
A velocidade da derrocada psicológica do regime populista do “casal presidencial” argentino Kirchner torna velha qualquer informação.
A ambigüidade do peronismo ‒ que acoberta tendências nacionalistas junto com outras de esquerda e até extrema-esquerda ‒ voou pelos ares quando a presidente Cristina Kirchner decretou um conjunto de impostos sobre a agricultura que podiam chegar até o 95% da produção da soja, além dos demais tributos e obrigações. Sob o rótulo de “retenciones” jamais devolvidas, o governo procedia a um confisco quase total da produção.
O conjunto de medidas caracterizou uma verdadeira reforma agrária. De fato, a imprensa espanhola muito atenta a quanto se passa no país vizinho, não hesitou em aplicar o termo. Na Argentina, o termo era esquivado, pois tem uma conotação claramente pró-comunista.
No Brasil, a imprensa abafou esta essência ideológica do caso argentino se limitando a considerações economicistas que fugiam do cerne do problema.
Era, porém, uma reforma agrária diferente da brasileira. Esta ataca mais diretamente à titularidade da propriedade seguindo um esquema de procedimentos acompanhados de invasões análogas à reforma agrária soviética.
A reforma agrária argentina começava por via tributária. Ela, de início, transformava os proprietários em uma espécie de servos da gleba nas mãos do governo. O confisco da produção provocava uma imediata queda da produtividade.
Uma vez esta queda constatada, numa segunda fase, o governo poderia aduzir falta de capacidade dos proprietários para produzir solidariamente e acabaria lhes tirando a propriedade. Assemelhava-se mais à reforma agrária de Mao-tse-tung, na China.
A população das cidades identificou-se logo com a causa dos ruralistas. Contínuas manifestações espontâneas com panelazos, bocinazos e protestos diversos paralisaram incontáveis pontos de Buenos Aires, Córdoba e Rosário, as maiores cidades. Houve protestos análogos em quase todo o país.
A indignação nacional se fez sentir diretamente sobre deputados, senadores, prefeitos e governadores.
Populares concentravam-se diante das residências dos mesmos e de seus parentes pedindo pelo bem do campo. Políticos e sindicalistas eram vaiados em bares e restaurantes, inclusive os mais caros que costumam freqüentar.
Na populosa província (Estado) de Tucumán, por exemplo, bares do centro da cidade afixaram a lista dos deputados federais qualificando-os de “pessoas não-gratas” no local.
O prefeito enviou então uma inspeção de saúde que, obviamente, fechou os locais. Porém, os clientes recusaram-se a sair. No fim, os agentes municipais, transformados em instrumentos de repressão, se afastaram envergonhados.
A tentativa populista de atropelar a opinião pública platina teve um fim quando o governo convocou um manifestação para se contrapor simultanea-mente a uma manifestação em apoio do campo.
Na manifestação governista a presença era largamente paga com fundos governamentais. Entretanto, nela predominou o desânimo e a frustração.
Além dos agitadores piqueteiros peronistas, socialistas, guevaristas e marxistas, compareceram algumas famílias recrutadas à força ou seduzidas pelo dinheiro pago pelos sindicatos.
Foi notável a proporção de intelectuais, jornalistas, funcionários públicos e políticos profissionais. Porém, a soma total foi pífia.
Vendo a escassez do público arrebanhado, Nestor Kirchner ‒ agora presidente do Partido peronista, e principal orador do ato ‒ apressou o fim do mesmo, pronunciou um discurso prepotente e ameaçador, e ... desmaiou. A dispersão deu-se na decepção.
Enquanto isso, as correntes de opinião argentina opostas ao socialismo populista do governo e à sua reforma agrária, reuniram um verdadeiro oceano de manifestantes nos enormes espaços dos jardins de Palermo, um dos bairros mais elegantes da capital.
A mídia brasileira exagerou desmedidamente a presença de populares no ato governista, atribuindo-lhe 90.000 participantes.
As equipes gráficas dos grandes jornais brasileiros fizeram prodígios técnicos para recortar as fotos que patenteavam imensas clareiras no ato das esquerdas governistas.
Os mesmos jornais reconheceram que a presença no ato pelo campo e o agronegócio compareceram “pelo menos 220.000” cifra comicamente baixa se considerada a multidão infindável pela propriedade agrícola ali reunida.
Pouco depois, o Senado deu golpe de morte ao decreto socialista e confiscatório que o governo tentara transformar em lei. Na residência presidencial chegou-se a excogitar seriamente numa renúncia da presidente com a intenção de forjar um sobressalto nas esquerdas e reunir populares que pedissem para ficar. Mas logo ficou evidente que o “povo” não iria em quantidades apresentáveis. A solidão do governo atingiu então ponto dramático.
No início do ano, as pesquisas ‒ se é que alguém na Argentina ainda a-credita nas pesquisas ‒ davam a Cristina Kirchner quase 60% de popularidade. Cifra para competir com o presidente Lula. As mais recentes apontam menos de 20%, até 15%, sempre benevolentes em relação ao governo que é seu maior cliente.
“Desastre”, “catástrofe”, “fim de uma era”: a mídia argentina e internacional não poupou carregados qualificativos para definir a magnitude do revés esquerdista no país vizinho.
Desde então, o governo populista de Cristina Kirchner bate em retirada, demitindo ministros, silenciando projetos de impostos e medidas antipopulares. Retrocedendo o mínimo possível e procurando engabelar as forças sadias do país.
Nisto manifesta estar muito mal à vontade face à Argentina conservadora que se revelou vigorosamente nesta tentativa de reforma agrária.
Enviar para meu email, gratuitamente, atualizações de 'O que está acontecendo na América Latina?'
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
União do campo e da cidade derruba reforma agrária na Argentina
domingo, 27 de abril de 2008
FARC à espreita das reservas indígenas brasileiras

