quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Para Maduro, tudo vale
para impedir a debacle eleitoral

Maduro está mal, mas está disposto a qualquer coisa para ganhar, ainda que perder!
Maduro está mal, mas está disposto a qualquer coisa para ganhar,
ainda que perder!



O presidente bolivariano Nicolás Maduro anunciou pela TV: “Dedicaremos vários dias para que todo mundo saiba votar”. Obviamente no partido dele, o Grande Polo Patriótico, e nos seus aliados.

E já avisou que se perder, porá o exército nas ruas para ‘salvar a democracia bolivariana’.


Maduro se fez filmar numa curta metragem que o apresenta numa secção eleitoral onde a opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) é a grande favorita. Encostada na papeleta da opção oposicionista aparecia uma desconhecida Min Unidad utilizando, destacada com a mesma cor, a mesma palavra “Unidad”.

As duas opções são tão parecidas que qualquer cidadão pouco atento não saberia distinguir.

O presidente protagonizou a encenação pela TV para confundir ainda mais, dizendo: “Aqui nós temos Unidad; é a oposição, não é verdade? Unidad, Min Unidad? Bom, aqui está”.

Min Unidad é um partido filochavista fantasma cujo principal objetivo é desviar votos da aliança antichavista.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Viajando em trem ecologicamente correto;
e comunista também.

Cuba de trem é a experiência da miséria ao vivo.
Cuba de trem é a experiência da miséria ao vivo.




As primeiras ferrovias – de luxo, aliás – da América Latina, foram as de Cuba. Hoje elas constituem a forma mais lenta de transporte na ilha, o que não é dizer pouco.

Viajar de Havana a Santiago de Cuba – mais ou menos de uma extremidade a outra da ilha ou 765 quilômetros – leva em média 15 horas, caso o trem não quebre, fato muito comum.

Um jornalista do “Clarín” de Buenos Aires ousou a aventura e publicou os resultados.

As cabras pastam junto aos trilhos, obrigando as locomotivas a frear para não atropelá-las. Carros de antigas marcas americanas e caindo aos pedaços fazem fila nos cruzamentos, aguardando passar os vagões, que podem atrasar horas.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Na Argentina abre-se uma janela de esperança para a América Latina

Oposicionista Maurício Macri sobe impulsado pelo repúdio do bolivarianismo populista.j
Oposicionista Maurício Macri sobe impulsado
pelo repúdio do bolivarianismo populista.




Quem no domingo 25 de outubro foi procurar na Internet os números das eleições gerais argentinas no horário anunciado pelo tribunal eleitoral platino, teve uma decepção.

Teve que suportar uma longa espera de quase seis horas para além do prazo previsto. Já na alta madrugada, os inevitáveis vazamentos enunciavam a causa: a derrota do governo nacionalista bolivariano de Cristina Kirchner havia sido muito maior do que todos imaginavam.

E o governo aguardava dados de circunscrições eleitorais longínquas, a priori compradas com os programas sociais tipo as Bolsas brasileiras, para maquiar o desastre.

O discurso do candidato kirchnerista Daniel Scioli no estádio coberto Luna Park passou uma imagem desoladora de derrota. Noticias parciais transmitidas de boca em boca chegadas de diversos bairros do Grande Buenos Aires confirmavam a sensação de fim de uma era.

A grande nota dominante nos eleitores não foi a simpatia por este ou aquele candidato. Mas, o desejo como que incontido de por fim a uma era de atropelo e desmandos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ditadura venezuelana avança a cegas,
ensanguentada, hilariante e fanática

Maduro acusou os EUA de provocar 'microterremotos' e ameaçar a crosta terrestre. Retórica irracional contagia colegas bolivarianos.
Maduro acusou os EUA de provocar 'microterremotos' e ameaçar a crosta terrestre.
Retórica irracional contagia colegas bolivarianos.



O presidente Maduro adotou um pomposo projeto chamado de “Nova fase econômica”, cuja retórica é bem conhecida no Brasil e na Argentina e cujos resultados são igualmente invisíveis.

Sem ter o que exibir, em 31.10.15, Maduro acusou os EUA de estar provocando “miniterremotos” que destroem a crosta terrestre por meio do “fracking” que “contamina os afluentes de água interiores; todas poluídas com químicos”, noticiou G1.

Ele adotou o linguajar ambientalista radical sem saber direito do que estava falando. Ele rememorou discurso digno do esquecimento da presidente brasileira em Palmas, no Tocantins: “nós nos transformamos em homosapiens ou mulheres sapiens", “eu não tenho condições de participar de uma corrida de toras”, ou a incompreensível frase “se ele pular uma janela, pode pular atrás, porque pode ter a certeza que ele achou alguma coisa absolutamente fantástica”, segundo “O Estado de Minas”.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Ideologia comuno-populista desfaz a Venezuela
e jura vencer eleições contra todo prognóstico

Descontentamento popular reprimido: mas mal-estar popular não para de crescer
Descontentamento popular reprimido: mas mal-estar popular não para de crescer



É cada vez mais provável que a Venezuela declare default de sua dúvida soberana, quer dizer se declare inadimplente. Em 2015, Caracas conseguiu saldar suas obrigações internacionais com o auxílio, ideologicamente não gratuito, da China.

