quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Comunicado do IPCO: Papa Francisco em Cuba





Reflexões que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira deseja compartilhar com o público brasileiro, nas vésperas da chegada do Papa Francisco em Cuba, pedindo à Santíssima Virgem que conceda ao povo cubano a tão esperada liberdade.


Liberdade para a ilha-cárcere ou (oxigênio para a) consolidação de uma cruel ditadura?


A próxima viagem do Papa Francisco a Cuba constituirá a terceira visita pontifícia à ilha-cárcere.

De maneira similar às duas visitas anteriores, a de João Paulo II em 1998 e a de Bento XVI em 2012, se multiplicam as hipóteses do que poderá acontecer durante e após a visita papal numa ilha que continua desde há incríveis seis décadas dominada por uma cruel ditadura comunista.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Escolas públicas geridas pela PM são bem sucedidas e se multiplicam no Brasil

Cresce número de escolas geridas pela PM. Pais e alunos satisfeitos em Goiás.  Foto: Folha de S.Paulo
Cresce número de escolas geridas pela PM. Pais e alunos satisfeitos em Goiás.
Foto: Folha de S.Paulo




As escolas geridas pela PM de Goiás também dão o bom exemplo mantendo um regulamento disciplinar sério.

Mascar chiclete é transgressão leve. Usar óculos com lentes ou armações de “cores esdrúxulas” também, mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.

São transgressões médias: sentar-se no chão fardado, espalhar boatos, deixar de prestar continência ou de cortar o cabelo no estilo escovinha.

Já “manter contato físico que denote envolvimento amoroso” (beijar) ou se meter em rixa são faltas graves.

O aluno perde pontos a cada quebra de regra. Quem não se adequar é transferido.

Os resultados estão sendo tão bons que o Estado aumentou de 18 para 26 os colégios militares.

Segundo a polícia, o modelo melhora o desempenho dos alunos (em nove Estados os colégios ficaram em 1º entre as estaduais no Enem).

O Brasil possui atualmente 93 instituições de ensino da PM. Neste ano, Minas Gerais criou mais duas, chegando a 22 – elas atendem a mais de 20 mil alunos. A Bahia, com 13, deve abrir mais quatro.

Em Goiás, o comerciário Ricardo Cardoso, 41, que tem duas filhas em escolas da PM, quer colocar a terceira na instituição em 2016. A maioria das vagas é preenchida por sorteios. “O nível dessas escolas é muito melhor”.

Sua filha Júlia, 17, diz gostar do colégio Hugo Ramos, mas reclama da rigidez. “Um ou outro PM é rude. Mas a maioria é aberta”. Para o pai, os alunos têm “voz ativa”: “sempre que minha filha reclamou, deram resposta. Adolescentes reclamam de tudo”.

Aluno do terceiro ano do Colégio Miriam Ferreira, que se tornou militar na semana passada, Douglas Fleury, 17, diz aprovar a mudança devido ao uso de drogas dentro da escola.

Os alunos devem usar farda (esta varia de R$ 400 a R$ 700), mas a PM diz dar a farda em alguns casos. Os pais pagam ainda mensalidades não obrigatórias de R$ 80 a R$ 110.

A PM recorre a oficiais da reserva, que ganham adicional. Os docentes são civis – em outros Estados, alguns são militares – e ganham bônus de produtividade.

Não faltam as críticas dos saudosos do regime anterior. “Isso tem sabor de retrocesso”, diz Ieda Leal, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás. Ela chama a medida de terceirização.

Para Maria Augusta Mundim, da Faculdade de Educação da federal de Goiás, o método é autoritário.

Mas as críticas incluem demasiada ideologia de esquerda e esquecem a finalidade da instituição escolar: o bem dos alunos, sua boa instrução e formação cívica, o futuro do Brasil.

Os Colégios Públicos Fernando Pessoa (Valparaíso - GO) e José de Alencar (Novo Gama - GO) passavam por problemas crônicos de violência, tráfico de drogas e prostituição, chegando a ocorrer um assassinato e um sequestro relâmpago:


domingo, 13 de setembro de 2015

Argentina perto de Rússia, como no tempo da URSS e da guerra das Malvinas

Cristina Kirchner em Moscou
Cristina Kirchner em Moscou



Os representantes do governo argentino, Agustín Rossi e Sergio Berni, assinaram em Moscou um leque de acordos de cooperação militar russo-argentina, informou o jornal Clarín, de Buenos Aires.

Nem mesmo durante a Guerra das Malvinas se tinha visto uma aproximação tão intensa.

Um dos convênios visa à realização, pela primeira vez na história, de exercícios militares conjuntos entre os exércitos russo e argentino. Outro convênio estabelece que os policiais de ambos os países trabalharão juntos na perseguição aos narcotraficantes.

A retórica nacionalista e bolivariana do governo Kirchner, que vinha afastando o país de uma cooperação intensa com os EUA nessas áreas, patenteia agora o destino final de sua mudança.

O ministro de Defesa argentino, Agustín Rossi, também assinou com seu homólogo russo um acordo para a “proteção mútua da informação secreta gerada pela cooperação técnico-militar” entre os dois países.

O objetivo declarado desse acordo é facilitar “a produção conjunta de equipamentos de uso militar e a formação de especialistas na área tecnológica, a execução de trabalhos científicos de investigação e de desenho experimental”.

