segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Crise abala as esquerdas no mundo todo


A esquerda está em crise na Europa toda, deplorou “Le Monde” de Paris. Dos 27 países da União Européia, 19 estão com a direita, e os governos de esquerda estão em maus lençóis.

A expectativa é que Obama ajude a tirá-las da depressão. Sobretudo depois de um 2008 desastrado. O Partido Democrata Italiano (ex-comunista) desapareceu do Parlamento. A extrema-direita agigantou-se nas legislativas de setembro na Áustria.

O Partido Socialista Francês perdeu três presidenciais em série e é devorado por inculpações internas. (foto)

No Brasil, o professor de filosofia Paulo Arantes, porta voz de um marxismo que cheira a formol, afirmou na USP (Universidade de São Paulo) que a esquerda brasileira está fazendo “uma confissão tácita de que não temos futuro”. Arantes defendeu como “única opção disponível” a dos “direitos humanos”.

Publicacoes da Misereor para reunir fundos nas igrejas da Alemanha em favor da revolucao quilombolaPara os europeus, as esquerdas sul-americanas deixaram de ser esperança. “A esquerda latino-americana está fragilizada” foi o titular do “Le Monde” comentando o estado daquela que outrora foi uma luz dentro da escuridão socialo-comunista.

“A esquerda está literalmente arrasada na Europa toda, e o Reino Unido e a Espanha não são exceção. Da sua parte, a esquerda latinoamericana está degenerando no pior autoritarismo populista”, acrescentou o “El País” de Madrid, porta-voz oficioso do socialismo espanhol.

O MST “comemorou” seu 25º aniversário na decepção: não conseguiu implantar o socialismo por via de reformas de estrutura radical, malgrado os ingentes apoios governamentais e de ONGs estrangeiras (veja fotos de publicações da Misereor para reunir fundos nas igrejas da Alemanha em favor da revolução quilombola no Brasil) e, sobretudo nacionais como a CPT, e outros braços da CNBB como o CIMI, etc.

O MST está deslocando seus militantes, aliás cada vez mais escassos. De sem-terra estão virando índios e quilombolas. Se a crise econômica der margem, poderão virar “metalúrgicos” ou “desempregados” vítimas da “crise do capitalismo”.

Também o presidente Lula está jeitosamente se maquiando, entrando em aparente oposição com os sem-terra. Oposição tão funda quanto a que tem com seus “amigones” Chávez, Evo, Correa, Lugo e companhia.

Mas há um foco de esquerdismo inflexível, hoje astutamente calado à espreita da ocasião: a esquerda católica.

O que ela prepara? O que fará?

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