Segundo o jornal parisiense “Le Monde”, em 2016 o governo venezuelano deverá reembolsar 10 bilhões de dólares, quando a falência da estrutura produtiva do petróleo for superada pela queda do valor do preço da praticamente única commodity que a Venezuela tem para sobreviver.

O país ficará sem a metade de suas entradas habituais. Segundo o “Oxford Economics”, o lucro do petróleo caiu de 74 bilhões de dólares em 2014 para 42,5 bilhões em 2015.

A descida aos infernos financeiros amplifica o estado de falência que devora a Venezuela: recessão de 7 %; inflação mais alta do mundo; déficit explosivo nas contas correntes; reservas monetárias no seu mínimo histórico (16,9 bilhões de dólares em agosto, se os dados do governo forem críveis) representando apenas um mês e meio de importações de que o país depende para não morrer.

O bolívar, moeda nacional, troca-se de seis a 15 por dólar, segundo as taxas oficiais, mas a qualquer coisa por volta de 700 no mercado paralelo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Combate à pobreza supera todas as metas,
mas a CNBB, o Papa Francisco e Obama parecem não saber

Os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015
Os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015



No ano 2000 a ONU propôs, entre os objetivos sociais a serem alcançados pelos países membros, a meta de reduzir pela metade o número dos que vivem na pobreza extrema na terra (definida como uma renda inferior a cinco reais por dia).

Para o grande jornal italiano “Il Corriere della Sera”, que comentou a meta em editorial, esta pareceu utópica.

Porém, 15 anos depois, a meta não só foi atingida, mas superada com folga. Segundo a mesma ONU, os extremamente pobres caíram de 2,6 bilhões em 2000 para 836 milhões em 2015.

O jornal acenou respeitosamente para a contradição entre os dados da ONU e os discursos do Papa Francisco I e do presidente Obama, feitos na mesma sede dessa organização mundial.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Bispo alerta: Venezuela virou comunista imitando Cuba. Que prelado alerta o Brasil?

Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.
Mons. Roberto Luckert, arcebispo de Coro: Venezuela é um país comunista.



O arcebispo de Coro, Venezuela, Mons. Roberto Lückert, denunciou que sua nação foi convertida “num país comunista” porque seus governantes, primeiro Hugo Chávez e depois Nicolás Maduro, copiaram o modelo cubano, precipitando-a numa profunda crise econômica.

“Este é um país comunista, disse o prelado. O presidente Chávez disse que ia nos ancorar no mar da felicidade cubana. Agora estamos ancorados, e com âncoras de grande profundidade. Eles querem copiar ‘a beleza socialista comunista’ do regime cubano”, alertou o arcebispo, citado pela agência ACI Prensa.
A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, calculadas em 300 bilhões de barris. Porém, seguindo as pegadas de Fidel Castro, o socialismo destruiu a ordem econômica do país. A inflação atinge patamares que ninguém consegue calcular com certeza.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O Partido Socialista morreu, diz analista das esquerdas francesas

O PS tem tudo: dinheiro e poder. Só faltam militantes, ideias e eleitorado.
O PS tem tudo: dinheiro e poder. Só faltam militantes, ideias e eleitorado.



Laurent Bouvet, pensador socialista e diretor do Observatoire de la Vie Politique (Ovipol) da Fondation Jean-Jaurès, pintou um deprimente quadro do Partido Socialista francês (PS), hoje no poder e praticamente a única opção viável para as esquerdas francesas.

Bouvet resumiu o seu balanço com uma frase lapidar: “O PS está moribundo, o partido de Épinay [Épinay-sur-Seine, localidade onde foi fundado] está morto”, registrou o jornal parisiense Le Figaro.

O tema interessa na América Latina pois o PS francês foi e continua sendo um grande patrocinador das esquerdas tupiniquins, intensamente unido ao lulopetismo e ao Foro de São Paulo.

Bouvet apontou como causas do desastre o desinteresse e a desconfiança do público em relação aos partidos políticos e aos jogos de lideranças partidárias, bem como a fraqueza dos militantes socialistas em se mobilizarem.

A própria estruturação do partido, que é o farol das esquerdas francesas, está em profunda crise. Ele deveria se renovar, mas todos brigam internamente pelo controle do aparelho partidário que se desfaz.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Acordo EUA-Castro-Vaticano multiplica as desgraças dos médicos cubanos em fuga

Medicina cubana: sala de emergências num posto de saúde em Cuba
Medicina cubana: sala de emergências num posto de saúde em Cuba



Os cubanos estão abandonando em massa as “missões médicas” da Venezuela, combinadas por Fidel Castro e o defunto Hugo Chávez e reeditadas no Brasil com o plano “Mais Médicos”.

