segunda-feira, 29 de março de 2010

Al-Corão dos “direitos humanos”?

Dados do laptop de Reyes foram decisivos
Terroristas do grupo anarco-autogestionário e separatista basco ETA treinaram por volta de 100 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano, revelou reportagem do diário de Madri “El País”.

Os treinos aconteceram em pelo menos seis campos venezuelanos entre 2003 e 2008. Quatro ex-integrantes das Farc confessaram o fato à polícia espanhola em Bogotá no ano passado.

Os terroristas do ETA forneceram tecnologias com explosivos que podem ser acionados a distância por meio de celulares.

Por sua vez, a ETA estava interessada em apreender a manipulação de mísseis e obter essas armas, acrescentou “El País”. As Farc utilizam mísseis terra-ar SA-18 IGLA de fabricação russa.

Milicias territoriais bolivarianas sob bandeira cubana: "soberania"?
O Tribunal Nacional da Espanha, com base em dados do laptop de Raúl Reyes, o líder das Farc morto em território equatoriano, inculpou formalmente 13 participantes da manobra o incluindo chefe de gabinete do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ligado à ETA.

O presidente-ditador venezuelano, qualificou a decisão de “neocolonialista” e “plano de Washington”.

Os contatos entre os dois grupos terroristas são antigos. Nos anos 90 faziam-se em Cuba.

Mas, a ilha-prisão jaz na miséria e o “socialismo do século XXI” ainda tem petrodólares para financiar as movimentações e fornecer acobertamento.

Presidentes Lula e Chávez, chanceler Amorim, Wilson Dias-ABr.
Um dos participantes arrependidos explicou que “a intenção era globalizar a luta” incluindo o assassinato de líderes conservadores.

Essa “globalização” atingiria o Brasil?

No Brasil, o lulismo não se incomoda com a violação de direito humano algum pelo chavismo, mas achou que os “direitos humanos” foram ameaçados no Haiti quando os marines socorreram a sofrida ilha.

Mistérios dos “direitos humanos”!

Quando se trata de atentar contra pessoas não-esquerdistas ‒ que também têm direitos e são humanos ‒ os aiatolás dos direitos humanos não reagem, nada sabem e não vêem ameaça a “direito humano” algum.

Porém, quando na América Latina a causa do esquerdismo passa mal, como no caso Zelaya, o lulo-chavismo reage indignado “cheirando” “direito humano” ou “soberania” violada.

Tal vez esse mistério esteja explicado no novo Corão dos “direitos humanos”: o PNDH-3!


Gostaria receber no meu email, gratuitamente, atualizações de 'O que está acontecendo na América Latina'

terça-feira, 23 de março de 2010

Cubanos vituperam presidente Lula como cúmplice do assassinato de dissidente cubano

Lula e Raúl Castro abraçados, Havana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Em 26 de fevereiro de 2010, a Assembléia da resistência cubana, movimento pela liberdade e pelos direitos humanos na ilha-prisão, ocupou pacificamente o Consulado Brasileiro em Miami.

O ato visou denunciar a cumplicidade do presidente Luis Inácio Lula da Silva, no assassinato de prisioneiros de consciência cubanos como Orlando Zapata Tamayo vitimado pelo regime dos Castros.

O presidente Lula esteve em Cuba, em 23 de fevereiro de 2010, dia em que Zapata Tamayo foi morto e, ao invés de interceder por ele, abraçou o tirano Fidel Castro.

“Lula, cúmplice! Vergonha Lula! Orlando Zapata Tamayo Viva! Direitos humanos para os cubanos!” gritavam os manifestantes.

A Assembléia de Resistência é uma coligação com mais de 50 organizações dentro e fora de Cuba que promove a não-cooperação com a ditadura.

Sylvia Iriondo falou em nome dos manifestantes e interpelou diretamente os funcionários do consulado brasileiro.

Lula e ditador Fidel Castro, Havana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
“Estamos aqui ‒ disse ela ‒ num protesto pacífico condenando o presidente brasileiro Lula da Silva. Ele abraçou ditadores que estão matando nosso povo. Este homem ‒ prosseguiu enquanto mostrava um pôster com a imagem de Zapata Tamayo ‒ foi assassinado nas prisões de Fidel Castro.”

A embaixada brasileira em Honduras foi largamente aberta na frustrada tentativa de Zelaya instalar um governo pro-chavista pro-socialista.

Tudo acontece como se para o presidente Lula só os esquerdistas, socialistas ou comunistas tivessem direitos e fossem humanos.

