segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Filme repetido: Chávez promete investimentos mirabolantes, não cumpre e o Brasil fica a ver navios

Lula e Hugo Chávez, inauguração ponte na Venezuela, Wilson Dias-ABr
Segundo O Globo (2-1-2009), o presidente Lula recomendou o governador pernambucano Eduardo Campos ir à Venezuela encontrar o espalhafatoso, mas “amigón” e “hermano”, Hugo Chávez.

Como já virou costume o coronel proto-comunista fez toda espécie de promessas mirabolantes para a construção da refinaria de Abreu e Lima. O empreendimento seria fruto da parceria do Brasil e da Venezuela em Pernambuco.

A Petrobras já aplicou R$ 500 milhões nas obras. Porém a venezuelana PDVSA, que ficará com 40% do negócio, não efetivou as promessas do seu líder socialista e não investiu um tostão sequer.

Mas, não tem perigo, Chávez e seus amigos sabem que de Lula não virá nenhuma queixa séria. A turma toda só fica brava na hora de falar contra os EUA, o capitalismo, a “classe média”, em breve: contra tudo o que o socialismo e o comunismo odeiam por principio.

Por outra parte, com o preço do petróleo a níveis mais normais, Chávez está impossibilitado até de alimentar a população venezuelana após estatizar grossos setores da economia.

Neste singular ballet, andam de braços dados com o presidente Lula ou com a claudicante presidente argentina, os presidentes Chávez, Morales, Correa e Lugo.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Crise abala as esquerdas no mundo todo


A esquerda está em crise na Europa toda, deplorou “Le Monde” de Paris. Dos 27 países da União Européia, 19 estão com a direita, e os governos de esquerda estão em maus lençóis.

A expectativa é que Obama ajude a tirá-las da depressão. Sobretudo depois de um 2008 desastrado. O Partido Democrata Italiano (ex-comunista) desapareceu do Parlamento. A extrema-direita agigantou-se nas legislativas de setembro na Áustria.

O Partido Socialista Francês perdeu três presidenciais em série e é devorado por inculpações internas. (foto)

No Brasil, o professor de filosofia Paulo Arantes, porta voz de um marxismo que cheira a formol, afirmou na USP (Universidade de São Paulo) que a esquerda brasileira está fazendo “uma confissão tácita de que não temos futuro”. Arantes defendeu como “única opção disponível” a dos “direitos humanos”.

Publicacoes da Misereor para reunir fundos nas igrejas da Alemanha em favor da revolucao quilombolaPara os europeus, as esquerdas sul-americanas deixaram de ser esperança. “A esquerda latino-americana está fragilizada” foi o titular do “Le Monde” comentando o estado daquela que outrora foi uma luz dentro da escuridão socialo-comunista.

“A esquerda está literalmente arrasada na Europa toda, e o Reino Unido e a Espanha não são exceção. Da sua parte, a esquerda latinoamericana está degenerando no pior autoritarismo populista”, acrescentou o “El País” de Madrid, porta-voz oficioso do socialismo espanhol.

O MST “comemorou” seu 25º aniversário na decepção: não conseguiu implantar o socialismo por via de reformas de estrutura radical, malgrado os ingentes apoios governamentais e de ONGs estrangeiras (veja fotos de publicações da Misereor para reunir fundos nas igrejas da Alemanha em favor da revolução quilombola no Brasil) e, sobretudo nacionais como a CPT, e outros braços da CNBB como o CIMI, etc.

O MST está deslocando seus militantes, aliás cada vez mais escassos. De sem-terra estão virando índios e quilombolas. Se a crise econômica der margem, poderão virar “metalúrgicos” ou “desempregados” vítimas da “crise do capitalismo”.

Também o presidente Lula está jeitosamente se maquiando, entrando em aparente oposição com os sem-terra. Oposição tão funda quanto a que tem com seus “amigones” Chávez, Evo, Correa, Lugo e companhia.

Mas há um foco de esquerdismo inflexível, hoje astutamente calado à espreita da ocasião: a esquerda católica.

O que ela prepara? O que fará?

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

“Sapatadas” brasileiras para líderes socialo-comunistas. Chávez ganha folgado


A Folha Online promoveu uma enquete original. Perguntou aos internautas em quem dariam, se pudessem, uma “sapatada” como a que quase atingiu o então presidente Bush no Iraque.

O presidente proto-comunista venezuelano, Hugo Chávez, ganhou de longe: 45% dos leitores, i. é, 15.525 deles, bem na frente do próprio George W. Bush com 11.983.

Um outro comunista debandado ‒ muito na linha dos líderes do MST ‒ o ditador zimbabuano Robert Mugabe chegou em terceiro com 6% das preferências ‒ 1.983 no total ‒, seguido pelo esquerdista presidente equatoriano Rafael Correa, que foi alvejado pelo 5% (1.839 votos).

No todo, os leitores da Folha Online preferiram os figurões socialo-comunistas do cenário internacional, o que é um sintoma apenas do que sentem os brasileiros em geral.

Foi pena que a Folha Online não tivesse dado chance para se patentear o 70-80% de popularidade do presidente Lula. Ou tentou, mas retirou a opção rapidamente...

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