A Colômbia é o primeiro país de destino desses sofridos cubanos, após fugirem da Venezuela.

Assim que conseguem sair do pesadelo do socialismo do século XXI, os cubanos apelam para o programa de vistos dos EUA, que concede facilidades aos fugitivos do comunismo castrista.

Por essa via, eles podem chegar até o final de seu longo e sofrido calvário.

Porém, o restabelecimento de relações entre a ditadura castrista e o presidente Obama, patrocinado pelo Papa Francisco, está fechando essa janela para a liberdade e reforçando o esquema de controle opressor.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cardeal Pell: “A Igreja não tem mandato divino para falar sobre questões científicas”

Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano: “A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”
Cardeal George Pell, “ministro da Economia” do Vaticano:
“A Igreja não tem um mandato do Senhor
para se pronunciar sobre questões científicas”
Luis Dufaur





O cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney e “ministro da Economia” do Vaticano, foi entrevistado pelo jornal econômico “Financial Times” no mesmo dia em que apresentou o estado das contas da Santa Sé.

Na oportunidade, falando a propósito da encíclica “Laudato si'”, o purpurado esclareceu que “a Igreja não tem mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas”, segundo noticiou o site Vatican insider.

O “Financial Times” entendeu que o cardeal se distanciou assim da “revolucionaria encíclica do Papa, que pede uma ação global contra a mudança climática”.

O cardeal afirmou sobre a Laudato si': “Há partes que são belíssimas. Mas a Igreja não tem competência alguma especial em matéria de ciência. A Igreja não tem um mandato do Senhor para se pronunciar sobre questões científicas. Nós acreditamos na autonomia da ciência”.

Na mesma ocasião, o Cardeal Pell concedeu entrevista ao site Crux sobre outro aspecto da Encíclica: o agudo anticapitalismo da ‘Laudato si’, acentuado pela subsequente viagem pontifícia à América do Sul.

“O mercado está longe de ser perfeito, mas temos assistido a níveis historicamente sem precedentes de prosperidade atingidos por causa da disseminação global do capitalismo e pelo aumento da liberdade para os mercados. O crescimento na China e na Índia, por exemplo, é real e maravilhoso”, defendeu o “ministro de Economia” designado pelo Papa Francisco.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Comunicado do IPCO: Papa Francisco em Cuba





Reflexões que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira deseja compartilhar com o público brasileiro, nas vésperas da chegada do Papa Francisco em Cuba, pedindo à Santíssima Virgem que conceda ao povo cubano a tão esperada liberdade.


Liberdade para a ilha-cárcere ou (oxigênio para a) consolidação de uma cruel ditadura?


A próxima viagem do Papa Francisco a Cuba constituirá a terceira visita pontifícia à ilha-cárcere.

De maneira similar às duas visitas anteriores, a de João Paulo II em 1998 e a de Bento XVI em 2012, se multiplicam as hipóteses do que poderá acontecer durante e após a visita papal numa ilha que continua desde há incríveis seis décadas dominada por uma cruel ditadura comunista.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Escolas públicas geridas pela PM são bem sucedidas e se multiplicam no Brasil

Cresce número de escolas geridas pela PM. Pais e alunos satisfeitos em Goiás.  Foto: Folha de S.Paulo
Cresce número de escolas geridas pela PM. Pais e alunos satisfeitos em Goiás.
Foto: Folha de S.Paulo




As escolas geridas pela PM de Goiás também dão o bom exemplo mantendo um regulamento disciplinar sério.

Mascar chiclete é transgressão leve. Usar óculos com lentes ou armações de “cores esdrúxulas” também, mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.

São transgressões médias: sentar-se no chão fardado, espalhar boatos, deixar de prestar continência ou de cortar o cabelo no estilo escovinha.

Já “manter contato físico que denote envolvimento amoroso” (beijar) ou se meter em rixa são faltas graves.

O aluno perde pontos a cada quebra de regra. Quem não se adequar é transferido.

Os resultados estão sendo tão bons que o Estado aumentou de 18 para 26 os colégios militares.

Segundo a polícia, o modelo melhora o desempenho dos alunos (em nove Estados os colégios ficaram em 1º entre as estaduais no Enem).

O Brasil possui atualmente 93 instituições de ensino da PM. Neste ano, Minas Gerais criou mais duas, chegando a 22 – elas atendem a mais de 20 mil alunos. A Bahia, com 13, deve abrir mais quatro.

Em Goiás, o comerciário Ricardo Cardoso, 41, que tem duas filhas em escolas da PM, quer colocar a terceira na instituição em 2016. A maioria das vagas é preenchida por sorteios. “O nível dessas escolas é muito melhor”.

