste somente no fato de todos os homens terem a sua origem em Deus Criador; foram resgatados por Jesus Cristo e devem, segundo a regra exata dos seus méritos, ser julgados por Deus e por Ele recompensados ou punidos (Quod Apostolici Muneris). 3 - Disto resulta que, segundo a ordem estabelecida por Deus, deve haver na sociedade príncipes e vassalos, patrões e proletários, ricos e pobres, sábios e ignorantes, nobres e plebeus, os quais todos, unidos por um laço comum de amor, se ajudam mutuamente para alcançarem o seu fim último no Céu e o seu bem-estar moral e material na Terra (Quod Apostolici Muneris).
4 - O homem tem sobre os bens da terra, não somente o simples uso, como os brutos, mas também o direito de propriedade, tanto a respeito das coisas que se consomem com o uso, como das que o uso não consome (Rerum Novarum).
5 - A propriedade particular, fruto do trabalho ou da indústria, de cessão ou de doação, é um direito indiscutível na natureza, e cada um pode dispor dele a seu arbítrio (Rerum Novarum).
6 - Para resolver a desarmonia entre os ricos e os proletários, é preciso distinguir a justiça da caridade. Só há direito de reivindicação quando a justiça for lesada (Rerum Novarum).
7 - O proletário e o operário têm as seguintes obrigações de justiça: fornecer por inteiro e fielmente todo trabalho contratado livremente e segundo a eqüidade; não lesar os bens nem ofender as pessoas dos patrões; abster-se de atos violentos na defesa dos seus direitos e não transformar as reivindicações em motins (Rerum Novarum).
8 - Os capitalistas e os patrões têm as seguintes obrigações de justiça: pagar o justo salário aos operários; não causar prejuízo às suas justas economias, nem por violências, nem por fraudes, nem por usuras evidentes ou dissimuladas; dar-lhes liberdade de cumprir os deveres religiosos; não os expor às seduções corruptoras e aos perigos do escândalo; não os desviar do espírito de família e do amor da economia; não lhes impor trabalhos desproporcionados às suas forças ou pouco convenientes para a idade ou para o sexo (Rerum Novarum).
9 - Os ricos e os que possuem têm obrigação de caridade de socorrer os pobres indigentes, segundo o preceito evangélico. Este preceito obriga tão gravemente, que dele serão exigidas contas de maneira especial no dia do Juízo, como disse o próprio Jesus Cristo (Mt. 25) (Rerum Novarum). 10 - Os pobres, por conseqüência, não se devem envergonhar da indigência, nem desprezar a caridade dos ricos, olhando para Jesus Redentor, que, podendo nascer entre riquezas, Se fez pobre para enobrecer a pobreza e enriquecê-la de méritos incomparáveis para o Céu (Rerum Novarum).
11 - Para a solução da questão operária, muito podem contribuir os capitalistas e os operários com instituições destinadas a socorrer as necessidades e a aproximar e reunir as duas classes. Tais as sociedades de socorros mútuos e de seguros particulares, os patronatos para crianças e, sobretudo, as corporações de artes e ofícios (Rerum Novarum).
12 - A este fim visa especialmente a ação popular cristã ou democracia cristã, com as suas obras múltiplas e variadas. Mas esta democracia cristã deve ser compreendida no sentido já fixado pela autoridade, o qual está muito afastado do sentido social de democracia [nome com que se designavam então a si mesmos, conjuntamente, o socialismo e o comunismo] e tem por base os princípios da fé e da moral católica, e sobretudo o princípio de não prejudicar de maneira nenhuma o direito inviolável da propriedade particular (Graves de Communi).
(Actes de S. S. Pie X - Bonne Presse, Paris, tomo I, pp. 109-110).
Bento XV: os humildes devem se alegrar com a prosperidade dos mais elevados
“Os humildes, de seu lado, se alegrarão com a prosperidade das pessoas de posição mais elevada, e esperarão o seu apoio com confiança; como, numa mesma família, os mais jovens repousam sob a proteção e a assistência dos mais velhos.”
(Bento XV, Ad Beatissimi, de 1º de novembro de 1914. In Les Enseignements Pontificaux - La Paix intérieure des Nations - par les moines de Solesmes - Desclée & Cie., p. 288).
