segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Dupla face do presidente Lula leva o Brasil para um abismo


No diário “El Nuevo Herald, o escritor e colunista Carlos Alberto Montaner publicou um inteligente artigo sob o título “El extraño caso del Dr. Lula y Míster Chávez”.

Reproduzimos a continuação alguns excertos:

Dentro e fora do Brasil há uma crescente desconfiança sobre as verdadeiras intenções políticas de Lula da Silva. O convite recente do país para o presidente Mahmoud Ahmadinejad é um péssimo sintoma.

O ministro da Defesa iraniano Ahmad Vahidi é procurado pela Argentina. Ele organizou o atentado terrorista contra a AMIA judaica em Buenos Aires em 1994 que matou 85 pessoas e feriu mais de 300.


Ahmadinejad também nunca corrigiu sua ameaça varrer Israel do mapa.

Presidentes Lula da Silva, e Mahmoud Ahmadinejad, Brasília, Foto: José Cruz-ABr

Por quê esse engajamento brasileiro no serviço dos iranianos no momento em que os esforços do Irã (junto com a Venezuela) visam coordenar a estratégia diplomática de países hostis ao Ocidente e construir armas atômicas?

“Esta é mais uma prova da duplicidade moral de Lula”, disse um diplomata venezuelano que não quis ser identificado.


Lula em São Bernardo, 27-3-1979

“Em 1990, acrescentou, Lula da Silva e Fidel Castro criaram o Foro de São Paulo para revitalizar a corrente comunista da América Latina, que naquela época estava totalmente desmoralizada depois da queda do Muro de Berlim. Nessa família política há desde narco-terroristas das FARC e do ELN até o Movimiento V República de Hugo Chávez. Eles os reagruparam para continuar a luta. A única constante ideológica de Lula é a rejeição do Ocidente.

No entanto, dentro das fronteiras brasileiras, Lula da Silva desfruta de uma popularidade notável porque age como um democrata empenhado em promover um modelo de desenvolvimento baseado no mercado e controle privado dos meios de produção, apoiando a integração cada vez maior de seu país nos mecanismos internacionais do capitalismo global.


Lula em assentamento, Minas Gerais, 19-2-2004, foto Ana Nascimento ABr

Quem é realmente Lula da Silva? O revolucionário tercermundista determinado a destruir o Primeiro Mundo e substituí-lo por um mundo socialista regido por caudilhos insolentes da turma coletivista de Hugo Chávez e outros fautores delirantes do caos, ou um socialdemocrata moderado, que quer o desenvolvimento da economia de mercado semelhante à existente nos 30 países mais ricos e felizes da Terra?

Temo que seja simultaneamente as duas coisas, como sonhava Robert Louis Stevenson em 1886, quando escreveu O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde, para explicar a dualidade moral de um cientista gentil que se transformou em um ser agressivo e odioso após tomar uma poção para fazê-lo outra pessoa.

Estamos diante do Dr. Lula e do Sr. Chávez. Quando o presidente do Brasil discute com a cabeça, é o Dr. Lula, homem afável de bom senso que conhece seus limites e os do seu país, e se comporta de acordo com a lei e respeita as liberdades individuais.

Quando em Lula manda o coração ele se transforma em Mr. Chávez e incita seu Partido, dos Trabalhadores a colaborar com as narco-guerrilhas como mostram os computadores de Raúl Reyes, o comandante das Farc morto em 2008 pelos militares colombianos.


Lula e Evo Morales com colares de coca, Chimoré, foto PR Ricardo Suckert

Quando ele é Mr. Chávez entrega a seu amigo Fidel Castro três pobres pugilistas que buscaram asilo no Brasil, ou se acumplicia irresponsavelmente com Mel Zelaya para abrigá-lo no recinto diplomático brasileiro em Tegucigalpa, negando de modo infantil que tenha dado autorização.

Na novela de Stevenson, o Dr. Jekyll comete suicídio porque se sente incapaz de suportar a dor de também ser Mr. Hyde.

Como terminará Lula da Silva?

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domingo, 6 de dezembro de 2009

Hondurenhos repelem "chavismo" de Lula


O serviço que a diplomacia lulista está prestando ao presidente venezuelano Hugo Chávez e seu “socialismo do século XXI” não só está demolindo a diplomacia brasileira, merecidamente coberta de glórias e respeitabilidade, desde o admirável trabalho do barão de Rio Branco.

A nova diplomacia lulista está semeando consternação na América Latina e isolando o Brasil.

