segunda-feira, 20 de abril de 2015

Comércio de médicos escravos rende quase US$ 8 bi por ano a Cuba

Médicos cubanos chegam ao aeroporto de Monrovia, capital da Libéria.
Médicos cubanos chegam ao aeroporto de Monrovia, capital da Libéria.


Uma prática inumana suscita arroubos de indignação quando se trata da falar mal da era cristã e da Igreja Católica.

Mas “está tudo bem” quando é feita por comunistas e anticristãos. Essa prática está sendo operada em escala mundial pelo governo cubano, favorecido pelo governo americano e pela diplomacia vaticana.

Trata-se do comércio de escravos, sistemático e em grande escala. Ele é definido em acordos internacionais como uma atividade própria do “crime organizado, no qual seres humanos são tratados como objetos a serem comerciados e explorados”.


Onde estão os eclesiásticos, os jornalistas, os políticos, os burocratas da ONU ou dos governos, os ativistas humanitários ou sindicais em qualquer parte do mundo que se levantem analogamente contra o vasto esquema público de aluguel de “escravos” praticado por Havana? – pergunta o jornal “The Wall Street Journal”.

O fato não é que Cuba não seja criticada. Ela está sendo louvada pela sua “diplomacia dos doutores”, através da qual aparenta ajudar os países pobres a combater doenças e melhorar a saúde pública.

Esses doutores não são um presente humanitário de Cuba. Havana recebe pagamentos dos países “beneficiados” ou da Organização Mundial da Saúde. E os salários dos médicos cubanos, nem a OMS lhes entrega.

Eles vão para uma conta da ditadura, que fica com a maior parte do dinheiro e concede uma migalha para o médico sobreviver, além de uma promessa de lhe dar algo quando voltar à ilha-prisão.

Segundo o “The Wall Street Journal”, é o “crime perfeito”. E praticado com o aval dos que se dizem defensores dos pobres.

Enviar escravos ao exterior para ajudar os pobres e se enriquecerem às suas custas.

Segundo a Deutsche Welle, rede internacional de TV alemã, Havana tira perto de US$7,600 bilhões por ano com esta exploração criminosa.

Se não fosse realizado por marxistas mafiosos, comenta o jornal americano, certamente ofenderia o pretenso senso humanitário de tantos líderes ocidentais, políticos, eclesiásticos, jornalistas, etc. Mas como não é o caso, silêncio.

Nível da medicina cubana não justifica tanta transferência de capitais para a ditadura castrista. Posto de atendimento em Cuba
Nível da medicina cubana não justifica tanta transferência de capitais para a ditadura castrista.
Posto de atendimento em Cuba
Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, disse à apresentadora da CNN, Christiane Amanpour, que o exemplo dos médicos cubanos na África é um “gesto maravilhoso”.

Em outubro de 2008, três trabalhadores cubanos declararam ante um juiz federal de Miami que foram enviados com mais cem outros para trabalharem em Curaçao, a fim de pagar a dívida dos Castros com a Curaçao Drydock Company. Eles descreveram condições de trabalho horrendas e um ordenado de três centavos por hora.

Segundo o jornal “The Christian Science Monitor”, a empresa “reconheceu que os passaportes dos trabalhadores cubanos foram confiscados e que os ordenados foram descontados da dívida que Havana tinha com a companhia”. Trabalho escravo típico.

Tomás Bilboa, do Cuba Study Group, de Washington, disse ao jornal que “esses tipo de ilegalidades não são coisas fora do comum para o governo cubano”. Quando alguns operários escravos se queixaram, seus familiares em Cuba perderam empregos, acesso à educação e foram assediados por gangues.

Os “doutores” cubanos viram escravos expatriados sob propostas intimidatórias. O médico Antonio Guedes, agora exilado em Madri, declarou à Deutsche Welle que quem não aceita pode perder o emprego e seu filho não poderá entrar na Universidade.

Nos últimos dois anos, quase 3.100 cubanos fugiram para os EUA, aproveitando que esse país reconhece a exploração dos médicos cubanos em outros países. Mas suas famílias são punidas.

Segundo o “The Wall Street Journal”, “grupos de médicos no Brasil pressionaram o governo para que exija a Cuba elevar o ordenado de escravos pagos aos 11.000 médicos cubanos que estão no país”.

A procuradora federal Luciana Loureiro Oliveira disse haver provas de que Havana continua ficando com pelo menos 75% dos ordenados. Para ela, isso é “francamente ilegal”, porque viola as leis trabalhistas brasileiras.

Ouviremos do Vaticano ou da Casa Branca, agora unidos em torno de Cuba, ou também de Brasília, uma palavra de humanidade ou digna do Cristianismo?

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