Rossi explicou que “serão criados grupos de trabalho para a realização de um intercâmbio de pessoal das Forças Armadas visando ao treino e à formação e participação conjunta em exercícios e manobras militares”.

A Rússia e a Argentina incrementarão consideravelmente a cooperação militar.
A Rússia e a Argentina incrementarão consideravelmente a cooperação militar.
A Força Aérea Argentina comprou dois helicópteros russos Mi17E, que ainda não caíram, e quer comprar mais três.

A Marinha adquiriu quatro naves de patrulhamento para o Atlântico Sul e para assistência logística das bases na Antártida. 106 marinheiros argentinos serão treinados nos portos russos de Murmansk e Arcangel.

Sergio Berni, secretário de Segurança argentino, assinou outro convênio com Viktor Ivanov, chefe da agência antidrogas russa, para “reforçar o intercâmbio de informação criminosa das organizações e pessoas envolvidas no tráfico de estupefacientes”.

Enquanto os países que respeitam o Direito Internacional aplicam sanções à Rússia pela anexação ilegal e despótica da Crimeia, Cristina Kirchner condenou em Moscou ditas sanções econômicas contra os invasores russos.

Na verdade, após desmoralizar e desarmar as forças militares e policiais argentinas, o governo nacionalista as subordina às poderosas equivalentes russas, que anseiam por recuperar a “grandeza” da ex-URSS.

E transforma o país em vassalo de Moscou enquanto vitupera contra o ‘imperialismo’ americano.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Modelo de escola gerida pela PM beneficia Amazônia e Nordeste

Estudantes e professores da rede pública estadual são premiados na 8ª edição das Olimpíadas Brasileiras de Matemática.
Estudantes e professores da rede pública estadual são premiados
na 8ª edição das Olimpíadas Brasileiras de Matemática.



Segundo informou O Globo, de 2011 para 2013, a escola estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra “deu um salto no Ideb. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média passou de 3,3 para 6,1. Nos finais, foi de 3,1 para 5,8. O índice de reprovação, de 15,2% em 2012, foi zerado no ano passado.

“A melhoria no desempenho apareceu também nas Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Órfã de pai desde os 8 anos e filha de uma motorista de ônibus, Jennyfer da Silva Veloso, de 16 anos, levou o bronze e uma menção honrosa na competição.

“Ela foi aprovada em primeiro lugar no vestibular da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), onde começou a cursar matemática este ano.

“Ela conta a dificuldade de se adaptar na transição da escola para o regime militar e lembra do primeiro dia da mudança.

“— Eu estava com o cabelo pintado, usava piercing no nariz, tinha franja. Fomos levados para a quadra, nos explicaram tudo. Tive que tirar esmalte, prender a franja.

“Com o tempo, me acostumei e percebi que, aqui, realmente o que importa é o conhecimento, e não a aparência. A escola melhorou muito no novo modelo.

“Outro medalhista foi Yuri Macedo Michele, que garantiu a primeira medalha de ouro da escola na Obmep. Tímido, o garoto de 13 anos, aluno do 8º ano, fala da felicidade dos pais — a mãe dona de casa e o pai vendedor em uma fábrica de sorvetes — com a conquista.

“Entre os colegas, a popularidade do “aluno olímpico”, como são chamados os estudantes que se preparam no contraturno das aulas para as competições, aumentou”.

O Globo também relatou que

“Maria do Rosário de Almeida Braga, de 54 anos, diz que é uma das poucas educadoras que continuaram no colégio depois que a PM assumiu o controle.

“— Aqui só fica professor que quer trabalhar. Há exigências para o aluno e para o professor também. Mas o retorno é muito grande, inclusive financeiro — diz Maria do Rosário”.



A escola estadual Raimundo Nogueira, no conjunto Ajuricaba de Manaus, também adotou o modelo das escolas administradas pela Polícia Militar.

O assédio de traficantes aos alunos, casos de violência contra os estudantes no entorno da escola e até ameaças sofridas pelos professores faziam parte dos relatos de insegurança envolvendo a escola.

Por meio de parceria entre a Seduc e a Polícia Militar, o programa- piloto “Educando com Segurança” busca incentivar a disciplina e oferecer as condições ideais para o processo de ensino-aprendizagem no ambiente escolar.

Com o aval dos pais e professores, a escola passou a adotar uma cartilha com as mesmas regras dos colégios da Polícia Militar: formação antes de entrar na sala de aula, Hino Nacional e hasteamento de bandeira, rigidez no horário de entrada e cobrança maior quanto à participação dos pais no dia-a-dia da escola.

Somam-se às atividades cívicas palestras de motivação e prevenção às drogas, apoio às atividades culturais e esportivas extra-classe, formação de grupo de escoteiro e de percussão. Fonte A Critica de Manaus.

E a gente fica pensando quantas crianças estão sendo estragadas, talvez por toda a vida, por falta de coragem dos responsáveis em pôr ordem na educação no Brasil.

É claro que o coro dos direitos humanos, das ONGs e da esquerda católica não gosta da ordem e da disciplina, preferindo a pastoral de meninos de ruas, supostamente mais “democrática” e “cristã”.

Eles até tentam frustrar essa iniciativa.

Mas não valeria a pena dar um chega a essa filosofia distorcida e prejudicial para as novas gerações?

