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Carta do governo de Caracas para as lojas particulares não venderem produtos básicos. Depois poderão ser confiscadas. |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
Noventa por cento dos venezuelanos já não conseguem comer aquilo que seria a sua alimentação básica.
Durante o mês de maio, houve nas principais cidades do país 68 saques ou tentativas de saques, enquanto grassa de modo cada vez mais agudo o empobrecimento socialista que deixou os supermercados sem produtos, as farmácias sem medicamentos e cidades inteiras sem energia, noticiou o jornal “La Nación”.
Maio se consolidou como o pior mês de sofrimento dos venezuelanos e nada aponta uma melhora.
Várias empresas não conseguem mais trabalhar. A Polar já não pode produzir a cerveja mais popular, a Coca-Cola não se encontra mais à venda porque não há açúcar para fabricá-la.
Ricardo Lanz, superintendente do Serviço de Administração Tributaria de Caracas enviou circular a uma loja para que essa “não faça venda dos seguintes produtos regulados: farinha de milho, farinha de trigo, macarrão, arroz, manteiga, margarina, óleo de milho, açúcar, aveia, sal, fraldas, leite, maionese, molho de tomate, grãos em geral, 'cheese whiz' e produtos de higiene pessoal em general”, noticiou “El Mundo” de Madri, que reproduziu a aberrante circular.