Sua filha Júlia, 17, diz gostar do colégio Hugo Ramos, mas reclama da rigidez. “Um ou outro PM é rude. Mas a maioria é aberta”. Para o pai, os alunos têm “voz ativa”: “sempre que minha filha reclamou, deram resposta. Adolescentes reclamam de tudo”.

Aluno do terceiro ano do Colégio Miriam Ferreira, que se tornou militar na semana passada, Douglas Fleury, 17, diz aprovar a mudança devido ao uso de drogas dentro da escola.

Os alunos devem usar farda (esta varia de R$ 400 a R$ 700), mas a PM diz dar a farda em alguns casos. Os pais pagam ainda mensalidades não obrigatórias de R$ 80 a R$ 110.

A PM recorre a oficiais da reserva, que ganham adicional. Os docentes são civis – em outros Estados, alguns são militares – e ganham bônus de produtividade.

Não faltam as críticas dos saudosos do regime anterior. “Isso tem sabor de retrocesso”, diz Ieda Leal, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás. Ela chama a medida de terceirização.

Para Maria Augusta Mundim, da Faculdade de Educação da federal de Goiás, o método é autoritário.

Mas as críticas incluem demasiada ideologia de esquerda e esquecem a finalidade da instituição escolar: o bem dos alunos, sua boa instrução e formação cívica, o futuro do Brasil.

Os Colégios Públicos Fernando Pessoa (Valparaíso - GO) e José de Alencar (Novo Gama - GO) passavam por problemas crônicos de violência, tráfico de drogas e prostituição, chegando a ocorrer um assassinato e um sequestro relâmpago:


domingo, 13 de setembro de 2015

Argentina perto de Rússia, como no tempo da URSS e da guerra das Malvinas

Cristina Kirchner em Moscou
Cristina Kirchner em Moscou



Os representantes do governo argentino, Agustín Rossi e Sergio Berni, assinaram em Moscou um leque de acordos de cooperação militar russo-argentina, informou o jornal Clarín, de Buenos Aires.

Nem mesmo durante a Guerra das Malvinas se tinha visto uma aproximação tão intensa.

Um dos convênios visa à realização, pela primeira vez na história, de exercícios militares conjuntos entre os exércitos russo e argentino. Outro convênio estabelece que os policiais de ambos os países trabalharão juntos na perseguição aos narcotraficantes.

A retórica nacionalista e bolivariana do governo Kirchner, que vinha afastando o país de uma cooperação intensa com os EUA nessas áreas, patenteia agora o destino final de sua mudança.

O ministro de Defesa argentino, Agustín Rossi, também assinou com seu homólogo russo um acordo para a “proteção mútua da informação secreta gerada pela cooperação técnico-militar” entre os dois países.

O objetivo declarado desse acordo é facilitar “a produção conjunta de equipamentos de uso militar e a formação de especialistas na área tecnológica, a execução de trabalhos científicos de investigação e de desenho experimental”.

Rossi explicou que “serão criados grupos de trabalho para a realização de um intercâmbio de pessoal das Forças Armadas visando ao treino e à formação e participação conjunta em exercícios e manobras militares”.

A Rússia e a Argentina incrementarão consideravelmente a cooperação militar.
A Rússia e a Argentina incrementarão consideravelmente a cooperação militar.
A Força Aérea Argentina comprou dois helicópteros russos Mi17E, que ainda não caíram, e quer comprar mais três.

A Marinha adquiriu quatro naves de patrulhamento para o Atlântico Sul e para assistência logística das bases na Antártida. 106 marinheiros argentinos serão treinados nos portos russos de Murmansk e Arcangel.

Sergio Berni, secretário de Segurança argentino, assinou outro convênio com Viktor Ivanov, chefe da agência antidrogas russa, para “reforçar o intercâmbio de informação criminosa das organizações e pessoas envolvidas no tráfico de estupefacientes”.

Enquanto os países que respeitam o Direito Internacional aplicam sanções à Rússia pela anexação ilegal e despótica da Crimeia, Cristina Kirchner condenou em Moscou ditas sanções econômicas contra os invasores russos.

Na verdade, após desmoralizar e desarmar as forças militares e policiais argentinas, o governo nacionalista as subordina às poderosas equivalentes russas, que anseiam por recuperar a “grandeza” da ex-URSS.

E transforma o país em vassalo de Moscou enquanto vitupera contra o ‘imperialismo’ americano.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Modelo de escola gerida pela PM beneficia Amazônia e Nordeste

Estudantes e professores da rede pública estadual são premiados na 8ª edição das Olimpíadas Brasileiras de Matemática.
Estudantes e professores da rede pública estadual são premiados
na 8ª edição das Olimpíadas Brasileiras de Matemática.



Segundo informou O Globo, de 2011 para 2013, a escola estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra “deu um salto no Ideb. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média passou de 3,3 para 6,1. Nos finais, foi de 3,1 para 5,8. O índice de reprovação, de 15,2% em 2012, foi zerado no ano passado.