Reportagem na TV Verdes Mares: Colégio da Polícia Militar do Ceará, segundo resultados do ENEM, foi considerada a melhor escola pública do Ceará e a 2ª melhor do Nordeste.




domingo, 6 de setembro de 2015

Ditadura para combater hoje o vulcão;
e amanhã mais ditadura contra a seca,
a enchente ou o aquecimento global !

Rafael Correa usa fumarada passageira de vulcão
para visar confisco de terras e cerceamento
da liberdade de expressão



No Equador, o majestoso e temido vulcão Cotopaxi está fumegando com colunas de gases e poeira de até oito quilômetros de altura!

Trata-se do mais alto vulcão do mundo (5.897 metros) e é um dos potencialmente mais violentos e destruidores. Porém, não causou nenhum abalo relevante desde 1877.

O Cotopaxi fica a 45 quilômetros de Quito, a capital equatoriana. Quando morei nessa cidade, sempre sonhei em escalá-lo, pois o acesso é fácil e a expedição paga o esforço. Muitos turistas fazem isso, apoiados numa base científica anti-sísmica e refúgios, e chegam até a pequena cratera onde a lava ainda brilha pela noite.

Quase todos os dias sua majestade o Cotopaxi espirrava a seu modo, e eu perguntava: “O que foi?”. A resposta era invariável e, no meu entender, desinteressada: “Ah! O Cotopaxi...”

O povo equatoriano convive, aliás, sobranceiramente com os vulcões. Ele se lembra com espírito religioso das formidáveis explosões do passado e das maravilhosas intervenções salvadoras atribuídas a Nossa Senhora e a seu Divino Filho. E toca a vida tranquilamente entre aqueles colossos eternamente nimbados de neve, nuvens... e fumaça!

Mas o presidente bolivariano Rafael Correa mostrou-se tomado de inusual e suspeito pânico a propósito das últimas “fumaradas” do Cotopaxi. E, ditatorialmente, censurou as informações a respeito.

“Os equatorianos só poderão se informar sobre o assunto através dos boletins oficiais emitidos pelo ministério coordenador da segurança, com interdição de difusão de qualquer informação não autorizada feita por um meio de comunicação público ou privado, ou por meio das redes sociais”, diz seu decreto, vibrado em céu sereno e citado por Le Monde.

De um momento para outro a censura foi instalada! O presidente agitou o espantalho de “boatos dos quais qualquer um solta uma enormidade no Twitter e provoca o pânico”. Seu colega bolivariano da Venezuela, não teria feito melhor.

Correa parecia não conhecer seu país, e o ministro da Comunicação, Fernando Alvarado, moderou a draconiana censura.

O vulcão Cotopaxi perto de Quito foi mero pretexto
Os meios informativos equatorianos, constantemente vilipendiados por Correa, denunciaram a manobra. “A ambiguidade do decreto outorga ao governo um poder enorme, inclusive para ditar o que é que os cidadãos não podem falar”, reagiu César Ricaurte, diretor da Fundação Andina para a Observação e o Estudo da Mídia – Fundamedios.

“Pela primeira vez foi introduzida uma legislação, e por decreto, com poder para regulamentar as redes sociais, e isso é muito perigoso”, acrescentou.

De fato, Correa enfrenta uma vertiginosa perda de prestigio. Enormes manifestações populares contra seu socialismo aconteceram nas grandes cidades antes e depois da visita do Papa Francisco, que tentou apaziguar os protestos. As redes sociais são o meio preferido pelos descontentes para se exprimirem e se organizarem.

Para Diego Cornejo, diretor da Associação Equatoriana de Editores de Jornais, essa censura é “desproporcionada e inoportuna”. A coincidência com os protestos populares é mais do que suspeita.

Correa é geralmente acusado de propender para um socialismo ditatorial. Ele revida com impropérios seus opositores, que ele chama de “mentirosos”, doentes mentais, “sicários da escrita”, e outros epítetos de ditador sul-americano fora de si.

Correa também decretou um “estado de emergência” que lhe permite “suspender os direitos constitucionais que garantem a inviolabilidade dos domicílios e as liberdades de circulação, de reunião e de comunicação”, segundo o site francês Mediapart.

O estado de exceção também lhe permite reforçar o controle sobre o exército, que poderá ser enviado a qualquer hora em apoio das equipes de auxílio, as quais até o momento não tiveram muita coisa para fazer.

Segundo Sylvie Brunel, professora de Geografia na Universidade da Sorbonne, França, “em nome da urgência e do perigo, o decreto permite a remoção autoritária dos moradores em volta do vulcão, e a expropriação das fazendas grandes e pequenas que há tempos o governo está tentando com o pretexto de criar imensos reservatórios de água potável para garantir o fornecimento de Quito”.

Visita do Papa Francisco foi explorada para abafar grande surto de oposição anti-socialista.
Visita do Papa Francisco foi explorada para
tentar abafar grande surto de oposição anti-socialista.
Os franceses conhecem a história: durante a Revolução Francesa, para “salvar a pátria” de perigos mais ou menos imaginados, instalou-se o Terror, que se dedicou a guilhotinar os opositores.

O golpe ditatorial de Correa poderia inspirar prefeituras de tendência bolivariana, como a petista de São Paulo. E, com alguma adaptação, o governo peronista-bolivariano argentino, às voltas com chuvas e inundações colossais na região do Rio de la Plata.