Para os outros: equiparação com bandidos comuns!

A grande mídia nacional deu pouco espaço ao altamente símbólica manifestação.

VIDEO DA MANIFESTAÇÃO NO CONSULADO BRASILEIRO EM MIAMI
Se seu email não visualiza corretamente o vídeo embaixo CLIQUE AQUI



Gostaria receber no meu email, gratuitamente, atualizações de 'O que está acontecendo na América Latina'

terça-feira, 16 de março de 2010

No ‘Império dos Direitos Humanos’ (II)

Programa Nacional dos Direitos Humanos - 3
A injustiça e o radicalismo ideológico contidas na comparação da situação dos dissidentes políticos cubanos com criminosos comuns arrepiaram representantes das mais variadas e até opostas correntes políticas.

E levanta uma generalizada desconfiança com o Programa Nacional de Direitos Humanos em que o petismo condensa sua plataforma programática para os anos futuros.

Eis um apanhado, por certo muito incompleto e meramente exemplificativo das opiniões sobre o grave pronunciamento presidencial.

Colunistas:

“Sensação de asco e de ira, ao ver o risonho Lula abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo. (...)

Lula com Fidel em Havana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
“o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata. Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo” (Mario Vargas Llosa; OESP, 7/3/10)

“Lula não apenas confraternizou com a ditadura de maneira ousada, como depreciou ao limite da crueldade a ação dos dissidentes condenados, torturados e mortos por crime de opinião. Opositor é criminoso. O presidente Lula ultrapassou todos os limites do aceitável. É de se perguntar o que acham a ministra Dilma Rousseff e os demais aliados, auxiliares, admiradores e seguidores de Lula desse perfilhamento à tirania e dessa indiferença ao clamor pela liberdade. (Dora Kramer, OESP, 11/3/10).

“É uma ignomínia, uma completa ignomínia” (Clóvis Rossi, FSP, 11/3/10),

Leitores:

“O sr. Lula respeitaria os campos de concentração e os extermínios de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot, só para citar alguns?“ (Valdemar W. Setzer, São Paulo, OESP, 11/3/10); “parece uma prévia do que nos espera se Dilma for eleita. A máscara está caindo” (Sergio Fernando Ostini, Araçatuba, OESP, 11/3/10)

Dissidentes e Políticos:

Guillermo Fariñas em greve de fome.
“Lula demonstra é seu comprometimento com a tirania dos Castro e seu desprezo com os presos políticos e seus familiares. A maioria do povo cubano se sente traída” (jornalista e psicólogo cubano Guillermo Fariñas, FSP, 10/3/10) (foto)

“É mais do que oportunismo, é de um cinismo atroz”, (deputado Raul Jungmann, OESP, 7/3/10)

“Ele atuou contra os interesses do Brasil e em favor da ditadura cubana”, criticou o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), ex-guerrilheiro de esquerda (OESP, 11/3/10)..

“Me espanta a notícia de que Lula se solidariza com o governo cubano (...) naquilo que tem de abjeto, que é o desrespeito aos direitos humanos daqueles que se opõem ao regime”, (José Carlos Dias, FSP, 11/3/10),

Editoriais:

“Lula passou dos limites na agressão aos valores democráticos. Lula endossa uma ditadura que reprime a divergência de opinião” (FSP, Editorial, 11/3/10).


“O Brasil de Lula se distingue no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas pela leniência com as denúncias das práticas brutais de governos como os de Cuba e do Irã, enquanto reluta em reconhecer o novo governo hondurenho escolhido em eleições livres. Outros países também adotam esse duplo padrão, mas os seus dirigentes ao menos se guardam de escarnecer das vítimas das ditaduras” (OESP, N&I, 11/3/10).

Em sentido contrário, a pré-candidata Dilma Roussef:

“’Compartilho da posição de Lula não só sobre Cuba, mas sobre toda a política externa’, afirmou Dilma” OESP, 11/3/10).

Gostaria receber no meu email, gratuitamente, atualizações de 'O que está acontecendo na América Latina'

domingo, 14 de março de 2010

No ‘Império dos Direitos Humanos’ (I)

Lula e ditador Fidel Castro, Havana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Como será a vida do brasileiro quando o Plano Nacional de Direitos Humanos for inteiramente desenvolvido? É difícil imaginá-lo posta a radicalidade incubada no PNDH-3.