Inscreva-se para receber
Bento XV: a cobiça de riquezas e a inconformidade com a própria pobreza são excessos censuráveis
“O que Nós vemos em geral é que, enquanto por um lado não se tem nenhum comedimento em acumular riquezas, por outro lado falta aquela resignação de outrora, em suportar o incômodo de que a pobreza e a miséria costumam fazer-se acompanhar; e, enquanto entre os proletários e os ricos já existe aquela luta encarniçada que dissemos, para ainda mais aguçar a aversão dos indigentes junta-se esse luxo imoderado de muitos, unido a uma impudente dissolução".”
(Bento XV, Carta Apostólica Sacra Propediem, de 6 de janeiro de 1921 - Vozes, Petrópolis, p. 19).
A propriedade privada é essencial ao bem comum
“A própria natureza exige a repartição dos bens em domínios particulares, precisamente a fim de poderem as coisas criadas servir ao bem comum de modo ordenado e constante. Este princípio deve ter continuamente diante dos olhos quem não quer desviar-se da reta senda da verdade.”
(Pio XI, Quadragesimo Anno - Vozes, Petrópolis, 1959, p. 24).
É justo o direito a um bem quando este aumenta de valor
“Títulos de aquisição de domínio são a ocupação de coisas sem dono, a indústria ou a chamada especificação, como o demonstram abundantemente a tradição de todos os séculos e a doutrina do Nosso Predecessor Leão XIII. De fato, não faz injustiça a ninguém, por mais que alguns digam o contrário, quem se apodera de uma coisa abandonada ou sem dono; de outra parte a indústria que alguém exerce em nome próprio, e com a qual as coisas se transformam ou aumentam de valor, dá-lhe direito sobre os produtos do seu trabalho.”
(Pio XI, Quadragesimo Anno - Vozes, Petrópolis, 1959, pp. 21-22).
Pio XI: a Igreja não é contra os ricos. É lícito enriquecer-se
“Nem é vedado, aos que se empregam na produção, aumentar justa e devidamente a sua fortuna; antes, a Igreja ensina que é justo que quem serve a sociedade, e lhe aumenta os bens, se enriqueça também desses mesmos bens conforme a sua condição, contanto que o faça com o respeito devido à lei de Deus, e salvos os direitos do próximo, e os bens se empreguem segundo os princípios da fé e da reta razão".”
(Pio XI, Quadragesimo Anno - Vozes, Petrópolis, p. 51).
Pio XI: o abuso não extingue o direito de propriedade
“Sem razão afirmam alguns que o domínio e o seu uso são uma e a mesma coisa; e muito mais ainda é alheio à verdade dizer que se extingue ou se perde o direito de propriedade com o não uso ou abuso dele".”
(Pio XI, Quadragesimo Anno - Vozes, Petrópolis, 1959, p. 19).
Pio XI: é erro visar a implantação da igualdade total, através da supressão da propriedade individu
“Além disso, o comunismo despoja o homem da sua liberdade, na qual consiste a norma de sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade, e de todo o freio na ordem moral, com que possa resistir aos assaltos do instinto cego. E, como a pessoa humana, segundo os devaneios comunistas, não é mais do que, para assim dizermos, uma roda de toda a engrenagem, segue-se que os direitos naturais, que dela procedem, são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade.
“Quanto às relações entre os cidadãos, uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade, que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade.
“Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção; porquanto, dando como dão origem a outros bens, a sua posse introduz necessariamente o domínio de uns sobre os outros. E é precisamente por esse motivo que afirmam que qualquer direito de propriedade privada, por ser a fonte principal da escravidão econômica, tem que ser radicalmente destruído.”
(Pio XI, Divinis Redemptoris - Paulinas, 1965, pp. 9-10).
Pio XI: o capital e o trabalho são conformes à justiça e são indispensáveis para a harmonia social
“Exige, porém, a lei natural, ou a vontade de Deus por ela promulgada, que se mantenha a devida ordem na aplicação dos bens naturais aos usos humanos. Ora, semelhante ordem consiste em ter cada coisa o seu dono. Daqui vem que, a não ser que alguém trabalhe no que é seu, deverão aliar-se as forças de uns com as coisas dos outros; pois que umas sem as outras nada produzem.