“Língua não tem osso”. Ditador tem muita língua, e o que lhe serve de pretexto para lutar contra o vulcão, serve também para lutar contra a seca, as enchentes ou o aquecimento global!


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Estados resolvem violência nas escolas públicas com disciplina militar

A educação que é a finalidade da escola teve salto qualitativo.
A educação que é a finalidade da escola teve salto qualitativo.



Bairro violento numa capital? Escola pública “dor de cabeça”? Quem não ouviu falar?

Porém, um projeto piloto em Manaus, objeto de reportagem da Band já em 2012, resolveu dois problemas de uma só vez, num bairro violento da capital amazonense:

1) a qualidade duvidosa do ensino na maior escola pública dentro de uma comunidade, na zona oeste e

2) a violência praticada por jovens estudantes.

A solução foi adotar a disciplina militar na unidade educacional, que agora está sob a direção da PM.

Na Escola Estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra os alunos vão disciplinados à sala. Os professores são saudados de pé pela turma, toda enfileirada no início da aula.

A disciplina militar entrou na escola pública em janeiro de 2011. Foi a estratégia encontrada para melhorar o ensino e conter os altos índices de violência no bairro Parque São Pedro, na zona oeste de Manaus.

Hoje o que se vê é algo bem diferente de um passado recente.

“Tinha caso em que o professor nem para a sala queria ir – explica a aluna Kellyane Souza – por causa da bagunça, eles não conseguiam controlar. Agora não”.

“Nós temos que andar de uniforme, cabelos cortados, simples, todos limpos, sapato engraxado”, diz o aluno Athirson Soares.

Nas ruas do bairro, a tranquilidade voltou à rotina dos moradores.

“Esse negócio de droga, essas crianças aqui usavam tudo isso. Hoje não, está diferente, a gente vê essas crianças com mais vontade de estudar”, diz Maria Amélia, dona-de-casa.

Quando estava completando apenas um ano, essa mudança na escola “já refletiu no desempenho dos alunos na sala de aula. A ideia é tornar a escola uma das cinco melhores do Estado”, relatou o jornalista da Band Yano Sérgio.

Chegada no horário, disciplina, ordem, bons resultados.
Chegada no horário, disciplina, ordem, bons resultados.
“A questão da disciplina favoreceu, hoje temos uma equipe nos auxiliando em ‘n’ problemas, com psicólogos. Temos outras ferramentas que favorecem”, explica a professora Cledinha Vidinha.

O responsável pela reforma é o coronel Rudnei Caldas, da PM, que com o apoio de 13 PMs fez uma transformação radical, da organização da unidade até os métodos de avaliação do aluno.

“Hoje o que é mais valorizado não é a menina ou o moço mais bonito, é o moço mais inteligente – explica o coronel. É ele que é valorizado. É ele que fica à frente do batalhão, é ele que comanda o pelotão. Esse status que ele adquire aqui se transfere para o ensino. A postura do aluno mudou porque o comportamento dele mudou. Ele se viu como protetor da comunidade”.

Valorizar a hierarquia motiva mais os estudantes, diz a reportagem da Band. Um exemplo disso é Jonatas, que quer ser ‘coronel-aluno’ no ano que vem.

“Se o aluno conseguir atingir aquela graduação, atingir boas notas, ele vai poder se destacar do batalhão escolar, comandar, vai ter privilégios”, explica Jonatas Phellipe.

Educação de primeira e segurança aumentam a satisfação dos pais de família. “Eu acredito que os pais trabalham seguro – diz Valeska Rodrigues que é mãe de um aluno –, sabendo que ele está estudando, adquirindo coisas boas para ele, qualidade do ensino, e acima de tudo ele vai se profissionalizando e se tornando um cidadão de bem”.

A fila para quem quer uma vaga na escola cresceu. Os moradores podem ter certeza agora que podem garantir um futuro diferente para os filhos.

Crime, droga, violência foram banidos e nível do ensino bate recordes.
Crime, droga, violência foram banidos e nível do ensino bate recordes.
Levou apenas cinco meses para Mael sair da condição de aluno- problema para ser estudante dedicado. Mais uma das muitas histórias que a escola militar da PM passou a colecionar no Parque São Pedro.

“Antes eu vinha à escola apenas para brincar, desrespeitar os professores. Hoje mudou 100% porque a escola está melhor, tem uma boa educação, eu dou mais atenção aos estudos do que no ano passado”, contou o aluno Mael Barbosa.

“A organização dos cadernos, o interesse, eles começaram a perceber que hoje o foco é outro”, acrescentou a professora Cledinha.

A gente sabe que fica difícil tirar mais policiais do combate ao crime nas ruas para disciplinar e melhorar a qualidade das escolas públicas.

Mas fica evidente que a experiência é positiva e merece a atenção dos gestores municipais e estaduais da educação no Amazonas, encerra a Band.

Na Escola Estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra, Manaus:







domingo, 30 de agosto de 2015

Socialismo venezuelano: onde se geme de fome
e onde a inflação come o que resta

Aguardando no supermercado Bicentenario: onze horas de fila!
Aguardando no supermercado Bicentenario:
onze horas de fila!




O calvário de Carla Aguirre começa às 6:00 da manhã.

Ele é bem conhecido dos cidadãos venezuelanos, mas também dos cubanos e outrora dos homens escravizados detrás da Cortina de Ferro soviética.