O próprio presidente Lula encarregou-se de adiantar um exemplo de certos aspectos ‒ aliás de pesadelo ‒ desse anti-Brasil em gestação.

E o fez em Cuba, verdadeiro ‘império dos direitos humanos’. Para certos humanos, confrades socialistas...

O corpo do preso político cubano Orlando Zapata foi enterrado sob o cerco de mil policiais e militares. Os amigos do morto foram proibidos de sair de casa para o funeral. A imprensa cubana nada falou. (O Globo, 26/02/2010).

Reina Tamayo, mãe de Orlando Zapata
Perto de 100 foram presos preventivamente segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, entidade humanitária mal tolerada em Cuba. (O Estado de S. Paulo, 26/02/2010)

Foi um “assassinato premeditado”, disse Reina Tamayo, 60, (foto) mãe do defunto. Para ela ‘a condolência de Raúl Castro foi um cinismo’.

“Foi vítima de tortura por todas as prisões (...) Digo que é tortura, porque no último espancamento disseram: vamos acabar com esse negro. Já estava marcado nas costas, quebrou a cabeça e teve de ser operado. Assassinaram meu filho, que assumam a responsabilidade diante do mundo”, disse. (O Globo, 26/02/2010).

Raúl Castro venda vítima que vai ser fusilada
“Em meio século, aqui não assassinamos ninguém. Aqui ninguém foi torturado. Aqui não houve nenhuma execução extrajudicial”, defendeu Raúl Castro. “Para acreditar nisso é preciso ser um E.T. que acaba de desembarcar no planeta. Em 2003, quando vários dissidentes foram executados, o então embaixador brasileiro no país Tilden Santiago disse que o governo cubano tinha “o direito de se defender” e mais não falou, alegando que era constrangedor criticar alguém “da família”. Assim o governo Lula se sente em relação aos ditadores cubanos: eles podem tudo porque são “de casa”, ditadores amigos”, escreveu O Globo (26/02/2010).

O mais “constrangedor era ver a cena do presidente Lula e seus assessores rindo do lado dos Castros de Cuba, enquanto o governo cubano prendia os amigos de Orlando Zapata que tentavam comparecer ao enterro”, comentou Miriam Leitão em “O Globo”, (26/02/2010)

Lula e Raúl Castro abraçados, Havana. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula presente em Cuba na ocasião tentou se eximir de toda culpa moral. “São de um cinismo deslavado os comentários de Lula sobre a morte do ativista cubano (...) Lula conseguiu superar o ditador Raúl Castro em matéria de cinismo e escárnio” acrescentou O Estado de S. Paulo, 26/02/2010)

Porém, “no dia em que um grupo de dissidentes do regime comunista pediu a Lula que interceda pela libertação de 20 presos políticos”, o presidente brasileiro “comparou os presos políticos da ilha a criminosos comuns” e mandou-lhes abaixar a cabeça diante da justiça revolucionária castrista.

 
Entrevista à mãe do dissidente morto

Eis um preanuncio da filial do ‘Império dos Direitos Humanos’ que o PNDH-3 pretende criar no Brasil.

Gostaria receber no meu email, gratuitamente, atualizações de 'O que está acontecendo na América Latina'

segunda-feira, 1 de março de 2010

Miséria cubana tornou-se indisfarçável

A miséria de Cuba atingiu dimensões abismáticas. A rede de água e esgotos não recebe manutenção há meio século, informou o diário pro-socialista “El País” de Madri.

No aeroporto de Havana, telas ainda exibem clips de propaganda da companhia aérea AirComet, falida há anos, pois não há quem desligue o vetusto anúncio.

Mais da metade da água potável não chega ao destino, devido à decrepitude da rede pública.

O governo afirma consertar 18.000 vazamentos por mês, mas a situação é “insustentável”, confessou o próprio diário oficial “Granma”.

As estradas estão intransitáveis, mas a produção local de asfalto é de apenas um milhão de toneladas, insuficiente para uma demanda de 19 milhões.

94% dos trilhos e das locomotivas estão inutilizáveis.

A produção de coco em 2009 foi 80% menor que a de 1990.

“Em Cuba perdemos até o costume de trabalhar”, comentam os frustrados habitantes da ilha-prisão.

Eis algumas das mazelas inevitáveis do comunismo, agora faceiramente rebatizado como “socialismo do século XXI” por Chávez, outro ditador a caminho do colapso.

Gostaria receber no meu email, gratuitamente, atualizações de 'O que está acontecendo na América Latina'