terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Demagogos atacam ricos mas poupam críticas às riquezas da corrupção e do narcotráfico

Após missas, ministros kirchneristas almoçavam combinando falcatruas num convento.
Na foto, bispo presidente da Cáritas Argentina. Foto Policía Bonaerens
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs
Entre outros aspectos funestos, na América do Sul o narcotráfico, frequentemente ligado com a corrupção de governos, movimenta formidáveis volumes de riquezas acumuladas com sua perversa organização criminosa.

Porém, metodicamente os demagogos de esquerda política ou eclesiástica, através da mídia ou dos microfones nas celebrações religiosas, fingem desconhecer essa espantosa realidade, com frequência ligada a ideologias também de esquerda.

Pelo contrário, carregam a nota contra os “ricos” trabalhadores, poupadores, que adquiriram honestamente sua casa, loja, empresa, sítio, pequeno, médio ou grande capital, num esforço continuado que lhes consumiu a vida toda, ou a de seus antepassados quando herdaram legitimamente.

Esses “ricos” são menosprezados como viciados no capitalismo que seria a fonte de todos os males, especialmente das desigualdades sociais.

Esses demagogos de jornal, TV, paróquia ou catedral, não fazem uma crítica proporcionada dos capitais – esses sim imoralmente acumulados e causadores de devastações sociais – que manipulam as gangues da droga.

Ex secretario kirchnerista de Obras Públicas José López depositando 9 milhões de dólares
em convento de freiras (posteriormente fechado)
Eis alguns exemplos colhidos na Argentina.

Na Província de Jujuy, estado “pobre” perto da fronteira com a Bolívia – grande exportador de cocaína sob o encobrimento do líder socialista Evo Morales em conexão com o lulopetismo continental – a Justiça calcula que um bando narcotraficante local branqueou pelo menos US$15.000.000 provenientes do negócio da cocaína.

Lhes foi reconhecido 101 propriedades que usavam na criminosa tarefa.

Nos últimos 30 meses a polícia argentina confiscou das máfias narcotraficantes – estreitamente ligadas às brasileiras – por volta de US$ 20.000.000 por mês.

O Ministério de Segurança calculou que os carregamentos de droga apreendidos e os bens ilícitos capturados às gangues narcotraficantes, só na Argentina já atingiram um valor de US$ 593.535.830.

Carros de grande valor pegos de políticos corruptos na Argentina.
Carros de grande valor pegos de políticos corruptos na Argentina.
Essa montanha de dinheiro equivale a todas as vendas trimestrais de eletrodomésticos e artigos para o lar na Argentina toda, segundo dados oficiais do Indec, equivalente ao IBGE brasileiro.

O jornal “La Nación” esclarece que esse número imenso é apenas o do material apreendido pelas forças de segurança. A fortuna real que está nas mãos desses criminosos é muito maior ainda.

Segundo a ministra de Segurança, Patricia Bullrich a polícia está multiplicando os procedimentos prendendo cifras recorde de droga, dinheiro e propriedades.

O progresso das ações policiais está ligado a mudanças no esquema de perseguição ao crime indo atrás das redes de cumplicidades espalhadas pelos país inteiro e nos países vizinhos.

Uma particularidade dos chefes narcotraficantes é seu gosto pelos carros esportivos de altíssima gama e outras formas de ostentação de dinheiro.

Dinheiro e armas incautadas a narcotraficantes em Mar del Plata
Dinheiro e armas incautadas a narcotraficantes em Mar del Plata
Nos refúgios dos chefes presos é comum encontrar carros como Ferrari, Chevrolet Camaro, Pontiac e Porsche Panamera, alguns deles preparados e personalizados segundo os exemplos cinematográficos

Entre janeiro de 2016 e julho de 2018, a polícia argentina capturou 3.040 carros desses.

Uma proporção enorme se comparada com as 582 caminhonetes e 302 caminhões pegas em mãos das mesmas gangues.

Também foram capturados quatro aviões com um valor de mercado de US$ 49.108.120.

Se esses carros luxuosos estivessem legalmente em mãos de “ricos” proprietários, qual não seria o clamor dos demagogos de esquerda política e eclesiástica!

Só em dinheiro vivo, a mesma polícia em idêntico período capturou US$ 68.803.587.

Tais redes não poderiam funcionar sem cumplicidades nos cargos públicos, no Poder Judicial e até dissimuladas por campanhas religiosas.

Parte de carros de alta gama sequestrados a narcotraficantes em Santa Fé, Argentina
Parte de carros de alta gama sequestrados a narcotraficantes em Santa Fé, Argentina
O prefeito de Itatí (cidade que atrai imensa quantidade de devotos de sua milagrosa imagem), Natividad Roger Terán, foi pego por seus vínculos com uma rede de tráfico de maconha, enquanto que paira sobre o ex-juíz federal Raúl Reynoso uma sentença de 25 anos de prisão.

No mesmo período de 30 meses foram sequestradas mais de 22,3 toneladas de cocaína; mais de 381,3 toneladas de maconha, além de 447.535 unidades de drogas sintéticas destinadas a festas eletrônicas.

O valor dessa droga teria permitido construir 35 hospitais ou 131 escolas ou 17.550 casas. Mas os insensíveis demagogos da mídia, da política ou das igrejas “progressistas” nem pensam nisso enquanto invectivam os ricos honestos.


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