Filas, filas, filas... para obter o básico e às vezes voltar para casa com as mãos vazias. Carla procura carne na rede de alimentos do governo chamada Mercal, em La Trinidad, Caracas.

Ela não pode pegar sua filha na escola, pois fica esperando sob o sol, obedecendo às ordens dos militares.

Ela ganha pouco mais de um mínimo, equivalente a R$ 4.248,30 pela cotação oficial, mas que no paralelo só representa R$ 39,60, contou o jornal El Mundo de Madri.

“Eu moro com duas pessoas que não trabalham: minha filha e minha mãe. Compramos perto de três quilos de carne cada quinze dias”.

Se ela comprasse num supermercado particular os seis quilos de carne que sua família consome por mês, gastaria todo o seu ordenado.

Na fronteira, a Venezuela iniciou deportações massivas de colombianos.
Na fronteira, a Venezuela iniciou
deportações massivas de colombianos.
Quando chegou seu turno, por volta das 16 horas, as prateleiras estavam desertas. O pessoal tinha levado tudo o que podia.

Só ficava carne moída de segunda qualidade e o cheiro no local era nauseabundo. As prateleiras congeladas estavam cheias de sangue.

Por cima delas, numa parede também manchada de sangue, reinava uma foto do presidente Nicolás Maduro e outra de “seu pai espiritual”, Hugo Chávez.

Carla é uma cidadã do socialismo do século XXI no ano da misericórdia do Senhor de 2015, quando a Teologia da Libertação lança sua derradeira ofensiva contra os ricos capitalistas.

Na semana anterior, um jovem morreu durante o saque de um mercadinho na cidade de San Félix, estado de Bolívar, sudeste do país.

O presidente Maduro, mais uma vez, não teve vergonha e pôs a culpa na “direita que recebe ordens dos EUA”.

Segundo o Centro de Documentación y Análisis Social, pelo fim do ano a inflação terá atingido 200%. Outras fontes falam de até 500%.

Em qualquer caso, a disparada da inflação tornou irrisório o valor das notas, mesmo as que têm maior de face. Isso obriga os cidadãos a carregar muitas para a vida diária.

100 bolívares é a nota máxima. Com seis destas dá para comprar um shampoo no mercado paralelo.
100 bolívares é a nota máxima.
Com seis destas dá para comprar
um shampoo no mercado paralelo.
No Brasil, a UOL economia estima que o valor de uma nota de 100 reais em 21 anos encolheu para efetivos R$19,90.

Mas na Venezuela, a pulverização do valor do dinheiro aconteceu em breves anos bolivarianos. O governo aduz que falta papel no país.

A maior parte dos alimentos é importada, pois o socialismo arruinou a agropecuária e fecha as fábricas dos particulares “capitalistas” e “inimigos do povo”.

Sabrina – não declinou seu sobrenome – foi fazer compras numa terça-feira. É quando está autorizada pelo último número de sua carteira de identidade para comprar artigos básicos, como farinha, leite, shampoo, papel higiênico e outros itens, todos racionados.

Em alguns postos é preciso deixar a impressão digital.

A especulação grassa sob os olhares cúmplices dos agentes bolivarianos.

O mesmo shampoo controlado pelo governo, que quando existe na prateleira é vendido por 100 bolívares, custa 600 no mercado paralelo.

No supermercado Bicentenario de Las Mercedes, em Caracas, o jornalista de El Mundo de Madri não pôde usar a câmera.

“Se tirares fotos, cairemos encima na pedrada. Nós somos chavistas. Maduro é quem nos traz a comida”, advertiu uma militante idosa que fazia fila desde as 6 da manhã (e já era por volta das 17 horas).

Na rua, a poucos metros do supermercado, as pessoas tinham coragem de falar. Três mulheres viajaram duas horas para comprar uma sacola de frango, leite, arroz, massa, atum e farinha.

Em San Antonio de los Altos, contavam elas, “não há nada. Às vezes a gente viaja desde as 4 da manhã, chega e não tem frango, a gente perde o dia”, explicou Rosario Martínez.

O equivalente a 300 reais (agosto 2015) não cabe no bolso.
O equivalente a 300 reais (agosto 2015) não cabe no bolso.
Jacqueline Acosta, cabeleireira do centro comercial onde está o supermercado Bicentenario, contou que quando as pessoas perdem a paciência, “começam a quebrar as vidraças. Hoje eu deveria atender mais de 20 senhoras, mas só atendi duas. Elas têm medo de vir”.

Naief Al Kuntar tem um filho, Gael, de apenas 3 meses, hospitalizado na terapia intensiva do hospital Miguel Pérez Carreño, em Caracas.

Todos os dias Naief percorre as farmácias da capital para procurar coisas básicas como um antibiótico, porque não há no hospital.

Seu ordenado não é suficiente para pagar os remédios do filho. Nos hospitais não há material para exames.

“Desde que o bebê ficou doente, tivemos que deixar de ir ao cinema. O dinheiro agora dá apenas para alimentar a família, mas a inflação cresce a cada semana”, explica.

Numa farmácia foi possível encontrar um vidro importado de Ômega 3 pelo preço de meio salário mínimo.

Nas altas esferas do lulopetismo, a Venezuela vai pelo bom caminho: o da vetusta e fracassada URSS.