“A melhoria no desempenho apareceu também nas Olimpíadas de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Órfã de pai desde os 8 anos e filha de uma motorista de ônibus, Jennyfer da Silva Veloso, de 16 anos, levou o bronze e uma menção honrosa na competição.

“Ela foi aprovada em primeiro lugar no vestibular da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), onde começou a cursar matemática este ano.

“Ela conta a dificuldade de se adaptar na transição da escola para o regime militar e lembra do primeiro dia da mudança.

“— Eu estava com o cabelo pintado, usava piercing no nariz, tinha franja. Fomos levados para a quadra, nos explicaram tudo. Tive que tirar esmalte, prender a franja.

“Com o tempo, me acostumei e percebi que, aqui, realmente o que importa é o conhecimento, e não a aparência. A escola melhorou muito no novo modelo.

“Outro medalhista foi Yuri Macedo Michele, que garantiu a primeira medalha de ouro da escola na Obmep. Tímido, o garoto de 13 anos, aluno do 8º ano, fala da felicidade dos pais — a mãe dona de casa e o pai vendedor em uma fábrica de sorvetes — com a conquista.

“Entre os colegas, a popularidade do “aluno olímpico”, como são chamados os estudantes que se preparam no contraturno das aulas para as competições, aumentou”.

O Globo também relatou que

“Maria do Rosário de Almeida Braga, de 54 anos, diz que é uma das poucas educadoras que continuaram no colégio depois que a PM assumiu o controle.

“— Aqui só fica professor que quer trabalhar. Há exigências para o aluno e para o professor também. Mas o retorno é muito grande, inclusive financeiro — diz Maria do Rosário”.



A escola estadual Raimundo Nogueira, no conjunto Ajuricaba de Manaus, também adotou o modelo das escolas administradas pela Polícia Militar.

O assédio de traficantes aos alunos, casos de violência contra os estudantes no entorno da escola e até ameaças sofridas pelos professores faziam parte dos relatos de insegurança envolvendo a escola.

Por meio de parceria entre a Seduc e a Polícia Militar, o programa- piloto “Educando com Segurança” busca incentivar a disciplina e oferecer as condições ideais para o processo de ensino-aprendizagem no ambiente escolar.

Com o aval dos pais e professores, a escola passou a adotar uma cartilha com as mesmas regras dos colégios da Polícia Militar: formação antes de entrar na sala de aula, Hino Nacional e hasteamento de bandeira, rigidez no horário de entrada e cobrança maior quanto à participação dos pais no dia-a-dia da escola.

Somam-se às atividades cívicas palestras de motivação e prevenção às drogas, apoio às atividades culturais e esportivas extra-classe, formação de grupo de escoteiro e de percussão. Fonte A Critica de Manaus.

E a gente fica pensando quantas crianças estão sendo estragadas, talvez por toda a vida, por falta de coragem dos responsáveis em pôr ordem na educação no Brasil.

É claro que o coro dos direitos humanos, das ONGs e da esquerda católica não gosta da ordem e da disciplina, preferindo a pastoral de meninos de ruas, supostamente mais “democrática” e “cristã”.

Eles até tentam frustrar essa iniciativa.

Mas não valeria a pena dar um chega a essa filosofia distorcida e prejudicial para as novas gerações?

Reportagem na TV Verdes Mares: Colégio da Polícia Militar do Ceará, segundo resultados do ENEM, foi considerada a melhor escola pública do Ceará e a 2ª melhor do Nordeste.




domingo, 6 de setembro de 2015

Ditadura para combater hoje o vulcão;
e amanhã mais ditadura contra a seca,
a enchente ou o aquecimento global !

Rafael Correa usa fumarada passageira de vulcão
para visar confisco de terras e cerceamento
da liberdade de expressão



No Equador, o majestoso e temido vulcão Cotopaxi está fumegando com colunas de gases e poeira de até oito quilômetros de altura!

Trata-se do mais alto vulcão do mundo (5.897 metros) e é um dos potencialmente mais violentos e destruidores. Porém, não causou nenhum abalo relevante desde 1877.

O Cotopaxi fica a 45 quilômetros de Quito, a capital equatoriana. Quando morei nessa cidade, sempre sonhei em escalá-lo, pois o acesso é fácil e a expedição paga o esforço. Muitos turistas fazem isso, apoiados numa base científica anti-sísmica e refúgios, e chegam até a pequena cratera onde a lava ainda brilha pela noite.

Quase todos os dias sua majestade o Cotopaxi espirrava a seu modo, e eu perguntava: “O que foi?”. A resposta era invariável e, no meu entender, desinteressada: “Ah! O Cotopaxi...”