Um dos indícios sintomáticos dessa demolição do prestígio de Itamaraty está na matéria publicada pelo “O Estado de S.Paulo” em 6-12-2009 que transcrevemos a continuação.

Jornais governistas atacam o Brasil ‒ Para imprensa hondurenha, Lula atua contra a democracia do país

“Se houver derramamento de sangue, mortos e mais episódios de violência e terrorismo, será pela ingerência do presidente Lula.” A advertência, com grande destaque, foi feita num artigo que ocupou uma página do El Heraldo, principal jornal hondurenho e claramente pró-governo de facto, no dia 23, quando a população do país foi às urnas para eleger um novo presidente num clima de medo e intimidação.

De autoria do escritor e dissidente cubano Armando Valladares (foto), ex-embaixador dos EUA, sob o título A Decadência da Diplomacia Brasileira, o artigo dá a medida de como parte da imprensa hondurenha vê o Brasil - um país interventor e defensor do “socialismo bolivariano”. Só não é pior que a Venezuela de Hugo Chávez, dizem.

Em geral, ao descrever a divisão da comunidade internacional em relação às eleições hondurenhas, El Heraldo costuma colocar, de um lado, as “nações democráticas” que estão dispostas a aceitar a votação, como os EUA e a Colômbia. De outro, os “chavistas” - liderados, curiosamente, pelo Brasil.

As críticas começaram a crescer quando o governo brasileiro decidiu abrigar o presidente deposto Manuel Zelaya na embaixada. O tom subiu com o anúncio de que o País não reconheceria as eleições da semana passada e a proposta, feita dias antes, para o seu adiamento.

A maior parte dos meios de comunicação hondurenhos apoia abertamente o governo de facto. No dia das eleições, por exemplo, as TVs faziam chamadas constantes para que a população votasse, numa tentativa de garantir o alto comparecimento, após Zelaya pedir um boicote geral à votação.

Apresentadoras se emocionavam ao ver “famílias unidas votando juntas” e mostravam o dedo manchado de tinta para provar que também haviam participado da “festa cívica”.

A maior parte da população hondurenha ainda é simpática ao povo brasileiro e, muitos, até em relação ao governo, considerado por eles uma “esquerda moderada”. Cada vez mais, porém, surgem críticas quando o nome de Lula é levantado em uma conversa. “Diga ao seu presidente para parar de se intrometer em assuntos hondurenhos”, gritou uma senhora na fila de votação, ao saber que havia jornalistas brasileiros no local.

“Nem o Brasil nem nenhum outro país pode nos pedir para não comparecer às urnas. Se nós não tivermos um presidente, quem vai nos governar no ano que vem? O presidente Lula?”

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Nicarágua: primeira-dama à la Harry Poter completa o que o marido chavista não consegue fazer

Na Nicarágua “chavista” está em fase de teste um novo estilo de governo. O presidente Daniel Ortega, velho guerrilheiro, cedeu largos espaços da administração à primeira-dama, Rosario Murillo, noticiou a “Folha de S.Paulo”.

Ex-guerrilheira e presa política nos anos 1970, autora de poesias eróticas, vegetariana e adepta do guru indiano Sai Baba, Murillo, 58, administra a área social do governo e é porta-voz da Presidência.

Seu estilo [foto] poderia ser comparado ao de uma bruxa Nova Era.

Os discursos de Murillo estão trufados de expressões até hilárias, apimentadas com referências esquerdistas. Poucas vezes pronuncia frases inteiras.
Veste uma roupa de tipo hippy enfeitada com múltiplos colares, brincos e pulseiras à la guru indiano, além de óculos gênero John Lennon.

“É ela quem governa o país, apesar de não ter sido eleita pelo voto popular”, diz a dissidente Sofia Montenegro.

A primeira-dama tal vez acha estar mais de acordo com os novos estilos impostos pela religião verde. Mas, astutamente, também faz gestos que seduzem o voto católico.

Assim, o casal Ortega casou oficialmente na Igreja Católica poucos meses da eleição ganha pelo marido.

Em matéria moral e familiar, o estranho casal fez aliança com o conservadorismo católico e apoiou uma lei contra o aborto.

“O governo da Nicarágua é como uma casa, em que pai e mãe dividem as funções”, diz o ministro da Cultura Luis Morales.

A “bruxinha Nova Era” completa o que o ex-guerrilheiro marxista e “chavista” não consegue fazer...

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