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Roraima: novas perseguições
contra os produtores rurais

Raposa/Serra do Sol: antes, durante e depois. O Brasil amanhã: como é que vai ser?
Raposa/Serra do Sol: antes, durante e depois. O Brasil amanhã: como é que vai ser?

Paulo Henrique Chaves


O drama e a dor de Dorinha Serra da Lua

O Estado de Roraima ainda não se recuperou da tragédia representada pela expulsão de mais de 300 famílias.

Há sete anos, em decorrência da criação da terra indígena Raposa/Serra do Sol, proprietários da região foram cruelmente retirados de suas próprias casas.

Agora nova perseguição se abate sobre outros pioneiros ruralistas, pois a febre de demarcações dos governos do PT não cessa.

Para perseguir as propriedades eles são capazes de “ressuscitar” novos índios, inventar falsos quilombolas, criar assentamentos de Reforma Agrária, e também parques ecológicos de conservação ambiental em terras de ocupação centenária.

Assista abaixo ao depoimento emocionado de Dorinha Serra da Lua, que conta sua história de seu nascimento e, ao mesmo tempo, desabafa sobre como vem sendo este novo processo de desapropriação no Estado de Roraima, com pretexto de preservar o meio ambiente!


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

“Profecia” de Fidel: um presidente EUA negro e um Papa latino-americano dialogarão com Cuba comunista

Fidel Castro no Vietnã do Norte, 1973. De retorno dessa viagem ele teria feito a intrigante "profecia".
Fidel Castro no Vietnã do Norte, 1973. De retorno dessa viagem
ele teria feito a intrigante "profecia".



“Os EUA virão dialogar conosco quando tiverem um presidente negro e haja no mundo um Papa latino-americano”, teria “profetizado” Fidel Castro em 1973 voltando de uma visita ao Vietnã, então em guerra.

A declaração teria sido feita ao jornalista Brian Davis, de uma agência inglesa, que lhe perguntou: “Quando o Sr. acha que se poderão restabelecer as relações entre Cuba e os EUA?"

Ouvindo a resposta do ditador, alguns jornalistas riram, pois estavam habituados às suas palhaçadas histriônicas. Mas alguns espíritos mais reflexivos guardaram a então enigmática predição.

Agora, o jornalista e escritor Pedro Jorge Solans, diretor de El Diário de Carlos Paz, jornal de uma pequena cidade serrana de Córdoba, Argentina, encontrou em Havana um dos presentes na ocasião.

Trata-se de Eduardo de la Torre, que em 1973 era estudante universitário e que agora sobrevive como taxista.

O jornalista argentino escreveu em abril uma crônica com a “profecia”, a qual foi reproduzida pela imprensa cubana, inclusive pelo jornal do Partido Comunista, sem que ninguém apresentasse reparos.

“Os EUA virão dialogar conosco quando tiverem um presidente negro e haja no mundo um Papa latino-americano”, teria “profetizado” Fidel Castro em 1973
“Os EUA virão dialogar conosco quando tiverem um presidente negro
e haja no mundo um Papa latino-americano”, teria “profetizado” Fidel Castro em 1973
Após a reabertura mútua das embaixadas dos EUA e de Cuba, no processo patrocinado pelo Papa Francisco, a crônica foi reproduzida em grandes jornais do mundo, como “La Vanguardia” da Espanha e Clarín da Argentina, bem como em sites e blogs, inclusive castristas e maoístas.

Sobre a autenticidade histórica das palavras atribuídas a Fidel, paira certa dúvida, segundo o site Slate.

O jornalista argentino autor da crônica acrescenta que a testemunha, Eduardo de la Torre, teria acrescentado em tom irônico: “Olha, rapaz, ninguém acreditava no comandante, mas como não acreditar num comandante que ressuscitou mais vezes que Jesus Cristo?”

Costuma-se dizer que o demônio comunica seus planos a seus seguidores com frases confusas ou debochadas, onde mistura o verdadeiro com o falso.

Cabe aos mais perspicazes reconhecer o que pai da mentira está realmente tramando.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O IPCO nas manifestações de 16 de agosto




Os voluntários da Ação Jovem do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO) estiveram presentes nas manifestações do dia 16 de agosto em São Paulo, Curitiba e Brasília.

Daniel Martins, coordenador da Ação Jovem, concedeu entrevista a diversos órgãos de imprensa como Época, Veja SP, Isto é Dinheiro, com excelente repercussão em vídeo na Folha de São Paulo.


17IPCO_16-8_MarchaImpeachment (14)
16IPCO_16-8_MarchaImpeachment (18)
14IPCO_16-8_MarchaImpeachment (3)

Venezuela confisca empresas, falta ração para cães e gatos; pobres usam remédios veterinários

O sistema hospitalar público está em estado falimentar
O sistema hospitalar público está em estado falimentar



Até os cachorros e os gatos estão ficando sem ter o que comer na Venezuela. Suas rações estão faltando nos supermercados de Caracas.

Segundo O Estado de S.Paulo, a falta de remédios obriga aos que fizeram transplantes a recorrer aos remédios veterinários. Tenho vontade de parar de escrever...

“É humilhante”, disse Kevin Blanco ao mostrar a caixa de remédios para animais que comprou após ter um rim transplantado.

Segundo dados particulares, a falta de medicamentos no país chega a 70%.

“Quando acabou a Prednisona [imunossupressores que evitam a rejeição do organismo aos órgãos transplantados] humana, todo mundo começou a procurar a canina”, disse o presidente da Federação Farmacêutica, Freddy Ceballos.