O povo equatoriano convive, aliás, sobranceiramente com os vulcões. Ele se lembra com espírito religioso das formidáveis explosões do passado e das maravilhosas intervenções salvadoras atribuídas a Nossa Senhora e a seu Divino Filho. E toca a vida tranquilamente entre aqueles colossos eternamente nimbados de neve, nuvens... e fumaça!

Mas o presidente bolivariano Rafael Correa mostrou-se tomado de inusual e suspeito pânico a propósito das últimas “fumaradas” do Cotopaxi. E, ditatorialmente, censurou as informações a respeito.

“Os equatorianos só poderão se informar sobre o assunto através dos boletins oficiais emitidos pelo ministério coordenador da segurança, com interdição de difusão de qualquer informação não autorizada feita por um meio de comunicação público ou privado, ou por meio das redes sociais”, diz seu decreto, vibrado em céu sereno e citado por Le Monde.

De um momento para outro a censura foi instalada! O presidente agitou o espantalho de “boatos dos quais qualquer um solta uma enormidade no Twitter e provoca o pânico”. Seu colega bolivariano da Venezuela, não teria feito melhor.

Correa parecia não conhecer seu país, e o ministro da Comunicação, Fernando Alvarado, moderou a draconiana censura.

O vulcão Cotopaxi perto de Quito foi mero pretexto
Os meios informativos equatorianos, constantemente vilipendiados por Correa, denunciaram a manobra. “A ambiguidade do decreto outorga ao governo um poder enorme, inclusive para ditar o que é que os cidadãos não podem falar”, reagiu César Ricaurte, diretor da Fundação Andina para a Observação e o Estudo da Mídia – Fundamedios.

“Pela primeira vez foi introduzida uma legislação, e por decreto, com poder para regulamentar as redes sociais, e isso é muito perigoso”, acrescentou.

De fato, Correa enfrenta uma vertiginosa perda de prestigio. Enormes manifestações populares contra seu socialismo aconteceram nas grandes cidades antes e depois da visita do Papa Francisco, que tentou apaziguar os protestos. As redes sociais são o meio preferido pelos descontentes para se exprimirem e se organizarem.

Para Diego Cornejo, diretor da Associação Equatoriana de Editores de Jornais, essa censura é “desproporcionada e inoportuna”. A coincidência com os protestos populares é mais do que suspeita.

Correa é geralmente acusado de propender para um socialismo ditatorial. Ele revida com impropérios seus opositores, que ele chama de “mentirosos”, doentes mentais, “sicários da escrita”, e outros epítetos de ditador sul-americano fora de si.

Correa também decretou um “estado de emergência” que lhe permite “suspender os direitos constitucionais que garantem a inviolabilidade dos domicílios e as liberdades de circulação, de reunião e de comunicação”, segundo o site francês Mediapart.

O estado de exceção também lhe permite reforçar o controle sobre o exército, que poderá ser enviado a qualquer hora em apoio das equipes de auxílio, as quais até o momento não tiveram muita coisa para fazer.

Segundo Sylvie Brunel, professora de Geografia na Universidade da Sorbonne, França, “em nome da urgência e do perigo, o decreto permite a remoção autoritária dos moradores em volta do vulcão, e a expropriação das fazendas grandes e pequenas que há tempos o governo está tentando com o pretexto de criar imensos reservatórios de água potável para garantir o fornecimento de Quito”.

Visita do Papa Francisco foi explorada para abafar grande surto de oposição anti-socialista.
Visita do Papa Francisco foi explorada para
tentar abafar grande surto de oposição anti-socialista.
Os franceses conhecem a história: durante a Revolução Francesa, para “salvar a pátria” de perigos mais ou menos imaginados, instalou-se o Terror, que se dedicou a guilhotinar os opositores.

O golpe ditatorial de Correa poderia inspirar prefeituras de tendência bolivariana, como a petista de São Paulo. E, com alguma adaptação, o governo peronista-bolivariano argentino, às voltas com chuvas e inundações colossais na região do Rio de la Plata.

“Língua não tem osso”. Ditador tem muita língua, e o que lhe serve de pretexto para lutar contra o vulcão, serve também para lutar contra a seca, as enchentes ou o aquecimento global!


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Estados resolvem violência nas escolas públicas com disciplina militar

A educação que é a finalidade da escola teve salto qualitativo.
A educação que é a finalidade da escola teve salto qualitativo.



Bairro violento numa capital? Escola pública “dor de cabeça”? Quem não ouviu falar?

Porém, um projeto piloto em Manaus, objeto de reportagem da Band já em 2012, resolveu dois problemas de uma só vez, num bairro violento da capital amazonense:

1) a qualidade duvidosa do ensino na maior escola pública dentro de uma comunidade, na zona oeste e

2) a violência praticada por jovens estudantes.

A solução foi adotar a disciplina militar na unidade educacional, que agora está sob a direção da PM.

Na Escola Estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra os alunos vão disciplinados à sala. Os professores são saudados de pé pela turma, toda enfileirada no início da aula.