Ronald, 26, ex-guerrilheiro das FARCs, imitou outros 8.000 colegas dessa guerrilha marxista-leninista e se entregou ao Exército sob o plano de desmobilização do presidente Uribe.
Segundo Ronald, armas e apoio logístico das FARCs vêm via a Venezuela de Hugo Chávez. O comandante da frente 10 onde lutava Ronald, Germán Briceño Suárez, o Granobles, dirige seus homens desde a Venezuela.
Compreende-se bem que as esquerdas queiram enfraquecer as fronteiras nacionais. Criadas virtuais “terras de ninguém” — embora brasileiras — na prática serão territórios de livre circulação para a narcoguerrilha marxista, apoiada em ONGs do gênero do CIMI, do MST, ecologistas e “companheiros de ruta”.
Enviar para meu email, gratuitamente, atualizações de 'O que está acontecendo na América Latina?'
terça-feira, 8 de abril de 2008
Terroristas arregimentam índios nas fronteiras da Venezuela
O presidente venezuelano Hugo Chávez abriu as portas para terroristas do Hezbollah fazerem doutrinamento de silvícolas no país.
O Hezbollah, grupo financiado pelo Irã,já perverteu ao maometanismo a tribo Wayuu, dos índios Guajiros, que vivem entre a Venezuela e a Colômbia [foto].
As mulheres portam o véu islâmico, os homens treinam com fuzis russos Kalashnikov, e as crianças aprendem a ler o Corão. Alguns se fizeram fotografar como homens-bomba.
O Brasil e a Venezuela têm reservas indígenas fronteiriças na altura de Roraima.
No momento em que o governo Lula quer expulsar os arrozeiros da reserva Raposa Serra do Sol, o Hezbollah, auxiliado pelos petrodólares, poderá tentar perverter os índios brasileiros da região, como já fez com os Wayuu.
domingo, 2 de setembro de 2007
CELAM dialoga com governo cubano e fecha ouvidos a dor dos presos anticomunistas
O Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) foi a Cuba, onde elegeu seus novos dirigentes. Na ocasião, os prelados receberam cartas de esposas e mães de "presos de consciência", descrevendo a dramática situação em que estes vivem nos cárceres comunistas da Ilha. Apesar disso, o CELAM inaugurou um diálogo com o regime castrista. Participaram da reunião cinco cardeais, sete bispos, o Núncio Apostólico em Cuba e a chefe marxista do Escritório de Assuntos Religiosos, Caridad Diego, além de outros quatro membros da cúpula do governo. Caridad Diego manifestou sua satisfação com o referido diálogo.
sábado, 4 de agosto de 2007
Cubanos desesperados fogem de Cuba. Lula devolve boxeadores a Fidel

Correu o boato de uma deserção em massa de jogadores de Cuba no Pan-Americano. O primeiro em acreditar foi Fidel Castro quem ordenou a todos os atletas saírem imediatamente do Brasil. Por isso, a delegação não se apresentou do encerramento nem recolheu as medalhas do vôlei masculino. No atropelo do aeroporto, os atletas brincavam sem convicção sobre uma “ameaça de ciclone”, na ilha.
Cuba sofreu quatro graves deserções nos Jogos do Rio. Para Fidel Castro foi “um golpe baixo” e pediu ao Brasil que negue o asilo aos coitados que fugiram da miséria e da ditadura. O Brasil anunciou que devolverá dois boxeadores a Cuba, onde lhes esperam cruéis represálias.
Segundo “La Nación” de Buenos Aires, nos últimos 10 meses, 2819 cubanos fugiram de balsa aos EUA e mais de 2810 foram interceptados no mar. 9296 desceram no México e atravessaram a fronteira americana por terra, evitando a cruel repatriação que acontece quando pegos no mar.
terça-feira, 31 de julho de 2007
Narcotráfico pode migrar da Colômbia para o Brasil

A luta contra o narcotráfico está exibindo resultados animadores na Colômbia. No fim do ano, naquele país não haverá mais plantações significativas de coca, segundo fontes oficiais de Washington. A Colômbia produzia 80% da cocaína da região. A guerrilha marxista fez esforços desesperados para impedir a erradicação dos cultivos. Porém, acuada, está mudando as plantações para países vizinhos. Este último fato é alarmante para o Brasil.
Em março, o exército colombiano destruiu uma refinaria de cocaína a 120 quilômetros da fronteira brasileira, à margem do rio Vaupés. Ela podia produzir cerca de uma tonelada de pó básico por semana. A droga era trocada por armas e munições levadas em vôos clandestinos do Brasil. Também os guerrilheiros colombianos pagaram com droga 50 fardas completas do Exército brasileiro, além de armas de fabricação russa, mas com marcas do exército líbio.