O médico de Blanco disse que consumir o medicamento para animais seria “por sua conta e risco”, pois não podia garantir quais seriam as reações adversas. 

Na carência crescente, a Câmara Venezuelana da Indústria de Alimentos (Cavidea) disse que o governo ordenou o desvio de 30% a 100% de sua produção para a rede de supermercados estatais, segundo a Folha.

Os produtos preferidos para o desvio são o leite, o óleo de cozinha, o macarrão, o arroz, o açúcar, a farinha de trigo e a farinha de milho pré-cozida, alimentos que fazem parte da cesta básica venezuelana e estão entre os mais escassos.

Eles já estavam na lista de produtos vendidos de forma controlada, como os remédios, e provocam filas nas lojas.

Filas em Caracas aguardando os cada vez mais raros produtos
Filas em Caracas aguardando os cada vez mais raros produtos
As ordens foram enviadas pela Superintendencia Nacional Agroalimentar (Sunagro), órgão que controla a saída da produção das fábricas para o comércio.

Para o presidente da união industrial, Pablo Baraybar, a concentração dos produtos nas redes estatais provocará o aumento das já imensas filas de espera pelos produtos e prejudicará cerca de 115 mil lojas.

Os supermercados estatais vendem produtos com preços subsidiados, mais baratos que os das redes privadas, porém não escaparam da falta de produtos desde a chegada de Maduro ao poder.

Para o mandatário, que reproduz habitualmente a velha cartilha da luta de classes, a ausência de alimentos é resultado de uma fantasiosa guerra econômica das indústrias contra ele.

Em abril, a empresa Polar foi obrigada a passar para a rede do governo 201 toneladas de farinha de milho, principal ingrediente da arepa, o prato mais popular do país.

A Polar também é responsável por 80% da cerveja venezuelana e deverá interromper a produção.

No fim de julho, enquanto explodiam saques e violências com mortos e feridos em várias cidades do país, as Forças Armadas invadiram um complexo de armazéns usado por empresas privadas da área de alimentos e bebidas numa área industrial a oeste de Caracas, noticiou a Folha.

O alvo principal da operação é a Empresa Polar, o maior grupo privado do país. Também foram ocupadas instalações da Pepsi (sócia da Polar), da Coca-Cola e da Nestlé.

O jornal “Últimas Noticias”, de Caracas, informou que uma juíza acompanhada por militares e policiais apresentou ordem do Executivo para que as empresas desocupem a área em 60 dias. O pretexto é que o governo socialista deseja construir moradias populares no local.

O mesmo produto enchendo prateleiras intérminas para fingir que não falta tanto.
O mesmo produto enchendo prateleiras intérminas para fingir que há variedade.
A Polar alertou que serão perdidos cerca de 600 empregos diretos e outros 1.400 indiretos ligados ao transporte e à logística.

Dezenas de trabalhadores protestaram no local para defender seus empregos. A frase “Não à expropriação” foi pintada nos muros do complexo. Agitadores governistas protagonizaram atritos.

Do centro de distribuição expropriado saem 12 mil toneladas mensais de alimentos para milhares de lojas em 19 municípios. Com o fornecimento interrompido faltarão ainda mais alimentos em Caracas.

No estilo de Fidel Castro, o presidente Maduro acusou os donos da Polar de “oligarcas” e capitalistas que, como todo o mundo dos negócios privados, conspiram com forças estrangeiras para ocultar os alimentos e revoltar a população contra o governo.

A ficção não resiste às evidências: as políticas socialistas de controle de preços e do câmbio e as expropriações de empresas produtivas estão jogando na miséria a Venezuela, outrora um dos países mais ricos da América Latina.









A espantosa “fronteira do desabastecimento”: um universo de decadência, crime e miséria. Numa palavra só: socialismo...




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Retorno do comunismo ao mundo e à Igreja.
Plinio Corrêa de Oliveira, a grande voz não ouvida.

Símbolos e linguajar marxista voltaram ao centro do cenário europeu com a crise grega. Alexis Tsipras, primeiro ministro grego.
Símbolos e linguajar marxista voltaram ao centro do cenário europeu
com a crise grega. Alexis Tsipras, primeiro ministro grego.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A Grécia apresenta um ministério composto de marxistas que desafiam a estabilidade da Europa. O Papa Francisco I recebe de presente e aceita uma grande foice e martelo com um Crucificado bem ao gosto da guerrilha castro-comunista apoiada nos anos 60 e 70 por sacerdotes e teólogos da libertação.

Notícias surpreendentes como essas caem como raio em céu sereno com crescente frequência. Dir-se-ia que múmias ressuscitam dos mausoléus do comunismo e se instalam nos centros de poder que ditam o rumo da civilização do III Milênio.

“As lições não ouvidas da História”.

O retorno súbito do comunismo, que se julgava morto, espanta a muitos. Mas não a todos, observou o influente e perspicaz jornal milanês “Il Corriere della Sera” em editorial intitulado “As lições não ouvidas da História”.

Segundo ele, tal espanto testemunha o fato de que muitíssimas pessoas, talvez a grande maioria, preferem não prestar ouvidos às lições da História.

Nesse fechamento voluntário, pesa muito o anseio de que nada aconteça que possa prejudicar a vida gostosa de todos os dias. Atitudes preconcebidas como essa fez Albert Einstein dizer que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito.