“Isto precisamente tinha em vista Leão XIII, quando escrevia: ‘De nada vale o capital sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital’ (Encíclica Rerum Novarum, § 28). Por conseguinte, é inteiramente falso atribuir, ou só ao capital ou só ao trabalho, o produto do concurso de ambos; e é injustíssimo que um deles, negando a eficácia do outro, se arrogue a si todos os frutos".”
(Pio XI, Quadragesimo Anno - Vozes, Petrópolis, 1959, pp. 22-23).
Pio XI: os pobres são as maiores vítimas dos que pregam o ódio aos ricos
“Os pobres são as maiores vítimas dos embusteiros, que exploram sua miserável condição, para lhes despertar inveja contra os ricos e excitá-los a tomar para si, pela força, aquilo que lhes parece injustamente recusado pela fortuna.”
(Pio XI, Divini Redemptoris - Vozes, Petrópolis, pp. 31-32).
A propriedade pessoal e a família asseguram a liberdade do homem
“A segurança! A aspiração mais viva dos homens de hoje! Eles a pedem à sociedade e às suas leis. Mas os pretensos realistas deste século demonstraram que não estavam em condições de proporcioná-la, precisamente porque querem substituir o Criador e fazer-se árbitro da ordem da criação.
“A Religião e a realidade do passado ensinam, pelo contrário, que as estruturas sociais, como o casamento e a família, a comunidade e as corporações profissionais, a união social na propriedade pessoal, são células essenciais que asseguram a liberdade do homem, e com isto, seu papel na História. Elas são pois intangíveis, e sua substância não pode ser submetida a revisão arbitrária.”
(Pio XII, Radiomensagem do Natal de 1956 - Discorsi e Radiomessaggi di Sua Santità Pio XII, vol. XVIII, p. 734).
Pio XII: o luxo regulado segundo a reta razão merece ser respeitado e apreciado
“Muito freqüentemente, não obstante os limites que a reta consciência fixa para o uso das riquezas, vêem-se alguns a fazerem alarde de um luxo provocante, carecedor de qualquer significado razoável e destinado somente à satisfação de uma vaidade que ignora e, por isto mesmo, insulta os sofrimentos e as necessidades dos pobres.
“Mas seria de outra parte injusto condenar a produção e o uso de objetos preciosos, sempre que eles correspondam a um fim honesto e conforme aos preceitos da lei moral. Tudo quanto contribui para o esplendor da vida social, tudo quanto lhe ressalta os aspectos jubilosos ou solenes, tudo quanto faz resplandecer nas coisas materiais a perenidade e a nobreza do espírito, merece ser respeitado e apreciado.”
(Pio XII: Discurso de 9 de novembro de 1953, ao IV Congresso Nacional da Confederação Italiana de Ourives, Joalheiros e Afins - Discorsi e Radiomessagi, vol. XV, p. 462).
Pio XII: quem nega a propriedade privada é inimigo da liberdade
“Estas reflexões [relativas à tendência de regular as relações entre os homens unicamente na base do direito público] valem acima de tudo nas questões de direito privado relativas à propriedade. Este é o ponto central, o foco ao redor do qual, por força das coisas, gravitam os vossos trabalhos.
“O reconhecimento deste direito está seguro ou desmorona com o reconhecimento dos direitos e dos deveres imprescritíveis, inseparavelmente inerentes à personalidade livre, recebida de Deus. Somente quem recusa ao homem esta dignidade de pessoa livre pode admitir a possibilidade de substituir o direito de propriedade privada (e, conseqüentemente, a propriedade privada em si mesma) por não se sabe que sistema de seguros ou garantias legais de direito público.”
(Pio XII: Discurso em 20 de maio de 1948, no Instituto Internacional para a Unificação do Direito Privado. In Discorsi e Radiomessaggi, vol. X, p. 92).
Pio XII: promover a pequena propriedade não importa em ser contrário à propriedade grande
“Elogiando a classe dos pequenos proprietários na Itália, Pio XII advertiu que "isto não resulta em negar a utilidade, e freqüentemente a necessidade, de propriedades agrícolas mais vastas".”
(Pio XII: Discurso de 2 de julho de 1951, ao Congresso Internacional sobre os Problemas da Vida Rural - Discorsi e Radiomessagi, vol. XIII, pp. 199-200).
Pio XII: o regime capitalista é altamente propício à agricultura
“Todo o espírito reto deve reconhecer que o regime econômico do capitalismo industrial contribuiu para tornar possível, e até estimular, o progresso do rendimento agrícola; que ele permitiu, em inúmeras regiões do mundo, elevar a um nível superior a vida física e espiritual da população do campo.
