domingo, 29 de julho de 2007

Demagogia e utopismo em escala universal

Os presidentes Chirac e Lula

Na reunião de líderes mundiais pela Ação contra a fome e a pobreza, em Nova York, o presidente Lula fez um apelo contra esses males, enquanto no Brasil o Fome Zero não decola e o Bolsa-Família esbanja verbas. A mídia americana não lhe concedeu espaço.
Mais repercussão conseguiu o presidente da França, Jacques Chirac. Ele quis ser o herói da sessão, apregoando um imposto internacional contra a pobreza. De fato, a origem da idéia nem é dele, mas de ATTAC — grupo esquerdista ultra-radical de tendência anarquista.
Em Paris, a taxa Chirac, como ficou conhecida, foi considerada extravagante e demagógica. Extravagante porque um presidente que se diz de direita adotou uma bandeira da ultra-esquerda. Demagógica porque, nas condições atuais, é irrealizável. Mas já se delineia no horizonte um Leviatã de mais impostos, mais controles, mais organismos intervindo na vida dos cidadãos, tudo isso em nível mundial. Como quem pagará a conta são os cidadãos, isso resultará, no fundo, em mais empobrecimento. Tudo gerido por uma imensa e vaga estrutura burocrática, fácil presa da corrupção, que não resolverá efetivamente os problemas apontados, reais ou imaginários.

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