Quando em novembro de 1989 caiu o Muro de Berlim, e dois anos depois a União Soviética implodiu, parecia ter-se fechado a sinistra era inaugurada pela Revolução bolchevista de 1917.

Com uniformes históricos soviéticos, soldados russos encenam a tomada do Reichstad em 1945 enquanto Putin promete restaurar as 'glórias da URSS'
Com uniformes soviéticos, soldados russos encenam a tomada do Reichstad em 1945
enquanto Putin promete restaurar as 'glórias da URSS'
Milhões de pessoas comemoraram, e com justas razões. Porém, segundo o jornal milanês, quase ninguém, excetuados pouquíssimos, que ele qualifica de os “melhores”, quiseram refletir seriamente sobre o passado.

Muitos poucos eclesiásticos ou leigos contagiados pela perversa utopia igualitária marxista decidiram tratar abertamente do problema e corrigir os erros do passado. Eles ficaram entocados.

Havia ficado evidente a ideia sumamente falsa de que a fonte de todos os males era a propriedade privada e seus corolários, a livre iniciativa e a liberdade de mercado, que produzem naturalmente o capital. A propriedade privada, segundo o conceito marxista, é uma espécie de “mal supremo” gerador das odiadas desigualdades entre os homens.

Na queda da URSS também ficou evidente que a invasão do Estado e o dirigismo burocrático nivelador estavam na base de seu estrondoso fracasso.

Não foram tiradas as lições dos erros

Porém, quase ninguém quis refletir seriamente sobre isso, e até mesmo a memória de criminosos como Stalin e seus comparsas da Internacional Comunista ficou intocada. Não foi feita a indispensável reflexão, o balanço, não foram tiradas as lições dos erros cometidos para nunca mais cair neles.

A falsa premissa contra a propriedade privada continuou latejando. Entre nós, por exemplo, no PT, no MST e entidades afins. O coletivismo continuou sendo pregado em cenáculos ativistas, contradizendo os resultados catastróficos dos fatos.

Um dia, quando muitíssimos achavam que o comunismo e seus erros tinham desaparecido, eles voltaram. E a reação foi de espanto

A foice e o martelo aliadas à Teologia da Libertação ficaram entocadas e hoje voltam para surpresa geral dos que foram mantidos no engano.
A foice e o martelo aliadas à Teologia da Libertação ficaram entocadas
e hoje voltam para surpresa geral dos que foram mantidos no engano.
A foice e o martelo do “crucifixo” presenteado a Francisco I na Bolívia – prossegue o jornal italiano – não são símbolos de justiça, mas de opressão, o sinal distintivo de uma utopia que gerou monstros.

O gesto do presidente boliviano Evo Morales foi um insulto à memória dos milhões de homens que viveram como escravos durante décadas sob bandeiras com a foice e o martelo. E centenas de milhões ainda vivem assim em vastas regiões da Terra.

Quando a URSS caiu, numa passeata em Moscou os manifestantes levavam faixas com os dizeres: “Proletários de todo o mundo, perdoai-nos”.

E no Ocidente? Os que propagaram e executaram essas mesmas ideias criminosas pediram análogas e proporcionadas escusas?

Nos ambientes católicos, teólogos, bispos, e até conferências episcopais inteiras favoreceram esses erros disfarçados sob enganosas teologias. Eles corrigiram o rumo, repararam o mal feito e trabalharam para construir o bem oposto?

Não. Espantosamente, não.

Agora esses erros aí estão, empurrando o mundo para os velhos e satânicos abismos do crime e da impiedade.

A exceção que lava a honra

Uma exceção não pode ser omitida. Foi a de um grande brasileiro.

Plinio Corrêa de Oliveira advertiu a necessidade de uma correção para os erros comunistas não voltarem. Não foi ouvido, e o comunismo voltou.
Plinio Corrêa de Oliveira advertiu a necessidade de uma correção
para os erros comunistas não voltarem.
Não foi ouvido, e o comunismo voltou.
Em fevereiro de 1990, aplicando um esforço excepcional, Plinio Corrêa de Oliveira publicou na “Folha de S. Paulo” (14-2-1990), no “Wall Street Journal” (27-2-1990), no “Corriere della Sera” (7-3-1990), bem como em 50 outros jornais e revistas do Ocidente, o manifesto intitulado “Comunismo e anticomunismo na orla da última década deste milênio – A TFP apresenta uma análise da situação no mundo - no Brasil”.

No documento, ele denunciava a parte que incontáveis “inocentes úteis” de Ocidente tiveram na desgraça comunista, e os exortava a uma emenda.

Ao mesmo tempo, apontava a assustadora colaboração de largos e categorizados setores eclesiásticos do Brasil, do Vaticano e do mundo com o Leviatã de horrores morais, filosóficos e humanos do regime comunista.

Plinio Corrêa de Oliveira exortou fraterna e filialmente esses eclesiásticos a se emendarem, a repararem o mal feito e recomeçarem a levar o rebanho de Cristo pela senda gloriosa da Igreja e da Civilização Cristã.

Mas não foi ouvido. Seu nome foi até denegrido em cochichos nos meios políticos, nas sacristias ou nos bispados.

Agora, a Humanidade contempla com espanto o ressurgimento daquele mal satânico do qual Plinio Corrêa de Oliveira quis poupar os homens.