“Não é, pois, o regime em si mesmo que se deve acusar, mas o perigo que ele faria correr caso sua influência viesse alterar o caráter específico da vida rural, assimilando-a à vida dos centros urbanos e industriais, fazendo do "campo", tal como é entendido aqui, uma simples extensão ou anexo da "cidade". Essa prática, e a teoria que a apóia, é falsa e nociva".”
(Pio XII: Discurso de 2 de julho de 1951, ao 1º Congresso Internacional sobre os Problemas da Vida Rural - Discorsi e Radiomessaggi, vol. XIII, pp. 199-200).
Propriedade privada e dignidade humana — estabilidade nas famílias e paz social
“Da natureza humana origina-se ainda o direito à propriedade privada, mesmo sobre os bens de produção. Como afirmamos em outra ocasião, esse direito constitui um meio apropriado para a afirmação da dignidade da pessoa humana e para o exercício da responsabilidade em todos os campos; e fator de serena estabilidade para a família, como de paz e prosperidade social (Cf. Mater et Magistra).
“Cumpre, aliás, recordar que ao direito de propriedade privada é inerente uma função social (Cf. Mater et Magistra).
“Da sociabilidade natural da pessoa humana provém o direito de reunião e de associação; bem como o de conferir às associações a forma que aos seus membros parecer mais idônea à finalidade em vista, e de agir dentro delas por conta própria e risco, conduzindo-as aos almejados fins (Cf. Rerum Novarum, Quadragesimo Anno, Sertum Laetitiae).
“Como tanto inculcamos na Encíclica Mater et Magistra, é de todo indispensável se constitua uma vasta rede de agremiações ou organismos intermediários, adequados a fins que os indivíduos por si sós não possam conseguir. Semelhantes agremiações e organismos são elementos absolutamente indispensáveis para salvaguardar a dignidade e a liberdade da pessoa humana, sem lhe comprometer o sentido de responsabilidade.”
(João XXIII - A.A.S. LIII, 1961, p. 430).
Legitimidade e utilidade da propriedade individual
“Tais condições da vida econômica, sem dúvida são uma das causas por que se espalha a dúvida sobre se, nas atuais circunstâncias, perdeu sua força ou se tornou de menor valor o princípio da ordem econômico-social firmemente ensinado e defendido por Nossos Predecessores: o princípio que declara ser um direito natural dos homens o de possuir individualmente até mesmo bens de produção.
“Esta dúvida é totalmente infundada. Com efeito, o direito de propriedade privada, mesmo em relação a bens empregados na produção, vale para todos os tempos. Pois depende da própria natureza das coisas, que nos diz ser o indivíduo anterior à sociedade civil e, por este motivo, ter a sociedade civil por finalidade o homem.
“De resto, a nenhum indivíduo se reconheceria o direito de agir livremente em matéria econômica se não lhe fosse igualmente concedida a faculdade de escolher e de empregar os meios necessários ao exercício deste direito. Além disto, a experiência e a História atestam que, onde os regimes políticos não reconhecem aos particulares a posse mesmo de bens de produção, aí é violado ou completamente destruído o uso da liberdade humana em questões fundamentais. De onde se patenteia, certamente, que a liberdade encontra no direito de propriedade proteção e incentivo (Radiomensagem de 1º de setembro de 1944).
“Isto é, cumpre que a propriedade particular seja uma garantia da liberdade da pessoa humana, e ao mesmo tempo intervenha como elemento indispensável no estabelecimento de uma reta ordem social.
“Enquanto, como já dissemos, em muitos países as recentes condições econômicas têm-se desenvolvido rapidamente, tornando a produção mais eficiente, a justiça e a eqüidade exigem igualmente seja aumentado o salário do trabalho, sem prejuízo para o bem comum. Isto permitirá ao trabalhador fazer economias com mais facilidade, e assim conseguir um pequeno pecúlio.
“É, pois, de admirar que seja contestado por alguns o caráter do direito de propriedade, deste direito que haure sempre na fecundidade do trabalho sua força e seu vigor; que contribui de modo tão eficaz para a proteção da dignidade da pessoa humana, e para o livre desempenho dos deveres de cada um em todos os campos de atividade; que, finalmente, fortalece a união e tranqüilidade do lar e traz um aumento de paz e prosperidade ao Estado.