A disciplina militar entrou na escola pública em janeiro de 2011. Foi a estratégia encontrada para melhorar o ensino e conter os altos índices de violência no bairro Parque São Pedro, na zona oeste de Manaus.

Hoje o que se vê é algo bem diferente de um passado recente.

“Tinha caso em que o professor nem para a sala queria ir – explica a aluna Kellyane Souza – por causa da bagunça, eles não conseguiam controlar. Agora não”.

“Nós temos que andar de uniforme, cabelos cortados, simples, todos limpos, sapato engraxado”, diz o aluno Athirson Soares.

Nas ruas do bairro, a tranquilidade voltou à rotina dos moradores.

“Esse negócio de droga, essas crianças aqui usavam tudo isso. Hoje não, está diferente, a gente vê essas crianças com mais vontade de estudar”, diz Maria Amélia, dona-de-casa.

Quando estava completando apenas um ano, essa mudança na escola “já refletiu no desempenho dos alunos na sala de aula. A ideia é tornar a escola uma das cinco melhores do Estado”, relatou o jornalista da Band Yano Sérgio.

Chegada no horário, disciplina, ordem, bons resultados.
Chegada no horário, disciplina, ordem, bons resultados.
“A questão da disciplina favoreceu, hoje temos uma equipe nos auxiliando em ‘n’ problemas, com psicólogos. Temos outras ferramentas que favorecem”, explica a professora Cledinha Vidinha.

O responsável pela reforma é o coronel Rudnei Caldas, da PM, que com o apoio de 13 PMs fez uma transformação radical, da organização da unidade até os métodos de avaliação do aluno.

“Hoje o que é mais valorizado não é a menina ou o moço mais bonito, é o moço mais inteligente – explica o coronel. É ele que é valorizado. É ele que fica à frente do batalhão, é ele que comanda o pelotão. Esse status que ele adquire aqui se transfere para o ensino. A postura do aluno mudou porque o comportamento dele mudou. Ele se viu como protetor da comunidade”.

Valorizar a hierarquia motiva mais os estudantes, diz a reportagem da Band. Um exemplo disso é Jonatas, que quer ser ‘coronel-aluno’ no ano que vem.

“Se o aluno conseguir atingir aquela graduação, atingir boas notas, ele vai poder se destacar do batalhão escolar, comandar, vai ter privilégios”, explica Jonatas Phellipe.

Educação de primeira e segurança aumentam a satisfação dos pais de família. “Eu acredito que os pais trabalham seguro – diz Valeska Rodrigues que é mãe de um aluno –, sabendo que ele está estudando, adquirindo coisas boas para ele, qualidade do ensino, e acima de tudo ele vai se profissionalizando e se tornando um cidadão de bem”.

A fila para quem quer uma vaga na escola cresceu. Os moradores podem ter certeza agora que podem garantir um futuro diferente para os filhos.

Crime, droga, violência foram banidos e nível do ensino bate recordes.
Crime, droga, violência foram banidos e nível do ensino bate recordes.
Levou apenas cinco meses para Mael sair da condição de aluno- problema para ser estudante dedicado. Mais uma das muitas histórias que a escola militar da PM passou a colecionar no Parque São Pedro.

“Antes eu vinha à escola apenas para brincar, desrespeitar os professores. Hoje mudou 100% porque a escola está melhor, tem uma boa educação, eu dou mais atenção aos estudos do que no ano passado”, contou o aluno Mael Barbosa.

“A organização dos cadernos, o interesse, eles começaram a perceber que hoje o foco é outro”, acrescentou a professora Cledinha.

A gente sabe que fica difícil tirar mais policiais do combate ao crime nas ruas para disciplinar e melhorar a qualidade das escolas públicas.

Mas fica evidente que a experiência é positiva e merece a atenção dos gestores municipais e estaduais da educação no Amazonas, encerra a Band.

Na Escola Estadual Prof. Waldocke Fricke de Lyra, Manaus:







domingo, 30 de agosto de 2015

Socialismo venezuelano: onde se geme de fome
e onde a inflação come o que resta

Aguardando no supermercado Bicentenario: onze horas de fila!
Aguardando no supermercado Bicentenario:
onze horas de fila!




O calvário de Carla Aguirre começa às 6:00 da manhã.

Ele é bem conhecido dos cidadãos venezuelanos, mas também dos cubanos e outrora dos homens escravizados detrás da Cortina de Ferro soviética.

Filas, filas, filas... para obter o básico e às vezes voltar para casa com as mãos vazias. Carla procura carne na rede de alimentos do governo chamada Mercal, em La Trinidad, Caracas.

Ela não pode pegar sua filha na escola, pois fica esperando sob o sol, obedecendo às ordens dos militares.

Ela ganha pouco mais de um mínimo, equivalente a R$ 4.248,30 pela cotação oficial, mas que no paralelo só representa R$ 39,60, contou o jornal El Mundo de Madri.

