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Com Cristina cada vez mais complicada com a Justiça, cresce a esperança das esquerdas de o Papa Francisco assumir a liderança. |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
O colunista de “La Nación” Jorge Fernández Díaz, recentemente nomeado para a Academia Argentina de Letras, deplorou a animadversão contra o governo argentino por parte de alguns membros também argentinos do Vaticano mais próximos do Papa Francisco.
Não é possível se esquivar à conclusão de animadversão quando o porta-voz operativo do Papa na Argentina é um militante de esquerda que mal conhece até o próprio funcionamento da Igreja e que provoca incidentes agressivos entre o Vaticano e a Casa Rosada.
Tampouco deixou boa impressão a recepção do Papa Francisco em reuniões fechadas a juízes argentinos que devem se pronunciar em processos de corrupção de Cristina Kirchner e seus assessores.
Fernández Díaz lamentou que havendo tantos problemas universais e morais, o Pontífice fique interferindo em pequenos casos nacionais e em favor de uma ideologia e uma associação política de fundo bolivariano.
Agindo assim ele faz o que querem os kirchneristas “que o Papa seja o chefe da oposição”.
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Embora sem religião declarada, o ex-ministro de economia kircherista Axel Kiciloff agora abraça a batina do Papa, como fazem marxistas-leninistas, disse Fernández Díaz. |
O acadêmico apontou o desequilíbrio provocado pelos representantes pessoais do Papa, quem, entretanto tem nos bispos negociadores mais autorizados e competentes.
“Agora são todos bergoglistas, marxistas-leninistas se tem declarado agora em favor do Papa.
“O ex-ministro kirchnerista de economia Kiciloff que nunca teve nada a ver com a Igreja, agora se abraça ao Papa.
“Se abraçam todos à batina do Papa querendo colocá-lo numa espécie de chefia da oposição”, concluiu
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Ex-secretário kirchnerista pego escondendo milhões de dólares, joias e armas em mosteiro. No centro em comemoração com o bispo. Embaixo fortemente custodiado pela polícia |
A Argentina assistiu sem poder acreditar à captura de perto de nove milhões de dólares e outras moedas, joias, relógios e um fuzil automático no mosteiro de "Monjas Orantes y Penitentes de Nuestra Señora del Rosario de Fátima" onde moram duas ou três freiras muito idosas, e que servia de local de reunião a destacados membros do governo kirchnerista, hoje investigados pela Justiça.
As primeiras tentativas de minimizar a eventual participação das religiosas no esquema, logo ficaram desmentidas. O monastério servia também como local de encontro de ministros e membros do governo bolivariano.
Nos últimos anos, ele vinha chamando a atenção dos vizinhos pela sua inusual atividade, marcada pela chegada de luxuosos carros oficiais, cercas de arame farpado e concorridos churrascos, segundo “La Nación”.
No operativo policial foi preso José López, o “número 2” do ex-ministro de Obras Públicas Julio de Vido, enquanto descarregava no mosteiro 160 pacotes de dinheiro e joias. López foi personagem clave do esquema kirchnerista.
Documentação na Internet apresenta esses políticos em comemorações com o antigo arcebispo diocesano Mons. Rubén Di Monte tido como “conselheiro espiritual” do ministro e nexo religioso com o governo.
O ministro até doou às religiosas um “Fátimamóvil”, segundo a imprensa portenha.
A indignação chegou até Roma. Juliana Conget, moradora de Bahia Blanca, no sul da província de Buenos Aires, abriu um cartaz em plena praça de São Pedro enquanto o Papa Francisco transitava saudando os presentes: “Jorge: a corrupção mata. Não sejas cúmplice”, segundo “Clarín”.
A moradora de Bahia Blanca deplorou que o Pontífice receba eminente figuras do esquema socialista-populista argentino, mas recuse a pessoas não-kirchneristas como a promotora de comedores para pobres Margarita Barrientos, segundo ela declarou ao jornal “La Nueva Provincia” de sua cidade.
Juliana Conget ao Papa Francisco 'Jorge, a corrupção mata!!!
Não sejas cúmplice!!!'.
Uma reação individual que reflete o que muitos pensam.
“O Papa deve marcar a diferencia entre aquilo que é bom e o que é mau, mas o único que faz é se imiscuir na política recebendo pessoas envolvidas em casos de corrupção.
“Não é de bom católico apoiar corruptos”, disse a mulher que estava de férias em Roma quando chegaram as notícias da descoberta policial.
Ela acrescentou que queria fazer chegar sua mensagem “àqueles que nos roubam e também para aqueles que sabem, mas bancam de distraídos”, concluiu.
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