“Contudo, não basta afirmar o caráter natural do direito da propriedade particular, inclusive de bens produtivos, se ao mesmo tempo não se emprega todo o esforço para que o uso desse direito seja difundido entre todas as classes de cidadãos.”
(João XIII, Mater et Magistra - "Catolicismo", nº 129, setembro de 1961, p. 4).
Receba em seu email
João XXIII: as desigualdades individuais e sociais, fonte de beleza e harmonia
“A concórdia que se procura entre os povos deve ser promovida cada vez mais entre as classes sociais. Se isto não se verifica, podem em conseqüência resultar ódios e dissensões, como já estamos presenciando; daí nascerão perturbações, revoluções e por vezes massacres, bem como a diminuição progressiva da riqueza e as crises que afetam a economia pública e privada.
“Leão XIII, Nosso Predecessor, já observava com justeza: "Deus quis na comunidade humana uma diferença de classes, mas ao mesmo tempo certa equanimidade proveniente da colaboração amistosa" (Carta Permoti Nos). De fato, "assim como no corpo humano os diversos membros se ajustam entre si e determinam essas relações harmoniosas a que chamamos simetria, da mesma forma a natureza exige que na sociedade as classes se integrem umas às outras, e por sua colaboração mútua realizem um justo equilíbrio. Cada uma delas tem necessidade da outra; o capital não existe sem o trabalho, nem o trabalho sem o capital. Sua harmonia produz a beleza e a ordem" (Leão XIII, Encíclica Rerum Novarum).
“Quem ousa, pois, negar a diversidade de classes sociais, contradiz a ordem mesma da natureza. E também os que se opõem a esta colaboração amistosa e necessária entre as classes buscam, sem dúvida, perturbar e dividir a sociedade, para o maior dano do bem público e privado. De resto, eis o que afirmava Nosso Predecessor de imortal memória, Pio XII: "Num povo digno de tal nome, todas as desigualdades que derivam, não do arbítrio, mas da própria natureza das coisas — desigualdades de cultura, de haveres, de posição social, sem prejuízo, bem entendido, da justiça e da caridade mútua —, não são absolutamente um obstáculo à existência e ao predomínio de um autêntico espírito de comunidade e fraternidade" (Radiomensagem de Natal de 1944).
“É verdade que toda classe e toda categoria de cidadãos pode defender os próprios direitos, desde que o faça na legalidade e sem violência, no respeito dos direitos alheios, tão invioláveis quanto os seus. Todos são irmãos; é, pois, necessário que todas as questões se resolvam amigavelmente, com caridade fraterna e mútua".”
(João XXIII, Ad Petri Cathedram, de 29 de junho de 1959 - A.A.S., vol. LI, Nº 10, pp. 505-506).
João XXIII: a propriedade individual é uma extensão da liberdade humana
“71. Dado que a propriedade e as outras formas de domínio privado dos bens externos contribuem para a expressão da pessoa e lhe dão ocasião de exercer a própria função na sociedade e na economia, é de grande importância que se fomente o acesso dos indivíduos e grupos a um certo domínio desses bens.
“A propriedade privada ou um certo domínio sobre os bens externos asseguram a cada um a indispensável esfera de autonomia pessoal e familiar, e devem ser considerados como que uma extensão da liberdade humana. Finalmente, como estimulam o exercício da responsabilidade, constituem uma das condições das liberdades civis.”
(Cfr. Leão XIII, Enc. Rerum Novarum - A.A.S, 23 (1890-1891), p. 643-646; Pio XI, Enc. Quadragesimo anno: A.A.S. 23).
João Paulo II: Cristo não condena o rico porque é rico
“Na parábola bíblica do rico e do pobre Lázaro, Cristo não condena o rico porque é rico, ou porque se veste luxuosamente. Ele condena fortemente o rico que não leva em consideração a situação de penúria do pobre Lázaro, que deseja tão somente alimentar-se das migalhas que caem da mesa do festim. Cristo não condena a simples posse de bens materiais. Mas as suas palavras mais duras dirigem-se para aqueles que usam sua riqueza de maneira egoísta, sem se preocupar com o próximo, a quem falta o necessário.”
(João Paulo II, Insegnamenti - III-2, 1980, p. 182).