“Eu moro com duas pessoas que não trabalham: minha filha e minha mãe. Compramos perto de três quilos de carne cada quinze dias”.

Se ela comprasse num supermercado particular os seis quilos de carne que sua família consome por mês, gastaria todo o seu ordenado.

Na fronteira, a Venezuela iniciou deportações massivas de colombianos.
Na fronteira, a Venezuela iniciou
deportações massivas de colombianos.
Quando chegou seu turno, por volta das 16 horas, as prateleiras estavam desertas. O pessoal tinha levado tudo o que podia.

Só ficava carne moída de segunda qualidade e o cheiro no local era nauseabundo. As prateleiras congeladas estavam cheias de sangue.

Por cima delas, numa parede também manchada de sangue, reinava uma foto do presidente Nicolás Maduro e outra de “seu pai espiritual”, Hugo Chávez.

Carla é uma cidadã do socialismo do século XXI no ano da misericórdia do Senhor de 2015, quando a Teologia da Libertação lança sua derradeira ofensiva contra os ricos capitalistas.

Na semana anterior, um jovem morreu durante o saque de um mercadinho na cidade de San Félix, estado de Bolívar, sudeste do país.

O presidente Maduro, mais uma vez, não teve vergonha e pôs a culpa na “direita que recebe ordens dos EUA”.

Segundo o Centro de Documentación y Análisis Social, pelo fim do ano a inflação terá atingido 200%. Outras fontes falam de até 500%.

Em qualquer caso, a disparada da inflação tornou irrisório o valor das notas, mesmo as que têm maior de face. Isso obriga os cidadãos a carregar muitas para a vida diária.

100 bolívares é a nota máxima. Com seis destas dá para comprar um shampoo no mercado paralelo.
100 bolívares é a nota máxima.
Com seis destas dá para comprar
um shampoo no mercado paralelo.
No Brasil, a UOL economia estima que o valor de uma nota de 100 reais em 21 anos encolheu para efetivos R$19,90.

Mas na Venezuela, a pulverização do valor do dinheiro aconteceu em breves anos bolivarianos. O governo aduz que falta papel no país.

A maior parte dos alimentos é importada, pois o socialismo arruinou a agropecuária e fecha as fábricas dos particulares “capitalistas” e “inimigos do povo”.

Sabrina – não declinou seu sobrenome – foi fazer compras numa terça-feira. É quando está autorizada pelo último número de sua carteira de identidade para comprar artigos básicos, como farinha, leite, shampoo, papel higiênico e outros itens, todos racionados.

Em alguns postos é preciso deixar a impressão digital.

A especulação grassa sob os olhares cúmplices dos agentes bolivarianos.

O mesmo shampoo controlado pelo governo, que quando existe na prateleira é vendido por 100 bolívares, custa 600 no mercado paralelo.

No supermercado Bicentenario de Las Mercedes, em Caracas, o jornalista de El Mundo de Madri não pôde usar a câmera.

“Se tirares fotos, cairemos encima na pedrada. Nós somos chavistas. Maduro é quem nos traz a comida”, advertiu uma militante idosa que fazia fila desde as 6 da manhã (e já era por volta das 17 horas).

Na rua, a poucos metros do supermercado, as pessoas tinham coragem de falar. Três mulheres viajaram duas horas para comprar uma sacola de frango, leite, arroz, massa, atum e farinha.

Em San Antonio de los Altos, contavam elas, “não há nada. Às vezes a gente viaja desde as 4 da manhã, chega e não tem frango, a gente perde o dia”, explicou Rosario Martínez.

O equivalente a 300 reais (agosto 2015) não cabe no bolso.
O equivalente a 300 reais (agosto 2015) não cabe no bolso.
Jacqueline Acosta, cabeleireira do centro comercial onde está o supermercado Bicentenario, contou que quando as pessoas perdem a paciência, “começam a quebrar as vidraças. Hoje eu deveria atender mais de 20 senhoras, mas só atendi duas. Elas têm medo de vir”.

Naief Al Kuntar tem um filho, Gael, de apenas 3 meses, hospitalizado na terapia intensiva do hospital Miguel Pérez Carreño, em Caracas.

Todos os dias Naief percorre as farmácias da capital para procurar coisas básicas como um antibiótico, porque não há no hospital.

Seu ordenado não é suficiente para pagar os remédios do filho. Nos hospitais não há material para exames.

“Desde que o bebê ficou doente, tivemos que deixar de ir ao cinema. O dinheiro agora dá apenas para alimentar a família, mas a inflação cresce a cada semana”, explica.

Numa farmácia foi possível encontrar um vidro importado de Ômega 3 pelo preço de meio salário mínimo.

Nas altas esferas do lulopetismo, a Venezuela vai pelo bom caminho: o da vetusta e fracassada URSS.